NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! CAPÍTULO SETE

Hinata olhava pela janela enquanto o avião particular da família de Gaara se aproximava de um pequeno aero porto afastado de Atenas. Kankuro, sem dúvida, enviaria um carro para pegá-los ou então viria em pessoa. Hinata reclamara da viagem a Gaara, mas não seu coração. Ela gostava muito do casal. Além disso, agora que decidira pedir demissão quando entregasse a lista de candidatas a Gaara, Hinata sabia que esta seria a última oportunidade de vê-los. Quando deixasse de trabalhar para o sheik, as pessoas da família real de Zorha estariam fora do seu alcance.

Gaara verificou o cinto de segurança. Embora tecnica mente fosse obrigação do comissário se certificar de que Hinata estava segura, ela não se lembrava de um único vôo durante o qual o sheik não cuidara da questão. Era uma das muitas coisas de que Hinata sentiria falta nele. Mas ela era uma mulher adulta. Hinata não precisava de um sheik cujo comportamento refletia o dos ancestrais que cuidavam dos funcionários daquele jeito.

— Vai ser bom encontrar Kankuro novamente — disse Gaara.

— Sim. Ele e a Temari são boas pessoas.

— Claro, são da minha família.

Ela sorriu diante da arrogância do sheik.

— Tenho certeza que seus irmãos dizem o mesmo so bre você.

— Que eu sou bom?

— Que você é bom porque é parente deles.

— Não quis dizer isso.

Ela riu diante do olhar de desapontamento de Gaara.

— Eu sei.

O sheik pareceu feliz.

— Eu sabia que esta viagem era uma boa idéia.

— E é. Obrigada.

— Espere até ver o que planejei para esta noite.

— Mimar sua secretária ou seu irmão e a esposa dele?

— Você, Hinata... Você tem trabalhado tanto. — Ela adorava quando Gaara falava daquele jeito. Mas era algo raro, que só acontecia quando ele estava se sentindo pro tetor e quando estava com pena dela.

— Você é um bom patrão, Gaara.

— Naturalmente.

Hinata ainda estava rindo quando o avião aterrissou.

Kankuro e Temari estavam esperando na sala VIP do aeroporto. Kankurou era o meu diferente dos irmãos, possuia olhos e cabelos castanhos chocolate e Temari era linda como uma modelo com cabelos loiros e olhos verdes profundos. Hinata sorriu quando os ir mãos se abraçaram e se beijaram. Claro que o cum primento de Gaara em Temari foi menos físico. Se bem que ela insistiu num abraço, o que fez com que seu marido fizesse uma careta, por mais que tivesse ten tado esconder.

Temari riu antes de se virar para Hinata e a abraçá-la afe tuosamente.

— Ele é um homem incorrigível, mas eu o amo mes mo assim.

Hinata deu uma risadinha.

— Dá para ver. Ele é um cara de sorte.

— Você é muito gentil. Como você conseguiu traba lhar com meu perverso irmão este tempo todo? — per guntou Kankuro.

— Ele pode ser mandão às vezes e um pouco exigen te, com uma tendência a ser viciado em trabalho, mas ele não é nada perverso.

Todos riram.

— Isso é que eu chamo de elogio.

— Todos que conhecem a Hinata sabem que você nas ceu virado para a lua — disse Kankuro, abraçado ao irmão.

Naquele momento, Hinata se perguntava se toda a fa mília de Gaara sabia que ela o amava. Ela sempre achara que só a rainha sabia, mas, pelo modo como Kankuro e Temari a olharam, Hinata entendeu que eles também perce beram. Há um mês Hinata estaria terrivelmente chateada ao ver seu segredo desvendado, mas agora isso já não importava.

Ela sempre se preocupou, achando que, se Gaara descobrisse aquela paixão, ele a demitiria. Mas, como pediria demissão de qualquer jeito, isso não tinha im portância alguma. Isso não significava que Hinata não ficaria envergonhada se Gaara descobrisse. Mas ela não achava que Kankuro e Temari saíssem por aí fazendo fofoca.

