Um começo tranquilo
Japão, um ano depois.
Ela olhou em volta suspirando mais uma vez por não encontrar nenhuma menina lhe acenando, como até o início do ano passado acontecia.
- Algum problema Sakura-san? – Perguntou o menino de cabelos negros e olhos cor de ônix, que era a causa de seus suspiros. Já fazia seis meses que Sasuke se mudara para o apartamento ao lado do seu com um pedido do irmão mais velho para os Haruno tomarem conta dele depois que ambos haviam perdido toda a sua família e, desde o começo das aulas as outras meninas lhe lançavam olhares de ódio pela proximidade dos dois.
- Só pensando que Nathan parece que vai se atrasar. – Respondeu com o outro de seus problemas em ter amigas. O garoto estrangeiro de olhos azuis e cabelos loiros morava no apartamento do outro lado do seu e atraía os olhares e suspiros de várias meninas, mas só andava com os dois o que piorava sua situação.
- Hoje não. - Disse o moreno num tom que chamou a atenção de Sakura. Ela ainda não entendera o que levara os dois a se tornarem tão amigos e muito menos o motivo misterioso de os Uchiha terem levado Nathan para o Japão depois que encontraram o menino vagando sem memórias do que quer que tenha acontecido com seu tio.
Sakura franziu a testa e abriu a boca para esclarecer suas dúvidas e fechou-a num fingido bocejo quando lembrou as palavras da mãe: Querida, não é estranho. Os dois perderam a família então eles entendem a dor um do outro. Seja gentil e deixe-os serem amigos.
- Sakura, Sasuke! - Um grito lhe despertou das lembranças e olhou para trás vendo o mesmo sorriso que antes a irritava e que agora ela retribuía contente. - Por que não me esperaram? - Ele perguntou em inglês apesar de já conseguir falar bem em japonês.
- Você demora demais Dobe. - Respondeu Sasuke aparentemente indiferente, mas satisfeito pela presença do amigo, que parecia ter um humor inabalável.
- Como é? - Nathan reclamou berrando e levou um cascudo da Haruno pelo escândalo. - Ai! Mas foi o teme que começou… - Protestou misturando as duas línguas o que causou o riso da menina e um sorriso de deboche no Uchiha. - O que foi? Qual a graça? Para de rir Sakura! - Conforme o menino ficava mais nervoso mais misturava tudo, o que estava deixando a menina sem fôlego de tanto rir.
- Cala boca, dobe. - O moreno ordenou contendo o riso. Tinha que se lembrar de agradecer ao irmão por ter insistido em levar o loiro para o Japão, apesar de, ao contrário do que a Haruno achava, não ter nem ideia do motivo, mas a companhia do amigo era a única coisa que o distraia da dor.
O sinal tocou antes que Nathan pudesse continuar a briga e os três se dirigiram para a sala de aula.
OOOO
O Uchiha cruzou os braços e encarou Nathan que estava mais agitado que o costume depois da aula de educação física. Viu o menino trocar o peso na perna de novo enquanto esperavam Sakura trocar de roupa. Os dois estavam sozinhos no corredor.
- Qual o…
- Sasuke, me empresta o telefone. - O moreno franziu a testa com o tom urgente e a falta de educação, mas tirou o aparelho do bolso da calça. - Eu já devolvo. - Disse o garoto se afastando o suficiente para não ser ouvido pelo moreno que acompanhou os movimentos agitados do loiro.
- O que houve? - perguntou uma voz feminina assustando o Uchiha.
- Não sei. - Respondeu sem olhar para a Haruno, já que o amigo estava se aproximando com passos determinados. - Então? - Questionou estendendo a mão para pegar o celular.
- Temos que sair daqui. - Sakura e Sasuke encararam o menino. - Agora! - Nathan sussurrou com urgência pegando a mão da Haruno e empurrando Sasuke.
