Obs. ¹ Saint seiya não me pertence e sim a nosso excelentíssimo senhor Massami Kurumada e se não fosse por ele não estaríamos aqui escrevendo nem lendo fanfics saint seiya.
Obs. ² Essa história consiste em relacionamento homossexual se por algum motivo você não gosta, ou se sente ofendido peço que então nem leia.
Obs. ³ Nesse capitulo não tem lemon, quando tiver eu vou dar seus devidos avisos.
Para todos aqueles que prosseguiram boa leitura!
NO CAPÍTULO ANTERIOR.
Bom diário é isso, agora me deixa guardar você, pois o Kamus já está chegando.
...
Milo guardou o diário embaixo do colchão, e ligou o som, para sua surpresa a musica que ele escreveu em seu diário estava passando, não pode segurar uma lágrima solitária molhando sua face.
...
O final de semana correu sem maiores problemas, não aconteceu nada de diferente, chegando segunda-feira Kamus apronto o Hyoga, pois agora que não tinha mais aula, estava de férias, ele iria ficar com o vizinho, afinal Kamus deveria levar Milo ao hospital.
- "Você se comporte viu filho obedece ao Dohko".Kamus dava as últimas recomendações para seu filho.
- "Pode dexar papai, eu me tomporto dileitinho".Dito isso entrou como um raio, para brincar com o neto do vizinho, um tal de Shiryu.
Deixando seu filho aos cuidados de Dohko, Kamus voltou para o apartamento, ainda tinha que levar Milo ao hospital.
Depois de uma hora, chegaram ao hospital, Milo foi prontamente atendido, o médico lhe tirou o gesso da perna, trocou o do braço, fez alguns exames, acabou que ficou vagando pelo hospital até as duas da tarde, quando saiu, Kamus ainda o esperava, agora sim estava bem, andando com as próprias pernas, sua vontade era correr, mas não tinha força para isso.
- "Podemos ir Kamus, minha tortura acabou". Milo andava devagar, mas andava isso já bastava.
- "Vamos sim Milo, para comemorar sua recuperação vamos almoçar?".
- "Só se for comida de verdade".
- "Você escolhe o restaurante". Ambos se dirigiram a um restaurante próximo ao hospital, Kamus se perguntava quanto tempo fazia que não ficava assim com Milo, sem brigas, sem discussões, só conversando, durante o almoço ele se pegou observando Milo comer, parecia uma criança crescida, mas era lindo.
- "Come devagar Milo, você vai acabar engasgando e voltando para o hospital". Milo era lindo, fazia pelo menos uns cinco anos que não o observava mais, desde que Hyoga nasceu Kamus não se achava mais no direito de admirá-lo.
Finalizando o almoço voltaram ao apartamento de Kamus, Milo queria o mais rápido possível arrumar todas as suas coisas e voltar para casa, o combinado era que Hyoga ia junto com o padrinho e depois Kamus iria, por esse motivo assim que chegaram em casa Milo arrumou suas malas e Kamus às de Hyoga, bem depressa, afinal queria ir o mais rápido possível para casa; Kamus estava acabando de arrumar as coisas de seu filho quando Milo pareceu no quarto.
- "Acabei Kamus, precisa de ajuda?". Milo estava com olhos de criança quando vai viajar.
- "Não Milo, já estou acabando, você pode fazer o favor de descer e pegar o Hyoga com o Dohko, para eu dar um banho nele para vocês poderem ir".
- "Posso sim", Milo disse e se retirou quando estava na porta da saída, ouviu um grito do Kamus vindo do quarto.
- "MILO, VOCÊ SABE ONDE ESTÁ O CADERNO DE DESENHO DO HYOGA, E SEUS LÁPIS DE COR?". Kamus gritava do quarto, simplesmente odiava quando as coisas estavam fora do lugar.
- "ACHO QUE ESTÁ NO MEU QUARTO, VAI LÁ VER, ESTOU INDO PEGAR O HYOGA, FUI".
Milo saiu deixando Kamus sozinho indo procurar tal caderno de desenho.
...
Milo batia na porta da casa do Dohko, o conhecia da escola de Hyoga, seu neto era muito educado, e ele tinha uma ótima aparência para um avô.
- "Já vai", Milo ouvia vozes vindo do apartamento.
Quando Dohko abre a porta, ele estava todo sujo de pipoca, se surpreende com a visita de Milo, e ficou muito corado a ver seu estado.
- "Vejo que estava se divertindo". Milo não conseguia segurar por muito tempo uma risada.
