WINTER CHALLENGE
Fics Sakura e Sasuke
Sinopse: O brotar, o crescer, e o florescer.
Trilogia: A Cerejeira Do Inverno II: Ramos Frágeis.
Por: Dh.
Estava no silencio do meu apartamento vazio. Sabia que estava nevando lá fora, pois ora sim ora não eu olhava pela janela para verificar o tempo. Quem diria. Havia se passado sete anos dês do ultimo natal que eu passei com a minha família. Dês do ultimo dia de neve. E por incrível que pareça, eu me lembro vagamente da ocasião. Me lembro de Sakura ter ido passar alguns dias com a minha família, me lembro do risinho de minha mãe e me lembro da maneira orgulhosa que meu pai me olhou quando descobriu que eu havia beijado minha colega de escola. Sete meses depois disso, Itachi, meu irmão mais velho, destruiu completamente nosso clã. Matando a todos, e me deixando para trás como o único sobrevivendo do massacre Uchiha. Eu sentei-me em minha cama, suspirei e me deitei, dês do dia em que minha família morrera assassinada, eu nunca mais passei o natal com ninguém. Nunca mais quis saber de natal, para falar o mínimo. Acho que nem percebi, mas acabei adormecendo e só acordei porque ouvi batidas na porta. Me levantei rapidamente e caminhei até a porta principal de meu apartamento minúsculo, a abri e tive uma boa surpresa. Uma mulher baixinha de cabelos róseos e olhos verdes. Ela sorriu para mim, e acariciou minha cabeça assim que eu escancarei a porta. Com toda a certeza, a senhora Haruno fora a mãe que eu havia perdido e mesmo agora – com meus doze anos de idade – ainda nutria a minha paixão avassaladora por ela.
- Feliz natal. – Ela me desejou. Como a voz daquela mulher era sedutora, ou seria coisa da minha cabeça ? Vi ela arrancando a blusa cor de rosa que lhe cobria o tronco e entrando em meu apartamento, deixando a mostra seu sutiã branco de rendas e seus seios volumosos. – Hora de te dar seu presente...
Pisquei, quando abri os olhos, vi aquela mulher maravilhosa parada em frente a porta da minha casa, com um sorriso no rosto e completamente vestida – Merda. Aquilo não havia passado de minha imaginação. -.
- Feliz natal.
- Feliz natal, senhora Haruno. – Eu respondi, completamente corado, sem graça e me sentindo um verdadeiro otário por ter pensamentos como aqueles.
- O que vai fazer essa noite ? – Me perguntou sorridente. Mas o que eu vi mesmo foi ela passando a língua por seus lábios estreitos e piscando para mim com um olhar sedutor e pervertido. Pelo amor de deus, Uchiha ! CONTROLE-SE ! Respirei fundo e olhei para meus pés descalços.
- Treinar.
- De noite ? Vem jantar comigo....
Fechei os olhos, aquilo iria me render sonhos muito pervertidos depois que eu fosse dormir. Malditos hormônios.
- Com minha família, quero dizer. – Ela reformulou sua frase, colocando uma mecha de cabelo rosa para atrás de sua orelha esquerda.
Perdi a conta de quantas vezes ela havia me pedido para participar da ceia com Sakura e seu marido – o desgraçado – mas eu sempre negava porque não queria ver a cena dela atracada com o maridinho nojento.
- É que meu marido estava viajando... – Continuou ela. – E eu e Sakura precisamos de uma companhia masculina para comer o meu peru, sabe ?
Esqueça o que eu havia dito antes. Isso sim me renderia sonhos MUITO pervertidos.
- Por favor - ela implorou, levando a mão a minha cabeça abaixada e erguendo meu rosto com o dedo indicador depois de passar os dedos pelos meus cabelos. – Por favor. – Pediu de novo, beijando minha bochecha. Ah meu deus do céu... Como eu poderia dizer não aquilo ?
Enfim, ela me mimou e eu acabei indo ainda meio incerto. Maldita paixonite. Como se o jantar não bastasse, ela me convenceu de dormir na casa dela também, mas este ultimo item eu aceitei com muito prazer, poderia ver ela de pijama andando pela casa. Ui que sexy. O único problema era que também eu teria de ver Sakura andando de pijama pela casa. E, convenhamos... Aquela garota só não é confundida com uma tabula, porque os olhos dela são lindos. Apareci no sobrado onde ela morava dez e meia da noite, com um travesseiro em baixo do braço, meu pijama mais descente e sem furos, uma cueca limpa e minha escova de dentes, tudo enrolado com um edredom. Estava todo de preto, com a coisa mais formal que eu tinha, uma blusa social de botões. Não me perguntem porque eu tinha aquela blusa, porque sinceramente eu não faço a menor idéia. Quem veio atender a porta foi Sakura, ela estava de vestido, branco, com flores em rosas. Sinceramente não olhei muito para ela, não estava a fim de vê-la fazendo drama e corando e berrando e depois vindo atazanar a minha vida. Enfim, passei por ela direto e fui para a cozinha atrás da minha deusa, suspirei alto quando a vi fitando o peru especial que ela havia comentado quando fora me visitar mais cedo. Estava linda, de vestido como a filha, mas um vestido todo provocante, vermelho acima dos joelhos, com um decote avantajado que mostrava parcialmente os seios dela. Ela virou-se para mim, me fitando com alegria.
