Broken
Crepúsculo não me pertence!
Jasper POV
Eu ainda estava em Forks apesar da correria. Tinha corrido com tanta vontade, que mal olhara de medo nos olhos de Alice, deixando-a para trás com uma dor jamais sentida. Eu não tinha planos para agora, não tinha nada em mente. Eu só precisava superar aquilo e voltar para ela, só. Segui os movimentos de Isabella pela floresta, perdida. Mantive minhas narinas fora de uso, evitando sentir aquele cheiro. Fiquei longe o suficiente, garantindo que nada fosse acontecer a ela por minha culpa. Olhava Bella, mas não era ela que eu enchergava. Apenas a expressão de tristeza e sofrimento era a mesma, mas expressadas no rosto de Alice. Bella caiu e certifiquei que ela estava desacordada antes de me aproximar. Ouvi passos a quilometros de distância e tive a certeza de que ela seria encontrada. Minha missão com Edward estava comprida por enquanto. Ajoelhei ao seu lado, aproximando minha boca de seu ouvido.
" Ele vai voltar. " E eu tinha absoluta certeza de que ele faria isso, assim como eu, ele não aguentaria muito tempo. Parti o mais rápido possível, sem deixar rastros de minha mera visita à humana. Meu primeiro pensamento foi partir para Washington e assim fiz. Corri feito uma besta e em vinte minutos estava lá. Desejava encontrar Peter e Charlotte, saber como a vida de ambos estava, se tinham alcançado a tão cobiçada paz. Paz que agora eu almejava para mim e para Alice. O problema é que eu não tinha a mínima idéia de onde os dois estavam, mas não desistiria, era minha chance de aperfeiçoar minha técnica de rastreamento. Fechei meus olhos e lembrei o máximo que consegui do cheiro de Peter. Rapidamente comecei a farejar. Tinha começado com sorte. Eles estavam no país e tinham passado por aqui, há um certo tempo, já que o rastro não era dos mais nitidos.
Voltei a correr seguindo o fraco rastro, nada em volta de mim se materializava, apenas via borrões por toda a parte. Nada me importava mais, eu só queria terminar aquilo o mais rápido possível para ter Alice novamente comigo. Parei em frente a uma casa, afastada da última cidade que eu vira. Assemelhava-se com a minha ex-casa em Forks. Então era ali que eles viviam. Charlotte abriu a porta antes mesmo de eu anunciar minha presença. Ela era extremamente bonita, assim como todas de nossa espécie. Seu cabelo ruivo dava um charme especial a ela. Mas nada se comparava a Alice, ninguém tinha o poder de me hipnotizar assim como ela tinha. Charlotte não sorriu, nem demonstrou nenhuma emoção. Eu sentia que ela não estava gostando da minha visita surpresa. Logo Peter estava ao seu lado.
" Ora ora! Se não é meu antigo amigo Jasper! " Peter deixou Charlotte, irritada, para trás vindo me comprimentar. Acalmei a ruiva que me olhou assustada. Apenas sorri e apertei a mão de seu marido. " A que devo a honra de sua ilustre visita? "
Entramos na casa e comecei a explicar minha situação. Falei tudo sobre o problema que causara para Bella e Edward, Charlotte apenas ria, inconformada com o romance de alguém de nossa raça com uma humana. Peter apenas acentia, concentrado em minha trágica história. Contei todos os acontecimentos, expliquei a dolorosa decepção de Alice, para ambos os lados, com minha fraqueza. Peter parecia estar triste enquanto analisava minha dor ao tocar no nome de Alice. Charlotte se retirou, deixando o caminho livre para qualquer conversa entre eu e seu marido.
" Bom, para ter me procurado significa que você gosta muito dela. Estou disposto a lhe ajudar no que for possível. " Eu sorri, aliviado. Sabia que podia contar com Peter e em breve, eu esperava, poder retribui-lo a mesma altura.
" Obrigado Peter... mas, o que você e Charlotte andam fazendo por aqui? " Do lado de fora da casa o sol brilhava muito forte. Mesmo não sabendo minha localização exata, eu tinha a ligeira impressão de que aqui pouco chovia.