- "Agente estava vendo filme e...". De dentro do apartamento Hyoga ouve a voz do tio, e corre para seus braços.
- "Tio voxe salou". Hyoga abraçava o tio.
- "É o padrinho já está bem, vim te buscar...". Hyoga desceu de seu colo e pegou sua mão.
- "Ah tio, eu tavo vendo um filme, já tá atabando, vem assisti tom agente, o Dohko não lida não". Hyoga puxava a mão do tio para dentro do apartamento, Milo acabou por entrar e se sentar para eles verem o resto do tal filme.
Enquanto isso no apartamento de Kamus.
...
Kamus procurava o caderno de Hyoga sem sucesso.
- "Como o Milo mesmo estando em uma cama, consegue fazer tanta bagunça". Kamus reclama com ele mesmo, sua missão de achar o material de Hyoga estava fracassando, mas ele não desistia, sua atenção foi presa por um caderno do Pokémon que estava em cima da mala de Milo.
- "Deve ser do Hyoga, esse menino tem material espalhado pela casa inteira, deixa-me ver". Kamus abriu o caderno na última página escrita, é aquele caderno não poderia ser do Hyoga de jeito nenhum.
...
- "Pronto meu bananinha, agora o filme acabou, agente tem que ir embora, eu vou para casa e você vai passar as férias comigo na fazenda e...".
- "Tio, adola que eu teci, eu podo muntar o copião?". Hyoga falava com os olhos brilhando adorava suas férias na fazendo do tio.
- "Quem sabe meu anjo, agora vamos que agente tá só atrapalhando aqui". Milo pediu para o Hyoga se despedir do seu amigo, que disse alguma coisa só para ele ouvir, Hyoga puxou a calça do tio para que ele se abaixasse, e disse no seu ouvido só para ele e toda a sala ouvir, daquele jeito que criança conta um segredo.
- "Tio, o Shilyu pediu para mim, pedi pá você, pedir por vovô dele, se ele pode viazar tom a gente?".
- "Boa idéia meu anjo, Milo chamou o Dohko em um canto deixando os amigos na sala".
- "Não quero incomodar Milo". Dohko argumentava.
- "Não é nenhum incomodo, minha casa é grande e ia ser uma honra receber os amigos de meu afilhado, além do mais, o Hyoga não tem muitos amigos, e a fazenda não tem nenhuma criança, vamos aceite vai?".
- "Não sei Milo, além do mais Shiryu nunca viajou sozinho...".
- "Então está resolvido, você vai com ele, pronto o dois vão passar as férias em minha fazenda, e eu não aceito um não como resposta".
Milo falou tanto que acabou convencendo Dohko, combinaram que eles iriam se encontrar as seis da tarde na portaria do prédio, assim dava tempo de Dohko arrumar as coisas tanto dele quanto as de Shiryu.
Já estava de saída quando Hyoga pediu para ficar mias um pouco, Dohko disse que não haveria problema, que as cinco da tarde levaria Hyoga para casa. Milo acabou aceitando e foi terminar de arrumar suas coisas.
...
Kamus estava com lágrimas nos olhos lendo aquilo que lembrava um diário e pelo o que estava escrito só poderia ser de Milo, não sabia que ele sofria tanto; estava tão entretido na leitura que nem viu quando o próprio entrou no quarto.
- "Algust Kamus Lenoa, o que pensa que está fazendo?". Perguntou ao vê-lo, folheando seu diário, ficou visivelmente transtornado!
- "Milo, eu..., você, por que você não disse que ainda gostava de mim?". Kamus não sabia o que dizer, fora pego no flagra, mas não tinha idéia do que sentia, estava confuso, muita coisa acontecendo junta, desde quando Milo gostava dele, não leu o diário inteiro, mas só aquela musica já significava muito.
- "Por que..., -interrompeu a fala-ora Kamus com que direito você leu o meu diário?". Milo também estava confuso seus sentimentos eram apenas seus, Kamus nunca deveria sabe o que se passava com seu coração.
- "Não muda de assunto Milo, você ainda gosta de mim?". Kamus estava com a voz embargada pelo choro; se aquilo que estava pensando era verdade, havia cometido o pior erro de sua vida, havia feito Milo sofrer e nisso ele nunca iria se perdoar.
