NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! CAPÍTULO CINCO

— Eu não sou a briguenta aqui.

— Eu não sou briguento! — Gaara pareceu tão ofendi do e magoado que Hinata teve de suspirar.

— Não, você não é briguento, mas é irritante.

— Obrigado — ele disse sarcástico.

— Você pode me pôr no chão agora.

Foi o que Gaara fez e Hinata tentou se convencer de que o sheik fez isso com relutância.

Ela se afastou, precisando de uma distância física, mas não foi útil. Seu corpo decididamente vertia uma energia sexual por causa daquele contato.

— Agora me deixe ver.

Sabendo que era uma péssima idéia, ela obedeceu, le vantando o blusão para deixar à mostra um hematoma no quadril. Gaara tocou de leve no ferimento. Ela se arre piou e teve de conter um gemido de prazer.

— Está sensível assim?

— Só não estou acostumada a ser tocada aí. — A ho nestidade podia ser estranha, mas era melhor do que ver Gaara decidindo que ela precisava ir ao médico.

Isso seria vergonhoso.

— Não parece um ferimento sério.

Gaara passou o dedo pelo ferimento novamente, antes de afastar a mão.

Hinata precisou se conter para não pedir que o sheik a tocasse novamente, desta vez de um modo mais íntimo.

Fazendo o que podia para se recompor, ela se virou para encará-lo.

— Você não me disse por que está aqui.

— Eu vi a sua luz acesa.

— Só isso? Você decidiu me visitar? Mesmo quando eu não atendi à porta?

— Já passa da meia-noite, Hinata. Fiquei preocupa do que você tivesse dormido com a luz acesa. Não quis atrapalhar seu sono.

— Daí você resolveu me assustar e me derrubar da cadeira.

— Foi sem querer.

— Sem dúvida. Bem, agora que você viu que eu não peguei no sono com a luz acesa, pode continuar o que estava fazendo.

—Ainda não.

— Há algo que você queira discutir?

— Por que você está acordada? Você não está dor mindo direito.

— Você sabe que eu não durmo bem na primeira noite depois de uma viagem intercontinental.

— Isso só é verdade quando viajamos durante o dia. Desde que ajustei o horário para que viajássemos à noite e você pudesse dormir no avião, isso melhorou. Pelo me nos foi o que você me disse. — Pela expressão de Gaara, ele estava começando a duvidar do que Hinata dizia.

— Melhorou. Mesmo. Eu comecei a trabalhar... Não estava cansada. — Mas um inoportuno bocejo interrom peu suas palavras.

O sheik franziu a testa.

— Você está cansada. Por que está acordada?

— E quanto a você? — Mudar o assunto funcionara antes, mas não sempre. — Por que você estava andando por aí até ver minha luz acesa?

— Não consegui dormir e saí para dar uma volta. Hinata olhou para as portas abertas de sua sacada, por onde ela podia ver a noite estrelada.

— Não o culpo. A noite está linda lá fora.

— Você gostaria de me acompanhar? Ela queria. Mas não podia.

— Na verdade, estou trabalhando — ela admitiu.

— No quê?

Hinata não acreditava que Gaara não soubesse que ele a obrigaria a dizer.

— Meu projeto.

Gaara lançou-lhe um olhar de desaprovação.

— Eu lhe disse que, se fosse trabalho demais, você não deveria fazê-lo.

— Não é demais.

— Então porque você está trabalhando de madrugada, quando deveria estar dormindo?

— Porque eu quero.

— Isto é inaceitável. Você precisa descansar. Desli gue seu computador. Insisto.

— Se eu for para a cama agora, não vou conseguir dormir. Minha mente está cheia.

— Então você dará uma volta comigo. Chega de tra balho.

— Você disse que queria a lista ainda hoje.

— Corrigindo, eu pedi a lista se você a tivesse termi nado. Não lhe dei um prazo.

— Mas nós dois sabemos que preciso fazer isso logo, se não seu pai pode se intrometer novamente.

