Mais um capítulo pra todos nós...

XXX

Saíram do banho e se arrumaram sem palavras. Frank estava estranhando. Por que diabos Shane não falava com ele? "Certamente bateu o arrependimento..." Pensou o Malcov mais novo suspirando tristemente enquanto se vestia com aquela regata vermelha por cima da camisa mais justa que o necessário branca.

— Desculpa...

Sentiu braços em volta de sua cintura. Eram os mesmos braços que o haviam mantido em pé minutos atrás no banheiro.

— Desculpa... E-eu... Jamais deveria...

O afastou bruscamente. Shane chorava? "Não! Não creio que tenha sido tão ruim!" Pensou Frank, olhando para seu irmão com os olhos apertados, tentando analisá-lo.

— Como é que é? Jamais?! Perai Shane... Tá bancando o arrependido?

— N-não é isso...

— Claro que é! — cortou o mais novo — Como pôde? Eu sabia! Só queria ferrar comigo, não é mesmo?

Parou de escutar o que Frank falava em alto e bom tom. Foi até ele e o agarrou pelos pulsos. Sua vista estava embaçada. O mandou com força contra a parede. Ouviu que ele havia se calado com o susto.

— Me escuta.

Ordenou. Frank permaneceu calado, obedecendo.

— Não estou arrependido. Só estou com medo do que vai rolar daqui pra frente. Não quero que você se afaste de mim porque eu te amo; Entende? Estou preocupado com a gente daqui pra frente.

Parou de falar. Frank entendeu como uma permissão. Era sua vez.

— Então não está arrependido?

— Não. Só não quero você longe de mim. Não sei o que somos agora, mas quero que fique comigo. Não só do jeito que era antes, mas daquele jeito de minutos atrás. Será que pode? Você é tudo o que eu sempre quis Frankie...

O acariciou o rosto.

— Tá... Tudo bem... Mas só se você prometer parar com essas paranóias. Eu nunca vou te deixar. Não vai se livrar de mim tão fácil irmão... Eu te amo... E prometa também que não vai mais chorar, porque sabe, dói...

Bateu a mão sobre o coração e selou os lábios de Shane.

— Ok Frank... Eu prometo...

E o simples e terno selo se tornou um beijo francês, que depois passou a um beijo mais ardente, onde mãos encontravam corpos e cabelos, puxando para mais perto enquanto ainda havia jeito.

— Acho.. Melhor descermos...

Sussurrou o mais novo dentre o contato. Estavam quase se pegando pela segunda vez em menos de uma hora.

E foi o que fizeram. Aparentemente desconfiados, desceram as escadas sérios e no sistema de cada um por si e Deus por todos. Sim, estavam apavorados com a idéia de alguém descobrir.

— Jason???

Perguntou Frank, indo em direção ao outro.

— Não tô aqui pra brigar.

Pararam frente a frente.

— Quem te deixou entrar?

— Ninguém... E aproveita pra dizer pros seus cãezinhos aí que não precisam morder a gente...

— Walker... Pára.

— Ok Malcov, ok.

— Veio pro churrasco?

— Sim... A turma tá toda vindo pra cá.

— Eu sei... Pelo menos da parte da Lei e da Sally.

— A Katie tá lá fora revirando a churrasqueira.

— Já chegou?

— Veio comigo chapa..

Sorriram. Que tipo de pessoas eram essas? Lidar assim depois de uma briga! Isso sim era sobrenatural para os Winchesters.

O "jantar" corria tranqüilo até a hora da sobremesa, onde todos, já altos pela "pequena" quantidade de álcool no sangue, começaram a alfinetar-se com piadinhas e suposições. Frank se levantou e pegou o violão, voltando para a caixa de madeira onde estava assentado. Era bem grande, por volta de um metro quadrado. Algumas notinhas de Lenny Kravitz e Sally juntou-se. Lei juntou-se. Frank olhava para Dean o convidando e ao mesmo tempo desafiando, o que o mais velho não deixou de aceitar. Puxou seu banco até o lado de Frank e começou a seguir a música.

Sam, ao longe, olhava tudo. Se sentia sobrando. Sentiu uma mão em seu ombro e olhou por cima deste.

— Observando a alegria alheia?

Inquiriu Shane. Também estava sozinho. Parou ao lado do Winchester e ofereceu-lhe um gole de sua cerveja. Sam aceitou.

— Sabia que beber na mesma garrafa de uma pessoa é um tipo de beijo indireto?

Sam corou e sorriu.

— Por que está dizendo isso? — abaixou o rosto e depois foi levantando vagarosamente, na medida em que levantava o olhar — Por um acaso quer me beijar?

Sim, Sam já estava alto. Havia compartilhado uns "compostos" com Frank por baixo da mesa.

— Talvez. Se o fizesse, você corresponderia?

— Não sei.. Talvez sim, talvez não.

Shane, com as pupilas "do tamanho da lua", riu alto e sussurrou:

— Por que não vem comigo pegar mais cerveja no freezer da garagem?

Saiu de cena. Sam o seguiu. Sim, o seguiu. Preferia esquecer a ficar ali vendo Dean cantar maravilhosamente bem ao lado de Frank. Nesse momento, se sentia redondamente substituível. A raiva estava tomando conta de suas reações juntamente com as substâncias nada nocivas que haviam nas coisas ingeridas "involuntariamente" por ele.

Shane adentrou a garagem e quando Sam o fez, automaticamente foi prensado pelo mais velho na parede, no escuro. Gemeu baixinho, fazendo Shane se lembrar de Frank e gemer também.

O Malcov colou seu corpo ao do mais novo, o tocando o rosto.

— E se... Alguém vier?

Sam inquiriu.

