Obs.¹ Saint seiya não me pertence e sim a nosso excelentíssimo senhor Massami Kurumada e se não fosse por ele não estaríamos aqui escrevendo nem lendo fanfics saint seiya.
Obs.² Essa história consiste em relacionamento homossexual se por algum motivo você não gosta, ou se sente ofendido peço que então nem leia.
Obs.³ Nesse capitulo não tem lemon, quando tiver eu vou dar seus devidos avisos.
Para todos aqueles que prosseguiram boa leitura!
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O almoço transcorreu sem maiores problemas. Algumas discussões entre os irmãos e claro o clima pesado entre Luiza e Aioria. Milo resolveu não se meter, afinal era sua amiga de um lado e seu irmão do outro, melhor não tomar partido, terminou o almoço avisou que ia à cidade, Saga cedeu seu motorista, que iria aproveitar e resolver uns problemas. Assim que terminou o almoço terminou de se arrumar e saiu.
A cidade não estava tão diferente, tudo parecia normal para ele, de longe pôde avistar a faixa do salão do Dite.
Desceu do carro, e foi até a porta, lá foi recepcionado por uma garota, até bonita.
- "Desculpe senhor, mas estamos fechados", Muito educada também.
- "Eu vim falar com o senhor Afrodite, ele me chamou, diga a ele que Milo chegou".
- "Desculpe senhor Milo, o Afrodite o espera, ele se encontra nos fundos do salão".Ela abriu a porta trancando-a logo em seguida, deixando Milo sozinho no salão. Seguiu até onde a garota tinha lhe dito, mal chegou e já ouviu a risada escandalosa do Mask.
Aproximou-se de mansinho, para não ser visto, quando chegou ficou parado na porta. Quem se pronunciou foi Shaka.
- "Milo, vai ficar aí parado? Entra". Shaka foi até ele, que já estava se recuperando do choque quando ia se pronunciar Mu saiu da cozinha com uma bandeja.
- "Ahahahahahahahahahahahahahahahahahaha", Gritou histericamente, "O que fizeram com o seu cabelo?", Milo se aproximou tocando as madeixas de Mu, que antes loiras agora lilases.
- "Não gostou Milo?", Mu estava muito envergonhado.
- "Gostei, mas nunca pensei que você fosse pintar o cabelo de rosa"; Milo não segurou a provocação.
- "Não é rosa, é lilás, aprenda a diferença das cores antes de por defeito no meu trabalho". Afrodite falou, se dirigindo ao grupo.
- "Sua loira oxigena nana" Milo começou a gaguejar, não dava para acreditar que o até então loiro aguado de Afrodite havia se transformado em azul piscina.
- "Não gagueja que eu sei que sou lindo fofo, e pare de reparar nas mudanças e dê um abraço nesse seu amigo que estava morrendo de preocupação", Milo resolveu não comentar aquelas mudanças se jogando nos braços de seu grande amigo, logo depois cumprimentando Mask que separou os dois.
- "Solta que a flor é minha", Mask disse, porém deu um abraço em Milo. "É bom te ter de volta".
- "É bom estar de volta", Milo se soltou daquele italiano louco e foi pro lado de seus amigos de faculdade, "Mas me digam o que vocês estão aprontando para estarem todos reunidos?", Shaka abraçou Milo, sendo seguido por Mu, Afrodite replicou.
- "Nossa somos tão ruins assim?", Milo acenou um sim com a cabeça. "Nossa magôo", Afrodite fez um bico, Milo não agüentou e caiu na gargalhada, aquele povo era doido, porém a gargalhada fez com que suas costelas doessem.
- "Milo o que aconteceu?", Afrodite conhecia seu amigo e aquela cara não enganava, algo estava errado, porém o comentário do Dite fez com que todos se assustassem.
- "Não eu estou bem, melhor eu vou ficar só preciso sentar um pouco, sabe minhas costelas ainda não estão 100%". Mu rapidamente estende uma cadeira para o amigo.
- "Milo como você está se sentindo?", Shaka enfim se pronunciou.
- "Eu estou bem Shaka, só dói quando rio". Ele suspira longamente recostando-se na cadeira.
- "Milo você não quer conversar sobre o acidente?", Mask apesar do que muitos achavam sabia ser amigo.
- "Para ser sincero quero sim...", Milo começou a contar tudo que aconteceu no dia do acidente e depois por tudo que passou.
Enquanto isso na fazenda, Luiza havia conseguido um minuto para ficar sozinha, adorava aquela família, adorava sua Mama, mas às vezes precisamos ficar sozinhos para pensar e ela estava precisando, foi para frente do casarão e se sentou em baixo de uma árvore, Aioria ficou a observá-la da janela da sala, quando os gêmeos chegaram.
