NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! CAPÍTULO ONZE

— Então, para onde estamos indo, parceiro!

— Você é persistente.

— E uma das minhas melhores qualidades. Agora me responda.

— Vamos para o deserto. Como você está vendo. — Naquele momento, eles saíram da estrada e começaram a atravessar o solo arenoso em direção a um conjunto de penhascos.

— Onde no deserto?

— Num lugar onde possamos estar sozinhos, sem a interferência da minha família.

— Você está me levando para um encontro amoroso? Aqui em Zorha?

— Minha família acha que estamos em uma viagem de negócios. Como você é minha secretária, ninguém perguntou nada.

— Você mentiu para o seu pai?

— Não, claro que não. Eu só o fiz chegar a esta con clusão sozinho.

— A conclusão de que viajaríamos a negócio.

— Sim.

— Mas você não negou?

— Ele não me perguntou. Ele contou ao meu irmão o plano quando descobriu que eu planejava ficar fora do palácio durante três dias depois que você voltasse.

— Três dias?!

— Sim.

— Mas eles descobrirão.

— Talvez.

— E isso não o incomoda?

— Se uma coisa assim lhe acontecesse, você se inco modaria? — perguntou Gaara, em vez de responder.

— Não. Acho que não, mas também acho que seu pai ficará furioso.

— Porque você é inocente e está sob a proteção da minha família?

— Por mais que eu ache isso antiquado, sim.

— Talvez. Mas vale a pena correr o risco.

— Mas podíamos esperar até voltarmos para Nova York.

— Não pretendo esperar.

Nem ela, mas Hinata não queria forçá-lo a casar com ela porque o rei e a rainha se sentiriam envergonhados.

— Não sei se é uma boa idéia.

O jipe parou. Bem ali, no meio do deserto sem vida. Gaara se jogou no banco de trás pelo vão que havia entre os assentos.

— Venha cá.

Hinata ficou olhando para Gaara, sentindo-se como um coelho tendo de encarar a serpente.

— Eu... Ah...

— Venha cá, Hinata. Agora.

Apesar dos pensamentos, ela agiu no piloto automático, desafivelando o cinto e obedecendo. Gaara a puxou e cuidadosamente a deitou contra o assento. Então ele se colocou em cima dela.

Hinata teve de se concentrar para não ter um ataque.

— Nunca tive um homem em cima de mim antes.

— É bom saber disso. Eu quero ser o primeiro de to das as maneiras, Hinata.

— Você será. — Ela nem mesmo fora beijada. — O que estamos fazendo aqui?

— Eu disse que nunca namorei dentro de um carro.

Namorar? Gaara queria fazer aquilo no meio de deserto?

— Mas eu achei que estávamos conversando.

— Não. Você estava dizendo coisas que eu não queria ouvir. Coisas que levariam a um "espere" ou "não va mos fazer nada disso". Eu estou ajudando-a a se lembrar de por que estas palavras não devem ser ditas por seus lindos lábios — ele disse, acariciando-a com os dedos e fazendo sua boca se abrir ligeiramente.

Gaara deslizou o dedo para dentro da boca de Hinata, apertando-o contra a língua dela.

— Chega de falar, Hinata. A não ser que seja para dizer "sim", "agora" e "mais".

Ela só pôde concordar.

O sheik sorriu os dentes brancos brilhando, vito riosos.

— Menina boazinha.

Hinata não sabia por que fizera o que fez. Talvez tenha sido o tom condescendente que ele usou ou simplesmen te a curiosidade de saber como seria, mas ela começou a chupar-lhe o dedo.

Gaara deixou escapar um gemido, pressionando seu corpo contra o dela e marcando presença com sua excitação longa e dura como uma rocha. Hinata chupou mais forte e o sheik abriu-lhe as pernas com o joelho, fazendo com que a saia dela subisse. O sheik ajeitou o corpo e ela sentiu uma onda de choque que se espalhou do seu sexo para todo o seu corpo.

Hinata mordeu-lhe o dedo e então abriu a boca, como se pedisse desculpas.

