Sem muito o que acrescentar, apenas...
Valeu Gabriela o/ bora estudar de forma criativa? XD/
E também, obrigado a TiiaAllen que esta seguindo esta fic!
Valeu gente =3
Avisos - História, Biologia, e desfechos da atualidade.
Capítulo II – Biologicamente falando
- ...Sendo assim, foi Menes, cerca de 3000 mil anos a. C que unificou o alto e baixo Egito. Por favor, anotem que isso é importante. Começou assim o que chamamos de "Antigo Império" a primeira de três partes em que dividimos a história do Egito antigo.
Alfred bocejou, observando ao redor que praticamente todos os alunos começavam a digitar em seus books, pegou o seu na bolsa de mal grado, sua caneta a par e ficou rabiscando sobre a tela computadorizada de seu caderno, para ao menos fingir que fazia algo, enquanto observava os outros alunos presentes na sala.
- ...Ele também foi o construtor da primeira barragem – Alegou o professor de pele morena e olhos algo finos, no que alguns exclamaram surpresos – Isso mesmo, há quase 7000 mil anos atrás. Se vocês prestarem atenção na lousa atrás de mim, a história do Egito remota do período Neolítico entrando na era dos metais o bronze, quando os povos ainda nômades originários da África foram se fixando ao longo do rio Nilo, o mesmo que, com suas intensas épocas de cheias auxiliam e dificultavam a vida na região. Logo, creio que não seja difícil para vocês imaginarem a admiração que este governante causou em seu povo, e que, mesmo séculos depois de sua morte as barragens que protegiam a capital Mênfis foram de vital importância na história deste Império.
Esticou-se mais, parando seu fingimento com sua caneta, e ocupando-se de observar as costas do homem loiro que encontrara assim que chegou às portas daquele colégio. Cabelos meio pálidos, uniforme bem ajustado...Sem falar que anotava absolutamente tudo que o professor dizia...Devia de ser um dos estudiooosos da sala, mal educado e grosseiro, mais nerd.
Não que Alfred não fosse meio nerd...Mas é que...
- Seu reinado foi tão marcante, que vários Faraós tentaram seguir sua imagem, pois Menes ficou conhecido como "O ser colocado na terra pelos Deuses para organizar e liderar seu povo". Reinou por 62 anos, até ser morto por um Hipopótamo durante uma caçada...
Vários riram pelo comentários, muitos achando que devia ser brincadeira
- Atropelado por um Hipopótamos no Egito! - Riu alguém com graça do outro lado da sala.
O professor, no entanto, parecia calmo apesar de tudo, até seu olhar encontrar-se com o evidentemente distraído estadunidense.
- Sr...Jones... – Anunciou sem nem mesmo conferir o nome em sua carteira – Vejo que se mostra demasiado interessado... Diga-me, por que os egípcios não precisavam de estradas...?
Porém, antes que o desconsertado loiro pudesse der uma segunda gaguejada sem saber a resposta, e sem notar uma ansiosa mão asiática que erguia-se atrás de si, todos ouviram o cantar que terminava a aula, e mesmo com a expressão de vitória pulando de sua cadeira tendo sido salvo pelo gongo, o professor seguiu com sua expressão inalterada.
- Muito bem, na próxima aula vamos o Faraó Djoser, como eram os trabalhadores do Egito e a construção das tumbas chamadas Mastávas, antes das primeiras pirâmides que conhecemos. Os vejo na próxima semana. – Explicou simplesmente embora a sala encontra-se num verdadeiro tumulto de recolha de matérias e múrmuros alegres. Al não pode deixar de notar que o "Loiro-palha" era um dos que seguia prestando atenção e anotando cada detalhe.
-.-.-.-.-.-.-.-
- Então Mon amour~ Como esta sendo seu primeiro dia de aulas~?
Estavam num grande refeitório sem teto, em uma das mesas que batia algo de sol, Alfred, e seu tio francês.
- Uma chatice! O que há com essa grade?! 1º tempo "Império Egípcio" 2º tempo "Civilização grega", 3º "Normas e conceitos linguísticos"! Que tipo de escola Physis é esta tio?! E isso numa segunda-feira!
- Primeiro de tudo – Alegou o francês sombreando o olhar – JAMAIS me chame de "tio" aqui. Sou um aluno, e professor substituto de "Revoluções" mas não seu tio. Chame-me apenas de Francis. Segundo, nada, é uma escola normal. Você não tinha esse tipo de matéria?
