NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! CAPÍTULO SEIS

Mais tarde, Hinata estava relaxando na banheira, imer sa na água quente, perfumada com um óleo especial que Karura insistira em lhe dar de presente. Delicadas pétalas de flores flutuavam na superfície da água, resvalando na pele de Hinata eroticamente. Ela tinha certeza de que aquela não tinha sido a intenção da rainha ao lhe enviar, por um empregado, uma cesta cheia de flores para o seu banho. A monarca simplesmente quisera que a secretária gostasse do mimo. Karura era extremamente gentil, como sempre fora, tratando Hinata com uma educação que ge ralmente não era dirigida a uma secretária por alguém na posição da rainha.

Hinata não tinha certeza, mas achava que Karura podia ter percebido que era apaixonada por Gaara. Ela nunca dissera nada, mas olhara para a jovem com uma compai xão feminina mais de uma vez. Hinata tinha de admitir que, embora fazer compras com a rainha não fosse algo relaxante. Ela conseguiu se esquecer com pletamente do projeto de Gaara.

— Você nunca atende à p... — A voz do sheik foi in terrompida subitamente, ao entrar no banheiro da suíte de Hinata.

Com quase dois metros de altura, ele ocupava toda a porta. A voz de Hinata lhe dizia que ela deveria ter conversado com Gaara sobre invadir os aposentos. En gasgando e endireitando-se, ela procurava loucamen te por algo com o que se cobrir. Mas a toalha estava longe e a tolha de rosto não serviria. Sem alternativa, Hinata se encolheu, escondendo a nudez atrás das per nas dobradas.

O que você está fazendo aqui?

— Vim conversar com você — as palavras saíram atrapalhadas, mas ele não fez menção de se virar.

— Agora não é uma boa hora. — Hinata não sabia se queria ficar mais excitada ou que a situação fosse um pouco diferente. Mas não havia jeito de fazer o desejo desaparecer.

Gaara pigarreou.

— Estou vendo.

Ele definitivamente estava vendo alguma coisa. Seus olhos a devoravam. Ou pelo menos foi assim que Hinata se sentiu. Ele não estava realmente fazendo isso... Não para ela. Hinata não era o tipo dele. Não era linda de mor rer. Não era sexualmente moderna. Não tinha nada que ele considerasse atraente.

Ao pensar nisso, Hinata ficou furiosa.

— Você podia ter batido.

— Eu bati. Mas você não respondeu.

— Não ouvi.

— Por isso eu entrei.

— Você não deveria ter entrado.

— Você deveria ter trancado esta porta — ele argu mentou, sem se mover.

Gaara estava tão perturbado pela nudez dela que dis cutiria qualquer coisa naquele momento.

— Eu estou no banheiro particular anexo ao meu pró prio quarto. Não achei que fosse preciso — disse Hinata, com raiva.

— Aparentemente, você se enganou.

— Aparentemente, você esqueceu os bons modos. Ou sou só eu que não os mereço?

— O quê? Hinata, você não está falando sério. —Gaara parecia irritado, que droga!

Como ele podia ser tão intenso?

— Você precisa sair Gaara.

— Sair?

— Sair. — Ela deixou escapar um suspiro. — Estou nua, se é que você não percebeu.

— Percebi.

— Que bom.

— Não tenho tanta certeza assim. A frustração tomou conta dela.

— Gaara, você não pode simplesmente entrar no meu quarto.

Hinata não acreditava que estavam tendo aquela dis cussão. Por que Gaara não saiu assim que percebeu que ela estava na banheira? Será que era porque a nudez dela era tão insignificante, não importava para ele? Hinata sempre soubera que Gaara nunca a quisera como mulher, mas vê-lo ignorando sua feminidade por completo era humilhante demais.

— Vou sair.

Ela revirou os olhos. Finalmente! Mas Gaara não se moveu.

— Gaara — disse Hinata, impaciente. — Você precisa sair. Agora!