Era o que Hinata esperava. Aquele era um segredo que ela queria manter até dizer adeus a Gaara.

A viagem à casa do casal demorou apenas meia hora.

— Nós gostamos de viver perto da cidade, mas tam bém é bom viver longe dos congestionamentos de Ate nas, especialmente quando se está começando uma fa mília — disse Temari.

O casal trocou um olhar cúmplice. Gaara riu para o irmão.

— Você quer me contar algo, Kankuro?

— Não antes de contar ao Pai e à Mãe.

Mas aquelas palavras bastavam por isso Hinata abra çou Temari.

— Parabéns! Você será uma ótima mãe. Temari ficou radiante.

— Obrigada.

— Ela nem mesmo tem enjôos — disse Kankuro, como se fosse o responsável por aquela bênção.

— Minha mãe também não teve enjôos — contou Temari.

— Isso é fabuloso — disse Hinata, pensando que não se importaria em ficar enjoada se estivesse grávida do filho de Gaara.

— É mesmo. Eu não me importaria, claro, mas é bom se sentir tão bem.

Hinata concordou, enquanto Gaara bateu nas costas de Kankuro, felicitando-o.

Gaara sentou com Kankuro na varanda com vista para os belos jardins e para a piscina.

— É um belo lugar para se criar os filhos.

— Temari também acha. Por isso nós compramos esta casa.

— Você parece abobalhado, Kankuro.

— Com certeza. Eu não consigo me imaginar vivendo sem ela. — A vulnerabilidade nos olhos do irmão trouxe lembranças amargas do tempo em que Gaara era fraco assim.

Ele jamais sentiria aquilo novamente. Gaara só espe rava, para o bem do irmão, que Kankuro jamais pagasse o preço por se sentir feliz assim.

Hinata ficou surpresa ao descobrir que os planos de Gaara para a noite não incluíam os recém-casados.

— Você precisa relaxar e, por mais que eu ame minha família, se você ficar com eles vai se sentir obrigada a manter certa atenção. Eu já percebi isso.

— E você acha que eu não sinto a mesma coisa quan do estou perto de você?

— Hinata, nós passamos a melhor parte dos últimos cinco anos vivendo um ao lado do outro. Qualquer preo cupação que você tivesse neste sentido já deve ter desa parecido, se não você teria ficado louca.

Era verdade, mas ela ficou surpresa por Gaara conhe cê-la tão bem. Por outro lado, por que deveria ficar sur presa? Ele estava certo. Eles passaram mais tempo jun tos nestes anos do que passaram com qualquer pessoa. Mesmo com as namoradas, se juntasse todas.

Será que Hinata cometera o erro de pensar que, só por que escondera seu amor Gaara, escondera o restante dela também?

— Obrigada. Eu adoro a sua família, mas isto é baca na — disse, apontando o Mercedes até o qual fora con duzida pelo sheik.

— E é um sonho de carro — disse Gaara.

— Você sabe que eu não estava falando do carro.

— Ah, você quer dizer termos um tempo para nós? Concordo. É uma das coisas de Nova York de que sinto mais falta quando estou visitando minha família ou via jando a trabalho.

Se sentia tanta falta assim, porque se esforçara tanto para evitar ficar com Hinata em Zorha?

Ela se perguntava se isso importava quando se deu conta de que não. A noite era dela. Gaara era dela... De al gum jeito. Ele seria sua companhia. Se o coração de Hinata queria continuar fingindo que era apenas por umas poucas horas a mais, que mal faria? Hinata, com certeza, não poderia ficar pior do que já estava.

Pelo menos naquela noite Hinata se esqueceria da dor em meio à fantasia.

— Onde estamos indo? — ela perguntou.

— Você vai ver quando chegarmos lá.

— Você é obsessivo por controle às vezes.

— E não apenas um homem que quer surpreender uma amiga com algo especial?

— Pensando bem... Vou me sentar e esperar paciente mente que cheguemos.

