Olá pessoal!!!

Nossa, eu queria tanto ter vindo no dia 07... Vocês sabem o que comemoramos dia 07 de Dezembro, não sabem?? Espero que sim... huahauhauhau Nas notas finais eu conto... Deixa eu ser rápida porque ainda vou tentar atualizar NSM hoje...

Nara Rossima - Oi linda!! Eu li sua fic! Será que eu deixei comentário? Não lembro, mas na minha agenda tá anotado as fics que falta eu comentar rsrsrs Eu passo lá se não tiver deixado coment ainda, ta? Ah, daqui a pouquinho elas já voltam para Hoggy, não se preocupe! Beijos linda!

Yuufu - Oi filha!! Adorei seu coment mas não vai dar pra responder linha por linha como de costume! Pena que não deu tempo pra gente fazer um amigo oculto, mas acho que a idéia ainda é válida! Gente, eu quero ler esse livro seu 'Mulheres da Máfia'! hauhauha Acho que se você usar aquele argumento do Aslam para a Lucy com a sua mãe não vai dar muito certo... huahuahau Beijos linda!!

JhU Radcliffe - Linda!! Seu comentário é válido com qualquer tamanho!! Adorei! Eu sei como é ficar sem computador! huahuahuah Beijos sobrinha linda!!

-Laura- - Oi querida! Nossa, a conversa do Aslam com a Lily na verdade vai demorar é muito tempo pra ser explicada, e vai ser ao mesmo tempo que a profecia da Lucy... Então esqueça sua curiosidade senão vai querer me matar! huauhauha Essa 'certa cena' vai demorar acho que só mais dois ou três capítulos se não me engano... rsrsrs Beijinhos linda!!

Lellys Evans Potter - Hohoho, autora linda de deus? OMG, pelo menos você foi muitíssimo boazinha de não descarregar em cima de mim o certo 'nervoso' que você estava da Lily... huahauhau Bom, acho que a ruivinha estava meio desesperada com a situação, por isso queria devolver a loira desmiolada que cá pra nós não tem o mínimo de responsabilidade... hauhauhah Bom, eu tenho a impressão de que você não vai gostar tanto desse capítulo já que ele tem muito a Lily e também tem cenas dela com o Peter... hahahaha Mas dê uma chance pra ruivinha, ela no fundo é legal! ¬¬ Beijos linda!!

Tahh Black - Olá cabelo de fogo! huahauhau Não bata a cabeça na parede, faz mal! huahauha Nossa, obrigada mesmo pelo carinho... Por gostar da minha fic... XD Sabe, deve ser mesmo maravilhoso andar montada num Leão! Um Leão como o Aslam é claro! Olha, sinto te desapontar, mas a profecia da Lucy não vai ser explicada agora não... Nem tão cedo. (e eu ainda me acho boazinha!) Já vou... Beijinhos linda!

Flavinha Greeneye - Linda! Que bom que você veio! Fico mais do que feliz de verdade. Eu li o seu profile e suas fics, só não arranjei dez minutos pra comentar ainda, mas eu sei o quanto está corrido pra você! Eu também odeio o Littar! rsrsrs Beijos enormes lindinha!

Sir Andrew Stepking - huahauhauh Eu sempre adoro seus comentários 'viajantes'! Não me leve a mal por isso, é um elogio, juro! Eu dou muita risada mesmo! Bom, esclarecendo... Eu acho que se o Sirius e o James tivessem tratado melhor o Peter talvez, veja bem, talvez ele não tivesse virado pros lados das trevas como virou... Mas alguém que trai os próprios amigos em qualquer que seja a circunstância, eu não acho digno de nada! Nem de piedade! Na verdade mesmo... Eu odeio o Peter, não se engane! hauhauhau Tipo, os calormanos são exatamente como os árabes, ok não exatamente mas pelo menos na minha (de) mente (hahaha) eu também os imagino com o mesmo vestuário e talz... Beijinhos...

Ademilson - hauhauhauhauhauhauah Sabe de uma coisa? É só não ler! ¬¬

Lilían Evans Higurashi - Oie! É claro que eu te perdôo! Entendo completamente o seu desabafo contra o ff! Além de tudo ele não permite nem que o nome dele seja citado, você já percebeu? Fica uma coisa meio Voldemort 'Aquele-que-não-é-nomeado' o comentário você percebeu? Super engraçado! huahuahua Escritora predileta? OMG! É uma honra ouvir (ler ¬¬) isso, mas é exagero seu mocinha... Você escreve muito melhor do que eu! Eu que devia me perguntar se um dia escreveria 'um quarto de linha' do que você escreve! Enfim... Concordo plenamente com a sua teoria sobre o ff estar se unindo a Voldemort... huahauha Beijinhos lindinha!!