Ele deixou escapar um xingamento, mas não pare ceu com raiva ou mesmo com dor. Gaara apertou ainda mais seu corpo contra o dela, ainda mais duro agora, e o corpo de Hinata reagiu como se ela lhe dissesse para continuar.

— Mais, Hinata... Deixe-me sentir seus dentes.

Ah, ele gostara. Hinata fechou a boca ao redor do dedo dele novamente, desta vez mordiscando.

Gaara gemeu e aumentou a velocidade e a força dos movimentos. Ela estava se mexendo também, tentan do aumentar a sensação de prazer que crescia em suas carnes mais sensíveis. Hinata vestia meia-calça e calci nha. Aquela barreira de pano entre o desejo do sheik e seu prazer bem que podia não estar ali. Nem as roupas dele.

Era tão bom e tão perfeito.

Gaara tinha a cabeça jogada para trás, os músculos do pescoço tensos. Mas então ele se jogou para frente e a beijou no pescoço, mordendo-a carinhosamente num lugar que fez com que seu corpo todo tremesse. Foi à vez de ela gemer e se agitar, enquanto Gaara continuava se movendo com gestos ritmados contra o corpo dela. Então o sheik tirou a mão de sua boca subitamente e a beijou.

O prazer e o nervosismo se espalharam pelo corpo de Hinata, aumentando até que ela achasse que explo diria.

Gaara, então, tomou-lhe o pequeno seio com a mão, acariciando seu mamilo entre os dedos. Ele continuou fazendo isso, sem deixar de pressionar seu corpo contra o dela, até que Hinata estivesse louca com estas sensa ções novas. Ela arqueou as costas e Gaara apertou-lhe o mamilo com força, e foi o fim do mundo, com seu corpo todo sendo envolvido numa onda de prazer.

Hinata gritou em meio ao beijo, porque era uma sensa ção muito forte para se segurar. Gaara ficou rígido sobre ela.

Então ele a beijou, apaixonadamente, possessivamen te e completamente, antes de erguer a cabeça e olhá-la com olhos cheios de desejo.

— Voltamos ao palácio ou continuamos Hinata? Para mim ainda vale a pena correr o risco. Será que para você também?

Só havia uma resposta para aquela pergunta:

— Sim.

Hinata só esperava que Gaara chegasse à conclusão de que ela era a mulher ideal para ele antes que a família real descobrisse o caso e exigisse uma reparação. Ela não queria obrigar Gaara a se casar.

A viagem pelo deserto demorou mais uma hora. Eles estavam quase no penhasco quando Hinata viu uma casa. A construção estava tão integrada à natureza que ela precisou piscar os olhos para ter certeza do que estava vendo.

— O que é? — perguntou quando Gaara parou o carro em frente a casa.

— Uma das casas de caça da minha família.

— É linda. Como se fizesse parte da paisagem.

— Esta era a intenção. Foi meu bisavô quem a pro jetou.

— É antiga?

— Foi construída no começo do século passado.

— Uau. Como ela é por dentro?

— Venha comigo e descubra. — Gaara deu uma risadinha ao sair do veículo.

— Alguma coisa errada? — perguntou a secretária.

— Nada — ele disse, rindo baixinho.

— Como assim? Você está machucado? Torceu o tor nozelo ou coisa assim?

Balançando a cabeça, Gaara começou a rir para valer.

— Isto não tem graça.

— Tem sim.

— Explique-me por que você está rindo tanto.

— Ah, minha querida inocente.

— Você acha que minha preocupação com você é engraçada?

Gaara deu a volta no carro e a pegou no colo. Hinata não estava rindo, mas pôde perceber que Gaara não esta va mancando.

— Eu ri porque estou desconfortável.

— Eu sabia. Você se machucou!

— Não, gatinha. Não me machuquei.

— Então o quê?

— Eu nunca tinha chegado ao êxtase vestido antes. Por mais maravilhoso que seja as conseqüências não são nada prazerosas.

Hinata o encarou, sem entender.

