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Donzela Ardilosa

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Capítulo 21

O sol estava completamente acima do horizonte agora. Rin tinha estado na cama todo o tempo que tinha suportado. Apesar da noite de pouco sono, seus ossos estavam tão agitados juntamente com seus pensamentos, insistindo para que ela se levantasse.

Rin supôs que Kaede não ia vir ao seu dormitório para praticar tai chi chuan nessa manhã. Talvez ele esperasse que ela fizesse sozinha os exercícios daqui por diante. Independentemente de suas intenções, já era tarde para começar. Sua família se perguntaria o que havia lhe acontecido se continuasse se atrasando.

Ainda assim, seus passos eram um pouco relutantes enquanto descia a escada, e seu coração estava agitado, se era de expectativa ou de pavor, Rin não sabia. Estaria Sesshoumaru no grande salão como ela tinha imaginado, com uma cerveja e bolachas de aveia, a cumprimentaria com um amplo sorriso? Ou a profecia de Kaede seria verdade e ele teria deixado a fortaleza para nunca mais voltar?

Era muito mais fácil conjeturar do que enfrentar a verdade.

Reunindo coragem, Rin deu o último passo para o grande salão e olhou para a lareira. Vários habitantes do castelo estavam reunidos ali, suas irmãs e seus maridos, sir Nobu e Kikyo Miyako, uns quantos homens de Higurashi, meia dúzia dos cavaleiros de Taysho, compartilhando o café da manhã e conversando na voz suave da manhã.

Mas Sesshoumaru não se via em parte alguma.

A respiração lhe cortou na garganta, esfriando suas esperanças como a geada de inverno cobrindo uma rosa.

— Rin! — Kagome gritou. — Finalmente você desceu? — ela lhe piscou um olho. — Ainda não está casada, e já fica na cama até o meio-dia.

Rin não pôde fazer nenhum um sorriso em resposta. Observou atentamente o pequeno grupo outra vez, rezando para que de algum jeito tivesse passado por cima da presença de Sesshoumaru. Mas ele não estava ali.

Um nó se fechou em sua garganta.

— Tem alguma coisa de errado? — Mirok perguntou.

Rin mordeu o lábio. Era tolice fazer suposições apressadas, ela sabia. O castelo era muito grande. Sesshoumaru poderia estar em qualquer lugar. Ainda assim, o medo drenou o sangue de seu rosto.

InuYasha franziu o cenho com preocupação.

— Você está bem?

Rin olhou para InuYasha, para Rin, e para todos eles. Não podia lhes comunicar seus piores medos, que sir Sesshoumaru de Morbroch, seu noivo, a havia enganado e traído.

Além disso, ela não tinha provas reais que ele havia partido com os atores, só a profecia de Kaede e um medo tremendo no profundo de sua mente.

Rin conseguiu dar um sorriso instável.

— Vocês viram Sesshoumaru?

Sango, como de costume, presumiu o pior. Ela colocou uma de suas mãos no cabo de sua espada.

— O que ele te fez?

— Nada.

— Tem certeza? — Sango lutaria por qualquer motivo. Sem dúvida ela gostaria de se enfrentar com Sesshoumaru se descobrisse que ele havia magoado Rin. Era consoladora sua atitude, embora desnecessária.

— Sim. — Ela disse. — Só me perguntava onde ele estava.

Sir Nobu, passando um braço ao redor dos ombros de Kikyo, ofereceu.

— Acredito que ele saiu com os atores esta manhã.

Ele o havia dito tão tranqüilamente que no princípio Rin não sentiu o impacto de suas palavras. Quando elas finalmente foram assimiladas por sua mente, seu sorriso vacilou, e ela sentiu que uma náusea subia a sua garganta.

Kagome enrugou a testa.

— Você está se sentindo bem, Rin? Quer uma bolacha de aveia ou...?

— Não.

— Você parece doente. — Disse Sango francamente. — Poderia estar grávida?