- Hunf – Bufou pelo comentário "tio", e seguiu ainda de mal grado - ...Sim...Mas nada tão..."Teórico"...Achei que teria aulas de luta! De caça! Aaah! Ou de batalha!
Embora parecesse muito animado, Francis o observava com as sobrancelhas algo erguidas denotando preocupação. Suspirou longa e profundamente, lembrando-se no ambiente que esse americano fora criado.
- Al...Sei que...A imagem que você tem dos Physis é algo deturpada...Não te culpo, sei BEM quem são seus pais... Mas, as coisas não são como você imagina, não somos menos humanos que os demais. E não há por que termos que ser educados apenas para fins de conflitos e guerras. É justamente esse o lema desta Instituto. "Sabemos de onde viemos, e com tal, aonde vamos ", fica mas bonito em latim, mas...
Alfred bufou, novamente, desinteressado e Francis percebeu que não seria tão fácil como pensava...
- Ei! Frans! Al! – Ambos viraram-se para ver como um homem alto, de cabelos estranhamente brancos e olhos vermelhos aproximava-se, junto a outro algo moreno de ares alegres e olhos verdes – Já esta molestando seu parente Fran? Sabia que nem seu próprio sangue deixaria escapar!
- Hola! – Exclamou o outro homem, de sotaque espanhol – Un gusto conocerte!
- Não seja bobo Gilbo, apenas estava questionando o primeiros tempos do garoto, ola Tonio, Al, este é Tonio, é um...Velho amigo meu – Olhou com certa malícia o moreno que apenas sorriu – Ano passado também substituía algumas aulas, mas este ano parece demasiado decidido em conquistar seu amor platônico para preocupar-se com dar aulas~ Aaah, l'amour~
- Francis! – Repreendeu o espanhol ruborizando-se levemente, mas sem deixar de sorrir, ou parecer realmente irritado pelo comentário – E não é meu amor platônico! Sei que meu Lovi me ama! Ele só não o percebeu ainda!
- Você pretende caça-lo ou algo do tipo? – Questionou alegre o americano.
Silêncio. Pela primeira vez desde que chegara o sorriso sumiu do rosto do recém-conhecido, que virou para si com as sobrancelhas franzidas.
- ...Que disse?
- Aaah! Tonio mas como andas Lovi hã? – Meteu-se Francis notando o perigo – Como anda o desenrolar de seu amour~?
- ...Anda bem... E o que você quer dizer com caçá-lo...? – Insistiu.
- Toonio! Tem certeza que não planeja dar aulas esse ano?! Soube que entraram várias estrangeiras lindas e- Tentava mudar de assunto também Gilbo.
- Caça-lo ué. Ofícios da raça, dever ser um ômega não é? Então.
Tanto Francis quanto o alemão Gilbert bateram contra a testa pelo comentário atroz.
- ...Ofícios da raça...Dizes...
- Tonio, por favor, lembra o que te disse... Ele foi criado por gente de mente pequena, não sabe que nós não somos assim tão diferentes dos demais!
- Eu confirmo isso Tonio! Morando com ele dá pra ver que é boa pessoa! Só é idiota!
- Ei!
- Crío... – Seguiu o espanhol estando agora de frente para Alfred - ...De que raça você crê que eu sou...?
- Bem...Um... Physis como todos aqui... – Começava a mostrar-se nervoso.
- Não. Dentro disso, qual das três raças acha que eu sou – Dizia já em tom cortante enquanto os outros dois discutiam o que podiam fazer.
- Beeem... Hmmm... – Era absolutamente PÉSSIMO em distinguir cheiros, sua mãe sempre lhe dissera que isso era errado e coisa de gente "Animalesca", então sua casa sempre foi permeada de cheiros fortes para confundir e inutilizar seu olfato aguçado. – Acho que...Um...Homo Beta...
Beta era o mais fácil de chutar, ficava entre as características de um Alfa e um Omega. E nenhum dos dois iria se incomodar com a confusão, afinal, eram ditos como os mais espertos e inteligentes. Organizaram os levantes pela liberdade dos Physis, e eram sempre os responsáveis por negociações e assuntos delicados.
- ...E os dois? - Mas Antonio este espanhol, não parecia nada feliz com a resposta.
- ...Hã... Gilbo é um Alfa, com certeza. – Alegou fazendo-o sorrir com satisfação.
