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Donzela Ardilosa

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Capítulo 16

Sesshoumaru pensou que nunca havia se sentido mais vivo enquanto treinava com Inuyasha e Mirok. Ele já não escondia nada, girando e se lançando e agredindo com uma exuberância absoluta.

Mas um olhar para a moça encantadora que o observava da cerca, o fez entender que ele estava errado sobre o combate. Era Rin que o fazia sentir-se vivo.

Sorrindo abertamente para ela, Sesshoumaru quase perdeu sua cabeça quando InuYasha lhe girou e avançou com sua espada.

— Preste atenção! — InuYasha lhe gritou. — E você — ele ordenou, apontando com sua espada para Rin. — Deixe de distrair a meu homem.

Meu homem. Sesshoumaru gostou do som dessas palavras. Nunca tinha sido "o homem de alguém". Ele só havia pertencido por um tempo curto a quem pagasse o preço por seus serviços.

— Você se importa... Meu lorde? — Sesshoumaru perguntou a InuYasha, enquanto apontava Rin com a cabeça.

InuYasha fez uma careta e sacudiu a cabeça, embainhando sua espada e se virando para procurar alguém mais a quem provocar.

Sesshoumaru embainhou sua própria adaga e foi para a cerca.

— Eu estava lhe procurando antes. — ele disse.

— Estive fazendo as contas.

Ele inclinou sua cabeça maliciosamente.

— Fui ao seu gabinete. Estava fechado.

Na verdade ele tinha tentado entrar em seu gabinete quatro vezes nesses últimos dias com a intenção de dar uma olhada nos livros de contabilidade. Se o quarto não estivesse selado como um túmulo, Kaede estava na entrada montando guarda. Qualquer pessoa pensaria que ali estava armazenado o tesouro de um rei. Definitivamente Rin escondia algo.

— Fecho com chave a porta às vezes quando tenho que me concentrar. — Disse ela. Quando ele se aproximou, seus olhos castanhos claros adquiriram uma inconfundível cor embaçada. Ela o queria. — De outra maneira eu poderia ser... Distraída.

Rin usava uma singela túnica marrom, mas a vestimenta modesta não diminuía sua beleza nem um pouco, sobre tudo porque Sesshoumaru podia recordar vividamente como se era debaixo dessa peça.

Seu membro respondeu imediatamente, e ele lhe sorriu. Essa donzela era insaciável. Eles roubavam beijos e carícias em cada canto escuro da fortaleza. Mas esse não era o momento nem o lugar para ter sexo.

Ele enganchou um pé na tábua mais baixa da cerca.

Ela o agarrou pelo pescoço, puxando-o para frente para lhe dar um beijo casto.

Quando eles apoiaram juntas as suas testas, ele lhe murmurou.

— Estou suado. Não me barbeei. E estou fedendo.

— O amor é cego. — sussurrou-lhe ela.

Ele sorriu.

— E aparentemente, incapaz de cheirar também.

Ela umedeceu seus lábios.

— Talvez rolar sobre o feno cheiroso...

Ele riu com vontade.

— Nos estábulos?

Ela se encolheu de ombros.

— Pequena diabinha. — ele a repreendeu, mas seu membro já se erguia com a promessa de receber a atenção feminina. Sesshoumaru lançou um olhar às testemunhas que os rodeava, depois lhe murmurou. — Você vai primeiro.

Com um brilho malicioso em seus olhos, Rin se afastou do campo de treinamento. Sesshoumaru lhe deu as costas, fingindo interesse repentino no combate que se desenvolvia entre Nobu e Kenneth. Logo depois de um momento, caminhou resolutamente para os estábulos, como se tivesse a intenção de ver seu cavalo.

Quando chegou, ela o olhou atentamente por debaixo de uma pilha de palha em uma baia vazia, parecendo envergonhada, devassa e adorável.

— Rin, você é uma moça travessa. — repreendeu-a ele. — O que você fez com sua roupa?

