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Donzela Ardilosa
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Capítulo 3
Rin tinha a intenção de aceitar o cortejo de Sesshoumaru antes que Sango pudesse contradizê-la.Não tinha imaginado chegar a isto.
Ela nunca tinha beijado um homem antes. Uma vez que pressionou seus lábios contra os Sesshoumaru, uma onda de sensações incríveis a distraiu completamente de seu propósito. A boca de um homem era muito mais quente e mais suave do que ela havia imaginado, e ele tinha um gosto vago e agradável de mel. Seu suspiro irregular de prazer lhe causou um estremecimento de calor no corpo.
A curiosidade a levou a inclinar sua cabeça para aprofundar o beijo, e enquanto fazia isso, um calor estranho e encantador a inundaram.
— Agora basta! — Alguém gritou.
Mas Rin estava muito absorvida pelo beijo para se dar conta. Sentia-se como se estivesse saciando uma sede desconhecida e eterna. Bebeu cada vez mais, afogando-se alegremente nessa tontura embriagadora.
— Basta! — Ouviu-se outra vez.
Sesshoumaru, paralisado no princípio, agora devolvia o beijo, inclinando sua boca sobre a dela, de repente o atual redemoinho varreu tudo completamente. O mundo real desapareceu em torno dela e ela nadou na langorosa piscina de sentimentos.
Já não havia espectadores na cerca. Sango já não contava. Já não existiam o campo de treinamento e a fortaleza e todos de Higurashi.
A única coisa que existia era esse beijo.
Sesshoumaru afastou sua boca para saboreá-la melhor, lambeu seu lábio com sua língua e lhe fez afrouxar os joelhos. Era como se sua própria alma ofegasse, e um calor interno derretesse seus ossos. Rin agarrou a túnica de Sesshoumaru com mais força, já não mantê-lo perto, mas para poder manter-se de pé.
Doce Virgem Maria! Isso era divino. Não queria que esse momento terminasse nunca.
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Sesshoumaru soube, quando a espada caiu de seus dedos moles, que tinha ido muito longe. Rapidamente estava perdendo o controle. Por Deus! Esse não era o modo de ganhar a confiança do povo de Higurashi, virtualmente violando em público uma de suas donzelas. Sobre tudo quando ele tinha assegurado estar aqui para cortejar a lady Reni... Rane... Remi... Rena.
Por Deus! O beijo dessa moça era doce. E úmido. E quente. E excitante.
Tomou toda sua força de vontade para se afastar e romper o contato. Quando o fez, viu o esfomeado brilho em seus embaçados olhos azuis e a convidativa curva de sua boca aberta da moça esperando ser atacada outra vez.
Mas, de repente, algo duro como o aço se interpôs entre eles para separá-los e o devolveu à realidade.
— Pelas bolas de Lúcifer, parem! — Sango ordenou pela terceira vez, estreitando olhos suspeitos e finalmente se concentrando em sua irmã. — O que você pensa que está fazendo? Conhece este homem?
Rin, ainda atordoada pelo efeito do beijo, não respondeu inicialmente. Sango lhe golpeou o ombro.
— Estou falando com você. Conhece este homem?
A donzela piscou várias vezes e levantou seu queixo em atitude de desafio.
— Sim. — ela mentiu descaradamente.
— Como? De onde?
— Encontrei-o... — Sua voz era áspera com o desejo, suave e desigual. — Conheci-o no torneio.
Sesshoumaru estava atordoado e mudo. Nunca antes em sua maldita vida tinha visto essa donzela. E ela não tinha um rosto que ele esqueceria facilmente.
— Ele disse que voltaria para mim. — Prosseguiu Rin. — E, como você pode ver, ele o tem feito.
Sango estava paralisada e boquiaberta enquanto sua irmã mais nova possessivamente enganchava um braço no do homem e o afastava.
— Vamos, Sesshoumaru?
Se os miolos de Sesshoumaru não estivessem mexidos por esse beijo ardente, poderia ter entendido como eram as coisas antes ter atravessado a metade do campo de treinamento. Quando finalmente viu a luz da verdade, ele se deteve tão repentinamente que a moça quase se chocou com ele.
