Hello!! Chegando com mais um pedaço! Muito obrigada às reviews que estou recebendo!! E saibam que graças à vocês, essa trama vai pra frente! Espero de coração que estejam gostando, pois vão gostar ainda mais ao decorrer do caso!
Antes de tudo, agradecimentos especiais à
Patricia Rodrigues,
Ninizinha,
Nanafics,
Cami,
Jessy-Winchester e
Leo-Shaka,
Pelas reviews que mandaram.
E Leo.. Você realmente não faz nem idéia do que eles vão fazer?? Rsrsrs...
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Tocou a maçaneta e a abriu sem cerimônias, fechando a porta em seguida ao encontrar o mais velho apenas em jeans desabotoados, boxer e seus famosos chinelos brancos.
Shane olhou para Frank com uma cara estranha. Teria ele se lembrado de alguma de suas provocações? Não. Era impossível. Ou talvez não fosse tão impossível assim...
― O que você queria indo atrás de mim àquela hora?
Inquiriu Frank com seu olhar verde-inquisidor-penetrante.
― Só queria ver o que você tinha...
Shane não iria se deixar amedrontar por aqueles olhos, não agora, não diante disso. Ele tinha que levar essa sua doença para o túmulo... Sem deixar que esta afetasse seu relacionamento fraterno e carinhoso com Frank.
― Não mente Shane.
Disse Frank, abaixando a cabeça para não elevar o tom de voz. Ver Shane tentando escondê-lo algo o deixava sumamente irritado.
― Não estou mentindo! F-foi só que... Você me pareceu estranho e...
Frank o interrompeu:
― Já disse que quando você mente me machuca e me irrita? Sabe Shane, ― começou a andar pelo quarto ― ver quem você ama mentir tão descaradamente dói o bastante para diminuir esse amor e transformá-lo ao menos momentaneamente em angústia.
Shane ficou estático. Não, Frank não poderia estar dizendo no sentido que parecia estar... Não mesmo!
― Frankie... ― se aproximou do outro e o tocou o rosto num impulso ― E-eu só... queria saber porque você estava agindo estranho...
Aquela mesma carícia... Ah droga... Frank se arrepiara com aquilo... Se enxergava uma colegial quando o mais velho agia daquela forma. Lá em baixo, os Winchesters observavam as garotas prepararem o churrasco e especulavam sobre o caso.
O coração de Frank estava acelerado tanto quanto o de seu irmão. Não, ninguém viria interrompê-los agora.
― Diz pra mim o que foi Frankie... Pode falar comigo...
Shane dizia, olhando dentro dos orbes verdes do mais novo.
― Sabe o que é Shane? ― se afastou bruscamente e alçou o tom de voz ― É essa droga de jeito que você age! Isso tá me deixando paranóico! Seria tão bom se você parasse de se aproximar de mim! Eu não tenho consciência sobre meus atos ao menos dezoito horas por dia! Eu não sei o que faço, mas sei que posso fazer coisas muito, mas muito estranhas mesmo se você continuar assim...
Foi interrompido pela mão do mais velho em seu pulso, o impedindo de andar mais e o puxando em sua direção, bruscamente.
― Era isso? Bom, então deixa eu te dizer: Não suporto o jeito provocante que exala de você vinte e quatro horas por dia Frank! Não é só você que está paranóico irmão... E eu posso jurar que tenho bem mais problemas que você nesse ponto de vista.
Shane dizia aparentemente irritado. Frank só prestava atenção na boca dele, nos seus lábios e no modo em que os umedecia. Resolveu aproveitar da fraquejada mortal de Shane e agir do modo que tanto queria:
Colou seus lábios aos dele, ambos espantados o suficiente consigo mesmos. Começaram a corresponder-se em perfeita sincronia após um curto espaço de tempo, onde suas línguas se enlaçavam, onde Frank tinha os braços envoltos no pescoço de Shane e este tinha os seus envoltos à cintura de Frank, colando os corpos, tornando aquele simples ósculo um ato cada vez mais voraz, menos fraternal. Frank tremia. Shane tremia. Aquilo era algo desejado há tanto...
Os corpos colaram-se ainda mais. Não era mais errado por que não estavam matando ninguém, mas já que não estavam se rejeitando, não se importariam. Com consentimento não era tão pecado assim.
Do lado de fora, o barulho começou novamente. Fingiram não se importar, mas a casa tremeu. Daí, se separaram rapidamente ao ouvir o barulho cada vez mais próximo da janela.
— Ele está voltando Shane...
Disse Frank temeroso. Não sabiam o que aquela coisa podia fazer, mas sabiam que se quisesse poderia "engolir" qualquer um mato adentro e não deixar quaisquer pistas.
— Vamos sair daqui.
Disse Shane, puxando o mais novo pela mão para fora do quarto, correndo em direção a escada.
Sam olha aquela movimentação lá em cima e já sabendo do que se tratava, sai correndo para a varanda. Dean demora alguns segundos pra compreender o que estava acontecendo e sai atrás quando volta a realidade.
— Sam! Sammy!
Bate a porta. O mais novo estava parado em pé no meio do quintal com um brilho púrpura em volta de si mesmo.
Parecia um tipo de névoa. O chão em volta do mais novo era arranhado em forma de círculos, fazendo o mesmo movimento que a coisa. Sam girava junto, mas como se quisesse observar. E de repente, um som. Aquele mesmo som de algo arranhando ferro contra cimento. A coisa saiu de perto de Sam e deixou uma poeira roxa e brilhante caindo, indo para dentro da mata novamente.
— Não!!
Gritou e foi atrás. Na medida que corriam, ele sentia o aroma de jasmim mais forte. Enxergou uma pessoa correndo. Usava um longo vestido da cor da névoa: roxo brilhante.
— Hey! Espera!!!
Berrou. De nada adiantou. O que diabos era aquilo? Bom, deixou de ser importante quando atirou-se no lago. Mas... Aonde... Estava? Chegou na borda do lago e a areia do fundo continuava branca. E quieta.
Dean correu mato adentro. Seu Sammy estava lá em algum lugar e teria que encontrá-lo de qualquer modo.
Pôde vê-lo se atirando no lago. Foi até a borda e assim que pensou em saltar, Sam emergiu com algo nas mãos.
— Sammy!
Espichou a mão para o mais novo, que aceitou e saiu da água.
— Ela... Saltou...
Disse enquanto tirava o excesso de água do rosto. Dean o segurou a face.
— Ela quem Sammy?
— A garota de roxo...
Deu o que carregava nas mãos para o mais velho, que observou. Um colar. Abriu o pingente e encontrou uma foto intacta... Era ela. Sim, uma garota que não passava dos treze. Aparentemente ruiva. E do outro lado, havia a foto de um garoto que parecia um pouco mais velho. O que seria aquilo? Um espírito vingativo? Certamente.
Voltaram para a casa e Sam ia tomar banho, enquanto Dean explicava a todos o que era aquilo, ou o que parecia ser. Todos ficaram suficientemente assustados e Shane o chamou no canto. Iriam ter uma conversa séria agora... Todos os "envolvidos".
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Continua...
(Arquivo X??? rsrsrs)
