Capítulo 32 – É EVANS pra você, POTTER!


- Eu vou lá agora mesmo e coloco os quatro em detenção.

- Não seja boba Lis. – Lucy falou despreocupada, mas com os olhinhos brilhando.

- Você é louca mesmo, Lucy! – Alice falou exasperada – Você mesma nos contou que eles pretendem dar aquela poção pra nós!

- A não ser que você queira sair por aí, agarrando metade da escola...

- Não é isso, Gwen. – A loirinha balançou a cabeça. – É que eu acho que detenção é pouco pra eles...

As três encararam Lucy estupefatas.

- Me deixa ver se entendi. – Lily falou pausadamente – Você é a nova partidária do Filch e acha que a tortura física deve ser re-adotada nessa escola?

- Não.

- Você sugere que a gente os entregue para os Comensais da Morte? – Arriscou Gwenda.

- Não.

- Sirva eles como prato principal para a Lula Gigante?

- Não, Alice. – Lucy gargalhou.

- O que é então, criatura? – Lily perguntou impaciente.

- Não é diversão que eles estão querendo? É o que vamos dar a eles. Nós vamos substituir a poção deles por um líquido qualquer e depois daremos um jeito para que eles bebam a poção. De preferência no salão principal, na hora do jantar.

As três amigas encararam Lucy boquiabertas.

- Você é perigosa! – Alice falou com os olhos arregalados.

- Pra agir contra os marotos, você deve pensar como eles. – Justificou Lucy – Sirius e James principalmente já estão mais do que acostumados com detenções, uma a mais não faria a menor diferença.

- O que acha monitora chefe? – Perguntou Gwenda.

Lily mordeu o lábio inferior e andou pensativa até a cama que Lucy estava sentada.

- Qual é o plano? – A ruiva perguntou com um sorriso maroto, arrancando uma gargalhada da loirinha.


Depois de almoçarem Lily liberou as amigas para uma tarde livre, afinal era dia das bruxas, mas com o compromisso de se encontrarem para estudar mais um pouco antes do jantar.

Ainda assim ela decidiu passar aquela tarde de dia das bruxas na biblioteca, nunca lhe faltavam matérias para estudar.

Para a sua surpresa, além de alguns quintanistas estudando para os NOMs e de alguns alunos da Corvinal, havia ali um grifinório parecendo concentrado num livro de Herbologia.

- Que surpresa ver você por aqui.

- Olá Ev-Lily.

A ruiva sorriu.

- Posso sentar aqui?

- Se não sentasse eu ficaria ofendido.

- Nunca pensei que você conhecesse o caminho da biblioteca Sirius.

- Mais cedo ou mais tarde a gente acaba precisando... – O maroto riu e deu de ombros.

Lily organizou seu material de estudo e começou a ler um livro de poções.

- Eu não sei se devia tocar nesse assunto... – Começou Sirius.

Lily levantou os olhos de sua leitura e encarou o maroto.

- Lily, você sabe do segredo do Remus desde o segundo ano não é?

- Sim.

- Nós também. Quando digo 'nós', significa James, Peter e eu. Apesar de ele tentar esconder, chega um dia que qualquer um com um pouco de inteligência, liga as coisas...

- É verdade. – Disse Lily sorrindo.

- Quando ficamos sabendo do problema dele, quase morremos de dó, mas só isso não bastava, James e eu queríamos fazer alguma coisa de concreto por ele. Foi aí que começamos a pesquisar tudo sobre lobisomens, até que descobrimos que um lobisomem, apesar de fazer mal a seres humanos, não oferece risco algum aos animais.

Lily arregalou os olhos, entendendo onde Sirius queria chegar.

- Foi só por isso que nos tornamos animagos ilegais Lily. Passamos três anos pesquisando, estudando, fazendo testes até que no quinto ano nós conseguimos. E desde então as transformações do Remus têm sido menos dolorosas, menos sofridas, porque apesar de tudo, James, Peter e eu estamos com ele nesse momento tão difícil...

- Ai Merlin...

- Você tem sido um tanto injusta com o James ultimamente...

