Voltei!
Espero que gostem...
Finalizando mais uma saga.
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Anteriormente...
-É um erro que também costumo cometer. – Inuyasha respondeu na defensiva.
-Infelizmente ela não vai sobreviver muito tempo lá fora já que esta escuro tem animais selvagem, além do mais é cheio de buracos e você seria o único que poderia salva-la, mas não vai sair daqui vivo. – Inuyasha rosnou antes de avançar sobre Naraku iniciando uma luta pela sobrevivência de sua companheira, aquela era a única motivação que precisava para vencer seu inimigo.
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Kagome andava vagarosamente encostando-se às árvores, estava muito escuro e as copas impediam a luz da lua de iluminar seu caminho, tinha medo de tropeçar nas raízes e cair, não podia se machucar, não tinha ideia de onde estava e de que tipo de perigos estava correndo, obviamente Naraku não a deixaria sozinha ali se não houvesse nenhum perigo.
Ela não podia parar, mas talvez devesse começar a considerar procurar um lugar para passar a noite em segurança, continuar com a luz do sol seria mais seguro para caminhar e ganharia mais distância em menos tempo, entretanto Naraku teria uma chance maior de localiza-la, era uma decisão complicada, mas tinha que levar em consideração que agora carregava uma vida e não podia coloca-la em perigo.
Caminhou mais alguns minutos até encontrar um espaço entre duas grandes raízes que possibilitaria um abrigo, esperava que não chovesse durante a noite, pois aquilo tornaria o frio insuportável, abraçou os joelhos com dificuldade e apoiou a cabeça nos joelhos, mesmo que lentamente, provavelmente havia caminhado por umas duas horas, utilizando de suas habilidade de sacerdotisa havia encobrido os seus rastros da melhor maneira possível.
-A gente vai dar um jeito, mamãe não vai deixar que nada aconteça com você. – ela não podia dormir, mas o corpo já estava chegando a um ponto em que não poderia aguentar por muito mais tempo, havia dormido mal durante todo aquele mês, com medo do que Naraku poderia fazer com ela, felizmente o inimigo mantinha horários fixos de visitação, então ela tirava cochilos entre os curtos intervalos de paz que ele lhe dava, além do perigo de um local desconhecido, havia mais uma coisa que impedia o seu descanso, Inuyasha estava passando por alguma situação estressante, ela havia sentido toda a angustia dele ao longo dos dias em que tentava fugir, esperava que tivesse sido ao menos capaz de passar para ele que esta saudável e bem na medida do possível.
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Inuyasha desviou do primeiro golpe que Naraku deu, defendendo do segundo destinado a atingir seu coração, ele era habilidoso e veloz, mas Inuyasha tinha uma vantagem, estava determinado a resgatar Kagome e nada nem ninguém ficaria no seu caminho, atacou sendo repelido, continuaram a troca de golpes.
A luta equilibrada estava durando mais do que ele pretendia, quanto mais tempo demorasse naquilo mais Kagome se afastaria e correria perigo lá fora.
-Esta muito distraído, hanyou. – Naraku provocou dando um soco no rosto de Inuyasha que o fez cair de costas arrastando até a parede batendo com força.
-Keh! Só estava me perguntando quanto tempo você vai demorar para começar a fugir.
-Sempre arrogante! Vou te dar uma lição e depois vou torturar e matar sua companheira. – Naraku retorquiu debochado, Inuyasha avançou impensadamente, como o outro pensava em ameaçar sua mulher daquela maneira, ele o faria pagar por ao menos ter encostado um dedo em sua amada.
Ele se ressentia como companheiro por não ter sido capaz de proteger Kagome devidamente, suas promessas a ela pareciam vazias e falsas agora, mas através da ligação que compartilhavam, ele sabia que a humana nunca havia pensando menos dele, tudo o que ele sentia era seu amor e preocupação pelo filho que ele faria de tudo para que nascesse, mesmo que para isso Inuyasha não sobrevivesse.
A luta estava causando graves danos a estrutura do prédio velho, já que ambos arremessavam o inimigo nas paredes, Inuyasha logo reparou que a construção não resistiria muito mais, talvez poderia utilizar isso em seu favor, avançou novamente sobre Naraku lançando uma sequencia de socos e chutes combinados em uma velocidade surpreendente, dificultando as defesas e contra golpes do outro, que foi arremessado por um soco que acertou seu rosto, acertando varias paredes, causando assim a demolição do prédio, Inuyasha que estava próximo a uma das janelas saltou para fora, olhou por alguns segundos esperando que Naraku fosse se erguer, mas quando nada aconteceu começou a procurar pelos rastros de Kagome.
Observando o céu, ele podia ver que havia perdido muito tempo naquela luta, estava cansado, mas não podia adiar mais sua buscar pela mulher de sua vida, pegando o celular ele ligou para o irmão.
-Onde diabos você se meteu? – Sesshoumaru questionou irritado assim que atendeu, Inuyasha ficava irritado e grato ao mesmo tempo, sabia que o mais velho estava preocupado com ele e Kagome.
-Achei o ultimo local onde Naraku estava mantendo Kagome presa, ela conseguiu fugir e eu lutei com o desgraçado, derrubei um prédio nele e não estou vendo mais nenhuma movimentação, estou rastreando Kagome pela floresta. – ele falou olhando uma ultima vez para os escombros antes de seguir na direção em que sua companheira havia ido.
-Estamos a caminho. – Sesshoumaru disse depois que recebeu a localização, iria levar Kouga com ele, pois o youkai havia se oferecido.
Depois do nascimento dos gêmeos todos decidiram ficar reunidos na casa Higurashi, revezando a seguranças das mulheres, o youkai duvidava que Naraku seria destruído tão facilmente, mas o foco agora era trazer Kagome em segurança para casa.