" Eu e Charlotte trabalhamos apenas a noite em um clube. " Aquilo explicava muita coisa. Peter e Charlotte provavelmente passavam o dia inteiro trancados dentro de casa, enquanto o sol brilhava com toda a força. " Nós mantemos uma instituição de caridade e nos dias chuvosos nós fazemos pequenas visitas. Foi boa sua visita Jasper, estavamos precisando de ajuda. " Ele abriu um sorriso, mostrando seus caninos. Então eu teria que ajudar com as crianças, mas e se eu cometesse algum erro fatal? " Fique tranquilo Jasper, não vamos deixar que nada aconteça. " Eu já tinha escutado aquela frase, mas dita por Alice. E não tinha dado certo. " Onde você pretende ficar? "
Eu não tinha pensado naquilo, nem em nada por sinal. Apenas tinha pego algumas coisas para minha falsa vida humana e para mim, já estava ótimo. Dinheiro não era o problema, qualquer hotel seria bom.
" Para ser sincero, não faço idéia de onde ficar. " Peter apenas me olhou e eu entendi. Agradeci e fui conduzido até meu novo quarto. Era pequeno e com uma cama, para desfarce como Peter dissera, mas eu estava super agradecido. Fiquei sozinho e aproveitei para guardar minhas coisas. Dez segundos depois eu já tinha terminado tudo e me peguei pensando nela. O que estaria fazendo? Era difícil imaginar, e doía, muito.
O dia virou mais rápido do que eu imaginava, e a chuva dava as caras. Então hoje seria o meu primeiro teste e eu estava ancioso demais, ou talvez fosse medo?
" É a primeira vez que chove no mês. Sortudo você, não? " Charlotte me fitava apoiada no batente da porta. " Espero que você não faça besteiras com minhas crianças. " Eu também esperava.
" Pode deixar, Jasper é gente fina! " Peter passou a mão em seu cabelo ruivo e em seguida a beijou. A inveja e a saudade brotaram em mim, me massacrando internamente. Até quando eu iria aguentar aquilo? Eu tentava não pensar nela, mas eu estava fracassando, já que passara a noite toda apenas com ela em pensamento. E era justamente por aquela baixinha que eu estava ali, talvez sacrificando a boa e pacífica vida que Charlotte e Peter levavam, mas eu iria ser forte. Por todos. Eu não queria, e tentaria ao máximo, não pensar em sangue humana, em seu cheiro otentador; na sensação de sede que nasceria em minha garganta no exato momento em que eu entrasse na casa das crianças. Eu não podia cometer um erro sequer, era a vida de Peter e Charlotte que estava em jogo.
" É melhor você tirar essa cara de dor ou vai assustar as crianças. " E ela estava certa, mas Charlotte não fazia a mínima noção de como aquilo iria ser difícil para mim, e mesmo assim insistia em me dar um aperitivo da tortura próxima.
Segui o caminho todo em silêncio, enquanto me distraia com a paisagem do lado de fora. Via os humanos felizes com suas famílias, tudo parecia tão... simples. Lembro-me de como eu costumava ficar irritado quando Alice forçava a barra, dizendo que eu não iria ferir ninguém, mas agora eu sentia falta disso, de suas palavras de confiança. Ouvi gritos ao sair do carro e olhei para meu lado. Uma atmosfera repleta de felicidade me invadiu junto com os gritos dos pequenos seres a minha frente. E o cheiro...
" Tio Peter! " Um dos seres voou nos braços dele, e outros o cercaram juntamente de Charlotte. Era incrível o carinho que eles pareciam ter pelo casal de vampiros. " Temos um novo amigo crianças! Digam oi para o tio Jasper! "
" Oi tio Jasper! " Eu tentei recuar, mas foi impossível. O aglomerado de crianças, antes em Peter, me cercou. Tentei ao máximo não aspirar aquele cheiro tão doce. Minha mente insistia em criar planos de como matar todos ali sem causar pânico. Seriam apenas, aproximadamente, quarenta e cinco morte, faria isso em... sete segundos?
" Deixem o tio Jasper e venham comigo. Ele é muito tímido! " Agradeci mentalmente pelo ato de Charlotte, ao menos ela tinha noção do perigo que eu representava perto daquelas crianças. Eu ainda n ão tinha total controle do meu monstro interior e desejava mortalmente controlá-lo o mais rápido possível. Peter apenas acenou, me convidando para entrar. Aspirei o máximo de ar puro do lado de fora, tentando afastar o cheiro anterior, e entrei. Havia uma gritaria tremenda ali dentro e pude reparar que o número de crianças triplicara, com todas ainda em volta de Peter e Charlotte.