- Eu não pensei... Ai Sirius, eu sou abominável! O Potter tentou me explicar, mas eu... Como eu sou terrível!

Sirius queria concordar, mas simplesmente balançou a cabeça em sinal negativo.

- Você não é tão abominável assim, apenas nos julga rápido demais. E acontece que o Pontas está bem mal com essa situação... Mesmo que você não acredite, ele realmente gosta de você.

A ruiva ficou em silêncio durante um tempo e depois encarou Sirius com urgência.

- Você não veio estudar realmente, veio?

- Não. – Ele abriu um sorriso maroto. – Você encontra o James no campo de quadribol. Ele ama aquele lugar.

- Obrigada. – Ela sorriu e juntou apressada seu material.


Lily saiu quase correndo da biblioteca e só diminuiu o passo para retomar o fôlego quando chegou aos terrenos de Hogwarts e avistou James ao longe no campo de quadribol, dando voltas entre as balisas. Subiu as arquibancadas sem que ele percebesse sua presença, colocou o material de lado e ficou ali, observando ele procurar o pomo de ouro.

Quando enfim ele conseguiu localizar e capturar a pequena bolinha alada, Lily o aplaudiu timidamente.

James a encarou confuso e surpreso por vê-la ali e Lily comentou.

- Cento e cinqüenta pontos para a Grifinória!

O maroto riu de leve e foi até as arquibancadas, sentando ao lado da ruiva.

- Olá. – Lily cumprimentou ainda controlando a respiração, mas dessa vez não pela corrida, para tomar coragem de falar tudo o que precisava.

James não respondeu. Limitou-se a um gesto de cabeça e continuou encarando o pôr do sol à sua frente.

- Eu vim... Vim te pedir desculpas.

- Desculpas? – Ele finalmente a encarou.

- Sim, eu tenho sido terrivelmente arrogante com você nos últimos anos. Acho que exagerei.

- Descobriu sozinha porque eu sou um animago ilegal?

- Na verdade não. Alguém teve que abrir os meus olhos...

Ele continuou em silêncio.

- É muito tarde?

- Talvez... – Ele voltou sua atenção para o campo de quadribol.

- Olha Potter, não vou negar que no início eu senti um alívio imenso não ter você no meu pé, me provocando o tempo todo. Mas ultimamente... Eu sei que posso me arrepender disso, mas... Ultimamente tem sido ruim ver você me ignorando o tempo todo. Chego a sentir falta de, pelo menos, brigar ou gritar um pouquinho...

James riu.

- Doeu muito? – O maroto perguntou. Lily estranhou a pergunta, mas ele continuou sorrindo. – Doeu muito admitir que sente a minha falta?

- Eu imaginava que fosse pior... – A ruiva sorriu. – Olha, eu estou conseguindo manter relações cordiais com o Sirius, quem sabe eu não consiga ser mais sociável com você também? É só não abusar...

- Se eu conseguir me conter...

Lily balançou a cabeça e os dois se abraçaram.

- Você vai conseguir parar com o 'É EVANS pra você, POTTER!'?

- Acho que sim, James.


O jantar de dia das bruxas foi esplêndido. Como todo ano, imensas abóboras enfeitavam o salão principal e todos os alunos ganhavam brindes surpresas dentro de pacotinhos que explodiam nas mãos dos estudantes quando eram jogados pelos inúmeros morcegos que voavam pelo salão.

Devido ao acordo de trégua entre Lily e os marotos, pela primeira vez em sete anos, eles puderam se sentar com as meninas na festa de dia das bruxas e se divertirem bastante.

Depois do jantar as mesas foram afastadas e Dumbledore deu início a um descontraído baile. A festa não durou até muito tarde, pois os estudantes teriam aula no dia seguinte.

Quando as garotas voltaram para o dormitório no fim da noite, Lucy aproveitou a oportunidade para provocar Lily.

- Até que o James é bem divertido, não é ruiva?

- Sim... E também dança muito bem.

- Eu pensei que não viveria pra ver esse dia. – Comentou Alice. – Estou muito feliz com esse acordo de trégua entre vocês.