- Qual o problema Nathan? - A Haruno perguntou completamente confusa com o comportamento do amigo.
- Explico assim que sairmos daqui. - Ele retrucou parando para pegar a mochila no armário. - Anda, Teme! Itachi tá esperando! Sakura me dá a sua mochila.
- Itachi? - O Uchiha demonstrou toda a sua confusão naquela palavra. O irmão só o deixava lhe chamar assim. - Mas o que está acontecendo Nathan?
- Argh! Eu disse que explico no caminho! Nós temos que sair daqui a… - O menino parou no meio da palavra, os olhos arregalados e uma expressão de puro medo transformaram seu rosto. - Anko. - Murmurou recuando. Sasuke virou reconhecendo a mulher como a professora de culinária na Inglaterra.
- Professora Mitarashi? - Sakura chamou hesitante. - O que está fazendo aqui?
- Ora querida, não é óbvio? Vim ver vocês. - O rosto deformou-se em algo acinzentado e sem vida, os dentes e unhas cresceram enquanto ela partia para o ataque.
OOOO
Itachi desligou o telefone e olhou para os dez políticos importantes que estavam lhe aguardando voltar para a reunião. Outra vez desejou que o pai estivesse presente para lhe ajudar a tomar a melhor decisão, mas já que não estava, pôs o cérebro para trabalhar.
Sabia que não deveria ter levado a criança Meyer para o Japão, mas seu coração havia doído ao cogitar abandoná-lo a própria sorte e vira que a companhia dele fizera bem ao irmão. Agora tinha que lidar com o problema de terem encontrado Nathan, o que colocava em risco a vida não só de Sasuke, mas dos Haruno.
Suspirou e olhou para a mesa de reuniões. Se saísse dali também estaria colocando tudo em risco. Pegou o telefone e discou.
OOOO
Instinto foi o que moveu o Uchiha para o lado da Haruno tirando-a do caminho um segundo antes das garras da professora se fincarem no armário. Sakura arfou com o baque e de repente seu mundo estava girando e então à porta estava se aproximando dela e a Haruno fechou os olhos com medo da pancada ouvindo um gemido que não lhe pertencia. Abriu os olhos, confusas esmeraldas fitando a escola virada de lado antes que ela percebesse que estava deitada de lado.
- Consegue levantar Sakura? - Ela virou de bruços e levantou atrapalhada enquanto olhava para a fonte da voz. Sasuke estava escorado contra a porta tentando se levantar enquanto abraçava o tórax com um risco de sangue no canto dos lábios.
- Mas o que… - Ela girou sobre os pés vendo uma confusão de riscos no piso e vários armários com as mesmas marcas. Um movimento no canto dos olhos lhe chamou a atenção. Algo se aproximava dela em grande velocidade e ela se abaixou instintivamente ouvindo outro gemido que não era seu. Olhou para trás vendo o garoto loiro se levantando com dificuldade, sangue cobrindo seu olho direito. - Nathan! - Exclamou apavorada indo na direção do garoto, mas travou ao sentir algo encostar em sua garganta.
- Largue-a. - Os dois rosnaram a palavra juntos encarando ferozmente a professora transformada com as unhas na garganta da Haruno que sentiu um arrepio na espinha ao ver os olhos estranhamente vermelhos dos amigos.
- Oh! Por favor, não me olhem assim! É claro que vou soltar! - A última palavra saiu num rosnado e Sakura sentiu a pressão aumentar e uma sensação quente se espalhou por seu pescoço.
- NÃO! - Os dois gritaram começando a moverem-se quando viram a criatura começar a sacudir loucamente antes de cair no chão revelando um homem de estranhos cabelos brancos espetados, um tapa-olho no lado esquerdo, a gola de um casaco cobrindo o lado inferior do rosto e segurando um pequeno objeto com faíscas saindo na mão esquerda.