" O que eu faço Peter? " Eu não iria aguentar permanecer parado. Meu monstro interno iria começar a trabalhar e, felizmente ou infelizmente, não tinha ninguém ali que fosse capaz de interromper minha chacina.
" Se encomoda de contar algumas histórias? É só fingir que está respirando, eles nem vão ligar. "
" E você e Charlotte? Vão ficar onde?! "
" Vamos estar por perto, fique tranquilo. " Eu não iria ficar tranquilo sozinho com todos aqueles humanos fracos e indefesos. Era só não respirar, só isso. Era estranho ficar sem respirar, mesmo que não fosse algo necessário, tinha virado costume. Só que nessa hora o necessário era ficar sem respirar. Lentamente roubei a atenção das crianças para os contos que eu lia para eles. Praticamente não piscavam, e alguns até babavam enquanto olhavam para mim prestando atenção em tudo o que eu dizia. Sem deixar escapar qualquer detalhe.
" Tio Jasper, você não respira? " Parei a história imediatamente e arregalei os olhos. Droga, meu plano não tinha dado certo. Eu ri, tentando copiar a risada escandalosa de Emmett, era necessário fingir que aquilo tinha parecido uma piada.
" Mas é claro que eu respiro! Olhe só! " E puxei o máximo de ar possível, fazendo uma careta que fez as crianças rirem. Mas se elas soubessem o real motivo daquela careta, já estariam correndo e gritando há tempos. Minha garganta começou a mostrar os sintomas da minha sede, meu veneno querendo sair. Aquelas faces tão frágeis viravam presas em minha mente. Minhas mãos fechavam com força no apoio de braço da cadeira, eu precisava manter o controle.
" Você está igualzinho aos personagens malvados dos livros tio! " Se eles soubessem que eu realmente era o personagem malvado, só que da vida real... Peter apareceu, olhando-me com reprovação. O mesmo olhar que minha família fazia quando eu queria matar alguém da escola. Eu me sentia um merda, um merda completo.
" Ele está apenas imitando um personagem crianças! Achei que fossem advinhar! " Levantei da cadeira dando lugar a Peter. As crianças nada fizeram, apenas olhavam assustadas para mim tentando identificar qual personagem eu estava imitando. Me dirigi ao carro, já tinha causado problemas demais. Logo o casal de vampiros estava dentro do veículo comigo, sem nada dizer. Provavelmente decepcionados com as minhas atitudes. Decepcionados assim como Alice tinha ficado. Eu iria aguardar anciosamente o próximo dia de chuva, para me comportar melhor do que desta vez.
" Vai querer ir ao clube Jasper? " Peter me arrancou dos meus pensamentos, enquanto dirigia de volta para casa, Charlotte permanecia quieta, encomodada com meus atos e principalmente com a minha presença. Eu não iria ao clube, lá seria três vezes pior do que as pobres crianças.
" Obrigado, mas prefiro ficar em casa. "
" Pensando em Alice, ham! " E eu não precisava omitir, eu iria pensar nela o tempo todo. E pensaria em um presente para ela. Alice adora presentes e eu adorava dar-los a ela. O problema é que Alice já tinha uma vasta coleção de presentes e eu não tinha idéia do que dar. Talvez pedisse ajuda para Charlotte, caso ela estivesse disposta a me ajudar.
" Sabe Jasper. " Começou ela, ao meu lado, enquanto se arrumava para o trabalho. " No clube, vários vampiros vão para lá. Quem sabe você não acha um consolo? " Ela ria escandalosamente. Me arrependi mortalmente por te-la deixado viva há um tempo atrás. Me segurei por respeito a Peter e rumei para o quarto. Eu nunca trairia aquela que revolucionou minha vista. Eu queria ver a reação de Alice com a última fala de Charlotte. Nunca vira Alice brigar nos tapas com alguém, só comigo, infelizmente.
Decidi deixar esse assunto de lado, queria falar com Rosalie ou para Esme, elas sim me ajudariam a encontrar um presente digno de Alice Cullen. Rosalie não atendia, provavelmente estaria com Emmett, namorando. E a inveja subiu novamente.
