Sexto Capítulo – Jasper POV

AA madrugada tinha sido perfeita. Eu tinha finalmente conversado com Alice e o alívio dentro de mim era imenso. De repente tudo parecia ter algum sentido para mim. O dia acordava e decidi por voltar para casa. A conversa com Alice durara a madrugada toda, e infelizmente ela disse que tinha que treinar. Não disse exatamente para o quê, mas eu acreditava fielmente nela.

Quando cheguei à casa de Peter, pude constatar que o dia nascera, mas sem sol. As nuvens o encobriam sem piedade. E isso era minha deixa para visitar o menininho. Nem esperei por Peter e Charlotte resolverem se arrumar. Tomei meu banho e logo estava pronto, fui sozinho.

Quando cheguei fui recebido com enormes sorrisos. Aos poucos eu tinha conquistado a confiança daquelas crianças, e sempre que podia eu lia algumas histórias para eles. Christopher era um dos meninos que eu mais gostava. Ele sempre era o primeiro a vir me receber, deixando Peter e Charlotte para trás. Eu gostava de lembrar de suas palavras.

" Tio! Você é bem quieto igualzinho a mim, é por isso que eu gosto de você! " E ele me abraçou forte, igual a todas as vezes que ele me via. Chris tinha apenas uma amiguinha, a Mikaela. Ela tinha dois anos a menos que ele, mas os dois se davam muito bem. Às vezes quando via ambos brincarem, eu lembrava de Alice comigo.

" TIO! " Logo avistei Christopher, agarrando as pequenas mãos de Mikaela, correndo em minha direção. Eu era forçado a sorrir ao ver aquela cena, era um amor de criança. Um amor sincero.

" Conta uma história pra gente?! " Pediu Mikaela, com seus olhos marrons brilhando. Como se eu aguentasse negar um pedido desses. Puxei um pequeno banquinho de madeira e sentei na frente dos dois. Logo uma pequena platéia aguardava o início da história. Busquei por algum livro de conto de fadas e comecei.

Eu fingia que respirava apenas para não ter problemas, mas evitava ao máximo não sentir aquele cheiro que tanto incomodava a minha garganta.

" Então o cavaleiro gritou para a princesa... " No meio do conto notei a presença do garoto no meio da platéia, ouvindo com atenção a história lida por mim. Ele ainda sentia raiva, muita raiva por sinal. Mas não se comparava ao ataque de fúria do dia passado.

Quando terminei a história, o menino já tinha voltado ao seu quarto. Peter tinha acabado de chegar e escutou o fim da minha história, sorrindo pelo meu progresso.

" Nem parece o Jasper de semana passada. " Para ser sincero, não tinha reparado tanta mudança assim. A mesma aflição de semana passada permanecia aqui. O medo era constante. A imaginação fértil de como matar todos esses pequenos seres ainda estava aqui. Só que de certa forma, Chris e Mikaela vinham aos poucos conquistando meu coração.

" Valeu. Então Peter, posso falar com o garoto? " Perguntei ansiando por uma resposta positiva.

" O nome dele é Drake, e é claro que você pode ir. " Peter me deu as costas, indo falar com Charlotte que chegava apenas agora. Aproveitei que Chris e Mikaela tinham ido brincar, e fui ao quarto que Drake dividia com mais alguns garotos. A porta estava aberta, já que era proibido ficar trancado no quarto.

" Entra. " Ele disse sem ao menos eu me anunciar. Obedeci ao garoto e entrei no quarto. Drake estava deitado exatamente como no dia anterior. Os seus sentimentos eram confusos. Hora ele expressava uma felicidade enorme, hora ele ficava furioso. Parecia que ele sabia da minha habilidade e tentava, com sucesso, me enganar. " Me desculpe por ontem, as vezes eu não consigo me controlar. "

" Tudo bem. " Eu não sabia exatamente o que falar já que não esperava por um pedido de desculpas vindo do garoto. Sentei na cama de um de seus companheiros de quarto e fiquei de frente para ele. Fiquei um tempo em silêncio pensando no que falar. Eu deveria ter planejado isso de madrugada, mas tive compromissos melhores. Sorri com a lembrança. " Como você sabe? " Foi a única coisa que eu consegui construir em minha mente, e ele apenas riu.

