Olá! Finalmente mais um capítulo! Peço desculpas a todos pela demora. Estou de mudança para o Nordeste, então não estou tendo tempo para nada... Prometo que assim que as coisas se ajeitarem (fase pós-mudança) não atraso mais.
Muito obrigada pelas reviews e um grande abraço a todos!
Espero que gostem!
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Amanheceu. Sam acordou com leves raios de sol se chocando contra seu rosto. E pra completar, com uma dor de cabeça de matar. Olhou para o lado e viu Dean com a expressão mais serena de toda sua vida. Quis beijá-lo e o fez. Sentiu uma angústia imensa. Não sabia o porquê, mas quando deu por si, lágrimas desprendiam de seus olhos. Tocou a face adormecida numa carícia que mais se encaixava num pedido de desculpas. O motivo, Sam não sabia. Ou ao menos não conseguia se lembrar.
Dean abriu os olhos. A primeira coisa que viu foi Sam à sua frente, com os olhos fechados e dois finos rios transparentes correndo por suas bochechas. A primeira coisa que sentiu, foi uma mão com dedos leves tocar-lhe o rosto. A segunda foi uma dor gigantesca em seu peito. Não sabia se por Sam ter feito o que fez ou por vê-lo chorar.
— Sammy...
Sussurrou. O mais novo abriu os olhos. Arregalou-os.
— Está... Acordado.. Dean?
— Não... Estou acordando. Por que está chorando?
Se apoiou em um cotovelo e tocou a face do mais novo, limpando-lhe as lágrimas.
— E-eu não sei... Me perdoa...
— Quê? Como assim Sammy? Te perdoar pelo quê?
— Eu não sei Dean... Eu não sei. Só preciso que me perdoe!
Chorou alto como uma criança. Bem que Raphael havia dito... Sam não se lembrava de nada. Apenas sabia que tinha feito algo ruim, errado.
— Eu te perdôo Sammy, do que quer que seja.
— Jura?
— Claro que sim! Vem cá... Para de chorar...
Deitou-se e deitou Sam sobre seu peito, o acariciando os cabelos. Foi sentindo como ele se relaxou, e em pouco tempo estava tão ou mais em paz que ele. Ambos adormeceram novamente.
Dean acordou com o som alto de um dos carros atingindo seus ouvidos. Era algo como Dance, ou Techno. Levantou-se e pôde ver seu Sammy adormecido como uma criança mergulhada na paz.
Se aproximou da janela enquanto passava as mãos pelos cabelos, bagunçando-os. Viu Shane e Frank no maior...
— Amasso!!!
Disse, arregalando os olhos. Frank estava emparelhado contra o 4X4, Shane mordia seu pescoço e se esfregava contra ele.
Dean estava ficando babado naquilo quando sentiu mãos em sua cintura. Olhou assustado para trás e deparou-se com Castiel.
— Cas?!
Sussurrou.
— Bom dia.
Dean gelou ante o toque morno em sua cintura. Castiel sussurrara em seu pescoço.
— B..bom dia...
Disse, gaguejando.
— Por que ao invés de ficar aí olhando e quase perdendo o queixo você não faz algo? Volte pra cama... Sam ia se sentir mais confortável com você... Dentro dele...
Dean arregalou os olhos. Questionaria Castiel agora mesmo. Virou-se. Se ele estivesse ali.
— Mas que porra foi essa Castiel?
Grunhiu alto. O anjo, em seu esconderijo, apenas ria. Havia adorado a idéia de Raphael. Provocaria Dean até a última instância. Instigaria Dean para que este ficasse o mais próximo possível de Sam. Por que no fundo, ambos os anjos sabiam: Dean passaria por maus lençóis nos próximos dias. Tentariam ajudá-lo, mas sabiam que seria difícil.
Horas mais tarde, estavam de saída em rumo a biblioteca da cidade. O sol ainda castigava a cidade. Estava um calor infernal.
No som, o cd de Nickelback fazia a trilha para aquele lindo dia de sol.
— Maldito sol.
