Como sempre, mais um capítulo com pegação, caso que não anda e alfinetadas...

Enfim pronto. Peço desculpas pelo atrasinho de dois dias... Minha labirintite resolveu dar as caras de novo...

Enfim: Look!

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— Quê? Como assim "tudo bem, ela já foi agora"?

— Estou dizendo que a droga da coisa se mandou. Parece que queria que alguém desse atenção pra ela.

— Tá... E como a gente fica? Espera ela voltar e quebrar alguém ao meio?

— Calma cara...

Dean, Sam e Shane conversavam enquanto Frank e as garotas permaneciam na cozinha. O churrasco seria em poucas horas e ainda não havia quase nada preparado. Ele e Shane ainda teriam que tomar banho e se arrumarem.

— Shane.. — gritou — Shane, vou subir...

— Tô indo! — respondeu e olhou para Dean — Espero que resolvamos isso antes que essa coisa mate mais alguém.

Deu as costas aos Winchesters e saiu de cena. Alguns minutos se passaram e as garotas foram até eles. Sally disse:

— Hey... A coisa toda tá pronta... Agora é só colocar no fogo.

Lei a abraçou pela cintura e completou:

— Diga aos garotos que fomos nos arrumar e logo mais a gente volta...

Sorriram e saíram de cena, deixando Sam e Dean papeando sobre um assunto qualquer na varanda.

Lá em cima, debaixo do chuveiro, não havia mais nada além de fumaça, espuma e Malcovs no meio de tudo aquilo.

Ah, droga... Haviam mãos pelo seu corpo, uma boca colada a sua num beijo ardente, um corpo alto e musculoso como o seu o prensando contra o azulejo frio, Shane. Sim, Shane o estava prensando contra a parede, contra o azulejo, contra seus princípios e sua moral, que podia jurar: estavam indo para o espaço.

Passou a atacar o pescoço de Frank. Podia senti-lo contra seu próprio corpo. Puxava-lhe levemente os cabelos, queria possuí-lo. Queria entrar em Frank e torná-los apenas um. Mas poderia esperar. "A ordem dos fatores não altera o produto..." Boa hora para se lembrar de uma das lições de matemática que mais faziam sentido em sua vida... Realmente: A ordem dos fatores não alteraria o produto, ou seja: Não importava o que acontecesse, ele e Frank permaneceriam juntos de agora até sempre.

Lá em baixo...

Sam revirava o arquivo de jornais da cidade no site da biblioteca local tentando encontrar em "mortes em lagos" o rosto daquela garota. Nada. Não havia nada.

Abriu outra guia e procurou por "desaparecidos". Enquanto revirava o site, Dean pescava cerveja, dedava a torta de "floresta negra" e pensava no que Sam tanto queria comprar na cidade. Ele também compraria uma coisa. Só não queria que o mais novo visse. Seria surpresa.. E uma boa surpresa. Digamos... Uma surpresa quente, pegando fogo...

Riu ante isso e resolveu atentar o mais novo, indo até ele e o abraçando por trás.

— Desaparecidos Sammy?

— Não achei nada em "mortes". Provavelmente acham que ela fugiu de casa com o cara da foto. Se ao menos eu soubesse o nome...

— Por que será que isso tá intacto?

— Deve ser porque o fantasma ou o que quer que seja aquilo o estava guardando em algum lugar, esperando que alguém a visse pra entregar.

— Era uma garota mesmo?

— Sim, Dean. Era uma garota. A garota da foto. Sem nem um estragadinho se quer saber. Estava tão intacta quanto a foto.

— E quanto à névoa roxa?

— Espíritos livres de pecados costumam fazer o que acham bonito. Por exemplo: a sereia nunca pecou, portanto faz os outros pecarem por ela, matarem por ela. Você bem sabe. Vai ver essa garota adorava roxo e agora tem o domínio sobre "sua própria névoa".

— Sempre com tantas explicações...

Mordiscou o pescoço de Sam e ofegou perigosamente próximo ao seu ouvido.

— Dean... Sai fora...

— Por que? Não quer?