— Você.
Ela o olhou, seu rosto enganosamente doce, seu olhar enganosamente amplo. Um brilho de reconhecimento cruzou por seus olhos.
— É a moça travessa e bisbilhoteira do bosque.
Ela levantou suas sobrancelhas inocentemente.
— Não sei o que você quer dizer.
Travessa e mentirosa. Sesshoumaru riu entre dentes, em seguida se inclinou para baixo para sussurrar.
— Como então como sabia você meu nome?
— Porque, estimado cavaleiro. - murmurou ela - eu te atendi quando foi ferido no torneio. Não se lembra?
Sua expressão era absolutamente ingênua, mas era evidente, ela estava mentindo. Ele nunca tinha comparecido a esse torneio.
Sesshoumaru conteve um sorriso. Se ela podia mentir, ele também.
— Meu cérebro estava muito embaralhado. — Confessou ele.
Eles recomeçaram a caminhada em direção ao portão, e ele sorriu, perguntando-se se essa pequena diabinha tinha o hábito de espiar as pessoas de cima das árvores. Talvez ela subisse nas árvores para ver quem se aproximava da fortaleza, selecionava solteiros elegíveis para que ela pudesse se lançar em cima do candidato antes que qualquer outra donzela tivesse uma oportunidade.
Não que ele se importasse. A moça era linda e encantadora, mesmo que fosse uma fada calculista. De fato, se a mulher que ele tinha vindo cortejar se provasse tão hostil como sua irmã Sango, Sesshoumaru prazerosamente sofreria as atenções dessa fada durante alguns dias. Ele poderia tomar parte de seu tempo destinado a caçar o foragido se isso significava desfrutar de alguns beijos mais dessa donzela.
Mas quando eles passaram ao lado do pequeno grupo de espectadores parados na cerca, Sesshoumaru começou a sentir-se desconfortável. Seus olhares não eram só de curiosidade, mas olhares embasbacados, de olhos arregalados, encaradas com descrença.
E de repente uma possibilidade mortificante surgiu em sua mente. Esta não era uma moça comum. Não pelo modo que ela havia se confrontado a lady do castelo. E tampouco por toda a atenção que ela estava incitando nas pessoas agora.
Quase com medo de perguntar, timidamente ele limpou sua garganta.
— Na verdade, minha lady, temo que minha queda no tumulto me deixou com o juízo inteiramente tolo. Poderia me recordar outra vez seu nome?
Seu sorriso indulgente não dissimulava completamente a irritação em seus olhos.
— É claro. — Ela disse docemente. — Rina.
Sesshoumaru franziu o cenho. Ele caminhara diretamente para armadilha dessa megera.
— Lady Rin? — Ele arriscou.
— Então você se lembra.
Ele suspirou.
— Me veio à cabeça agora.
— É mesmo! Bem, espero que não se esqueça de meu nome outra vez se for me cortejar.
— Por meus escudos de cavaleiro, não vou esquecê-lo. — jurou ele.
Tampouco esqueceria esse beijo tão especial. E agora que ela havia lhe dado a permissão para cortejá-la, Sesshoumaru pensou que a missão poderia resultar muito menos desagradável do que tinha esperado.
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O coração de Rin palpitava. Não pela emoção embriagadora de ter se confrontado com Helena. Não porque ela tinha impressionado às pessoas do castelo caminhando orgulhosamente de braço dado com um homem estranho. Não, seu sangue se acelerava em suas veias pelo ardor do beijo do forasteiro.
Por Deus! No que ela havia pensando? Na verdade não tinha pensando. Como a impulsiva Sango, ela tinha agido sem considerar as conseqüências de suas ações. Se tivesse sabido da fraqueza do joelho e da palpitação do coração que esse um beijo deixaria nela, nunca teria feito isso.
É claro, não tinha intenção de deixar que a cortejasse por muito tempo. Sir Sesshoumaru era um pretendente absolutamente inadequado. As declamações de amor desse safado eram tão suspeitas como o conto do golpe no torneio. Ela o mandaria embora.
Em um dia ou dois.
