WINTER CHALLENGE

Fics Sakura e Sasuke


Sinopse: O brotar, o crescer, e o florescer.


Trilogia: A Cerejeira Do Inverno III: Florescer.

Por: Dh.

Olhei pela minha janela que tinha vista para o jardim. Lá fora estava um inferninho. Mas que cu. Estava trabalhando na vila da rocha, eu era o responsável pela segurança de grupos de ataque, para simplificar: Não fazia nada da vida, assinava uns papéis e só. Quem trabalhava mesmo era a Karin – ela mesmo, minha antiga companheira de equipe. Ela fazia planos de infiltração, ou seja, quando a vila precisava que uma equipe invadisse certo lugar, era ela quem escolhia o melhor caminho para a equipe. Voltando a história, na vila da rocha não nevava. Era sempre um calor infernal todos os dias do ano, meu único alivio era que chovia no mínimo três vezes por semana, mas tirando isso, o lugar continuava sendo um inferninho.
Suigetsu entrou na minha sala todo apressado e balançando uma caneta na mão. Ele também trabalhava para o governo, mas no prédio de frente ao meu, era o primeiro imediato do Kage. Como o segurança particular que limpa a bunda do chefe e o protege ao mesmo tempo se for preciso. Ele veio com uma história de que estava organizando um torneio e precisava de minha ajuda para fazê-lo, porque o Kage estava torrando seu saco. Mas era mentira, eu sei que era. Ele veio verificar se Karin estava trabalhando ou dando em cima de algum outro funcionário – os dois haviam se casado quatro vezes, ficavam juntos por dois ou três meses e depois pediam o divorcio. Na semana passada havia definitivamente acabado o quarto casamento dos dois, por isso, ele ficava entrando em minha sala ora sim ora não para saber se estava 'tudo bem'. – Enfim... Ele ficou enrolando, tomando meu tempo, mas eu estava muito longe dali, olhando pela janela e pensando em um lugar realmente frio. Foi a vez de Karin invadir minha sala cheia de papéis nas mãos, ela recuou e fechou a porta quando viu Suigetsu. Entrou novamente segundos depois, mas sem a blusa social que ela usava antes, para me mostrar seu sutiã vermelho.

Suigetsu ficou P U T O e eu comecei a rir da cara dele.

- Cadê a sua blusa ? – Ele perguntou cheio de raiva e frescura.

Ela o ignorou, colocou os papéis na minha mesa, eu teria de revisar tudo e depois assinar, dando meu consentimento, aqueles papéis iriam para Suigetsu e depois para o Kage. Depois de tudo isso, eram divididos em tarefas, paras as equipes, e aquele bando de crianças e seus mestres, saiam para cumprir seus deveres. Ah como foi boa essa época da minha vida ! Agora eu, com meus vinte e cinco anos não podia mais me dar ao luxo de ficar me preocupando com besteiras como missões.
Karin sorriu sedutoramente para mim.

- O que achou do meu sutiã, Sasuke ? – Perguntou para provocar o ex marido.

Eu encarei os peitões dela. Ainda bem que não era um adolescente para ficar com tesão daquilo.

- Ele é lindo, Karin. Você e o Suigetsu ficaravam com esse cu doce até quando ?

Comecei a ler os papéis.

- Até ele admitir que estava errado.
- Eu ?! Eu não te traí ! Você que fica esfregando esses peitos na cara do Sasuke !
- Não, não. – Eu falei, sem tirar os olhos dos papéis. – Não me coloquem no meio da briga. Metam o Juugo no meio da briga, se quiserem colocar a culpa em alguém fora vocês mesmos.

Juugo era professor... De crianças.... Crianças deficientes... Ele ensinava... Bom, não sei o que ele faz exatamente. Mas Juugo é o tipo de pessoa que ninguém pode colocar a culpa.