— Claro. Desculpe por invadir seu banho.

Ah, se ele pudesse ter invadido apenas o banho, e não a privacidade dela.

Diante do silêncio de Hinata, Gaara suspirou profun damente e virou-se, saindo do banheiro e desaparecendo no quarto.

Hinata ficou olhando para a porta fechada por um tempo, esperando ouvir o som da porta sendo fechada, algo que não chegou a acontecer.

— Gaara? — ela chamou. Se ele deixara a porta aper ta, Hinata o mataria!

— Estou aqui, Hinata. — A voz dele parecia séria.

— Estou tomando um banho. Você terá de esperar para conversar — ela disse para o caso de Gaara achar que Hinata sairia do banho, enrolada apenas numa to alha, para reencenar outra versão daquela vergonhosa cena.

— Eu sei que você está tomando banho. — Ele disser mais alguma coisa, mas Hinata não ouviu.

— E você ainda está no meu quarto? Novamente Gaara murmurou algo que Hinata não entendeu.

Ela esticou as pernas, sentando-se na água e tentando entender aquela situação confusa. Hinata obrigou se corpo a relaxar, numa tentativa de se livrar da mágoa de ter sido rejeitada.

Gaara estava em pé no quarto de Hinata, segurando-se para não voltar ao banheiro da suíte. Mas a imagem do corpo rosado de Hinata flutuando numa piscina de águas cheias de pétalas de rosas, numa banheira em estilo romano, estava queimando dentro dele e o impedindo de pensar logicamente.

O barulho dela se remexendo na água quase o enlouqueceu.

— Por favor, pare de fazer isso.

— Fazer o quê?

Ela não tinha idéia. Inocente. Inocente demais para pensar ou desejar estas coisas.

— Ficar se mexendo na água.

Fez um silêncio por algum tempo e então Hinata per guntou:

— Você pegou sol demais hoje?

Gaara queria poder usar isso como desculpa.

— Não.

— Acho que pegou, sim. — Gaara podia ouvi-la levantando-se na banheira. — Talvez você deva procurar um médico.

Ela estava saindo da banheira para olhá-lo. Se Hinata saísse do banheiro apenas enrolada numa toalha, Gaara não agüentaria. Seu corpo ansiava que isso acontecesse, mas sua mente se recusava a fraquejar.

O som de passos apressados e de uma porta se batendo foi à única resposta que Hinata ouviu ao sugerir-lhe que procurasse um médico. Ela franziu a testa. Concluindo que a situação precisava de uma solução rápida, Hinata se enrolou em uma toalha e, pingando, foi até o quarto.

Hinata pegou o telefone e ligou para o ramal da suíte do rei e da rainha. O telefonema foi atendido pelo próprio rei.

— Gaara?

— É a Hinata.

— Achei que Gaara tinha subido para conversar com você.

— Ele esteve aqui, agindo de um modo estranho. Ele pegou muito sol hoje, senhor?

— Não que eu saiba. Nós passamos apenas algumas horas cavalgando. O restante do tempo passamos em reuniões de negócios.

— Talvez o sol estivesse quente demais...

— De que modo ele tem agido? — perguntou o rei, parecendo se divertir.

— Ele não estava tão inteligente como de costume. — Era o máximo de explicações que Hinata daria.

— Entendo. — Mas não parecia que o monarca tinha entendido e Hinata não esclareceria a situação para ele.

— Obrigado por seu tempo.

— De nada. Você pode ligar sempre que precisar.

Aquilo parecia ser um sinal que Hinata não enten dera, mas ela simplesmente o agradeceu novamente e desligou.

Lentamente, Hinata voltou à banheira, pensando, preo cupada, em Gaara. Por que ele agira daquele jeito? E por que ele fora vê-la? Antes de começar a afastá-la da sua vida, Hinata pensaria que Gaara simplesmente queria lhe dizer como fora seu dia. Nos últimos cinco anos, quando se afastavam inesperadamente e depois se reuniam, eles conversavam sobre o que viveram sozinhos.