- Que ótimo, só não quero que fique passando bobagens nessas cabecinhas ocas de vocês...

- E a Gwen, hein? – Alice comentou casualmente e Lucy fechou a cara.

- Estava dançando com o Edgar quando saí do salão.

- Sabe Lu, eu acho impressionante o quanto você se dói pelo Remus. – Lily comentou maldosa.

- Ou é ciúme do Edgar? – Perguntou Alice.

- Isso não tem nada a ver com o Ed. Estou preocupada com o Remus. Ele fica muito tristinho...

Alice e Lily riram.

- Estamos felizes hoje, hein? – Comentou Gwenda entrando no quarto.

- Nem todas. – Respondeu Lucy apontando para a cama de Emily com as cortinas fechadas. – Parece que o James terminou com ela hoje à tarde. Está um pouco agressiva.

- O James terminou com ela? – Perguntou Alice. – Por quê?

- Imagino que um certo pedido de desculpas de uma ruiva da grifinória tenha influenciado bastante essa decisão dele... – Lucy comentou e Lily a acertou com uma travesseirada.

- Coitadinha da Brent... – Falou Alice recebendo olhares reprovadores.

- Vai dizer que realmente se importa? – Gwenda sorriu e mudou de assunto. – Tenho uma novidade, convidei o Edgar para participar do grupo de DCAT.

- O Ed?

- Sim Lucy, o Ed. Ele recebeu por três vezes seguidas o prêmio de aluno modelo em feitiços e é ótimo em transfiguração.

- Então faltam apenas duas vagas? – Perguntou Alice.

- A da Lily e a do Remus. – Falou Lucy sorrindo para a ruiva.

- Pode procurar outra pessoa para a vaga da Lily. – Falou a ruiva sorrindo também.


Na noite seguinte Lily e James fizeram, enfim, uma ronda juntos. E mesmo que ninguém pudesse acreditar se apenas ouvisse dizer, até que Lily estava bastante à vontade.

- Então naquela noite você queria nos seguir? – James perguntou gargalhando.

- Sim, tinha colocado na cabeça que ia pegar vocês três no flagra, aprontando alguma coisa.

- E foi a primeira vez que quebrava uma regra?

- Tecnicamente sim. Mas a Lucy já tinha me convencido outras vezes a visitar a cozinha fora de horário, ou vir embora mais tarde de Hogsmead... Coisas assim. Mas dessa vez a iniciativa tinha sido minha.

- Foi ruim?

- O quê?

- A detenção.

- Eu não peguei detenção... – Lily confessou um tanto encabulada.

James ficou em silêncio esperando se ela iria querer explicar.

- Logo alguns dias depois aconteceu o ataque dos Comensais contra os meus pais e eu fiquei durante muito tempo em estado de choque. Acho que a Minerva não teve coragem de me colocar em detenção.

- Sempre comentei que você era a preferida da McGonagall... E do Slughorn também.

Lily sorriu.

- Nada mais justo se você contar que sempre fui uma aluna bastante dedicada... Agora eu nunca consegui entender porque a Minerva gosta tanto de você! Está sempre aprontando e ela passando a mão na sua cabeça...

- A Minnie pode ser bastante carrasca quando ela quer. Mas não vamos mudar de assunto, o que você faria se tivesse descoberto o nosso segredo naquela noite?

- Não sei... Sinceramente eu não sabia o que pretendia descobrir. Foi Severus quem plantou essa idéia na minha cabeça anos atrás. Ele se preocupava muito com o que vocês faziam à noite nas ausências do Remus.

- Se preocupava tanto que quase se meteu numa enrascada tentando nos seguir.

- É, eu sei... Mas ele nunca admitiu que foi salvo por você. Ele sempre achou que você estava mais preocupado em se proteger e proteger os outros marotos, porque para ele, vocês saiam à noite para fazer alguma coisa extremamente perigosa e proibida.

- Não deixa de ser... – James comentou sorrindo.

Lily também sorriu.

- É claro que eu não dava muita importância para essa conversa dele, afinal ele geralmente mencionava isso quando eu questionava as atitudes dos amiguinhos dele. Mas é como se a idéia tivesse ficado na minha cabeça. Mesmo sem saber o que iria ou o que eu queria encontrar, era como se precisasse tirar a história a limpo.