Depois que descobrisse o que ele estava fazendo no bosque. Até esse momento, ela certamente já estaria cansada de seus beijos. Rin fervorosamente esperava isso. Doce Virgem Maria! Agora mesmo ainda podia sentir o contato de sua boca demorando-se em seus lábios, fazendo-a desejar mais.
— Me permita. — murmurou ele.
Oh, sim, claro que ela permitiria, Rin pensou sonhadoramente.
Mas Sesshoumaru se referia a abrir a portão do campo de prática para ela. Com uma reverência cortês, ele empurrou o portão para um lado. Quando eles passaram pelos estábulos, Rin se sentiu um pouco tentada de levá-lo para dentro. Ali entre a palha e o feno eles poderiam encontrar um canto escuro e privado para recomeçar seus beijos e, em seguida, o interrogatório.
Mas por desgraça, eles já tinham sido vistos por mais pessoas da fortaleza. Caminhando resolutamente através do pátio e em direção a eles Kagome, acompanhada por seu marido, InuYasha, e Mirok, o noivo de Sango.
— Parem! — Inuyasha gritou.
Kagome lhe deu uma cotovelada e ele suavizou seu tom.
— Por favor, Lady Rin. — Ele se corrigiu.
Rin não tinha outra opção, mais que esperar que os três se aproximassem, a curiosidade deles era tão evidente como o ventre proeminente de Kagome.
— Quem é este homem? — Inuyasha exigiu, estreitando seus olhos dourados para estudar Sesshoumaru como se fosse um inseto estranho e inoportuno.
Sesshoumaru tinha muito boas maneiras. Ele estendeu sua mão e deu uma cabeçada leve.
— Cavaleiro, sou sir Sesshoumaru de Morbroch.
— Morbroch? — Inuyasha grunhiu com sua eloqüência habitual. -Morbroch que compareceu ao torneio?
Sesshoumaru assentiu com a cabeça outra vez.
—Hum. Não me recordo de ter lhe visto nos jogos.
Mirok interveio.
— Ele não esteve na justa. — Seus olhos azuis cintilaram divertidos. — Recordo de todos os concorrentes da justa.
Kagome piscou pensativa enquanto mordiscava uma fagácea de pão.
— Tampouco esteve na competição de tiro com arco.
— Não. — Mirok concordou, arqueando uma sobrancelha negra para acrescentar. — Minha Sango ganhou a competição do arco.
Inuyasha franziu a testa e colocou uma mão ameaçadora em cima do cabo de sua espada embainhada.
— Com que direito põe sua mão sobre Lady Rin?
Rin sentiu Sesshoumaru ficar tenso ao seu lado, e sua ira cresceu. Inuyasha havia servido como lorde do castelo menos de um ano e, no entanto, ele rapidamente havia adotado uma atitude arrogante.
Ela sorriu docemente para administrar as circunstâncias ela se agarrou ao braço de Sesshoumaru e deu um apertão apaixonado, como se ele fosse um primo favorito.
— Será que nenhum de você se lembra de Sesshoumaru? — Ela os olhou com expectativa. — Bem, eu suponho que não é nenhuma surpresa.
Ela então olhou carinhosamente para Sesshoumaru e lhes explicou.
— Veja Lorde Inuyasha estava muito ocupado, pois era seu primeiro torneio em Higurashi. Sir Mirok? Era cego de amor que sente por minha irmã, Sango. Kagome e... Bom... — Ela acrescentou em um sussurro. — Ela estava grávida. — Então ela se deu conta que a condição de Kagome não podia explicar seu lapso de memória.
— O que você disse? — Kagome gritou.
Antes que sua irmã pudesse tirar uma arma e desafiá-la por esse insulto, Rin passou carinhosamente um dedo ao longo do braço de Sesshoumaru.
— Mas eu nunca poderia me esquecer de sir Sesshoumaru. Ele foi ferido no tumulto. Veja você, e perdeu a consciência. Eu estive cuidando-o na tenda de Morbroch. E aí nos tornamos... Amigos.
Para sua satisfação, Sesshoumaru seguiu com o conto.
— Grandes amigos — disse ele, piscando um olho. — Na verdade, acredito que esta encantadora donzela me salvou a vida.
