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Donzela Ardilosa

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Capítulo 17

Sesshoumaru decidiu que ele devia ser o homem mais afortunado do mundo. Rin era um presente de Deus, uma mulher capaz de mentir por ele e com ele.

Nesse momento, não queria nada mais. Não lhe importava que eles tivessem brincado nos estábulos uma hora atrás. Tampouco lhe preocupava que ela o estivesse distraindo de sua missão. E até tinha perdido o interesse nas armas exóticas de Kaede.

A tentação de se deitar sobre uma cama com sua amada à luz do dia, e unir-se com ela em corpo, coração, e alma, era impossível de resistir.

De alguma maneira eles conseguiram fazê-lo na cama, apesar das carícias impacientes, dos beijos ofegantes e dos puxões frenéticos em sua túnica. Sesshoumaru estava determinado a ser suave e cuidadoso com ela, sem importar quão insistente fosse à necessidade sexual dela. Podia ser um guerreiro selvagem em seu trabalho, mas também era capaz de ser um homem de grande ternura, especialmente quando fazia amor com a mulher que pretendia tornar sua noiva.

Mas era uma tarefa difícil, em toda a parte que ela o tocou, ela deixou um desejo ardente como uma marca na sua pele, e em cada fibra do seu corpo, ele desejava mergulhar nessa chama.

Mas ele usou a máxima contenção, recusando-se a deixar que ela o apressasse, sem importar que seus dedos puxassem sua roupa, sem importa quantos beijos ela colocasse em seu corpo. Naturalmente, a sua retirada só a acariciou ainda mais. Logo ela lançou sua perna possessivamente sobre ele e estava tentando montar em cima dele.

— Ah, minha lady. — Gemeu ele, rindo entre dentes tristemente — Se começar o galope, o passeio terminará antes que tenha começado.

Os olhos dela pareciam tão opacos e castanhos como os distantes pinheiros quando ela disse.

— Talvez tenhamos mais de um passeio.

Sesshoumaru sorriu.

— Oh, é mesmo? Você é uma mulher ambiciosa.

Em outra oportunidade deixaria que ela o montasse, orientando-o conforme a sua vontade. Em outra oportunidade ele permitiria que ela o motivasse e o controlasse, dando a ela o controle total. Mas na primeira vez dela, ele tinha que tomar o controle da situação.

— Deixe que eu cavalgue você, minha pequena égua selvagem. — Ele a lisonjeou. — Lhe prometo que seu dia chegará.

Rin franziu o cenho, descontente por ter que desmontar, mas não ficou descontente por muito tempo. Quando ele lhe soltou a túnica arrastando-a para baixo com os dentes para sugar seus suculentos seios, ela suspirou de satisfação. Quando ele lhe arrancou seus sapatos, depois lhe subiu as saias para lentamente abaixar as meias, ela gemeu de prazer.

— Quero ver tudo de você — sussurrou ele — Em plena luz do dia.

Rin não era uma moça tímida em relação a seu corpo e enquanto o traço parecia uma contradição com sua natureza submissa, Sesshoumaru estava agradecido por essa audácia. Ela parecia uma borboleta, retorcendo-se com impaciência dentro de seu casulo, surgindo nua e formosa. A imagem dela recostada descaradamente sobre a colcha, com a pele da cor de um doce creme à luz do sol, o cabelo caindo em desordem sobre a cama, os seios dela, pequenos e perfeitos e convidativos, o deixou sem fôlego.

Durante um momento Sesshoumaru não pôde afastar o olhar dela, absorvendo cada detalhe de seu corpo encantador, os delicados ossos abaixo de sua garganta, o vão liso de seu ventre, a curva suave de seu quadril, o triângulo de cachos castanhos na junção de suas coxas.

Então seu olhar captou uma ferida recém cicatrizada com um hematoma escuro em um de seus joelhos. O choque tirou o ar de seus pulmões. Durante um momento, Sesshoumaru só pôde contemplar essa marca condenatória enquanto idéias espantosas percorriam sua mente.

Não. Não podia ser. Rin não podia ser A Sombra. A ferida era somente uma coincidência, nada mais.

Sesshoumaru passou a ponta de um dedo sobre a cicatriz da ferida.

— Como você se machucou, meu amor?

Ela, por reflexo, tirou o joelho para trás.

— Isto? Não é nada. Só uma velha contusão.