— Que mulher boazinha.

Quando chegaram, Hinata não conseguia parar de olhar ao redor. Por mais que tivesse ido várias vezes a Zorha, ela jamais assistira à dança tradicional. E eles estavam na Grécia, mas Gaara conseguiu encontrar um restaurante oriental que oferecia diversão e comida.

Ela se esforçou para lidar com o fato de que Gaara estava vendo outras mulheres que não só eram lindas como também sensuais. Elas apresentavam uma coreo grafia que não só mostrava seus corpos, como também o controle que as bailarinas tinham sobre ele. Hinata se preparou para ver a luxúria nos olhos de Gaara e para agüentá-lo prestando atenção às dançarinas, e não a ela, durante o jantar. Não importa, disse a secretária a si mes ma. Hinata estava determinada a se divertir com a apre sentação, mas por motivos bem diferentes.

Mas os olhos cheios de luxúria nunca foram vistos. Gaara se mostrava satisfeito em ver que a secretária estava fascinada pelas dançarinas talentosas, enquanto ele mesmo mal as assistia. Sua atenção e encanto es tavam todos voltados para sua companhia... Ou seja, Hinata.

Era uma sensação inebriante, na qual ela mergu lhou, adorando a idéia de ser o centro da atenção do sheik. Eles riram da bagunça que fizeram comendo com os dedos. E quando se tocavam o corpo de Hinata reagia com prazer, sem demonstrar. O jantar tinha vá rios pratos e se estendeu até a madrugada, com vários espetáculos, incluindo um homem engolidor de facas e fogo.

Depois que Hinata engasgou pela quinta vez, Gaara riu.

— O quê? — ela perguntou, deixando de olhar para o homem que fazia malabarismo com tochas.

— Você é como uma criança num circo pela primeira vez.

— Eu nunca vi uma coisa destas. Eu sempre pensei que fosse algum tipo de truque, mas não é. Ou será que é?

— Não.

— Você não acha incrível, mesmo já tendo visto isto antes?

— Com você, tudo é novidade.

— Obrigado.

Ela sentiu que estava ficando vermelha, mas não po dia fazer nada a respeito disso. Hinata sorriu, voltando a assistir ao espetáculo, sem saber o que dizer, mas sentin do o afeto percorrer todo seu corpo.

Gaara murmurou alguma coisa, mas quando Hinata olhou para ele, como se fosse perguntar o que o sheik dissera, Gaara balançou a cabeça, dando uma garfada na comida.

Eles voltaram para a casa de Kankuro e Temari de madru gada e Hinata tomou cuidado para fazer silêncio, a fim de não acordá-los. Gaara fez o mesmo. Aquela noite perfeita terminou com sussurrados boa-noite e obrigado no cor redor, do lado de fora dos quartos.

No dia seguinte eles tiveram um agradável café da manhã com a família de Gaara antes que Kankuro saís se para uma reunião. Temari ficou em casa trabalhando no escritório que seu marido montara para que ela exercesse a função de voluntária numa agência de adoção.

— Eu vou trabalhar menos de 12 horas por semana depois que o bebê nascer. Mas, até lá, vou estar muito ocupada treinando meu substituto — desculpou-se Temari para Gaara e Hinata.

— Não se preocupe. Eu vou passear com a Hinata hoje.

A secretária sorriu, lembrando-se das outras vezes em que Gaara cedera à vontade dela de explorar novos lugares ou tivera ele mesmo esta vontade, quando estavam viajando para algum país interessante. —Aonde vamos?

— O que eu lhe disse noite passada?

— Que você é um obsessivo assumido? — provocou Hinata.

Gaara fez que não, fingindo uma irritação que tentava esconder a felicidade.

Temari riu também e foi para o escritório, balançando a cabeça.