Inuyasha não foi influenciado nenhum pouco por essa comovente história.
— Por que você voltou?
Sesshoumaru vacilou por um segundo.
— Rin, meu doce, não contou a eles?
Ela sorriu debilmente. Por Deus! O que ele estava planejando?
Estalando a língua, ele cobriu a mão dela que estava em seu braço com sua própria mão.
— Meu pequeno anjo tímido. - Então ele se dirigiu aos outros. — Lady Rin me pediu que voltasse para cortejá-la.
— O que? — Inuyasha disse abruptamente.
Rin conteve sua respiraçã começou a sacudir a cabeça perplexo. Kagome olhou fixamente para Rin, como se procurasse adivinhar a verdade. Antes que alguém pudesse falar, Rin preencheu o silêncio tenso.
— Assim é. Desejava que ele voltasse. De fato... — ela acrescentou corajosamente. — Insisti em que ele voltasse. E agora se vocês não se opuserem, este pobre homem viajou durante toda a noite e não comeu nada. — Puxando-o na direção da fortaleza, ela sacudiu a cabeça. — Temos que lhe demonstrar o que é a hospitalidade de Higurashi. Por Deus! A louca da Sango o recebeu com uma espada na garganta.
Mirok franziu o cenho.
— Você já conheceu Sango? — Sesshoumaru assentiu, e Mirok passou rapidamente os olhos da cabeça aos pés dele. - E não tem nenhuma cicatriz para demonstrar isso?
Sesshoumaru lhe respondeu horrorizado.
— Eu não lutaria contra uma mulher, asseguro-lhe isso.
Para a surpresa de Sesshoumaru, Mirok riu entre dentes.
— Então, bom companheiro, você escolheu corretamente entre as irmãs de Higurashi para cortejar.
Inuyasha não estava tão divertido.
— Ninguém lhe deu permissão para cortejá-la.
Rin se zangou outra vez. Ela não necessitava da permissão de ninguém. Quem Inuyasha acreditava que era? Por sorte, Kagome interveio antes que a raiva de Rin pudesse se manifestar.
— Não vejo nenhum mal nisso. — Disse ela, apoiando uma mão no formidável antebraço de Inuyasha. — Ele provém de uma casa respeitável. Eles já se conhecem. E Rin já está em idade de ser cortejada. Afinal de contas... — ela lhe recordou mordazmente. — ...Ela quase foi prometida em casamento a um homem que não amava há bem pouco tempo atrás.
Esse homem tinha sido Inuyasha. Ele grunhiu ante essa referência. Kagome lhe deu um sorriso conspirador.
— É justo que se permita que ela faça sua própria escolha nesse momento.
InuYasha murmurou algo entre dentes sobre as teimosas mulheres escocesas.
— Além disso. — Kagome acrescentou — Kaede sem dúvida estará por perto para mantê-los longe de qualquer problema.
Como se suas palavras tivessem invocado a criada, Kaede apareceu no meio do pátio, com seus braços carregados com uma bandeja com comida.
Rin suspirou. Tinha ganhado parte do objetivo. Sesshoumaru tinha permissão para cortejá-la. Mas com a comida que Kaede trazia sua oportunidade para descobrir o que Sesshoumaru estava planejando tinha desaparecido.
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Sesshoumaru se perguntou quantas surpresas mais lhe esperavam em Higurashi. Primeiro tinha sido desafiado a lutar por uma donzela guerreira. Depois a doce lady Rin, que mentia quase tão habilmente como ele o fazia, havia lhe roubado um beijo. Agora, a menos que ele estivesse enganado, a velha criada que vinha lhe entregar o café da manhã, provinha do Oriente.
A mulher enrugada, idosa, com uma de trança branca lhe ofereceu pão, queijo e mel.
— Deve ter fome depois de uma viagem tão longa.
Como ela adivinhou que tinha tido uma longa viagem, Sesshoumaru não sabia. Mas ele estava faminto, e o aroma fragrante do pão recém assado lhe deu água na boca.
— Tomaremos o café da manhã no jardim. — Decidiu Rin, ansiosa por se afastar de seus parentes intrometidos.
