Passando rapidinho pra atualizar...
Acho que devem saber como é temporada de viagens...
Obrigada pelas reviews!
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— Ah!
Sim, aquilo fora um gemido. Dean abriu um sorriso daqueles.
— Éh.. Pelo visto tem alguém ocupado lá em cima...
Sam corou na hora. Sabia quem eram as pessoas ocupadas lá em cima. Sabia que não era Frank com nenhuma mulher, muito menos Shane. Seu coração disparou. Suas pernas tremeram e sua respiração ficou difícil. Dean percebeu.
— Está assim por causa do Shane?
O queixo de Sam caiu... Ao menos do beijo ele se lembrava... Não sabia o que tinha acontecido depois. Pelo visto, Dean sabia mais do que ele.
— Dean... E-eu... Olha...
— Eu não quero saber.
Interrompeu o mais velho. Subiu as escadas e bateu a porta do quarto.
— Dean!
"Merda!"
Subiu as escadas. Sim, alguém havia contado à Dean. E não era Shane, com certeza.
Quando passou em frente à porta entreaberta, viu Frank descendo sobre o membro de Shane, na cama, com os cabelos bagunçados, rebolando... apenas um lençol branco tampava a cena... Ardeu. Queria estar ali junto com eles e com Dean.
"Nossa!" Pensou, quando percebeu o tipo de pensamentos que estava tendo. E pior que havia brigado com Dean... Droga..
Adentrou o quarto e encontrou o outro sentado sobre a cama, lendo um artigo aleatório do jornal.
Aproximou-se do mais velho e olhou também.
— Temos que procurar Melanie Wood...
Disse Dean. Sempre que estava nervoso se focava no trabalho. Até demais.
Puxou levemente o artigo de suas mãos e Dean o olhou nos olhos com o cenho franzido.
— Qual é Sam...
— Dean, por favor... Me escuta.
— Tá bom... — suspirou exasperado — Fala... Tô escutando...
— E-eu não lembro muito bem, mas... Eu sei que fiz algo errado! E só não sei o que... Mas... Eu tenho uma idéia do que possa ser e... tô pedindo perdão!
— Tudo bem Sammy... Só me diz que não vai mais se atracar com ele. Você tem à mim! Ou não sou bom o suficiente?
— N-não é isso!!
— Então me diz, Sam... O que diabos fez você cair nas graças dele?
— Ele provocou e... eu tava... bêbado!
— Mentira.
— Dean! Por favor!
— Tá... Chega...
— Dean...
O mais velho se levantou e saiu porta afora. Depois de alguns segundos, Sam viu o Impala se afastar da casa. Dean estava chateado.
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Se ele não estava enganado, aquilo no som era o mais novo cd deprimente de Sam, que fez questão de entrar com a pior música agora... Por que diabos ele havia o traído? Por que? "Eu não devo ser suficiente mesmo... Nem pra isso..." Reclamava em pensamento consigo mesmo. Estava se sentindo só, abandonado. E para isso, nada melhor que mergulhar no caso. Procuraria a senhorita Wood agora. E enquanto não a encontrasse, não voltaria para "casa".
Limpou algumas lágrimas com as costas da mão e pisou fundo no acelerador.
De lá de cima, um anjo que não o seu, lhe guardava.
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"Carregando... 20 por cento... 60 por cento... 100 por cento. Bem vindo ao banco de dados da polícia de Crystal Lake City. Informe sua Id e senha."
Sam revirou os papéis em cima da cama e fez o login como "Sargento Jones". Era a Id mais segura que possuía no momento.
Tempo depois, a porta do quarto se abriu e Shane adentrou silencioso como um fantasma. Sam sequer percebera. Estava longe, mandando uma sms para Dean que dizia:
"Rua Marvelle 1750. Volta logo."
Sentiu braços ao seu redor e arrepiou-se.
— Shane...
Contestou. Inútil. Sentiu aquela boca deliciosa colar-se ao seu ouvido e escutou:
— Ocupado?
— N-não...
Fraquejou mais uma vez. Pôde sentir suas barreiras ruindo. O Malcov moveu-se e colou os lábios.
Mal sabia que, da porta, Frank observava enciumado.
"Se você pode, maninho, eu também."
Afirmou para si mesmo enquanto observava aquele contato resumir-se em um beijo francês.
Podia ver as línguas se tocando, os olhos fechados, a mão de Sam no peito de Shane... E o pior de tudo, é que estava se excitando com aquilo, quando deveria entrar lá e acabar com a festinha.
Saiu de cena antes que fosse descoberto. Estava com lágrimas no olhar. Bateu a porta do quarto.
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— Sam...
Shane sussurrou entre o beijo, quebrando o contato.
— Diga...