— Você sabe o que é ejaculação, não?

— Claro. Sou virgem, mas não idiota. — Então ela entendeu e ficou envergonhada.

— Definitivamente, não estou machucado — ele disse.

— Talvez isso seja mesmo engraçadinho — admitiu Hinata.

— Mas é doce, também.

— Que bom que você acha.

— Há tantas coisas em você que acho doce, Hinata.

— Eu sou sua?

— Você sabe que eu acredito que é. Você é preciosa, Hinata. Tão linda.

— É a maquiagem.

— É a mulher em pé à minha frente. Eu a desejava há cinco anos e desejo você agora.

A felicidade inundou seu corpo. Hinata demonstrou isso levantando os lábios para um beijo. Gaara a olhou e gemeu antes de possuir-lhe os lábios com força.

Eles ficaram ao lado do Jipe, beijando-se por vários minutos até que Hinata começou a ficar tonta por causa da emoção e da falta de ar. Gaara se afastou e ela respirou fundo.

— Respire pelo nariz, gatinha.

— Por que você está me chamando assim?

— Você dá uns miadinhos quando está gostando dos meus beijos.

— Miadinhos? Como um gato?

— Sim. É muito sexy.

— E então é por isso que você me chama de gatinha.

Eu nunca falei assim com outra mulher.

— Obrigada.

— Eu é que agradeço Hinata. Seu tesouro é que não tem preço.

— Minha virgindade? — Ela sabia que algumas pes soas viam isso como um tesouro, algo que Hinata só po dia dar uma vez. Mas o fato de ser inexperiente era mais uma frustração do que um tesouro.

— Isso também. Mas o tesouro é você mesma, a maior recompensa. Acho que já é hora de entrarmos.

Gaara, então, a surpreendeu pegando-a no colo e carregando-a para dentro da casa. A expressão dele era tão intensa que Hinata não reclamou nem cedeu à tentação de perguntar. Por algum motivo, era um gesto necessário para Gaara e combinava perfeitamente com o sheik. Ela não era a esposa dele ainda, mas se sentia como uma noiva, e isso era bom.

O sheik abriu a porta sem a colocar no chão e a carre gou para dentro, parando na solteira da porta.

— É lindo!

Inexplicavelmente, Hinata começou a chorar. O inte rior da casa era impressionante, mas obviamente Gaara teve trabalho para torná-la romântica e aconchegante.

— Obrigada.

— Não pretendia fazê-la chorar, gatinha.

— É perfeito.

— Sua primeira vez deve ser especial.

— E como poderia ser diferente na sua companhia? Gaara não disse nada, mas o brilho em seus olhos falava por si. Ele a levou até um quarto e a pôs no chão.

— Preciso de um banho e você pode querer um mo mento para se recompor — ele disse.

— Vou me trocar.

— Você encontrará alguma coisa no guarda-roupa.

— Se você pudesse pegar minhas malas.

— Tenho certeza de que você encontrará alguma coisa.

Hinata não queria pressioná-lo, já que Gaara estava sendo gentil. Mas se ele achava que ela se vestiria com trajes abandonados por ele e por sua família depois de uma caçada, estava enganado. Hinata esperaria que Gaara terminasse o banho e fosse pegar as malas dela.

Gaara se virou e saiu por uma porta que Hinata achava que levava ao banheiro. Quando ele já não estava visí vel, a secretária foi até o guarda-roupa e abriu as portas. Hinata queria dar uma olhada para poder dizer a Gaara que era melhor que ele pegasse suas malas.

Mas quando as portas se abriram Hinata não conse guiu acreditar no que via. Havia várias túnicas de cores que combinavam com a pele dela.

Hinata pegou uma vestimenta branca de seda com detalhes em dourado. Aquilo ressaltaria a cor de seus olhos. Ela descobrira aquilo quando Karura insistira para que Hinata experimentasse uma camisetinha da mesma cor quando estavam na Grécia.

Ela segurou a túnica contra seu corpo. Era do exato tamanho para ela.