" Deve ser porque eu me transformei em um. " Drake dissera aquilo com total calma. Ele não poderia ser um de nós. Tinha a pele clara sim, mas não tinha a nossa frieza. Seu coração batia, ele respirava. Drake exalava vida. Não tinha como. E eu só percebi que ele usava um cachecol naquele exato momento no qual ele começou a retirar a peça de roupa. E então eu pude ver uma marca de mordida enorme estancada em seu pescoço.

" Tio Jazz!!! " Eu ainda permanecia em estado de choque quando Chris e Mikaela entraram correndo no quarto. Quando eu me dei conta Drake já tinha tapado a sua cicatriz e sorria, como se nada tivesse acontecido. A conversa tinha acabado por hoje, já que eu não conseguiria correr do casal de crianças. " Vamos brincar, vamos. Vamos! "

Mikaela começou a puxar a barra da minha calça, praticamente implorando para que eu fosse jogar algum jogo de tabuleiro com eles. Christopher subiu na cama de Drake, puxando o cobertor do garoto e o chamando.

" O jogo é para quatro jogadores. Vem com a gente! " E Drake sorriu, mostrando pela primeira vez um sentimento sincero de felicidade. Então fomos nós quatro jogar, mas a verdade é que eu não tinha me concentrado nem um pouco no jogo, muito menos em suas regras.

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O sangue escorria pela minha boca, mas a minha garganta ainda continuava a queimar. Caçar cervos não estava mais dando conta da minha sede. Logo teria que caçar algo maior, caso contrário faria alguma besteira. Ainda mais com aquele garoto tão ameaçador por perto.

Drake. O nome dele insistia em ecoar em minha mente. Como aquele garoto tinha uma marca de mordida? Drake não parecia nem de longe um vampiro, e de fato ele não era um. Seus pais morreram nas mãos da nossa raça, provavelmente pelas mãos de Maria, e ele tinha sido poupado. Por algum propósito ou apenas para causar mais problemas. E eu precisava descobrir as peças que faltavam desse quebra-cabeça, de certa forma eu me sentia ligado àquele garoto.

Ouvi Peter me chamar ao longe avisando que a caçada tinha terminado. Ele e Charlotte decidiram vir comigo, já que fazia mais de uma semana que os dois não caçavam. Portanto, tive que dividir a minha caça com os dois, e ainda dei a maior parte para eles. E como prêmio minha sede não estava saciada, e não poderia ver o garoto no dia seguinte.

Queimei a minha roupa logo que cheguei em casa, estava toda ensaguentada e aquele cheiro não ajudava em nada. Tomei um novo banho, retirando por completo o sangue dos animais da caçada de mais cedo. Peguei uma toalha e comecei a secar meu cabelo, enquanto procurava meu celular pelo quarto.

Um cheiro maldito invadiu minhas narinas. Maria estava por perto e com segundas intenções na sua lista de sentimentos. Joguei o celular de volta a minha mochila, não queria que Maria descobrisse que eu estava mantendo contato com Alice. Charlotte estava do outro lado da porta do meu quarto quando gritou avisando que eu tinha visita. Como se eu não soubesse. Coloquei uma roupa qualquer e continuei a secar meus cabelos enquanto descia as escadas da casa.

" Eu não gosto da presença dela aqui. " Charlotte sussurrou para mim, mesmo sabendo que todos da casa ouviam o que ela falava. Maria apenas rosnou da sala. " Se vocês forem brigar, fora de casa. " Eu não brigaria com Maria, apenas se fosse para matá-la. E por enquanto isso não me interessava.

" Então? " Perguntei ao mesmo tempo que me jogava no sofá. Maria era a última pessoa que eu gostaria de ver ainda mais naquela hora. Desejaria estar mandando algumas mensagens para Alice e contar para ela sobre Drake. Talvez ela tenha visto algo sobre o garoto, ou apenas tenha um palpite. Alice sempre foi boa nisso.

" Eu quero o garoto. " Levantei de susto do sofá. Então Maria estava admitindo que realmente tinha sido ela que matara os pais do garoto. Soquei a mesa, como ela podia?! Estava no território de Peter e Charlotte, sabia que poderia causar problemas para ambos. E fez aquilo na intenção de me atingir! " Eu o transformei, ele é meu Jasper. "

Balancei a cabeça negativamente. Maria tinha estragado a vida do garoto e não o levaria com tanta facilidade.