" Jasper, querido! Como está? " Como era bom ouvir a voz da minha quase-mãe, era extremamente reconfortante e de muita ajuda.
" Estou bem na medida do possível, e você? Preciso de uma certa ajuda. "
" Deixe me advinhar... presente para Alice, estou certa? " Como dizem, mãe é mãe. Esme me lembrou de tudo que Alice tinha admirado nos arredores de Forks que ela não teve tempo suficiente para adquirir. Praticamente tudo era roupa e não era bem isso que eu queria. O que eu queria me veio logo em mente, mas infelizmente eu não poderia entregá-lo. Desliguei o telefone e peguei o celular, observando minha foto junto de Alice. Como eu sentia falta de tudo nela...
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E os dias foram passando, a dor aumentando cada vez mais. Eu queria, eu precisava falar com ela. Mas e se ela estivesse relativamente bem e ouvindo minha voz tudo piorasse? Não queria fazê-la sofrer mais do que deveria estar sofrendo. O problema é que eu não sou um bom cumpridor de promessas, e resolvi deixar uma mensagem em seu celular. Era o mínimo que eu podia fazer... assim ela não ouvia minha voz, não perturbaria tanto ela.
Nesse meio tempo, de uma semana, não tinha mais chovido e meu progresso fora mínimo. Apenas tinha ido ao um shopping lotado e dez minutos depois eu já estava fora correndo de volta para a casa de Peter e Charlotte, antes que eu fizesse alguma besteira. Era insuportável aquele cheiro entrando, me provocando, chamando meu demônio interior e ao mesmo tempo ver Alice... Alice desiludida, decepcionada com tais atitudes. Charlotte e Peter perceberam meu estado quando eu cheguei do shopping e nada falaram. Charlotte parecia estar satisfeita, rindo internamente pela minha fraqueza. Peter estava apreensivo como sempre, mas ele nada podia fazer. Era noite e eu iria ficar sozinho, mais uma vez.
" Jasper... venha conosco hoje. Terão poucos humanos, eu garanto. E o cheiro da bebida vai estar mais forte do que qualquer coisa. " Eu precisava ir, não aguentaria mais uma noite sozinho pensando nela. Aquilo estava se tornando mais difícil do que eu esperava. Era toda hora, todo tempo. Alice vinha em minha mente e apagava tudo, só restava ela e um vácuo. Aceitei a proposta de Peter e fui do jeito que eu estava.
A música alta e as conversas dominavam o bar, e como Peter dissera, o cheiro de bebida era mais forte do que qualquer coisa. O bar devia ser bem frequentado, principalmente pelas beldades que ali tinha. Quarenta por centro das pessoas que estavam lá eram vampiros com a beleza jamais alcançada pelos mortais. Muitos ali emanavam cheiro de sangue fresco, então percebi que não eram todos que viviam no estilo... vegetariano da coisa.
Reconheci alguns, a maioria da época de massacres e guerras no México. Não comprimentei ninguém, apenas caminhei em direção ao balcão e sentei, planejando ficar ali a noite toda, vendo o movimento de todos e ouvindo as músicas e suas batidas. Peter e Charlotte conheciam todos presentes e até tentaram me apresentar algumas pessoas, mas não deu certo. Acho que eu acabei assustando, minha expressão não era das boas. Eu estava com sede.
" Está sozinho? " Alguém sentou do meu lado, mas não fiz questão de olhar quem era. Não tinha motivo para isso, eu vim para ficar quieto. O problema é que quem sentara ao meu lado, de humano não tinha nada. Eu só não reconhecia o cheiro, mas sabia que era de alguém conhecido. " Impressão minha ou você está mais grosso do que antigamente? "
Agora eu sabia quem era, e não era alguém que eu esperasse ou desejasse ver. Maria era a última pessoa que eu queria encontrar, podia ser qualquer um, menos ela. Olhei para Charlotte, que estava na direção contrária de Maria, e a vi sorrindo. Dela vinha um sentimento de felicidade, de dever comprido. Então, ela sabia que Maria estaria aqui. A única coisa que me entrigava na história, era o que a ruiva iria ganhar fazendo essas coisas. Talvez ela só quisesse me provocar, e não estava conseguindo.