- Ah... Vou tirar uns dias de folga. Então é melhor o convívio dos dois melhorar um pouco. – Recomendei virando a página de uma folha que acabara de ler. Ouvi os dois reclamarem e se ofenderem. Mas que bosta. Os dois estavam me tirando do sério se eu tivesse que ser DE NOVO a poha do padrinho deles em mais um casamento que acabaria em meses ficaria realmente bravo com eles. Parei o que estava fazendo, fitei os dois com a maior sinceridade que eu tinha dentro de mim.

– Vocês dois se amam e vão acabar voltando por causa desse amor. Então parem de cu doce ! Suigetsu, você se casou com a Karin porque.... Ela é uma chata. E Karin, você se casou com o Suigetsu porque ele é um cuzão. E vocês sempre souberam disso, sempre se odiaram e brigaram. Podem parar de ficar se divorciando e se esforçarem para um desses casamentos dar certo ?

Um olhou para o outro e depois juntaram suas mãos conformados com o que eu falei. Ai que lindo. Acho que vou virar psicólogo e cuidar de criancinhas como o Juugo. Não, não, péssima idéia.

Deixei o natal passar, depois me atolaram de trabalho e acabou passando o ano novo. Merda, queria ver os fogos de artifício, ah sim, eu optei por passar meus dias de férias em Konoha. Bom, a vila da Rocha limpou meu nome sujo, então agora eu não era mais um ninja procurado, mesmo assim, tive de avisar a Konoha que eu estava indo para lá, mas pedi para que o assunto ficasse na miudinha. Não queria gente indo me receber nem nada do tipo.
Enfim, fui no dia sete de janeiro. Quanto mais me aproximava da minha cidade natal, mais ficava com frio. O chão começou a ficar branco e fofo no meio do caminho, depois, começou à nevar, eu suspirei, fazia anos que não via a neve, e particularmente – sempre fora a época mais especial do ano para mim. – Quando entrei em konoha, foi como se eu visse todas as minhas lembranças, incluindo as mais preciosas, passar diante de meus olhos. Sabe, você só percebe como é bom estar em casa quando você fica muito longe dela por bastante tempo. Caminhei até um hotelzinho meia boca, me instalei e depois sai, para fazer compras, já que ia ficar ali, no frio, então me encheria de chocolate e coisas gordurosas. Voltaria para casa como um balãozinho e Karin brigaria comigo.

Entrei em uma loja de conveniência qualquer, passei de uma sessão a outra colocando porcarias dentro de uma cestinha verde, por fim, parei em frente a estante onde estavam as barras de chocolate. Fazia anos que eu não comia chocolate. Coloquei uma barra de chocolate ao leite dentro da cesta e passei meus olhos pela estante novamente. Queria algo com nozes e passas... Senti alguém afagar minha cabeça, passar os dedos pelos meus cabelos – que eu sabia que estavam um ninho de cobras. – virei-me para ver quem era e, quase morri do coração. Ah que exagerado eu sou. Mas fiquei realmente surpreso.

- Senhora Haruno ?

Ela sorriu para mim.
Eu havia finalmente passado sua estatura. E fiquei realmente feliz por isso. Seus cabelos rosados agora estavam ficando opacos e havia bolsinhas em baixo de seus olhos. Ela me olhou cheia de bondade e eu me vi como uma criança de novo, mas eu não era uma criança. Mesmo estando com quase cinqüenta anos, não nego: Ela estava linda, como sempre foi. Ainda tinha os as maças do rosto vermelhas e um sorriso cativante.... E... O corpo não perdeu o porte.

- Você esta lindo. – Ela me disse, beijando minha bochecha. Precisou ficar na ponta dos pés para fazer isso.

Corei, deus como eu ainda conseguia corar só por ela fazer aquilo ? Cacete, viu. Retribui o beijo, mas de uma maneira sedutora. Haha. Sou um idiota. Mentira. Retribui o beijo sim, mas todo acanhado e sem graça.

- Então... Como vai a família ?
- Sakura esta ótima.