"Ah Jasper." Ela levantou do sofá e começou a caminhar em minha direção. A proximidade com ela já estava me deixando mais nervoso do que eu podia. Maria me empurrou contra o sofá em uma agilidade que eu nunca vira nela. Quando acordei do choque ela estava sentada no meu colo, com a boca próxima ao meu ouvido. "Você sabe que ele acreditará em mim."

Com toda minha força empurrei Maria, que destruiu uma parte da parede que dividia a cozinha da sala. Charlotte gritava do andar de cima e em um segundo estava expulsando Maria e eu da sua casa.

Bufei derrotado. Maria tinha conseguido me irritar e de quebra jogou-me contra Charlotte novamente. Peguei minhas malas e quando estava descendo as escadas encontrei com Peter, um pouco triste.

" Briguei com Charlotte mas consegui manter você aqui. Da próxima vez Jasper, vai com calma. " E foi só o que ele me disse, caminhando de volta para o seu quarto. Não via nenhum sentimento vindo da parte da ruiva e nem sentia seu cheiro, significando que ela estava fora graças à briga com Peter.

Separei algum dinheiro que eu guardava e deixei na mesa da sala, para pagar o estrago que eu fizera mais cedo. Larguei minhas malas novamente no quarto e peguei meu celular, correndo em disparada. Só parei quando me dei conta de que já estava fora dos Estados Unidos.

Alice POV

Eu treinava com uma vontade que nunca tive. O sorriso não saia do meu rosto e todas as outras bailarinas me olhavam, de cara. A cada dia eu melhorava meus movimentos e a coreografa ficava impressionada com a minha rapidez de pegar as coreografias que ela passava. A minha melhora nos passos me animava mais ainda.

Eu já fazia giros perfeitos e sabia a maioria dos requisitos para fazer uma belíssima apresentação. Meus pés doíam levemente, mas nada se comparava a dor que as outras bailarinas expressavam. Talvez fosse injustiça me colocar em comparação com as outras, já que me machucar era tão difícil. Fitei Sarah, uma garota brasileira muito bonita por sinal, cair no chão e começar a chorar. Seu pé estava levemente torto para a direita e levaram-na direto para o hospital. Ela era a sexta desde que eu chegara aqui. Era disso que eu falava. Isso nunca aconteceria comigo.

Minha cabeça começou a girar e eu já não sentia mais o chão. Sabia o que significava isso, logo as imagens começaram a aparecer em minha mente como curtos flashes. Jasper tinha sangue escorrendo pela sua boca e pescoço, mas eu não sabia distinguir se era sangue humano ou de meros animais. A imagem cortava para um pequeno garoto de olhos azuis e cabelos dourados, mas eu nunca vira aquele garoto na vida.

E outra imagem começou em câmera lenta, com alguma mulher sentada no colo do Jasper.

" Lice! ALICE! " Uma mão fechou com tudo em meu rosto, me fazendo sair do transe. Apertei meus olhos e a minha visão começou a voltar lentamente. Poly fora quem me dera o tapa, na tentativa de me fazer voltar. " Ufa, você acordou. Chamamos uma ambulância, está bem? Fique aqui quietinha. "

" Eu estou bem Poly. Acho que não me alimentei direito, foi isso. " Foi a primeira desculpa mais humana que consegui pensar. Olhei a minha volta e todas as bailarinas estavam por perto, preocupadas com meu estado de saúde. Tudo bem que isso acontecia praticamente todos os dias, mas para elas eu parecia tão forte, tão inquebrável. E de fato eu era, só que nunca passaria pelas suas cabeças de que eu tinha acabado de ter uma visão, na qual meu marido estava com outra no colo. " Cancelem a ambulância, por favor. Eu vou para casa, meus pais estão de passeio por aqui e meu pai é médico. Prometo me cuidar. " E todas me olharam com desconfiança quando eu comecei a me levantar. Poly segurou minha mão na tentativa de me ajudar, mas eu já tinha conseguido sozinha. " Obrigada. " Sorri para ela e juntei minhas coisas, pegando o rumo de casa.

Abri a porta do quarto e lá estavam Carlisle, Esme e Alisper. Os dois primeiros pareciam preocupados enquanto o terceiro apenas pedia por comida.

" Me ligaram. " Disse Carlisle. " Teve outra visão? Você está bem? "

" Sim, estou. " Falei enquanto enchia as tigelinhas de Alisper, que parecia não comer há dias. " Tive uma visão com imagens estranhas, só isso. "

" Quer nos contar querida? " Perguntou Esme, que permanecia sentada na cama ao lado de seu marido.

