NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! CAPÍTULO DOZE

Gaara não respondeu, apenas balançou a cabeça.

— Gaara?

— Esta conversa... Não é o que eu queria estar fazen do neste momento.

— Você quer tomar um banho comigo.

— Sim.

— E eu devo estar ficando cansativa.

— É um peso que eu ficaria feliz em carregar durante muito tempo.

— Você diz as coisas mais gentis do mundo.

— E estou falando sério.

— É o que as torna tão gentis.

— É gentil lhe dizer que a quero nua?

— Não sei, mas me arrepia inteira.

— Arrepios são bons.

— Também acho.

Ele a pousou lentamente no piso de mármore, permitindo que o corpo de Hinata tocasse o seu em toda descida.

— Deixe-me tirar suas roupas.

— Eu nunca fui desnudada por outra pessoa... Pelo que me lembro. — Numa família do tamanho da dela independência era algo que se aprendia cedo.

— Há tantas coisas que você nunca fez e que faremos juntos esta noite, gatinha.

Hinata sorriu, gostando de ser tratada daquele jeito. Gaara pousou a mão no botão de cima da roupa dela.

— Você me permite?

— Sim.

Ele começou a desabotoar-lhe a roupa, pouco a pou co. As costas das mãos dele resvalavam na pele de Hinata, arrepiando-a toda.

—Gaara — ela chamou sôfrega.

— Sim, aziz? Ele a chamara de amada? Mas as dúvidas de Hinata desapareceram quando Gaara abriu sua blusa e ele tocou seus pequenos seios. Não era só a sensação de ter as mãos dele naquela parte do seu corpo sempre protegida; era o olhar dele. Gaara estava tão emocionado com o to que quanto ela.

— Por favor, Gaara.

— O que você quer gatinha? Diga.

— Não sei.

— Eu acho que sei. — Com isso, o sheik tirou-lhe toda a parte de cima e então a abraçou para tirar-lhe o sutiã. Ele puxou as alças e por fim tirou a roupa íntima dela.

— Eu...

— O quê...?

— Não sei. A risada dele era suave e triunfante.

— Apenas aproveite minha Hinata.

— Sim... As mãos dele tocaram novamente seus seios, pele na pele, e Hinata tremeu toda.

— Isso é bom, gatinha. Aproveite meu carinho. Per mita-se viver isso completamente.

— É tão bom — ela disse, com um gemido.

— Nós mal começamos.

— Eu não sobreviverei.

— Garanto que sobreviverá, sim. Eu vou.

— Não posso.

— Pode.

— Prove. — O que ela estava dizendo?

Então, Gaara a beijou. Não um beijo longo e profundo. Era mais uma promessa.

Hinata insinuou um sorriso quando o sheik se afastou um pouco.

— Você é muito bom nisso.

— Você esperava que eu não fosse?

— Não, meu sheik. Não esperava.

— Gosto disso.

— Do quê?

— Quando você me chama de "seu sheik".

— Neste momento, é o que você é. — E talvez para sempre.

— Este momento é o que importa aziz.

— Concordo.

Suas mãos deslizavam pela pele nua dela, deixando um rastro de prazer pelo caminho.

— Você tem um corpo tão perfeito.

Hinata não conseguia dizer nada, por isso nem tentou.

Gaara tirou-lhe a saia, deixando-a cair no piso, reve lando que Hinata usava cinta-liga e calcinha.

O sheik se afastou e ficou só olhando, com uma ex pressão nos olhos diferente de tudo o que Hinata já vira. Não era apenas desejo, mas ela não sabia ao certo o que era. Algo inacreditavelmente intenso.

— Gaara? — Ela cobriu os seios com os braços. Mas ele a segurou pelos pulsos, descobrindo-a para que Hinata ficasse novamente exposta ao olhar.

— Por favor... Deixe-me ver. Você é tão linda para mim.

— Sou igual a todo mundo — ela se sentiu obrigada a dizer. A honestidade nem sempre era uma virtude.

Mas Gaara apenas balançou a cabeça.

—Acredite quando eu digo que você está longe de ser igual a todo mundo. Talvez eu já tenha pensado que você era igual a muitas outras mulheres, mas meu corpo sem pre soube que você tinha um apelo único e meu cérebro às vezes soube também.

— Mas a princesa Lina é uma beldade.