Ela me revelou e eu fiquei feliz por isso. Não tinha nada contra ela mesmo.

- E o casamento ? - Perguntei com um sorriso.

Ela hesitou.

- Meu marido morreu. – CHOQUE. – No inverno do ano passado. Agora somos só eu e Sakura.

CHOOOQUE ! O desgraçado que roubara a mulher da minha vida morreu ! HAHAHAHAHAHA. Tá bem, calma Uchiha... Calma. No fundo eu sei que estava um pouco triste, pois a senhora Haruno adorava o maridinho dela.

- Sinto muito. – Houve um silencio embaraçoso. - O que a senhora faz aqui ?
- Sakura disse que ia me fazer um bolo... E que precisava comprar algumas coisas, então vim com ela.

Meu coração parou. SAKURA ESTAVA ALI ?
A senhora Haruno apontou para uma moça um pouco distante dos dois, era alta, magricela, com peitões – Ui. – e com cabelos rosas...
AH MEU DEEEEEUS ! AQUELA NÃO PODIA SER A SAKURA !
CHOQUE, CHOQUE, CHOQUE !
Ela estava linda.... Pelo menos vista de ladinho.

- Sakura... Venha aqui. – Disse a senhora Haruno com um tom mais alto para que a filha ouvisse.

Sakura se virou e me encarou, ela realmente estava bonitona.

- Sakura... – Eu disse abobalhado. Recomponha-se, Uchiha ! Rápido, rápido, antes que ela pense que você é um estúpido. – Você esta... – Muito gostosa. Não, não poderia falar isso a ela, mesmo sendo a verdade. - ...Linda.
- Ora...

Ela me analisou com aqueles olhos verdes cintilantes.

- Você também não esta nada mal, Sasuke.

Estávamos sem graça. E a senhora Haruno de vela, ou a Sakura... Quem deveria estar ? Sei só que minha barriga estava me incomodando. Estava me sentindo gelado de medo por falar algo que não deveria. Puta merda e agora ?!
Envolvi a senhora Haruno com um de meus braços, deixando a cesta do mercado pendurada no outro.

- Agora é 'papai'. - Disse pomposo. Estava ficando cada vez mais ridículo com o tempo. É a idade.

Ela começou a rir, provavelmente havia se lembrado sobre o fato deu ser apaixonado pela mãe dela dês dos quatro anos.

- Ui... – A mãe de Sakura agarrou minha roupa. – Que maridão sexy eu consegui...

Eu senti uma mão deslizando pelas minhas costas e chegando na minha bunda, depois senti minha nádegas sendo apertadas. OPA ! Ela riu abertamente e me deixou todo constrangido.

– O que veio fazer aqui ? Negócios ?
- Férias... Por alguns dias. Queria ver a neve.
- Esta hospedado em um hotel ? – Eu afirmei que sim e ela ficou brava, não sei porque. – Imagina que você vai ficar em qualquer hotel... Vai ir ficar comigo. E me ajudar a comer o bolo que Sakura vai fazer.

É mais do que óbvio que eu fui, e com uma cara de cachorro sem dono. Busquei minhas coisas no hotel e fui para casa dos Harunos com duas belas mulheres ao meu lado. Ai que sexy. Haha. Parei, parei. Comi bolo até me sentir cheio e fiquei olhando para as pernas de Sakura enquanto ela lavava a louça. Ela tinha umas pernonas maravilhosas, isso para não falar na bundinha sexy. Eu sou um tarado mesmo. Espero – sinceramente – que no dia seguinte ela esteja com calor, para andar por ai só de calcinha e sutiã.
Ah meu deus do céu... Estou pensando realmente isso ?!
O tempo passou, escureceu e a senhora Haruno me largou na sala com Sakura. Estávamos sentados no sofá, olhando para cara um do outro e sem graça. Mas que coisa.

- Então... Você nunca se casou ? – Ela me perguntou. – Achei que quisesse reconstruir seu clã...
- Quero.