— Eu te quero. Mesmo que só por uma noite.
O coração do Winchester mais novo disparou. Estava tão confuso! Precisava urgentemente de seus comprimidos. Estava passando boas horas sem eles, mas não era de ferro. Ainda mais no meio de tal situação.
Olhou para Shane e este quebrou o contato visual assentando-se nas pernas de Sam e o beijando, roçando-se sobre a ereção do mais novo. Sim, Sam estava excitado. Shane era quente. Não tanto quanto Dean, mas era. Muito.
O sentiu roçar-se novamente contra seu corpo. Estava tão excitado quanto ele.
— Acho melhor... — tentou dizer algo. Shane quebrou o contato — Fechar... a porta...
O Malcov sorriu. Sam estava na sua... E isso era ótimo! Levantou-se e foi até a porta, trancando-a.
Sam se levantou da cadeira e abraçou Shane, reiniciando o beijo. Dean já estava bravo mesmo... Então não havia nada que não pudesse fazer.
Lá em baixo, Frank estava com o ciúme corroendo suas veias. Se Shane podia ter um affair, ele também podia. E seria com Dean. Queria Dean para ele. Todo. Corpo, beijos, carícias...
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Sam arregalou os olhos ao cair de costas na cama. O que diabos estava fazendo?
Deu um jeito de sair debaixo de Shane e correu porta afora. Correu. Tudo o que fez. Correu casa afora, correu floresta adentro.
Seus passos eram rápidos e largos. Ofegava. Por que diabos estava fazendo aquilo com Dean? Por que estava sendo tão mau? Tão injusto?
Seus pensamentos só o deixaram enxergar quando a viu. A garota do lago. Parou de súbito e esperou que ela fugisse, mas ela não o fez. Apenas o olhou e sussurrou:
— Eu sei como se sente...
E como mágica, apareceu à sua frente, o tocando o rosto. Sam não se desvencilhou. Apenas olhou dentro daqueles olhos gelados. Sua mente foi invadida por imagens. Tristes. E dalí, ele soube tudo o que acontecera.
— Tudo o que você tem que fazer é escutar seu coração, mesmo que isso te faça perder alguma coisa. No fundo, você sempre vai pelo caminho certo. — era como se estivessem se comunicando pela mente. A boca da garota não se movia — Não se deixe levar pelo momento, ou você pode acabar como eu... Sozinho.
Depois disso, desapareceu, deixando Sam coberto por uma poeira roxa. Ele suspirou e perguntou baixinho:
— Por que você os mata?
— Eu não os mato. Fico triste e meu ódio os atrai até mim, no fundo do lago. Pode ver. Todos estão lá... Todos eles.
— Você também?
— Acho que sim, não sei... Não consigo me lembrar...
Ela dizia. Sam não sabia de onde vinham as palavras, pelo fato da garota não estar visível, mas sabia que ela estava ali. E ficaria o quanto fosse preciso, até confortá-lo.
Algo pareceu ocasionar um flash na mente de Sam, ante seus olhos. Ele pôde ver tudo o que se passara diante dos olhos da garota, inclusive cenas perturbadoras de quando foi atacada por aquela outra garota... Melanie... E a dor era tão intensa, tão forte que...
— Aaah!
Gritou. Caiu de joelhos e sentiu seus olhos arderem. Voltou à realidade. Passou a mão pelo rosto e seus olhos, mais uma vez em sua vida, sangravam.
— Por favor... Pegue meu diário e entregue a ela... Tudo o que ela precisa, é saber que não fiz por mal!
A garota chorava. Sam não podia vê-la, mas sentia sua presença... E mais imagens vieram-lhe à mente. Coisas simples como amizade, torcida organizada, sorvete, bonecas e garotos. Coisas normais da vida de uma adolescente.
E então, tudo parou. A voz da garota sumiu, e restou daquele momento apenas uma chave dourada e pequena na frente de Sam, sobre uma poeira roxa...
Aquilo havia sido forte demais para ele. Uma alma tão pura e tão feliz ser sacrificada daquele modo. Levantou-se após pegar a chave e saiu em direção à casa. Enfiou a mão em seu bolso traseiro. Abriu sua carteira e retirou um de seus comprimidos, levando à boca enquanto respirava ofegante. Engoliu e esperou um pouco até voltar para a casa.
Não havia ninguém ali. Agradeceu a Deus por isso. Correu para o quarto. Sabia onde devia ir, sabia o que fazer, só não tinha cabeça pra isso agora. Trancou-se e deixou seu corpo cair na cama.
Algum tempo se passou e aquele único comprimido ainda não havia sido suficiente, então fez o favor de tomar outro.
Dean chegava devagar com seu Impala.
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See Ya!