- Como se precisasse provar pra você mesma que o Ranhoso estava errado?

A ruiva parou de andar e encarou James. O maroto conhecia bem aquela expressão de fúria.

- O que... – Começou ele.

- Não o chame de Ranhoso na minha frente. Você sabe que eu não gosto.

- Pensei que não estivesse mais falando com ele...

- E não estou. Mas isso não significa que eu aprove o modo como vocês falam dele. Severus foi um ótimo amigo, durante anos.

- Mas isso não o impediu de te chamar de... Bom, você-sabe-o-que.

Lily suavizou um pouco a expressão e voltou a andar.

- Ainda assim. Não quero ouvir nenhum de vocês ofendendo ele.

- Tudo bem. – James ergueu os braços em sinal de rendição. – Não vou discutir por causa daquele seb-sujeito.

- Obrigada. – A ruiva sorriu.

- Sabe, naquela noite em que você e a Lucy tentaram nos seguir, eu quase acreditei na história de sonambulismo da Lucy... Pelo menos pra mim, explicava o motivo de vocês duas fora da cama àquela hora.

- Até hoje ela se sente ressentida com a professora McGonagall por causa daquele 'Devido ao distúrbio da sua amiga'.

O maroto riu e encarou o relógio de pulso.

- Bom monitora, acho que nosso horário de ronda acabou, temos que voltar para a torre dos leões.

- É verdade. – Lily suspirou. – Por um acaso... Você não estaria com a sua capa aí, estaria?

- Por um acaso... Eu sempre estou com ela. – James sorriu. – Quer ir a algum lugar?

- Cozinha. Estou morrendo de fome.

- À cozinha, então. – Falou o maroto cobrindo os dois com a capa.


- Dois de novembro. – Anunciou Lucy na mesa da grifinória durante o café da manhã.

- Que lindo! Você aprendeu a usar o calendário! – Brincou Alice.

Lucy mostrou língua para a amiga.

- Gwen, você não deveria entregar ao professor Kirke a lista com os nomes dos alunos que vão participar do grupo?

- Tinha que ter entregado até o dia das bruxas. É que ainda estou pensando em uma possibilidade. Na verdade duas possibilidades...

- Quais? – Perguntou Lily.

Gwenda não respondeu. Apenas sorriu e levantou indo até a mesa da Corvinal.

- Ela está falando com os gêmeos Prewet?

- Está, Lu.

Elas esperaram em silêncio pela volta da morena.

- Pronto. Já temos o nosso grupo. – Gwenda falou animada sentando novamente entre Alice e Lucy.

- Os Prewet?

- Sim. Você tem que admitir que eles são alunos fenomenais de Poções e também de DCAT...

- Admito. E admito que você venceu, o Remus está de fora. – Lucy sorriu.

- É uma pena... – Gwenda respondeu com o mesmo sorriso irônico que a loirinha.


Lucy aceitou acompanhar Gwenda à sala do professor Kirke para entregar a lista com o nome dos estudantes.

- O grupo está completo, professor, dez pessoas. Lucy, Alice, Marlene, Dorcas, James, Sirius, Frank, Edgar, Fabian e Gidean Prewet.

Professor Kirke analisou a listagem demoradamente.

- Eu mesmo não poderia ter formado um grupo tão completo!

- Obrigada, professor.

- E pra essa formação eu tenho um ajudante perfeito pra você, Gwenda.

O professor pousou o pergaminho na escrivaninha, molhou a pena no tinteiro e anotou um nome curto no alto da página.

Com um sorriso satisfeito, estendeu o pergaminho na direção da aluna. Lucy chegou mais perto pra poder ler também.

- Remus Lupin? – Gwenda perguntou incrédula.

- Sim, Remus é um de meus melhores alunos.

Gwenda colocou o papel de volta em cima da mesa e encarou o olhar risonho de Lucy.

- Eu não tenho nada a ver com isso!