Hinata voltou à água quente, livrando-se de suas preo cupações. Não havia nada que ela pudesse fazer sobre o comportamento estranho de Gaara. Era melhor aproveitar o luxo de um banho, na esperança de não ser interrom pida novamente.

Gaara guardou a gumia com um gesto arqueado, parte de uma tradição milenar que os homens de sua família aprendiam geração após geração. A espada perfeitamente equilibrada se encaixava em suas mãos, como se tivesse sido feita para elas. E na verdade foram mesmo.

Por mais agradável que tenha sido o treino, não esta va produzindo o efeito que ele mais queria no momento — esquecer a reação que tivera diante do corpo nu de Hinata. Não fazia sentido. Ele podia aceitar que se sentia atraído por sua secretária. Afinal, o desejo sexual não tinha razão. Mas Gaara achava intolerável que tivesse fi cado paralisado ao vê-la deitada na banheira. Tanto que não foi capaz de sair do quarto imediatamente.

— Você gostaria de um parceiro? — perguntou Sasori, interrompendo os pensamentos de Gaara.

O sheik se virou para encarar o irmão que, como ele, estava vestindo apenas calças largas. Sasori com certeza queria se exercitar também.

— Definitivamente.

Sem dizer mais nada, Sasori pegou sua espada, colo cando-se na posição inicial. Eles lutaram por meia hora, ambos suando enquanto disputavam. Mas embora seu irmão fosse sete anos mais velho e um centímetro mais alto, Gaara se recusava a recuar. Como num acordo si lencioso, eles abaixaram as gumias ao mesmo tempo e inclinaram a cabeça um para o outro, reconhecendo a bravura do adversário.

—Você estava tentando se livrar das suas frustrações? — perguntou Sasori.

— Por que você acha isso?

— Eu conheço esta expressão nos seus olhos.

As preocupações de Gaara foram colocadas de lado imediatamente.

— Quer conversar?

Sasori fez que não. Mas, como Gaara estava olhando, viu um lampejo de infelicidade rapidamente escondido.

— Está tudo bem entre você e nosso pai? — ele tentou. O irmão deu de ombros.

— Tanto quanto é possível entre dois homens teimo sos tentando fazer as coisas do seu jeito.

— Ele joga muito com o fato de ser rei?

— Não, ele me respeita muito para fazer isso, mas...

— Sasori deixou que as palavras desaparecessem dando de ombros novamente.

— Eu não o invejo.

Sasori secou o rosto, o peito e os braços com uma toalha.

— Eu sei. Você e o Kankuro são inteligentes demais para este tipo de coisa.

— Nós o amamos — disse Gaara, limpando-se tam bém do suor.

— Eu também amo vocês dois.

— Mesmo quando você tem que atravessar meio mun do para me dizer que nosso pai está chateado comigo?

— Talvez especialmente quando isso acontece. Eu me senti mal por você e não posso dizer que tenha ficado infeliz quando a princesa Lina se recusou a se submeter ao contrato entre os reis.

— Obrigado. — Talvez Hinata tivesse razão. Em con dições ideais, seus irmãos na verdade o apoiariam se ele escolhesse um caminho diferente do que seu pai queria. Mas o alívio não substituía a indignação. — Um homem quer escolher sua própria esposa.

— Sim.

— E quanto a você? Algum plano para construir o berçário real?

— Vou precisar de uma esposa primeiro.

— E?

— Não há nenhuma. — Mas algo no modo como Sasori dissera isso fez com que Gaara soubesse que havia mais a se contar, mesmo que seu irmão não estivesse preparado para isso.

— Eu quero a Hinata — Gaara não podia acreditar que tivesse dito isso em voz alta.

Mas seu irmão não pareceu surpreso.