— Eu assumirei esse risco, mas não quero compro meter a sua saúde. Vamos.

Hinata olhou para baixo, para sua roupa.

— Preciso vestir algo. Ou vou assustar seus guardas.

— É mais provável que você os atice.

Ela riu certa de que o comentário fora uma brincadei ra. Se bem que aquela brincadeira doía, mas Hinata não deixaria transparecer a dor. Como prometera a Gaara, ela estava usando a blusa do Red Sox que ele lhe comprara. A blusa ia até o meio de suas coxas. Hinata não achava que aquele pedacinho de pele branquinha fosse capaz de inspirar, muito menos atiçar alguém. Certamente não os homens que vigiavam o palácio dia e noite e eram trei nados para se manterem alertas no trabalho.

Ela pegou uma calça justa de ginástica e foi ao ba nheiro vesti-la. Voltou rapidamente, pegando um par de meias numa penteadeira na qual arrumara suas coisas antes.

Gaara pigarreou.

— Você acha que isso melhora as coisas?

— E isso importa? Você acha que minhas roupas são ofensivas?

— Acho que, se você pretende sair deste quarto, deve vestir algo menos revelador.

— Não vou usar vestimentas de trabalho, Gaara.

— Não esperava que você fizesse isso.

— Então qual o problema?

— Essas calças estão justas demais. Parecem pintadas no seu corpo.

— Eu as uso para malhar.

— Você usa isso na rua, em Nova York?

— Qual o seu problema com elas?

— Ela ressalta muitas coisas.

— E daí? Só dá para ver que minhas pernas são magricelas.

Gaara balançou a cabeça.

— Você não está falando sério, está?

— Gaara... Isto está ficando chato. Vou dar uma volta com você ou não?

Ele não respondeu. Em vez disso, foi até o guarda-roupa e começou a abrir as gavetas. Com um som de aprovação, o sheik tirou uma calça larga e um casaco combinando.

— Isto servirá.

— Você acha que vou me trocar?

— Sim.

— Sabe, você está sendo ridículo. Não acha?

Gaara simplesmente lhe estendeu as roupas. Conside rando que ele fora intransigente sobre o médico, Hinata não ficou surpresa. Às vezes o sheik era tão teimoso que tudo o que ela podia fazer era deixar para discutir mais tarde quando, talvez, Gaara poderia ser mais razoá vel. Neste momento, ou Hinata aceitava ou desistia do passeio.

Como acontecia com freqüência, a necessidade de es tar com Gaara prevaleceu. E talvez a calça de ginástica não fosse mesmo um traje adequado para acompanhar o príncipe em Zorha.

Quando estava vestida de acordo com o que Gaara considerava apropriado, eles saíram do quarto. O sheik a levou ao primeiro andar e por uma porta no fundo das cozinhas, que se abriu para o deserto que cercava o palácio, e não para o jardim que havia no centro do complexo.

Hinata não ficou preocupada por não saber onde esta va. Gaara conhecia o deserto tão bem quanto ela conhe cia seu minúsculo apartamento em Nova York. O sheik a levou a um oásis nas proximidades. Ou, pelo menos, Hinata pensou que ele a levaria. A secretária estava se orientando pela lembrança que tinha de passeios e caval gadas na companhia de Gaara em viagens anteriores, mas que aconteceram sempre durante o dia.

Gaara respirou fundo.

— Adoro o cheiro do deserto.

Tudo o que Hinata conseguia sentir era o cheiro seco da areia. Mas ela sabia que o sheik percebia mais.

— E uma pena que você sinta tanta falta disso quando está em Nova York.

— Foi o que você disse no jantar.

— Você estava ouvindo!

— Não. Mais tarde, eu pedi a minha mãe um relato mais detalhado da conversa.

— Por quê? Você não confiou que eu não contaria so bre a procura à esposa? — Ela pensou que esta era a preo cupação de Gaara durante o jantar. E o fato de o sheik não confiar em sua secretária a deixava irritada. Pior, aquilo a magoava. Hinata confiaria nele para sempre.

