Capítulo 29 – Um fim, um começo.
- Agora finalmente vamos saber de toda a história! – Alice comemorou sentando faceira na cama de Lily.
Todos os setimanistas tinham as tardes de quintas-feiras livres para organizarem seus próprios métodos de estudo. Nesta quinta-feira, no caso das setimanistas da Grifinória, com exceção de Emily Brent, a tarde livre significava a primeira oportunidade para conhecerem a história do sumiço de Lily e Lucy.
- Tudo começa com as aparições do Leão...
- Aquele que você via desde o ano passado? – Perguntou Gwen.
- Esse mesmo. – Lily respondeu sorrindo. – Aslam.
Lily, que estava super empolgada, assumiu a narrativa desde o ponto em que elas se separaram dos amigos naquela noite de lua cheia. Contou como foram parar em Nárnia, como foram recepcionadas por Ripchip e pelas irmãs Pevensie.
Lucy aproveitava algumas deixas para fazer comentários sobre o castelo, sobre a comida, sobre a amabilidade das irmãs...
- E foi no jantar da primeira noite que estávamos em Nárnia que conhecemos o Grande Rei, Peter Pevensie. Foi paixão à primeira vista...
- Lucy! Você tem namorado, sabia? – Advertiu Alice, fazendo a loirinha gargalhar.
- Não, não fui eu que me apaixonei... Foi a ruiva pimentinha que resolveu trair o meu amigo James.
- A Lily? – Gwen perguntou pasma.
- Sim, eu. E Lucy, nem me darei o trabalho de responder a sua observação idiota sobre o Potter idiota.
- Até que enfim conseguiu arranjar tempo pra namorar, hein ruiva?
- Alice, eu já não cansei de falar que era só afastá-la dos livros que ela arranjava um namorado?
- Tudo bem meninas, prosseguindo... Na mesma noite ele e Edmund nos convidaram para conhecer o acampamento que ficava na linha de batalha contra alguns Calormanos que tentavam invadir uma área de Nárnia...
- Calormanos? – Perguntou Gwenda e Lucy deu uma breve explicação sobre a Calormânia.
Lily prosseguiu contando tudo sobre o seqüestro da amiga, o resgate, a batalha contra os calormanos que incendiaram quase todo o acampamento e, finalmente, como preparou com maestria a poção que curou o Grande Rei.
- Pensei tanto em você, Lice, enquanto colhia a Chuvinha Japonesa... – Lucy comentou rindo.
- Que falta de respeito por uma planta tão importante! – A morena fingiu indignação.
- E como uma pessoa pode lembrar de todos os ingredientes e como preparar uma poção complicada como esta? – Perguntou Gwenda.
- Só a doida da Lily mesmo!
A ruiva sorriu e resolveu contar sobre as conversas com Aslam, sobre seu dom e sobre a missão que teria e também as conclusões à que chegara. Enquanto isso, Lucy distribuía chocolate para as amigas e, cada pedaço que mordia, exclamava o quanto sentira falta de chocolate em Nárnia, apesar de tantas coisas maravilhosas que comeu.
- E é isso.
- Vocês ainda vão voltar a visitar Nárnia algum dia?
- Não sei Gwen. Aslam nunca nos respondia com precisão quando perguntávamos sobre isso. E repetia sempre que ficaríamos em Nárnia o tempo suficiente para nos prepararmos para a guerra aqui no nosso mundo.
- E Peter Pevensie ficou para trás com o coração despedaçado...
- Imagino que sim... – Lily sorriu. – O problema é que o tempo lá em Nárnia passa muito mais rápido do que aqui. Se demorarmos um ano para voltar, lá já terão passado quase quatro anos...
- Nossa!
- É verdade. Se sete dias lá corresponderam a dois aqui... – Lucy sorriu. – O que vocês acham de darmos uma voltinha lá fora? Estou começando a me sentir sufocada presa aqui neste castelo.
- Nada disso Lu. Nós duas vamos descer para o salão comunal e colocar nossas matérias em dia. Chega de folga, não?
- Estava gostando tanto da nova Lily. – A loirinha resmungou.
- É verdade Lis, lembre do que nos contou... Não vá 'travar' o seu dom, mantenha a mente aberta e seja feliz. – Falou Alice apoiando a idéia do passeio.