Ela não estava completamente nua. Ainda usava suas meias de lã compridas até as coxas, o que realmente a faziam parecer muito mais travessa. Elas não eram dissuasivas. Sesshoumaru viu muita pele exposta para tocar, lamber e devorar.

Quanto a ele, quando ela começou agradá-lo por debaixo de sua cota de malha com suas mãos adoráveis, Sesshoumaru teve que morder os nódulos de sua mão para se impedir de gritar de êxtase.

Tão intenso foi seu clímax que ele temeu que pudesse assustar os cavalos e atear fogo a palha. Só as carícias tranqüilizadores de Rin o devolveram posteriormente à normalidade.

Quando ela se ajoelhou diante dele, puxando a túnica pela cabeça, ela murmurou.

— Na verdade, vim para te dizer que tenho muito trabalho hoje.

Ele sorriu, apoiando-se em seus cotovelos para observá-la.

— Você tem um modo muito interessante de me dizer as coisas. Desejaria que fizesse isso todos os dias.

Ela estalou sua língua, mas ele poderia afirmar que suas palavras a agradaram.

— É que não poderei ir cavalgar, afinal. – ela havia lhe prometido levá-lo até as fronteiras de Higurashi.

Ele elevou suas sobrancelhas sensualmente.

— Ah, eu acredito que nós já estamos montando.

Seus olhos se arregalaram com um choque fingido.

— Sir Sesshoumaru!

Ele lhe deu uma piscada, depois começou a amarrar suas calças.

— Muito bem. Iremos amanhã então.

— Amanhã?

Ela o estudou durante um momento, e embora ele tentasse manter sua expressão severa, ela percebeu o brilho de malícia em seu olhar imediatamente.

— Ah, não, não vamos, safado. – Ela lhe deu uma ligeira cotovelada. — Sabe muito bem que a feira é amanhã, e prometeu por sua honra me levar.

Ele fingiu um suspiro.

— Nada de cavalgar amanhã? — ele balançou seus quadris provocativamente.

Ela o beijou no ombro, contendo a risada.

Então ele se levantou, tirou o pó de sua roupa, e a ajudou a ficar de pé.

— Eu sairei primeiro. — Decidiu ela, sua mente já estava concentrada em seu trabalho. — Tenho que falar com o cozinheiro. Um dos rapazes parece estar roubando mantimentos da cozinha.

— Espere. — divertido, ele a agarrou pelo braço antes que ela pudesse sair correndo, depois estalou sua língua. — Obviamente nunca brincaste em um estábulo antes.

Rin franziu o cenho.

Ele a fez virar de costas. Seu cabelo salpicado por palha, uma prova incriminatória. Ele colheu com cuidado os talos pálidos, depois a beijou no topo de sua cabeça e lhe deu um tapa no traseiro enviando-a para a porta.

Rin tentou lhe enviar um olhar melancólico quando partiu, mas falhou. Sesshoumaru sacudiu a cabeça. Rin poderia não ter palha incriminatória em seu cabelo, mas o brilho em seu rosto não deixava lugar para dúvidas do que estivera fazendo. Sesshoumaru esperou que ela não cruzasse com sua guardiã oriental antes que esse rubor revelador se desvanecesse.

Pelo visto Rin havia se desencontrado com Kaede por muito pouco. Quando Sesshoumaru saiu vários minutos mais tarde, viu a anciã ainda mancando no campo de prática. Suas articulações ainda deviam incomodá-la, embora ela não mancasse tão pesadamente agora como alguns dias atrás.

Ver a velha criada recordou a Sesshoumaru que, por mais absurdo que pudesse parecer, precisava dar seguimento a possibilidade que Kaede fosse a Sombra.

Podia não ser capaz de chegar aos livros de contabilidade, mas agora era a oportunidade perfeita para revistar o quarto de Kaede. Enquanto ela caminhava para o campo de prática, e Rin estava ocupada com os assuntos domésticos, Sesshoumaru poderia entrar em seu quarto e procurar provas.

