Estou de volta

Infelizmente não posso responder todas as reviews..o que é uma pena..

Mas vou justificar a minha ausência, estava sem net, portanto nem teve como postar já que eu trabalho a na hora que eu chego em casa não dá para ir para a lan...

Mas é isso ai..

Espero que gostem da historia ok???

Vou postar agora por todas as semanas que não postei, e ainda vou começar uma historia nova..

A MEDIADORA

Espero ver vocês por lá...

É uma ótima historia e que eu amo muito ok???

Beijos

Capitulo 2

—Traga-nos café... —falou Charlie Swan a Isabella quando os três entraram na casa. Isabella, consciente da velada surpresa de Edward diante o brusco pedido, se ruborizou. Lhe odiou mas que o habitual ser tratada com desdém na presença de Edward. Mas, ocultando sua vergonha.

Levantou a cabeça e ergueu os ombros. Rezando porque seu pai estivesse demasiado ocupado para vê-la, caminhou pelo longo vestíbulo de mármore com passos curtos e lentos, contornando os quadris com um movimento sutil e sensual.

Conhecia esses pequenos truques visuais que empregavam as mulheres com o sexo masculino. Havia tido muitas possibilidades de observar o comportamento das voluptuosas loiras que seu pai levava a Lexos quando tinha visitas. Por suposto, nessas ocasiões se supunha que ela devia de atuar como se não soubesse o que ocorria e ficar em sua própria casa da vila, mas com o passar dos anos Charlie Swan se havia voltado menos discreto. Isabella havia visto a essas mulheres na piscina e havia observado como utilizavam seus encantos para seduzir aos luxuriosos visitantes masculinos. Franziu os lábios com um gesto de desgosto.

Enquanto escutava o seu anfitrião, Edward a observou e suas negras sobrancelhas se franziram levemente. A lentidão fluída de seu passo atraiu seus olhos à feminina curva de seu traseiro, e depois as suas esbeltas e torneadas pernas. Se movia com a graça de uma bailarina, mas tinha outra qualidade, bastante mais perturbadora, que lhe provocou uma surpreendente tensão entre

as pernas.

Segundos depois, Isabella desapareceu da vista e se apoiou contra a fria parede, tremendo pela tensão dessa farsa que lhe parecia denegrante. Tinha que interessar a Edward e convencê-lo de que queria casar-se com ele, se suspeitava o contrário poderia mudar de opinião e todas suas esperanças de escapar da ilha dariam em nada. Se estremeceu ao pensá-lo. Mas tentar atrair um homem pela primeira vez em sua vida, e fazê-lo em presença de seu pai exigia um grau de valentia e sutileza que não acreditava possuir.

Enquanto recolhia a bandeja com o café, já preparado, Isabella pensou que, ainda que se havia esforçado muito para esquecer a desconcertante personalidade de Christoulakis. Sua chegada a havia afetado mas do previsto.

Aquela noite, um par de meses antes, tinha sido um alívio que ele a confundisse com uma empregada, já que era humilhante que seu pai a tratasse como a uma servente na presença de seus convidados. Edward havia estado demasiado enfadado para dar se conta. Seus olhos verdes chuviscavam com orgulho e tinha a mandíbula tensa como o ferro.

Ela imaginou perfeitamente como havia jogado seu pai com ele para pô-lo nesse estado.

Ainda assim, havia ficado muda como uma colegial quando viu Edward Christoulakis. Ainda que houvesse visto seu atraente rosto nas revistas que lera, sempre lhe havia parecido frio e reservado. Não esperava enfrentar-se a um homem tão vibrante e volátil que parecia rodeado por uma aura de energia pura.

E quando ele a chamou para que mudasse os lençóis de cetim que sua tia considerava a ultima meta de sofisticação não havia tido porque fazê-lo ela mesma; havia pessoal de serviço as 24 horas do dia. Mas, inexplicavelmente, havia ido pedir para ela trocar. Quando regressou ele estava ante o balcão, irradiando uma tensão que a pôs nervosa.

Sentindo se culpado como um ladrão, mas incapaz de resistir a seu fascinação. Ela o havia observado de relance e, por puros nervos, havia demorado muito em fazer a cama. Mas ele havia mostrado indiferença a sua presença e a sua falta de perícia. Seus olhos só se haviam encontrado uma vez e a ela lhe secou a boca ao ver esses espetaculares olhos. Um segundo depois, ele lhe deu as costas e saiu para o balcão até que ela se foi.