Estava amanhecendo, Inuyasha correu mais rápido entre as arvores, o coração acelerando mais a medida que sentia o cheiro de Kagome mais forte, ele estava chegando, logo ele a teria em seus braços, para uma humana fugindo anoite em um lugar perigoso e desconhecido, ela havia conseguido fazer uma grande distância.
Parou abruptamente quando chegou as margens de um rio, profundo demais para a humana conseguir atravessar andando e a correnteza era forte muito forte para ela nadar, Kagome não se arriscaria dessa maneira, além do mais ele sentia que ela estava por ali, olhou para os lados seguindo para a esquerda, caminhou um pouco até encontrar a humana desacordado próxima a uma arvore, correu para ela sem pensar duas vezes.
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Assim que Kagome viu os primeiros raios de sol, ela saiu de seu esconderijo, ouviu durante a noite, muito barulhos, de animais e outros youkais menores circulando pela floresta, mas o buraco na árvore havia lhe fornecido uma ótima camuflagem, seguiu seu caminho mais rapidamente, até que chegou a margem de um rio impossível de atravessar, então decidiu seguir pela esquerda em busca de alguma ponte ou sinal de civilização amigável.
Sentia-se cada vez mais fraca, Naraku não a alimentava com frequência e as vezes que fornecia alimento era algo pouco nutritivo e em pouca quantidade, mas mesmo que pudesse estar envenenado, ela ainda comia tudo, afinal tinha que ter energia para fugir e nutrir seu filho, mas não imaginava que Naraku a tivesse levado para um lugar tão remoto como aquele, caminhou se apoiando nas arvores sentindo o corpo cada vez mais fraco, aparente o inimigo havia pensando muito bem nas coisas, ela logo iria desmaiar e ele a acharia novamente fazendo-a prisioneira.
Ela andou mais um pouco antes de sentir a visão embaçar e ter que sentar encostada em umas raízes, ela iria desmaiar, não havia mais nada que ela pudesse fazer, havia resistindo o máximo que pode, entretanto a escassez de comida e descanso estava sendo demais para ela, abraçando seu ventre deixou-se ser levada pela escuridão.
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Ele havia capturado ela novamente, só não entendia porque dessa vez havia arrumado uma cama para ela, talvez devesse fingir que ainda estava desmaiada e esperar que ele começasse a se vangloriar sozinho, como sempre fazia, provavelmente não iria demorar. Conviver aquele mês com Naraku havia possibilitado que ela conhecesse ele melhor, inclusive, apesar do rosário, ela aprendera a diferenciar quando ele estava realmente lá ou quando só era uma de suas marionetes, tinha que reconhecer que o homem tinha desenvolvido umas habilidades úteis para a maldade.
-Será que ela ainda vai ficar muito tempo inconsciente? – Kagome parou seus devaneios ao ouvir a voz do irmão mais velho, será que ela havia sido resgatada? Ou aquilo era só mais uma brincadeira de mau gosto?
-Será que o Naraku a machucou de alguma maneira que os médicos não conseguiram identificar? – agora quem falava era Sesshoumaru, então ela pode ouvir o aumento de um barulho que inicialmente havia ignorado, era o medidor de batimentos cardíacos, o coração dela estava acelerando, então ela deveria estar em um hospital, ela havia sido salva?
-Os médicos disseram que esta tudo em ordem com ela e o bebê... – agora ela tinha certeza, estava entre família.
-Inuyasha! – chamou cortando o que o hanyou estava falando e abriu os olhos lentamente vendo o homem que tanto amava olhando para ela com tanto amor que fez seus olhos se encher de lagrimas, mesmo que Naraku pudesse assumir formas, ele não poderia imitar aquele tipo de amor. Rapidamente o hanyou se aproximou sentando próximo a ela na cama e segurando suas mãos.
-Você finalmente voltou inteiramente para mim. – ele sussurrou cheio de emoção, foi o suficiente para Kagome começar a chorar de vez, ele a puxou delicadamente fazendo-a sentar e a abraçou, por cima do ombro dele ela pode ver Miroku, Sesshoumaru, Rin, Ayame e Kouga felizes em verem ela bem.
-E a Sango? – Kagome perguntou quando reparou que a amiga não estava ali, Inuyasha estava tão feliz em tê-la nos braços novamente, sabia que deveria dar espaço para os outros cumprimentarem ela, mas não podia, não agora, ouviu vagamente Miroku responder que os gêmeos estavam dando bastante trabalho, mas que estavam todos bem, era ele deveria esta consolando sua companheira, no entanto era ela que acaricia seus cabelos enquanto conversava com a família deles.
-Só achamos um boneco quebrado em meio aos destroços. – Sesshoumaru respondeu a pergunta que Kagome havia feito e seu corpo tenso foi o que fez ele despertar de seus devaneios, eles haviam discutido em não falar nada com Kagome inicialmente, mas a humana estava perguntando coisas e o seu irmão mais velho estava abrindo o bico, Inuyasha ergueu a cabeça rosnando levemente para Sesshoumaru, que simplesmente deu de ombros e voltou sua atenção integral para a humana em seus braços.
-Conversaremos sobre isso quando você estiver 100%. – ele disse em tom de bronca para ela.
-Mas preciso falar o que descobrir enquanto ele me mantinha em cativeiro. – ela protestou, mas então sorriu para ele beijando-o levemente nos lábios, ele precisava expulsar todos daquele quarto e passar ao menos uma semana abraçado a ela ou até ter certeza que aquilo era real, que ele realmente havia achado ela e que estava bem, mas ele também entendia que tinham assuntos importantes para tratar.
-Então diga de uma vez. – incentivou finalmente soltando ela, indo ajeitar os travesseiros para que ficasse confortavelmente sentada sem a ajuda dele.