- "O que você está admirando?" Kanon por ser o mais velho adorava importuná-lo.
- "Não te interessa Kanon!", Aioria odiava quando seus irmãos começavam a achar que ainda eram adolescentes.
- "Deixa o gatinho aí em paz Kanon, não precisa ser nenhum adivinho para saber que ele está de olho na Luiza". Saga sempre perspicaz.
- "Você só pode estar louco Saga, eu e a Luiza, jamais". Aioria amava seus irmãos, mas nunca teve esse tipo de intimidade com eles.
- "Qual é bichano, pensa q eu não notei que você está caidinho pela Lu? Te cuida viu! Assim como o Milo, ela é o xodó da Mama!", Kanon nunca foi o exemplo de discrição.
- "Kanon chega!", Saga viu que Luiza estava entrando, porém Aioria não viu.
- "Eu já disse que não sinto nada pela Luiza, ela é linda mais só isso, agora vocês podem me deixar em paz!", Aioria terminou de falar e olhou para traz, vendo uma triste Luiza.
- "Acabou de perder a melhor oportunidade de ficar calado bichano", Saga disse e se retirou com Kanon em seu encalço.
- "Luiza eu...", Aioria iria tentar se explicar, porém Luiza não deixou.
- "É Aioria, que bom, você sai beijando, você não sente nada, fico feliz com isso, eu sou uma idiota mesmo, eu iria até dar uma oportunidade para que talvez nosso romance desse certo, mas nunca existiu romance só divertimento da sua parte, Aioria lhe peço uma coisa que nunca pedi para nenhum de seus irmãos que eu tanto gosto, nunca mais me dirija a palavra, não gosto de ser joguinho para ninguém, lhe peço pela amizade que pelo menos da minha parte existiu, não fale mais comigo!", Luiza tinha os olhos rasos de lágrimas, depois da conversa com Milo, ela pensou em dar uma oportunidade a eles, mas se enganou.
- "Luiza me ouve, você entendeu errado o que eu disse, não é bem assim...", Aioria tentava em vão se explicar.
- "Não quero te ouvir, agora me dá licença", ela se retirou do ambiente deixando Aioria perplexo. Seu coração estava magoado, precisava conversar com alguém, e esse alguém só poderia ser o Milo.
Foi em direção ao quarto de Milo para ver se encontrava ele, porém encontrou os Gêmeos, aproveitou o encontro para perguntar por Milo.
- "Rapazes vocês viram o Milo?", seus olhos demonstravam uma tristeza fora do comum.
- "O Milo não voltou ainda, mas se você estiver com algum problema pode contar com a gente". Saga disse dando um olhar cúmplice para Kanon, porém seu celular tocou antes da resposta da Luiza ele olhou a mensagem. "Você pode contar com o Kanon, por que eu vou ter que sair minha pequena, mas olha conte tudo que aconteceu para o Kanon desabafa viu, e enxuga essas lágrimas", Saga a abraça, e dá um beijo em sua testa, em seguida piscou o olho para o irmão que logo o entende. Saga se retira deixando-os a sós.
Luiza se jogou nos braços de um Kanon que não sabia como reagir, para ele era estranho dar consolo afinal era ele que sempre recebera, mas correspondeu o abraço e acabou por levá-la para seu quarto, lá se sentou na cama encostando as costas na cabeceira, assim fazendo com que Luiza deitasse a cabeça em uma de suas pernas.
As lágrimas que tentava em vão segurar transbordavam por seus olhos, Kanon acariciava sua cabeça.
- "Chora minha pequena, lava sua alma, eu não vou lhe forçar a dizer nada, se você se sentir bem para me contar tudo bem, só me desculpa por que não sei se sou bom ouvinte!". Kanon tentava fazer com ela a mesma coisa que Saga sempre fazia.
Passou um tempo no silêncio das lágrimas de Luiza, o silêncio foi quebrado por ela própria.
- "Kanon porque você está me chamando de pequena? Se bem me lembro esse é o jeito que Saga chama a mim e ao Milo". Luiza se aconchegou no colo de Kanon.
- "Só te conto se você contar o porquê dessa tristeza". Kanon chantagista como sempre.
- "Tudo bem então, mas você começa", Luiza se aconchegou melhor no colo de Kanon, para ouvir a história.