Quando entrou ao salão principal com a bandeja carregada, viu que seu pai estava sentado lá fora na galeria, à sombra da parreira e lhe disparou o coração. Edward, a quem não parecia impressionar com alturas, estava apoiado no muro que estava construído a mesma borda do alcantilado.

Isabella apertou com força as asas da bandeja, enquanto tentava não ver a vista panorâmica e superar a sensação de tontura e terror que sempre sentia na galeria.

—Eu vou me ocupar da bandeja — Edward se acercou ao observar a palidez de seu rosto.

Isabella ficou gelada ao ver que havia interrompido sua conversa para ajudá-la. Seus olhos se encontraram com os olhos verdes, emoldurados por pestanas longas, e lhe deu um tombo o coração. Ele lhe tirou a bandeja e a levou à mesa de pedra. Ela colou as costas à parede da casa enquanto se acercava para servir o café.

—Tens vertigens —murmurou Edward.

—Deve superá-lo —comentou secamente Charlie Swan.

—É uma tonteira, irracional —falou Isabella, consciente de que seu pai estava irritado porque havia interrompido seu dialogo. —Não devo deixar que me domine.

Edward a estudou. Estava esforçando-se para controlar seu medo de alturas, mas estava branca como um lençol e a cafeteira tremia em sua mão. Indiferente, seu pai, sorria. Edward sentiu o impulso de levantá-lo do assento e suspendê-lo de cabeça sobre o alcantilado para apagar esse sorriso de seu rosto.

Isabella se sentou na cadeira mas próxima na tentativa de recuperar o controle. Estava acostumada a que seu pai a ignorasse. Assim: se concentrou em Edward enquanto eles falavam de negócios. Supôs que devia ter-lhe causado muito má impressão ao revelar seu medo as alturas. Não era a melhor maneira de impressionar um homem reputado por seu gosto aos esportes de risco.

Edward a olhou com esses brilhantes olhos verdes e uma inesperada onda de calor recorreu ao corpo de Isabella. Apertou os dentes para controlar sua respiração e apertou os olhos. Suas bochechas se tingiram de carmim enquanto, envergonhada e irritada, tentava controlar sua reação instintiva ante sua poderosa masculinidade.

Não tinha intenção de seguir os passos de sua infortunada mãe, e permitir que seu corpo mandasse sobre seu cérebro. Era um homem impressionante, mas isso não servia para nada. Um mulherengo como Edward Christoulakis não cabia no futuro que almejava.

Nenhum homem ia romper-lhe o coração e nem controlá-la.

Quando fosse livre, se alguém rompia corações seria ela.

Concentrando se nessa ambição, Isabella se acomodou na cadeira, arqueou as costas e moveu as pernas para permitir que a barra da saia subisse uns centímetros mais.

Edward, brincou com cada um de seus movimentos, se divertia com sua tentativa para parecer uma mulher sensual simplesmente mostrando um joelho; era consciente de que cada movimento provocante era forçado. Pergunto-se se tentava convencê-lo de que não se casasse com ela, ou se seria ao revés. Fosse o que fosse, começava a compreender que essa doce cara virginal era enganosa.

Isabella jogou a cabeça para trás, sob as pestanas e passou a ponta da língua pelo lábio inferior. Ele fincou os olhos nessa carne rosa que umedecia, uma boca cheia e sensual. Menos divertido, seu delgado e forte corpo se contraiu com uma onda de desejo sexual que o enfureceu. Porque estava jogando com ele?

—Devo atender um telefonema de negócios, Edward... —Charlie Swan se pôs de pé com cansaço. —Isabella se ocupará de ti. —Comentaremos os detalhes do casamento no jantar.

Isabella ficou atordoada. Se iam discutir os detalhes do casamento, então já estava decidido. Se Edward havia aceitado casar-se com ela antes de chegar a Lexos, suas tentativas de parecer-lhe mas atrativa haviam sido uma estúpida perda de tempo e energia. Para Edward, seu valor residia em seu sobrenome, Swan, e em seu dote, não em sua aparência nem em sua personalidade se ruborizou de vergonha. Uma vez mais, acabavam de feri-la com o dardo do pouco que significava ela por si mesma, mas compreendia que não tinha sido inteligente de repente a farsa com a que havia tentado atraí-lo.

—Vamos lá dentro? —sugeriu Edward com firmeza.