Mas não falaria a ele sobre seu amor, disse uma voz em seu interior, soando tão desconfiada quanto o tom de voz do seu pai quando brigava com Hinata por causa da sua timidez.

Isto só trará problemas. Gaara não quer o meu amor, argumentou ela.

Tem certeza disso? Perguntou a voz.

Sim! Hinata desejou que não tivesse.

— Claro que confiei — disse Gaara, interrompendo a discussão dela consigo mesma. — Hinata, você nunca traiu minha confiança.

— Que bom que você sabe disso.

— Eu quis saber o que instigou seus comentários.

— E você descobriu? -— Na verdade, não.

— Você é meu amigo, Gaara. Quero que você seja feliz.

— Eu sou feliz, Hinata.

— Você seria mais feliz vivendo aqui?

— Não.

Ao perceber que a secretária começaria uma discus são, Gaara colocou as mãos sobre os ombros dela para silenciá-la e as deixou lá, enquanto andavam e ele ex plicava.

— Eu realmente sinto falta do deserto quando estou longe. Sinto falta do meu povo, da minha família... Mas, Hinata, quando estou aqui, também sinto falta de Nova York. De modo geral, prefiro a vida agitada da cidade, embora admita que é um alívio poder fazer um retiro às vezes.

— Você não poderia flertar com tantas mulheres aqui — disse Hinata, entendendo o que o sheik queria dizer.

Gaara deu uma gargalhada.

— Que coisa mais antiquada!

— Talvez. Eu sou uma mulher antiquada.

— Você é um tesouro, minha amiga.

Hinata sentiu uma onda de afeto que cobriu a frieza das conclusões a que chegara.

— Obrigada.

— Segundo suas regras, não posso flertar com nenhu ma mulher em qualquer lugar.

Ela riu.

— Não sou seu pai. Não posso exigir que você atenda meus desejos.

Gaara parou a lua cheia brilhando no céu, sua luz ilu minando a noite e refletindo no rosto do sheik.

— Você tem mais influência sobre mim do que qual quer pessoa, Hinata.

— Se eu fosse você, não diria isso.

— Talvez eu não devesse mesmo — ela concordou, rindo. — Se não você vai começar a mandar em mim.

Isso a fez gargalhar.

— Não se preocupe Gaara... Jamais cometerei o erro de achar que qualquer pessoa pode mandar em você.

— E meu pai?

— Nem ele. Você o obedece porque quer. Se ele ordenar que você faça algo inaceitável, você é forte o suficiente para se afastar da sua família em vez de obe decê-lo.

— Como a princesa Lina fez.

— E você acha que a família dela a deserdou? Por um momento, Gaara pareceu triste.

— O pai dela era ainda mais tirânico do que o meu. Acho que é uma possibilidade — ele disse.

Hinata conhecera o irmão mais velho da princesa du rante um evento, mas não a irmã dele.

— O irmão dela não lhe virou as costas.

— Talvez. Mas eu garanto que meus irmãos seguirão o meu pai.

— Acho que você está enganado. — Os príncipes eram leais entre si. Mesmo que Sasori tivesse lhe trazido a notícia da ordem real sobre o casamento de Gaara.

— Não pretendo me colocar numa posição de ter de desafiar meu rei.

— Eu sei. Não sei se já lhe disse isso, mas você é in teligente o suficiente para se antecipar aos movimentos dele.

— Agradeço sua opinião — ele disse, com arrogân cia. — Mas você não costuma me dizer quando estou fazendo uma besteira.

Hinata sorriu.

— Tem razão.

— Você não tem a menor idéia do que está fazendo, não é?

— Estou aqui sob a luz da lua com meu melhor amigo.

— Sou seu melhor amigo, Hinata?

— Como você pode me perguntar isso? Quase não tenho tempo para outras amizades.

Agora Gaara parecia culpado.

— Talvez devamos conversar sobre seu horário de trabalho quando voltarmos à Nova York.

