GENTE, DESCULPE A DEMORA!

É QUR O MEU PC PASSOU UNS DIAS NO TÉCNICO E EU FIQUEI A VER NAVIOS!

11º Capítulo: Robin percebe que sua suspeita é...UM SER HUMANO!

- Não teria um jeito menos drástico de fazer isso?
-Infelizmente, não mamãe! Ficaríamos um tempão, com ela contestando, minha forma de investigar!
- Mas, filha: evidência é evidência!
- Em seus crimes de verdade,talvez... Eu prefiro uma confissão, funciona melhor e é mais rápido.
-Qual o motivo para ela vir aqui?
- Estou indo mal em matemática; não estou conseguindo acompanhar a turma, ela vem me ajudar...
- Mas filha, você é ótima em matemática!
- Ela está em outra classe mamãe, não sabe disso.
- E como você pretende fazer?
- Bem, estudaremos no meu quarto. Se for ela, vai agir quando eu sair do quarto, pra pegar suco pra nós!
-Ela já viu sua boneca, sabe onde está?
- Sim, mostrei a ela quando ganhei, no meu aniversário!
- Pois bem, que seja! – Dessa vez, quem suspirou foi Sara.
Depois do almoço, Grissom estava no sofá, com Ryan, quando tocou a campainha. Como estivessem vendo uma partida de beisebol, ele nem se mexeu do lugar. Mas segundos depois, quando tocou a segunda vez, levantou-se e foi atender. Resmungava: "onde foi parar todo mundo, nessa casa?". Por "todo mundo", queria dizer Sara.
Abriu a porta e viu uma menina loira, mais ou menos do tamanho de Robin, segurando alguns livros.
- Boa tarde, Sr. Grissom! A Robin está?
- Entre! – E gritando para dentro da casa. – Robin! Sua amiguinha esta aqui...
Fez com que ela sentasse no sofá, com ele e Ryan. Tirou o som da televisão. A presença de uma amiguinha de Robin, era em si, uma grande novidade: ela não levava quase ninguém para casa; ao contrário de Ryan, que fazia amizade fácil.
- Você mora aqui perto? – Grissom começou a entabular conversa com a menina.
- Mary Lou mora no fim da rua, pai! Naquela casa amarela... Ela estuda na mesma escola que nós...- explicou Ryan.
- Ah, então é uma coleguinha de classe de Robin...
- Não senhor: estou na mesma série que Robin, mas estamos em classes diferentes... Aliás, vim para ajudá-la nos estudos.
-Verdade? – Espantou-se Grissom. – Ela é uma excelente aluna! E quando não sabe algo, eu e a mãe dela, ensinamos...
- Sim, mas parece que ela não se deu bem com "flações". – o menino sabendo do estratagema da irmã, agiu como pode, para que o pai não estragasse tudo!
- É frações, que se fala, filho. É matemática... Que estranho sua irmã é boa nisso... - falou Grissom, pensativo.
Nisso Robin entrou na sala e o irmão, intimamente deu graças a Deus.
- Onde você estava? Mary Lou chegou há um tempão...
- Não exagere Ryan, acabei de sentar... – explicou Mary Lou.
-Bem, vamos então subir, para estudar!
Mary Lou levantou e seguiu Robin.
- Ryan disse que seu problema são as frações. Já seu pai disse que você é excelente aluna.
- E sou. Mas acho que não entendo o conceito de frações. – Disse Robin que não olhava nos olhos da outra menina, pois não estava acostumada a mentir, e não era ágil para inventar alguma coisa, como o irmão.
- É muito fácil, Robin; você vai aprender rapidinho...
- Acho bom, pois a Sra. Berthold nos deu vinte e cinco problemas, para resolver até sexta.
- Minha professora, também! – Replicou Mary Lou, abrindo um livro.
As duas meninas ficaram cerca de duas horas estudando, quando Robin disse que estava quente e ia buscar um suco para elas. A outra concordou que realmente, estava quente aquele dia. Robin saiu, deixando Mary Lou sozinha no quarto, por uns quinze minutos.
Enquanto isso, Grissom e Sara falavam sobre a filha, na sala de jantar:
- Eu pensei que Robin, não estivesse tendo problemas na escola!
- E não está, querido!
- Como não, Sara? Nesse momento, uma colega está lá em cima, ensinando matemática a ela!
Ryan que vinha da cozinha, mastigando um sanduíche, falou;
- É de mentirinha, papai!
- De mentirinha? Como assim? – E o olhar de Grissom ia inquieto do filho à mulher.
Via-se que ele não estava entendendo nada. Em rápidas palavras, Sara contou o que estava acontecendo. Aos poucos um sorrisinho de satisfação, apareceu em seus lábios.
- Ah, essa menina tem o CSI no sangue! – E o sorriso se alargou.
Sara não via motivo para sorrir; aquela situação era muito perigosa.
- Por Deus, Sara, são crianças, o que pode acontecer?
- Ela pode perder a boneca...
- É isso que a aborrece, querida? Compro outra para ela. Está mais calma agora? – Abraçou carinhosamente a mulher.
Não era com isso exatamente, que Sara estava preocupada, mas não disse mais nada, deixando-se ficar nos braços do marido.
Robin voltou ao quarto, carregando uma bandeja, com dois copázios de suco.
- Minha nossa! Como Las Vegas é quente! Imagine quando entramos no verão! – Reclamou Mary Lou, estendendo o braço, pra pegar um copo.
- É... – concordou Robin, que não apresentava mudanças, não importando em qual estação estivessem.
- Viu como você aprendeu rápido? Você é muito inteligente, Robin! Usar chocolate no lugar de queijo, também ajudou. – Riu Mary Lou.
Robin achou que era hora de rir, seria de bom tom, socialmente aceitável. Forçou um sorriso. Achou que funcionou, Mary Lou ficou mais íntima.
- Sabe, Robin, você foi a única pessoa daquela escola, que continuou a me tratar igual, quando meu pai perdeu o emprego...
Robin olhou a colega como se ela falasse que tinha duas cabeças.
- Não sei por causa de que, tratar você diferente? – Respondeu Robin.
- Todo mundo começou com brincadeiras sem graça, e a dizer que meu pai era um vagabundo, que vivia às custas da mulher...- Falou Mary Lou, disfarçando mal, seu ressentimento.
- Pra começo de conversa, você é você e seu pai é seu pai. E depois, ele não é nenhum criminoso, nem nenhum pilantra. Meus pais falam muito como essa crise foi séria, e o quanto de gente perdeu o emprego. Meu pai sempre fala, que temos muita sorte: ninguém perdeu o emprego, e não precisamos mexer, em nosso padrão de vida.
- Ele está certo: é horrível, ter de baixar o padrão de vida, e horrível aturar as piadinhas...
Robin meio desajeitadamente, abraçou a colega, sentindo uma grande pena dela...