Capitulo 7

Isabella estava com um humor fantástico quando a limusine que seus guarda-costas tinham conseguido estacionou diante o bloco de apartamentos.

Estava em Londres pela primeira vez desde seu nascimento. Graças a sua mãe adotiva, era bilingüe, mas temia ter esquecido o inglês que Amanda utilizava com ela e com Eric quando estavam a sós. Decidiu comprová-lo batendo um papo com o homem de negócios que estava a seu lado no vôo de Paris. Era muito falador e a tinha animado muito ao dizer-lhe que falava muito bem, com um leve sotaque que parecia encantador.

Isabella saiu do elevador e foi para a porta do apartamento. Em vez de utilizar a cópia da chave que tinha encontrado na casa de Paris, decidiu tocar a campainha, talvez tivesse alguém dentro. A porta se abriu e uma mulher alta de cabelo castanho, com um traje negro que realçava sua figura, assomou a cabeça com um sorriso deslumbrante que desapareceu ao ver a Isabella.

—Sou Isabella Christoulakis - surpresa, mas pensando que a mulher trabalhava para Edward, entrou no vestíbulo.

—Pascale Portier a esbelta francesa deixou que a porta se fechasse só.

—Trabalha para meu marido? - perguntou Isabella. Entrou no salão e viu, com desilusão, que era tão frio como uma habitação de hotel. Recordou que ele tinha dito que era um apartamento da empresa. Isabella compreendeu que se alojava ali outra pessoa seria difícil desfrutar de um romântico jantar para dois. A mulher não tinha contestado e, voltando-se para ela, olhou-a interrogante.

—Não... não trabalho para Edward - Pascale a olhava fixamente, com as bochechas arreboladas e expressão dura. — Edward esperava que viesse?

—Não a mulher parecia estar à defensiva e Isabella se pôs tensa

- Suponho que dorme aqui, não?

—Te equivocas e encolheu de ombros e esboçou um sorriso malicioso - Suponho que uma esposa tem prioridade sobre uma amante, assim farei a mala.

Isabella não ouviu mais do que a primeira parte de sua declaração. A impressão fez que todo seu corpo se empapasse de suor frio. Uma amante? Começaram a apitar-lhe os ouvidos e lhe pareceu que a voz da mulher soava muito longe. Um instante depois, tudo encaixou em seu lugar: Edward lhe tinha dito que não lhe agradaria o apartamento e que estaria demasiado ocupado para passar tempo com ela. Tinha sido uma tonta ao não ver o que era óbvio!

Edward não queria que o acompanhasse a Londres. Tinha outros planos para essas trinta e seis horas. Isabella teve a sensação de que as paredes se jogavam sobre ela e o solo se afundava sob seus pés. Fez um esforço e se obrigou a examinar Pascale. Era outra loira alta, bela e segura, do estilo de Tânia Denali, o tipo de mulher que parecia definir as preferências sexuais de Edward.

Como tinha podido pensar nem um segundo que uma esposa diminuta e morena podia atrair muito tempo a um homem como ele?

Sem dizer uma palavra, Isabella saiu do apartamento.

Notou uma gota de suor deslizar-se entre seus seios. Encontrar-se com a amante de Edward a tinha destroçado. Mas também se sentia como se seu cérebro se tivesse partido em dois. Por um lado, almejava encontrar alguma outra explicação à presença da francesa no apartamento; por outro, já tinha aceitado que Edward pensava passar a noite ali, traindo-a com outra mulher.

Afinal de contas, seu pai lhe tinha advertido que Edward lhe seria infiel.

Os guarda-costas, que a esperavam no vestíbulo do térreo, levaram-na de volta ao estacionamento, Isabella sabia exatamente o que sua família tivesse esperado que fizesse nessas circunstâncias: voltar a Paris e comportar-se como se nunca tivesse estado em Londres. Tinham-na educado com o critério de que, enquanto uma mulher sempre devia manter uma reputação decente, um homem podia fazer o que quisesse desde que fora discreto. Sua própria mãe tinha ignorado as infidelidades de seu pai na medida do possível. Mas lsabella não tinha espírito de mártir.

Ainda devastada, começava a enfadar-se. Não deveria ter esquecido que seu casamento era uma aliança financeira, mais do que uma relação pessoal. O amor a tinha cegado, fazendo-a esquecer a reputação de mulherengo de Edward.

Tinha criado expectativas irreais e o resultado eram a humilhação e a angústia. Tinha que deixar claro a Edward que não tinha intenção de tolerar sua infidelidade. Pediu ao motorista que a levasse ao escritório de seu marido.

—Não, não me anuncie - ela disse à recepcionista que a recebeu na elegante recepção de Sociedades Christoulakis. Quero fazer uma surpresa a meu marido. —Onde fica seu escritório?