A loirinha conhecia bem aquele olhar de Gwenda. E como ela vivia 'mexendo seus pauzinhos' pra esse tipo de coisa acontecer, sabia muito bem o que a amiga estava pensando. Pensando corretamente, diga-se de passagem, afinal como Lucy tinha percebido que Gwenda daria um jeito de não incluir Remus no grupo, tomou a liberdade de conversar com o professor Kirke uns dias antes.

- O que foi? – Perguntou o professor.

- Nada. – Respondeu Gwenda.

- É que ela e Remus estão passando por certo 'problema de relacionamento', professor.

- Lucy! – Repreendeu a morena.

- Mas é verdade mesmo. – Lucy se desculpou.

- Está tudo bem professor. Garanto que isso não vai atrapalhar o desenvolvimento do projeto.

- Fico feliz, minha querida.

Diggory pegou o pergaminho com a formação do grupo e ficou olhando orgulhoso para os nomes listados.

Gwenda e Lucy se despediram do professor e estavam à porta quando ele as chamou.

- Porque Lily Evans não está na lista?

Gwenda estranhou a pergunta.

- Ela não quer participar do grupo. Disse que está atolada de trabalhos, coisas pra estudar e ainda tem a monitoria.

- Senhorita Eyelesbarrow, é a melhor amiga dela, não é?

- Sou sim professor, mas a Lily é cabeça-dura demais pra se deixar convencer por mim.

- Converse com ela mais uma vez, diga que eu faço questão de tê-la no grupo porque sei que esses encontros vão ajudá-la em sua missão.

- Prometo que vou tentar professor.


Quando as duas grifinórias fecharam a porta da sala do professor Kirke atrás delas, Gwenda passou as mãos pelo rosto parecendo decepcionada.

- O que foi? – Lucy perguntou devolvendo para a amiga os materiais dela.

- Como faremos para convencer a Lily que ela tem que participar do grupo?

Lucy ajeitou seus próprios materiais no braço e começou a andar rumo à aula de poções.

- Não se preocupe, eu vou dar um jeito.

- Como deu um jeito de colocar o Remus no grupo? – Gwen a provocou.

Tinha absoluta certeza que a amiga tinha responsabilidade nisso.

A loirinha sorriu abertamente antes de responder.

- O que você acha que eu fiz? Confundi o professor para ele querer colocar o Remus de seu auxiliar?

- Talvez... Ou talvez você tenha convencido ele de que o Remus tinha que estar no grupo.

- Confundir um professor pode dar expulsão, se é que você não sabe... Eu não me arriscaria tanto, ainda mais com um professor de Defesa Contras as Artes das Trevas. Quanto a convencê-lo... Bom, ele só aceitaria minhas 'sugestões' se tivesse certeza que o Remus é um ótimo aluno. O que prova que você deveria tê-lo convidado.

- Mas você viu que eu preenchi todas as vagas com alunos excelentes... – Gwenda tentou se justificar. – Se ao menos eu soubesse que haveria mais uma vaga...

As duas pararam na frente da porta da sala de poções.

- Quem você está tentando enganar? Eu ou você?

A morena abandonou todas as suas defesas e suspirou resignada.

- Eu me sinto culpada, você não imagina o quanto, de não conseguir aceitar o Remus como ele é, com esse 'problema' dele.

- E acha que essa atitude de tentar evitar ficar perto dele vai te ajudar em alguma coisa? Você gasta tanta energia tentando fugir dele que se simplesmente deixasse as coisas acontecerem, tanto você quanto ele conseguiriam ter uma vida mais tranqüila.

- O que você acha que eu tenho que fazer?

Lucy sorriu e balançou a cabeça em sinal negativo.

- Você quer que eu dê uma opinião na sua vida, especialmente no seu relacionamento com o Remus? Não foi exatamente por isso que discutimos e ficamos vários dias sem nos falar?

- Foi, mas agora...

- Não Gwen, você não está preparada para aceitar o Remus, que é uma pessoa maravilhosa, com o problema dele, então você não está preparada para ouvir a minha opinião sobre o assunto. Sinto muito.

- Tudo bem. Eu sei que mereço isso. – Gwen respondeu e abriu a porta da sala do professor Slughorn.