Ele agarrou seu tornozelo, endireitando o joelho suavemente, mas insistentemente, para estudar seu joelho.

— É muito mais que uma contusão, eu diria.

— Escorreguei. Na escada.

Ele a olhou nos olhos. Seu olhar era direto e inocente. Certamente Rin dizia a verdade.

Depois ele enrugou a testa, e ela se mordeu o lábio inferior.

— Você me acha feia. — Murmurou ela.

Sesshoumaru piscou assustado.

— Feia? — Era isso o que ela pensava? Nada podia estar mais longe da verdade. — Oh, minha lady, eu a acho linda, sem comparação. Com cada arranhão, com cada corte, com cada contusão. — Para demonstrar isso, ele colocou um beijo leve sobre seu joelho. - Todas elas são parte de você.

Jesus! Poderia alguma vez ter imaginado uma moça tão sensível oferecendo-se tão docemente a um mercenário endurecido?

Rin se ruborizou lindamente enquanto murmurava uma maldição silenciosa. Merda! Como podia ter sido tão descuidada?

A ferida no joelho era só uma das inumeráveis feridas menores que indevidamente ela sofria nos treinamentos toda semana. Mas lhe custaria explicar isso a Sesshoumaru.

Um dia. Um dia lhe confessaria que as armas lhe pertenciam. Um dia admitiria que ela era mestre nas artes marciais chinesas. Mas agora não. Não enquanto ele a olhasse como se fosse era a flor frágil mais preciosa.

Por sorte, Sesshoumaru pareceu acreditar na desculpa da escada. Era uma desculpa fraca, mas... Considerando o fato que estava nua diante de um homem que tinha conhecido há menos de uma semana, o sangue dela ardendo de desejo, e o fato que estivesse pronta para lhe entregar a coisa mais pura e íntima que tinha para oferecer, era um milagre que tivesse podido inventar uma desculpa.

Infelizmente, Sesshoumaru não tinha terminado de examinar suas cicatrizes.

Ele descobriu uma em sua coxa, uma navalhada que havia recebido depois de golpear Kaede há dois anos.

— E esta? — Ele perguntou.

Ela suspirou. Por que ele não voltava a seduzi-la? Esse era um passatempo muito mais entretido que catalogar feridas e cicatrizes.

— Com uma faca de cozinha. — Mentiu ela.

Ele a beijou ali também, e Rin tremeu quando seus cachos exuberantes suavemente roçaram suas coxas.

— E aqui? — Ele tocou a cicatriz na alto outra coxa onde ela não havia conseguido bloquear e havia sido golpeada pelo Fu Pa.

Era mentalmente desafiante seguir criando novas mentiras.

— Uma... Uma vaca.

— Uma vaca?

— O chifre de uma vaca. ... Ela não gostou do modo que eu a ordenhava.

Era uma explicação ridícula, Rin sabia, mas seu pensamento racional se desvanecia. E o fato de que Sesshoumaru se movesse mais e mais pra cima em sua coxa, em direção ao local onde ela mais desejava sentir a sua língua quente e sua faminta boca, com seus beijos lhe impediu de avaliar se o que dizia tinha algum sentido.

Sesshoumaru deslizou o polegar sobre uma contusão que percorria o interior de sua coxa.

— E o que aconteceu aqui?

— Eu... Eu... — Ela tinha recebido um forte pontapé que ela não havia conseguido se desviar a tempo. — Não consigo me lembrar.

Ele deslizou a ponta de sua língua sobre esse local.

— Não consegue se lembrar?

— Kaede diz que sou... Desajeitada. Provavelmente... Entrei correndo e me choquei com uma mesa.

Ele lambeu suavemente a contusão. Depois sua boca seguiu a curva de sua pélvis até a extremidade dos cachos que vigiavam sua feminilidade.

— Sabe que... — murmurou ele — Que no ato posso... Te infligir uma ferida, não é mesmo?

Rin quase não tinha medo. A arma contida em suas calças não era afiada. Nada do que ele pudesse lhe fazer poderia lhe doer tanto como o golpe de um shuriken ou uma navalhada de um foa huen. De fato, ela tinha vontade de ser empalado por sua firme e aveludada arma. Por que Sesshoumaru a atormentava com esse discurso?

