FAN FIC: "Os gêmeos Dianorte e o mistério da rainha das trevas".

Autora: Vivvi Prince Snape

Disclaimer: Harry Potter, seus personagens e paisagens são de propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros., e de suas editoras e afiliadas. Eu só os tomei emprestados para dar aos pobrezinhos um pouco de diversão e novidade.

N/A :: Sim, eu estou viva! #muahahaha... Mas guardem suas varinhas, porque se me amaldiçoarem agora não terão mais atualizações.


Capitulo 5 : Onde está a guerra?

Merlin que noite!

Esse era o único pensamento que Vivian poderia formular. Depois de lutar com aqueles mascarados infernais e conseguir por fim chegar a salvo até seu objetivo, bem que ela tivera até muita sorte.

A única coisa que ainda incomodava um pouco era a bendita conversa que tivera com Alvo Dumbledore! O homem era uma pedra, não se deixava levar por suas ameaças, e ela tinha feito muitas no decorrer das 3 horas de diálogo, ele apenas ficou focado no seu objetivo. Imagino que ele seja ou muito louco ou realmente acredita naquilo pelo que luta.

Bem, depois de todo o esforço mental tudo que ela precisava era de uma cama quentinha. A mulher do coque, da qual não lembrava o nome, porém distinguia facilmente pela cara contrariada de alguém que chupou muito limão, os levou por longos corredores, passando algumas escadas em movimento até uma ala bem afastada, atrás de uma tapeçaria de um bosque estava à porta do paraíso.

Duas camas enormes, cobertas no topo fechado de veludo azul, com travesseiros fofos e bem ao centro um aquecedor. No fundo ao que parecia ser um guarda roupa era a porta para o banheiro. Depois da bruxa mais velha ter dado algumas instruções sobre segurança e como chegar ao salão, as quais ela nem prestou muita atenção, foi embora os deixando sozinhos.

Dois segundos após a porta se fechar se irmão começou a falar.

– Você viu esse lugar? Caramba Vi, todos os tipos de proteção mágicas que eu poderia pensar, mas tantas outras que eu nem faço ideia de onde eles tiraram... Talvez, apenas talvez papai esteja certo – Ele falava de forma entusiasmada ao mesmo tempo em que despia a capa e tirava do bolso as bagagens e depositava no chão.

Franzindo o cenho com desgosto ela replicou enquanto fazia um pequeno aceno com sua varinha e executava o feitiço de expansão.

– Não se deixe impressionar tão fácil assim maninho, nos ainda temos algo que o velhote Noel quer, quando ele conseguir o que quer veremos como as coisas se encaminham. Não gosto dessa história Erik, mas provavelmente ficarei mais tranquila quando nossos pais estiverem aqui.

– Eles devem chegar amanhã, vamos descansar um pouco, quero muito ver o resto do castelo. – Ele já tinha tirado a roupa e andava para banheiro enquanto ela ainda estava parada olhando para o nada sem realmente enxergar imersa em seus pensamentos.

– Quem ouve até pensa que fomos criados por trouxas em uma casa suburbana, vê se cresce seu grande animal peludo, você já viu outros castelos antes. – Na verdade moravam em um e estudaram na escolar de magia de Roma, onde o conceito de castelo era até pouco para descrever o lugar. Mas seu irmãozinho é uma pessoa boa e entusiasmada por natureza.

Depois de fazer uma trança no seu longo cabelo, tomou um delicioso banho quente e se preparou para dormir. Tomou sua poção dormir sem sonhar e fechou os olhos.