Além do gabinete de Rin e dos depósitos que continham mantimentos valiosos, as portas de Higurashi sempre estavam abertas, o que era assombroso para Sesshoumaru. Quando era menino, ele tinha tido que dormir sobre seus pertences para evitar que seus irmãos ambiciosos os roubassem. Sendo mercenário, nunca tinha dormido sem uma mão sobre sua bolsa de moedas e a outra sobre sua espada. Entretanto aqui, ninguém vivia com medo de perder suas coisas, a menos que incluísse o rapaz da cozinha que havia roubado mantimentos. Assim quando Sesshoumaru caminhou casualmente para as escadas e ao longo do corredor até o quarto de Rin, soube que encontraria a porta aberta.

Imaginou que o quarto seria um reflexo da própria donzela, limpo, bonito, enfeitado com cores suaves e com sutis toques femininos. Com flores pintadas nas paredes de gesso, por exemplo. Ou frascos de perfume alinhados sobre uma mesa. Borboletas bordadas ao longo de sua colcha. Ou fitas de cabelo penduradas no prendedor.

Mas quando entrou pela porta, rapidamente a fechando atrás de si, Sesshoumaru pensou que havia entrado no quarto errado.

Havia fitas de várias cores penduradas no prendedor da parede. E algumas garrafas sobre uma mesa de carvalho. O quarto estava definitivamente arrumado. Mas não se parecia em nada com o quarto da filha de um Lorde.

Na verdade, esse lugar se parecia mais com um arsenal.

Sobre duas paredes pendiam uma série de armas que Sesshoumaru acreditava nunca ter visto. Várias espadas curtas e longas, lanças longas com cabeças entalhadas ladeavam o fim da exposição. Ao lado delas penduradas juntos varas, mangual, e adagas de todos os tamanhos com todo tipo de lâminas, tanto dentadas como lisas, alguns tão grandes como um machado, outros não maiores que uma unha. Contra a segunda parede estava apoiado o que parecia ser uma pá afiada, uma foice, um forcado pessoal, uma lança com uma lâmina na ponta. Pequenas placas de aço em formas semelhantes a estrelas e garfos e círculos formando um anel em torno de um escudo de bronze retratando o rosto de alguma besta. E para terminar a decoração havia uma coleção de leques de seda, pintados não com flores, mas com dragões que mostravam seus dentes agudos e dentados.

Depois que Sesshoumaru se recuperou de seu assombro, olhou o resto do quarto. Era definitivamente o quarto de Rin. Essas eram suas fitas de cabelo. Ali, sobre a arca ao pé da cama, estava a túnica verde que ele havia lhe tirado no dia anterior. E bordado nos dois cantos inferiores do véu que cobria seu leito a letra R com fio de ouro.

Durante um momento, tudo o que pôde fazer foi contemplar os móveis e a decoração do quarto e a incongruências de suas anáguas de linho brancas penduradas em uma parede ao lado o que parecia ser o tridente de Netuno.

Que demônios estava acontecendo ali?

Seu olhar foi até uma das espadas curtas. Quão eficaz seria essa arma?

Sesshoumaru a observou especulativamente. Era uma formosa peça, elegante e suave, sua lâmina larga e achatada com sutis esculturas perto do cabo, o cabo de aço com uma alça que se fechava sobre a mão. Ele desejou saber quão leve ela seria. Certamente não tinha o alcance de um sabre, mas talvez sua velocidade compensasse sua carência de longitude.

Havia só uma maneira de descobrir.

A espada era leve, muito mais leve que sua própria, e ele achou que devido a seu tamanho reduzido, podia-se manejá-la com mais controle. Seria uma arma inútil contra uma espada mais longa, mas em um combate corpo a corpo...

Evidentemente, a lança com uma lâmina na ponta poderia acabar com um inimigo antes que ele estivesse dentro do alcance da espada. Sesshoumaru pendurou a espada curta na parede e levantou a lança peculiar. Provou o fio da navalha com seu polegar. Por Deus! Era bastante afiada para cortar um homem ao meio.