Sem fazer caso da secretária que a seguiu solícita, falando de uma reunião terrivelmente importante que começaria em cinco minutos, Isabella abriu a porta. Entrou e a fechou a suas costas.

Edward falava ao telefone, o sol o iluminava desde atrás, realçando os bem definidos planos de seu rosto e seus olhos brilharam como esmeraldas quando levantou a cabeça para ver quem o interrompia.

—Isabella? Edward se levantou de um salto.

Ao vê-lo, a barreira de cautela e indiferença que Isabella tinha interposto entre sua mente e suas emoções se derrubou. Se lhe fez um nó na garganta quando ele esboçou um amplo sorriso de boas-vindas que iluminou seu rosto. Desconcertou-a, pois teria convencido a qualquer de que lhe encantava a súbita aparição de sua esposa em Londres. Mas se disse que essa habilidade para ocultar suas reações só demonstrava o arteiro e astuto que podia ser. Isabella se pôs rígida e levantou o queixo com desafio. Odiava-o, mas também o amava e desejava.

—Só vim para dizer-te que nosso casamento terminou.

—Como? - o sorriso de Edward desapareceu e fincou os olhos nela com assombro.

—Nossos advogados se encarregarão dos trâmites legais da separação - declarou lsabella com acidez - Não quero voltar a ver-te, nem discutir isto contigo.

—Creia-me, ágape mou... vais discuti-lo até o amanhecer - replicou Edward baixinho, com olhos brilhantes de cólera e incredulidade. Diga-me o que tens metido na cabeça, não vai sair-te assim!

—Conheci a tua amante no apartamento - afirmou Isabella com a cara tão rígida que se sentia como se falasse através de uma máscara.

—Não tenho nenhuma amante - Edward se tensionou e seus olhos se escureceram ao ouvir esse dado. —Pascale é uma antiga namorada, nada mais. Ainda tem a chave do apartamento e me procurou esta manhã quando chegou a Londres. Disse-lhe que podia passar a noite ali, mas recusei seu convite para jantar.

—Que classe de estúpida acha que sou? - Isabella soltou uma risada histérica ao recordar a decepção de Pascale quando viu a ela na porta em vez de Edward.

—É minha esposa e espero que confie em mim - exclamou Edward com fúria. - Pedirei a minha secretária que me faça uma reserva num hotel para esta noite.

—Por certo, não admitirias a verdade a não ser que te pegasse no ato de trair-me – reprovou Isabella amargamente, enfurecida pelo que considerava astutas mentiras que pretendiam fazê-la duvidar de si mesma. - Mas vi o suficiente como para convencer-me de que segues sendo o mulherengo que sempre foste. Não penso viver com um marido infiel...

—Escutaste uma só palavra do que disse? - cuspiu Edward com tom agressivo - Não, claro que não. Tinha me declarado culpado antes de entrar ao escritório. Nem sequer me dá a oportunidade de defender-me!

—Conheço tua reputação com as mulheres - Isabella ergueu a cabeça, notando que começava a perder a compostura - Não aceitarei um casamento assim. Não viverei com mentiras e dissimulações...

—Meu Deus... não vais a nenhum lugar até que esclarecemos isto! - falou Edward,

caminhando para ela.

—Calar-me ou ameaçar-me bater não servirá de nada! - exclamou lsabella, dando um passo para atrás.

—Bater-te? - Edward ficou imóvel, como se ela tivesse deixado cair uma bomba ante ele. Sua pele empalideceu e fincou os olhos no tenso triângulo de seu rosto, temeroso e, ao tempo, desafiante. —Acredita que te bateria?

Isabella se estremeceu ao compreender o que acabava de revelar sem pretendê-lo.

—Teu pai sim, te batia... - raciocinou Edward um segundo depois, apesar de que o tinha suspeitado. —Acha que todos os homens são assim? Nunca bati em uma mulher em minha vida, nem o farei! Como pudeste pensar que te faria dano?

A Isabella lhe tremia os dentes. Afastou-se dele como se a tivesse atacado. Ainda que parecia consternado pelo que tinha descoberto, seus olhos chuviscavam ameaçadores e cheios de lágrimas.

Perplexa, Isabella lhe deu as costas; sempre se tinha sentido segura com Edward e, no fundo, sabia que não era como seu pai nesse aspecto.

—Para tua própria segurança - advertiu com voz entrecortada - não permitas nunca que meu pai se inteire de que o sabes. Arruinou a homens por muito menos.

Edward calou. Limitou-se a rodeá-la com os braços por trás, aumentando ainda mais a confusão de Isabella. Foi um abraço cálido e reconfortante, calculado para não a ameaçar nem invadir seu espaço pessoal. A Isabella a sobrepojou seu desejo de apoiar-se nele, de sentir a força e o calor de seu corpo musculoso uma vez mais. Só uma vez mais, antes de abandoná-lo.