Hinata deu de ombros, sentindo uma pontada de dor novamente. Como acontecera no avião, ela via isso como uma prova de que Gaara a estava afastando da sua vida, da sua amizade. Ele não queria ser seu melhor amigo.

— Acho que devemos voltar para o palácio e irmos para a cama.

— Desculpe.

— Por quê?

— Eu sei que você estava planejando uma caminhada maior, mas você está insistindo em voltar para o palácio porque está cuidando de mim. — E mais uma vez Hinata percebeu que não havia motivo para discutir.

— Acho que um pouco de sono será bom para nós dois.

Mas Gaara não teria voltado tão cedo se estivesse sozi nho. Por mais que isso a fizesse se sentir realmente mal, Hinata também estava gostando de se sentir sob os cui dados dele. Se estivesse certa e o faturo que via à frente fosse mesmo tão diferente do passado, Hinata precisaria do máximo de boas lembranças possíveis para sobrevi ver ao inverno que estava por vir.

Gaara entrou no quarto de Hinata sem pedir permis são pela segunda vez em menos de oito horas. Do mes mo jeito que fizera na noite anterior, ele batera. Mas não ouvira resposta. Na noite passada, Hinata estava ouvindo música e não o escutara. Esta manhã, no entanto, ela es tava dormindo. Profundamente, tanto que não escutou as batidas firmes.

O sheik ficou em pé ao lado da cama, meneando a ca beça. Hinata parecia tão tranqüila, o que só evidenciava o quanto ela andara estressada ultimamente. Ela escondia bem isso, mas mesmo o sono que dormira no avião não fora relaxante o suficiente para que Gaara percebesse a diferença. O fato de estar em Zorha era bom também para ela.

Eram quase 7h, e Gaara sabia que o despertador estava programado para disparar. Ele pegou o relógio de via gem que não combinava com a decoração do quarto, que combinava mais com o de um harém. Gaara não sabia por que sua mãe havia oferecido aquele quarto a Hinata. Mas era sempre o mesmo quarto das outras visitas, por mais que o palácio tivesse outros hóspedes. Gaara jamais pediu à mãe que a trocasse de quarto, porque Hinata se mostrou encantada com suas acomodações e Gaara gos tava de ver sua valiosa secretária feliz.

Ignorando as idiossincrasias de sua mãe e a reação inesperada de Hinata, ele apertou os botões do relógio digital até conseguir desligar o alarme.

Com cuidado, Gaara pôs o despertador na mesa de cabeceira. Hinata precisava dormir mais. Já que ela não o escutaria, o sheik iria cuidar das coisas do seu jeito. O simples fato de a secretária não ter acordado com as batidas ou a presença dele mostrava que Gaara estava certo. As olheiras sob os olhos dela estavam melhores do que ontem e Gaara estava determinado a fazer com que elas desaparecem por completo. Ele foi até a sacada e fechou as cortinas, mergulhando o quarto numa escu ridão falsa.

Um dia de folga não seria muito. Pensando assim, Gaara desligou o laptop dela e saiu com ele, fechando a porta com cuidado atrás de si.

Ao encontrar sua mãe, Gaara lhe pediu que o ajudasse a seguir o que planejara para o resto do dia de Hinata.

Ele também disse à rainha que queria que a secretária relaxasse. Ela garantiu que isso aconteceria.

Sentindo que havia cuidado das suas obrigações, Gaara saiu do palácio acompanhado por seu pai e irmãos.

Hinata acordou sentindo-se bem-disposta. Ela tivera um sonho maravilhoso com Gaara. No sonho, eles esta vam casados e apaixonados, e visitavam Zorha com seus quatro filhos.

O sonho fora tão real que Hinata sorriu, enquanto se espreguiçava em meio aos lençóis de algodão egípcio. Recusando-se a abrir os olhos, ela mergulhou na alegria deixada pelo sonho. Quatro filhos? Uma risada surgiu em sua garganta. Ela era bem capaz de imaginar Gaara como o pai amoroso de uma tropa de crianças.