No escritório de Dumbledore os três bruxos bebiam chá quietamente. Cada um concentrado em seus próprios pensamentos sobre a reunião inusitada desta noite. O ancião passava a mão direita de forma distraída pela barba e tentava pensar em tudo que poderia dar errado no plano que tinha formulado. Eles estavam aqui, amanhã o Sr e Sra Dianorte chegariam, essa aliança acabava por se mostrar tão ou mais importante que a caçada aos pedaços da alma de Voldemorte. Nunca imaginou que existisse algo que Tom quisesse mais que matar Harry, mas a nova profecia tinha mudado a direção das coisas, de forma estranha e inesperada. Precisava achar Sibila e conseguir ouvir a previsão completa, Verona a bruxa que estava com ela ficou tão apavorada que não conseguiu contar tudo e para piorar as duas resolveram fugir do país. Uma coisa de cada vez, primeiro precisava ter absoluta certeza do que teria que enfrentar.

Alheia ao turbilhão que se desenrolava na cabeça de Alvo, tudo que Minerva conseguia sentir era desgosto. Não era dada a preconceitos, mas os Dianorte tinham uma má fama, muito bem fundamentada, de bruxos perigosos, ligados com magia antiga, metamorfologias e experimentação em poções. Leonardo Dianorte é um conhecido físico, alquimista discípulo de Nicolau Flamel e mestre de poções que é uma mistura de genialidade, curiosidade e um pouco de loucura. Sua mulher Eleonor, bruxa brilhante, mas diziam as más línguas que tinha herdado dos parentes vikings a capacidade de legimência muito acentuada. Por um tempo ela foi estudada pelo setor de mistérios do ministério da magia, e nada foi encontrado de sobrenatural sobre sua magia. Porém, duas testemunhas podem jurar que ela só se safou por ter colocados pensamentos estranhos na cabeça dos magos que a examinaram.

Não acreditava nessa loucura, mas ainda sim nos tempo atuais é preciso de cautela. Seus filhos, nem iria começar a falar deles. Enquanto o garoto era controlado e até de uma maneira leve respeitoso, a garota era um pesadelo. Existia alguma coisa selvagem naquela moça. Sua prima Silvia tinha dado aulas na escola de magia de Roma e dizia que Vivian Dianorte era simplesmente brilhante, natural e promissora se não fosse uma rebeldia e gosto por travessuras que escapavam pelos seus olhos azuis. Tinha recebido muitas medalhas no colégio, porém toda confusão que conseguiu aprontar nos sete anos que esteve lá ainda hoje era comentado pelos corredores. Se Alvo estava senil e descuidado tudo bem, mas ela não deixaria aqueles dois longe de suas vistas.

Simplesmente fascinante, era tudo que Severo conseguia pensar sobre o que tinha ouvido. Os Dianorte eram uma família antiga, cheia de dons e mistério que ele só ouvira falar até o dia de hoje. Nutria uma profunda admiração por Leonardo Dianorte, que Bruxo brilhante! Mas pouco ou quase nada sabia sobre seus filhos. Podia sentir, como um praticante de magia que muito poder emanava dos dois. Não iria nem começar a falar de todos os sentimentos que a garota lhe despertava, nessa altura da guerra isso era prematuro e irrelevante, mas sabia que já havia se enganado antes, bem no fundo sabia, mas isso deveria ser deixado de lado agora.


Um novo dia se estendia pelos verdes campos que cercavam o castelo. Os residentes circulavam de forma tranquila, conversando e se distribuindo entre as mesas do grande salão. O burburinho era constante, cada nova aquisição e pequena vitória eram muito comemoradas, porque cada perda era ainda mais dura depois de tudo que eles tinham passado.

Do lado direito de uma das mesas, quase espremidos entre uma pilha de livros estava o trio de ouro. Eles ainda eram o trio de ouro, mas hoje mais conscientes de seus papeis treinavam e se preparava para a grande batalha.

Dumbledore ao retornar "miraculosamente" da morte, graças uma poção cuja fonte ele não revelava a ninguém, estava cada dia mais ativo em acabar com a guerra e para isso o numero de aliados crescia a olhos vistos. Alvo separara diversos especialistas que trabalhavam com o trio dia e noite, que tratavam desde feitiços avançados como defesa pessoal trouxa. Eles tinham grande esperança que quando o momento fosse propício Harry e os outros desempenhariam seu papel e o conflito terminaria.