Isabella se havia negado, mas a verdade era que estar na galeria parecia um castigo para ela. Levantou a vista, e notou o quão alto que ele era e, com um ressentimento quase infantil por seu tamanho, assentiu e se levantou.

Edward sentiu uma súbita e irada suspeita ao deixá-la passar diante dele e observar seu inegável atrativo sensual enquanto caminhava para a sala. Isabella Swan podia ser uma ninfomaníaca atarantada e seu pai um homem desesperado para casá-la antes que envolvesse à família num escândalo. Se esse fora o caso, o dinheiro de Swan impediria que se estendessem os rumores, mas uma vergonha como essa não podia ocultar-se para sempre. As constantes referências à timidez de Isabella, sua rígida educação e isolamento e sua descuidada imagem podiam ser um truque para convencê-lo de que era o que seu pai decidia. Mas, como sabê-lo? Como podia saber que não o estavam enganando para que se casasse com uma mulher que podia converter o sobrenome Christoulakis no escândalo no mundo inteiro?

—Teu pai se precipitou um pouco ao falar sobre os detalhes do casamento —informou Edward, com voz suave como o veludo. — Disse-lhe que você e eu teríamos que falar antes de concretizar nada.

—Deveria tê-lo imaginado — Isabella ficou tensa, compreendendo que ainda tinha que engana-lo

—Papai... papai pode ser impaciente. Assume demasiadas coisas.

—Quem não o faz? — Edward posou uma mão em suas costas para conduzi-la para o amplo salão e ela foi tão consciente de sua mão, que imaginou que os dedos atravessavam a tela de seu vestido e lhe queimavam a pele. —Mas me intrigas. Não sei o que pensar de ti.

Isabella sentiu algo muito parecido ao pânico. Se o intrigava, isso queria dizer que lhe escondiam algo. Talvez suspeitava que seus esforços para atraí-lo não eram mas que uma farsa? Nunca deveria ter suposto que podia convencer a um homem que havia dormido com dezenas de mulheres de que lhe esperava uma noite de casamento inesquecível.

—Não me conhece —comentou Isabella com nervosismo, passando uma mão pelo vestido para esticá-lo, enquanto pensava em como tranqüilizá-lo. —Mas posso ser "qualquer" coisa que queira que seja.

O silêncio que seguiu tensou os nervos de Isabella ainda mais. Edward franziu o cenho, assombrado por essa surpreendente declaração, e a olhou fixamente.

—Simplesmente ainda não sei o que quer de mim—afirmou Isabella, tirando forças do medo que a paralisava. Se já havia estragado tudo com sua pequena atuação, não teria nada que perder.

Seu pai perderia a cabeça com ela e ademais seguiria enterrada viva em Lexos anos e anos.

—O que quero de ti? —perguntou Edward fascinado, depois de notar a chispa de pânico que havia iluminado seus enormes olhos castanhos durante um segundo.

—Preciso saber o que quer —voltou a dizer Isabella. —Se quiser que não interfira em tua vida se nos casarmos. Isso não importa. Não o farei. - Não te preocupes com isso. Sou uma pessoa pratica e muito calada. - Nem sequer saberás que estou ali. - Quando souber o que te agradas, tudo será como tu queiras.

Edward sentiu um furor de compaixão e de ira. Era para seu pai dar-lhe a Isabella a impressão de que teria que fazer esse tipo de concessões e compaixão porque ela se sentia obrigada a humilhar-se ante ele.

—Só tenho uma pergunta que te fazer. Quer se casar comigo?

Isabella, trêmula, sob os olhos e apertou os lábios. Era uma pergunta óbvia, que devia ter previsto, mas era mas difícil de contestar de que nunca tivesse imaginado, pois não sabia mentir.

Quando voltou a alçar as pestanas e se encontrou com a intensidade interrogante desses olhos verdes, ficou sem alento e seus seios se tensionaram sob o vestido. Notou, envergonhada, que seus mamilos se erguiam e uma sensação de calor acariciava seu ventre. Mas não podia deixar de olhá-lo.

—Isabella... Sou consciente de que teu pai tem uma personalidade dominante. - Se te sentes pressionada...

—Oh não! —interrompeu Isabella rapidamente, ao ver o rumo que tomava o diálogo. Como pudeste pensar isso?

—Não sei o que pensar —confessou Edward com a franqueza que só utilizava com sua própria família. —Está me desconcertando.