Lek Potter - Oie!! Nossa, obrigada! Na verdade aqui no fanfiction não tem nenhuma fics em Português sobre Nárnia. Tem algumas em inglês e espanhol mas nenhuma que eu recomende, mas direto eu procuro por fics de Nárnia, se aparecer alguma boa eu te aviso, combinado? rsrsrs Já att!Beijinhos!!

Ly Black - Xuxu-Filha!!! Nossa, você conseguiu vir antes da Jane! Estou surpresa! hauhauah Esse seu coment me lembrou a época que vocês duas 'disputavam' de quem era a maior review em ABA e em MC... E lembra também como a Jane falou na review dela, a época que vocês chegaram aqui, tão tímidas... huahuahua Hoje as review´s são meio que um e-mail comunitário, onde vocês escrevem sobre tudo e eu respondo... É tão emocionante isso! Okz... Ao seu coment... Gritos de 'viva' e 'morra' acompanhando seus coments... Que lindo você leu o Príncipe Caspian! Acho que é um dos meus preferidos! Entre todas as Crônicas eu tenho sete preferidas! ¬¬ Não me lembre que a sua amiga tem sócios no crime e eu não! Aliás temos que negociar a vinda do livro que você achou!! XD Queria responder todo o seu coment mas nãp vai dar tempo! Mas juro que amei e que eu também sinto vontade de vomitar quando sinto o cheiro de banana! hehehe Beijos enorme filhota-xuxu, amo você!

miss Jane Poltergeist - Oi filha!!! Nossa, como você estava dramática nessa sua última review! hauhauhau Mas pelo menos já resolvemos vários assuntos dela lá na comú. Você já aceitou que a Gwen não perdoe mesmo o Remus, pra ele sobrar pra você, resolvemos a questão do porque de eu não ter brigado com o Andy e o assunto sobre 'ninguém te amar' também ser uma mentira porque a Mummys ama você! Ponto! hauhauha Pega mal mas eu também queria montar no Aslam! A Lucy louca? De onde você tirou isso? hahhaha Ela é perturbada isso sim! XD Oh, não se apaixone pelo Rabadash! Prometo trazer o seu Remmie-Poo em breve, mas não queira o Rabadash pra você, palavra de Mummys que conhece o destino dele! huahauha Eu já comentei sobre o Manso e o barman... Mas você sendo expulsa da sala de aula foi ótima! Acho que eu nunca mais fingia estar estudando perto de você! XD Eu também tenho a impressão de que você sozinha num quarto com o Remmie não ia nem pensar em ler a mente do garoto! hauhauh Sim eu lembro das suas primeiras review´s! Ainda bem que você esqueceu sua timidez! hahaha Beijinhos linda! Love U!!

Miss Moony - Olá! Claro que eu lembro de você! Seja bem vinda à ABA, espero que apareça sempre, sério mesmo! Que bom que você gostou de eu ter colocado um pouco de romance em Nárnia, esse capítulo de hoje então é especialmente pra você! Tem um toque 'Fran' nesse passeio das meninas em Nárnia! hauhauhau Sobre levar os marotos para Nárnia... Eu pensei em muitas possibilidades, mas nenhuma se encaixava com os meus planos pra fic, mas não se preocupe porque a sua sugestão está anotada, ainda vou aprontar alguma coisa com os meninos e Nárnia... Só não sei quando! rsrsrs Me desculpe por ter te feito chorar com a cena da morte dos pais da Lily... Até eu chorei! Por favor continue falando das suas idéias malucas, pra mim elas fazem sentido completamente! Quanto à profecia... Isso ainda vai demorar um pouquinho... rsrsrs Beijos enormes lindinha! Espero que continue acompanhando e gostando da fic!

Gabriela Black - Olá! Sério? Nossa, obrigada! Pode ficar tranquila que eu continuo sim! Beijinhos querida!

The Siters Dias - Obrigada! A ordem.. Bom cronológica que é a que eu prefiro é assim: O Sobrinho do Mago, O Leão a Feiticeira e o Guarda-Roupa, O cavalo e seu menino, Príncipe Caspian, A viagem do Peregrino da Alvorada, A cadeira de prata e A Última batalha. Esquecia algum? 1, 2, 3, 4, 5, 6...7! Tudo aqui! rsrsrs Bom em Nárnia o tempo passa muito mais rápido, geralmente um século em Nárnia passa um segundo aqui no nosso mundo, é mais ou menos assim... Mas pra efeitos de dar certo os tempos de Hogwarts e de Nárnia, eu estou convenientemente alterando a proporção para uma semana em Nárnia igual à dois dias no nosso mundo... Pra dar certo tudo... hehehe Leitora fiel? Nossa, fico muitíssimo feliz com isso! Obrigada! Beijinhos...

