Capítulo 37 – Poção Polissuco
- Lis, eu já sei o que vamos fazer! – Lucy pulou na cama da amiga cedo.
- Lucy... dormir... primeiro... exausta...
- Lily, você pode tirar o travesseiro da cabeça? Não consigo te entender...
A ruiva virou com os olhos semicerrados em direção à amiga e falou com a voz rouca de sono.
- Eu quero dormir. É nosso dia de folga, tive uma festa ontem e estou exausta...
- Mais tarde você dorme Lily, agora você tem que me ajudar. Nós vamos entrar no salão comunal da Sonserina e descobrir quem é o tal traidor que está passando informações para Voldemort.
- É uma perspectiva muito interessante para o meu dia Lucy, mas estou absurdamente tentada a recusar. – Respondeu Lily colocando novamente o travesseiro sobre a cabeça.
- Lily não é um convite, é uma convocação! – Lucy ergueu parte do travesseiro. É nosso último dia antes das férias de Natal, amanhã boa parte dos estudantes já vão estar em suas casas...
- Vai ser ótimo ter o castelo só para nós. – A ruiva respondeu com a voz abafada não demonstrando o menor sinal de que prestara atenção nas pretensões da amiga.
A loirinha suspirou mas antes de sair da cama da amiga falou baixo o suficiente para que apenas Lily escutasse.
- Tudo bem, eu vou sozinha. Mas você não se importa se eu usar um pouco daquela sua Poção Polissuco, se importa?
Foram as palavras mágicas para despertar Lily completamente.
- O que é que você está aprontando a uma hora dessas Lucy? O dia nem bem amanheceu... – Lily apontou em direção à janela que deixava passar apenas uma fraca luz pálida.
- É a melhor hora para ouvir algumas conversinhas no salão comunal da Sonserina, antes do café da manhã.
Lily se sentou na cama e se espreguiçou lentamente. Foi até o banheiro, lavou o rosto, escovou os dentes e voltou a se sentar de frente para a amiga.
- Pronto, acho que agora estou bem desperta. Pode voltar a conversar comigo porque sabe, como eu estava bastante sonolenta tive a impressão de ter ouvido você pronunciar algumas palavras soltas como 'salão comunal', 'Sonserina' e 'poção polissuco'. É lógico que não fazem o menor sentido, mas talvez você possa me explicar o que elas significam.
Só então Lily percebeu que a amiga segurava um pequeno frasco de vidro.
- O que é isso?
- São cabelos. De duas primeiranistas da Sonserina que eu tive que azarar hoje cedo. Temos poucas horas até que o feitiço de confusão que eu lancei sobre elas perca o efeito.
Lily estava boquiaberta. Talvez Lucy tivesse mesmo falado tudo aquilo que ela pensava ter sido apenas uma confusão por ainda estar sonolenta.
- Tem certeza que eu não entendi errado e as palavras eram 'salão comunal', 'lareira' e 'suco de abóbora'?
- Sem chances.
- Lucy, você é completamente louca. Mais louca ainda de achar que eu vou concordar com essa sua idéia absurda!
- Então porque é que nós temos Poção Polissuco em nosso estoque?
- Por que pode ser necessário algum dia desses...
- Esse dia é hoje ruiva. O Snape e a Black estão insatisfeitos com os serviços desse 'traidor'. É muito provável que conversem sobre ele agora de manhã. Só precisamos estar por perto. Não acho que a capa do James seria segura quando entrarmos nas Masmorras, então existe essa opção de entrarmos lá como autenticas Sonserinas.
Lily observou as outras colegas de dormitório. As três dormiam profundamente.
- Existe a possibilidade, mesmo que remota, de que eu consiga te convencer do contrário?
- Não há a menor chance Lis querida.
- Tudo bem. Vamos acabar logo com isso então. Mas antes nós vamos tomar café da manhã. Não vou beber a essência de uma Sonserina com o estômago vazio.
Lucy que já tinha pensado em tudo apenas apontou para uma bandeja cheia de biscoitos e torradas com geléia ao lado da cama de Lily.