— Ela é também casada com outro homem e eu não poderia estar mais feliz por isso. Você é elegante e mui to sensual, com pernas de bailarina e um corpo que faz meu sangue ferver. —Gaara olhou dentro dos olhos dela. — Você é tudo o que eu quero gatinha.

Se não o conhecesse, Hinata acharia que Gaara estava tentando dizer que a amava. Mesmo assim, o que ele estava dizendo era especial.

— Você está mesmo falando sério — ela sussurrou, maravilhada.

— Eu nunca mentiria para você, Hinata.

— Não. Acho que não mentiria. Você sempre foi ho nesto comigo... Exceto quando escondeu seu desejo por mim.

— Meu desejo estava lá para uma mulher capaz de enxergá-lo. Só que seus olhos estavam vidrados no meu corpo da cintura para cima.

Ao entender o que Gaara estava querendo dizer, Hinata corou, depois deu de ombros.

— Eu morreria de vergonha se você me visse olhan do para lá.

— Lembre-se: seu olhar é bem-vindo agora.

E foi o que Hinata fez. Ah, nossa... As calças largas estavam armadas na frente dele, com o que tinha de sei uma impressionante ereção. Não era de se espantar que Hinata sentisse aquilo em meio a toda a roupa que havia entre eles dentro do jipe.

— Você quer ver? — perguntou.

Hinata não estava a fim de deixá-lo nervoso.

— Sim.

— Então, de uma vez por todas... Você verá. — Gaara tirou sua camisa e depois sua calça de algodão, revelan do um corpo masculino mais perfeito do que ela podia imaginar.

— Gosta? — perguntou Gaara, com orgulho na voz.

— Muito... — Ela teve de pigarrear. — Muito.

— Agora, vamos terminar de tirar sua roupa.

— Tudo bem.

Gaara ajoelhou-se e levantando um pé de Hinata, tirou-lhe o sapato. Ela teve de se segurar nos ombros dele para que não caísse. A pele de Gaara estava tão quente e tão macia sob as mãos dela.

O sheik se aproximou e a beijou na barriga, um pouco abaixo do umbigo. Ela deixou escapar um som que não conhecia.

Gaara levantou o olhar e deu um risinho.

— Está tudo bem, minha gatinha. Ah, droga. Seu sheik era um mortal.

Ele tirou-lhe a meia-calça, as mãos quentes a acari ciando enquanto fazia isso. Hinata enfiava os dedos nos ombros de Gaara, as sensações se sobrepondo e a atingin do em cheio. Ele cuidadosamente colocou aquele pé nu no chão e então pegou o outro, dando a mesma atenção também à outra perna.

Hinata era uma confusão de nervos atiçados quando Gaara tirou sua calcinha. Quando ele a beijou nos cabelinhos macios que lhe cobriam o sexo, Hinata deixou es capar um gritinho.

Gaara se inclinou e então pousou sua língua lá. Na quele lugar protegidíssimo, sondando entre seus lábios a fim de acariciar-lhe certo ponto que lhe dava prazer. Hinata começou a miar daquele jeito que Gaara dissera, sem parar, e aquele som inundou toda a casa.

Suas mãos seguravam-na firmemente pelos quadris, sem permitir que Hinata se mexesse, enquanto o prazer crescia em ondas, até um pico do qual ela achou que cairia.

Hinata devia estar falando alto, porque Gaara disse:

— Caia aziz. Eu estarei lá para segurá-la.

O corpo inexperiente dela se contraiu com um prazer tão intenso que seus joelhos pareceram derreter. Gaara a segurou antes que pudesse cair no chão e a levou para a banheira.

Ao entrarem na água fumegante Hinata percebeu que a banheira era, na verdade, uma fonte de águas termais. Pétalas de várias flores flutuavam na superfície e mesmo com o cérebro confuso e saciado Hinata percebeu que Gaara colocara aquelas flores ali... Para ela! E depois o sheik ainda a chamava de romântica.

O banho foi uma experiência nova para ela. Aquela era a primeira vez que alguém lavava seu corpo adulto com um cuidado extremo, a primeira vez que se ba nhava com outra pessoa, homem ou mulher. A primei ra vez que ela tocara o sexo dele. E Hinata gostara. Era duro e macio ao mesmo tempo. Aquilo a deixou fascinada.

Ele aproveitou o tempo dentro da banheira para reno var o desejo de Hinata e deixá-la mais à vontade com os desejos dele.

— Eu quero que você seja minha.