— Mas é claro que você não tomou nenhuma ini ciativa.

— Ela é minha funcionária.

— Ela está sob sua proteção. — Hinata podia não en tender este conceito, mas Sasori entendia.

— Exatamente.

— Não é mulher para casar?

A pergunta deixou Gaara chocado.

— Ela não chega a ser uma princesa.

— E você não é herdeiro do trono, o que tem lá seus benefícios. Um deles diz respeito à expectativa em rela ção a sua esposa.

— Acho que nosso pai não é tão moderno assim.

— Antes de Kankuro se casar com Temari, eu diria o mesmo.

— Kankuro ama Temari. Ele se casaria com ela de qual quer jeito.

— E mesmo assim ele se humilhou para conseguir o que queria.

Amor. — Gaara sabia que tinha feito a palavra soar como uma maldição, porque, para ele, era mesmo.

Inshallah.

Seja feita a vontade de Deus.

— Mas eu não quero uma esposa que me deixe tão vulnerável.

— Isso é compreensível. — Mais do que ninguém, Sasori vira o que a perda de Matsuri fizera com o irmão caçula. — Mas isso não esclarece as coisas com Hinata.

— Eu a quero. Mas não posso tê-la. Preciso fazer algo.

— Não se casar?

— De jeito nenhum!

— Então o que você fará?

— Tenho um plano.

— Espero que seja bom.

Gaara também esperava que o plano fosse bom. Por que a reação exagerada ao ver Hinata nua não era aceitá vel. Gaara não podia fazer amor com ela. Mesmo que não sentisse o que ela chamava de "instintos ancestrais", era certo que um caso entre eles resultaria na perda da sua secretária perfeita.

Mas havia outro motivo, que só estava lhe ocorrendo agora. O motivo era que se casar com Hinata não era uma opção. Gaara já... Se importava com ela. Mesmo em pensamento, ele sempre fora relutante em aceitar isso. Caso se casasse com Hinata, a amizade e a luxúria que o sheik sentia podiam se tornar algo mais. E poderiam se trans formar muito bem em algo que ele não desejava.

De todas as mulheres no mundo, Hinata era a única que jamais poderia ser sua esposa por conveniência.

Apesar de não ter mais respostas quanto ao proble ma com Hinata, Gaara se sentiu melhor ao voltar para o quarto dez minutos mais tarde. Quem quer que tenha dito que isso é o máximo da solidão sabia do que estava falando.

Veja Sasori. É claro que algo estava incomodando o herdeiro do trono de Zorha. Mas quem ele tinha para conversar sobre o assunto? Gaara tentaria conversar com seu irmão novamente, para saber se poderia fazer algo por Sasori.

Gaara estava feliz por ter irmãos e uma parte dele queria poder vê-los mais vezes. Mas outra parte, mais racional, sabia que isso só colocaria à prova os limites da paciência deles e talvez até o amor. Eles eram muito parecidos.

Hinata passou os dias seguintes em reuniões com Gaara e a família real ou com parceiros de negócios em Zorha. No intervalo do trabalho, ela continuou a juntar uma lista de candidatas à esposa, desenvolvendo um pla no de ataque para se assegurar da escolha.

Foi um processo mais lento do que Hinata gostaria, porque a rainha também exigia a presença dela todos os dias. Hinata não desgostava deste tempo que passava com Karura. Ela entendia como a rainha sentia falta da companhia de filhas. E Hinata gostava da compa nhia da monarca. Mas ela tinha de terminar o projeto pessoal de Gaara.