N/a:

E não é que a Lucy deu mesmo um jeito de colocar o Remus no grupo? Ela é impossível mesmo...

E os Prewet (Fabian e Gidean) na minha imaginação fértil são gêmeos. Sempre foram, desde a primeira vez que li sobre eles. Provavelmente a JK já apareceu com alguma coisa que põe minha teoria por terra, mas... Nas minhas fics eles serão gêmeos sempre. Como Fred e Jorge, só que não tão terríveis... (rsrsrs) – Minha teoria: Molly teve os gêmeos Fred e Jorge. Nascimento de gêmeos sempre leva a conclusão de que já existem casos de gêmeos na família. Fabian e Gidean são irmãos de Molly, portanto são 'o tal caso' de gêmeos... (sim, absurdo ¬¬)

E... Pausa. James e Lily.

Que fofos... Ai, ai... Esses dois são a coisa mais gracinha... Sejam brigando, se ignorando, fazendo as pazes... Adoro JL!

Como a fic está entrando na fase final algumas coisas precisam começar a se resolver enquanto outras... Bem, outras confusões ainda precisam acontecer...

Próximo capítulo Lily e Lucy voltam ao 'quarto do monitor' (vocês ainda lembram dele? Da primeira fase...) e teremos o primeiro encontro do grupo de DCAT.

Beijinhos para todos que estão lendo, especialmente para:

Yuufu - Filha! Morrendo de saudades suas, na verdade eu também adoro minha vida corrida, mas é ruim ter que definir prioridades e com isso acabar não tendo tempo para algumas coisas que eu adoro – fanfics – rsrsrs. Fico muito feliz que tenha aparecido e para a sua alegria, Lily e James começaram a se acertar! Beijos lindinha!

Lyns King - Olá! Obrigada pelos parabéns... rsrsrs por experiência própria eu detesto viciar numa fic e a autora simplesmente desistir dela, é por isso que decidi voltar, não acho justo! E quando a gente é viciada em fanfic, dá um vazio muito grande mesmo que o tempo seja completamente ocupado por outras coisas, a gente sempre quer voltar... Beijinhos e tenha mais 'decaídas' por aqui rsrsrs.

1 Lily Evans – Oi querida! Fico feliz por não ter me abandonado! Rsrs Eu também sinto falta de Nárnia... Lá realmente é muito Nárnia! K k k k Bom, você viu como eu não demorei? Obrigada pelo incentivo... Os capítulos estão um pouco mais curtos nessa reta final porque eu 'enxuguei' algumas coisas que achava desnecessárias. Beijinhos!!

Lin Argabash – Olá! Sim, eu não pretendo abandonar ABA (viu só, voltei em menos de uma semana!) e NSM também será atualizada em breve... Prometo! Rsrsrs Bom, pra eu não deixar de escrever só depende de vocês e das reviews fofas... (chantagista? Hehehe). Os capítulos estão menores mesmo, mas é porque achei que algumas coisas tinham que ser tiradas para a fic ficar mais dinâmica (tinha coisinhas desnecessárias...). Fico feliz por você também não ter abandonado a fic... Beijinhos!!

Miss Moony – Oi lindinha! Nossa, eu que estava morrendo de saudades dos seus comentários fofos e preciosos! (saiba que NSM teve algumas coisas melhoradas graças aos seus comentários, juro!) Bom, nosso mais querido casal nem precisou de Felix Felicis para se acertar! Mas têm outros que eu acho que ainda vão precisar desse líquido precioso! Rsrsrs Fico mesmo muito feliz que você tenha aparecido. Beijinhos!!

E um agradecimento a Mery Tonks (Quando eu comecei a postar a fic, Lily Luna Potter nem existia, o 'ff' - que me odeia - mudou sozinho de todas as minhas fics, obrigada pelo 'toque').

Por hoje é isso... Não deixem de usar o nosso SAL e dar tempero à fic, eu preciso do incentivo de vocês para fazer força para conseguir postar e sempre é possível que eu mude mais alguma coisa dependendo da opinião de vocês...

Luci E. Potter.