—Ele nunca voltará a pôr uma mão em você, ágape mou - disse Edward roucamente – Te juro! Não voltará a Lexos. Não voltará a estar a sós com ele. Enquanto eu viver, sempre estarás segura.

Os olhos de Bella se encheram de lágrimas, sabia que ele falava sério e cada célula de seu corpo desejou estabelecer contato físico com esse homem ao que ainda amava. Parecia-lhe impossível afastar-se de Edward nesse momento, mas se recordou que não era bom para ela. Não podia viver com um homem em que não confiasse plenamente; a tinha ferido e ela tinha a obrigação de se proteger. Se seguissem casados a destroçaria, como Charlie Swan tinha feito com sua mãe

adotiva.

—Preciso mais - suspirou. Esforçando-se para superar sua debilidade, saiu do círculo protetor de seus braços e se voltou para ele. —Mais do tu que podes dar-me.

—Não te fui infiel... nem serei no futuro - afirmou Edward, fincando seus olhos verdes nela.

Isabella pensou que seguramente ele acreditava em suas próprias palavras. Talvez, como tinha descoberto sem dar-lhe tempo a sucumbir diante os encantos de Pascale, o arrependimento lhe fazia crer que podia mudar. Mas era demasiado tarde. Edward era um homem demasiado atraente, poderoso e rico; isso o convertia num repto para muitas mulheres que se esforçariam por tentá-lo.

—Foi uma lua-de-mel maravilhosa — sussurrou Isabella com sinceridade. —Espero que não te ofenda se te digo que mereço algo mais que seguir casada com um homem como você. Um homem que enterrou seu coração na tumba de outra mulher...

—Isabella - tentou interromper ele.

—Necessito um homem que me queira por mim mesma, e prefiro estar sozinha a me conformar com menos. Levo toda a vida me conformando com menos, mas isso se acabou – afirmou com angústia. - Mereço ter minha própria vida; penso encontrar a minha irmã, Misty, e chegar a conhecê-la.

—Ajudarei-te a encontrar a sua irmã, mas não a que viva longe de mim! -Edward lhe agarrou as mãos. —Isto é uma loucura. Acredito que não entendeste nada do que hei dito, e está muito alterada.

A porta se abriu e Edward deixou escapar um suspiro de frustração. Na porta tinha um homem maior, com traje e uma touca árabe, com aspecto de estar impaciente.

—Excelência... - Edward, todo profissionalismo, acercou-se a saudá-lo. Depois de trocar algumas frases no que Isabella supôs era árabe, Edward a apresentou como sua esposa. O visitante era um emir, com um nome demasiado longo para que Isabella o recordasse. Sorriu-lhe com educação, compreendendo que devia ser essa pessoa tão importante sobre cuja chegada lhe tinha advertido a secretária de Edward. Segundos depois, entraram os acompanhantes do emir e

Edward, compreendendo que não tinha mais remédio do que adiar sua conversa, abriu a porta do escritório contíguo para que Isabella entrasse.

—Vinte minutos... por favor, espera - urgiu Edward baixinho, procurando seus evasivos olhos castanhos.

Isabella, vendo que não se atrevia a deixá-la sem essa garantia, assentiu. Agora mais descontraído, Edward fechou a porta, deixando-a só. Isabella inspirou uma grande baforada de ar e, sem duvidar saiu ao corredor pela outra porta. Disse que tudo seria mais fácil assim. Não teria mais discussões desagradáveis, nem cenas emocionais que poderiam fazer-lhe perder o impulso e a segurança. Era muito débil em tudo o que concernia a Edward, mas tinha falado muito sério. A partir desse momento poderia ter todas as pessoas lhes que desejasse e seguir adorando as fotos de Tânia, e ela teria sua própria vida...

Quando chegou abaixo lhe pediu a um dos guarda-costas que chamasse um táxi e que recolhesse sua mala da limusine. Quando chegou o táxi informou aos guarda-costas que Edward não queria que a acompanhassem ou seguissem. Depois, pediu ao motorista de táxi que a levasse a estação de trem mais próxima para viajar ao Norfolk.

Estava dando os primeiros passos para encontrar a sua irmã, iniciando uma viagem com o que tinha sonhado muitas vezes. Mas, embora por fim tinha reclamado o direito e a liberdade para efetuá-lo, as lágrimas a afogavam e não podia suportar a idéia de não voltar a ver o Edward. A idéia de viver sem ele a golpeou como uma rocha que caísse de grande altura, e não a consolou absolutamente dizer-se que tinha tomado a decisão correta.