Uma vez, duas vezes, ele moveu sua cabeça para baixo, separou seus lábios inferiores, e deixou escorregar sua língua entre eles, tomando o botão quente ardendo de desejo, fazendo que ela se sentisse como uma flor desabrochando.

Então, quando a impaciência quase a obrigou a se agarrar a cabeça de Sesshoumaru para obrigá-lo a devorá-la totalmente, ele se afastou dela, com a conseqüente frustração.

Enquanto Rin ofegava sua necessidade frustrada, Sesshoumaru se sentou na cama para tirar a túnica. Sufocando um gemido de consternação, ela observou os elementos de proteção que Sesshoumaru usava. Maldição! Ia levar uma eternidade para ele se despir. Certamente Sesshoumaru não pensava fazê-la esperar tanto tempo.

— Venha para mim agora. — Ela lhe ofereceu sua voz rouca e exigente.

Ele lhe sorriu maliciosamente, lhe mostrando uma de suas adoráveis covinhas.

— Paciência, minha querida.

Por que este canalha a fazia e esperar? Era claro pelo brilho latente em seus olhos que ele queria isso tanto como ela. Rin tinha intenção de acelerar sua demora imediatamente. Quando ele começou a tirar a cota de malha, ela se estendeu por debaixo dele para pressionar sua palma possessivamente contra sua ereção.

Sesshoumaru gemeu, e o som lhe causou uma sensação de poder. Agora ela o faria se dobrar à sua vontade.

Para sua surpresa, Sesshoumaru resistiu à tentativa dela, e suavemente, mas firmemente, afastou sua mão, embora sua voz soasse instável.

— Por Deus! — Gemeu ele. — Permita ao menos que eu me dispa, minha lady.

Ela franziu o cenho. Não lhe importava. Ela faria amor com ele de armadura completa e montada sobre um cavalo se isso acelerasse a realização de seu prazer.

Enquanto Rin esperava com impaciência mal dissimulada, Sesshoumaru tirou a cota de malha, em seguida os protetores acolchoado que usava por debaixo. Minuciosamente desamarrou os protetores, depois desabotoou o cinturão deixando-o cair ao chão. Finalmente, tirou a camisa de linho e as calças, até que esteve de pé diante dela, nu como um bebê recém-nascido.

Se Rin havia pensado que o tinha desejado antes, isso não era nada comparado com o que sentia agora enquanto contemplava seu corpo glorioso banhado com a luz dourada do sol.

Por Deus! Ele era magnífico. Seus ombros eram largos e bem marcados, seus braços, musculosos e suas mãos grandes. O tórax dele deveria ter parecido ameaçador em sua amplitude e força. Ela ainda se achou ansiando se aconchegar no refúgio firme, contudo dócil do abraço dele. Seu estômago plano levemente coberto de pelo, e o cabelo brilhava no sol de tarde. Seus quadris eram magros, bem como a curva de sua nádega que fez que ela desejasse deslizar a mão ao longo de seu declive. Rin deixou que seu olhar vagasse pelos pilares fortes de suas pernas, as coxas poderosas, as panturrilhas marcadas. Doce Virgem Maria! Até seus pés eram formosos.

Mas nada comparado ao escuro mistério do bastão que se sobressaía orgulhosamente de seu ninho de enganosos cachos macios, e foi lá que o olhar dela se cravou.

— Minha lady — disse ele, com um sorriso desenhando-se em seus lábios — Acredito que está me violando com seus olhos.

Ela arqueou um lado de sua boca.

— Isso é tudo o que me permitirá fazer, pelo que parece.

— Está preparada para mim?

Era uma pergunta absurda. Sua boca havia se secado de sede por ele, e seu coração tremulava freneticamente contra suas costelas.

— Você sabe que sim. — Sussurrou ela.

— Não quero te machucar, meu amor. — Disse ele, aproximando-se, estendendo a mão para pegar seu tornozelo e deslizando sua mão lentamente para cima. — Me prometa que deixará que eu tome as rédeas da situação desta vez.

Rin fechou seus olhos com felicidade e assentiu com a cabeça, disposta a lhe prometer qualquer coisa se ele continuasse a acariciando-a assim.

Sesshoumaru tragou em seco. Apesar de suas palavras atenciosas, o lobo que tinha dentro de si tinha muita vontade de dar a Rin o que ela acreditava que desejava, deixar as precauções de lado, mergulhar dentro de seu corpo delicioso e afundar na suavidade de boas-vindas dela.