Alfa, o mais forte das três Subespécies de Homo Physis, eram mais rápidos, de maior resistência, sua natureza seguia bem o exemplo de "Macho alfa", geralmente tomavam a liderança, ou lutava por ela, também eram os mais violentes e menos pacientes. Sua história esta quase toda ligada às guerras e revoltas que de sua força aproveitaram-se, mas ainda assim destacavam-se entre os demais, e foram os primeiros a iniciar os levantes para mudarem de vida. A melhor das raças, segundo Al. Os heróis.
- ...E Francis...?
- Ah! Este é com certeza um Omega! Com essas suas frescuras e esse jeito fraco dele, sem ofensas tio! Fraco e incapaz, você sempre abaixava a cabeça quando minha mãe gritava contigo, além de choramingar que nem menininha! Hehe. Definitivamente só um Omega podia ser assim, fraco e dependente dessa forma-
Ômegas, foram os primeiros a serem escravizados. Apesar de resistência animal como as demais Subespécies, eram conhecidos por serem mais fracos, conhecidos por terem apenas um par por toda a vida, ser-lhe fiel e dependente, por que essa raça era conhecida principalmente por apresentar o "estro"...Uma "inspiração sexual", que os animais chamavam de "Ciclo", desenvolvido para casos extremos de que as grandes guerras avançassem para um estágio de grandes bombas. Uma forma de garantir que a raça humana iria desenvolver-se e seguir permeando o planeta com a sua vil existência.A principio a cetophysis era introduzida apenas em fetos femininos, mas como os mesmos gerados em laboratório eram difíceis de diferenciar dos masculinos, existiam exceções de Ômegas homens que também passavam por tais ciclos, que geralmente preferiam as mulheres Alfas ou mesmo homens, e que eram chamados racistamente de "Baixos Ômegas"
Uma vez por mês, ou a cada três meses, os Ômegas entravam em seu ciclo, e qualquer Alfa que sentisse seus feromônios, seu cheiro, poderia ser um parceiro em potencial. Nesses períodos os Ômegas isolavam-se e escondiam-se como uma fêmea que espera dar crias. Essa situação acabou por generaliza-los, como se sempre vivessem em situação de fragilidade e dependência com seu Alfa, ou Beta, que também poderia ser atraído se assim o Beta desejasse. Dentre os Physis, eram os que ainda pareciam mais distantes da liberdade plena.
E sem conseguir terminar seu raciocínio Alfred sentiu suas costas baterem com força na pedra de um pilar, e logo sua cabeça, e tudo começava a nublar em sua mente quando ouviu o gritinho do francês e vagamente viu os braços de Gilbert tentar afastar o espanhol de si, enquanto sentia o sangue escorrer pela recente ferida.
- Pois saiba cabrón, que eu sou o "Omega inútil" a que se refere como Francis! E ele é o Alfa, mais um bem melhor e diferente de escorias como você, CABRÓN RACISTA!
E tudo tornou-se negro ao sentir outro golpe em sua cabeça.
-.-.-.-.-.-.-
Quando acordou, estava em uma cama de lençóis brancos, num quarto de cortinas corridas.
- Oooh! Finalmente acordou que bom! – Exclamou um par de peitos. Não! Uma mulher...De grande...Res..Peito...Cabelos loiros curtos e olhos azuis. – Sr. Bonnefoy, seu amigo acordou.
- Merci chere~
Quando a mulher de...Grandes proporções saiu, Alfred sentou-se em seu lugar e viu Francis, que puxou uma cadeira para sentar ao seu lado.
- Na enfermaria. Belo primeiro dia o seu.
- ...O que aconteceu...? – Passou a mão em sua cabeça confusa, tentando focalizar melhor o branquíssimo ambiente.
Antes de o outro Alfa poder, no entanto, abrir a boca para responder...
- Você levou uma bela de uma suuuuurra de um "Omega fraquinho e dependente" HAHA! Acho que você tem que mudar seus conceitos heim americano! – Gilbert encostou-se à régua de gás enquanto fazia um estardalhaço da situação, nem notando os pedidos dos peit- enfermeira, para fazer silêncio.
- ...O que foi que eu fiz de errado?! – Começou a defender-se ao recordar tudo o que passou - Eu só disse a-
- A verdade...? Al...Foi por isso que eu insisti que você estudasse aqui...E por isso que ele te atacou. O que você pensa que é verdade é apenas um punhado de mentiras racistas que seus pais tentaram colocar na sua cabeça...Mas eu sei que você pode ser maior que tudo isso Alfred, você não é o espelho de seus pais, você deve aprender com os erros deles, e tornar-se alguém melhor que eles, e não suas cópias.