- Você sabe que eu sofro de insônia, ainda estava escuro quando eu desisti de tentar dormir e desci para a cozinha. Encontrei as Sonserinas no caminho de volta. Por isso pensei em te chamar logo.
Lily teve que admitir que a idéia da amiga era boa. Mas mais uma vez o risco que elas correriam mal compensaria a informação irrisória que podiam conseguir.
Depois do café da manhã, Lily abriu seu malão e tirou de dentro um frasco cheio de Poção Polissuco. Decidiram fazer a transformação em uma sala de aula abandonada no segundo andar.
Lily serviu um pouco da poção para si e para Lucy e a loirinha acrescentou a cada uma das poções um fio de cabelo. Sua poção adquiriu um tom púrpura e a de Lily ficou marrom.
Quando enfim tomaram coragem, beberam toda a poção em um único gole.
- Você está horrível! – Comentou Lily observando a amiga dentro das vestes frouxas.
- Você também está! – A loirinha, agora morena, sorriu. – nós não éramos tão pequenas quando estávamos no primeiro ano, éramos?
A ruiva afirmou que sim e começou a vestir o uniforme da Sonserina que Lucy tinha lhe estendido.
- Pronto, agora só precisamos encontrar onde é que fica a sala comunal delas.
- Como assim, Lis? Você quer dizer que não sabe onde fica? – Lucy estava inconformada. – Por Merlin, anos de amizade com Snape não te ajudaram nem a descobrir onde é o salão comunal dele?
- Bom, eu... Nunca tive o menor interesse em saber...
- Então teremos que descer para o Salão Principal e de lá seguimos algum Sonserino.
As duas amigas quase se sentaram distraidamente na mesa da Grifinória para o café da manhã. Mas notaram os olhares nada cordiais a tempo de tomarem o rumo da mesa oposta.
Snape tinha acabado de se sentar à mesa com Mulciber.
As garotas perceberam que ninguém, nem mesmo os Sonserinos ousavam chegar muito perto deles.
- É o cabelo dele, Lis. Fede tanto que todo mundo tem que manter certa distância.
- Isso não teve graça. – Falou a ruiva sentando no lado oposto de Snape e Mulciber, mas perto o suficiente para escutar alguma coisa da conversa deles.
Mas acontece que Snape não estava muito disposto a conversar. Soltava vez ou outra algum grunhido de aprovação ou desaprovação até que Mulciber falou sobre o informante do lado oposto.
- Já falei que é uma idiotice mantê-lo do nosso lado, mas ela acha que é um trunfo... Vamos ver do que esse 'trunfo' será capaz quando os serviços de espionagem dele forem realmente necessários.
- Você quer dizer, quando sairmos de Hogwarts?
- Precisamente. – Snape repentinamente encarou as duas grifinórias disfarçadas com bastante interesse. – Perderam alguma coisa aqui?
As duas gaguejaram e balançaram a cabeça negativamente voltando a atenção para seus sucos de abóbora.
Mulciber voltou a falar.
- E como vamos saber se ele tem alguma coisa para nos contar? Você sabe que lançamos vários encantamentos no caminho das masmorras. Nenhum estudante de outra casa vai conseguir se aproximar do nosso salão comunal sem sofrer sérios danos.
- Não acho que ele terá qualquer coisa de real interesse para nos contar. E caso tenha, será bom para ele que encontre outra forma de nos chamar que não seja chegando tão perto do nosso salão comunal.
As duas grifinórias trocaram um olhar de entendimento.
- Eu preciso, hum, ir ao banheiro. – Lucy se levantou chamando levemente a atenção de Snape que fez uma careta de nojo e voltou a comer suas torradas.
- Eu vou com você. – Lily levantou logo em seguida deixando seu café da manhã intocado na mesa.
Quando alcançaram um lugar seguro longe do Salão Principal as duas sentaram no chão completamente aliviadas.
- Foi mesmo uma sorte que eu não tivesse jamais manifestado o interesse de saber onde fica a sala comunal da Sonserina.