- Muito engraçadinha. Não me forcem a me arrepender de ter lhes contado tudo! – Lily falou séria, mas logo sorriu. – Nós precisamos mesmo nos atualizar nas matérias, Lice. Eu dei minha palavra para a professora McGonagall que essas faltas não iriam interferir no nosso desempenho.
- No seu desempenho, não é ruiva? Eu não garanti nada...
- Eu sei que posso me arrepender, mas dei a minha palavra por você também, futura auror...
Lucy se deixou convencer e desceu para o salão comunal com Lily para estudar. Alice e Gwenda, que não tinham muito para fazer, resolveram acompanhá-las.
Como apenas os setimanistas tinham aquela tarde livre, o salão comunal estava praticamente vazio. Praticamente. Sirius e James conversavam perto da lareira.
- O que aconteceu com o Peter? Só tenho visto ele durante as aulas, alguma ele está aprontando... – Comentou Lucy se aproximando dos amigos.
- Ele está namorando. – Respondeu Sirius. - Uma lufa-lufa que eu nunca lembro o nome...
- Namorando? – A garota assobiou. – Quem diria, hein?
- Lucy, precisamos mesmo estudar. – Lily chamou, já acomodada numa mesinha num canto oposto da sala.
A loirinha quase se arrastou para perto da amiga. Preferia ficar conversando com James e Sirius a estudar com Lily. Mas, por outro lado, não podia falar isso e magoar a ruiva, e ainda tinham os NIEM´s no final do ano...
Os dois marotos resolveram deixar o salão comunal só para as meninas e saíram para 'dar uma volta', ou seja, 'procurar o Ranhoso'.
Alice e Gwenda auxiliaram as amigas com as matérias que foram revisadas durante a ausência delas e aproveitaram para adiantar o dever de poções.
Somente à noite, depois do jantar, que Lily permitiu um pouco de folga para Lucy. As quatro amigas sentaram-se com Frank, James e Sirius num canto afastado do salão comunal e a loirinha começou a contar para eles a verdade sobre o desaparecimento dela e de Lily.
A ruiva a princípio não concordara em contar tudo para eles, mas depois de tanta insistência de Lucy, que explicou sobre a preocupação dos marotos e também que de qualquer forma iriam contar para Remus, Lily concordou em abrir o jogo. 'Já que eles vão ficar sabendo de qualquer maneira, melhor que seja direto da fonte, pra evitar que a história mude... '.
Lucy contou tudo o que achou necessário para que os marotos entendessem a experiência que elas passaram. Omitiu, sabiamente, o pequeno romance da amiga, e Lily se sentiu aliviada com a discrição da loirinha.
- É um pouco difícil acreditar em tudo isso...
- Eu sei Sirius. Mas se nem Dumbledore quis nos mandar para o St. Mungus...
Ele riu.
- Sabe, Evans, tudo isso sobre o seu dom é ainda muito confuso. Mas... Se tiver qualquer coisa que possamos fazer.
- Obrigada Black. Se tiver mesmo, eu aviso.
- Vocês poderiam começar a ajudá-la parando de implicar com o Ranhoso, digo, Snape, afinal a Lily vai morrer defendendo ele... – Lucy falou sorrindo.
- Não estamos dispostos a tanto Lucy. – James falou pela primeira vez naquela noite e Lily ficou em silêncio observando o maroto.
A ruiva abriu a boca duas vezes, mas, lembrando-se que estava sendo completamente ignorada pelo 'detestável Potter', decidiu permanecer em silêncio.
- Acho que já vou subir. – Anunciou Gwenda levantando do sofá e fazendo um esquisito alongamento. – Amanhã será um longo dia...
Mas naquele exato momento o quadro da mulher gorda deslizou, dando passagem à última pessoa que a morena queria ver àquela hora.
- Remus. – A garota parou de chofre.
- Gwen.
Os dois ficaram se encarando em silêncio, de súbito Lily levantou da poltrona e fez sinal para as amigas.
- É melhor fazermos logo nosso dever de... Ah... Hum... Poções. Na biblioteca.
- Verdade. – Alice concordou levantando também. – Vem com a gente, Frank?