- "Sabe, o Aioros é mais velho que a gente, eu e Saga, quando nossa mãe estava grávida da gente, a Mama disse que o Aioros ficou muito feliz por que iria ganhar um irmãozinho só que quando a gente nasceu, ele perdeu um pouco da graça da gente, quando nós começamos a crescer, Saga sempre cuidou de mim e eu tentava cuidar dele, por isso Aioros nunca foi muito necessário, então crescemos sem ter muito vínculo com ele", Kanon parou um pouco sua história para tomar fôlego.
"Quando Aioria nasceu, Aioros achou o irmão que ele queria tanto, ele começou a cuidar do Aioria como se ele fosse seu único irmão, depois de um tempo veio o Milo, ele foi o bebê dos nossos pais, ele fora muito mimado, eu sentia ciúme dele, por que ele tinha a atenção que eu queria para mim", Kanon parou um pouco para pensar, não havia dúvida ele era ciumento, ainda mais quando o assunto é atenção.
- "Kanon você quer parar?", Luiza estava preocupada, nunca havia parado para conversar assim com Kanon, talvez com Saga, mas com Kanon não.
- "Não eu quero continuar", ele respirou fundo e retomou a narrativa "Depois de um tempo você chegou, eu não tinha mais ciúme por que Saga sempre me dizia, que a atenção dele era toda e exclusivamente minha, o tempo foi passando, passando e você e nós crescendo, só que uma coisa para mim não mudava, o pavor que eu tinha de tempestade".
- "Você também tinha medo de tempestade Kanon?", Luiza perguntou.
- "Sim tinha; então você lembra quando a mãe e o pai foram viajar e a Mama tinha saído daí começou a tempestade e você e o Milo foram para o quarto de Saga e eu estava lá e disse que eu e Saga só estávamos conversando coisa de adulto?". Luiza acenou um sim com a cabeça. "Pois então eu estava lá para conseguir dormir com a tempestade, quando vocês chegaram, eu fiquei com um 'bico' maior que o mundo, só que eu vi que vocês eram bem menores que eu, e que seus medos pareciam bem maiores que os meus, Saga começou a chamar vocês de pequenos, apesar de tudo eu também queria proteger vocês por isso para mim vocês são os meus pequenos". Luiza não sabia dos sentimentos de Kanon.
- "Foi um desabafo invertido Kanon, quem tinha que lhe dar colo seria eu não o contrário, mas como agora quem vai falar sou eu, você deita e eu te dou colo". Kanon riu e acenou positivamente com a cabeça. A posição foi invertida, agora Kanon estava com a cabeça no colo de Luiza.
- "Luiza...", Kanon tinha sua voz um tom de carinho.
- "As coisas aqui são simples, o Aioria me beijou, e eu cheguei a acreditar que poderia ter alguma coisa entre a gente, porém a bonequinha de porcelana aqui se enganou de novo". Aquele era um apelido que Kanon havia posto em Luiza quando pequenos, pelo motivo dele normalmente levar bronca de Saga pelo fato de ela sempre cair quando estava aos seus cuidados.
- "Você ainda lembra", Kanon tinha um tom de melancolia na voz.
- "Relaxa não fico chateada". Luiza forçou um sorriso.
- "Lu, isso não vem ao caso, me explica como assim o Aioria te beijou?". Kanon resolveu deixar o assunto de lado.
- "Pergunta idiota é mal de família, Kanon, beijou beijando". Luiza disse com um leve tom de irritação.
- "Mas por que motivo?", Kanon resolveu ignorar o tom de Luiza.
- "E eu que vou saber Kanon, sinceramente cheguei a pensar que ele queria algo sério comigo, mas acho que me enganei", era impossível impedir as lágrimas que teimavam em escorrer em seu rosto.
- "Lu, o que foi, você gosta dele não é?", Kanon podiam sentir a tristeza que a maltratava.
- "Droga descobri que ainda amo aquele leão chato", dizendo isso, rende-se ao choro.
- "Como assim, ainda Luiza?". Kanon perguntou.
- "É Kanon, ainda, eu fui para França para ver se esquecia dele, jurei que havia conseguido, porém aquele maldito beijo". Kanon se levantou e a abraçou.
Luiza chorava, chorava de soluçar, Kanon ficou ali a acalentando, o tempo havia passado, mas, ela continuava sendo sua bonequinha de porcelana.
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Acabei mais um capítulo. Viva, demorou, mas está aí!
Coitadinha da Luiza está sofrendo por causo do nosso leãozinho favorito, gente está acabando, vai demorar um pouquinho, mas, ta acabando, mil beijos e fui.
Ah, obrigada a todos que acompanham, beijo a Lysley que me salva muito. Falando em Lysley beijo para Liana e pro meu cunhadinho.
Beijocas a todos
Fui.