- "Você que não mude de assunto, com que direito você leu uma coisa que não lhe diz respeito?". Aquilo não acabaria bem e sabia disso, não sabia até que ponto Kamus havia lido, só esperava que aquela discussão tivesse fim, pois não queria se expor mais do que já estava, sentia que precisava desabafar, soltar o nó que tinha na garganta, mais não sabia como e por onde começar eram tantas coisas que queria falar que a cabeça doía.
- "Eu sei que errei Milo, mas é que eu estava procurando o caderno do hyoga, e vi esse e pensei que fosse dele, por isso abri...".Kamus tentava se explicar, mas tem horas que explicar é o pior que se pode fazer, ainda mais quando seu coração está destruído.
- "Sinto em lhe informar, mas se não notou o Hyoga ainda não sebe escrever".Milo estava fora de si, esse diário era seu tesouro ele nunca deixaria ninguém lê-lo, mas o que poderia fazer, Kamus já havia lido, como dizia Aioros se você não gosta de uma situação tire proveito dela, e era isso que iria fazer, já que Kamus havia procurado ele iria dizer tudo que estava engasgado em sua alma.
- "Eu sei, mas quando vi já estava lendo, me diz Milo, por que você não disse que ainda gostava de mim?". Kamus não conseguia segurar as lágrimas que escorriam por seus olhos. Queria uma resposta que desmentisse tudo que havia lido, não queria perceber que acabou com a sua vida, levando junto a de Milo, Nastássia e consequentemente de seu maior tesouro seu filho Hyoga.
- "Ai é que você se engana, eu não gostava, eu te amava, pior eu te amo, depois de tudo que você me fez, eu ainda te amo".-desvia o olhar-agora era Milo que tinha lágrimas molhando sua face, essa história não poderia ter um desfecho mais triste, sim poderia, pois esse estava sendo o caminho para o final.
- "Por que você não me disse? Por que você não falou naquele dia que me amava...". Kamus tentava argumentar algo, seu coração dava pontadas no peito, seu amor batia desesperado, queria que desse um jeito de ficar para sempre ao lado de Milo.
- "Pra que Kamus, faria alguma diferença, você teria agido diferente, não, não teria, você teria sido o mesmo covarde que sempre foi, sabe por quê? Por que eu nunca fui importante para você".Milo chorava tanto pela raiva que estava sentindo como pela costela que ainda lhe incomodava, a cada soluço, ficava mais difícil suportar.
- "Milo para de dizer isso, eu..., você não entende nada que eu passei".Kamus dava um suspiro de cansaço, ele acreditava que Milo não o amava, ele queria ser feliz, e achava que a melhor solução era ficar com a Nastássia, nunca poderia imaginar quais reações uma ação equivocada pode causar.
- "E você Kamus, entende as coisas que eu passei, não você não entende, você não entende nada, não enxerga um palmo à frente do nariz, nunca se importou com nada...".Milo estava raivoso, dizia tudo que lhe vinha à cabeça, pensou que havia perdoado Kamus por não estar com ele no dia da morte de seus pais, talvez ele pudesse perdoar tudo, tudo que Kamus fez a ele como amante, mas Kamus o havia magoado mais profundamente como amigo e isso não dava para perdoar, ele havia acabado de perceber isso.
- "Milo você está me ofendendo" Só agora Kamus foi perceber que Milo estava segurando as costelas, e quase não conseguia para em pé. "Milo você está bem? Senta aqui...".Kamus foi tentar guiar Milo em direção à cadeira, mas esse recusou seu auxilio.
- "Não me toque, não preciso da sua ajuda não agora, todo momento que eu precisei de sua ajuda você não estava presente, agora eu também não preciso". Milo falava aquilo que sentia, tudo que por anos estava engasgado, talvez se alguém de fora escutasse nada daquilo faria sentido, mas para ele fazia e isso já importava.
- "Milo eu sei, fui um crápula com você, mas entenda eu te amava e não sabia se era correspondido, eu queria na época alguém que eu soubesse que me amava, não sabia se tinha isso de você, mas agora que sei lhe digo com toda a força, que eu te amo".Kamus soluçava, seu coração estava apertado.
- "NÃO! Você não ama nada nem ninguém Kamus, você é igual a uma estátua de gelo, o Kanon tem razão, você é uma estátua de gelo, é lindo, mas quem chega muito perto corre o risco de se machucar".Dito isso Milo virou as costas, com lágrimas nos olhos e foi embora, não agüentaria ficar mais nenhum minuto naquele ambiente.