Como sempre Dumbledore guardava as coisas para si, detalhes que só ele podia administrar entre eles o papel dos Dianorte nessa grande guerra. Pouquíssimas pessoas iriam saber até tudo estar mais claro, até que ele desvendasse as pequenas nuances de uma nova profecia que acabara por mudar todos os planos que ele tinha anteriormente elaborado.

Naquele instante os gêmeos Dianorte entraram no salão. A conversa diminuiu e todos viraram para olhar os recém-chegados. Vestindo longas capas negras. Erick e Vivian pareciam estar preparados para uma batalha. Calças de couro e botas completavam seus trajes. O longo e muito cacheado vermelho carmesim de Vivian brilhava quando a luz refletia. Seus olhos eram chamas azuis. Ambos os irmãos possuíam belezas arrebatadoras. Enquanto eles caminhavam entre as mesas as especulações corriam soltas, através de comentários contidos e outros nem tantos.

– Quem é essa? – indagou Rony colocando dois bolinhos na boca.

– Não sei como você consegue comer dois bolinhos ao mesmo tempo, mas considero uma habilidade interessante – Luna falou enquanto tomava mais uma xícara de chá.

– Dessa vez nem eu sei, mas o rosto deles é bem familiar – Hermione afirmou com um olhar concentrado.

– Com esse cabelo não seria parente de vocês Ron? – Harry questionou.

– Esse tom de cabelo indica uma linhagem muito nobre, já li sobre isso em algum lugar, só não consigo lembrar onde – continuou Hermione.

Levantando a vista da planta que cuidava delicadamente e olhando em volta Neville comentou:

– Vocês estão falando dos Gêmeos Dianorte? Porque se for isso minha avó conhece a família deles. Eles são bem antigos. São originários dos Vikings, é o que dizem, faz deles uma linhagem bem interessante. Sangue de guerreiros, sangue de bruxo e criaturas mágicas entrelaçadas fazem com que sejam bem temidos na verdade. O pai deles trabalhou desenvolvendo a pedra filosofal. A mãe deles passou a adolescência sendo estudada pelo Ministério. Dizem que ela tem poderes estranhos. Nada foi comprovado e ela foi liberada. Mas existe um boato que o Véu do ministério foi o resultado de um teste feito com os poderes dela. Ninguém sabe ao certo, mas ela até pouco tempo era considerada uma bruxa atípica pela comunidade. Sobre os gêmeos eu sei pouco, mas minha vó disse que Vivian foi expulsa de Beauxbatons e foi estudar em Roma com o irmão. Minha vó diz que ela é "indecorosa" – fez sinal de aspas quando terminou.

Nesse momento Vivian parava bem ao lado do bruxo.

– Se você me perguntar Longbottom, vale a pena ser indecorosa. – e piscando para ele saiu andando e se acomodou no final da mesa onde seu irmão já lhe esperava tomando café.

Deixou para trás vários rostos estupefatos, ela era ousada, linguaruda e irônica. Se iam permanecer aqui era melhor que começarem a se acostumar com seu jeito, pensou ao se sentar e pegar os talheres.


– Com uma comida dessa era de se esperar que eles fossem todos do tamanho de trasgos – comentou Vivian cortando um pedaço de bolo.

– Você não me falou o que achou do pedido do Alvo Vi.

– O que eu achei? O velho perdeu o juízo faz tempo, mas quem sou eu para culpa-lo por ter tanta esperança nas pessoas. Vamos aguardar e ver o que nossos pais vão dizer sobre o plano. Se aceitarem será bem divertido.

– Divertido? Às vezes eu acho que você é possivelmente mais louca que o Alvo! – Franzindo o cenho ele permaneceu olhando enquanto sua irmã ria.