- Claro.
Lucy saiu logo atrás dos três e no caminho parou ao lado de Gwenda.
- Por Merlin, pensa no que eu te falei. – Sussurrou a loirinha de modo que apenas a amiga escutasse.
James e Sirius também deixaram o salão comunal. Sem falar palavra alguma, subiram para o dormitório.
Quando estavam finalmente sozinhos Gwenda levantou os olhos encarando Remus, esperando que ele desse o primeiro passo.
- Gwen. Eu, eu sinto muito.
Ela continuou em silêncio.
- Eu sei que deveria ter te contado, mas... Tive medo que você me rejeitasse.
Gwenda deu as costas à ele e sentou na poltrona.
- Teria sido muito melhor do que do jeito que aconteceu.
- Eu sei. – Falou ele sentando na frente dela. – Me desculpa?
Gwen passou as mãos no rosto lembrando das palavras de Lucy.
... Tudo o que eu queria era que você não o ignorasse... O Remus já tem um sentimento de rejeição muito grande por causa desse problema.
- Não me peça isso. Não agora.
- Ele já vai sofrer tanto...
Não conseguia se imaginar de novo com Remus depois de tudo o que aconteceu. Queria dizer isso à ele, mas as palavras de Lucy ecoavam na sua mente fazendo-a se sentir culpada.
- Se é assim que você quer tudo bem Gwenda. Só vou te lembrar de uma coisa: Foram pessoas preconceituosas como você que assassinaram seus pais. Não desça ao mesmo nível daqueles malditos Comensais.
- Remus, eu... Eu não posso. Eu não consigo! – Falou num fio de voz.
Remus abaixou os olhos encarando o chão.
- Eu imaginava que...
- Não! – Ela o impediu de continuar. – Não é sua culpa, eu sei. Mas... Eu tenho que me acostumar, aceitar, realmente ainda não sei...
Remus forçou um sorriso.
- Tudo bem. Eu não vou te forçar a nada.
- Obrigada. – Ela falou sorrindo também, levantou do sofá e se ajoelhou de frente pra ele. – Você é muito especial, Remus. Obrigada mesmo! – A garota deu um beijo no rosto dele e correu para o dormitório.
Remus ainda ficou por muito tempo encarando o lugar vago de Gwenda à sua frente. Só voltou a si quando sentiu duas lágrimas lhe escorrerem pelo rosto.
Secou-as num gesto automático e balançou a cabeça tristemente.
- Acabou, não é?
Sem conseguir conter o aperto que sentia no peito decidiu subir para o dormitório também.
- Então terminou?
- Não Lucy. Ainda não.
- Mas vai terminar?
- Não sei... Que insistência!
- É porque eu acho que você devia jogar limpo com o Remus. Ele não merece ficar esperando, talvez durante anos, que você se decida.
- Não vou levar anos pra me decidir. Só preciso colocar a minha cabeça em ordem.
Lucy pretendia continuar insistindo, mas naquele momento o alvo da conversa sentou-se com elas para o café da manhã.
- Bonjour, Remito!
- Bom Dia Lucy. Bom dia meninas.
- Bom dia Remus.
- Lucy, se não sair agora, vai chegar atrasada na aula de Trato das Criaturas Mágicas...
- Professor Kettleburn já está acostumado com os meus atrasos. – A loirinha riu.
- Sinceramente, Lu, não entendo como TdCM pode te ajudar na profissão de auror...
- Sendo apenas uma distração pra mim, Lis.
- Remus, você devia colocar juízo na cabeça dessa sua amiga.
- Não me envolva nisso Lis, esqueceu que eu também faço TdCM? – O maroto se virou para a loirinha. – Pegue alguns biscoitos e vamos, eu já vi o professor saindo do castelo.
A ruiva girou os olhos ainda sem entender a necessidade deles fazerem TdCM e se despediu dos dois amigos que saíram quase correndo do salão principal.
- Runas antigas! – Ela exclamou feliz.
Alice e Gwenda que faziam a mesma aula com Lily, subiram com a ruiva para o terceiro andar.
As quatro amigas só voltaram a se encontrar no horário de almoço e Lily resolveu que era a hora de tocar num assunto delicado com Lucy, já que, se deixasse o tempo correr, a amiga dificilmente tomaria uma decisão.