Eu limpei a garganta. Como poderia estar tão nervoso daquela maneira ?

- Não encontrei a pessoa certa... Também esta sozinha ?
- Uhum. Bom... Não quero ninguém por hora, entende ? Quero cuidar da minha vida... Terminar de arrumar minha casa.

Ela comentou bagunçando os seus cabelos rosados.

- Sua casa ?
- Uhum. Minha própria casa. É que... Bom, acho que minha mãe fica muito sozinha aqui, por isso fico com ela alguns dias da semana. E durmo no meu antigo quarto.

- Bom, tomo conta dela durante os dias que vou ficar aqui.
- É... Você pode até se dar bem...

Ela me fitou, fiquei p da vida. Sabia o que ela estava tentando insinuar. Levantei-me do sofá em um pulo, caminhei até a janela e admirei em silencio a neve que caia. Os flocos de neve começavam a se amontoar no chão, voltei para o sofá, sentei-me e dobrei minha perna esquerda, retirei minha meia de lã quentinha e depois fiz o mesmo com o outro pé. Sakura me observava curiosa, seus olhos verdes estavam me deixando sem graça e zonzo.

- O que esta fazendo ? – Ela me perguntou, mas eu ouvi uma voz de criança, não era possível, pois aquela voz agora pertencia a uma mulher gostosa e inteligente. Olhei para ela, vi uma garotinha de cinco anos me fitando curiosa com suas belas orbes.

Me levantei de novo e ofereci minha mão para que ela a segurasse. Sou um idiota. Sou um idiota. Sou um idiota ! Ela pegou minha mão como eu esperava e parecia estar bem à vontade comigo e minha cara de cu. A puxei e ela se colocou de pé. Caminhamos lado a lado e quando demos por nós, estávamos no quintal, pisando na neve gélida, eu descalço e ela usando somente suas meias cor de rosa.
Me senti uma criança outra vez. Senti o perfume rosas que minha mãe usara à vinte anos atrás. Senti o peso de meu irmão me esmagando o peito, cheguei até mesmo a ouvir a voz de meu pai me desejando bom dia. Ah merda. Me encolhi. Como sentia falta da minha família... Até mesmo do bunda mole do Itachi. Fechei meus olhos, perdido em meus pensamentos. Senti que algo havia me acertado na cabeça. Cambaleei e a risada doce dela invadiu meus ouvidos.
Filha da puta ! Tinha me acertado com uma bolota de neve.

Retruquei, lógico, e só tive noção de como minha mira estava ruim quando acertei a parede da casa ao invés de Sakura. Oh merda. Levei outra na cara. Coloquei a mão no rosto, meu nariz estava duro e gelado. Fitei Sakura que ria de mim furtivamente, ela me jogou outra bolinha, tentei me esquivar, mas fui lento demais. Paft ! Merda. Cansei de tomar gelo na cara. Enfurecido parti para cima dela, a persegui por aquele terreno fofo e quando a alcancei, joguei meu peso sobre o corpo delicado dela. Ela afundou na neve, por culpa do peso de meu corpo, ria como uma criança. Me olhou com aqueles olhos verdes cintilantes. Meu corpo inteiro estremeceu só com o prazer que senti naquele pequeno ato. Tateei o chão e o corpo dela até encontrar sua mão. Agarrei-a com todas as minhas forças, entrelaçando nossos dedos sem deixar – por motivo nenhum – de olhar para os olhos dela.

Senti meus lábios sendo tocados pelos lábios dela. Suavemente, movimentando-se junto aos meus próprios, meus olhos cederam e eu memorizei aquele momento, para o resto de minha vida. Assim como havia memorizado todos os outros momentos que eu passei com Sakura. Não porque o dia fora extraordinário. Mas porque ela era extraordinária de tal modo... Que sempre permaneceu em meu coração. Ocupando a maior parte dele, admito.


FIM