- Oi querido.
Mas para os meus ouvidos, aquilo pareceu muito mais sedutor do que realmente era, maldita imaginação, maldita imaginação ! Eu sou um pervertido mesmo. Mas admito que estava louco para empurrá-la em cima da mesa, subir sobre seu corpo sensual e beijar aqueles lábios pintados de vermelho.
MEU DEUS DO CÉU !
Acho que eu não penso no que imagino, não é possível que eu tenha imaginado tal coisa. Ah, deus... Eu sou um pervertido completo. A culpa é do Kakashi sensei que fica lendo aquele livrinho pornográfico e depois acaba falando bobeira.
- Fiz aquelas trufas que você adora. – Anunciou aproximando-se de mim e marcando minha bochecha com aqueles lábios.
O jantar fora muito agradável, admito, apesar de que eu não me lembro de nada que comi, pois fiquei olhando para ela o tempo todo. Sei que quando terminamos a ceia, ficamos acordados até uma hora e meia da manhã conversando. Eu e ela, porque Sakura era uma excluída total em nossas conversas. Houve vezes que eu me esqueci completamente do fato de Sakura estar sentada ao meu lado no sofá, praticamente cheirando meu cangote. Fomos dormir enfim. Ela no quarto dela, Sakura no seu e eu na sala. Adorava os sofá dos Harunos.
Dormira ali por algumas noites depois do massacre dos Uchihas. Mas nada se comparava à cama de casal, admito.
A noite seguinte depois de Itachi ter matado minha família, eu vim parar aqui, a senhora Haruno cuidaria de mim até que o governo arrumasse uma casa para mim ficar – que é o meu apartamento atualmente. Eu sei, você deve estar se perguntando: Mas ele é o ultimo Uchiha, toda a riqueza, herança e simplesmente TUDO deveria ter ficado nas mãos dele, não é ? Sim, é verdade. Mas eu só poderia me apossar desse dinheiro depois que eu fizesse dezoito anos e fosse maior de idade, até lá, o governo cuidaria de mim e das minhas necessidades. Voltando a história... Na primeira noite que eu vim passar aqui, eu estava completamente desolado, chorei a noite inteira, até que senti ser levantado e levado ao quarto principal daquele sobradinho. A senhora Haruno havia me levado para dormir com ela.
Talvez não fosse o que eu precisava na época. Na época, eu precisava da minha mãe ao meu lado. Para poder me afogar no colo dela e dormir tranqüilo, mas sou muito grato por ter a senhora Haruno em minha vida, não era exatamente o que eu precisava, mas foi o que eu recebi.
E eu dormi com a cara nos peitões dela, então que se foda o resto da história, que se foda minha infância sofrida e que se foda meu irmão. Pronto, falei. Ou pensei. Sei lá.
Estava quase pegando no sono, quando ouvi passos, abri meus olhos, a sala estava escura e eu estava realmente com frio. Talvez fosse minha deusa vindo me dar um beijo meloso de boa noite. Ah... Eu tenho que parar de pensar nessas coisas, vou virar padre. Infelizmente não era minha deusa, era somente Sakura andando no escuro feito uma morta viva. Sentei-me no sofá e então ela percebeu meu movimento.
- Não consegue dormir ? – Perguntei a ela em sussurros. Ela disse que não com a cabeça. – Insônia ?
Novamente, ela disse que não com a cabeça. Bom, eu também não estava conseguindo dormir. Estava é pensando nos peitões da senhora Haruno, para falar a mais pura verdade e viajando na maionese. Fiz um sinal para que Sakura viesse se sentar ao meu lado no sofá. Assim que ela o fez, puxou um pouco da minha coberta para cobrir suas pernas longas e me olhou com aqueles olhos verdes. Mesmo com pouca claridade, eles se destacavam.
- Você estava lindo hoje. – Ela me disse um pouco sem graça.
Queria dizer o mesmo para ela, mas sinceramente nem me lembro como ela estava vestida. Fiquei sem graça e corei um pouco, ela havia reparado em mim enquanto tudo o que eu pude olhar foram as cochas da mãe dela.
- Você também...
- Não olhou para a minha cara a noite inteira.
Merda ! Ela havia percebido isso.
- Mas eu tenho certeza de que você estava. – Retruquei confiante.
Nunca prestava atenção nela, na verdade, ela me irritava. Quando estávamos em missões, tentava me agarrar ou se mostrar para mim, mas eu só tenho um objetivo nessa vida, ficar forte para matar meu irmão. E quando eu a encontrava com a mãe dela, ficava babando pela senhora Haruno. Queria voltar no tempo e ter cinco anos e cinco meses novamente, pode olhar para ela e me perder no verde de seus olhos, queria agarrar sua mão simplesmente para sentir a textura de sua pele macia e aveludada, o calor passando por nossos corpos por aquele toque tão primitivo.