Gabi LBP - Sim você demorou! hahauha Mas o que importa é que veio! XD Oh, me desculpa por ter te deixado curiosa? Desculpa nada, a intenção era essa mesmo! huahuahua Você viu que fofura o Rabadash? Eu fiz isso porque gosto dele (como jumento, claro! ¬¬) e resolvi dar uma chance dele fazer o bem antes de tudo... hahaha Olha, tudo bem, não perdoe a Gwen. Eu faço ela repensar o assunto, perdoar o Remus, eles ficam bem de novo e você e a miss Jane que insistem em não perdoar a atitude da Gwen vão ficar só apreciando o Remus querido de vocês com a minha PO preconceituosa! huahauha Dramática, não? hahaha Beijinhos linda! Ah, débito quitado! ;D


Capítulo 26 – Um dom e uma missão


No dia seguinte, todos dormiram até mais tarde por causa da festa que tinha se estendido até altas horas da madrugada.

Quando Lily acordou o sol já estava alto. Susan organizava o acampamento com a ajuda de alguns anões e de Ripchip.

- Bom dia Lily! – Cumprimentou alegremente quando viu a ruiva sair de uma das tendas.

Lily sorriu e andou até ela.

- Bom dia Susan. Tendo muito trabalho?

- Um pouco. Mas a festa foi tão divertida que qualquer trabalho vale à pena.

- É verdade. Volto logo pra te ajudar, primeiro vou trocar os curativos do Peter.

- Não tenha pressa em voltar. – Susan abriu um sorriso travesso. – Faz horas que meu irmão acordou e não pára de perguntar de você.

Lily sorriu um pouco constrangida e seguiu direto para a tenda onde Peter estava descansando.

- Oh, finalmente! – Exclamou ele levantando os dois braços pro alto e sorrindo abertamente.

- Está sentindo alguma dor? – Lily perguntou preocupada se ajoelhando ao lado dele e tirando os curativos velhos.

- Não, dor não. Apenas saudades da minha enfermeira preferida.

Lily amassou lentamente os esparadrapos usados e os jogou num cesto de lixo, depois encarou Peter sorrindo lascivamente.

- Ao que me consta, eu sou sua única enfermeira. Agora deixe de drama rei Peter, eu sei o quanto deve ser ruim ficar aí sozinho, preso a essa maca horrível, mas eu precisava dormir um pouco.

- É eu sei. Estava brincando.

Lily se levantou e foi até um balcão na outra extremidade do aposento. Misturou cuidadosamente dois líquidos, vermelho e azul, num recipiente maior. Uma fina fumaça branca saiu da mistura quando a poção assumiu uma tonalidade violeta.

- E como está se sentindo hoje?

- Bem melhor. – Ele franziu o cenho observando Lily lhe servir um copo daquela estranha mistura. – Eu vou ter que tomar isso aí?

- Sim, e não adianta fazer careta. É essa coisa com aparência pegajosa e cheiro de sovaco de trasgo que está salvando a sua vida.

- Suas palavras foram mesmo reconfortantes Lily! Obrigado.

A ruiva riu e sentou ao lado dele na cama.

- Vai ter que tomar de qualquer jeito.

- Obrigado por estar cuidando tão bem de mim. Se não fosse por você, ninguém mais aqui saberia como tratar dessa ferida.

- Aslam certamente daria um jeito. E ainda há aquele elixir da Lucy em Cair Paravel. Alguém iria até lá num piscar de olhos.

- É, talvez... – Peter pegou o copo das mãos de Lily, cheirou e devolveu instantaneamente com uma careta. – Argh! Eu não vou conseguir tomar isso.

- Mas precisa. – Lily colocou o copo mais uma vez nas mãos dele. – Vamos lá, num gole só.

- Ninguém em sã consciência beberia essa coisa.

- Se quiser eu posso quebrar alguma coisa na sua cabeça. Você desmaia e aí então eu posso te fazer engolir a força...

Ele encarou o copo e depois Lily cogitando seriamente aceitar essa última proposta dela.

- Quando você terminar de beber, vai ficar um gosto parecido com morango na sua boca. Só o cheiro e a aparência que são ruins, se tapar o nariz e fechar os olhos, garanto que não vai sentir nada.

- Não está tentando me enganar, está?

- Dou minha palavra que não. E se você beber tudo, vai poder sair pra tomar um pouco de sol antes do almoço.

- É uma proposta tentadora... – Falou ele sorrindo.

Peter segurou o copo com a mão direita e respirou fundo pra tomar coragem. No mesmo momento em que tapou o nariz, com a outra mão virou o copo de uma vez, bebendo tudo em poucos segundos.

Lily bateu palmas orgulhosa quando ele lhe mostrou o copo vazio.

- Parabéns! Viu como não doeu?

Com uma última careta de nojo por sentir o líquido viscoso descendo por sua garganta ele devolveu o copo para Lily.

- Até que você tinha razão... Sobre o gosto.