— Quando tiver terminado, sir Sesshoumaru — disse InuYasha — Vêem ao campo de treinamento. Poderia ser útil lá. Presumo que você saiba manejar uma espada?
Sesshoumaru sabia que era melhor não se gabar, sobre tudo quando estava falando como um dos famosos Cavalheiros de Taysho.
— Claro que sim.
O cepticismo de InuYasha era evidente, e ele trocou um olhar com Kagome que dizia muito. Sesshoumaru sorriu para si mesmo. Se eles soubessem que era um perito em esgrima, provavelmente insistiriam que se casasse com lady Rin. Ela não poderia ter um protetor melhor.
O jardim resultou ser um quadrado de terra murado adjacente a campo de prática. Embora estivesse desolado e desprovido de flores nessa época do ano, a criada oriental parecia determinada a levar Sesshoumaru a um pequeno tour por cada centímetro do jardim.
— Estou certa de que você não viu o jardim — Disse ela, acrescentando mordazmente — Na vez passada quando veio nos visitar.
Ele e Rin trocaram olhares cautelosos. A anciã sabia de sua mentira?
— Além disso — a criada lhe disse — Se você aprender o que cresce no jardim, amanhã posso enviar-lhe para vir buscar o que necessito para o casamento.
— Kaede! — Rin a repreendeu. — Ele não é um ajudante de cozinha.
— Ah, claro. — disse a criada. — Ele é seu... O que ele é, seu amigo?
Para demonstrar a natureza de sua relação, Rin enlaçou seu braço com o dele.
— Sesshoumaru é meu pretendente.
A criada impertinente bufou sua desaprovação de uma vez, depois os conduziu pela trilha do jardim.
— Estes são os aspargos e as acelgas.
— Ah. — Sesshoumaru disse, fingindo interesse, comendo um bocado uma pequena fagácea de pão.
— E essas são rosas. — prosseguiu a anciã, acrescentando com muito sarcasmo. — Rosas que você, é claro, cortará para dar a sua... Amada.
— Kaede! — advertiu Rin.
Não se viam rosas. Nesse momento, as roseiras eram hastes com suas pontas cortadas.
— Realmente, meu amor, você gostaria de um ramalhete destes caules espinhosos para enlaçar em seu cabelo?
Os lábios de Rin se curvaram nervosamente, e ela levantou seu queixo desafiante para Kaede.
— Talvez eu queira.
A criada grunhiu desgostada, depois recomeçou o passeio.
— Couve-flor! — Sesshoumaru gritou quando eles passaram ao lado dos conhecidos montículos brancos que cresciam em cada jardim de inverno e adornava cada mesa de jantar na Escócia.
— Todo criança sabe o que é uma couve-flor. — Zombou a criada. — Elas são tão comuns.
— Sim, muito comum, ao contrário da minha bela Rin, que é extraordinária. — arrulhou ele, meio para divertir à mulher que levava no braço, meio para aborrecer a criada. De todos os modos, isso não era uma mentira. Lady Rin era de uma beleza extraordinária, com sua pele pálida como creme, seus olhos marrons e cristalinos, seus cabelos negros escuros, e sua boca cor cereja e doce como...
— Amoras.
— Amoras? — Ele repetiu distraído, captando o olhar de Rin com o seu. Ela mordia o lábio para não rir, e ele abaixou seus olhos para esse lábio carnudo, fazendo evidente seu desejo de beijá-la.
Kaede respondeu com uma hospitalidade sarcástica.
— Talvez você gostasse de provar as amoras.
— Humm. — Ele disse, ainda olhando fixamente a tentadora boca de Rin. — Talvez mais tarde.
— Hum. — A anciã apontou uma fila de plantas estranhas com folhas em forma de pá. – Estou certa que você não sabe o que é isto.
Fingindo interesse, Sesshoumaru franziu o cenho.
— Não. — Mas enquanto Kaede explicava que elas eram kailaan, uma honorável verdura de sua pátria, Sesshoumaru olhou para sua sedutora companheira. Os olhos dela eram suaves e sonhadores e ele sentiu um endurecimento rápido em sua calça e um choque de desejo que correu através dele.