Quando mais chegava perto de completar o serviço, contudo, mais certa Hinata ficava de uma verdade dolo rosa. Ela não poderia continuar trabalhando para Gaara. O desgaste emocional causado pelo amor que ela sentia crescia dia após dia. Tinha de ser por causa dos planos de casamento do sheik. Fazer aquela lista doía. Uma dor maior do que ela estava preparada para suportar. Hinata nunca achou que seria fácil, mas aquilo era uma tortu ra. Primeiro, criar o perfil da candidata ideal — o tipo de mulher com a qual Hinata achava que o homem que ela amava seria mais feliz. Todos os pré-requisitos que Hinata listava eram coisas que ela não tinha — beleza física, herança ou sofisticação —, o que a fazia se sentir mal consigo mesma. Pior ainda eram as características que ela compartilhava com a mulher ideal para Gaara. À medida que a lista crescia Hinata não conseguia deixar de desejar que ela fosse à candidata. Mas Hinata não ti nha o que Gaara desejava fisicamente. E personalidade ou profundidade não compensariam isso.

Especialmente para Gaara, que dizia que a única com patibilidade que importava era a que compartilharia com a futura esposa na cama.

Ao olhar para as mulheres que se encaixavam no per fil ideal, Hinata não viu alívio para a dor. Ela as invejava e se sentia uma pessoa má por isso. Hinata não podia ser tão mesquinha, mas era. Ela ficava arrasada ao perceber que aquelas mulheres tinham a chance de viver a vida pela qual Hinata lutara — ser a esposa de Gaara. Toda vez que estava ocupada criando os relatórios sobre as candidatas Hinata imaginava como seria quando Gaara estivesse casado com outra mulher.

Seria um inferno. E Hinata percebera que este era um castigo que ela não aceitaria, nem seria capaz de aceitar. Hinata não tinha alternativa. Ela pediria demissão. E sa ber disso acabava com qualquer sensação de bem-estar restante.

Gaara nem noivara e Hinata já se sentia a mais infeliz das pessoas.

Ela só não sabia ainda se pediria demissão ao entre gar-lhe a lista ou se esperaria até que Gaara se casasse de fato. Seu coração lhe pedia que ficasse ao lado do sheik o máximo possível, mas o cérebro se recusava a esquecer o modo como Gaara a afastara da sua vida recentemente. Sem a amizade dele, trabalhar com Gaara seria insupor tável. O mesmo coração que sofria ao pensar isso seria destruído se Hinata permanecesse no emprego. Vê-lo es colher e celebrar a escolha seria o tipo de tortura que ela não desejava para seu pior inimigo — se tivesse um.

Isso respondia à questão sobre quando seria melhor para Hinata pedir demissão. O mais rápido possível. As pessoas não diziam que um corte rápido era menos do loroso do que um corte lento? Hinata esperava que isso fosse verdade, porque ela não sabia se podia suportar mais aquela dor.

Gaara percebeu que Hinata parecia mais cansada a cada dia. Quando sua mãe tocou neste assunto, ele soube que tinha de fazer algo a respeito. O sheik não queria que sua secretária voltasse para casa doente.

Ele a levaria para uma visita a Kankuro e sua nova espo sa, Temari. Hinata dissera antes que gostava da companhia deles. Kankuro comprara uma casa nova fora da cidade, uma casa que Gaara não conhecia ainda. E seria uma boa oportunidade de perguntar ao irmão se ele sabia o que estava acontecendo com Sasori. Além disso, eles estariam perto de Atenas. Era uma cidade de vida noturna agitada, que distrairia Hinata da obsessão pelo trabalho.

Ela sempre fora dedicada, mas Hinata só não estava ao telefone ou no computador durante as refeições que fazia em companhia da família real ou quando a rainha conseguia afastá-la um pouco. Gaara sabia que Hinata estava trabalhando até tarde, embora não tenha cometi do o erro de entrar no quarto dela novamente. Mas em suas caminhadas noturnas, o sheik percebera a luz acesa. Mas, mesmo sem este sinal, Gaara sabia que ela estava acordada até altas horas. Porque Hinata parecia cansada e estava bebendo café demais.

Um fim de semana em Atenas era exatamente o que ela precisava. E Gaara se asseguraria de que Hinata se es queceria do trabalho.