Lily sorriu e se aproximou para observar o ferimento.

- Está quase totalmente cicatrizado. – Falou se debruçando sobre Peter pra enxergar melhor.

- Obrigado. Mais uma vez.

A ruiva levantou o rosto ficando a poucos centímetros de Peter. Ficaram se encarando em silêncio por algum tempo, então ele arrumou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha e desceu lentamente a mão até o pescoço de Lily trazendo-a mais para perto.

Lily não ofereceu resistência. Pelo contrário, fechou os olhos e sorriu de leve ao sentir a respiração dele tão perto da sua.


- Bom dia Susan!

- Bom dia Lucy. Acordou bem tarde pra quem prometeu madrugar pra me ajudar na limpeza...

Lucy E. sorriu.

- Desculpe, não consegui acordar antes.

- Sabia que até a Lily já acordou antes que você?

- Lily? Nossa, o ar de Nárnia está mesmo fazendo bem pra minha amiga ruiva. – Lucy fez uma pausa e olhou ao redor. – E onde ela está?

- Cuidando do Peter, você não imagina o quanto ele está impaciente por ter que ficar lá sozinho o tempo todo.

- Isso porque ele recém recobrou a consciência... É melhor eu aproveitar e ir logo falar com ele, não consigo deixar de me sentir culpada pelo o que aconteceu.

- Pois não devia se preocupar com isso. – Susan falou sorridente.

Nesse momento o fauno senhor Tumnus pediu a ajuda de Susan para alguma coisa e ela desviou a atenção de Lucy que decidiu ir até a tenda de Peter conversar com ele.


Quando Lily e Peter se separaram ficaram algum tempo se encarando como que recuperando o fôlego ou esperando que aquele momento especial não tivesse fim.

Mas não podia ser exatamente como eles esperavam. Nem bem haviam se separado, Lucy irrompeu pela entrada da tenda.

- Bom dia Lily, bom dia Peter.

Lily deu um pulo assustada e ficou em pé ao lado de Peter que sorriu um tanto sem graça.

- Bom dia Lucy. – Responderam em uníssono.

- Interrompo alguma coisa? – Lucy perguntou temerosa ao perceber o salto que Lily tinha dado para se afastar de Peter.

- Não. Acabei de trocar os curativos do Peter. Você queria falar comigo?

- Na verdade eu vim aproveitar que o Peter recobrou a consciência pra pedir desculpas. Nada disso teria acontecido se eu não tivesse me afastado sozinha de onde estávamos acampando.

- Nossa! – Lily exclamou surpresa. – Você reconhecendo que fez uma coisa errada ao invés de arranjar uma desculpa realmente convincente pra nós acreditarmos que você fez a melhor coisa possível?

Lucy mostrou língua para a amiga e depois sorriu.

- Pra você ver o quanto Nárnia está me fazendo bem!

Peter também sorriu e balançou a cabeça.

- Littar arranjaria outra forma de me desafiar para um duelo. Com certeza isso de envenenar a espada já estava planejado.

- É, mas ainda assim eu me sinto culpada. Se não fosse pra me libertar talvez você tivesse outra alternativa pra não enfrentá-lo naquele duelo.

- Se é assim, está desculpada. Mas acho que qualquer um na sua situação iria atrás de descobrir de onde vinha o barulho.

Lily arregalou os olhos e balançou a cabeça completamente pasma.

- Não, a Lily não. – Lucy afirmou sorridente.

- Lógico que não. E não acredito que você está incentivando essa doida a continuar fazendo isso Peter! Em Hogwarts ela quase me matou uma vez porque queria seguir um bando de loucos na floresta.

- É verdade... Eu já devia ter aprendido. – Lucy continuava sorrindo.

- É engraçado Lucy o quanto você leva a sério os conselhos da Lily. – Peter comentou divertido.

- Eu é que já devia ter aprendido a não me preocupar mais. - Falou a ruiva.

- Bom, como o Peter já me desculpou, vou ajudar Susan com o almoço, parece que amanhã já voltamos para o castelo. Podem continuar o que estavam fazendo antes de eu atrapalhar... – Terminou com um sorrisinho maroto e um piscar de olhos.

- Ela é tão discreta... – Lily comentou quando Lucy saiu da tenda.

Peter riu.

- Você vai cumprir sua promessa de me deixar ir lá pra fora?

- Sim, mas daqui a pouco. Por enquanto você tem que voltar a descansar.

A ruiva deu um beijo na testa de Peter e saiu logo em seguida.

O almoço transcorreu normalmente, Rabadash ainda almoçou com eles antes de voltar para a Calormânia e prometeu voltar para uma visita quando Rei Peter estivesse totalmente recuperado. Peter por sua vez, recebeu permissão de Lily para passear no sol e almoçar com os irmãos ao ar livre.