Rin a olhou ferozmente. Era algo muito pessoal para perguntar em público, e outros repreenderam Sango por sua intromissão, salvando Rin da necessidade de responder.

Deus a ajudasse, mas e se estivesse grávida? Daria a luz a um bastardo?

De algum jeito Rin encontrou forças para perguntar a Sir Nobu.

— Ele disse quando voltaria?

Nobu riu.

— Acredito que foi procurar uma revanche com A Sombra.

Mirok sacudiu a cabeça com diversão.

— Desde que o ladrão lhe deu a moeda de prata, acredito que ele esteve procurando outra oportunidade de se enfrentar com ele.

Inuyasha resmungou.

— Espero que não volte muito ferido.

— A Sombra nunca feriu ninguém. — Disse Sango.

Kagome sorriu com satisfação.

— Embora ele possa dar um grande golpe ao orgulho de sir Sesshoumaru.

Uma esperança fraca brotou no peito de Rin. Poderia ser por isso que Sesshoumaru havia ido com os atores? Só procurava se encontrar novamente com A Sombra? Doce Virgem Maria! É claro! Isso fazia sentido perfeito.

Um sorriso irônico curvou os lábios dela. Hoje Sesshoumaru voltaria decepcionado. Mas contanto que ele voltasse fielmente para ela, ela o consolaria alegremente pela chance de glória perdida. Na verdade, seu sangue se acelerou quando pensou em que tipo de consolo ia dar.

Seus medos se acalmaram um pouco, ela conseguiu engolir algumas bolachas de aveia e se distrair planejando seu banquete de casamento mentalmente. A dúvida ainda espreitava, como um ladrão nos cantos de sua mente, mas ela a deixou de lado ignorando-a.

Esse engano funcionou por um momento. Mas quando o sol começava a subir no céu, e Sesshoumaru ainda não havia voltado, Rin descobriu que o ladrão escondido havia começado a sussurrar insultos das sombras.

Sesshoumaru a tinha abandonado para sempre.

Você nunca o verá novamente.

Ele é um traidor.

Você foi uma tola por confiar nele.

E quando no início da tarde, ainda não havia nenhum sinal dele, as dúvidas começaram a ser murmuradas em voz alta por toda a fortaleza pela boca de todos os habitantes do castelo.

— Você não acha que aconteceu algo com ele?

— A Sombra nunca machucou ninguém. Não seriamente.

— Talvez ele tenha se perdido no caminho de volta.

— Talvez os atores tenham lhe atacado.

— Sim. Os dois homens ardilosos provavelmente o golpearam na cabeça e lhe roubaram as moedas.

— Não deveríamos enviar alguém para procurá-lo?

— Não. Ele é um homem adulto. Ele voltará. Você verá.

Rin estava determinada a manter a esperança, não importando a discussão, mas seu coração lhe dizia que todos estavam errados.

Sesshoumaru não tinha encontrado A Sombra. Não tinha sido roubado pelos atores. Tampouco havia se perdido.

Por intuição, ela sabia que Kaede tinha tido razão. Sesshoumaru a tinha traído. Ele tinha enganado e traído a todos eles.

***

Sesshoumaru caminhava ao longo do bosque de Higurashi com a fé e coragem que provinha do amor de uma mulher maravilhosa e do conhecimento de que ia demonstrar a inocência dessa donzela nesse mesmo dia.

Tinha armado uma armadilha engenhosa, uma em que A Sombra certamente ia cair.

Sesshoumaru havia financiado os atores muito bem na noite anterior para assegurar-se que eles pudessem apostar alto e ganhar umas moedas consideráveis de Lorde Tourhu. Esses dois homens, aparentemente bobos, com suas pesadas bolsas cheias de moedas eram um alvo irresistível para o bandido.