As palavras a atingiram e mesmo que Gaara não esti vesse querendo dizer aquilo que Hinata queria entender, aquelas palavras causaram uma reação primitiva dentro dela.

— Sim.

— Você vai me deixar unir nossos corpos?

— Vou. — Aquilo parecia um voto e Hinata percebeu que, para ela, era mesmo.

Não importava o que Gaara sentisse a respeito dela. Hinata estava lhe dando mais do que o corpo com aque le gesto. Ela estava lhe dando seu coração, uma parte da sua alma e o tempo de sua vida que Gaara desejasse tomar para si. Não podia ser de outro jeito. Não para Hinata. Ela o amava demais. E ela não queria que fosse diferente.

Gaara a levou para a cama, deitando-a com cuidado.

Ele começou a fazer amor novamente e, quando se posicionou entre as pernas dela, Hinata estava imploran do para que Gaara a possuísse por completo. Mas em vez de invadi-la com toda a excitação visível, Gaara pôs primeiro um e depois outro dedo dentro dela. Aquilo foi algo tão íntimo, tão certo, que ela nem mesmo ficou en vergonhada.

— Por quê? — perguntou Hinata, sem entender esta parte. Era bom, mas senti-lo todo não seria melhor?

— Estou preparando seu corpo para receber o meu. Não sou pequeno e você está muito apertada.

— Eu não sabia que isso era possível.

— Fique feliz por eu estar fazendo isso.

— Eu achei que você não namorava virgens — ela disse, enquanto seus dedos acariciavam-lhe num ponto extasiante que fez seu corpo todo pulsar de prazer.

— E não namoro.

— Então como você aprendeu?

— Isto é algo que os homens da minha família apren dem, assim como aprendem combate corpo-a-corpo e praticam a luta com a gumia.

— Agradeço a seus ancestrais — ela disse ao sen tir que Gaara a invadia com sua masculinidade pouco depois.

Era grande... E um pouco assustador. Mas Gaara foi paciente, ah, muito paciente. A dor foi mínima, mas quando ele atingiu a barreira da sua virgindade, Hinata sabia que rompê-la seria doloroso.

Mas ela não se importou.

— Faça.

Gaara a beijou enquanto a estimulava com seu dedo, até que Hinata estivesse prestes a explodir em milhões de pedacinhos de êxtase. Então ele a rompeu. Houve dor, mas também alegria. E um prazer indescritível.

Ele uniu seus corpos com uma força apaixonada, atin gindo o prazer poucos segundos depois dela e seu corpo caindo como um cobertor sobre o dela.

— Desculpe — ele murmurou com a boca de encon tro ao pescoço de Hinata.

— Por quê? — perguntou a secretária, sem ter a me nor idéia. Afinal, Gaara lhe dera um prazer tão intenso.

— Eu não consegui segurar meu prazer por mais tempo.

—Você quer dizer que pode ser ainda melhor? — per guntou Hinata, duvidando que aquilo fosse verdade.

— Garanto que sim.

— Desta vez não vou mesmo sobreviver.

Mas Hinata sobreviveu. Vezes sem fim durante três dias, quando Gaara fez amor com ela em frente à la reira e depois na banheira, novamente na cama e até mesmo lá fora, no deserto, numa cama de sedas e tra vesseiros.

Quando aquele sonho de três dias terminou, Hinata aprendera diversos modos de sentir prazer com seu corpo e outras tantas maneiras diferentes para lhe pro porcionar prazer. Ninguém falou sobre futuro enquanto faziam amor, conversavam e riam... Não importava. Mas agora eles estavam voltando para o palácio e Gaara não lhe dissera nada sobre o que aconteceria quando chegas sem lá, e muito menos sobre o que aconteceria quando chegassem a Nova York.

Ela se percebeu preocupada com o assunto, enquanto Gaara passou as várias horas na estrada falando da his tória da sua família. Ao longo dos anos, ele lhe contara várias coisas sobre seu povo, mas desta vez a narrativa era mais íntima. Apesar das preocupações, Hinata gostou de cada minuto daquilo.

Até que Gaara chegou aos dias de hoje. Ou perto disso.

— Conheci Matsuri quando era criança. Ela era filha do conselheiro e amigo mais próximo do meu pai. Uma princesa, embora o reino de seu pai tivesse acabado e agora fizesse parte do reino do meu pai.

— Quando você percebeu que a amava?