—Desejo casar-me contigo mais do que tudo no mundo —murmurou Isabella entre dentes, enfeitiçada pela luz desses olhos, sem saber de onde saiam suas palavras. Os olhos de Edward se escureceram de surpresa, não esperava uma declaração tão emotiva.

—Porque? —perguntou, como se o que acabava de dizer não fosse suficiente, ainda que sem dúvida o era.

—Tinha uma foto tua em meu armário, no internado —sua clara pele se tingiu de rosa ao dizê-lo. —Todas tínhamos fotos. Eu tinha a tua.

Inicialmente desconcertado ao saber que havia sido o amor platônico de uma colegial, de repente, Edward sorriu, e foi um sorriso tão amplo e carismático que a Isabella lhe tremeram os joelhos.

Consegui enganá-lo, pensou Isabella com satisfação, apesar desse sorriso. Se havia acreditado, não teria por que não o fazer. Estava acostumado à adulação constante de mulheres que o perseguiam. De fato, havia sido uma colega de Isabella que morria de amor por ele aos quinze anos.

Isabella havia pensado que o amor platônico era infantil e uma perda de energia, e no armário tinha posto as fotos de seu cachorro.

—Suponho que por algum lugar há que começar —concedeu Edward com um riso grave e divertido.

Se recriminou mentalmente por ter suspeitado de seus motivos e de sua moral na galeria.

Sua honradez era refrescante mas ingênua. Mas essa ingenuidade era compreensível tendo levado uma vida tão protegida.

Supôs que era possível que no futuro, quando recordasse essa cena, Isabella o odiasse por ter escutado essa torpe declaração já que ele não tinha nada que oferecer a mudança. No plano material, nada em absoluto e isso não lhe agradava. De fato, já havia decidido como enfrentar-se a esse possível problema.

—Creio que nosso casamento será melhor se colocar tua futura herança em nome dos filhos que possamos ter, e vivermos de meus rendimentos —expôs Edward.

Isabella se alegrou de não ter planos de converter-se numa mulher mantida. Como um Macho típico, queria que sua esposa dependesse dele. Assombrava-lhe que se atrevesse a sugerir um acordo similar só para conservar seu precioso orgulho varonil. Na mesma situação nenhum homem aceitaria esse acordo.

Parecia que não imaginava que Isabella pudesse ser rica, mas o era, já que havia herdado uma fortuna considerável das mãos de sua mãe e de seu irmão. Nem sequer se propunha a possibilidade de ter filhos com ele.

—Isabella... entendo que será uma decisão muito difícil para ti, mas eu gostaria que a considerasses seriamente —continuou Edward.

—Pensarei —replicou Isabella com olhos entrecerrados. Viver numa casa ao estilo dos Christoulakis? Se tivesse nascido Swan e se propusesse a sério ser sua esposa, as negociações teriam fim nesse momento. Mas na realidade não lhe importava o dinheiro, a riqueza só havia criado sofrimento em sua família.

—Teu pai o desaprovará, mas não penso permitir que interfira em nosso casamento —ele apertou a mandíbula e a olhou com olhos desafiantes. —Isso também terá que aceitar.

—Sim, está certo —Isabella esteve a ponto de soltar um suspiro de alívio ao pensar em sua futura escapada. As palavras de Edward haviam provocado uma batalha campal. Charlie Swan não era um pai carinhoso mas, por orgulho, não permitiria que sua filha vivesse em algo menos do que um palácio. Se recordou que isso não chegaria a ocorrer; sua relação com Edward não passaria do dia

do casamento. Ademais, Edward estava ditando os termos de um pacto de negócios, não de um casamento.

—Preciso que manifeste tua própria opinião — exclamou Edward com exasperação, ao vê-la imóvel como uma estátua, sem revelar nenhum pensamento. Isabella pensou que não era verdadeiro, ordene-las nunca contavam com a opinião dos demais.

—Estou de acordo com tudo o que disseste — concordou, cerrando os olhos, porque cada vez que o olhava voltava a sentir sua escura e letal atração.

—Mas terá algo a me pedir — insistiu ele.

—Eu gostaria passar a lua-de-mel em Paris — pediu Isabella com voz trêmula—Tens uma casa ali, não?

—Também tenho uma casa preciosa no Caribe.

A Isabella a irritou que inclusive lhe discutisse uma pedido tão simples. Era inevitável, todos os homens cruéis e com sucesso eram incapazes de ceder ante os demais. Mas, quisesse ou não, iriam a Paris.