Como sempre sobrava para ele ser sensato. Não existia meio termo com sua irmã. Ela era intensa e cabeça dura, uma combinação que na maioria das vezes sempre os metia em grandes problemas. Merlin sabe o quanto tentou amenizar certos impulsos enquanto cresciam, mas parece que quanto mais tentam conte-la mais selvagem Vivian se torna. Sorte deles da sua ligação e dos poderes que possuem. Tinha esperança que em algum momento sua irmã encontrasse alguém e que esse alguém balançasse seu mundo. Talvez dessa forma ela poderia relaxar e não precisaria ser tão dura consigo mesma e percebesse que era uma pessoa incrível não pelos poderes que tinha mas pela bruxa que é.


Algumas horas depois...

Eles parecem conversar apenas com os olhos.

Severo pensou enquanto observava os gêmeos parados no corredor que levava aos jardins principais. Era bem fascinante observar o quão diferente eles eram, mas ao mesmo tempo ninguém poderia não perceber que se tratava de gêmeos. Não era apenas o tom de cabelo profundamente vermelho e os olhos de um azul hipnotizantes, seus gestos eram quase que imperceptivelmente coordenados, como se seus corpos tivessem uma frequência própria.

Enquanto Erik permanecia quase que totalmente virado para o arco de entrada, Vivian estava de costas para o muro. Ela parecia entediada. Havia conjurado três pequenas bolas de magia que movia lentamente acima de sua mão esquerda. Ele a viu conjurar sem varinha, algo que demandava uma concentração e força de magia primaria que era raro de encontrar. O mais engraçado era que ela havia executado de forma tão rápida que ele piscou surpreso.

Quem olhava os bruxos parados poderia achar que estavam apenas passando o tempo, mas um espião como Severo captava as pequenas nuances. A maneira que eles estavam posicionados era estratégica, nenhum dos lados ficava desprotegido, os sussurros baixinhos eram atualizações do que estava ocorrendo no ambiente. Brilhante, porém desnecessário. Estavam seguros no castelo. Se bem que esse deveria ser o comportamento normal dos dois.

Severo se distraiu por uma fração de segundo quando Vivian olhou para ele. Seus olhos emitiram pequenas faíscas e denunciavam um riso contido. Desviou a vista quando as pequenas esferas de magia começaram a se unir e se movimentar a formar uma figura bem distinta. Assistiu as esferas se alongarem e repuxarem até formar um pequeno morcego que pairava batendo as assas lentamente. Arregalou os olhos quando a pequena forma de olhinhos se formou e piscou para ele.

Vivian sorria largamente nesse momento. Severo começou a caminhar para ela como se um grande ímã invisível tivesse sido ligado. Apenas conseguiu dar meio passo quando Vivian de virou com rapidez. Nesse momento seus pais entravam pelo arco principal. Como que saindo de um transe Severo abriu e fechou os olhos enquanto presenciava o reencontro da família Dianorte.

Erik andou até seus pais abraçando sua mãe ternamente enquanto sua irmã correu pulando em seu pai como sempre fazia. Sorriu com a cena familiar. A ligação entre sua irmã e seu pai era maior que a dele. Se não soubesse melhor diria que eles dois que eram gêmeos. Nunca tinha visto duas pessoas tão parecidas. Sua mãe esperava calmamente para cumprimentar sua irmã quando essa virou e foi ao seu encontro. Como era bom ter sua família junta novamente. Precisavam unir sua forçar para enfrentar tudo que os aguardava. Não tinha medo. Juntos eles eram mais fortes.

Severo observava a cena quando uma voz calma falou com ele em sua mente:

É tão bom conhece-lo Severo, espero que você seja tudo que ela precisa...

Eleonor Dianorte sorriu para ele enquanto andava como seus filhos para dentro do castelo, deixando um chocado Severo Snape para trás.

Continua...


Nota da autora:

Oie gente! Não me azarem, por favor! Eu voltei mesmo a atualizar a fic. Pensem na saudade que eu estava de escrever, agora multipliquem! Espero que tenham gostado. Estou pensando em atualizações a cada 2 semanas, mas não prometo. Foi escrevendo esse capitulo que percebi como estou enferrujada.

Deixem seus comentários para eu saber o que acharam e também me animar a atualizar mais rápido.

Bjoos Vivvi P.