Eram mais das nove da noite quando Isabella saiu do carro e esperou por outro táxi para do que a recolhesse. Por fim estava a só uns quilômetros da casa em que vivia sua irmã quando a escreveu, fazia quase cinco anos. O taxista lhe comentou que Fossets era uma meta na comunidade: um edifício alto e delgado, de telhado muito inclinado e com janelas na cobertura, que na distância, faziam que parecesse uma casa de bonecas. A Isabella se fez um nó na garganta ao recordar essa carta que seu pai não lhe tinha permitido contestar. Perguntou-se se sua irmã lhe perdoaria essa falta de resposta e se teria alguém em Fossets que pudesse dar-lhe dados sobre Misty.

Pediu ao motorista que a esperasse, pois pensava passar a noite num hotel da localidade e, muito nervosa, tocou a campainha. Uma mulher de meia idade abriu a porta.

—Sinto molestá-la a esta hora, mas tentava encontrar a uma mulher chamada Misty Garitón - explicou lsabella. - Vivia aqui faz uns cinco anos.

—Mas já não mais — disse a mulher com expressão desconcertada.

—Misty se casou o ano passado.

—Se casou? - repetiu lsabella com surpresa.

—Sim, claro...com Leone Andracchi, um conhecido homem de negócios. Têm um menino pequeno, Connor. Birdie Peace, a mulher que tinha a tutela de Misty. Ainda vive aqui, mas esta noite saiu.

—Poderia dar-me o endereço de Misty? – perguntou Isabella com o coração a ponto de sair do peito. Sua interlocutora a olhou com certa incomodidade.

—Bem, na realidade, não sei se devo. Poderia dizer-me por que quer pôr-se em contato com Misty?

—Creio...isto é, sei que é minha irmã gêmea. - A mim me adotaram, mas ela foi a uma família de acolhida. - Faz muito tempo que desejo encontrá-la.

—Santo céu - disse a mulher depois de uns segundos de silêncio. Quer entrar e esperar até que volte Birdie?

—Obrigada, mas levo todo o dia viajando e estou muito cansada. Isabella não se sentia capaz de enfrentar-se com a curiosidade que irradiava o rosto da mulher. —Se pudesse dar-me o número de telefone de Misty...

Minutos depois, Isabella voltou ao táxi. Tinha-o. Tinha o número de telefone! Ademais, tinha-se inteirado de que sua irmã estava na segunda residência de seu marido, na Escócia, a uns trezentos quilômetros de distância. Não se atrevia a crer-se que podia ligar nesse número e ouvir a voz dessa irmã que não conhecia.

Pelo visto, seu pai lhe tinha mentido sobre a vida de sua irmã, a suposta mulher aventureira.

Isabella desejava aconselhar e ajudar, estava felizmente casada e tinha um filho. Essa descoberta fez a lsabella recordar sua própria e humilhante situação; seu casamento mal tinha durado a lua de mel.

Quando Isabella se instalou numa suite do Hotel Belstone House, o primeiro que fez foi pedir o jantar, pois estava mareada de fome. Depois, voltou a estudar o pedaço de papel onde estava escrito o telefone. Seu sentido comum a convenceu de que não seria muito sociável chamar a essa hora da noite para falar com sua irmã pela primeira vez.

Frustrada, tentou não pensar em Edward e no que podia estar fazendo nesse momento. Ela lhe tinha devolvido a liberdade, assim ele tinha direito a desfrutá-la. Edward poderia estar compartilhando com Pascale esse jantar romântico que Isabella tinha imaginado para eles dois quando saiu de Paris. Lhe revirou o estômago ao pensá-lo.

Tirou-se os anéis que ele lhe tinha presenteado e os deixou na mesinha de café. Decidiu dar-se um chuveiro rápido e pôr-se algo mais cômodo antes de que chegasse o jantar.

Enquanto se banhava, uma vozinha interna começou a martelar sua cabeça, propondo a possibilidade de que Edward tivesse dito a verdade sobre Pascale. Talvez fosse só uma ex-amante que tinha aparecido sem prévio aviso e se tinha instalado no apartamento com a intenção de convencê-lo a prosseguir com sua relação apesar de seu casamento. Isabella grunhiu ao ver o rumo que tomavam os seus pensamentos. Pensar assim era arriscar-se a converter-se na típica esposa que escondia a cabeça e aceitava qualquer desculpa, por mais improvável que fosse. Estava segura de que seria capaz de desapaixonar-se de Edward, de que conhecer seu verdadeiro caráter mataria esse amor. Perguntou-se por que a vida era tão cruel. Só tinha sido capaz de admirar e respeitar Jacob, ainda que era um homem excepcional em mudança, quando Edward apareceu em sua vida, e sendo consciente de seus defeitos, tinha-lhe permitido que lhe roubasse o coração.

Enquanto se atava o cinto da bata de seda, ouviu o ruído de um helicóptero que voava muito baixo. Acercou-se à janela. O coração lhe deu um saltou ao ver o inconfundível logotipo das Empresas Christoulakis gravado no aparelho que sobrevoava os jardins do hotel, preparando-se para pousar...