— Alguém pode ver...

— Qual é Sammy! Não tem ninguém aqui. E mesmo se tivesse, não veriam...

Bateu a mão sobre o laptop do mais novo o fechando e o puxou pela camisa. Sam se deixou levar. Não queria lutar contra si mesmo. Não agora... Não com Dean sussurrando certas coisas em seu ouvido e metendo a mão em seu corpo como se profanasse a imagem de um santo.

Foi cruelmente arrastado para um canto mais sombrio qualquer e teve os lábios brutalmente atacados.

Sim, era o que mais queria. Correspondeu com ânimo, como sempre. Tinha o corpo prensado aparentemente em uma janela, que parecia querer se abrir aos poucos. Dean riu entre o beijo e quebrou o contato.

— Vamos cair lá fora.

— Vem!

Disse Sam ao olhar o pequeno corredor sombrio que dava para a porta de trás. Puxou Dean pela camisa e o estampou com bastante força na parede. Ah... Aquilo estava começando a se tornar interessante. O som tocando em um volume legal que provavelmente abafaria os gemidos de ambos, a luz quase ausente naquele local onde estavam e logo mais, a porta. Poderiam sair por lá caso ocorresse qualquer probleminha. Sim, aquilo estava se tornando interessante demais. Sam estava com fome. Fome de Dean. Fome de possuí-lo. Dean gemia como uma garota. Estava perdendo o controle com as palavrinhas absurdas que Sam soltava com a boca colada em sua orelha enquanto serpenteava contra ele, o pressionando com a perna.

— Sammy..

Gemeu. Não sabia o que falar. Na verdade, não tinha palavras. Mas o mais novo bem sabia o que aquilo significava. Começou a desafivelar aquele cinto grosso e quando tocou seus "dedinhos" no botão do Jeans, escutou uma porta de carro bater do lado de fora.

Quebraram o contato. Corados, ofegantes e excitados. Não sabiam o que fazer. Dean começou a rir. Sam gargalhou baixinho. Estavam em um verdadeiro balaio de gatos. E o pior de tudo: Uma silhueta feminina se aproximava da porta, com um cara alto atrás.

Sem mais delongas, a porta foi aberta. Uma ruiva aparentemente nociva entrou e puxou aquele cara porta adentro.

— Jason Walker...

Dean foi parando de rir, deixando apenas aquele sorriso de canto sarcástico em seus lábios.

— Pois é.. Eu mesmo, forasteiro.

— O que faz aqui? Veio se descabelar com o Malcov de novo?

— Não... Vim ver se aumento de estatura no churrasco dele...

E dentre a guerra de alfinetinhos pontudos, o Winchester mais novo interveio:

— Cara... Dá o fora... Não queremos confusão. Nem pra você nem pra eles.

— Hey... Não viemos causar problemas!

Afirmou a ruiva.

— Quem é você?

Dean inquiriu.

— Meu nome é Jackson. Katie Jackson. E podem sossegar que os garotos são assim. Eles brigam mas quando acaba, acaba mesmo. E não viemos brigar agora. O churrasco vai ser aonde hein?

Disse, levantando-se sobre seu salto quinze e vasculhando o ambiente com os olhos.

— Vamos fazer na frente da casa. Fica melhor pra geral.

Disse Jason. Sam e Dean se olharam. Que diabos era aquilo? Uma amizade com interações de casamento? Pois é... Aquele lugar era mesmo muito estranho.

Nada mais podiam fazer à não ser observar o jeito estranho daqueles dois. Pareciam ser os donos da casa. Só esperavam que quando os garotos descessem não pensassem que os deixaram entrar. Sam "caiu" no sofá e Dean caiu ao seu lado, aproveitando para sussurrar em seu ouvido:

— Sei o que você ia fazer... Vou cobrar depois.

Ah.. Aquela voz rouca fez Sam ficar completamente arrepiado. Não se importava se o mundo acabaria agora, amanhã ou depois. A única coisa que importava de verdade, era aquele cara ao seu lado; seu irmão, seu amante, seu amigo, namorado.

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E então... Continua...