-Esse boneco que sobrou quer dizer que Naraku pode criar cópias dele, outra coisa é que ele pode mudar de forma também. – Kagome disse logo de uma vez, houve um silencio tenso, obviamente ninguém esperava por aquilo, mas ter sequestrado Kagome e a deixado viver por tanto tempo foi um tiro no próprio pé, aparentemente ninguém tinha conhecimento das habilidades dele, nem mesmo sua irmã e esposa, agora eles poderia se preparar melhor para o que quer que Naraku trame agora.
Conversaram mais um pouco, trouxeram comida para ela, Inuyasha insistiu em alimenta-la, apesar de ficar constrangida, aceitou de bom grado, entendia muito bem os sentimentos dele, ela também precisava daquilo, pouco a pouco ela viu sua família ir embora, sobrando somente Inuyasha.
-Finalmente a sós. – ele brincou, Kagome sorriu abrindo espaço para ele na cama de hospital, o hanyou deitou-se ao lado dela puxando para que ela se aconchegasse a ele, uma mão acariciava seu cabelo enquanto a outra acariciava o ventre levemente aparente. – Eu não fui capaz de cumprir minha promessa a vocês. – disse ressentindo.
-Mas salvou a nos dois, cumprindo sim sua promessa, nada aconteceu conosco. – Kagome estava mergulhada naqueles olhos tão adoráveis, eles ainda estavam em perigo, mas agora eram mais fortes.
-Vocês são as melhores coisas que já aconteceram em minha vida e eu quase os perdi, essa é a segunda vez que eu quase te perco, a primeira foi difícil, mas essa quase me enlouqueceu. – havia tanta emoção ali, tanto amor naquele quarto, eles estavam transbordando, Kagome colocou a mão sobre a dele em seu ventre, aquela criança ia ser tão sortuda em ter eles como pais, Inuyasha seria maravilhoso, ela já podia imaginar aquela orelhas fofas e os doces olhos cor de mel que o pequeno teria.
-Eu não pretendo sair do seu lado de jeito nenhum, lembra? Nosso pacto é pela eternidade. – ela disse e foi tudo o que ele precisava, puxou-a para um beijo e ao menos ali naquele momento eles esqueceram todos os problemas.
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-Querido! Finalmente voltou para casa. – Naraku olhou para Kikyou, ela parecia verdadeiramente ansiosa em ve-lo, ele quase podia acreditar que a esposa realmente sentiu sua falta.
-O que quer? – perguntou grosso, tentou enrola o hanyou o máximo possível em uma luta enquanto na verdade estava tentando rastrear Kagome para recaptura-la, mas infelizmente não tinha um olfato tão apurado quando Inuyasha e ter subestimado a humana e ele haviam sido o seu maior erro, agora ele iria planejar algo ainda pior, eles não venceriam novamente.
-Você deixou ele achar aquela humana novamente! Não acredito que ele acasalou ela, como pode fazer isso comigo? – Kikyou choramingava enquanto o marido seguia em direção ao quarto da irmã.
-Não me importo, ainda vou acabar com eles. – resmungou sem se importar nem um pouco com ela, Kagura não estava, olhou seu guarda roupa e tudo havia sumido, sorriu, a irmã aproveitou seu sumiço e o abandonou, esperta. – Se você queria tanto aquele hanyou, porque abandonou ele para ficar comigo? – perguntou impaciente finalmente olhando a mulher a sua frente.
-Você podia me dar o mundo, ele não era ninguém. – respondeu simplesmente.
-Sabe que vou mata-lo? Sabe que vou matar todos eles? Não vou deixar nenhum deles vivos e Kagome só vai morrer porque erroneamente fez um pacto com aquele inútil. – ele viu que Kikyou tinha a ilusão de desfrutar da riqueza que ele iria roubar e ainda manter aquele cachorro como amante, mulher desprezível, se ele não tivesse visto ela como uma boa aliada nunca teria ficado tanto tempo com ela. – Fique se entende e aceita o que vai acontecer daqui para frente, do contrario fuja como Kagura fez, mas fuja para bem longe, porque se eu achar você eu não serei tão misericordioso. – essas eram as opções dela? Ficar ou deixa-lo? Provavelmente Inuyasha nunca iria olhar para ela mesmo, esta cego pela aquela humana desprezível, ela sempre soube, desde que eram crianças, que a amizade deles era muito estranha, mas ela queria ele e ela tinha tudo o que queria.
-Eu vou ficar. – ela disse resoluta, já que ela não podia ter Inuyasha, ela ficaria com o que podia ter.
-Garota interesseira. – Naraku resmungou se aproximando da esposa encerrando aquela conversa desnecessária, seus inimigos que o aguardassem.
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Inuyasha não deixava o lado dela de maneira nenhuma, não que houvesse motivo para reclamar da maneira que estava sendo tratada, não havia mulher na terra mais amada e paparicada do que ela, agora com cinco meses de gestação já sabiam que esperavam uma menina e Kagome não podia imaginar o quanto Inuyasha seria babão, seus sobrinhos eram tão fofinhos e faziam Kagome ficar mais ansiosa pela chegada da pequena Rime, nome escolhido em homenagem a sua falecida mãe, seus pais adotivos aceitaram muito bem a noticia de seu relacionamento com Inuyasha e estão felizes em ter uma netinha, apesar de que ao longo dos anos eles acabaram adotando Miroku como filho, então os gêmeos já eram seus primeiros netos, com a noticia eles cobraram uma visita de todos para comemorar, tudo parecia bem, todos pareciam completamente felizes, mas ainda havia uma sombra perseguindo eles.
-Pare com esses pensamentos, não faz bem a nossa menina. – falando no hanyou babão, Inuyasha terminou de se aproximar de Kagome e deu-lhe um beijo de tirar o folego, cheio de pegada e carícias maliciosas, rapidamente a humana estava derretida contra ele.