Ele tinha que a levar a uma cidade para que pudesse abandoná-lo. Organizar uma escapada desde um lugar remoto como o Caribe poderia ser demasiado difícil.

—Poderíamos fazer um cruzeiro — sugeriu Edward notando, com surpresa, o antagonismo que tinha seu silêncio.

—Sinto tontura em navio — mentiu Isabella, ocultando o pânico que lhe provocava essa opção, ainda pior do que a outra.

Paris era a cidade que Edward havia passado tanto tempo com Tânia, e isso lhe produzia uma grande rejeição, mas ao olhar a Bella e ver o brilho ansioso de seus olhos, se sentiu como um egoísta de negar-lhe o que parecia almejar de coração.

—Será Paris, então... —Aceito! O sorriso de Isabella, que não havia visto até esse momento, iluminou seu rosto como um raio de sol. Olhou seus brilhantes olhos castanhos e voltou a sentir uma tensão na entre perna que começava a ser habitual em sua proximidade. Decidiu que seria bom ter outras recordações de uma de suas cidades favoritas.

—Deixa que te mostre a pinacoteca — sugeriu Isabella, atrevida-mente ao tomar as rédeas agora que havia ganhado a batalha e seus piores temores haviam desaparecido.

—Antes... — Edward, sem prévio aviso, acercou-se a ela, a pegou pelas mãos e depois deslizou as suas para seus ombros.

A mente de Isabella se encheu com um grito de negociação. Não podia permitir que a tocasse.

Pôs-se tensa dos pés a cabeça.

— Não tens porque pôr-te nervosa — tranqüilizou Edward com voz atenciosa. Mas sabia que mentia, cada vez que ela se tensionava, almejava derrubar suas barreiras, destruir seus defesas e conseguir que esses belos olhos ficassem cheios de desejo.

Seus olhos se cruzaram e a Isabella lhe foi a cabeça ao ver seus olhos verdes e ardentes.

Tentou dar um passo para atrás, mas não pôde. Todo seu corpo lhe pedia ir encontrar-se com esses fortes másculos, o rigoroso controle que sempre havia exercido sobre si mesma parecia ter desaparecido.

— Edward... —falou com voz estranha, quase suplicante.

Ele pousou sua boca ampla e sensual sobre a sua e, com um suave gemido, entreabriu seus lábios fechados com a ponta da língua e explorou o interior de sua boca. Isabella estremeceu ao sentir uma explosão de sensualidade; se dissolveu numa tormenta de sensações que corria em cada poro de sua pele. Achatada contra seu forte torso, sentiu que seus mamilos se endureciam com uma sensação quase dolorosa.

—Sou o primeiro? — Edward ergueu sua arrogante cabeça e olhou seus olhos nublados de paixão com uma sensação de sucesso totalmente nova para ele .

—O primeiro em beijar-me? Não... —murmurou Isabella, assombrada pela sua excitação e tentando recobrar o controle sobre si mesma.

Edward a soltou bruscamente, perguntando se porque tentava enganá-lo. Se nem sequer sabia beijar até que ele havia mostrado como fazê-lo. Mas seus olhos se haviam clareado e se havia posto pálida. De fato, afastou-se de como se não existisse e, notando sua rejeição, suspeitou do motivo mas provável.

—Quem era ele? —exigiu Edward, colérico.

Isabella, pálida como a morte, depois dessa estúpida admissão, tivesse lhe arrancado a língua.

As recordações a assolaram, mas acima de tudo, estava o medo. Se seu pai descobrisse que havia mencionado o Jacob, ficaria furioso. Não a estranhava a ira de Edward. Seu pai era igual e hipócrita, exigia a pureza feminina mas não duvidava em relacionar-se com garotas de alterne.

—Era filho de um pescador. Aconteceu faz mais de dois anos. Me... beijou. - Isso é tudo — mentiu trêmula.

Edward cerrou os punhos e os abriu lentamente. Não havia razão para que a tivessem beijado antes. E era uma confissão tão patética que se arrependia de tê-la forçado a fazê-lo. Era incapaz de explicar seu irracional arrebato de ira; voltou a olhá-la e notou que seus olhos o evitavam e tinha o rosto rosado. Voltou a sentir um arrebato de cólera. Era óbvio que não lhe havia contado tudo e sentiu o desejo primitivo de obrigá-la a fazê-lo sua palidez indicava claramente que esse filho de pescador havia sido algo fundamental em sua vida.