- Sou Hatake Kakashi e fui mandado pelo Uchiha-san para tirá-los daqui, desculpem o atraso. - O homem declarou. - Podemos ir ou querem esperar até ela acordar?
Os três deram uma espiada rápida na fera que voltara a parecer com a professora e acompanharam o homem porta a fora até um Gol branco estacionado. Eles entraram atrás, o Hatake tirou o carro da vaga e começou a dirigir respeitando o limite máximo da velocidade.
- Uchiha-san, peguei os pacotes. Aonde entrego? - Perguntou ao telefone aproveitando o tempo da sinaleira fechada. - Sim, conheço, levarei lá.
- Aonde vai nos levar? - Sasuke perguntou quebrando o silêncio depois da rápida conversa do motorista.
- Hotel Konoha. - O Uchiha ficou mudo novamente. Aquele hotel havia sido a primeira empresa de seu pai e só era usado quando ninguém deveria saber o que estava acontecendo.
- Ei, menina. - O Hatake chamou esticando o braço segurando um pano. - Põe isso no pescoço, vai ajudar a parar de sangrar. - E de me dar fome pensou satisfeito pelo cheiro diminuir com a obediência da garota. - Então, como vocês foram parar naquela situação?
- Eu também gostaria de saber. - O Uchiha aproveitou a deixa para questionar o amigo que ainda não pronunciara uma palavra. - Você disse que ia nos explicar, então desembucha Nathan.
- Ela matou meu tio. - O loiro começou.
OOOO
Finalmente livre da reunião Itachi despediu-se dos políticos e pegou o Maybach Landaulet* do manobrista, dirigindo com cuidado antes de estacionar a duas quadras do local marcado por telefone. Ainda bem que hoje está nublado.
OOOO
- Como é? Achei que não lembrasse o que aconteceu com ele. - Sasuke questionou surpreso. Aquele fora um dos motivos que o irmão dera para levarem o garoto para o Japão.
- E não lembro. - Ele declarou causando a irritação do moreno que levantou o punho para dar um cascudo. - Demorei um tempo para entender que ela tinha envenenado meu tio. - O punho parou no caminho.
- Hum… - O adulto pigarreou. - Porque não continuamos a conversa lá dentro? - Ele apontou para o pequeno e discreto prédio com uma envelhecida pintura escrita "Hotel Konoha". Eles desceram do carro e entraram.
- Uau! - Sakura deixou escapar a exclamação surpresa. Por dentro tudo estava em perfeitas condições. Do corredor não dera pra ver, mas assim que fizeram a curva estavam em um salão que comportava uma pequena festa, escadas elegantes levavam para os corredores dos quartos, mas tanto o Hatake quanto o Uchiha andaram direto pelo salão indo para trás da escada à direita e acessando uma porta que se confundia com a parede.
- UAU! - Foi à vez do loiro se pronunciar admirado com o luxo do apartamento escondido.
- Por Kami! O que aconteceu com vocês? - Soou uma preocupada voz feminina chamando a atenção deles para a mulher de cabelos castanho-escuros curtos que se aproximou com os seios balançando. - Não fiquem encarando! -Ralhou dando um poderoso cascudo nos dois garotos.
- É para curar eles, Shizune, não aumentar os ferimentos. - Falou o Uchiha mais velho chamando a atenção das crianças para si. - E dê um jeito na menina antes que o cheiro fique pior. - Ele continuou mantendo-se perto da janela, mas longe dos raios de sol.
- Ok, querida, pode tirar o lenço do pescoço. - A Haruno obedeceu, acompanhando a aproximação do Uchiha mais velho com os olhos que arregalaram ao ver nele a mesma transformação de Anko.
- Calma Itachi. Você não quer fazer isso. - Sasuke, Nathan e Sakura observavam mudos o Hatake bloquear a aproximação do Uchiha e este voltar a parecer humano, apesar dos olhos continuarem vermelhos.