À tarde as duas Lucys fizeram uma nova fogueira no centro do acampamento, onde tinham recém recolhido as cinzas da noite anterior.

Susan acendeu o fogo e Peter, que acabara de tomar mais um copo do líquido pegajoso e por isso já estava bem melhor, sentou em volta da fogueira junto com Lily, Lucy e os irmãos Pevensie.

Quando as grifinórias já tinham ouvido uma porção de histórias de Nárnia, Edmund deu a idéia de cada um cantar uma canção e a pessoa do lado terminava.

Lily e Lucy tiveram que usar de muita criatividade pra completar as músicas de Nárnia que os irmãos Pevensie cantavam. O contrário não era difícil, afinal muitas das canções que as duas meninas conheciam na Inglaterra, os quatro irmãos também tinham aprendido antes de virem para Nárnia.

Aslam se juntou a eles no meio da brincadeira, mas ficou apenas observando a diversão dos jovens. Quando Lucy começou uma canção de ninar e todos riam da desafinação da loirinha, Aslam se aproximou lentamente de Lily.

- Precisamos conversar, Lily. – Falou Aslam e todos pararam o que estavam fazendo.

Lily levantou prontamente e ajeitou as vestes.

- É claro Aslam. – Se despediu dos outros e seguiu atrás de Aslam em silêncio.

Andaram por muito tempo e Lily aproveitou para sentir a calma que era caminhar descalça na terra. Como lhe dissera certa vez Lucy Pevensie, era uma sensação única de liberdade.

De repente sentiu um aperto no peito e se aproximou mais de Aslam.

- Está perto a hora de partir, não está? – Perguntou com um tom de tristeza na voz.

Aslam parou e a encarou de frente.

- Sim, Lily. A hora de partir para o seu mundo se aproxima.

- Queria poder ficar mais...

- Eu sei. Mas vocês não pertencem a Nárnia. Têm de voltar e terminar o que tem para fazer no seu mundo.

Lily franziu o cenho, mas Aslam parecia não estar disposto a continuar. Retomou a caminhada em silêncio e só voltou a falar quando estavam no alto de um morro cheio de flores coloridas.

A vista ali era maravilhosa, podiam ver o castelo de Cair Paravel, o mar, a floresta e muitas montanhas.

- Lily, você veio à Nárnia porque tem uma missão a ser cumprida no seu mundo e também pra aprender a lidar com o seu dom. Sua missão começa a partir do primeiro segundo que você pisar novamente em seu mundo. E o seu dom, ah o seu dom... Esse sim vai ser muito importante para o fim da guerra.

- Qual o meu dom, Aslam?

- Você ainda não está acostumada com ele, porque não sabia deixar um pouco a razão de lado. Por isso foi preciso trazê-la a Nárnia, para que aprendesse a equilibrar emoção e razão.

Aslam silenciou e começou a andar. Lily sentiu que devia segui-lo.

O barulho relaxante de um riacho despertou na ruiva a lembrança da primeira vez que esteve em Nárnia. Apesar daquela visita ter durado alguns poucos minutos, lembrava muito bem do cenário e teve certeza que estava no mesmo lugar.

Aslam parou no fim da trilha e Lily ficou ao seu lado.

- Feche os olhos, Lily. – A ruiva obedeceu – Agora me diga o que você está sentindo...

Lily não respondeu de imediato. Sentiu o vento bater no seu rosto, o ar puro encher seus pulmões e prestou atenção em cada nota cantada pelos pássaros. Somado a isso havia também a presença de Aslam que sempre enchia seu coração de alegria.

- Paz de espírito é expressão certa.

- Quantas vezes você já parou por alguns minutos e ficou só a sentir a natureza? Quantas vezes você se permitiu abrir todos os seus sentidos pra receber as vibrações do mundo, sentir-se viva de uma maneira completa?

Lily abriu os olhos e encarou a face bondosa de Aslam ao seu lado. Um leve sentimento de culpa se apoderou dela.

- Faz tanto tempo que eu já nem lembro mais.

Aslam pareceu satisfeito com a confissão.

- Converse com a natureza que ela vai conversar com você. – Lily arqueou uma sobrancelha – Mas não use palavras, use seus sentimentos. O seu dom, Lily, é sentir quando alguma coisa ruim está acontecendo, mas você precisa estar aberta pra sentir isso.

A ruiva franziu o cenho.

- Você tem esse dom desde que nasceu. Quando era criança podia sentir quando alguma coisa estava errada e, quando recebeu sua carta de Hogwarts, associou esse dom à magia que carrega dentro de si. O que não deixa de ser um pouco verdade...

- Mas eu nunca mais...