Reclamou Dean. Sam apenas riu. Gostava do sol... O fazia esquecer-se de todas as coisas ruins que aconteciam quando a escuridão dominava o mundo.
Mais algum tempo dentre ruas, informações e reclamações excessivas de Dean, chegaram ao prédio da biblioteca local. Sim.. Ali havia muito trabalho a ser feito...
Começaram pelos artigos de jornal. Sam começou por eles. Dean foi verificar os "casos misteriosos" que haviam estampados num grande mural ao lado do mapa-múndi.
E foi nesse painel, que ele encontrou algo muito importante:
"Garota de treze anos desaparece no dia de seu aniversário."
"Gina Dashwood desaparece em dia de aniversário"
"Caso Dashwood – Impossível solucionar" Dizem policiais locais.
"FBI é notificado do caso Dashwood"
"Federais assumem caso Dashwood"
"Gina Dashwood – Desaparecida"
Sua mente dava voltas. Observou o retrato da garota... Longos cabelos ruivos, pele pálida, olhos gelados. Parecia-se com Anna... Porém, tão angelical quanto.
Sentiu alguém tocar seu ombro. Voltou-se para trás e deparou-se com Sam.
— Achou algo interessante?
Perguntou. O mais novo estendeu-lhe um artigo, onde a Senhora Dashwood culpava Melanie Wood pelo desaparecimento de sua filha.
— Mas como? Elas parecem ser da mesma idade!
— Eu não sei... Já vi de tudo, então, não posso duvidar de hipóteses, Dean... Vamos procurar a tal Wood...
— Esse jornal é de quinze anos atrás! Será que ela ainda existe?
— Sim, deve existir. Esse tipo de gente não sai da cidade por um motivo qualquer.
— E ser incriminada com treze anos é um motivo qualquer?
— Bom, não, mas ela pode ter se beneficiado disso talvez..
— Tá bom, Sam... Chega. Vamos.
— Ao menos temos um nome...
— Éh.. já é um começo...
Algum tempo depois, estavam de volta ao domínio Malcov com centenas de hipóteses em mente quando passaram frente a um lago imenso. Dean parou. Desceu. Sam apenas observou.
O mais velho começou a se despir aos poucos. Estavam em meio ao nada. O carro com o rádio ligado, sintonizado na rádio local, um caso em andamento, água fria, lábios em seu pescoço, língua roçando sobre sua pele...
— Hey!
Se afastou. Não soube como, mas em uma fração de segundos, estava apenas em boxers, dentro d'água, com Dean colado em seu corpo, atacando-o.
— O que foi? Não quer?
Sam sorriu de lado e respondeu mais rouco que Dean:
— Evidente que quero — fez que lhe metesse a mão — Mas não sabia que estava tão faminto assim...
— Você não viu nada ainda, Sammy...
Os lábios tocaram os seus, um frio subiu por sua espinha, aquela mão atreveu-se a adentrar o simples tecido que ajudava a separá-los...
"Oh! Damn!"
Pensou, quando viu-se sem reação ao ser empurrado para trás até encostar-se na parte rasa do lago, sentando-se automaticamente. Os lábios não se separaram. Pelo contrário: Sam deixou-se ser usado pelos lábios de Dean, por suas mãos e pelo seu corpo quente, que o encurralava contra a grama selvagem que forrava o solo, verde, macia, molhada... Tão molhada quanto os beijos que trocavam. Os lábios de Dean tocando os seus de modo selvagem, deixando-se ser mordiscado vez ou outra... Suas línguas se tocando e depois afastando-se unidas apenas por um tênue fio de saliva...
Ah... Isso estava deixando-os loucos.
— Dean... — gemeu entre o beijo — eu quero agora...
— Aqui?
— Não vai negar que você queria que eu pedisse..
— Realmente.. Eu queria...
— E eu ainda quero... Quero você ferrando comigo agora...
E quando Dean entrou, entrou à seco, na brutalidade, como Sam havia pedido. Gemeram em uníssono, consumindo-se um no outro.
Pode-se dizer que demorariam um bom tempo até irem realmente para "casa".
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See Ya!