Me sentia diferente com Sakura, não era como olhar para a mãe dela e ver meus hormônios pulando e gritando, quando olhava para Sakura, sentia uma paz, que as vezes virava raiva e desprezo quando ela bancava a apaixonada. A verdade é que eu nunca tive amigo nenhum. Quando eu era pequeno, era meio excluído, as pessoas não gostavam de mim. Então, perdi meus pais. Aquilo foi um golpe muito duro para mim. MUITO mesmo. Me afastei ainda mais de todos e não estava nem ai para o que eles falavam de mim pelas costas. Enfim... O ponto que eu quero chegar é: Gosto de estar em silencio com ela, porque ela – parece – entender tudo durante o nosso silencio juntos. Ah sim, e precisa ser em silencio, pois a voz dela é enjoativa.
Ela me olhou e encostou sua cabeça no meu ombro. OPA. Sai pra lá mandinga de satanás ! Não quero você dormindo no meu ombro não !
- Sakura... Para com isso. – Eu pedi naquele meu tom ignorante que eu odiava, mas era o único jeito que eu sabia falar. – Sakura !
Ela tirou a cabeça de meu ombro.
- Quer saber de um segredo ?
Não quis ser grosso, então aceitei.
- Eu adoro o seu perfume...
Sakura era um ser das sombras, muito estranha. Não comentei isso porque estava no sofá dela, na sala dela, na casa dela.
- Agora você tem que me contar um segredo... – Pediu. – Tipo.... Dê quem você gosta.
- Não vai querer saber.
Eu sabia porque ela havia me perguntado isso. Dês de quando Orochimaru me apagou, ela havia se tornado extremamente melosa para o meu lado e sinceramente, não estava gostando nem um pouco daquilo.
- Por favor...
Eu senti minhas bochechas arderem, não queria confessar meu amor pela mãe dela. Mas estava sem escolha.
- Esta bem. Eu sou apaixonado pela sua mãe... – Comecei falando, ela soltou um risinho abafado que me deixou puto da vida, mas estava tão sem graça que não consegui ficar com raiva.
- Dês de quando ?
- Dês do dia que vi ela te buscar no maternal quando tínhamos quatro anos de idade.
Sakura começou a rir mais abertamente e eu não pude deixar de fazer a mesma coisa. Era ridículo, eu sei. Mas fazer o que se a mulher conquistou meu coração ?
- E se não gostasse dela ? Gostaria de quem da nossa turma ?
- Sakura... Para com isso. – Eu a fitei. – Tem muita gente nesse mundo, você não precisa ficar me perseguindo.
Vi os olinhos dela se encherem de lágrimas. Não resisti, agarrei a mão dela em baixo das cobertas e a fitei até que ela teve coragem para olhar meus olhos negros.
- Te garanto que não escolheria a Ino como namorada.
E não escolheria mesmo. Puta garota chata do inferno. De toda a minha legião de fãs histéricas, ela era a pior.
Sakura animou-se com o comentário, mas o que a deixou melhor foi meu toque por debaixo do edredom.
- Boa noite, Sasuke. – Ela sorriu e se levantou, dirigiu-se a cozinha para fazer deus sabe o que, depois voltou pela sala caminhando em direção ao seu quarto, deixei o meu edredom cair no chão e corri atrás dela em silencio, agarrei seu pulso um pouco antes dela entrar em seu quarto para dormir. – O que esta fazendo ?
Eu a puxei para mim e beijei seus lábios melosamente. Mentira. Eu a puxei para mim, sorri torto pois sabia que ela gostava daquilo e pousei meus lábios no topo da cabeça dela.
- Boa noite, Sakura.
Eu a vi corar, e nem comento nada sobre isso porque eu também deveria estar corado. Ela ainda estava bem próxima de mim, ficou encarando meu rosto como se eu fosse um pãozinho ou algo do tipo. Assustador. Depois ela veio se aproximando e me roubou um beijo. Maldita ! Ia arrancar um tufo dos cabelos rosados dela, entretanto, ela se trancara no quarto antes.
Já que estava ali e estava de pé, comecei a fazer um melodrama, caminhei para o quarto principal com os olhos cheios de lágrimas de crocodilo. Bati na porta três vezes e passei todo o meu plano maligno por minha mente. A senhora Haruno veio atender a porta. Cara que pijama sexy... Ela se assustou quando acendeu a luz do quarto e viu meus olhos molhados.
- Acho que... Estou com saudades da minha mãe. – Fiz uma cara de cachorro sem dono, ela não iria resistir, tinha a certeza disso.
Agarrou-me, apagou a luz e me guiou pelo escuro até a cama de casal, eu deitei e ela se deitou ao meu lado. Meu plano foi infalível. Agarrei o corpo dela, comprimindo-o contra o meu e fingi adormecer, segundos mais tarde abri os olhos, a mulher ao meu lado estava dormindo profundamente, precisava aproveitar o momento, talvez eu não tivesse outra oportunidade, deixei uma de minhas mãos escorregarem por aquele corpão cheio de curvas da senhora Haruno até a bunda dela. Ai meu deus do céu... Que presente de natal !
FIM