" Foi estranho... " Me joguei no colo de Esme, que começou com seu cafuné que eu tanto adorava. " Primeiro eu via Jasper. Ele tinha sangue escorrendo de sua boca, mas não mostrava de quem pertencia. Não sei se era de algum animal, ou se era de alguma pessoa. " Estremeci com a última palavra. E se Jasper não tivesse conseguido controlar-se?

" Você sabe que Jasper não te decepcionaria de novo, não sabe? " Eu não conseguia ver a face de Esme, mas sabia que ela estava sorrindo. De certa forma com aquele sorriso ela me passava tranqüilidade. E no fundo eu sabia que Jasper não faria isso.

" Continue. " Pediu Carlisle apreensivo.

" Então a imagem pulou para um garotinho. Ele aparentava ter um seis ou sete anos de idade. Era branco, mas não tão branco quanto nós. Tinha olhos azuis e um cabelo bem dourado, lembrando o de Rosalie. Ele parecia apreensivo, com medo de alguma coisa. Eu nunca vi esse garoto e não faço a menor ideia de quem seja. " Conforme eu falava, a imagem voltava a minha mente como se eu estivesse vivendo-a. " O garoto estava deitado em alguma cama... " Eu falava enquanto a visão voltava novamente. " E tem uma porta, e eu vejo alguém abrindo essa porta. Alguém da altura de Jasper, mas não sei dizer ao certo se é ele. "

" Pode ser mesmo o Jasper. " Esme falou retirando-me do transe da visão anterior. " Talvez você devesse falar com ele. "

" É... talvez. " Lembrei que a essa hora ele deveria estar esperando uma mensagem minha, ou talvez ele estivesse com alguém em seu colo. Fechei o punho ao lembrar da imagem. Quem era aquela? Quem ela achava que era?

" Foi isso? " Perguntou Carlisle, totalmente intrigado com as novidades que eu tinha contado. Decidi por ocultar a última imagem da visão, não mudaria nada falar ou não. Apenas me deixaria mais nervosa por compartilhar aquilo. Respondi que sim com a cabeça, ao mesmo tempo em que via Carlisle levantar da cama e andar de um lado para o outro pensativo. " Estranho... " Começou ele, pensando em como terminar a frase. " Acho que vou ligar para o Jazz. Talvez ele possa nos dizer algo sobre isso. "

Esme fuzilou-o com os olhos e se desfez do meu abraço, indo em direção ao marido.

" Alice, você se importa se eu for conversar com Carlisle um pouquinho a sós? " E eu comecei a rir. Eu tinha entendido o que Esme queria dizer com aquele olhar mortal. Fazia parte dos anos de convivência, você acaba aprendendo a interpretar.

" Pode deixar que eu falo com o Jasper. " Carlisle me olhou surpreso, enquanto Esme tentava segurar a explosão de felicidade que surgia dentro dela. " Ontem conversamos um pouco, por mensagem de celular. Acho que ele já está pronto para voltar a conversar comigo... "

Então Carlisle e Esme concordaram e me deixaram ligar, portanto que eu contasse tudo para os dois depois. E é lógico que eu contaria, só não sabia quando eu tomaria coragem para falar com Jasper depois da visão de hoje, mas eu omiti essa parte para os dois.

" Bom. Eu e seu pai vamos passear por aí, namorar um pouco. " E nos despedimos. Alisper pulou no meu colo quando ambos foram embora, talvez ele se sentisse mais livre quando só estava eu e ele. Era engraçado ouvir Esme referindo-se a Carlisle como meu pai, não que ele não fosse, mas era estranho. E era admirável ver como os dois se amavam, e estavam livres para sair por aí e dar uma namorada. Eu sorri, com uma pitada de inveja.

Fitei por alguns segundos o celular e optei por levá-lo comigo. Abri o pequeno armário do quarto e busquei por alguma roupa decente. Eu estava há mais de uma semana aqui e não tinha ido a nenhum shopping! Não que eu fosse maníaca por compras igual à Rosalie, mas era algo necessário. Coloquei um sobretudo lilás e branco, calcei uma sapatilha da mesma cor e vesti meu gorro branco.