-Você só pensa nessas coisas. – Kagome resmungou quando Inuyasha deixou seus lábios livres para explorar o pescoço, enquanto começava a se livrar das roupas dela.
-Na verdade é você que pensa muito nessas coisas. – Inuyasha a empurrou delicadamente para a cama. – Eu passo o dia inteiro no trabalho, sentindo seu desejo. – disse começando a tirar a própria roupa, Kagome olhou para o livro na cabeceira, não podia culpá-la por suas leituras, estava impedida de ir ao trabalho e quando terminava o que Jakotsu mandava diariamente para ela fazer ela ia ler e bom, não era difícil imaginar que tudo o que ela lê é entre eles dois.
-Eu tenho lido bastante. – disse finalmente abrindo os braços para receber ele.
-Vou ter que começar a examinar o que você anda lendo, eu não posso passar o dia na empresa nessa situação. – ambos riram antes de se integrarem a paixão.
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-Você esta tão pensativo. – Rin disse se aproximando do youkai que examinava a paisagem pela janela.
-Não quero que nada aconteça com você, mas Naraku tem habilidades além das que eu imaginava e pode facilmente chegar a qualquer um de nos. – ele não queria olhar para ela enquanto falavam. – Talvez fosse mais prudente da minha parte acabar nossa relação. – Sesshoumaru sentiu a tensão da humana no simples toque que ela deu em seu braço.
-Olhe para mim! – Rin nunca havia utilizado tom semelhante, nunca foi tão autoritária, ele a olhou, não porque ela ordenou, mas porque era o mínimo que podia fazer, ter aquela conversa olhando para ela. – Eu me recuso! Esta me ouvindo Sesshoumaru Taisho? Me recuso a deixar você agir dessa forma, não imaginei que fosse se acovardar, se esta mesmo considerando isso, eu é que não quero mais ficar com você. – ele estava perplexo, nunca imaginou esse tipo de atitude da pequena humana. – Me maior desejo é pertencer a você, desde o momento em que eu fui aquele escritório e o vi, eu soube que ... – Rin não pode finalizar seu discurso, pois o youkai a estava beijando de forma afoita e feroz.
-Então pertença a mim! – não foi um pedido, mas também não precisa ser, ela já havia dito que era o que queria. – Comigo será pela eternidade, entende isso? – Sesshoumaru estava oferecendo a Rin o pacto, que controvérsia, ele pensava em se afastar para protegê-la e quando ele ouviu ela dizer que queria pertencer, tudo mudou, ele estava sendo um idiota e mal podia esperar para viver a eternidade com aquela humana.
-Mal posso esperar para começar a viver a eternidade ao seu lado. – ela sussurrou contra seus lábios antes de voltarem a se beijar.
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-Você estava certa sobre ter mais com que me preocupar. – Kagome riu do comentário da Rin, foi muito obvio a noite em que eles fizeram o pacto, esse era o lado ruim de todos estarem morando na mesma casa, o local pareceu balançar com a realização do ato, logo Kagome descobriu que enquanto o dela com Inuyasha foi bem romântico, o de Rin com Sesshoumaru foi feroz, ficava feliz pela amiga, apesar dos constrangimentos por causa das zoações dos meninos. – O Inuyasha costuma ser assim tão...? – apesar de ter adquirido mais confiança, Rin ainda era tímida para falar tão abertamente sobre sexo.
-Ah! Sim, algumas vezes eu fico cheia de marcas pelo corpo. – Kagome sabia que fazia parte de ter um relacionamento com o youkai algumas vezes ter relações mais selvagens, mas ela não tinha do que reclamar, elas estavam tendo um dia somente de mulheres, o acordo havia sido assinado e a qualquer momento Naraku faria algum movimento, logo os homens estavam paranoicos, o pior agora era Sesshoumaru, compreensível pelo recente acasalamento.
-Isso é muito comum. – Ayame afirmou enquanto brincava com um dos gêmeos, eles davam trabalho, mas eram tão fofinhos que era impossível não se apegar aqueles pequenos rechonchudos, enquanto o menino parecia uma cópia de Sango, a menina parecia muito com Kagome, isso fazia ela imagina se Rime seria igual a ela ou ao pai, no fundo torcia para que puxasse o pai, ia ser tão fofa e ela teria mais um par de orelhinhas para acariciar sempre que tivesse vontade.
-Eu não tenho do que reclamar com o Miroku. – Sango disse amamentando o filho.
-Eu não preciso ouvir sobre a vida sexual do meu irmão mais velho. – Kagome disse fazendo cara de nojo, fazendo todas rirem.
-Qual o motivo de todas essas risadas? – Kouga perguntou entrando na sala junto com os outros meninos, Sango nem fez questão de esconder o seio, nenhum dos homens além de Miroku se incomodava em ficar observando e mesmo ele agia mais com admiração do que como uma coisa pervertida.
-Oi querida! – Miroku foi direto até Sango dando um selinho nela e depois beijou a testa do filho, depois foi pegar a filha com Ayame e ficou conversando e brincando com ela esquecendo completamente o resto do mundo, era muito bonito o quanto ele estava adorando ser pai, Kagome logo saberia como é se sentir daquela maneira e estava muito feliz por isso e por poder compartilhar isso com Inuyasha e o resto de sua família. Kouga e Ayame já tinham desaparecido nem dando chance de alguém responder a pergunta que ele fez anteriormente, era uma surpresa a youkai ainda não estar grávida.
-Como estão as minhas meninas? – Inuyasha perguntou sentando no sofá que Kagome estava puxando ela para o seu colo, deu um leve beijo em Kagome e acariciou seu ventre sentindo Rime chutar, a pequena parecia já ter um fascínio pelo pai, Kagome passava o dia inteiro conversando e lendo para a pequena e recebia poucas reações, mas com o pai ela se mexia sempre que ele conversa com ela.