- Lu... Lembra que antes de virmos embora de Nárnia, você me prometeu resolver um assunto?
- Lembro... – Disse Lucy mordendo de leve o lábio inferior.
- E então? Já se passaram quase duas semanas... E hoje é sexta-feira, sextas-feiras são dias ótimos para se resolver qualquer coisa.
Lucy continuou mordendo os lábios como se isso a ajudasse a pensar e encarou por um tempo a mesa da Lufa-Lufa.
- O Edgar já sabe sobre Nárnia? – Preguntou Gwenda acompanhando o olhar da amiga.
- Ainda não. Inventei uma história sobre termos nos perdido na floresta proibida.
- E você pretende contar? – Perguntou Alice.
- Não sei... Preciso conversar com ele, mas...
- Precisa tomar coragem Lu. Como você quer poder chamar a atenção da Gwen, enrolando o Remus se você está fazendo a mesma coisa com o Edgar.
- Ai Lily, ele é tão bonzinho! – Observou a loirinha vendo o namorado sair do salão principal com Marlene McKinnon.
- Bonzinho? Está falando de mim? – Perguntou Sirius sentando-se ao lado dela.
- Como adivinhou? – Lucy perguntou sorrindo.
- Lu, você devia conversar com o Sirius, afinal ele é expert nesse assunto.
- Ótima idéia Lice! – A loirinha virou sorridente para o maroto. – Sirius, como você faz pra terminar com uma garota?
- Simples! Falo pra ela 'infelizmente a gente não dá mais certo'.
- Só isso?
- Sim.
- Como você é insensível! Que horror...
Lily deu de ombros, como que dizendo que isso mais do que previsível.
- E pra que você quer saber? Pretende terminar com alguém?
- Não vou satisfazer a sua curiosidade, Sirius. Meninas, eu já vou, tenho que encontrar o Ed na biblioteca.
Lucy juntou seu material e saiu direto para a Torre da Grifinória. Apenas Emily Brent estava no dormitório e a loirinha não se importou nenhum um pouco em ter que ignorá-la.
Abriu seu malão em cima da cama e tirou de dentro dele uma pequena bolsa de couro. Na bolsa havia um frasco que devia conter um bom tanto de Felix Felicis.
- Droga, achei que ainda tinha... – Lucy respirou fundo pensando como faria pra resolver aquele assunto. - Já passou mesmo da hora de dar um basta nisso.
Saiu do quarto e em poucos minutos estava na imensa biblioteca de Hogwarts. Não demorou a avistar o namorado concentrado em um livro de herbologia.
- Oi Ed, olá McKinnon, tudo bem?
- Claro, mas já te pedi tanto pra me chamar de Marlene.
- Desculpe, Marlene. – Lucy sorriu. – Ed, posso conversar com você?
- Claro. Depois a gente termina isso, Lene. É muito incômodo te pedir para levar minhas coisas para o salão comunal?
- Lógico que não.
- Obrigado.
- Até mais, Marlene. – Disse Lucy.
Ela e Edgar seguiram em silêncio até chegarem aos terrenos de Hogwarts.
- Está tudo bem Lucy?
- Sim. Quero dizer, mais ou menos.
Edgar a encarou ainda mais curioso.
- Senta aqui. – A loirinha indicou um banco à beira do lago – Ed, você sabe que eu gosto muito de você, não sabe?
- Sim.
- Então. Eu quero conversar com você por que... Acontece que... Ai Merlin. Bom, é que... – A loirinha desviou os olhos para uma coruja branca que cortava o céu naquele instante. Observou o pássaro até que ele entrasse no corujal. – Eu não sei como dizer isso. – Ela falou em tom choroso.
Edgar se aproximou e segurou as mãos dela.
- Não precisa ter medo. – Falou tranqüilizador e Lucy abriu um mínimo sorriso.
A grifinória respirou fundo tomando coragem e despejou de uma vez só antes que pudesse pensar em vacilar.
- Você é maravilhoso, Ed. Eu te adoro, mas... Não está certo a gente continuar junto.
O moreno abaixou os olhos.