— Não, ninguém vai nos pegar.

E os lábios se encontraram pela primeira vez, aprofundando-se rapidamente num voraz beijo de língua. Shane pressionou sua perna entre as de Sam, o fazendo sentir calafrios. Podia jurar que se Dean os pegasse, ambos estariam mortos. Mas não. Dean não estava nem aí. Estava lá, cantando com Frank, substituindo seu irmão mais novo por ele, o cara de cabelos compridos e olhos verdes inquisidores.

Puxou Shane contra si e pôde sentir em evidência as partes mais excitadas dos corpos de ambos. Puxou os cabelos do mais velho. Estava ardente. Queria dominar Shane, e este parecia deixar-se levar. Tanto que gemia e demonstrava-se fracamente relutante. Sam poderia fazer o que quisesse com ele.

Quebraram o contato e olharam-se nos olhos. Tudo em volta parecia não existir. Sam inverteu as posições e pressionou Shane contra a parede, atacando-lhe o pescoço enquanto o dominava pelos cabelos e o prensava o membro com a perna e vez ou outra com o próprio também.

— Shaney.. Shaney!!! Shane!

Uma voz feminina gritou carinhosamente. Quebraram o contato o mais rápido possível e Sam foi em direção ao freezer, enquanto Shane saía na porta da garagem e recebia uma ruiva abraçante.

— Jilly!

— Hey! Não use meu apelido. É J-I-L-L!

— Easy Richards... Você também usou o meu...

— É uma forma carinhosa.

— Digo o mesmo.

— Não contestaaa...

Choramingou. Shane a beijou o pescoço e disse:

— Que veio fazer aqui?

— Te pedir mais cerveja. Lá na frente já era.

Se soltou do pescoço dele e lhe sorriu.

— Não se importa de levar, não é!? — e notando a vermelhidão de Shane, sorriu perversa. Até falaria algo, mas nessa hora, Sam apareceu tão vermelho quanto o outro — Woah! Já vi que não é a Jackson que tava aí com você...

Saiu saltitando como um foguete.

— Hey! Jill!! Volta aqui!

E ao longe, ela parou. Fez um gesto obsceno mexendo os quadris (CRÉU) e correu novamente.

— Puta que...

— Calma! Calma Shane. Ela não... Talvez não comente...

— Ela vai comentar!

— Ela já tá aparentemente bêbada demais! Acha que alguém vai dar ouvidos?

— A Katie vai...

— E daí?

— Daí que a Katie dando, todos dão. Só o grito que ela vai dar...

E em menos de cinco segundos, o violão parou de tocar acompanhado por um grito eufórico. A galera toda começou a rir audivelmente.

— Deus... Frank vai me matar...

Cuspiu Shane, sem prestar atenção no que dizia.

— Como é que é? — Sam o olhou abismado — Por que diabos o Frank se importaria?

Shane, percebendo que a mancada não tinha retorno, disse:

— Você não vai querer saber...

— Droga! Não acredito! Shane... — Sam abaixou a cabeça exasperado — Por que não me disse?

— Não queria que você soubesse! Eu queria te beijar, e pelo jeito você é muito certinho nesses lances Sammy...

— Não... Isso foi uma queda Shane, uma senhora queda. Nem mancada foi. E é Sam!

Nesse momento, Frank chegava com o violão nas mãos, Dean atrás e a galera inteira os seguindo. Parecia que um barraco ia rolar ali. Sorte, ou azar, era que estavam ligeiramente longe um do outro, Sam com o cenho franzido e Shane fingindo uma discussão.

— O que tá rolando?

Inquiriu Frank, o Deus Justiceiro Malcov.

— Nada que seja da sua conta.

Respondeu Sam sacando o jogo de Shane.

— Como é que é?

Frank ia se aproximar, Dean o prendeu com uma mão em seu pulso.

— O que tá rolando Sammy?

— Esse cara tá dizendo que é nossa culpa a coisa ter atacado de novo.

Sam estava totalmente no jogo. Shane camuflou um sorriso sincero com um de escárnio.

— Quando não vai gente "fuçar" as coisas dela, o lago dela, ela não aparece na nossa casa.

— O lago pode ser dela, mas a culpa não foi nossa. E no mais, mesmo se fosse, estaríamos certos. Estamos investigando! Cedo ou tarde teríamos que ficar cara a cara com ela!

Ah... Sam e seus argumentos... O rei da verdade como sempre...

Jason entrou no meio dos dois e disse:

— Já chega! C.H.E.G.A! A droga da festa vai continuar com todo mundo lá na frente ou a gente vai ter que ir embora por causa de vocês?

— Tá Walker... A festa vai continuar.

— Tenho primeiro nome Shane, e é Jason! Quanto a você forasteiro, parece muito nervosinho... Explodindo a toa... Baixa a bola e vai fazer algo mais útil que brigar...

Saiu de cena. Sam e Shane se seguravam para não explodirem em gargalhadas. Como diabos tinham conseguido montar uma cena daquelas no estado em que estavam? Foram juntos com a turma. Na frente da turma toda, Jason deu um abraço e levantou Jill do chão, dizendo:

— Você tá ficando louca guria... Eles não 'tavam dando um créu. Acho que vou te pôr pra dormir... Já bebeu demais.

— Me solta tarado!

Ela gritava, rindo. Sabia mesmo o que tinha visto. Mas agora, com Jason a "atacando" daquele jeito, podia deixar passar. Ah sim... Jason daquele jeito era melhor que sua guitarra e seus rolos todos juntos...

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Agradeço a todos os que estão acompanhando e deixando reviews... Um grande abraço à todos!

(SEARCH AHBL – JARED AND MISHA PHOTOS)