Eles passaram o dia visitando lugares turísticos e Hinata se sentiu mimada demais para uma simples secretária. Ela dissera a Gaara que ele era seu melhor amigo, mas não esperava que o sheik dissesse o mesmo. De qualquer modo, Gaara a estava tratando com um cuidado especial, que estava transformando aqueles últimos dias de Hinata como sua funcionária em algo mais surpreendente do que ela imaginara possível. Ela guardou a lembrança destes momentos agradáveis junto com os outros que planejava evocar no futuro, quando só poderia acompanhá-lo pelo noticiário.

Eles jantaram com Kankuro e Temari. Hinata não deixou de reparar no modo como o irmão de Gaara tratava a esposa. Ele era incrivelmente gentil. Kankuro estava apaixonado, claro, e o sentimento era mútuo. Ele cuidava de Temari e, mesmo quando discutiam, era possível ver a felicidade que sentiam por estarem juntos.

Era lindo.

Ali estava a prova de que Hinata precisava para se convencer de que Gaara não sentia nada por ela. Kankuro só tinha olhos para Temari. Mesmo quando conversava com outra pessoa, parte dele estava prestando atenção na esposa e no que ela fazia. Kankuro dizia que ela era linda e elogiava várias coisas da esposa.

Eles não concordavam em tudo, nem mesmo no que pediriam no jantar, uma vez que Temari preferia uma comi da picante demais para o gosto de Kankuro. Eles concorda ram em pedir outra coisa, mas Hinata teve a impressão de que fora uma estratégia de Temari. A secretária teve certeza disso quando ela lhe piscou quando o marido conversava com o garçom.

Eles conversaram e riram até que o assunto do casa mento de Gaara veio à tona.

— Eu fiquei surpreso quando a princesa fugiu com outro homem, mas não me frustrei — disse Kankuro.

— Por quê?

— Um homem tem que poder escolher sua esposa.

— Uma esposa que ele ame — acrescentou Temari. Gaara fez que não.

— Se o Pai não a tivesse escolhido, eu ficaria bem contente em me casar com a princesa. Não estou à pro cura de amor.

— Por que não? — perguntou Temari, chocada. — Não estamos na Idade Média. Você não precisa ter um casa mento arranjado só porque é um sheik.

— O amor custa caro.

— A morte da Matsuri foi um trágico acidente, meu irmão, mas você não pode achar que todas as mulheres que você escolher terão o mesmo destino.

— Isto não vai acontecer, porque não vou ceder meu coração.

Temari lançou um olhar de compaixão para Hinata.

— Isso não é vida, Gaara. Ficar com medo do amor...

— Eu não tenho medo. Eu simplesmente me recuso a viajar por um caminho que sei que está cheio de ar madilhas.

— Bem, você terá tempo suficiente para mudar de idéia agora que os planos do pai foram frustrados pela fuga da princesa.

Gaara não disse nada, mas Hinata sabia a verdade. Seu chefe não esperaria até que o rei agisse novamente. E cabia a ela protegê-lo de si mesmo. Por mais que aquilo a machucasse. E estava feito. A lista estava pronta, junto com um plano de ação para a conquista.

O sheik ficaria impressionado. Droga, até Hinata fica ra impressionada consigo mesma. Ela quase lamentava não estar por perto para ver seu plano em prática. Quase. Já era hora de terminar com esta tortura, e só havia um modo de fazer isso.

Eles passaram mais uma noite na Grécia e voltaram para Zorha na segunda-feira pela manhã. Gaara e Hinata tinham uma reunião sobre um fundo de investimento. Ele decidira entregar-lhes o relatório trimestral pessoal mente. O rei também planejava participar da reunião, e Hinata sabia que isso deixava Gaara feliz. O sheik estava de bom humor e Hinata decidira esperar até o fim da reu nião para entregar o relatório. Além da outra mensagem que ela escrevera naquela manhã.

Talvez isso fizesse dela uma covarde, mas por que Hinata o deixaria amuado antes de entrar numa reunião importante? Havia bastante tempo para comunicá-lo de sua decisão, E depois seria só solidão.