Permaneci quieto, sabendo que a raiva crescia em Maria. Não iria usar meus poderes nela, eu queria que ela percebesse que deveria ir embora, e logo. Mas ela não fazia. Ficou ali parada, esperando eu falar alguma coisa, ou apenas olhá-la.
" Maria. " Eu disse por fim. Pude ver seu sorriso pelo canto dos meus olhos, ela também parecia satisfeita. Se ajeitou na cadeira, e eu pude reparar em seu longo cabelo moreno, que há séculos atrás eu ficara encantado. Agora sentia uma espécie de... nojo. Não me fazia bem olhar Maria, lembranças dolorosas vinham na minha cabeça. E era nessa parte que eu era completamente grato a Alice, ela mudara minha vida por completo. Aquilo eram só lembranças, más lembranças.
" Está mais bonito sabia? " Ela soltou uma gargalhada irônica. Apoiei as mãos no balcão e levantei, tentando ir embora. Maria me impediu, parando em minha frente. Abaixei o olhar, era ruim demais lembrar de tudo o que eu tinha passado com ela, as mordidas pelo meu corpo voltavam a arder e coçar quanto mais ela se aproximava de mim. " O que aconteceu com você Jasper? " Senti Maria me olhar de cima a baixo e voltei a sentar no banco. Não daria certo fugir dela.
" O que você quer dizer com isso? " Eu não queria conversar, mas se eu não falasse, ela iria ficar insistindo e piorando a situação. A única coisa que eu podia fazer era responder e tentar acabar o mais rápido possível com o assunto. Não tinha nem passado perto de uma boa idéia vir para cá. Estava completamente arrependido e com Maria do meu lado.
" Jasper, vamos ser sincero. Você era descolado, maravilhoso quando eu te conheci. Agora olhe só! Você parece um careta amarrado pelo resto da sua vida à uma sei lá quem. " Não adiantaria falar nada para Maria, ela iria continuar falando coisas ruins de Alice até o fim da sua vida, se é que teria fim. Mas não me agradava aquelas coisas, só que ali nós não podíamos brigar, além de que estragaria muita coisa entre Peter e Charlotte. Maria me olhou de cima a baixo. " Pensando bem, ela é uma garotinha de sorte. "
" Poupe-me Maria. " Arregalou os olhos, como se aquelas palavras ditas por mim fossem algum absurdo. De absurdo não tinha nada, mas Maria insistia em achar que deveria ser bem recebida por mim. Levantei do balcão, totalmente sem vontade de permanecer naquele lugar. Não queria estragar ou atrapalhar mais ainda a vida de Peter e Charlotte, eu iria caçar, era o que eu faria de melhor. Ouvi Maria rosnar atrás de mim." Não rosne, aqueles homens que estão de olho em você vão achar estranho, ou quem sabe sensual até demais? " Por fim, gargalhei do olhar que Maria lançou para os homens que a olhavam sem pudor. Aquela era a Maria que eu conhecia, e que infelizmente tornara a encontrar.
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Tudo parecia diferente naquele dia, a conversa com Maria no dia anterior revirara minha mente e trouxera dores interradas a tona. A casa de Peter, Charlotte rindo da minha desgraça, tudo simplesmente parecia fazer parte de um sonho, ou talvez pesadelo, mal acabado, indefinido. As imagens giravam, a saudade batia. Eu já não sabia mais como suportar tudo aquilo. A vida a lá Cullen tinha se tornado um vício para mim, sempre tinha alguém para compartilhar o tédio, sempre tinha Alice.
Levantei da cama ouvindo as risadas de Peter e Charlotte no imenso quintal da casa. Aquilo era quase que uma tortura para os meus ouvidos, mas ao mesmo tempo eu ouvia a chuva batendo contra a janela do quarto. Aquilo de alguma forma me animava, já que eu teria algo para fazer a tarde. Mesmo que fosse algo arriscado. Troquei de roupa e desci, o mais devagar possível, esperando que o momento romântico do casal já tivesse terminado. Felizmente tive sorte e ambos já estavam preparados para sair, apenas aguardando a minha presença.