- Porque você se fechou demais para o mundo, Lily. Criou uma barreira quase impenetrável entre você e seus sentimentos. Então quando algo realmente ruim acontece você não pode sentir. Foram duas vezes que você ficou terrivelmente doente e ninguém conseguiu encontrar explicação para a sua misteriosa doença. Mas não era uma doença. Nas duas ocasiões coisas muito ruins estavam acontecendo e você passou mal porque seu dom não conseguia se manifestar.

Lily desviou os olhos de Aslam e ficou por um tempo apenas observando o sol se pondo no horizonte. Uma enxurrada de lembranças tomou conta dela.

Aslam estava certo, havia ficado muito doente duas vezes nos últimos anos. A primeira vez ficou internada cinco dias num hospital trouxa. Foi nas férias entre seu terceiro e quarto ano em Hogwarts.

Lembrou que seus pais ficaram muito preocupados, mas nunca souberam ao certo o que tinha acontecido com a filha. Os inúmeros exames feitos, só apontavam que ela estava com uma leve anemia.

Mas ninguém tem febre alta e alucinações por causa de um princípio de anemia.

Piscou os olhos confusa. O enorme sol avermelhado quase desaparecia por trás de uma montanha deixando o céu num alegre mesclado de cores quentes.

A segunda vez...

A segunda vez que ficara doente foi em Hogwarts no ano anterior. Lembrou de Lucy e Gwenda lhe contando sobre a mesma febre alta e delírios.

- O que aconteceu nessas duas vezes, Aslam?

- Eu não posso lhe contar minha filha. Você deve ficar alerta quando seus sentidos estiverem aguçados e você puder sentir que algo errado está acontecendo. Mas vai ter que descobrir por si mesma.

Lily assentiu. Aprendeu que nas conversas com Aslam era sempre o melhor a fazer.

- Vou chamar os outros, espere aqui. – Falou o enorme leão.

Lily sorriu e procurou um bom lugar para assistir o anoitecer.

Devia ser isso que Aslam queria lhe dizer. Sentir a natureza, sentir a vida. Sentou-se encostada ao caule de uma árvore e observou cuidadosamente cada nuvem, cada linha e cada cor que enfeitavam aquele céu tão maravilhoso de Nárnia.

Respirou fundo fazendo com que todas as células do seu corpo absorvessem a paz do lugar.

De repente uma lembrança a fez abrir os olhos e ficar em pé num pulo.

- Não é possível... – Sussurrou enquanto organizava os pensamentos para que eles fizessem algum sentido.

Flashback

Julho de 1973

- Por Merlin, Lis, o que te aconteceu? – Lucy irrompeu preocupada no seu quarto de hospital.

A loirinha deu um abraço na amiga e sentou na beirada da cama.

- Foi horrível, Lucy. Febre alta, calafrios... desde o final da tarde de ontem. Só acordei hoje depois do meio-dia.

- Já almoçou?

- Sopa... – As duas fizeram uma careta e depois riram.

- Eu vim assim que soube.

- Obrigada. – Lily sorriu em agradecimento.

- Obrigada nada! Você vai ter que arranjar pra mim outro Francês lindo, atencioso e educado pra substituir o meu 'ex-quase namorado'.

- E porque você não fica com o mesmo?

- Nós brigamos. Ele não gostou muito que eu o deixasse na França e viesse pra Inglaterra ver uma amiga que convive o ano inteiro comigo.

- Que chato...

- Pois é... Mas dei 'Au revoir' pra ele. Você é muito mais importante pra mim do que um casinho de verão.

Lily segurou a mão da amiga e sorriu.

- Você é única!

A loirinha também sorriu e abriu a bolsa tirando uma barra de chocolate de dentro da carteira.

- Único jeito de passar pela fiscalização antes de entrar no seu quarto. Eles não deixam passar nem um suco de abóbora que eu fiz pra você! – Falou indignada – Então melhor você comer logo antes que chegue alguém.

- Nem sei como te agradecer.

- Depois a gente discute isso, eu sei o quanto é horrível essas coisas de hospital.

Ao falar isso Lucy levantou da cama assustada.

- Já volto, Lis, tenho que te mostrar uma coisa.

A loirinha saiu do quarto apressada e voltou em menos de dois minutos com uma pasta nas mãos.

- Notícias do mundo bruxo. – Lucy estendeu um exemplar do Profeta Diário para Lily.

Na capa havia a figura de um enorme crânio na cor esmeralda com uma cobra saindo da boca como se fosse uma língua. O título da matéria, que parecia querer saltar do jornal, dizia "TRAGÉDIA NO MUNDO BRUXO, TRÊS FAMÍLIAS ASSASSINADAS".

- Todas nessa última noite e ninguém sabe o motivo ainda. – Lucy adiantou enquanto Lily folheava o jornal até a página indicada na capa.

- E esse sinal?

- Foi encontrado pairando sobre as três casas. Todos os integrantes dessas famílias morreram com Avada Kedavra e foram identificados sinais de tortura nas vítimas.