- Você é igual a ela. - O loiro murmurou, a mão na maçaneta da porta, os olhos azuis vidrados, a mente perdida em lembranças dos dois encontros com aquela criatura e não registrando os movimentos rápidos da que estava a sua frente até que seus pés estivessem fora do chão.
- Não me compare àquela coisa! - Rosnou o rapaz com os olhos de volta ao negrume normal, mas ainda assim assustadores. - Aquela "morta-viva" - Havia nojo na voz - não teria recolhido um filhote de licantropo abandonado como eu fiz. - Largou o garoto e afastou-se revoltado.
- E daí? Qual a diferença afinal? Você é rápido, forte e violento como ela! Vai tentar me prender também? Ou vai fazer como ela e começar matando os meus amigos? Por que não podem me deixar em paz? E o que diabos o cachorro tem a ver? - Nathan desandou a falar, a raiva e confusão borbulhando dentro dele.
- Pfff. - O riso chamou a atenção de todos na sala para a garota que começou a bater palmas. - Valeu pessoal, essa é a melhor surpresa de aniversário que já me fizeram! Uchiha-san, sua atuação de vampiro foi brilhante! - Ela disse puxando a mão do rapaz para cumprimentá-lo. - A ideia de chamar a professora foi sua também? E colocar Nathan como um licantropo e não um lobisomem, foi sensa… - O Uchiha segurou a garota que desfalecera.
- Shizune! - A mulher pegou a Haruno e deu uma olhada rápida na respiração, batimentos e reação dos olhos.
- Ela foi envenenada. Acredito que o choque do que aconteceu retardou o efeito, mas tenho que levá-la para Tsunade-sama se quer que ela sobreviva.
- Leve-a. E diga para a Tsunade que pode explicar tudo a garota, afinal, ela não terá mais nada a perder de agora em diante. - O rapaz declarou abrindo a porta para a mulher ir.
- Vou avisar os pais dela. - Sasuke finalmente se pronunciou, mas parou ao ver a expressão do irmão. - Não me diga que…
- Eu mandei um homem lá assim que Meyer me ligou. Os Haruno não estavam mais vivos. - Itachi declarou com pesar fechando a porta e olhou para o loiro. - Nathan, não sei se isso vai ajudá-lo a confiar em mim, mas seu tio me deixou com isso. - Tirou um livro da pequena estante em cima da lareira e um colar com um pingente de cristal de forma sextavada de dentro do paletó, deixando-os a dois passos do garoto que o fitava desconfiado. - Ele pediu para entregar quando não fosse mais possível você ter uma vida normal. - Continuou puxando uma cadeira de forma que pudesse olhar para Sasuke no sofá e para o Hatake e o menino que continuavam perto da porta.
Nathan pegou os objetos devagar, quase como se temesse que um movimento em falso os fizessem fugir. Colocou o colar e abraçou o livro enquanto escorregava na parede sentando-se. - Vou ouvir. - Declarou cansado.
- Bem, por onde eu começo? - Questionou-se em voz alta batendo os dedos de uma mão contra a outra enquanto pensava. - Sasuke, você sabe por que nossos pais morreram?
- Por que o avião caiu. - O moreno respondeu franzindo o cenho.
- Nathan, sabe que Jim não é seu tio de verdade, não é? - O loiro acenou. - E sabe por que ele usava nomes falsos e vivia viajando?
- Ele me disse que estavam atrás dele por que ele tinha uma chave. - Respondeu segurando o pingente do colar.
-Sakura estava certa. - Ele começou de novo rompendo o silêncio. - Não a parte sobre ser atuação, mas sobre o que eu sou. - Olhou para os dois garotos esperando a reação.
- Vampiro? - Sasuke pronunciou num deboche. - Olha, Itachi, eu sei que a morte dos nossos pais te deixou com todas as responsabilidades da empresa, mas isso não é motivo para inventar… - A frase morreu na garganta ao ver novamente o que seu cérebro estava lutando para não aceitar. O irmão estava com a expressão de um carnívoro com fome, os caninos salientes e os olhos vermelhos como sangue, tão perto que o Uchiha sentiu que seria a vítima.