- Verdade, o mundo já tem suficientes idiotas de cabeça pequena para você ser mais um – Interrompeu Gilbo.
Jones não respondeu, sentindo-se irritado, enganado, e de certa forma humilhado...Tinha sido pego totalmente desprevenido
- ...Put* espanhol...
- Perdoe Antonio, por favor – Seguiu Francis observando por sobre os ombros de Alfred as pequenas frestas de luz que tentavam passar pelas cortinas - ...Você tocou num ponto bem delicado dele...Sabe, mesmo que seus pais tenham tentado tampar-te os olhos para o mundo... Você deve saber a difícil situação dos Ômegas, em muitos Países ainda são vistos como meros escravos e propriedade, muitos são até excluídos dos direitos humanos devido a sua..."Condição especial". Alegando que são entre nós...Os mais "animalescos"... Tratados como animais de estimação.
- ...Mas eu não disse nada disso a ele – Tornou a defender-se cruzando-se de braços. Sim, via alguma coisa na televisão, algo por cima na verdade, não eram assuntos realmente muito abordados pela mídia. Não davam audiência.
- ...Não, mas ele o entendeu assim. Quando você disse que eu era fraco e incapaz, eu não me ofendi. Eu prefiro ser visto fazendo amour, prefiro ser visto como um fraco romântico, do que um guerreiro ensanguentado, um herói de um feito vazio. Mas Tonio não é assim Mon Amour, ele já sentiu na pele o que é...Ser taxado como inferior, ele fugiu da escravidão quando pequeno, o trauma que possui é tão lacerado que influenciou de seu psicológico ao funcionamento de seu corpo. Ele até hoje é incapaz de passar pelo estro.
Alfred arregalou os olhos e voltou-se aos dois, Francis se mostrava sério, e mesmo Gilbert estava de cabeça baixa.
- Eu...Não sabia que isso...Era possível...
- Sim, mas é um caso extremo. O que também lhe restringe possibilidades de possuir um par, comumente Ômegas relacionam-se com alguém cedo. Ele, no entanto, apaixonou-se por outro Omega... Mas isso é outra história. O que eu quero te dizer Al, é para não tentar taxar ninguém antes de conhecê-lo, mesmo depois que você consiga usar realmente seu olfato e identificar a raça de cada um. Não faça isso, você pode muito mais do que isso.
Alfred não respondeu. Abaixando sua cabeça de forma pensativa, pensando em tudo que ouvira... Sobre seus pais... Sobre este novo mundo...O mesmo que sempre vivera...Mas que parecia totalmente diferente agora.
-.-.-.-.-.-
Depois de levar uma bronca do seu novo professor de chinês que durou quase todo o tempo da aula de "Revoluções através dos séculos", Alfred chegou à classe, embora a aula já parecesse ter acabado, e o docente de "Civilização grega" discutia fervorosamente com o de Revoluções na porta da sala, atrapalhando a saída dos alunos do tempo anterior.
- Senhores, por favor, estão atrapalhando o início de minha aula. – Alfred imediatamente reconheceu a voz mal-humorada, e sobre o vão que os dois educadores faziam pode observar os cabelos palhas do homem grosseiro.
- ...Ei...Feliciano... – Chamou o gentil e simpático italiano que fora busca-lo na enfermaria, depois das críticas do professor Yao sobre sua "falsa doença mata 1ª aula" . Possuía cabelos castanhos cor de mel como seus olhos, e um pequeno fiozinho sobressaía quase como um cacho de sua franja. - ...Todos os alunos desse instituto dão aula também...?
- Pode me chamar de Feli! – Sorriu simpático – E não, só os alunos excepcionais. Alunos que estudaram aqui desde pequenos e destacaram-se numa matéria, ganham o direito de presta-la como um extra por alguns anos, para poderem leciona-la mais tarde.
-...Os caras aqui fazem faculdade desde pequenos?! – Exaltou-se quanto enfim Heracles de "Grega" e Sadiq de Revoluções finalmente saíram da frente da porta, embora...Seguissem discutindo.
- Ve~ Algo assim. Os professores são sempre "da casa".
Os dois alunos entraram, e sentaram-se um ao lado do outro no meio da sala.
- ...E também um jeito para que ninguém além de Physis lecionem aqui...?
- Hmm...Acho que isso também.
Jones ficou quieto por alguns instantes, algo estranho nele, pensando que... Talvez não conhecesse muito desse "outro mundo", mas um lugar como esse onde poucos entravam e precisavam de indicação para fazê-lo...Não era seu ideal de "igualitarismo" ou "liberdade", como Francis parecia querer dar a entender que era.
