Obs.¹ Saint seiya não me pertence e sim a nosso excelentíssimo senhor Massami Kurumada e se não fosse por ele não estaríamos aqui escrevendo nem lendo fanfics saint seiya.
Obs.² Essa história consiste em relacionamento homossexual se por algum motivo você não gosta, ou se sente ofendido peço que então nem leia.
Obs.³ Nesse capitulo não tem lemon, quando tiver eu vou dar seus devidos avisos.
Para todos aqueles que prosseguiram boa leitura!
Olá Diário, sabe com quem eu estava no telefone, com o Dite, nossa conversar com ele me revigorou, bom deixa eu continuar contando, onde que parei mesmo. Ah sim parei quando eu disse pro saga que não desistiria do Kamus. Eu não desisti, provocava ele sempre, poxa eu sou de escorpião se tem alguém que sabe provocar esse alguém sou eu.
Provoquei tanto o Kamus que agente passou do estágio de sexo sem compromisso, para sexo com compromisso, claro nada de aliança de noivado, mas agente tinha um 'compromisso', eu não traia ele e ele não me traia se algum dia surgisse desejo por outra pessoa agente iria sentar e conversar.
E assim o tempo foi passando, três anos se passaram, eu havia acabo de me formar, já era considerado uns dos melhores piões de boiadeiro do país, aquele ano 2003, eu achei que seria o ano da minha vida, eu e havia prestado veterinária e passado, gostava de montar, mas queria algo como profissão prestei veterinária e passei, meu romance com Kamus estava perfeito, achei sinceramente que 2003 seria o melhor ano da minha vida, em 2003 Leonardo lançou um de meus discos preferidos 'Brincadeira tem hora', e o anos estava mesmo indo bem, no primeiro semestre da faculdade conheci duas pessoas maravilhosas, SHAKA e MÚ, amigos mesmo, eles me ensinaram a me acalmar um pouco.
O ano foi indo perfeito até outubro, estava tudo dando muito certo, sabe quando você fala, meu está tudo perfeito demais pra ser verdade?, então foi isso que aconteceu, chegou outubro eu conversando com o Saga, resolvi me declarar pro Kamus, agente tinha um compromisso mas eu queria namorar sério, lembro que naquele dia eu preparei tudo, fiz ou melhor a mama fez um jantar, eu decorei nosso lugar favorito, espalhei rosas (idéia do Dite), forrei o chão, eu ia mesmo me declarar, minha mãe e meu pai me deram a maior força, todos deram a maior força, o Shura namorado do meu irmão tem uma prima que tem uma amiga, que trabalha para uma joalheria, eles me ajudaram a escolher as alianças de compromisso. Desculpa diário preciso respirar para continuar, sabe a cena daquele dia me magoa muito.
Milo estava com lágrimas escorrendo por seu rosto, seu diário já estava encharcado.
Bom, continuando, eu preparei tudo, os anéis, banhados em ouro com gravuras de 'M e K' entrelaçados, simples mas lindos, ele chegou e se espantou com toda aquela arrumação; nós comemos e nos amamos, tudo estava indo como meu planejado, tudo estava perfeito, lembro que depois de saciados de corpo e alma, nós estávamos abraçados, eu estava deitado no seu colo quando eu achei que era o momento me manifestei.
-"Kamus preciso falar com você.". Meu coração falhava a batida.
-"Milo, eu também preciso muito falar com você.". Meu coração que falhava na batida partir daquele momento parou.
-"Kamus deixa eu falar primeiro?". Minha garganta estava seca, aquilo estava travado na minha garganta.
-"Não Milo, eu preciso falar primeiro, depois você fala, o que eu tenho a lhe dizer vai mudar nossas vidas.". Juro que naquela hora, meu desejo era calar Kamus nem que fosse aos socos, mas minha educação e curiosidade não deixaram
-"Então fala Kamus.". Se ele era cego eu não sei, mas ele não teve nem receio de falar, será que ele não percebeu que eu amava, ou melhor que eu o amo?.
-"Bom Milo, você lembra da Nastássia?", busquei esse nome na minha memória e lembrei que sim, era uma menina bonita, muito simpática e apaixonada pelo Kamus.