- Assim como todos os outros Uchihas, - Começou o Hatake chamando a atenção para si. - ele era humano até ser mordido.
- Menos você. - Declarou Itachi voltando à normalidade e sentando-se de novo.
- Como assim? - Questionou o loiro ainda recostado contra a parede. - Ele não é humano ou não vai se tornar um chupa-sangue? - O termo fez o Uchiha rosnar.
- Meio que os dois. - Respondeu Kakashi rindo da expressão dos dois garotos. - O pai de vocês foi transformado quando Itachi fez 13 anos. Ele tentou se afastar da sua mãe explicando-lhe o perigo, mas três meses depois ela lhe ligou avisando que estava grávida. Bem, quando um homem e uma mulher se gostam eles…
- Nós sabemos como um bebê é feito Kakashi. - Cortou Itachi. - A revelação causou alvoroço entre os vampiros, já que muitos haviam tentado conceber de várias maneiras e nada dera certo.
- Então eu sou meio humano e meio vampiro? Como pode ter certeza que não sou só humano?
- Aqui. - Itachi jogou um objeto para ele um pouco fora do alcance, mas Sasuke lançou-se para pegar, sentindo as dores da luta. - Se não bastam seus reflexos para provar que você não é humano dê uma olhada aí.
O moreno virou o espelho vendo seus olhos vermelho-sangue lhe encararem com surpresa e medo.
- Nosso pai fez segredo do seu nascimento. Disse aos outros que o bebê morrera no parto e adotou o próprio filho para protegê-lo. E também morreu por ele. - Sasuke gemeu de dor e frustração.
- Aqui, beba isso. - O Uchiha pegou o copo com o líquido vermelho e quase o derramou com nojo.
- Não vou beber sangue! - Exclamou. -Nunca precisei, não vou começar agora!
- Bem, você que sabe. Mas ao contrário do seu amigo ali, a sua cura vai levar o tempo humano sem sangue. - Informou o Hatake apontando para o loiro que estava completamente bem, apenas com manchas de sangue seco na testa e bochecha.
- E o que ele é? - Perguntou pegando o copo e bebendo com o nariz tapado. Não queria perder para Nathan nem em velocidade de recuperação.
- Assim como você, ele é uma raridade. Um dos poucos licantropos vivos. - Itachi declarou.
- Licantropo é alguém com a capacidade de transformar-se em um animal, - Começou o Hatake calando a pergunta que viria. - sem ser necessariamente um lobo, como os lobisomens e, pelo que eu sei, com mais controle do que eles. Também é algo passado geneticamente ao contrário dos nossos amigos lupinos, que é pela mordida. Não tem muitas informações sobre as habilidades deles, já que a maioria morre cedo, mas já deu pra ver que a velocidade de cura é parecida. - Informou o homem pegando um celular no bolso e parando para fazer algo nele.
- E estão atrás de mim por causa da chave ou por que sou esse tal de litandropo?
- É licantropo. - O Uchiha mais velho corrigiu. - e a resposta é: os dois. Tanto você quanto a chave em seu pescoço são importantes para a guerra.
- Guerra? - Foi à vez do mais novo perguntar. - Entre lobisomens e vampiros? - Como o Japão não estava envolvido em nenhuma batalha aquela solução que tanto aparecia em filmes parecia a mais óbvia.
- Não. Eles são explosivos e fedem, mas estamos resolvendo nosso problema com eles diante da ameaça maior a nossa fonte de alimento, os humanos.
- Que ameaça? - Os dois perguntaram juntos.
- Zumbis. - Responderam os outros dois ao mesmo tempo.
*marca de carro muito, mas muito cara mesmo.