— Eu sempre soube. Nunca pensei que pudesse me casar com outra pessoa que não Matsuri. Nós tornamos o compromisso oficial quando completei dezoito anos. Ninguém da nossa família ficou surpreso.

— E então ela morreu.

O rosto de Gaara refletia aquela dor antiga.

— Sim. Então ela morreu.

— Desculpe. Você seria pai agora se ela não tivesse morrido. Um dia você será um bom pai.

— Eu sempre acreditei nisso.

Os últimos minutos daquela viagem foram feitos em silêncio, com Gaara e Hinata perdidos em seus pró prios pensamentos. Ela não sabia no que o sheik esta va pensando. Hinata, por sua vez, estava se lembrando do sonho que tivera com Gaara quando chegaram a Zorha.

— Voltaremos para Nova York amanhã — ele disse ao estacionar nos fundos da mesma construção onde tro caram de carro três dias antes.

— Então não tirarei nem as coisas da mala quando chegarmos ao palácio.

— Minha sempre eficiente Hinata.

— E parte do meu charme — ela provocou.

— Sem dúvida. Você é a coisa mais valiosa da minha vida.

— Sou?

— Sim.

Mas será que Gaara estava dizendo o que ela achava que estava? Hinata teria coragem de perguntar?

Ela não chegou a uma conclusão sobre isso quando Gaara entrou no palácio com o Jaguar. Ele saiu e deu a volta no carro para abrir-lhe a porta.

Gaara pediu-lhe a mão e Hinata a deu. Então o sheik a puxou para fora do carro.

— Precisamos discutir a lista de candidatas a se torna rem minha futura esposa.

Hinata ainda estava cambaleando diante daquilo quan do o rei em pessoa surgiu.

— Gaara, quero falar com você agora.

— Preciso de um momento para conversar com a Hinata.

— Isso terá de esperar.

— Não...

— Não estou lhe pedindo apenas como seu pai — dis se o rei, numa voz que não permitia discussão.

Gaara ainda parecia prestes a reclamar.

— Vá com ele — disse Hinata.

A última coisa sobre a qual ela queria conversar era sobre aquela lista estúpida. Como podia Gaara tocar no assunto neste momento, logo depois de passarem três dias juntos?

Gaara olhou para sua secretária.

— Precisamos conversar Hinata.

— Mais tarde. Agora vá com seu pai. O sheik concordou.

— Mais tarde.

Então ele endireitou-se e se virou para se juntar ao rei. Eles desapareceram dentro do palácio, mas Hinata não os seguiu. Ela estava paralisada diante do que acontecera nos últimos trinta segundos.

Era a primeira vez que Hinata mentia para Gaara.

Palavras que mudariam o relacionamento deles para sempre. Porque não só Hinata não pretendia conversar sobre o projeto de Gaara mais tarde como também não pretendia conversar sobre coisa alguma.

A decisão foi tomada no mesmo instante em que seu coração ficou petrificado. Assim que Hinata percebeu que os três dias que passaram juntos não significaram nada para Gaara. Ela deveria ter imaginado. Gaara não prometeu nada, mas Hinata mantivera as esperanças.

Eles jamais estiveram tão próximos, tão íntimos e tão ligados um ao outro. E não apenas fisicamente. Aquilo não tinha a ver apenas com fazer amor. Eles passaram o tempo também conversando e simplesmente ficando juntos. Gaara compartilhara o deserto com Hinata em viagens anteriores. Mas desta vez ele dividiu com sua secretária seus senti mentos a respeito da terra comandada por sua família.

E mesmo assim Gaara queria conversar sobre a lista de candidatas para aquele casamento arranjado!

O que havia de errado com Hinata para que ele não a visse como a melhor opção? Seria porque ela não tinha sangue nobre? Os Estados Unidos tinha seu próprio sis tema de classes, mas não títulos nobiliárquicos.

Qualquer que fosse a razão para Gaara não querê-la como sua esposa, Hinata não ficaria por perto, com o cora ção dilacerado, enquanto o sheik escolhia outra mulher.

Ela obrigou suas pernas cambaleantes a levarem-na ao palácio e até seu quarto no andar de cima, onde Hinata pegou o telefone e ordenou que o avião estivesse pre parado para uma viagem de urgência. Havia benefícios em se ser secretária de Gaara. Ninguém questionava suas ordens, porque pensavam que eram ordens do príncipe.

Tudo o que ela teve de fazer foi recolher seus perten ces e mandar que o carro a levasse ao aeroporto. Então Hinata estaria fora da vida de Gaara para sempre.