Mas o que A Sombra não sabia era que os atores eram peritos no combate. Observando-os no dia anterior, Sesshoumaru havia se dado conta que a coreografia de golpes entre Hob-Nob e Wat-Wat, embora ridícula, requeria um alto nível de coordenação, velocidade, e agilidade, as mesmas aptidões que A Sombra possuía.

Se eles pudessem pegar o ladrão com a guarda baixa, o assustar com suas artimanhas, jogar com ele, movimento a movimento, o cegar com seu ágil combate, Sesshoumaru poderia se mover por detrás dele e capturá-lo de uma vez e para sempre.

Naturalmente ele havia oferecido aos atores uma recompensa generosa, o restante do adiantamento que o Senhor de Morbroch havia coletado para ele. Mas não lhe preocupava o dinheiro desta missão. O que fazia era para inocentar Rin.

Como ele havia instruído os atores, eles viajavam alegremente ao longo do caminho do bosque, falando em voz alta, fingindo falta de atenção, enquanto isso Sesshoumaru os seguia a certa distância, revistando as árvores em busca de sinais de uma figura vestida de preto.

Não teve que esperar muito tempo. Mas quando A Sombra fez sua aparição, ele pareceu materializar-se de um nada. Sesshoumaru poderia ter jurado que o bandido era uma mancha escura no tronco de uma árvore quando repentinamente se deu conta que era algo mais que uma sombra. Era A Sombra.

Os atores já haviam passado pelo bandido. Sesshoumaru soltou um assobio agudo para chamar sua atenção e extraiu a espada. Como ele os havia advertido, eles teriam que ser muito rápidos.

Enquanto o ladrão os observava com um pouco de interesse do seu galho, Hob-Nob empurrou Wat-Wat, e o punho de Wat-Wat foi em direção ao nariz de seu opositor, errando o alvo por escassos centímetros. Usando as mesmas estocadas, golpes e pontapés rápidos e ágeis que haviam apresentado na feira, os atores se envolveram em uma briga fingida que estava tão perfeitamente coordenada e era tão convincente, que mesmo Sesshoumaru se distraiu durante um momento.

Nesse momento, A Sombra saltou para o chão. Quando Sesshoumaru olhou para cima, o ladrão já se movia sigilosamente na direção dos atores.

Sesshoumaru estreitou seus olhos. Esse ladrão de preto podia ser Rin? Ele não via como. Era impossível conciliar a imagem da donzela doce que dava risada em seus braços no dia anterior com esse ladrão sigiloso e eficaz.

Sesshoumaru esperou uma divertida troca de golpes. Os atores usariam seus movimentos ardilosos para confundir A Sombra, e A Sombra empregaria sua acrobacia para se esquivar do ataque. Enquanto eles estavam ocupados, Sesshoumaru se moveria por detrás do ladrão e o tomaria na ponta de sua espada.

Nada disso aconteceu.

Quando Hob-Nob deu um giro com os braços abertos, espalhando suas moedas de prata por todo o caminho, A Sombra deu um passo tranqüilo na direção dele. O ladrão se aproximou de Hob-Nob, como se fosse bater afetuosamente a um velho amigo, aproximou sua mão ao pescoço, e depois deu um apertão agudo.

Os ossos do ator pareceram virar pudim. Os olhos dele rolaram para cima e ele desfaleceu como uma pilha de roupa suja. De fato, se a Sombra não tivesse estendido seu braço para amortecer sua queda, o baixando cuidadosamente ao chão, o pobre infeliz poderia ter batido a cabeça contra uma pedra ou um tronco de árvore.

Wat-Wat hesitou por um momento, atordoado pelo súbito desfalecimento de seu companheiro. Mas ele rapidamente se recuperou e começou a provocar a Sombra com palavras e golpes, enquanto permitia que Sesshoumaru se aproximasse lentamente por trás.

— Você é um diabo preto esquelético! — Wat-Wat se esquivou à esquerda e à direita, para frente e para trás, com seus punhos levantados diante de seu rosto. — Venha e lute como um homem de verdade!