Quando ele se esticou ao seu lado sobre a cama, embora eles não se tocassem, ele sentiu um calor fluindo entre seus corpos nus como fogo líquido.

Embora ele tivesse se deitado com filhas da nobreza, criadas, camponesas, esposas de hospedeiros, vadias descaradas, e damas curiosas, nunca tinha estado com uma virgem antes, e tampouco havia se deitado com uma mulher que lhe importasse tanto. Não queria cometer um só erro.

Enredou seus dedos em seu cabelo e a empurrou o suficiente para beijá-la. Mas essa moça maliciosa não se contentaria com um simples beijo. Ela lançou seus braços ao redor de seu pescoço e se instalou em seu abraço.

Quando o tocou, um delicioso calor se propagou, e quando ela apertou as suaves almofadas de seus seios contra ele, era como se a carne deles se derretesse, os fundindo. Era uma sensação de felicidade absoluta, uma na qual ele não devia se perder se ele quisesse permanecer gentil.

Sesshoumaru os balançou até que rolou para colocar-se em cima dela. Podia ver pela brilhante luxúria em seus olhos que não lhe levaria muito tempo para que estivesse pronta para a penetração. Seu pulso já palpitava, e sua respiração saía agitadamente. Seus mamilos despertavam sob o roçar de seu peito. E seus lábios carnudos já estavam úmidos de ansiedade.

Ele chegou até abaixo deles, separando as orvalhadas pétalas de flor de sua mulher, para facilitar o caminho para sua passagem.

Apesar de sua promessa, Rin se agarrou aos seus ombros, empurrando seus quadris para cima, tentando apressar a invasão.

— Sim. — Ela gemeu, sua voz rouca de desejo.

— Ainda não. — Ele sussurrou.

Ele começou a acariciar lentamente seu clitóris inchado e ela se arqueou em convite.

Deus! Era um convite que ele tinha muita vontade de responder. Logo, Sesshoumaru prometeu a si mesmo, logo.

Gradualmente, aumentou a velocidade da fricção, impulsionando-a a níveis de paixão mais e mais altos, até que Rin começou a gemer pela libertação iminente.

Só então Sesshoumaru finalmente se colocou sobre ela, e a penetrou se chocando contra a barreira de sua virgindade.

Ela estava à beira do clímax quando Sesshoumaru ofegou em seu ouvido.

— Me perdoe.

No momento em que ela se estremecia com os espasmos iniciais do orgasmo, Sesshoumaru se mergulhou nela de uma só vez. Rin ficou rígida, mas nunca gritou ainda presa no meio do orgasmo.

Era uma misericórdia entrar assim e Sesshoumaru não podia ajudar mais que lamentar o rasgar de sua carne delicada. Enquanto ele tremeu de felicidade ao ser rodeado completamente por toda aquela suavidade, ele procurava permanecer quieto para permitir que seu corpo se adaptasse a essa invasão. Não era uma coisa fácil, quando cada instinto lhe dizia que investisse e se alojasse completamente dentro dessa vagem quente que o envolvia.

Finalmente, apesar de sua promessa em deixá-lo conduzir a dança do amor, foi Rin quem instintivamente iniciou a retirada lenta e a penetração subseqüente que começou o melhor sexo que Sesshoumaru havia tido em sua vida.

Nunca havia sentido tão delicado, e ao mesmo tempo, tão feroz. Rendeu-se ao ritmo de Rin, embora ela parecesse um cavaleiro principiante, ainda acostumando-se ao andar, mas determinada a sair galopando pela paisagem desconhecida.

Haveria tempo mais tarde para lhe ensinar o prazer da vida amorosa. No momento, ele se amararia seus dedos na juba dessa cavalgadura selvagem chamada luxúria e desfrutaria do passeio.

A paixão deles aumentou tão rapidamente e com tal força que o acasalamento logo começou a tomar a aparência de uma ferocidade de animal. A cama rangeu com cada embate de seus quadris, como se repetisse seus gritos selvagens. E quando eles começaram a subir juntos a última colina escarpada dessa viagem sensual, Sesshoumaru sentiu que o mundo a seu redor se desvanecia e desaparecia. Agora só estava sua sede, exigindo ser apagada, e a doce Rin, formosa mulher que poderia apagar o fogo dentro dele.