A verdade insuportável de que, por mais que o sonho tivesse sido real, Hinata não seria a mãe daquelas crian ças afastou a felicidade do seu corpo e a fez arregalar os olhos. A primeira coisa que percebeu foi que as cortinas estavam fechadas. Ela não se lembrava de tê-las fechado na noite passada. Hinata percebeu ainda que eram qua se 11 horas. Seu despertador falhara. Ela sabia que o tinha ligado. Hinata sempre o ligava. Outra coisa que Hinata percebeu foi que seu computador não estava sobre a an tiga escrivaninha barroca na qual gostava de trabalhar quando estava em Zorha.

Como ela pôde dormir até tão tarde? Mesmo sem o despertador, aquilo não era normal. Tudo bem, talvez realmente precisasse recuperar o sonho, como Gaara dis sera, mas não admitiria isso. O sheik já tinha certeza de que sempre estava com a razão.

Mas isso não explicava as cortinas fechadas, o alarme desligado ou o computador que se fora. Hinata tinha a impressão de que não esclareceria as coisas até que en contrasse seu chefe, o que significava que ela tinha de levantar da cama.

Trinta minutos mais tarde, de banho tomado e vestida confortavelmente, ela foi até o primeiro andar do palá cio. Hinata foi conduzida por um guarda até os aposentos da rainha.

A rainha dispensou sua secretária pessoal quando Hinata entrou no belo e feminino quarto que era também um local de trabalho.

— Bom dia, Hinata. Espero que você tenha dormido bem.

— Melhor do que deveria — respondeu Hinata. — Perdi a hora.

— Imagino que meu filho tenha desligado o desperta dor quando foi vê-la esta manhã.

— Foi me ver? Novamente? A rainha aquiesceu.

— Para lhe dizer que ele passaria o dia com o pai e Sasori.

— Mas ele entrou no meu quarto? Desligou o desper tador? — Hinata teria de conversar com Gaara sobre inva dir o espaço dos outros. Ela não estava acostumada a se vestir ou trocar de roupa no banheiro da suíte. E se Gaara não se incomodaria em vê-la seminua, Hinata com certe za se incomodava! — Por que ele não me acordou?

— Ele deve ter achado que você precisava descansar mais. —A rainha sorriu. — Ele disso algo sobre confis car seu computador pelo resto do dia.

— Eu ainda tenho meu computador de mão — dis se Hinata, desafiadora. Ela não gostava que mandassem nela.

— Eu esperava que você me fizesse companhia esta tarde.

Hinata sentiu o coração apertado. Ela sabia que Gaara estava por trás do convite da rainha, e isso tor nava a recusa ainda mais difícil. Hinata não conseguia pensar em um modo de recusar o convite sem ofender a rainha.

— Claro Majestade. O que você está planejando? — perguntou Hinata.

— Eu gostaria de fazer compras. Hinata não pôde agüentar. Ela riu alto. A rainha a olhou, intrigada.

— O que é tão engraçado?

— Seu filho.

Aquilo pareceu instigar a monarca.

— Meu filho?

— Sim. Ele acha que pode me manipular.

— E você discorda?

— Vamos fazer compras?

— Sim.

— Então eu discordo.

— Pode explicar melhor?

— Suponho que meu chefe lhe pediu para se assegu rar de que eu não trabalharia hoje, certo?

— Certo.

— Ele alguma vez fez compras com você, Karura? Agora a mulher estava rindo também.

— Não, ele jamais teve este prazer.

— Nem eu, no último ano. Mas estou querendo. Dei xe-me pegar minha bolsa.

— Não é preciso.

— Claro que é. — Embora Hinata soubesse que seria preciso agir rápido e se adiantar para poder pagar suas próprias compras.

Hinata sorriu ao sair do quarto real. Se Gaara pretendia que ela relaxasse roubando o computador, ele se engana ra redondamente. Fazer compras com a rainha podia ser divertido, mas não era nada relaxante.