Ele estava devolvendo a arma cuidadosamente ao seu lugar quando dois forcados de cabo curto capturaram seus olhos. Eles eram provavelmente planejados para serem usados como um par, mas curiosamente, as extremidades haviam sido cegadas. Eles não podiam ser armas para dar punhaladas.

Ele os devolveu ao lugar, então estudou as curiosas estrelas de metal. Estas eram afiadas, as pontas delas terminavam em uma extremidade quase transparente. Mas não havia cabo, nenhum aperto. Como elas eram usadas? Segurando tal como uma arma seguramente era para ser embutida na palma.

Tomou uma corrente que terminava em um gancho. Era uma arma pesada e provavelmente muito antiga. Talvez fosse uma arma para ser usada quando a pessoa estava montada em um cavalo. Se um cavaleiro balançasse o quadril fazendo um grande círculo, ninguém poderia se aproximar o suficiente para atacá-lo.

Tomou o último segmento da corrente, sustentou-a sobre sua cabeça, e começou a girá-la devagar enquanto ele mesmo girava sobre seus pés. Gradualmente foi aumentando a velocidade e a força dos giros. Seria uma arma excelente...

Um instante mais tarde descobriu o quão pesado era.

A porta do quarto se abriu de repente, assustando-o. Quando seu braço se sacudiu para trás, a corrente saiu voando e golpeou o poste da cama de Rin com um golpe seco, fazendo um entalhe na madeira.

Sesshoumaru não acreditava que nunca havia se ruborizado em sua vida, mas o fez agora quando Rin e Kaede apareceram, e ele foi apanhado, não só em uma transgressão, mas também fazendo o ridículo e danificando o mobiliário.

Durante um longo comprido, Rin o contemplou, atordoada, e ele a olhou, mortificado. Então Kaede avançou.

— Você zhi! — Ela lhe gritou, lhe arrebatando a corrente da mão. — Não sabe como ser um hóspede honesto e respeitoso?

A anciã o fulminou com o olhar. Durante um segundo, Sesshoumaru pensou que ela poderia usar a arma contra ele. Se ela o fizesse, ele supôs que era exatamente o que ele merecia.

— Eu... Sinto muito. — Sesshoumaru estava triste. Sabia muito bem que não devia tocar nas armas de outras pessoas. Mas para um guerreiro como ele essas armas haviam lhe resultado irresistivelmente estranhas e intrigantes. Tinha perdido a razão.

— Estas armas são minhas. — Grunhiu Kaede claramente. — Não deve tocar nelas. Nunca.

Sesshoumaru piscou. As armas pertenciam a Kaede? Para que uma criada idosa necessitaria de armas como essas? A menos que gostasse de disfarçar-se como um... Bandido do bosque...

Kaede pendurou a arma na parede e respondeu a pergunta não formulada.

— Elas pertenceram a meus antepassados. Estas armas são sagradas. Ninguém as toca.

Ele assentiu com a cabeça. É obvio.

Às vezes Sesshoumaru se deixava levar por sua fértil imaginação. A velha Kaede dando cambalhotas no bosque, manejando essas armas sangrentas. Não... Essas armas simplesmente estavam penduradas na parede. Supôs que deveria ter adivinhado que pertenciam à criada Oriental pelas marcas estranhas esculpidas nelas, marcas que pareciam ser arranhões de dedos de uma galinha.

Pareceu-lhe um desperdício abandonar essas gloriosas armas penduradas novamente na parede.

— Elas estão absolutamente magníficas. – Ele disse.

— Você acha? — Rin perguntou.

— Oh, sim, muito magníficas.

Sua resposta satisfez Rin.

Quando ela havia entrado no quarto, naturalmente havia ficado chocada por encontrar Sesshoumaru ali dentro, horrorizada por encontrá-lo manejando seu chut gieh. Mas pensar que ele honestamente podia estar muito interessado em suas armas...