- É, uma sorte! – Lucy concordou. – E de qualquer forma, não acho que vamos conseguir descobrir tão cedo quem é o traidor. Parece que eles ou não sabem o nome da 'figura' ou têm algum pacto de jamais nomeá-lo.
- Talvez seja isso mesmo.
As duas amigas voltaram o mais rápido possível para a Torre dos Leões antes que o efeito da Poção passasse e elas se descobrissem com uniformes seis números menores do que o necessário em plenos corredores da escola.
No restante do dia as garotas se divertiram preparando as roupas para serem usadas à noite na festa do grupo de DCAT.
Como a festa teria estudantes das três casas, tinha que ser organizada em um espaço neutro, mas que fosse de fácil acesso para todos, afinal seriam treze estudantes saindo à noite sem permissão alguma de professores ou de Dumbledore. Ficou decidido que fariam a festa de Natal na Sala Precisa mesmo.
A festa começou tarde da noite, mas estavam todos bastante animados. Lucy estava feliz por ver Remus bem recuperado do período de lua cheia que havia passado, mas percebeu o quanto ele ficou triste com a notícia do namoro de Gwenda e Fabian Prewet.
- Mais cedo ou mais tarde isso acabaria acontecendo. – Falou ele bebendo num gole só toda sua cerveja amanteigada.
- Infelizmente foi mais cedo, não é? – Lucy comentou forçando um sorriso. – Se quiser sair, dar uma volta... Podemos ir, ninguém vai achar ruim...
- Obrigado Lucy, mas eu estou bem. Eu já disse que sabia que isso iria acontecer, era só uma questão de tempo.
- Tudo bem. – A loirinha sorriu abertamente agora. – Mas se precisar de qualquer coisa, ou quiser simplesmente sumir daqui não hesite em me chamar, combinado?
Remus confirmou que sim enquanto ela ia até a mesa pegar alguns salgadinhos.
- O Remus está um pouquinho abatido, você não achou? – Perguntou Marlene McKinnon se aproximando da loirinha.
- Ele esteve mais uma vez doente nos últimos dias... É por isso.
- Entendi... – Respondeu a morena enquanto se virava para cumprimentar Edgar Bones que tinha acabado de chegar.
Edgar cumprimentou as duas garotas e Lucy aproveitou que ele e Marlene engataram uma conversa para quase correr na direção de Alice.
Frank e Gidean conversavam animadamente sobre quadribol enquanto Alice parecia não conseguir acompanhar uma única palavra da conversa. A morena ficou extremamente grata por Lucy tirá-la dali.
- Aff... Goles, Balaço, Cudlley Cannons... Ninguém merece... – Alice levantou os braços para o alto arrancando uma risada de Lucy.
- Remus e Sirius parecem entretidos no mesmo assunto... – Reclamou Dorcas se aproximando das duas meninas. E sorrindo ao encarar Lily, mudou completamente de assunto. – Nunca pensei que algum dia ela daria chance para uma conversa civilizada com o James.
- Você e mais da metade dessa escola, Dorcas... – Alice comentou sorrindo.
As três começaram a conversar sobre profissões e Lucy se surpreendeu ao descobrir que Alice desistira de sua vaga que estava garantida no St. Mungus porque tinha decidido se tornar auror junto com Frank e com Lucy.
Dorcas ainda não estava completamente decidida de que profissão iria seguir, por isso ainda cursava todas as principais matérias para NIEM's.
Conforme o tempo foi passando a tendência para formação de casais se acentuou especialmente pelas músicas que começaram a tocar. A essa altura Dorcas, Edgar e Gidean já tinham ido embora da festa.
Marlene e Remus começaram cedo a dançar e não pararam mais, Alice e Frank, Gwenda e Fabian também resolveram ir para a pista. Depois de alguma insistência de James, Lily aceitou ser sua parceira em uma música levemente agitada, deixando Lucy e Sirius sozinhos no pufe gigante.
- Acho que só falta mesmo a gente se acertar. – Ele falou sorrindo marotamente.
- Eu ainda acho que vou acabar namorando um sonserino. – Ela comentou divertida.