- Como as outras mortes misteriosas que vêm acontecendo ultimamente?

- Exatamente. Mas dessa vez esses loucos parecem querer se identificar. Além desse crânio horroroso foi deixado um aviso com sangue nas portas: "Por Lord Voldemort"...

Fim do Flashback

- O dia que Voldemort se apresentou ao mundo bruxo... Merlin, então é essa a dimensão do meu dom?

- Falando sozinha, Lis? – Lucy perguntou sorrindo.

Lily chegou se assustar com a presença da amiga e dos irmãos Pevensie.

- Só estava pensando alto... – Lily sorriu para os outros e segurou a mão de Lucy. – Preciso conversar com você.

- Tudo bem Lis? Você está pálida...

- Vou ficar bem, só estou... – Lily procurava uma boa palavra pra definir o que estava sentindo. – Assustada. É isso, assustada é a palavra.

Lucy estreitou os olhos preocupada e Lily puxou a amiga até chegarem à beira do riacho ali perto.

- Preciso te contar algumas coisas... Sente-se.

Lily sentou encostada em uma árvore e Lucy sentou de frente para o pequeno rio, mergulhando os pés na água.

- Você está me deixando curiosa, Lis.

A ruiva abriu um sorriso nervoso e começou a relatar a conversa que tivera com Aslam, o que estava sentindo com tudo aquilo e a lembrança que tivera daquele dia que Voldemort revelou seu nome e a marca negra.

- Não tem como ser engano, você foi me visitar no hospital com o jornal de notícias da noite anterior.

- Lily, estou pasma. – Foi tudo que Lucy conseguiu dizer.

- Agora eu preciso que você force sua memória. No dia em que eu fiquei doente em Hogwarts, me conta tudo, tudo que aconteceu no período em que eu estive desacordada.

Lucy balançou os pés dentro da água tentando lembrar de alguma coisa importante.

- Gwenda e eu te levamos para a enfermaria, depois fomos atrás da Alice no campo de quadribol e mais tarde nós três e os marotos fomos para a floresta negra atrás das plantas que madame Pomfrey nos pediu... Nada relevante...

Lily tentava pensar em alguma coisa.

- Tem que ter mais alguma coisa, algum detalhe...

- Nem o jornal eu li aquele dia pra você ter uma idéia. Se ao menos...

Lucy estancou. A lembrança de uma conversa que tivera aquele dia a fez abrir um sorriso. Uma 'agradável' conversa com seu amiguinho Lucius Malfoy...

- Lily, o Malfoy. O Malfoy me disse uma coisa...

Flashback

- Sinto muito então Malfoy, não tenho nada que possa te divertir. Agora eu vou falar pela última vez, bem devagar para o seu cérebro de jumento poder assimilar, ok? Sai. Da. Minha. Frente. Agora. Ou. Não. Respondo. Pelos. Meus. ATOS.

Uma fumaça dourada saiu da varinha da Grifinória fazendo Crabbe e Goyle recuarem dois passos.

- Não sejam imbecis vocês dois – Rodolphus se colocou ao lado de Malfoy – São apenas duas garotinhas, vamos poder treinar bastante...

O Sonserino soltou uma risada alta e sem alegria fazendo Lucy abaixar um pouco a varinha.

- Treinar? – Ela perguntou um pouco incrédula.

- Sim, desde aquele dia no Três Vassouras estou te devendo uma lição por ter visto o que não devia.

- Vocês não são loucos o suficiente pra bancarem os Comensais da Morte debaixo das barbas de Dumbledore.

Os Sonserinos riram ainda mais. E Lucy fez um sinal para Alice.

- Dumbledore não está na escola. Chamado urgente do Ministério. – Lucius balançou a varinha por entre os dedos e fez uma cara de profundo pesar – Infelizmente mais uma família de imundos mestiços foi atacada. Nenhum sobrevivente. Isso é triste, não?

Fim do Flashback

- Só pode ser isso, Lucy! – Lily falou animada.

- O problema é saber qual família foi atacada.

Lily desmanchou o sorriso e mexeu as mãos nervosamente.

- Não vai ser isso. – Falou perdendo a animação. – Famílias estão sendo atacadas todos os dias. Era pra eu estar em coma se isso fosse relevante...

- Você tem razão. – Lucy falou desanimada. – Mas, e se for uma família importante?

- Quando meus pais morreram, eu não fiquei daquele jeito... Quem seria mais importante pra mim do que eles?

Lucy desanimou completamente.

- Estaca zero novamente. – Falou com um suspiro.

- De qualquer forma, vamos investigar tudo o que aconteceu naquela noite. Não custa nada saber quem foram as vítimas.

- É. E talvez isso seja, ao menos, um ponto de partida! – Lucy recuperou a esperança.