— E estas? — Kaede exigiu convencida, apontando com a cabeça a algumas plantas que pareciam grandes rosas verdes.
Cansando do jogo de Kaede. Sesshoumaru fez uma careta, fazendo Rin rir. Kaede se virou, plantou seus punhos em seus quadris, rosnou.
— Você zhi!
Sesshoumaru franziu a testa, tentando parecer sério.
— Você zhi — repetiu ele.
Rin riu novamente, desta vez livremente. Era um som encantador, e seus dentes brilhavam como pérolas brancas.
— Kaede só te chamou de criança.
Sesshoumaru arqueou uma sobrancelha com incredulidade ante essa criada impertinente, que assentiu com a cabeça.
— Criança? — Mercenário de baixa índole, podia ser, bastardo de nascimento, mas, além disso, era um cavaleiro correto. Nenhum criado tinha direito de insultá-lo.
- Vocês dois são crianças. — decidiu Kaede.
A criada imprudente estava pedindo uma surra. Mas antes que ele pudesse desafiá-la, Rin gritou com ela.
— Kaede!
A criada abaixou suas mãos com frustração.
— Cansei-me de vocês. Não escutou o que eu te disse hoje, Rin. Venha falar comigo quando você tiver crescido.
Com um imperial giro de saias, a pequena criada passou ao lado deles quase os roçando e se dirigiu à porta da fortaleza.
Sesshoumaru não podia estar mais contente de ver que a velha bruxa partia. Era óbvio que Lady Rin o desejava, e essa moça malcriada provavelmente estava acostumada a obter tudo o que queria. E ele se sentiria feliz de poder cumprir esse seu capricho. Em especial porque isso também servia a seus propósitos.
Depois que a porta se fechou com golpe irado, ele se virou para a encantadora moça, estudando-a atentamente da cabeça às pontas dos pés.
— Me parece que você já está crescida.
— Eu? — ela perguntou timidamente.
— Oh, sim. — Murmurou ele, com um sorriso preguiçoso. — Parece como uma mulher. — Ele levantou sua mão e a roçou suavemente contra sua bochecha. — Cheira como uma mulher. — Ele se inclinou mais perto e inalou a fragrância floral de seu cabelo. - E definitivamente tem gosto de uma mulher. — Ele abaixou seu olhar até sua boca e avidamente lambeu seus lábios. — Inclusive quando espia as pessoas como uma menina travessa.
Ele mordiscou seus lábios uma vez, duas vezes, então totalmente engatados, se afundou em um beijo suave quando ela emitiu um suave gemido de prazer. Libertando seus dedos, ele tomou seu rosto entre suas mãos, deleitando-se com a textura sedosa de sua pele, o roçar suave de seu cabelo, a forma delicada de sua orelha.
Seu membro palpitou quando ela respondeu com impaciência, abrindo sua boca para ele, inclinando sua cabeça, estendendo seus dedos sobre seu peito. Ela definitivamente era uma mulher que sabia o que queria, e sabia como conseguir isso. Animado por seu entusiasmo, Sesshoumaru envolveu um braço ao redor de seus ombros e a puxou para mais perto, explorando carinhosamente com a sua língua entre seus dentes.
Deslizou a palma de sua mão ao longo de suas costas até que a repousou em sua cintura. Mas tinha fome de mais. Pressionando o vulto de sua calça contra a virilha feminina, ele deslizou sua mão mais abaixo, tomando a curva de suas nádegas.
A próxima coisa que ele soube era que a terra já não estava sob seus pés. Ele estava estatelado sobre a terra, de costas. E estava ao lado de uma planta que parecia... Que merda era isso? Ah, sim, kailaan.
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Continua...
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Notinha da não autora:
Oh minha donzelas, perdão por não ter postado ontem fui pra festa de aniversario da minha empresa as dez da manhã e só voltei as oito da noite, bebi muito e cheguei vendo estrelinhas coloridas... ehehe... não e algo que eu me orgulhe muito vou arrumar o quarto capítulo e tentar posta-lo hoje ainda, bjos