- Falava em nos acertar entre nós.
A loirinha gargalhou.
- Impossível, Sirius Black. Impossível.
- Dá uma olhada para aquela pista de dança. Vê Lily e James dançando juntos? Depois disso, nada pra mim é impossível.
- Não acho que a Lily e o James sejam exemplo pra quem quer que seja. Mas enfim...
- Eu continuo achando que você é louca por mim e tem medo de admitir, sabia?
- O que eu sei é que você tem um senso de humor bastante curioso.
- Senso de humor? – Perguntou ele se inclinando na direção da loirinha.
Lucy se sentiu subitamente tensa com tamanha proximidade. Lembrou de uma cena parecida, cinco anos antes quando já tinha certeza de estar apaixonada por aquele garoto tão falante e sorridente da grifinória.
Reviveu em milésimos de segundos a mágoa que experimentara quando no dia seguinte de terem ficado Sirius não parecer nem ao menos lembrar do que acontecera.
- Para o seu próprio bem não se aproxime nem mais um centímetro. – Ela falou baixo, mas firme o bastante para fazê-lo parar.
- O que aconteceu? Você ficou estranha.
- No início do ano passado fizemos um acordo em que eu parava de te tratar friamente e parava de chamar de Black. Mas eu quero que você saiba que se tentar qualquer gracinha comigo esse acordo será quebrado no instante seguinte.
- Nossa... – Sirius se afastou um pouco temeroso. – Você é muito confusa sabia? Qualquer garota simplesmente derreteria se estivesse no seu lugar. Você não, se coloca ainda mais na defensiva e ainda me faz ameaças com um tom de voz tão doce que parece estar comentando sobre um livro interessante que acabou de ler.
- Você já devia ter percebido que eu não sou como 'qualquer garota', Sirius. E não foi uma ameaça, foi um alerta. Eu acho que estamos muito bem até agora como amigos, não temos porque voltarmos a nos tratar como dois estranhos por causa de um simples capricho seu.
- Não é capricho...
- Vamos mudar de assunto? – Lucy abriu novamente um sorriso travesso. – Está uma festa tão gostosa, não quero me aborrecer...
Sirius concordou a contragosto e levantou para pegar mais cerveja amanteigada. Mas ao contrário do que Lucy esperava, ele ainda não tinha desistido.
No dia seguinte Alice e Frank deixaram o castelo para as férias de Natal sem se despedirem de Lucy. O Expresso de Hogwarts sairia da estação às oito horas em ponto, mas não teve quem conseguisse acordar Lucy que tinha protegido com feitiços as cortinas de sua cama.
- Diga que deixamos um beijo. – Pediu Alice ao se despedir de Lily no salão comunal.
- Digo sim.
Os amigos se despediram e para a surpresa de Lily, na grifinória ficara apenas ela, Lucy, Gwenda e os marotos. Nem um aluno de outra série.
Quando Lily e Gwenda desceram juntas para o café da manhã perceberam também que eram pouquíssimos os estudantes das outras casas que ficaram no castelo.
- Pode ser o último Natal de muitas famílias... – Comentou Lily lembrando seu último Natal com seus pais e com Lucy. Lembrou do casamento de Petúnia, da festa... Tudo parecia agora como um sonho muito distante.
- Sei exatamente como se sente. – Murmurou Gwen enquanto pensava em sua própria família.
Depois do café da manhã as duas amigas acharam que já estava seguro patinar no lago congelado. Todos os anos era a mesma espera, pelo menos vinte dias de frio intenso até que pudessem deslizar no lago sem o perigo dele rachar e engolir os estudantes em suas águas geladas.
Voltaram ao dormitório feminino pouco antes do horário de almoço. A cama de Lucy estava desfeita e a porta do banheiro fechada, pelo visto ela acabara de acordar.
- Vejo que a noitada foi boa pra ter dormido até agora. – Lily comentou divertida quando percebeu a amiga sair do banheiro de roupão e toalha na cabeça.