— Eu não tolerarei este comportamento, filho.

— Não fiz nada de errado.

— Você levou a Srta. Hyuuga à casa de caça no deserto. Ela é sua empregada e está sob a sua proteção. — Seu pai estava completamente sério.

Gaara percebeu que não se sentia intimidado. Há três dias, ele entendera que seu amor por Hinata o libertava em vários sentidos. Gaara se sentia forte o bastante para fazer qualquer coisa, incluindo manter-se firme diante de seu pai e rei.

— Ela é muito mais do que simplesmente uma fun cionária.

— Ah, então você finalmente percebeu — disse Sasori, aproximando-se do lado contrário.

Ele encarou o irmão mais velho.

— Você sabia. Sasori deu uma risadinha.

— Eu só estava surpreso por você não saber.

— Eu não queria ver, por isso me escondi da verdade por cinco anos. — E Gaara estava ao mesmo tempo agra decido e arrependido por isso.

Ele temia que, se tivesse percebido que amava Hinata antes, teria afastado a secretária da sua vida para se pro teger. Mas Gaara não podia evitar se arrepender dos anos que passara com outras mulheres, quando deveria estar ao lado de Hinata.

— Você já não se esconde mais? — perguntou o rei, parecendo mais calmo.

— Não. Agora eu vejo claramente.

O rei olhou para Sasori e então suspirou, franzindo a testa.

— Você estava certo.

— E você me deve um camelo.

Gaara explodiu numa gargalhada. Ele deveria se sentir ofendido, mas percebeu que se divertia. A competição entre o pai e o filho era violenta.

— Vocês dois apostaram um camelo sobre eu me dar conta de meus sentimentos por Hinata?

— A aposta era se você perceberia isso antes ou de pois de ela o abandonar — disse Sasori, parecendo se di vertir enquanto Gaara atendia ao telefone celular.

—A Hinata não vai a lugar nenhum — rugiu o sheik.

Gaara saiu ouvindo o raro som da gargalhada de Sasori, enquanto o rei já perguntava quando seria o casamento.

—Assim que a Hinata concordar em ser minha esposa — respondeu Gaara por cima do ombro antes de descer as escadas a passos largos.

Ele entrou no quarto de Hinata sem bater. Ela estava guardando o computador, enquanto lágrimas rolavam por sua face.

— Estas viagens inesperadas sem a minha companhia têm de acabar — ele disse.

Ela virou-se subitamente, os olhos tão cheios de má goa que Gaara quis bater em si mesmo, porque sabia que era o culpado. Ele deveria ter dito aquelas palavras ainda no deserto, mas sempre que tentou fazer isso as palavras ficaram presas em sua garganta. Era a última barreira deixada pela morte de Matsuri.

— Já terminou de conversar com seu pai? — pergun tou Hinata, baixinho.

— Nós chegamos a um acordo.

— Que acordo? — ela perguntou intrigada.

— Ele quer uma data para o casamento. Eu lhe disse que ele teria assim que você aceitasse se tornar minha esposa.

— Então ele esperará por muito, muito tempo. — Hinata se virou para continuar a fazer as malas.

Por mais que merecesse ouvir aquilo, doía.

— Hinata, precisamos conversar sobre aquela lista que você fez para mim.

— Foi o que você disse.

— E você concordou em conversar sobre isso mais tarde.

— Eu menti.

— Mas eu insisto.

Hinata se virou para encará-lo.

— Ótimo o que você quer saber sobre isso?

— Por que está faltando a única candidata que pode ria dar certo?

Ela arregalou os olhos.

— É uma lista resumida.

— E mesmo assim falta o único nome que importa.

— E que nome seria este? — ela perguntou, desafiadoramente, limpando as lágrimas em seu rosto.

— O seu, gatinha. Hinata Hyuuga.

— Você não leu a lista — ela acusou, mas parecendo surpresa e feliz com este fato.

— Sou culpado disso, mas como você sabia?

— Meu nome está na lista. Eu o adicionei como uma brincadeira, mas ele está lá.

Gaara sorriu diante da inteligência dela.

— Você é. E sempre foi a secretária perfeita.

— Não posso me casar com você, Gaara.

— Por que não?

— Você quer um casamento por conveniência e eu não posso aceitar uma coisa destas.

Gaara não agüentava mais. Ele deu um passo à frente e a pegou no colo.