Rin havia começado a colecionar armas chinesas desde a época em que havia trazido Kaede para o castelo. Até onde as pessoas sabiam, essas armas eram obras de arte e Rin gostava de pendurá-las nas paredes, em parte porque isso apaziguava Lorde Tourhu, que nunca havia entendido sua aversão aos combates. Esse era o conto que ela havia contado a todos. Nem sequer suas irmãs suspeitavam que Rin realmente soubesse usar essas armas.

O fato que Sesshoumaru parecesse interessado nelas a aliviava e lhe encantava. Será que podia ter a esperança de que ele partilhasse a mesma fascinação que ela por esse tipo coisas? Talvez ela pudesse lhe ensinar a usá-las?

Então Kaede havia interrompido, afirmando que as armas eram dela, e Rin subitamente percebeu a verdade de sua situação. Ela dificilmente poderia admitir que possuía uma coleção macabra de armas chinesas sozinha. Como ela poderia explicar que a donzela dócil pela qual Sesshoumaru havia se apaixonado era uma impostora? Como lhe dizer que ela não era submissa nem moderada? Como explicar-lhe que ela podia pegar esse kwan do e matar um homem com um só golpe?

Não que ela o fizesse, é claro. Uma das bases da filosofia de guerra chinesa era que a violência era sempre o último recurso. A força mortal e a habilidade letal eram o mais importante, mas a opção preferível era não ter que usar nenhuma das duas.

— O que você está fazendo aqui? — Kaede exigiu, imperiosamente cruzando seus braços sobre seu peito.

Rin também desejava saber. Mas sua curiosidade foi atenuada pela piedade. Sesshoumaru estava tentando desesperadamente se adaptar e pertencer a Higurashi, e obviamente estava incomodo com o que havia feito. Não havia necessidade de fazê-lo se sentir mais desconfortável.

— Eu lhe pedi que me encontrasse aqui. — Mentiu Rin.

Havia uma centelha de surpresa nos olhos de Sesshoumaru, mas ele foi rápido em perceber seu estratagema.

— Sim.

Kaede estreitou seus olhos.

— Realmente? Em seu dormitório?

Rin se encolheu de ombros.

— Não queria descer para o campo de treinamento. — Ela enrugou o nariz. – É um lugar empoeirado.

— Oh, sim. — Sesshoumaru concordou. — Não podia permitir que ela sujasse suas saias tão bonitas.

— Hum. — Kaede poderia ver que Rin não estava usando saias bonitas. Na verdade, era somente uma túnica marrom de trabalho. — E para que vocês tinham que se encontrar?

— Eh... — Sesshoumaru olhou para Rin, estava perdido.

— Sesshoumaru e eu... — disse ela, cruzando o quarto para pega-lo pela mão — Vamos andar a cavalo.

De relance, ela viu a boca de Sesshoumaru se contrair. Rin rezou para ele não rir, já que se o fizesse, ela também o faria então a mentira seria descoberta.

Kaede olhou de um para o outro, claramente descontente, mas não havia nada que pudesse fazer. Embora fosse à xiansheng de Rin quando elas treinavam, ela não era seu mestre. E na verdade, na frente de Sesshoumaru, ele não era mais que um criado. Ele não poderia ditar onde Rin podia ou não podia ir.

Kaede levantou seu queijo de um modo convencido e disse.

— Mas, e o médico, minha lady? Não prometeste acompanhar-lo ao monastério hoje?

Por Deus! Ela havia se esquecido. Se havia oferecido para ajudar a tratar de um monge enfermo. Essa era a razão pela qual havia cancelado a cavalgada primeiramente. E também era por isso que havia voltado para seu dormitório, para pegar uma capa e alguns de seus próprios medicamentos.

Mas em vez de aceitar a derrota, pensando rapidamente, Rin dirigiu a Kaede seu sorriso mais doce.