-Estamos bem.
-Oi! – Sesshoumaru cumprimentou Rin, fazendo uma leve carícia da meia lua do pescoço dela e beijando sua testa.
-Oi! – respondeu toda derretida e rosada.
-Como estão as coisas? – Kagome perguntou Inuyasha querendo saber se haviam achado algum sinal de Naraku.
-Kagura fugiu com Bankotsu no tempo em que Naraku mantinha você presa, então não temos mais uma informante, a polícia esta se movendo a passos de tartaruga, como o esperado, Kikyou também não deu mais sinal de vida, aparentemente eles não estão mais morando no endereço que Kagura havia nos passado. – Kagome não estava ouvindo boas noticias, ela tinha uma sugestão, mas sabia que Inuyasha não aceitaria de maneira nenhuma. – Sei que as coisas não estão indo muito bem, mas estamos fazendo o possível.
-Eu posso ter uma solução. – Kagome disse decidindo arriscar, Inuyasha estreitou os olhos sentindo que não iria gostar nem um pouco do que sua companheira estava para dizer. – Eu posso seguir a essência do poder dele, mas precisaria ir até a casa dele, a partir dali eu conseguiria segui-lo e achar. – a sala inteira ficou quieta, Kagome já esperava por isso, ela também não queria se arriscar, muito menos arriscar a criança que estava carregando.
-Nem pensar. – Inuyasha foi o primeiro a recusar junto com todos os outros.
-Você pode ir comigo, me proteger, se ficarmos esperando ele vir vai ser pior, eu já estou no 5º mês de gestação, não quero que Rime nasça correndo perigo, por favor! – eles veriam que ela tem razão.
-Eu fui muito capaz de proteger você antes. – Inuyasha disse irônico, por mais que eles tenham conversado sobre isso o hanyou ainda se ressentia pelo que aconteceu e pelo que podia ter acontecido com sua companheira.
-Agora seria diferente, você não estava junto comigo. – ela confiava plenamente nele, ele sentia fluindo pela conexão deles, Inuyasha algumas vezes esquecia a mulher incrível que ele havia escolhido para passar a eternidade, ela sentiu o momento em que havia convencido ele, eles não ficariam mais aguardando o inimigo atacar, eles iria fazer a primeira jogada e todos contavam com Kagome para ganhar a partida.
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-Eles estão todos na mesma casa, a mais segura. – Kikyou informou assim que chegou no hotel que eles estavam agora, nada mais a surpreendia, Naraku em um hotel concorrente com nome e identidade falsa, era uma grande jogada, a família Higurashi/Taisho só precisava errar uma coisinha e eles atacariam.
-Era de se imaginar, eles estão esperando que nos os ataquemos a qualquer momento, já que o contrato foi finalizado.
-Como vai ser agora? O contrato já esta feito, não tem mais como conseguir uma sociedade. – Naraku olhou para a humana com impaciência, algumas vezes ela era até um pouco inteligente, mas em alguns momentos ela era burra como uma porta.
-Ora minha querida! Nós vamos, literalmente, eliminar a concorrência. – disse como se fosse a coisa mais fácil de se fazer, Kikyou algumas vezes duvidava da sanidade do homem a sua frente, mas até que pensando bem ele tinha a capacidade de eliminar as duas famílias da fase da terra.
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Inuyasha estava nervoso com o que ele havia aceitado, quanto mais rápido eles fizessem aquilo, melhor, Sesshoumaru forçou sua vinda também, ele tinha Kagome como melhor amiga e presava pela felicidade do irmão mais novo, o hanyou estava feliz por tê-lo ali, também estava feliz por sua recente aquisição de uma companheira, apesar de não ter gostado no dia que ocorreu, youkais completos são mais complexos de fazer o pacto, por um momento ele até se preocupou pela vida da humana, mas sabia que Sesshoumaru preferiria perder a própria vida antes de machucar seriamente a humana.
-Então? – perguntou impaciente, odiava os cheiros que sentia ali, ele mesmo poderia tentar rastrear Naraku se eles não estivessem em uma cidade tão grande.
-Ele seguiu para o norte. – Kagome sussurrou olhando por todo o espaço como se pudesse ver tudo o que já havia acontecido ali, o hanyou esperava que não.
-Vamos! – Sesshoumaru podia se locomover tão rápido que se transformava em uma esfera, habilidade pouco usada, mas muito eficiente de transporte, e levou todos para o norte, parando no centro da cidade em um beco pouco movimentado, Kagome andou alguns passos para frente.
-Só pode ser brincadeira! – ela exclamou olhando incrédula para o que acabava de descobrir.
-O que foi? – ambos os Taisho's perguntaram juntos olhando na mesma direção que a humana.
-Que desgraçado! – Inuyasha rosnou pronto para seguir na direção no hotel Taisho, mas Kagome o segurou.
-Vamos para casa. – ela disse chamando a completa atenção de Inuyasha que concordou rapidamente.
-Vocês vão e organizem as coisas como combinamos, eu vou ficar. – Sesshoumaru disse, Kagome começou a discordar, mas Inuyasha simplesmente concordou, pegou ela no colo e saiu dali rapidamente.
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-Nos estamos um passo na frente, agora só precisamos seguir o plano. – Kagome não estava gostando nada daquilo, mas ela havia feito algo que Inuyasha não gostou, entretanto não houve nenhum perigo para ela, agora eles estavam armando as coisas e ela estava temendo pela vida do homem que amava.
-Querida! Não estaremos sozinhos e além disso eu posso sentir o cheiro dele se mudar de forma e posso reconhecer agora quando usa um de seus bonecos. – Inuyasha quase podia ouvir os pensamentos dela de tão fortes.