-"Sim, o que tem ela?". Juro que se pudesse voltar no tempo nunca iria ter perguntado.
-"Então Milo eu vou casar...". Lógico que ele iria se casar, comigo!
-"Kamus o que tem ela a ver com isso?". Não sei por que fiz essa pergunta.
-"Ora milo, eu vou casar com ela, com quem mais você achou que seria?". Naquele momento, senti que perdi meu coração, não pior naquele momento eu perdi minha vida.
-"Casar com ela Kamus e agente, e eu?". Estava parecendo uma mulher mal amada concordo.
-"A gente Milo, nunca teve a gente, pensei que nós ficávamos juntos por ser..., não sei o que era, era legal, mas nós havíamos combinado que se surgisse uma oportunidade, um namoro sério nós terminaríamos sem problemas.". Eu engoli muita coisa naquele dia, meu choro, meu orgulho; acho que na verdade eu não engoli nada, apenas não tive ação não consegui reagir.
-"Milo, nós eu e a Nastássia concordamos e queríamos lhe pedir um favor, acho que você não vai se importar, afinal é o meu melhor amigo...". Ouvi aquilo e o sonho dele dizer que estava me pregando uma peça havia acabado.
-"Qual pedido Kamus?". Minha voz estava embargada por choro.
-"Queria pedir para você, ser nosso padrinho de casamento, você é meu melhor amigo e a Nastássia gosta muito de você.". Não consegui segurar, uma lágrima solitária rolou pelo meu rosto, tentei limpar antes que ele percebesse, mas foi inútil. "Por que você está chorando Milo, pensei que ficaria feliz por mim.". Por todos os Deuses como alguém pode ser tão cego?
-"Não Kamus, eu estou muito feliz por você, desculpa minha reação, mas não estava preparado para ouvir isso, você nunca comentou comigo nada a respeito e eu...". Eu iria falar tudo que estava na minha garganta, mas ele foi mais rápido.
-"É eu imagino, foi de surpresa mesmo, estava conversando com meu pai e acabei descobrindo que era isso que eu queria, por isso não comentei nada com você, não fique triste por isso, é que tudo foi muito rápido, agora entendo toda essa decoração, você sabia de tudo e queria que eu estivesse em todo esse clima de romance pra te contar né seu espertinho?". Se ele estava fingindo, meus parabéns ele fingiu muito bem, queria poder matá-lo, não eu queria mesmo era morrer.
-"Então Kamus, pra quando é o casório?". Se for para fingir, eu fingiria, fingiria que estava vivo naquele momento, escondi as alianças, levantei olhei pra cima pedindo um pouco de força.
-"Vai ser em Janeiro Milo, pois eu vou com ela para Rússia para conversar com a família dela.", eu olhei tudo aquilo, para ser sincero não estava ouvindo nada que Kamus falava, olhei para aquela mesa, aquela decoração tudo, e só não ri da situação por que eu não tinha forças, aquilo tudo era patético, não eu era patético.
-"Kamus, agora que eu sei, já sabemos tudo, vamos sair daqui e ir pra casa?". Aquilo que eu queria, ir pra casa e chorar, chorar até não ter mais como chorar.
-"Não Milo, agora você vai me contar o que tinha pra dizer.". Aquilo me fez perder as pernas, latejou meu útero claro se eu tivesse útero, mas aquilo doeu demais, afinal o que queria que fizesse, ou melhor o que eu poderia ter falado, olha kamus, eu não gostei nenhum pouco de ouvir que você gosta de outra pessoa, eu sei que você também gosta de mim por isso estou aqui pedindo para você deixar ela e casar comigo. Não dava meu, eu tinha entrado nessa barca fingindo e eu iria sair dele fingindo.
-"Eu não tinha nada para lhe falar não Kamus, eu sabia que você iria casar como você mesmo descobriu, eu só inventei uma desculpa, só isso.". Desculpa meu coração, desculpa por não ser corajoso, por não jogar tudo pro alto e falar, mas não teria como fazer isso.
-"Então tudo bom Milo, vamos para casa, ou melhor vai você eu não vou para sua casa, vou me encontrar com meu pai na saída da fazenda ele já deve ter pego minhas coisas.". Juro que essa eu não consegui segurar.