- Nem brinca. – Lucy falou rouca e só então Lily percebeu que a amiga tinha os olhos marejados.
- O que foi que te aconteceu? – A ruiva se endireitou na cama e Lucy quase desabou à sua frente.
- Ah, Lis... – Ela quase recomeçou a chorar. – O Sirius... Ah, como eu odeio o Sirius!
- Odeia? Como assim odeia? O que foi que...
- Lis ele me beijou! Aquele traste, cafajeste de uma figa!
Um brilho divertido passou pelo olhar de Lily. Se bem conhecia a amiga, não era motivo para tanto drama.
- O que é que isso tem de errado criatura? – Gwenda perguntou fazendo Lucy percebê-la deitada em sua cama lhe encarando com uma expressão bastante curiosa.
- Ele fez de novo! Igual aconteceu no nosso segundo ano.
- Lucy, qualquer que seja a situação, não pode ser igual ao que houve cinco anos atrás. Simplesmente não existe a possibilidade dele não se lembrar de você hoje.
- Mas foi da mesma forma, Lis. É impressionante o quanto parecia que ele estava disposto a mostrar que lembrava o que tinha acontecido naquela época.
A loirinha encarou um ponto acima da cabeça de Lily e continuou falando cada vez mais baixo.
- Se ofereceu pra me acompanhar até o salão comunal, ficou conversando banalidades à beira da escada do dormitório feminino e de repente, sem que eu esperasse, ele passou os braços pela minha cintura e me beijou. Foi desse jeito, a mesma cena. – Falou ela abismada voltando a encarar Lily.
- Não acho que a cena tenha se repetido propositalmente. Na verdade eu acredito que ele nem lembre direito daquela época.
- Eu não vou deixar que aconteça nada entre a gente pra depois eu ficar como uma idiota 'sofrendo por Sirius Black'. - A loirinha murmurou.
- Ele parecia bastante ansioso em te ver hoje cedo. – Falou Gwenda. – Talvez mereça uma chance.
- Não merece chance alguma. Eu já o tinha prevenido que se tentasse qualquer coisa eu não voltaria a falar com ele tão cedo.
Lucy narrou para as amigas a conversa que teve com Sirius durante a festa, quando terminou Gwenda achava que se Lucy tinha avisado e ele insistiu era porque realmente queria provocar a loirinha. Já Lily tentou argumentar por um tempo a favor de Sirius, mas logo percebeu que era em vão.
- Alguém pode trazer almoço pra mim? Não quero correr o risco de cruzar com ele em algum corredor.
Lily e Gwenda trocaram olhares concordando que não adiantaria tentar convencê-la a sair do quarto, portanto trouxeram para a amiga não só o almoço e o jantar como também o café da manhã do dia seguinte.
Mas quando Lily percebeu que a loirinha estava disposta a permanecer no quarto durante o resto das férias de Natal, teve que se recusar terminantemente a continuar trazendo as refeições.
- Você precisa de sol, de ar, Lucy. Eu não acredito que você, logo você, vai ficar se escondendo aqui pra não conversar com ele! Ontem nós trouxemos suas refeições porque era perfeitamente compreensível que você quisesse um pouco de isolamento, mas eu não vou permitir que esse isolamento se prolongue nenhum minuto a mais mocinha.
A loirinha sorriu com a determinação de Lily e concordou que ela estava mesmo certa.
As duas desceram para encontrar Gwenda no salão comunal e logo as três amigas estavam juntas brincando na neve.
Tanto Lily quanto Gwenda colaboraram bastante para que Lucy conseguisse evitar os marotos, especialmente Sirius, durante os dias seguintes. Mas isso se tornou quase impossível de continuar na manhã de Natal.
Depois de abrirem todos os seus presentes, as meninas desceram para o café da manhã encontrando os marotos por lá.
Lucy se deixou ficar atrás das meninas para conseguir se sentar no mesmo lado da mesa que Sirius, mas com Lily e Gwenda entre eles.
Os meninos as cumprimentaram alegremente e a loirinha agradeceu pelo Correio-coruja ter chegado naquele momento, assim pôde passar todo o café da manhã fingindo-se bastante concentrada no jornal que recebia da França.