- Eu tenho um carinho enorme por você, mas você merece alguém que te ame. Eu juro que tentei, mas...
- Mas é com o Sirius que você vai ficar, não é?
- Não. Não agora pelo menos. – Lucy respondeu triste.
- Eu só quero a sua felicidade. – Edgar falou levantando o rosto dela.
- E eu a sua. – Ela abriu um sorriso. – Você vai querer continuar sendo meu amigo? – Perguntou receosa.
Edgar ficou sério por uns instantes, mas depois sorriu também.
- É o que tínhamos combinado, não é?
- É. Sem ressentimentos?
- Sem ressentimentos. Triste, é claro, mas vai passar.
A loirinha abriu um enorme sorriso. Um sorriso de felicidade e de alívio, sentia como se uma carga pesadíssima saísse de seus ombros num passe de mágicas.
Os dois se abraçaram e ela pensou que tinha sido muito melhor do que ela esperava, mesmo sem ter tomado sua providente Felix Felicis.
Lily caminhava a passos rápidos para a torre dos Leões. Já tinha terminado sua ronda noturna, de agora em diante o trabalho era dos professores da escola e ela sabia que Filch adorava auxiliá-los nessa nobre tarefa.
Estava virando num corredor do terceiro andar quando deu de cara com dois alunos da Sonserina.
- Mulciber e Avery. Posso saber o que os dois fazem nos corredores fora de horário?
- Acho que não é da sua conta, sangue-ruim. – Falou o primeiro com ar de desprezo.
Lily não se abalou, já estava mais do acostumada com esse tipo de tratamento dos alunos da Sonserina.
- Mas eu como monitora-chefe digo que é da minha conta, se não quiserem entrar numa detenção, claro.
- Sabe sangue-ruim, você já era completamente insuportável apenas por existir e querer bancar a bruxa quando todos nós sabemos que apenas puros-sangues é que deviam aprender magia. Agora com esse cargo de monitora-chefe, ficou ainda mais... Detestável.
A ruiva estreitou os olhos, mas antes que tivesse qualquer reação, Avery falou com um sorriso sarcástico.
- Você sabe que seus dias brincando de bruxa estão contados, não sabe? É apenas uma questão de tempo pra que toda a comunidade bruxa perceba que a filosofia de Lord Voldemort...
- Cale essa sua boca nojenta! – Lily apontou a varinha para Avery. – Me poupe desse seu discurso idiota, sobre quem é bruxo de verdade ou não. Se quer saber eu e mais metade dessa escola que vocês consideram 'sangue sujo' somos muito mais bruxos do que você e seus amiguinhos medíocres.
- Estupefaça!
Lily voou longe e sua varinha foi arrancada de sua mão com o golpe.
- Nós vamos lhe ensinar algumas boas maneiras, Evans.
Os dois sonserinos se aproximaram de Lily com as varinhas em punho e a ruiva ficou em pé sem saber como recuperar sua varinha para se defender.
Mas no momento que Lily aceitou que era a hora de fazer funcionar seus aprendizados na aula de feitiços não-verbais, Avery e Mulciber foram lançados pra longe da grifinória, acertados pelo mesmo feitiço que haviam utilizado há pouco.
- Black? – Lily arregalou os olhos surpresa.
Sirius sorriu e entregou a ela a varinha que tinha pego ao lado dos sonserinos.
- Seria melhor tomar mais cuidado, monitora-chefe.
- Obrigada Black.
- Em detenção, amanhã, Sirius Black, por agredir dois alunos.
Lily balançou a cabeça, completamento descrente, de onde tinha surgido Bellatrix Black?
- Avery e Mulciber em detenção amanhã, por também atacarem uma aluna. – A ruiva avisou os sonserinos e Bellatrix discordou.
- Apenas o Mulciber te atacou, monitora Evans, portanto apenas ele está em detenção.
E sem esperar resposta, a morena girou a capa do uniforme e desapareceu pelo corredor sendo seguida de perto pelos dois sonserinos.
- De onde ela surgiu? – Sirius verbalizou os pensamentos dele e de Lily.
Os dois começaram a andar em direção ao salão comunal da Grifinória.