As duas ficaram se encarando sorrindo. De repente Lily desviou o olhar para a floresta do outro lado do rio.

- Isso aqui é lindo demais, não é?

- É. Se eu soubesse que Nárnia era tão linda, tão agradável, tinha pesquisado tudo junto com você e teria te chamado de doida menos vezes.

A ruiva deu uma risada.

- Mas Aslam...

- Eu sei, ele já conversou comigo, 'Tudo no tempo certo' Será que Alice e Gwenda vão acreditar quando contarmos?

- Espero que sim.

Lucy abriu um sorriso maroto.

- Você vai seguir os conselhos que Aslam te deu? Sobre deixar seu coração te guiar e tudo o mais?

- Claro que sim. Até porque não quero quase morrer toda vez que alguma coisa extremamente ruim acontecer no mundo bruxo.

- Então você sabe o que isso significa? – Lily abanou a cabeça negativamente – Que você deve parar de julgar o James pelo o que ele pode fazer com você se der uma brecha pra ele.

- Meu Merlin! Estava demorando pra você tocar no assunto 'Potter' novamente, não?

- Lily, você repele o James como se ele fosse te fazer algum mal. Ele não vai te magoar se você não permitir.

- Exatamente. É isso que eu estou fazendo: não permitindo que ele me magoe.

- Ele quer ser seu amigo. Ao menos isso, Lis. Qual o problema? Veja eu, por exemplo, o Remus é meu amigo, o James, o Sirius...

- O Sirius te magoa freqüentemente.

- Por que eu gosto dele. Só se... Só se você também gosta do James... – Lucy deixou a frase no ar, como Lily não respondeu, a loirinha continuou – E o Sirius não só me magoa. Nós nos divertimos bastante juntos.

Lily respirou fundo.

- Eu prometo tentar, veja bem: eu disse tentar, ser mais... Hum... - Lily fez uma pausa. – Menos... Menos dura com o Potter.

- Menos dura Lis? O que eu e Aslam estamos te pedindo é que você deixe cair essa barreira à sua volta. As pessoas também precisam se magoar e se ferir de vez em quando pra poder crescer, sabia?

- Eu já esgotei toda a minha cota de sofrimento com a morte dos meus pais, ok?

Lucy suspirou resignada e deu um tapinha na testa de Lily.

- Cabecinha dura, essa minha amiga.

- Vou tentar ser mais sociável. Melhorou?

- Muito. – Lucy sorriu e levantou do chão. – Vamos voltar?

- Vamos. – Lily também levantou e limpou a poeira do vestido. – Estou faminta.

- Eu também. E provavelmente agora que todos os animais falantes e convidados já se foram, acabou a farra e vamos voltar para o 'menu da floresta': maçãs.

A ruiva riu.

- Talvez eu possa dizer que para a recuperação do Peter, ele precisa de um banquete como o de ontem!

- É uma ótima idéia. – Lucy falou rindo e as duas amigas seguiram conversando até onde Aslam e os Pevensie estavam.


N/a:

Gente, por favor eu preciso da opinião de vocês sobre a interação Lily-Peter hoje... eu estava doida pra deixar esses dois um pouquinho juntos, mas eu sei que muita gente prefere que a Lily seja só do James... Por isso meu receio de vocês não gostarem... Até ia colocar a Lucy pra entrar um pouquinho antes e impedir que qualquer coisa acontecesse, mas é que nesses casos sempre tem alguém desagradável pra interromper e não achei também muito justo dar esse título à Lucy... ¬¬ Ok, eu estou confusa! Mas não me ignorem! Quero saber o que acharam, ta?

Hoje nós temos dois motivos pra comemorar. Eu pelo menos tenho... Primeiro quero dedicar esse capítulo à minha irmãzinha Andressa por quem eu sou apaixondada e que faz niver essa semana!! Ninha eu sei que você não lê todas as minhas bobeiras, só algumas, então quero deixar aqui um beijo super especial pra você, dizer que eu te amo muitíssimo e que você é meu melhor presente de Natal. Sempre!

Outra coisa... Dia 07 de Dezembro, ABA completou UM ANO no ar!!! Parabéns para mim, nesta data querida, muitas felicidades, muitas review´s na fic!!! \o/\o/\o/\o/\o/\o/ Viva a Fran!!! Gente, na verdade os parabéns são pra mim por ter conseguido manter a fic por tanto tempo, mesmo fazendo todos os sacrifícios pra conseguir postar regularmente. Mas o agradecimento é pra vocês que me incentivam e me alegram tanto com as review´s! OBRIGADA!!

Por todos esses motivos eu peço sua review hoje! Vamos lá, sugestão, elogio e críticas são muito bem vindas! Até porque depois da review educadíssima que eu recebi do Ademilson eu aguento qualquer coisa, podem mandar! XD

Ok, já vou...

Beijos Enormes!!!