-Eu sei, mas tenho direito de não gostar dos seus planos assim como você não gosta dos meus. – ela resmungou contrariada.
-Mas esse plano foi feito por todos nós algum tempo atrás, lembra? – Inuyasha perguntou rindo, Kagome emburrou ainda mais, Sesshoumaru estava lá se arriscando e logo haveriam muito deles se arriscando, o hanyou a puxou para uma abraço apertado, não havia como voltar atrás, ela iria abençoa-los para que nada desse errado, seu irmão mais velho também iria, cabia as mulheres se defenderem enquanto os homens salvavam a pátria.
-Tudo pronto! – Kouga disse pegando uma bolsa e se despedindo de Ayame, que também não estava na feliz, assim como Sango, Rin já estava uma pilha de nervos olhando pela janela como se a qualquer momento Sesshoumaru fosse aparecer.
-Até daqui a pouco. – Inuyasha disse beijando-a.
-Nos vemos em breve. – Miroku disse abraçando-a.
Depois que os meninos saíram Kagome iria se responsabilizar em fazer uma barreira para caso alguma coisa desse errado e por isso sentou-se no chão da sala, Ayame foi ficar junto com Rin, Sango foi colocar os gêmeos para dormir.
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Kikyou havia acabado de sair do banho e encontrou Naraku mexendo no computador somente de toalha, ela não entendia como era o relacionamento deles, algumas vezes eles pareciam marido e mulher apaixonados, outras vezes eram só um homem e uma mulher com interesses em comum, provavelmente só dava certo porque eles entendiam as ambições um do outro, vestiram a roupa conversando sobre o que ele estava planejando agora, o que era uma surpresa, já que da ultima vez ele não havia falado nada, quando estavam jantando o interfone tocou, o clima ficou tenso repentinamente, qual motivo eles estariam telefonando?
-Pediu mais alguma coisa? – Naraku perguntou mastigando lentamente.
-Não. – ela respondeu rapidamente.
-Entendo. – disse sorrindo, levantou e foi atender. – Pois não?
-Senhor Onigumo? Temos um senhor Taisho querendo lhe falar. – então eles haviam descoberto? Ele estava surpreso, como conseguiram isso? Ele iria descobrir.
-Pode mandar subir. – disse olhando para a mulher esperando a reação dela, talvez confiar em Kikyou tenha sido um erro afinal.
-Quem é? – perguntou voltando a comer, já que o homem havia sorrido, queria dizer que não era nada demais.
-Não sabe? – ele deveria matar ela antes que pudesse estragar mais de seu plano.
-Claro que não, foi você quem atendeu o interfone. – parou de comer voltando a ficar tensa, ele avançou segurando o cabelo e obrigando-a a olhar para ele.
-Seu querido Taisho descobriu de alguma maneira que estou aqui, você esta envolvida nisso? – Kikyou arregalou os olhos surpresa, como Inuyasha conseguiu achar eles? Havia sido bem cuidadosa ao andar pela cidade.
-Eu realmente não sei como ele nos achou. – ele podia ver a sinceridade em seu olhar, soltou ela e foi abrir a porta quando tocaram a campainha, Inuyasha estava lá despreocupado como se fosse participar de uma reunião de negócios.
-Seja bem vindo, senhor Inuyasha. – Naraku disse sarcástico dando passagem para o hanyou entrar, olhou de relance o quarto parando quando seu olhar caiu sobre Kikyou, ele parecia genuinamente surpreso. – Veio discutir algum acordo? – perguntou fazendo a atenção de Inuyasha voltar para ele.
-Não tenho porque discutir um acordo com você. – rosnou em resposta.
-A sobrevivência da sua amada companheira não vale um acordo? – Naraku foi sentar-se em uma poltrona, Kikyou sorriu despreocupada para Inuyasha, ela não precisava mais fingir nada então sentou no braço da poltrona em que Naraku sentou, sentindo o mesmo pousar a mão em suas nádegas.
-Se a segurança da minha companheira esta em perigo tudo o que eu preciso fazer é eliminar o responsável. – respondeu tranquilamente, aquela calma não era o que Naraku esperava, o Taisho estava surpreendendo de várias maneiras decepcionantes, não deveria nem ter esperado ele abrir a porta para ataca-lo, deveria ter xingado e batido em Kikyou, mas tudo o que ele sentia era uma tensão emanando no hanyou.
-Você conseguiu me surpreender, fico me perguntando como conseguiu essa proeza? – Naraku estava enrolando, entretanto Inuyasha entendia ele já devia saber que não haveria como fugir, os jogos dele acabariam hoje.
-Novamente você subestimou minha companheira. – o orgulho pela mulher palpável aos dois, Kikyou não pode evitar uma careta, ela realmente não tinha chance contra aquela menina insossa, o que será que Inuyasha tinha visto nela?
-A pequena Higurashi tornou-se mais forte do que os pais, quem poderia imaginar uma coisa dessas? Eu ameacei e pressionei os velhos e eles tiraram os Taisho's da jogada, conscientes de que eu era perigoso, mas eles ainda representavam a concorrência, então precisaram ser eliminados, lembro como se fosse hoje, aquele fatídico dia, eles estavam em uma festa com e quando sentiram minha presença mandaram os pequenos para casa, ao menos eu pensei que havia sido isso, eles se sacrificaram para que os filhos pudessem ter um futuro, não foi difícil mata-los e incendiar a mansão, mas eles lutaram muito, eu queria levar a pequena luz deles, entretanto a deixaram fora do meu alcance, quando a encontrei novamente já estava corrompida, amando um hanyou. Um desperdício! – Naraku havia narrado todo o seu crime contra os Higurashi's, obviamente planejava matar Inuyasha.