Quando a moça espontaneamente colocou suas pernas ao redor de sua cintura, cravando seus calcanhares em suas nádegas, os quadris dele se apertaram em reação e num momento desesperado, ele temeu que suas paixões pudessem lhe escapar que ele poderia a deixar para trás. Mas no próximo momento mágico, ela arqueou para cima, enquanto ofegando em assombro e os dois se elevaram ao cume do desejo em um só.

Em um intenso redemoinho parecia sair do corpo de Rin quando ela chegou ao auge. Seu corpo foi sacudido por tremores atroadores de liberação. Ela gritou com o êxtase completamente de desejo retribuído, enquanto o berro de Sesshoumaru ecoou a própria satisfação dela.

Ela desfaleceu, exausta e completamente vulnerável. Ela não conseguia reunir forças nem para levantar as pálpebras. E apesar da fraqueza que atingia cada um de seus músculos, ela se sentiu segura nos braços de Sesshoumaru, sentiu-se protegida e amada. Sesshoumaru podia dominá-la fisicamente, submetendo-a com força superior e seu peso; mas ele, também, havia se rendido ao seu abraço.

Quando ela se deitou ofegando, os nervos dela ainda zumbindo com energia sexual foi que ela percebeu que nunca se havia sentido mais viva e mais vital. Estava em um equilíbrio perfeito de yin e yang. Não só em seu corpo, mas também de sua alma. Quando eles se uniram, ela ainda pulsava com a emoção da sua invasão. Peito pressionado contra peito e quadril contra quadril, quase parecia que eles eram um só.

— Machuquei você? — Ele ofegou contra seu ouvido.

— Não. — Tinha sido somente uma pequena fisgada, como o corte de woo diep do. Na verdade, fora a intrusão pouco conhecida na parte mais privada de seu corpo que a chocou mais. Nunca tinha esperado sentir-se tão... Possuída.

Ele se afastou ligeiramente, tirando seu peso de cima dela. Mas agora que Rin estava acostumada a senti-lo sobre ela, estava relutante em deixá-lo partir. Com a pouca força que restava, ela enganchou seu calcanhar sobre seu traseiro e o sustentou em cima dela.

— Fique. — Ela lhe pediu suavemente, e ele obedeceu.

Quando ela abriu os olhos preguiçosamente, ele a estava observando com uma expressão inexplicável. Admiração. Ou alegria. Ou surpresa. Independentemente do que fosse essa expressão a agradou, e Rin sorriu para ele.

Seu rosto lentamente se iluminou com um sorriso, e Rin elevou a mão até tocar uma de suas covinhas.

Repentinamente Sesshoumaru disse.

— Eu consegui esta em um duelo de faca com o Diabo.

— Ah, sim? — Seus lábios se moveram quando ela moveu seu dedo para a outra covinha. — E esta?

— O Diabo é muito rápido.

— E muito obcecado com a simetria, diria eu. — Mas havia uma cicatriz de verdade, um pequeno corte, ao longo de sua mandíbula. Rin a tocou com a ponta de um dedo. — E esta? - Então ela acrescentou. — Quero a verdade.

—A verdade?

— Sim.

— Eu caí de um cavalo e me bati em uma cerca.

— Você caiu de um cavalo?

— Eu tinha três anos. — Explicou ele.

Ela assentiu. Agora que ela tinha compartilhado suas cicatrizes de batalha com ele, parecia-lhe correto e justo descobrir sobre as dele. Rin levantou a cabeça e colocou um beijo sobre a cicatriz.

Acima da sobrancelha, justamente abaixo do contorno do couro cabeludo, tinha uma delgada linha branca.

— E esta?

— Um ladrão me partiu a sobrancelha.

Ela estremeceu inclinando-se para beijar a cicatriz. Em seguida ela encontrou uma longa cicatriz de um lado de seu pescoço.

— E esta?

Seus olhos se entristeceram, e ela quase lamentou ter perguntado.

— Meu... Pai.

— Seu pai?

De repente Sesshoumaru pareceu sentir-se desconfortável, e outra vez ela lamentou não ter mordido a língua. A última coisa que queria fazer era estragar o clima descontraído da situação. Mas ele lhe respondeu de qualquer maneira.

— Foi um acidente. Ele... Ele escorregou com sua espada enquanto nos treinávamos.

Ela sentiu que havia muito mais nessa história, mas o deixaria para outra vez. Esperando distraí-lo, ela acariciou com o nariz seu pescoço, e lhe plantou um beijo na cicatriz.