-"Kamus, se você iria me contar que vai se casar, por que nós transamos?". Tinha medo verdade de ouvir a resposta, mas quem está na chuva é pra se molhar e me diz o que é um peido pra quem está cagado?.
-"Ah Milo, você disse que nós transávamos quando surgia desejo e você está muito desejável.". Nossa eu me senti um lixo com aquelas palavras, depois de tudo eu fui para casa, nem me despedi dele direito mesmo sabendo que ele iria viajar, cheguei em casa dei de cara com o Dite e todos os meus irmãos na maior expectativa para saber o que aconteceu, nem consegui responder apenas me joguei nos braços do Saga e chorei, chorei e chorei como nunca, ninguém entendeu muito o que estava acontecendo, Saga me levou para meu quarto e lá ficou com o Dite fazendo cafuné na minha cabeça, entre soluços acabei contando tudo, nunca me machuquei tanto em toda minha vida, me sentia um lixo, adormeci ali acho que Saga foi contar tudo o que aconteceu por que eu lembro que acordei muito a noite e o Dite estava sempre comigo.
No outro dia, eu não estava inteiro estava melhor concordo, havia me tocado que a vida continuava, mas não havia mais vida para mim, naquela manhã eu levantei para tomar café e recebi uma grande oferta, um estágio e conclusão de curso na Inglaterra, eu havia me inscrito para esse projeto e era a chance da minha vida, além do mais nada me prendia aqui. Desliguei o telefone e me juntei aos meus irmãos.
-"Quem era Milo?". Saga perguntava.
-"Uma vaga de estágio que surgiu para mim.". Estava sem animação nenhuma.
-"Nossa Mi, que legal e conta você vai participar?". Kanon ele sempre teve ciúme de Saga por serem gêmeos, mas quando o assunto era alguém querido triste Kanon não estava nem aí para ciúme de ninguém.
-"Não sei Kanon, é uma vaga só que é na Inglaterra, lá eu não só trabalho como termino meu curso, não sei se aceito.". Todos os meus irmãos me olharam com cara de assustados, ninguém nunca pensou que eu iria sair dali da nossa redoma de vidro, ali onde todos protegiam todos.
-"Milo, você é quem sabe escolhe o que for melhor para você.". Minha mama falava me dando um cafuné.
-"Pode deixar mama, eu quero conversar com o pai e a mãe primeiro, falando nisso onde eles estão?". Eu tinha acabado de me tocar que meus pais não estavam em casa.
-"Milo eles saíram, mas chegam ainda hoje, relaxa...". Saga dizia para eu ficar tranqüilo, mas como eu ficaria se ele mesmo não estava.
-"Milo conta para gente, o que vai querer de aniversário, está chegando e...". A única pessoa que sabe cortar um assunto se chama Aioros, esse corta qualquer assunto, sem deixar furo.
-"Não quero nada não Oros.".
-"Como não Milo, você estará fazendo 18 aninhos em breve, vai querer sim senhor.". Aioria sabia como tirar um sorriso de alguém.
-"Gente é sério eu não quero nada..., eu vou montar, Dite quer vir comigo?". Dite havia acabado de se situar na terra me olhou e sorriu.
-"Vamos sim Miluxo!". Ele saiu comigo e fomos montar, quer dizer eu fui montar ele apenas me acompanhava, passei no estábulo e peguei o escorpião, Dite montou atraz de mim e fomos para um canto afastado da fazenda, lá eu simplesmente desci do cavalo, Dite fez o mesmo, sentei na grama e chorei o mesmo tanto ou até mais que havia chorado ontem.
-"Miluxo...". Afrodite sempre queria ajudar.
-"Não diz nada Dite, só me abraça e deixa eu chorar.". Dite pode ser tudo que qualquer um quiser, mas ele respeita um silêncio, deitei minha cabeça no seu colo, e chorei, chorei e contei tudo que aconteceu.
Quando eu ia fazer as considerações finais ouvi um barulho, ou melhor um estrondo; vi muita fumaça e constatei de longe que um carro havia capotado.
-"Quem foi isso Milo?".