- Você está excepcionalmente quieta hoje. – Remus que estava de frente para a loirinha sussurrou.
Lucy abriu um sorriso fraco.
- Sério? É porque estou concentrada no jornal...
- Você é uma péssima mentirosa sabia?
- Eu não estou...
- Vou te contar uma coisa que eu descobri tem algum tempo. – Remus se curvou sobre a mesa na direção da loirinha em tom confidencial. – Sempre que você está contando ou está se preparando para contar uma mentira você mexe levemente com sua orelha esquerda.
Ele repetiu o gesto tão automático da loirinha arrancando um sorriso dela.
- E você acabou de fazer isso.
- Isso é a coisa mais absurda que você já inventou, Remus. Queria saber de onde você tirou essa idéia maluca!
- Não é idéia maluca. Você faz isso toda a vez que está mentindo.
- Eu... Eu nunca reparei isso... – Lucy estava alarmada. Como podia alguém ter percebido nela um gesto que repetia sempre que estava mentindo sendo que ela mesma não tinha consciência desse gesto?
- E então, vai me contar o que você tem?
- Claro que sim. – Ela se rendeu. – Mas não agora.
Depois do café da manhã, Lily aceitou o convite de James para visitarem Hagrid e Lucy, temendo ter que subir para a Torre na companhia de Sirius, mais do que depressa agarrou o braço de Remus levando-o para fora do castelo.
Enquanto passeavam a loirinha contou ao amigo toda a história com Sirius, inclusive o que a deixara tão chateada cinco anos atrás. Mas só contou tudo depois do juramento de Remus de que ninguém saberia dessa história através dele. Teve que jurar também que quando ela terminasse de contar ele não defenderia o 'canalha do Sirius'.
Remus concordou com os termos, mas sentiu enorme dificuldade em manter sua palavra sobre não defender Sirius quando ela terminou de contar o que aconteceu.
- Remus... – Ela alertou. – Não quero precisar ficar sem falar com você também...
- Não é que eu esteja defendendo o Sirius. Mas se você gosta dele porque não dá uma chance?
- Será que você não escutou uma única palavra minha? Eu disse que odeio o Sirius. O-D-E-I-O com todas essas letras em maiúsculo.
Remus decidiu não opinar mais. Tinha dado sua palavra e resolveu mantê-la.
Sirius por sua vez não forçou a barra para se aproximar da loirinha. Na verdade por pura precaução, pois morria de medo de ver aquela grifinória nervosa. Mas para Lucy foi apenas mais uma prova de que ela estava certa e que ele queria apenas se aproveitar dela por um momento.
As férias de Natal chegaram ao fim tão rápido quanto Lucy poderia ter desejado. Quando os estudantes começaram a retornar para Hogwarts, ela, Lily e Gwenda já tinham prontos todos os deveres deixados pelos professores.
Apenas ficaram surpresas com a imensa quantidade de estudantes que não voltou das férias. O que era um absurdo sem tamanho, contando que jamais algum Comensal da Morte ou o próprio Voldemort seria corajoso o bastante para invadir o castelo tendo Dumbledore por ali.
- Acontece que muita gente não pensa assim... – Falou Lily à mesa do café da manhã apontando para os inúmeros lugares vagos. – Por exemplo, as irmãs Whitby e o Martin Stebbins da Corvinal já tinham dito que seus pais quase não os deixaram vir no dia primeiro de setembro. Não devem ter conseguido convencê-los dessa vez.
Ninguém comentou nada, mas sabiam que estavam todos pensando onde é que essa guerra estava os levando.
N/a:
Bem... A Lucy e o Sirius estavam ficando muito próximos, era quase inevitável eu ter que colocá-los como casal, mas como eu não queria esses dois como casal em ABA, então eis a alternativa... huahsuahushau
Sim, perversa! ò.ó
Nossa... As férias já estão me fazendo bem, estou cada vez mais rápida! Rsrsrs (aham...)