Comecei a caminhar pelas ruas enquanto o vento gelado batia no meu rosto, não me incomodando nem um pouco. Ao contrário, eu adorava aquela mínima sensação de frio que me atingia. Coloquei as mãos nos bolsos imitando os humanos que passavam correndo ao meu lado, loucos para chegarem em casa ou em algum lugar quente.

Sorri satisfeita quando cheguei ao meu destino. Lojas e mais lojas. Roupa de inverno de marca! Sapatos raros que eu nunca acharia nos Estados Unidos. Meu coração parecia que ia começar a bater de tão feliz que eu estava naquele momento. Entrei em uma loja que a vitrine tinha me interessado. Saquei o cartão de crédito e comecei a festa.

Jasper POV

Alice estava atrasada. Ela deveria ter me mandado uma mensagem há uma hora. Talvez algo acontecera, ou ela apenas esquecera. Não, Alice não era disso. Ela não esqueceria. Sentei em alguma pedra e observei tudo a minha volta. Eu estava na fronteira dos Estados Unidos com o México, no lado mexicano. Era noite e ali não era muito movimentado, apenas por pessoas que tentavam em vão atravessar a fronteira. Era possível ouvir vários tiros, alguns apenas de ameaças, outros realmente atingiam seus alvos.

Digitei uma pequena mensagem perguntando onde ela estava. Aguardaria resposta pela madrugada toda. Não tinha cara para voltar à casa de Peter e Charlotte devido à briga com Maria. Drake estaria dormindo e seria um pouco estranho aparecer lá a essas horas da noite. Minha única opção era esperar por Alice.

Jogava um joguinho qualquer do celular quando uma mensagem finalmente chegou. Suspirei aliviado, fazia quatro horas que eu estava aguardando a tal mensagem.

Desculpa... eu estava um pouco ocupada no shopping, você sabe como eu sou. Preciso falar algo sério com você.

Podia ser só uma impressão boba minha, mas Alice estava fria comigo. Justo na hora que eu deveria estar frio com ela, levando em conta as horas que ela me fez esperar. Só que eu nunca conseguia brigar com a baixinha. E o pior era ler que ela tinha me trocado por meras compras, mas era bom para ela. Ao menos Alice se divertia.

Tudo bem, não consigo ficar bravo. Você também sabe como eu sou. Bom, estou esperando você falar.

Logo depois chegou a primeira mensagem, pedindo para aguardar já que a história era grande. Joguei a cabeça para trás, fitando as estrelas no céu. Dia de muito sol amanhã. O celular vibrou duas vezes e decidi por ver as novas mensagens.

Primeiro: quem é a desgraçada do seu colo? Jazz, por favor! Fale-me. Eu estou pirando pensando nessa mulher. Não é a primeira vez que ela aparece em uma visão minha...

Fala pra mim que eu a destruo em cinco segundos pra você! Quero saber! Fala logo!

Fitei o celular incrédulo. Alice estava com tanto ciúmes assim de Maria? Entristeci. Alice ficava tão bonitinha com ciúmes, e eu nem estava ao seu lado para poder degustar disso. E fiquei mais incrédulo ainda com a raiva que Alice colocou em suas palavras, ela realmente queria matar Maria.

É Maria. Você sabe quem é. Não aconteceu nada, sua visão deveria ter continuado e visto quando eu a joguei contra a parede da casa de Peter e Charlotte, bobinha.

Alice POV

Respirei aliviada com a última mensagem de Jazz. Eu odiava aquela tal de Maria, mesmo nunca tendo estado cara a cara com tal. No fundo eu sabia que Jasper não tinha nada com ela, mas era difícil ver aquela imagem estando tão distante dele. Comecei a escrever a mensagem mais importante, comentando sobre o garotinho.

Na mesma visão eu vi um garotinho, ele tem os cabelos dourados e olhos azuis. É bem branquinho também, você sabe quem é?

E em uma velocidade incrível a resposta já tinha chego.

Ele se chama Drake. Eu o conheci esses dias Lice. Ele é muito estranho. Drake tem uma mordida de vampiro no pescoço, mas respira, seu coração bate. Ele é humano.

Ele é humano Alice, eu não entendo isso. Maria matou seus pais e veio me pedir o garoto, dizendo que o tinha transformado. Eu continuo sem entender.

Você viu mais alguma coisa?