— Como?

— Eu não tinha muito que fazer quando você saiu para se divertir com minha mãe — disse Gaara, de dentro do banheiro.

Certo. O sheik tinha várias reuniões agendadas. Se Hinata não estivesse com tanta raiva dele e tão determi nada a seguir com seu plano, ela teria até se sentido cul pado por deixá-lo desamparado.

— Não entendo.

— Fui ao shopping.

— Sozinho?

— Sasori estava comigo.

— Ele sabe que você comprou isso para mim? Gaara deu de ombros.

Hinata estava impressionada. Afinal, Gaara não pare cia se preocupar que seu irmão soubesse. Ele assumira um grande risco com seus familiares ao levá-la para esta aventura no deserto.

— São lindas — ela disse, apontando para as túnicas de seda.

— Assim como você.

— Por causa da minha nova aparência.

— Porque você é quem você é, Hinata.

— Obrigada.

— Como disse, eu é que agradeço.

— Você não vai tomar banho? — ela perguntou.

— Eu vim perguntar se você gostaria de tomar banho comigo.

— Eu nunca tomei banho com ninguém antes.

— Podemos tomar um banho de banheira juntos. — Gaara respirou fundo. — Não consigo me esquecer de você naquela banheira com pétalas das minhas flores do deserto preferidas flutuando ao redor do seu corpo delicioso.

— Você acha que meu corpo é delicioso?

— Sim.

— Uau. — Hinata pensava em todas as vezes que se achou inadequada em comparação com as outras mulhe res com as quais Gaara saía.

Ela tinha de fazer uma escolha agora. Podia continuar a se comparar ou aceitar que era a mulher pela qual Gaara estava correndo o risco de se encrencar com sua família.

— Isto significa que você vai tomar banho comigo?

— E se você não me achar excitante de perto?

— Não vai acontecer.

— Hummm... Acho que sim, se eu puder vestir a tú nica depois.

— Conte com isso. Terei prazer em desnudá-la nova mente.

Hinata engasgou, envergonhada, e Gaara a pegou no colo novamente. Ele sorria com um olhar primitivo de mais para dizer qualquer coisa.

— Há momentos em que é difícil aceitar que você não é um dos seus ancestrais, em vez de um homem do século XXI.

— Há momentos em que me sinto como meus ances trais. — Ele a levou para o banheiro.

Hinata olhou em torno. Ela nunca vira algo tão bem decorado. Nem mesmo no palácio.

— Não parece um vestiário para homens que voltam suados da caçada.

— Meu bisavó gostava de conforto. E a esposa dele também.

— Mas... Ele a levava para caçar também?

— O casamento deles foi incomum para a época. Eles se amavam muito.

— Ele não teve amantes?

— A família real de Zorha sempre foi adepta da monogamia, Hinata.

— Isso é elegante.

— Eu também gosto deste aspecto em especial da nossa história.

— Você nunca traiu suas namoradas. Gaara pareceu estranho.

— Não é verdade.

— O quê? — perguntou Hinata, surpresa. Ele não podia estar lhe dizendo que era infiel. Hinata não podia acreditar. Ela o conhecia.

— Todas as mulheres com as quais me relacionei nos últimos anos substituíram você, Hinata.

— O quê? Você não está falando sério... Não pode.

— Estou.

— Mas... — Ela não sabia o que dizer.

— Só me envolvi com Ino porque estava tão louco de desejo por você que tinha ereções freqüentes no es critório e fora dele.

— Você só pode estar brincando!

— Não estou. Até porque não é uma situação confor tável.

— Mas você nunca disse nada. Você disse que sabia que eu o desejava... Por que você nunca tentou nada?

— Por que eu jamais a seduzi?

— É.

— Não queria perdê-la. Hinata franziu a testa, perplexa.

— E por que você me perderia?

— Meus casos não duravam muito e quando já não fôssemos amantes, eu sabia que você pediria demissão.

Gaara tinha razão. Hinata teria feito isso.

— Mas por que tinha de acabar?