Só depois de estar no andar de baixo foi que se tocou que esqueceu de falar do Hyoga pro Kamus, também não sabia se depois de tudo que aconteceu ainda iria haver viajem para o Hyoga; Milo estava confuso, perdido, muitos sentimentos, não conseguia se guiar, seu corpo pareceu ganhar vida própria e o levou para o apartamento de Dohko, chegando lá explicou um pouco da situação para ele, lhe pediu para levar o Hyoga para o Kamus, e dizer o combinado, e ainda pediu para usar o telefone para ligar para Saga.
Dohko atendeu prontamente os pedidos de Milo, resolveu tudo que tinha que ser resolvido, quando voltou Milo, havia lhe dito que Saga demoraria cerca de uma hora para chegar, e que nesse meio tempo não tinha o que fazer, Dohko lhe pediu para lhe fazer companhia, e assim ficou até Saga chegar.
Saga chegou às seis horas em ponto, como ele sempre conseguia não se atrasar com o transito de São Paulo era incompreensível, mas ele estava ali, Milo já havia desistido que seu afilhado iria com ele. Saga foi incumbido de buscar as malas de Milo na casa de Kamus, só pelo clima já imaginava o que teria acontecido, Milo preferiu ficar embaixo ajudando Dohko a por as coisas no carro.
Saga batia na porta, Kamus o recebeu com um meio sorriso sem graça, Hyoga estava no quarto havia acabado de tomar banho.
- "Vim pegar as coisas de Milo, onde estão?". Kamus apontou uma mala, e do lado uma menor laranja. "Essa mala não é do...". Nesse instante Hyoga chega correndo e se jogo no braço do irmão do padrinho que estava abaixado.
- "Tio Sada, pote o tio Milo não subiu, para se dispedir do meu Papai?". Hyoga não sabia e nem iria entender o ocorrido, entre seus pais, e para ele o que importava é que iria viajar para fazenda do tio e se divertir.
- "Hyoga seu tio está se recuperando, agora vem se despedir de seu pai, vem", Hyoga deu um abraço no pai, "Olha se comporta, obedeça a seu Tio...". Hyoga deu um beijo estalado na bochecha de seu pai, e olhou para ele, colocou as mãozinhas na cintura e disse:
- "Papai, eu to gande já, eu bedeço sim o tio, não peculpa não, adola olha você vai resolve seus ploblemas rapidinho, pote eu telo você lá tomido tá papai?".Hyoga voltou a abraçar seu pai.
- "Tá bom Hyoga, agora se comporte, Saga você precisa de ajuda com as malas?". Kamus se despediu do filho, e já tava na porta quando lembrou de Saga.
- "Não precisa Kamus, vamos Hyoga?".Saga segurou as malas, Kamus os levou até o elevador, lá se despediu e entrou, havia muita coisa a se fazer, não há trabalho mais a respeito de sua vida, chegou à hora de pensar.
...
Saga havia chegado com as malas, para a surpresa de Milo Hyoga também estava junto, não comentou nada, embarcaram no carro, Dohko, Shiryu e Hyoga atrás, e Milo na frente no banco de passageiro, Saga no volante.
Assim seguiram a Itapecerica da Serra, interior de São Paulo, deixando para traz um homem, olhando pela janela sem ser percebido, vendo todos os erros cometidos, e derramando lágrimas solitárias pelo seu coração que não derramou nada por tantos anos.
...
Olá a todos, primeiramente gostaria de avisar que esse capítulo será duplo, resolvi dividi-lo para não ficar muito grande, gostaria também de agradecer muito todos que estão acompanhando essa fic, que me rendeu coisas maravilhosas, amigos incríveis, sinceramente deixo aqui meu obrigado.
Agora o último recadinho, essa fic tem três finais prontos - na minha cabeça, mas tem-, então como estou com uma dúvida cruel em qual colocar vou por em votação.
1°final: Kamus faz uma grande surpresa a Milo, e o mesmo o perdoa por tudo que aconteceu, e viverão felizes para sempre. (música: Pareço um menino)
2°final: Kamus faz uma grande surpresa a Milo, só que Milo não o perdoa, Kamus resolve ir para França, Milo depois de pensar muito e receber um puxão de orelha da mama, vai atrás dele no aeroporto e pede para ele ficar. (música: Deu medo)
3° final: Kamus faz uma grande surpresa a Milo, só que Milo não o perdoa, diz que tudo já acabou e vai construir uma nova vida com o Dohko. (música: Deixaria tudo)
Você decide vote em seu final favorito, mande por review.
Beijos da Grazi.