A Sombra simplesmente ficou olhando enquanto Wat-Wat dançava a coreografia, como se pacientemente estivesse esperando que o ator se cansasse.

Sesshoumaru estava a somente oito metros de distância. Se o ator pudesse mantê-lo ocupado, e se o ladrão não fizesse nenhum salto repentino para as árvores, em poucos segundos ele estaria o bastante perto para capturá-lo.

— Você é um vira latas sem mãe! Cria do demônio! — Wat-Wat dançava, sacudindo sua cabeça e seus punhos. — Me mostre suas garras!

Só quatro metros mais, e A Sombra estaria dentro do alcance de sua espada. Sesshoumaru não tinha intenção de usar a arma. A menos que o ladrão fosse desprovido de juízo, ele somente colocaria a ponta da espada sobre suas costas e ele não teria outra opção a não ser se render.

Então Wat-Wat, convencido que A Sombra não ia atacá-lo em absoluto, simplesmente pulou de um pé para o outro e estendeu seus braços com receio.

— O que há com você, filhote de Lúcifer? Tem medo do que eu poderia...

Suas palavras foram cortadas quando o braço da Sombra foi estendido com a velocidade de um relâmpago, a ponta da mão golpeou um ponto do queixo de Wat-Wat e empurrando sua cabeça para trás.

Wat-Wat, com os braços ainda estendidos como galhos, continuou sua queda para trás, e colidindo com uma árvore caída por uma tormenta.

Então A Sombra se virou para Sesshoumaru.

Mas que inferno! Ele ainda estava a dois metros de distância.

Nesse instante, o bandido simplesmente poderia ter se virado e ter fugido, fazendo uma de suas fugas acrobáticas pelo bosque.

Mas A Sombra não o fez.

E nesse momento crucial de tempo, a curiosa inércia da Sombra deu a Sesshoumaru uma vantagem.

Sesshoumaru agarrou essa vantagem. Ele se precipitou para frente percorrendo os últimos metros, colocando a ponta de sua espada sobre a enfaixada garganta preta do bandido.

Ele tinha feito isso. Tinha capturado A Sombra.

Sesshoumaru não era o tipo de homem que anda pela vida se vangloriando. Tinha açoitado e capturado muitos fugitivos para entender que eles se sentiam muito mal quando eram apanhados, então Sesshoumaru sempre lhes economizava a humilhação de se alegrar da captura. Já era bastante satisfação saber que o ladrão estava a sua mercê.

Ainda assim, ele deveria ter se sentido cheio pela emoção da vitória. Tinha apanhado o foragido que nenhum outro homem poderia tocar. Higurashi se alegraria. Ele obteria sua recompensa. E Rin o olharia com olhos cheios de admiração.

Deveria ter se sentido vitorioso, mas esse triunfo era estranhamente oco. A Sombra não movia nem um músculo, não mostrava a menor resistência. Na verdade, Sesshoumaru teve a clara impressão de que ele não tinha apanhado o ladrão, mas sim A Sombra simplesmente tinha aceitado a rendição. Era quase como se A Sombra tivesse querido ser capturado.

Ainda assim, Sesshoumaru era suficientemente sensato para ser cauteloso. O homem era esperto. Não se sabia que tipo de arma ele poderia usar em suas mangas ou ter escondida entre as dobras de seu uniforme preto.

Mantendo a espada na garganta da Sombra, ele tirou as algemas de seu cinto, depois ordenou ao ladrão que lentamente estendesse seus braços. A Sombra obedeceu, e em um segundo Sesshoumaru fechou as correntes ao redor de seus pulsos, mesmo com uma só mão. Afinal, ele tinha muito prática em levar bandidos sob custódia.

Então Sesshoumaru pôde abaixar sua espada.