— Você pode ser a melhor secretária do mundo, Hinata, mas não é nada conveniente.

— Estou falando sério, Gaara.

— Só porque você é romântica?

— Porque eu o amo.

— Isto é um alívio. Eu não gostaria de amá-la mais do que o meu país, mais do que a boa-vontade do meu pai e mais do que minha própria vida e não ter este amor correspondido.

Hinata arregalou os olhos diante daquela declaração de amor.

— Você não pode me amar.

— Gatinha, você me conhece melhor do que qualquer pessoa, mas nem mesmo você pode ver dentro do meu coração. Eu lhe garanto: realmente a amo. — Por fim, Gaara percebeu que dizer aquilo era fácil. — Mais do que amei Matsuri. E foi por isso que me protegi tão bem desta verdade. Ao perdê-la, meu coração ficou paralisa do durante anos, mas se eu perder você, meu coração morrerá.

— Você só está dizendo isso porque seu pai insiste para que você se case comigo. — Mas nem mesmo Hinata parecia acreditar naquilo.

Gaara sorriu e a beijou na ponta no nariz, nos lábios e depois levantou a cabeça para olhar nos olhos dela.

— Estou dizendo isso porque percebi, quando você estava na Grécia, que não podia viver sem você. Ainda tentei me convencer de que podíamos viver um relacio namento meramente físico sem que eu lhe desse meu coração, mas estava apenas sendo cego. Eu já lhe dei meu coração há muito tempo, Hinata, tanto que não me lembro do tempo em que você não era o centro da mi nha vida.

— As outras mulheres.

— Eu passarei o resto da minha vida me arrependen do por elas.

— Quando você percebeu que me amava?

— Tenho vergonha de lhe dizer.

— Por quê?

— Porque demorou demais.

— Foi quando fizemos amor? Gaara fez que não.

— Foi quando você ficou nua na minha frente no ba nheiro, aquela primeira vez. Você se entregou tão com pletamente para mim que eu soube que você merecia tudo o que eu podia lhe dar. Também soube que tentei me proteger de uma coisa que estava acontecendo. Eu a amava e, se a perdesse, acabaria perdido também.

— Não.

Sim.

— Mas você não disse nada... Durante três dias.

— Foi difícil — ele admitiu. — Mas eu planejei um jantar especial para hoje à noite. Ia declarar meus senti mentos e pedi-la em casamento.

— Mesmo?

— Mesmo.

— Eu quero.

—A noite especial?

— E o pedido romântico.

— Então você os terá. — Desde que estivesse dentro das possibilidades de Gaara, Hinata teria tudo o que seu coração desejasse.

O pedido de casamento romântico foi fácil.

Desta vez a rainha Karura foi cúmplice de Gaara, coor denando tudo enquanto ele e Hinata consolidavam seu amor na casa de caça do deserto. Diante das instruções do filho, a rainha organizara a noite perfeita para um pe dido de casamento, incluindo um jantar durante o qual Gaara e Hinata comeram entre beijos sem fim. Era quase impossível para o sheik controlar o desejo que sentia por ela, mas Gaara conseguiu, lembrando-se o tempo todo de que faria amor com Hinata em breve.

Depois do jantar, ele a levou para a varanda onde es tavam reunidas as famílias dele e dela.

Hinata virou-se para Gaara, os olhos brilhando, cheios de lágrimas de felicidade.

— O que está acontecendo, Gaara?

Em vez de responder, ele se ajoelhou na frente dela e de toda a platéia.

— Hinata.

— Sim? — ela disse, chocada.

— Eu tenho uma ocupação para lhe oferecer.

— Uma ocupação?

— É permanente, requer dedicação 24 horas por dia, não dá direito a férias ou licença por motivo de saúde. Na verdade, aceitando-a você prometerá estar ao meu lado na saúde ou na doença. O pagamento não é lá estas coisas, mas descobriremos outras formas de compensa ção... Espero.

Hinata ria e chorava ao mesmo tempo.

— Esta é a sua idéia de um pedido de casamento ro mântico?

— Eu a amo, gatinha. Você quer se casar comigo, Hinata, e preencher minha vida com a alegria que só você pode proporcionar?

Ela fez que sim, com a boca aberta, sem conseguir dizer nada. Concluindo que aquilo bastava como um "sim", Gaara se pôs de pé e a pegou no colo, beijando-a com todo o amor do mundo.

Todos aplaudiram.