-Você finalmente vai ser preso hoje. – Inuyasha disse fechando os punhos, ele sempre quis sua Kagome e quase havia conseguido ter, ele não permitiria Naraku não voltaria a encostar um dedo em sua mulher.
-Criaram uma barreira em volta do hotel. – Kikyou disse de repente, Naraku arregalou os olhos surpreso, ele realmente estava preso, ele podia lutar com Inuyasha e assumir sua forma quando ficasse inconsciente, assim poderia se passar pelo hanyou inútil e fugir novamente, até poderia visitar a doce Kagome.
-Fuja querida! Eles não querem você. – Kikyou olhou para Naraku assustada de que ele estivesse se entregando tão facilmente, mas o que viu nele a tranquilizou, ele já tinha um plano, sorrindo ela saiu sem olhar para traz. – Eu vou matar você e assumir sua forma saindo facilmente daqui. – Naraku se vangloriou, Inuyasha simplesmente riu.
-Eu não vou sujar minhas mãos com você, ao menos não sozinho, você acumulou muito inimigos ao longo da vida. – após Inuyasha terminar de falar isso, Naraku viu Sesshoumaru, Kouga, Miroku e vários outros humanos e youkais entrarem nos quarto, por mais que fosse poderoso ele não sabia se poderia dar conta de todos, mas não se entregaria de forma nenhuma sem lutar.
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-Como você consegue ficar tão tranquila? – Kagome levantou a cabeça para olhar para Rin, a cunhada estava uma pilha de nervos inquieta.
-Eu não estou tranquila, só estou tentando não surtar e manter a barreira.
Já faziam algumas horas que os meninos haviam saído, os gêmeos, Akemi e Akira haviam acordado e Sango e Ayame estavam distraindo os dois, a youkai parecia ansiosa para ter os seus próprios filhos, entretanto do jeito que ela e Kouga eram não iria demorar para terem seus próprios filhos, Rin e Sesshoumaru também logo teriam os deles e a casa se tornará pequena demais para todos eles, era o que mais queria, uma imensa família feliz.
-Alguém se aproxima da casa. – Ayame que brincava com Akemi próxima a janela avisou e todas as mulheres foram para o local observar as figuras que se aproximavam, logo puderam identificar seus respectivos companheiros, Kagome desfez a barreira e então os meninos entraram, cheios de cortes e hematomas se formando.
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-Conte-me o que aconteceu? Não parece que foi fácil. – Kagome comentou depois que Inuyasha tomou um banho e ela o chamou para fazer um curativo em seus ferimentos mais graves.
-O desgraçado é escorregadio como uma cobra, quando a luta começou, nós pudemos ter a verdadeira extensão dos poderes de Naraku, ele criou várias cópias, tinha quase uma para cada, mas nos ficamos lutando com o verdadeiro, em vários momentos parecia impossível ganhar, mas nós tínhamos muitos motivos para vencer, depois que fizemos perder muito sangue a ponto de perder a consciência o entregamos para a polícia com algemas especialmente abençoadas para restringir suas habilidades. – Inuyasha narrou mais detalhadamente a luta, como ela havia imaginado tinha sido com altos e baixos, mas todos sobreviveram.
-E Kikyou? – Kagome precisava saber se podia respirar completamente tranquila, ela sabia que teoricamente a humana não seria acusada de nada, mas também sabia que a outra era ambiciosa demais e isso tornava ela um perigo para os dois.
-Naraku tinha a mandado fugir antes da luta, mas quando saiu os policiais tinham ordem de prendê-la por quase ter matado você, então ela também esta presa. Agora chegar desse assunto e venha deitar comigo. – Inuyasha disse deitando e puxando Kagome para deitar com ele, a humana foi de boa vontade, ele a abraçou apertado e cheiro seus cabelos antes de começar a acariciar sem ventre, Rime chutou animada, eles finalmente poderiam seguir sem medo.
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-O que foi Ayame? – Kouga perguntou reparando no quanto a youkai estava inquieta nesses últimos dias, inicialmente ele tinha imaginado que fosse por causa do Naraku, mas agora ele via que estava enganado.
-Eu descobri que estou grávida. – ela decidiu dizer sem rodeios, em realidade fazia quase um mês que havia descoberto, mas haviam tido tantos problemas que achou melhor adiar a noticia até que tudo tivesse se resolvido.
-Eu vou ser pai? – Kouga questionou extasiado, nem era uma grande surpresa, já que se fosse por eles teriam sido os primeiros a ter filhos, e pensar que até algum tempo atrás ele achava que seu futuro seria com Kagome, mas desde o dia em que vira Ayame, ele soube imediatamente que ela seria sua e ele dela e agora eles iriam começar uma família, era o homem mais feliz do mundo.
-Sim. – ela respondeu somente para dizer algo, ela podia sentir toda a felicidade e amor transbordando dele e isso a enchia de mais felicidade e amor.
-Casa comigo? – ele pediu acordando de seus devaneios.
-Sim. – foi à única palavra que pode pronunciar antes de ser beijada.
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-Agora nos finalmente poderemos terminar de organizar os preparativos do nosso casamento. – Miroku disse enquanto colocava Akira para dormir, seus pequenos já tinham dois meses, o tempo estava passando bem rápido.
-Na verdade só falta escolher a data, o resto todo já foi organizado antes. – Sango alimentava Akemi sentada na cama.
-Por mim podemos fazer isso semana que vem.
-Tão rápido!
-Eu teria dito para amanhã, mas esta muito encima da hora. – eles riram baixinho enquanto Miroku pegava Akemi do colo de Sango, já havia dormido também.
-Vou arrumar tudo o mais rápido possível.
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-O que foi pequena. – Sesshoumaru perguntou beijando a meia lua no pescoço de Rin, ele adorava aquele símbolo, significava que ela pertencia a ele e vice e versa.