Ainda assim, ele não estava contente. Tinha sido muito fácil. Uma apreensão criminal nunca antes tinha sido tão harmoniosa. Bandidos combatiam a captura com todas as forças deles, alguns com seu último suspiro.

Inseguro, ele quase esperava que A Sombra o fustigasse de repente com um de seus pés poderosos e enviar Sesshoumaru voando há uns dez metros abaixo do caminho. No momento, Sesshoumaru se sentia tão seguro quanto um rato que pula pelo chão de uma estrebaria. Ele não podia se dar o luxo de abaixar sua guarda.

Havia uma coisa mais que ele tinha que fazer antes de voltar para Higurashi com sua presa. Tinha que se assegurar que os atores estivessem ilesos. Realmente, era surpreendente que A Sombra os havia tratado com tal violência. Todo o povo do castelo insistia que o bandido nunca tinha ferido alguém seriamente. Mas o que ele havia feito desta vez, havia rendido suas pobres vítimas e ainda os silenciado com a morte.

— Sente-se. — Sesshoumaru disse A Sombra, pressionando o ombro do pequeno homem, forçando-o para baixo.

Então colocou a ponta de sua espada bem abaixo do ouvido do ladrão. Um leve movimento para frente, e ambos sabiam que ela poderia cortar a artéria que passava por ali, e a Sombra morreria sangrando.

A Sombra se sentou imóvel, enquanto Sesshoumaru conferiu os pulsos dos homens caídos. Eles, felizmente eram fortes. Qualquer coisa que o ladrão havia feito aos atores, pelo menos ele os havia deixado vivos.

Sesshoumaru estava secretamente satisfeito. Se o Lorde de Morbroch acabaria por enforcar A Sombra por seus roubos, Sesshoumaru não sabia. Mas pareceria que o ladrão tinha mostrado certa restrição em seus crimes. Era um alívio não ter que acrescentar assassinato à lista de seus delitos.

Quase imediatamente, Hob-Nob gemeu enquanto começava a sair de seu desmaio. Wat-Wat o seguiu pouco depois, tentando se sentar enquanto embalava seu queixo ferido.

— Você o pegou? — Wat-Wat perguntou, tentando sorrir apesar da dor.

Sesshoumaru assentiu com a cabeça.

— Guardem o dinheiro extra por todos os problemas que isto lhes causou. — Os ganhos deles, nesse momento espalhados pelo caminho, no princípio Sesshoumaru tinha a intenção de devolvê-los aos cofres de Higurashi, para manter as contas de Rin equilibradas. Agora devolveria as moedas para o Lorde Tourhu como parte da recompensa que obteria de Morbroch.

— Feliz por lhe servir. — Hob-Nob disse alegremente, apesar da névoa que cobria seus olhos.

Com isso, os atores se levantaram e recolheram seus ganhos e de bom humor recomeçaram sua viagem pelo bosque de Higurashi, de volta à feira, onde eles poderiam ganhar dinheiro com um trabalho muito menos exigente.

A Sombra permaneceu quieta, o que não era surpreendente. Na experiência de Sesshoumaru, criminosos encurralados se comportaram como animais encurralados. Eles ou se colocava em uma briga desesperada, choramingando e berrando com raiva, ou eles ficavam em silêncio, enquanto reconheciam a futilidade da resistência, por ventura planejando a oportunidade para escapar.

Ainda assim, havia uma paz estranha no comportamento da sombra. Ele não parecia nem temeroso, nem zangado. Fato que fez que Sesshoumaru se inquietasse.

Ele se sentiria melhor se pudesse ver o rosto do ladrão.

Com cautela, Sesshoumaru extraiu sua adaga e ficou de cócoras ao lado do cativo. Deslizando o ponto abaixo do tecido preto enrolado na cabeça da Sombra, ele cortou cuidadosamente para cima até que o pano caiu.

O choque que sofreu lhe cortou o ar que entrava em seus pulmões.

Ali, sentada, com o rosto de pedra, estava Kaede.

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Continua...

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