" Vejo que o garotinho está mais animado para cuidar das crianças hoje. Temos um caso especial sabia? " Ignorei as falas irônicas da ruiva, minha cabeça já estava ocupada demais para me preocupar com ironias. Peter apenas bufou como quem disesse "ela não se cansa nunca?", e eu tinha a ligeira impressão de que ela jamais se cansaria.
Chegamos logo na casa, e as crianças já voaram no casal. Algumas vieram me comprimentar, menos tímidas do que na primeira vez. Era bom sentir a alegria delas todas, mesmo doentes ou sem suas famílias, elas viviam felizes, esbanjando felicidade à todos que quisessem compartilhar esse sentimento tão humano. Charlotte me contou do caso especial, um menininho de sete anos que perdera os pais, que morreram misteriosamente, e que ficara sem nada, sem casa, sem escola. E acabou caindo aqui, nas mãos do destino. Fiquei curioso e rumei para o quarto onde ele estava, o garoto queria ficar sozinho, fora da roda de crianças. Aquilo sim era estranho.
A porta estava aberta e entrei, me anunciando logo depois. O garoto me olhou de cima a baixo, demonstrando medo de todas as formas possíveis. Puxou o cobertor até o pescoço e se enroscou feito uma bola de neve, tentando se proteger de alguma coisa que eu gostaria de descobrir. Talvez fosse algum trauma, ou apenas um medo qualquer.
" Não vou te machucar, prometo. " Os olhos azuis dele me olharam, ainda com medo. Pareciam não querer ceder, mas aos poucos o menino largou a coberta, ainda agarrando a si próprio. " Posso me sentar? " Ele me estudou novamente por alguns segudos, e no fim cedeu por completo dando espaço para me sentar ao seu lado da cama. Eu lembrava das palavras de Maria, me dizendo o quanto eu era convincente. Nesse momento fazia total sentido sobre mim.
" Eu queria saber... " Finalmente o menino falou, mesmo que travado. O medo ainda estava instalado sobre si, mas um tipo de raiva também surgia aos poucos. Eu não entendia muito bem as misturas dos seus sentimentos, mas aquele garoto me intrigava. Algo nele me dizia que ele era especial, que talvez ele soubesse mais do que deveria. " Por que, por que vocês mataram meus pais?! " As últimas palavras vieram em gritos histéricos, me deixando totalmente pasmo.
Olá pessooooas! Demorei mais desta vez né? É que várias coisas aconteceram o.O. Tipo, eu perdi o capítulo XD! Deixei no notebook e meu irmão formatou ele ó_ó, ai foi pro brejo haha. Mudei de escola, imagina só o susto/felicidade que eu tomo quando eu vejo um menino IDENTICO ao Jasper? MENINAS MORRAM DE INVEJA! Pena que ele raspou o cabelo, mas cabelo cresce, então tá ótimo! Observar ele no intervalo é tão, engraçado? HAHAHA! Sem comentários ahioehioaehioaehioea. Eu gostei desse capítulo O.o, e gostei dos comentários! Obrigaaaaaaaaaaaaada!
Enfim n.n, como teve muitos comentários de gente não logada oo', eu vou responder aqui mesmo em vez de email.!
Babu-chan: haha, o que tá escrito na mensagem você provavelmente só saberá no capítulo que vem o.o, mas relaxe hihi! saberas logo xD! obrigada pelas reviews, é de grande importância! Beijoss
lah: adorou mesmo?! haha, que boom! Fico muito feliz, espero que eu agrade o resto da fic hehe. obrigada pela review!
grazzy: uma das melhores fics? uau! brigada, fiquei feliz agora heuaheeha! beijos entre eles só quando eles se veeereem né, mas pode deixar que vai ser um beijaço hihi! eu tbm gosto de homem, relaxa hahaha. ainda mais o Jazz né, quem nao gosta hihi! brigada pela revieww! beeijos
Loveblack Cullen: tem que dar um suspensezinho né, uma curiosidade no fim do capítulo, se não não tem graça! hihi! a mensagem é só no próximo capítulo rs. desculpe! obrigada pela review. beeijos
'a cullen.: huum, pode deixar que eu vou continuar escrevendo, com total certeza hehe! Só não garanto que vá ter uns quinze capítulos, mas espero chegar no décimo! obrigada pela reviewwww! beeijos XD!
É isso aí, valeu povinho! Amo voces, e amo o Jazz tbm hahaha! xD. Até mais!