Gaara estava esperando por Hinata no escritório que usava quando estava com a família em Zorha. Ela dis sera que queria conversar sobre algo com o sheik. Gaara pensou que ela terminara o projeto do casamento arran jado. Hinata agia de determinada maneira sempre que terminava algum projeto ou tarefa difícil nos quais es tava envolvida.

O sheik entendia o desejo da secretária de apresentar o relatório final naquele momento, em vez de esperar que retornassem a Nova York. O que Gaara não entendia era sua própria relutância. Ele estava falando sério, não queria se apaixonar e ficar suscetível a uma dor à qual mal sobreviveu quando tinha 18 anos.

Era insuportável, para Gaara, admitir que estivera per to de perder tudo, até a própria vida. Já era difícil aceitar que ele se sentia um pouco vulnerável em relação a sua família e Hinata. Mas Gaara jamais se envolveria com ou tra pessoa a ponto de sentir a morte dela como se fosse a sua. Kankuro não se importava em amar assim, mas, em bora o sheik admirasse a coragem do irmão, parte dele lamentava a crença ingênua de que a felicidade agora valeria o sofrimento futuro.

Hinata entrou no escritório com uma única batida na porta.

Ele ignorou o e-mail, no qual não estava mesmo pres tando atenção.

Hinata parecia muito séria, seus olhos brancos por trás dos óculos mostrando uma concentração que lhe dizia que estava certo em suas suposições. Foi então que Gaara se deu conta de que não queria lidar com este assunto naquele instante. Quando voltassem para Nova York, ele faria isso.

A secretária se aproximou para deixar a pasta sobre a mesa dele. Gaara teve de se controlar para não mandar que ela não fizesse isso.

O sheik olhou para a pasta e em seguida para Hinata.

— O projeto que você assumiu antes de sairmos de Nova York, suponho.

— Sim, acho que você vai ficar feliz com o resultado.

— Tenho certeza. Seu trabalho é sempre exemplar.

— Obrigada.

O que era aquilo na voz dela? Um sentimento que Gaara não sabia identificar.

— Verei isso mais tarde. Podemos falar sobre isso de pois que voltarmos para Nova York.

— Você não quer que eu fale sobre o relatório agora?

— Não — disse Gaara, com uma ênfase inesperada. Hinata, surpresa, arregalou os olhos.

— Tudo bem.

— Eu quero ter um tempo para pensar nele antes que conversemos.

— Sem problema. — Mas Hinata não parecia menos decidida.

— Há algo mais que você queira discutir comigo?

— Sim.

Mas Hinata não lhe entregou mais nada, ficando em completo silêncio.

— O quê? — perguntou Gaara.

Ela abriu a boca, mas não conseguiu falar.

— Você está bem?

Hinata fez que sim, limpou a garganta e disse:

— Quero lhe dar isso.

Será que ele estava vendo coisas ou sua secretária tremia ao deixar cair uma única folha de papel sobre a mesa? Perguntando-se o que poderia causar este tipo de reação em Hinata, Gaara pegou o papel. Ao ler o que es tava escrito, ele primeiro sentiu calor e depois frio, com uma raiva que jamais sentira.

Gaara levantou da cadeira e jogou a folha novamente sobre a mesa.

— O que você quer dizer com isso?

— É minha carta de demissão.

— Eu sei o que é... —Gaara começou a xingar em ára be, dizendo coisas que corariam seu pai e fariam sua mãe desmaiar. — O que quero saber é o que isso significa — conseguiu dizer em inglês, com um forte sotaque.

Nem por um segundo Gaara pensou que aquela car ta fosse uma mentira. Embora desejasse que fosse uma brincadeira de mau-gosto. Mas Gaara sabia que não tinha toda esta sorte. Pela reação de Hinata o sheik percebeu que ela pretendia mesmo abandoná-lo. Gaara queria era entender por quê. Tinha de haver uma solução.

— Isto significa que, dentro de um mês, não trabalha rei mais para você.

— Por quê? — ele perguntou, numa voz parecida com um rugido.