— Oh, querida Kaede, você poderia fazer isso por mim? Ir em meu lugar? Seria tão gentil. Eu ficaria tão agradecida. — Ela se virou para perguntar a Sesshoumaru. — Kaede não é a criada mais maravilhosa?

— Absolutamente maravilhosa. — Sesshoumaru concordou.

A testa franzida de Kaede aprofundou, e seus olhos se escureceram de fúria. Ele não podia dar ordens a Rin nesse momento e ou recusar seu pedido, mas poderia fazer sua vida muito miserável quando treinassem ao amanhecer. Rin quase podia o ver inventando exercícios horrendos para ela.

Ainda assim, valia à pena salvar o orgulho de Sesshoumaru. Além disso, se delegasse mais funções mais demoradas para Kaede, Rin teria mais tempo para passar com seu pretendente.

— Seria melhor você se apressar, então. — Rin apressou o criado, pegando dois frascos da mesa e dando-os para Kaede. — Aqui estão os medicamentos. O monastério pode ficar com eles. Comprarei mais amanhã na feira.

Quando ela colocou os frascos perto das mãos de Kaede, ele agarrou o pulso dela com um beliscão sutil, mas afiado, e lhe cravou um olhar tão afiado como o shuriken que estava pendurado na parede.

Rin se negou a gritar ou a vacilar. Ela entendia que Kaede estava lhe comunicando sua intensa desaprovação. Mas os dois sabiam jogar esse jogo.

Rin pegou sua outra mão, aparentemente pressionando os frascos em sua palma dele, mas ao invés disso, ela agarrou a carne entre o polegar e o dedo indicador e cravou suas unhas curtas e apertou.

Durante um longo minuto, os dois se encararam impassíveis, nenhum deles admitindo dor ou derrota.

— Dê ao padre meus melhores votos. — Disse Rin com um sorriso tenso.

— Aproveite seu passeio. — respondeu Kaede, devolvendo o sorriso.

— Diga ao irmão Thomas que rezarei por sua recuperação.

— Tenha cuidado que a terra está escorregadia.

— Não esqueça sua capa.

— Não se atrase para o jantar.

Foi Sesshoumaru que terminou essa troca de amabilidades.

— Irei procurar um carpinteiro para que repare tua cama.

Rin soltou Kaede e se virou.

— Não será necessário. — Então, com seu sorriso cálido, ela atravessou o quarto para abrir a porta para Kaede, lançando-lhe uma enganosa despedida carinhosa. — Tenha uma boa viagem, Kaede.

Quando Kaede passou ao lado dela, Rin sentiu a raiva que emanava dele, quase como o calor proveniente de uma forja. Quando ele passou pela porta, se virou para ter a última palavra, provavelmente uma reprimenda por estar a sós com um homem em seu dormitório. Mas antes que ele pudesse falar, Rin fechou a porta na cara dele. Girando sobre si mesma, ela se apoiou com as costas contra a porta fechada e ofereceu a Sesshoumaru um sorriso vagaroso.

Sesshoumaru estalou sua língua.

— Que dupla de mentirosos nós somos!

— Mentirosos? Não sei do que você está falando. — Sentindo-se bastante segura de si mesma, tendo desafiado Kaede e ganhado, Rin caminhou até Sesshoumaru e timidamente deslizou seus dedos por sua túnica. — Parece que finalmente tenho tempo para um passeio.

— Realmente? — A voz de Sesshoumaru estava rouca de desejo e não houve dúvida quando seus olhares se encontraram que tipo de passeio eles pretendiam.

Rin sorriu com a forma como os seus olhos brilharam escuros e convidativos e cheio de carinho, e de repente ela soube que havia tomado a decisão certa.

Tinha que perder a virgindade algum dia. E não havia outro homem a quem ela preferisse entregá-la a não ser Sesshoumaru.

Ele pegou seus dedos, os levantou até seus lábios, e lambeu sugestivamente seus nódulos que enviou um arrepio através de cada nervo em seu corpo.

— Seu cavalo está pronto e a espera, minha lady.

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Continua...

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