-"Dite, vai lá na fazenda e busca ajuda, diz que um carro capotou no barranco do papagaio, fala pro Saga ligar para uma ambulância, eu vou lá ver se consigo prestar os primeiros socorros.".
-"Mas Milo...".
-"Não pergunta Dite, vai lá.". Nem fiquei para ver a reação do Dite, fui correndo em cima do escorpião para o lugar.
Cheguei lá, deixei o escorpião um pouco longe para não haver perigo para ele, e me dirigi a pé para o local do acidente. E meu deus que acidente horrível, pelo o que deu para perceber um carro perdeu a direção e caiu no penhasco. Fui me aproximando e constatei uma coisa pior que o acidente, o carro que havia perdido o controle era nada mais nada menos que o dos meus pais, a pessoa que perdeu a direção aparentemente havia sido meu pai.
Lembro, que quando fiz o curso de salvamento, o meu instrutor disse que um socorrista tem sangue frio e avia a situação procurando o melhor jeito de salvar todas as vidas possíveis. Bom eu tirei sangue frio não sei da onde. Fui avaliar o que poderia ser feito, para minha sorte começou a chover isso era bom, dava para esfriar a situação.
Abri a porta do carro e constatei que meu Pai era mesmo o motorista e que ele havia sido morto enforcado pelo cinto de segurança, continuei impassível, o retirei do carro e fui sem esperança para o lado da minha mãe, constatei que ela ainda estava viva e que eu a manteria assim até o socorro profissional chegar.
Eu a mantive, quando o socorro chegou levou ela as pressas para o hospital eu estava todo ensangüentado, Saga veio me buscar e me encontrou sentado no chão, olhando para o nada. Eu estava em choque, Saga me levou para casa não sei como, não me pergunte esse meio tempo por que eu não sei. Só sei que quando eu acordei, dei de cara com a minha mama com uma xícara de chá para dormir e veio com as palavras mágicas.
-"Mi, bebe, você vai ter que ser forte." Ela não precisava continuar, eu que acordei achando que tudo era só um pesadelo, dei conta que era real, e o pior é que não poderia acordar.
-"Mama só me responde sim ou não, minha mãe morreu?". Meus olhos estavam cheios de lágrimas.
-"Sim meu bebe.". Ela me abraçou e eu não tive reação.
Saga, Kanon e Aioros tomaram conta de tudo, eu mesmo não sei de nada depois do velório, eu resolvi não aceitar o convite para ir para Inglaterra, eu tinha que ajudar meus irmãos a tomar conta de tudo, não foi fácil, meu aniversário chegou e eu não tinha nada para comemorar, passou Natal, Ano novo e chegou o casamento do Kamus, ele chegou e se desculpou por não ter estado aqui na morte dos meus pais, mas sinceramente eu nem sei o que ele disse, fiquei igual a um zumbi o casamento inteiro, e nem esperei a festa.
Desculpa Diário queria poder continuar a escrever, mas não consigo agora estou aqui chorando igual a um bebe.
Ele chorava, sabia que estava sozinho em casa por isso estava chorando tudo, por tudo, mas ele estava enganado por que nessa mesma hora que ele começou a chorar, quando ele finalmente se abriu Kamus chegou, abriu a porta do quarto, ele havia deixado o Hyoga com um amiguinho no apartamento abaixo.
-"Milo eu cheguei e...", encontrou Milo tentando a todo custo segurar as lágrimas que não paravam mais. "Por que você está chorando?". Kamus viu uma foto dos pais de Milo encima da cama e constatou que esse era o motivo.
Ele abraçou seu amigo, queria encarecidamente ter estado todo aquele momento com ele, mas não deu e agora ele acolhia milo em seus braços dando a ele o que ele achava que ele precisava conforto, mal sabendo que seu conforto só piorava o estado de milo.
...
Mais um capítulo como eu havia prometido.
Tadinho do Milo sofreu bastante.
Bom, gente é isso.
Agradeço a todos que lê e me aturam e mandam review, agradeço aos que não mandam também. Agradeço ao Leonardo por me expirar tanto. Obrigada a todos.
Beijocas fofuchas a todos.
Até o próximo capítulo.