Se deitando novamente, ela deixou os dedos espalhados em toda a encantadora área de seu peito, procurando falhas. Não havia nenhuma. Mas no limite de seu ombro havia uma cicatriz irregular com muitos centímetros de comprimento.

— E aqui?

— Ferida de flecha.

Ela franziu o cenho. Parecia-lhe improvável. Era uma ferida de lâmina podia ser assim nodosa se fosse infringida com uma torção cruel do pulso, mas as feridas de flecha geralmente eram limpas.

Como se tivesse lido seus pensamentos, Sesshoumaru acrescentou.

— A ponta teve que ser desenterrada.

Uma onda de horror cresceu nela quando imaginou alguém escavando na carne de Sesshoumaru. Ela resmungou.

— O médico deve ter sido um açougueiro.

Ele lhe sorriu pesaroso.

— Eu era o médico.

Ela observou seus belos olhos marrons. Certamente Sesshoumaru não falava a sério. Mas quando o encarou, ele encolheu os ombros como se estivesse envergonhado.

Rin sacudiu a cabeça com espanto. Ele era um homem notável. Rin tinha orgulho de si mesma pelo limiar alto de dor que suportava, mas não podia se imaginar extraindo a ponta de uma flecha de seu próprio ombro. Com um respeito renovado, ela depositou um beijo reverente sobre a pele danificada dele.

Ele se levantou mais, elevando seus braços, permitindo a ela um acesso a seu ventre. Em sua costela mais abaixo havia uma contusão escura. Rin deslizou seu polegar sobre o lugar.

— Esta é nova.

— Ah. — Ele disse. — Essa é de minha briga com A Sombra. Não é nada.

Um sorriso secreto se desenhou nos lábios dela. Naturalmente que ele ia dizer isso. Nunca confessaria que A Sombra o havia derrotado.

Ela olhou outra vez a contusão negra. Não estava disposta a mover-se de sua posição cômoda para beijá-lo ali. Os quadris dele estavam mornos sobre ela e toda vez que ele se movia, seu cabelo espinhoso roçava de forma tentadora contra o seu sensível montículo de mulher, a excitando. Então, ela colocou um beijo na ponta de seu dedo e tocou a contusão.

Antes que ela pudesse retirar sua mão, Sesshoumaru se apoderou dela, guiando-a para baixo de seu ventre. Havia um brilho de malícia em seus olhos quando ele pressionou seus dedos contra a borda do pêlo de sua virilha onde o interior de sua coxa se encontra com o seu quadril. Ela foi surpreendida ao descobrir um pequeno sulco de uma cicatriz ali.

Rin não ouviu a complicada explicação dele sobre essa ferida, já que estava muito distraída com o que acontecia alguns centímetros mais abaixo, no lugar onde seus dois corpos se encontravam. Unidos ali, eles pareciam uma só criatura e essa imagem a excitou. Os músculos dela se enrijeceram ao redor dele à medida que ela começou, inacreditavelmente, desejá-lo uma vez mais.

Ignorando seu tagarelar, Rin moveu corajosamente sua mão para o ponto onde eles estavam unidos, tocando a carne aveludada de seu membro e suas próprias dobras femininas. Sesshoumaru tremeu uma vez com esse contato, e ela o sentiu se mover no seu interior.

— Minha lady, você está tentando — sussurrou ele — Empreender outro passeio.

— Hum. Desta vez, eu controlarei as rédeas.

E ela o fez. Ela rolou por cima dele e se montou escarranchado sobre ele, devagar ao princípio, elevando-se languidamente e deixando cair prazenteiramente na sela dos seus quadris, se deliciando com os movimentos de sua carne dentro de si. Mas o passeio lento logo se converteu em um galope. Os movimentos ansiosos dela empurraram seus seios e enroscaram o cabelo dela quando ela arremessou a cabeça dela em êxtase.

Os olhos de Sesshoumaru estavam fortemente fechados, sua mandíbula apertada, sua testa adornada com gotas de suor. Parecia sofrer uma agonia de prazer.

Assistir seu belo, torturado rosto aumentou a intensidade de suas paixões, e muito em breve, ela encontrou andando em direção a borda do precipício, pulando para o abismo profundo de libertação.