Apurei os fatos. Então, o garoto tinha uma mordida de vampiro no pescoço e Maria afirmava ter transformado o garoto. Só que existia um problema. Ele respirava, seu coração batia, ele tinha sangue correndo em suas veias. Talvez ele fosse um meio-vampiro. Não... se ele fosse Jasper teria sentido o cheiro. Um meio-vampiro é diferente de um humano e muito mais diferente de um vampiro.

Cruzei as pernas e comecei a pensar. Fechei os olhos e tentei ao máximo me concentrar, na tentativa de alguma nova imagem aparecer em minha mente. Quase nunca isso funcionava, mas ocorriam as exceções.

Quando eu abri os olhos eu não estava mais no meu quarto. Estava naquele mesmo cômodo que o menino estava em minha visão anterior. E o garoto estava ali deitado na cama, de certa forma parecia que ele sabia que eu estava ali, mas era impossível.

O garoto lentamente levantou da cama, passando ao meu lado. E nesse momento ele virou-se para mim e sorriu. Ele sabia que eu estava lá. Começou a correr com a mesma velocidade de um vampiro e eu fui atrás. Logo estávamos em uma floresta e o garoto caçava. Absorvia o sangue de um cervo e jogou a carcaça contra mim, que pelo susto bati a cabeça em uma árvore.

Coloquei a mão na cabeça e sacudi-a. Estava doendo pela batida. Olhei em minha volta e eu estava de volta ao meu quarto. Constatei que bati a cabeça na cabeceira da cama e ri pela minha idiotice.

Alice, você está ai?

Era a nova mensagem de Jazz. Deixei-o esperando, coitado.

Ele é um vampiro Jasper. Eu acabei de ter uma visão que parecia muito real. E ele sabia que eu estava lá Jasper. Ele sorriu para mim.

Ele caçava animais e jogou um corpo em mim, então eu acordei. Talvez ele não quisesse que eu visse o resto, ou então ele estivesse com medo.

Investigue Jasper, ele tem algum poder novo. Algum poder que provavelmente Maria quer ter ao seu lado. Tome cuidado, por favor.


Olá gente, que saudades de voces! Tudo bem? Espero que sim! Férias prolongadas foram ótimas, mas as aulas tão sendo legais por incrível que pareça aqui haha, tenho a ligeira impressão de que é porque as provas e trabalhos ainda não começaram.! Mas voltando ao foco, eu gostei desse capítulo, achei interessante... claro que eu espero que voces achem o mesmo né, e comentem claro huhu :x.

No último capítulo eu disse que o menino parecido com o Jasper tinha sumido, pois bem... ele reapareceu, e não sei...ele é muito Cullen! Haha. Ele é branquelinho, e te olha assim com a maior cara de "o seu cheiro está me encomodando"; as vezes sem querer nos intervalos nós nos damos umas encaradas...haha, tá engraçado. Ps: o cabelo dele cresceu hehe! Mas que isso importa? Ninguém le mesmo snif... hausidhauidsh

Agora quero agradecer a review do pessoal que não tem login aqui, os que tem fiquem atentos, já respondi e obrigada, claro:

Hale Natyy: oooie, eu quase perdi de vez o Jasper "paraguaio" de vista haha, mas ele reapareceu...fiz questão de comentar no fim para você saber o fim que levou rs... espero que tenha gostado!

Vanessa Hale: aah é verdade, é uma pena que eles não sejam tão famosos tipo Edward e Bella, mas são tão perfas né? Enfim, agora tem mais fics dele pra voce curtir :D! Obrigada pela review.

Lice Cullen ~: 1 hora da manhã? que bom que era férias né haha, nossa, mas é muito bom sair lendo e não parar mais XD! Huum, Everything do Lifehouse é linda, no próximo capítulo eu espero conseguir encaixar uma música bonitinha também! Valeu pela review, de coração!

carolpulga: e me diz, quem não quer um Jazz? Sonho de consumooo hahaha, ele é perfa, muuito perfa! Brigada pela review, espero que a continuação esteja digna de alisper n.n. BeijO!

Maree: obrigada! espero que goste desse capítulo também!

MMMM: iiih pessoa, imagina eu! To super anciosa pra escrever o reencontro dos dois, imagina só que lindo? Aí aí! Obrigada pela revieww! Continue comentando ! XD

Bom gente obrigada pelas reviews, foram 10 dessa vez! Eu adorei! Fiquei super feliz e animada, muito obrigada mesmo...de coração! Até o capítulo seteee! Beijos