- Não duvido que estivesse aí o tempo todo. – A ruiva encarou o maroto num misto de alívio e gratidão. – Nunca pensei que seria grata por ver você desacatando duas normas da escola.
- Duas?
- Estar fora da torre em horário não permitido e azarar um aluno.
- Viu como esse monte de regras pode prejudicar os estudantes? Sempre disse isso...
Lily sorriu de leve mas não respondeu. Fizeram em silêncio todo o resto do acminho até a Torre da Grifinória.
Quando a ruiva chegou finalmente ao dormitório feminino suas amigas já tinham ido dormir. Queria contar para Lucy o que acontecera, mas pelo visto teria que esperar até o fim das aulas do dia seguinte.
N/a:
Olá!! Continuo rápida, não??
Bom, esse capítulo foi um alívio pra mim. Sinceramente, não sei como eu aguentei escrever a Lucy tanto tempo com o Edgar... A grande torcida que não via a hora desses dois terminarem é que deve estar feliz... rsrsrs Outro alívio pra mim foi a conversa da Gwen com o Remito, espero não tê-lo feito sofrer muito, mas... É melhor asssim já que o Remus é da Nym (e da Jane também!!!) pra sempre!!
Então... Já vou, beijos pra todo mundo que está lendo e em especial para: Cin (é 'defícil' essa vida de escrever com pressa!! huhauha Pode se juntar à turma que vai bater na Gwen, eu estou na lista também! rsrsrs Beijos!!), tahh halliwell (Olá! Não precisa logar, deixando review é o que importa! huahauha Eu concordo que J/L até brigando são muito fofos, e quanto à Lucy... Apartir desse capítulo o coraçãozinho dela está livre né? Veremos... huahuaha Beijos!!!), Yuufu (Pára tudo! OMG que saudades de você filha desnaturada! Tudo bem que eu também sou muito sumida, mas... Deve ser de família hauhauha Eu desculpo o palavreado, ainda mais se você ler a review da Jane! Nossa, a gente chega a sentir as vibrações dela contra a Gwen! rsrs Ah... Eu gostei de DH exceto por umas coisas que me deixaram com raiva/indignada, mas... Acho que tudo fez sentido! A Lucy com o Remus? Hum... Quem sabe! rsrsrs Beijos filhota, amo você!!), miss Jane Poltergeist (OMG'2'! Sabe que eu estava morrendo de saudades de você sua sumida?!? Cheguei a matar o Remus em NSM pra ver se você aparecia pelo menos pra me xingar! hauhauahuah Bricadeira, eu vi seu desespero e prometo que vou postar logo o capíulo de NSM, ta? Só que hoje não dá mais tempo... Quanto à esse capítulo... Bom, eu vou ter que responder sua review por e-mail porque eu estou num Cyber e as pessoas -como sempre- estão me dando aqueles olhares reprovadores do tanto que eu passei mal relendo sua ira contra a Gwen... Ah, já terminei DH, e você? Posso contar as coisas que eu não gostei??? rsrsrs Beijos linda Mummys ainda ama você! -já que você apareceu vou lá ressucitar o Remus...-), -Laura- (oie!! Bom, na verdade todo mundo ficou com raiva da Gwen, né? Até eu!! rsrs E a Lily vai ter mesmo que se desculpar e logo! hehehe Beijos linda!!), Miss Moony (Oie!! 'probleminha peludo' foi ótimo! huahuaha Concordo com você, a Gwen devia ficar chateada mas pelo menos ficasse pelo motivo certo, né? Quanto a Lucy... Com o coração livre apartir de agora vamos ver o que ela vai fazer... É capaz da doida querer ficar com o Snape! huahauha Credo! E a Lily e o James vão se acertar logo, prometo. E com isso nossos amados marotos vão ter mais participações... Você que é foférrima e muito boazinha! rsrs Um beijão lindinha!! ), JhU Radcliffe (Oi linda!! Bom, o ff é bobo mesmo, sempre faz isso! Vamos matar a Gwen, tá? Se ABA tiver continuação, a Gwen morre! huahuahaua Tadinho, o Remus merece alguém como a Jane, né? Beijos lidinha!!).
É isso... Volto assim que puder tá? E vocês deixem muitas review´s pra eu não desistir! rsrsrs
Beijos enormes!!