Ele a seguiu, enrugando sua testa como se estivesse em angústia, enquanto todo músculo se apertava com poder surpreendente. Quando ele encontrou o próprio clímax, ele gritou como um homem ferido, enquanto bombeava profundamente no útero dela que ainda estava contraído. Exausto, ele relaxou embaixo dela, enquanto tremendo como um cavalo cansado depois de um dia de viagem.

O coração dela inchou então, tanto pela embriagadora emoção de controlar o galope selvagem do desejo deles e pelo afeto que ela sentiu quando olhou para Sesshoumaru. Ele estava deitado quieto agora, como um náufrago sem energia levado para a costa. No entanto não havia nenhuma dúvida de sua controlada força. Um momento atrás, ele tinha se enfurecido como um temporal. Mas agora ele parecia tão vulnerável quanto uma criança.

Esmagada por uma avalanche de ternura e cansada do ato sexual, ela se afundou no seu peito, descansando a cabeça no vão do seu ombro, e fechou seus olhos.

Os braços dele a envolveram. O som dos batimentos de seu coração, a saciedade completa, e o calor da luz solar que entrava pela janela se combinaram para fazer uma canção de ninar que a levou à deriva de um esquecimento agradável. Ali Rin sonhou com beijos molhados, com olhos marrons brilhantes e em se casar com sir Sesshoumaru.

Sesshoumaru sentiu que já não tinha ossos em seu corpo. Ele tinha certeza que Rin havia derretido cada um. Nunca havia sentido uma alegria tão feroz, tal como uma conclusão absoluta. Por Deus! Era como se tivesse sido um rapaz virgem até esse momento.

Rin o havia levado a um lugar no qual ele nunca tinha estado antes, a um porto seguro de amor e aceitação. E ele não queria se afastar desse porto. Na verdade, fazer amor com ela tinha sido tão perfeito que ele não queria se deitar com nenhuma outra mulher pelo resto de sua vida.

Era uma realidade surpreendente, embora ele a soubesse há vários dias, e se ela estivesse disposta, e se a família dela o aceitasse, tinha intenção de formalizar a relação com Rin. Nunca teria podido aceitar o presente de sua virgindade se fosse de outro modo. Nesses dias tinha chegado a apreciar a exuberante paisagem de Higurashi, a apreciar as pessoas do castelo e os magníficos combates. Mas seu amor por Lady Rin excedia todo o resto.

Ele embalou a donzela adorável contra seu ombro enquanto ela cochilava. O som de sua respiração lenta era tão reconfortante, como o suave tamborilar da chuva sobre a ardósia, e seu hálito esquentava o lugar mais íntimo de seu coração. Sesshoumaru apoiou seu queixo em cima de sua cabeça e preguiçosamente esfregou uma mecha do cabelo dela entre seus dedos, enquanto se maravilhava com a textura sedosa.

Rin era uma mulher extraordinária. Na superfície, ela parecia tão frágil como uma rosa. Mas quanto mais tempo passava com ela, mais se dava conta que essa frágil flor tinha um caule de aço.

Talvez outros homens se sentissem repelidos por tal donzela. Eles preferiam as esposas dóceis, suaves, e submissas. Mas Sesshoumaru admirava as mulheres com força, perspicácia, coragem e convicção. Embora ele ainda estivesse começando a conhecer a superfície do caráter de Rin, e embora ela parecesse esforçar-se para esconder sua natureza valente e independente, ele sabia que ela era esse tipo de mulher.

Ele via isso no brilho malicioso de seus olhos inocentes, ouvia-o em suas mentiras inteligentes que pronunciava sem piscar, sentia-o em seu desenvolvimento sexual apaixonado.

Rin era uma mulher singular. Talvez, Sesshoumaru se atreveu a ter esperança, ela é tão pouco convencional que aceitaria sua condição de bastardo e lhe perdoaria seus pecados passados de mercenário. A metade de seu sangue era nobre, afinal. Seu pai podia ser um monstro bêbado, mas era um Lorde. E quanto à profissão, ele a deixaria de boa vontade em troca de um lugar no exército de Higurashi.

Talvez ele pudesse provar ser digno do amor de Rin. A donzela preciosa suspirava em sonhos, e sua mão se fechava sobre seu peito como se reclamasse a posse dele. Sesshoumaru não se opunha a isso. Por nada. Não havia outra coisa que ele quisesse mais que pertencer a Rin de Higurashi.

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Continua...

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