Beijos especiais para:
Malu – hehehe Obrigada! Pra continuar só depende de vocês: reviews! huashuahsua (chantagista? Rsrsrs) Beijos!!
Maluh Weasley Hale – Olá! Nossa... Trazer os reis de Nárnia para Hogwarts? Isso daria história para uma fic inteira! Não caberia em ABA (infelizmente!) huahsuhausha
Miss Moony/Mrs. Prewet – Nossa! Raxei de rir com o seu 'Mrs. Prewet' haushuahsuahsa só você mesmo... Caraca, engenharia civil? E as pessoas falam que eu sou doida porque faço contabilidade.... tsc tsc tsc... haushauhsua (brincadeira!) – você já reparou que eu também respondo sua review toda, mas tudo fora de ordem? – Eu nem tinha pensado no tanto que pode ser divertido você como tia dos weasley (adoro eles! Principalmente os gêmeos) Ai, eu não vou ter a menor coragem de matar você na fic! No máximo viúva, então fique tranqüila porque você vai ter a chance de mimar muito seus sobrinhos... rsrsrs Eu também morro de dó da Luna (até porque eu AMO ela! É uma das minhas favoritas!) ainda mais porque ela tem todo aquele jeitinho meigo dela e quase nunca fala da mãe... Tadinha! Realmente a Lucy exagera em provocar ciúmes no Sirius de vez em quando... E, a ruiva sem opções hein? Aposto que nem a Lucy acreditou nessa desculpa esfarrapada! K k k k Bem, o Rabicho também é o pior de todos na minha opinião! Como você falou: a própria Bella (que é terrível!) é mais aceitável do que aquele rato traidor porque pelo menos ela nunca negou sua essência! Poxa... dessa vez foi ruim você ter acertado uma suposição hein? (do rompimento!) justo o que você temia... rsrsrs E bem... infelizmente (ou felizmente, não?) o plano de hoje da loirinha não deu certo... rsrs Eu também adoro NSM e imagine, adoro pressão pra postar também! Haushuasu Mas sério, como ABA está realmente acabando (tenho só mais 3 capítulos para postar) acho que consigo voltar com NSM ainda nas minhas férias \o/\o/\o/\o/\o/ e quem sabe também com a minha fic 'você decide'! k k k k k k Engraçado você mencionar que depois de Hogwarts não vai ser bom nem pra eles nem pra você, porque eu também sofro junto com eles! (você nem imagina... tem algumas cenas que eu escrevia na continuação e depois ficava meio mal... Foi por causa disso que escrevi MC e CMQ no período... rsrss coisa de gente doida!) Bem... Você que é sempre um amor comigo! XD Beijos lindinha!!
1 Lily Evans – Oie! Tudo bem, já conta você ter aparecido nesse! Rsrs Nossa moça, quanta desventura! Sério, seria cômico se não fosse trágico! Quase morri de dó de você contando que quase torceu de novo o mesmo pé... Caramba... Torço pra que você tenha tido sorte em Português com seu caderno (mesmo que incompleto...) hehe Ai, também acho a Gwen uma tapada, e como você diz 'prefiro o Lobo mau' k k k k (eu to numa comunidade do Orkut que diz isso haushuahsu). Bem, tomara que você consiga tempo pra concluir sua leitura de Nárnia, eu nunca me canso de ler os livros (essa semana estou de férias da facul e já li os sete livros à noite ^^ AMO!! Rsrs) ABA vai ter duas continuações, uma é o que esse pessoal passou depois de Hogwarts e a outra é depois que Sirius vai para Azkaban... Hum... NSM? Rsrsrs eu vou aproveitar minhas férias e vou postar NSM, palavra! (é que na verdade estou meio enrolada tentando ler Senhor dos Anéis. Tipo, eu AMO os filmes, mas estou tentando ler os livros há uns dois anos... é que eu acho um pouco cansativo... rsrs). Muito boa sorte para você conseguir faltar! Rsrsrs Beijinhos.
Por hoje é só amiguinhos...
Ah! A contagem regressiva: dois...
Beijinhos, Luci E. Potter.