-Acha que é muito cedo para pensarmos em ter filhos? – ela perguntou apoiando as costas no peitoral dele.
-Acho que podemos começar a providenciar eles agora. – ele adoraria ver uma versão em miniatura dela correndo pela casa, ela riu levemente enquanto se entregava as suas carícias.
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5 ANOS DEPOIS
Todos casaram em datas bem próximas, Miroku e Sango ficaram na casa Higurashi, Kouga e Ayame compraram uma casa próxima à deles, Kagome e Inuyasha foram morar na casa de praia dele, apesar de que muitas vezes ainda ficassem no apartamento já que era mais próximo do trabalho de ambos, Sesshoumaru e Rin foram morar na casa de praia que ele tinha próxima a do irmão mais novo, os pais de Sesshoumaru e Inuyasha e os adotivos de Kagome e Miroku juntaram seus terrenos para poderem receber a penca de netos deles.
Miroku e Sango além dos gêmeos Akemi e Akira de 5 anos, tiveram mais uma menina chamada Naomi (minha doçura) que é uma mistura dos pais, tanto na aparência, quanto na personalidade, tem os olhos da mãe e seus cabelos são tão escuros quanto os do pais, de 3 anos, atualmente Sango esta grávida novamente de uma menina que vão chamar de Hinata (lugar ao sol).
Kouga e Ayame tiveram dois meninos Yudi (grandeza) que era ruivo de olhos verdes como a mãe, de 5 anos e Takeshi (guerreiro) de cabelos ruivos e olhos azuis como o pai, de 2 anos.
Kagome e Inuyasha além de Rime (generosidade) de 5 anos, a menina era uma cópia do pai, a cor dos olhos, os cabelos e as orelhas fofas, tiveram Hideki (árvore soberana) de 4 anos, o menino era uma mistura dos pais, o cabelo preto e olhos cor de mel e o casal de gêmeos Ken (belo) também era como o pai em miniatura e Mina (amor) era como a mãe, de 2 anos.
Sesshoumaru e Rin tiveram Hiroshi (generoso) de 4 anos parecia muito com a mão, com cabelos e olhos castanhos e orelhas caninas como o tio e as gêmeas Yasu (calma) e Harumi (beleza da primavera) de 3 anos se pareciam muito com o pai.
Hoje todo aquele batalham estavam reunidos no jardim compartilhado dos mais velhos, 12 crianças que em breve seriam 13, mas os 12 adultos, logo as crianças os superariam em numero, felizmente os mais velhos, ao menos a maioria, eram bem tranquilos e já mostravam disposição em ajudar os pais em cuidar dos mais novos, claro que eles discutiam muito, afinal os temperamentos dos pais eram difíceis, então os filhos não eram muito diferentes.
-Você é uma grande responsável por toda essa confusão. – Inuyasha disse abraçando Kagome, ela observava as crianças brincando com os avós que pareciam satisfeitos com a bagunça que as crianças faziam.
-Algumas vezes me pego pensando que meus pais biológicos se sacrificaram tão facilmente daquela maneira porque de alguma maneira eles sabiam o que nos aguardava no futuro. – Kagome pensava nisso com frequência.
-Iriamos nos conhecer independente disso, estava escrito que você seria minha, nossos pais teriam finalizado o contrato, nos encontraríamos em algum dos hotéis deles durante as férias e você roubaria o meu coração igual fez anos atrás quando nos conhecemos e...
-E você seria de novo um idiota... ouch! – Inuyasha a mordeu levemente no pescoço por causa da interrupção e do xingamento.
-Mas seria o seu idiota. – sussurrou beijando o local que havia mordido anteriormente. – Eu nunca fui e nunca vou ser perfeito, mas é uma ilusão dizer que alguém pode ser, entretanto eu tento sempre ser o melhor para você e nosso filhos, nem sempre eu acerto, às vezes a gente briga por besteira, algumas vezes os meninos são insuportáveis, nossa família esta sempre grudada e de vez enquanto é um saco, mas quando eu paro para observar tudo o que temos e conquistamos, eu só posso agradecer e te amar ainda mais do que achava ser possível amar anteriormente. – Kagome estava de frente para ele agora, um sorriso bobo nos lábios e os olhos lacrimejados.
-Eu vou te amar para sempre. – ela sussurrou antes de se beijarem.
-MAMAAAA... PAPAAA... – eles se separaram vendo os filhos deles correndo na direção deles, todos sujos, quando olharam mais a frente viram que todos haviam se juntado a brincadeira e que eles estavam sendo convocados a brincar também, Kagome soltou Inuyasha e foi correndo na direção de seus pequenos, pegou Ken e Mina no colo e voltou a correr em direção à bagunça, ouviu os gritinhos felizes de Rime e Hideki quando o pai os ergueu no colo vindo logo atrás.
Eles podiam ter problemas, todas as grandes famílias tinham, mas valia muito a pena para poder apreciar esses momentos de plena felicidade. O amor é confuso e difícil, as pessoas são orgulhosas, teimosas e egoístas, mas ainda assim, quando encontram aquela pessoa que vale a pena lutar e que luta por você, então vocês lutam contra todos os problemas e suportar da melhor maneira possível os defeitos um do outro, não é perfeito, mas ainda assim é perfeito...
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Acabou meu povo
Desculpa a demora
Não é como se minha vida estivesse tão agitada assim, mas eu leio muito e quando a gente vê já começou um novo semestre e já esta perto de acabar e você já criou vários capítulos de umas histórias novas e esqueceu de finalizar as antigas, estou amadurecendo minha escrita e espero que as próximas histórias sejam do agrado de vocês, vai ser do mal e pervertido kkkkkkkkkkk
Até breve!