Todos esses pensamentos sumiram de sua cabeça quando olhou para frente e viu o rosto do "Cabelo de palha"
- Sobrancelhas! – Exclamou assustando alguns, e quando viram o que Jones via, o professor, vários desataram a rir.
- SENHOR JONES! – Exclamou irritado, e Alfred não conseguia realmente sentir-se repreendido ou errado...Eram gigantes! Como a .Peito. Eram como duas gigantescas taturanas presas sobre... Um par de belos olhos esmeraldas. Sacudiu a cabeça com esses pensamentos. - ...E ESPERO QUE TENHA ENTENDIDO!
- ...Hã...?
E mais risadas.
O estadunidense estava a ponto de ser expulso da sala quando o benevolente, e trêmulo, Feliciano Vargas levantou a seu favor.
- S-senhor Kirkland, J-jones acabou de voltar da enfermaria...A-ainda deve estar algo...Desnorteado.
Mais algumas risadinhas, mas isso pareceu salvar Al, pois Kirkland o lançou um olhar irritado, antes de desvia-lo algo ruborizado... Raiva talvez...
Ou não.
- Tudo bem. Dessa vez passa. Mas "Sr" Jones, quero que você sente na última cadeira. Imediatamente!
O sotaque era claramente inglês, como o de seu pai, levantou resmungando depois de agradecer Feli, e sentou-se ao lado de um homem de cabelos espetados e sussurrava animado com outro rapaz loiro sem expressão.
- Muito bem. Agora chega de ruídos! Essa aula não é brincadeira, e talvez seja a aula mais importante de vocês, sem modéstia alguma. Sou Kirkland Arthur para aqueles que não me conhecem, sou companheiro de classe de alguns, mas exijo que enquanto esteja lecionando chamem-me de "Sr. Kirkland" fui claro Jones?!
-...O que aconteceu com o "Sr." Jones...
- FUI CLARO, Jones? – Reforçou.
- ...Foi sim senhor...
- ...Senhor...?
-...Foi sim, Sr. Kirkland...
- Ótimo. Sou responsável de administrar a matéria "Seleção Natural" e o estudo biológico da origem das espécies, teoria imposta por Charles Robert Darwin.
- ...E Alfred Russel Wallace...
- ...O que disse senhor Jones? – Arthur voltou novamente seu olhar zangado ao americano.
- Oooh! O "Sr" voltou! –Disse com sarcasmo, recebendo um olhar mortal do britânico - ...Eu disse que o naturalista inglês também chegou às conclusões de Darwing...
- É "Darwin" seu nome não é um verbo Sr. Jones – Mais algumas risadinhas – E devo lembra-lo que não. Os estudos tinham grandes semelhanças, mas Darwin chegou a suas conclusões quinze anos antes.
- ...Mas Alfred também merecia parte do prestígio... – Sentia-se falando em terceira pessoa.
- Não vou discutir méritos científicos com o Sr. Mas obrigado pela sua inútil interrupção. Como dizia...
Al olhou com extremo ódio para ser professor, era oficial...Odiava-o. Acabou, porém, recebendo uma palmatória de apoio do "cabelo de Sonic loiro" do seu lado, isso ao menos lhe alegrou um pouco.
- ... Para iniciarmos, alguns de vocês podem dizer-me o que inicialmente nos diferes da raça Homo Sapiens Sapiens? – Alguém levantou a mão fervorosamente, e Arthur sorriu para a pessoa – Sim, Sr. Honda.
- A Citophysis, "A célula da natureza" extraída de outros animais, assim realizando o desenvolvimento de sentidos mais aguçados, a intensificação dos instintos, e o desenvolver do órgão vomeronasal mais a semelhança dos primatas e outros mamíferos, fazendo com que suas proteínas típicas nos afetem, ao contrário do que ocorre com a raça Homo Sapiens Sapiens, cujas proteínas não causam efeito. Ou seja, tornamo-nos capazes de identificar outros de nossa raça pelo cheiro territorial, e... Hmm.. Nos tornamos suscetíveis ao... Ciclo estral... De ômegas.
-...Ah... – Soltou simplesmente Arthur, no que a sala observava pasmada do Asiático ao professor – Muito bem Sr. Honda, de fato...Uma explicação completa...
- ...Obrigado Ar-Sr. Kirkland... – Respondeu em baixa voz, algo envergonhado como se achasse que havia passado dos limites.
- ...Só tem gênios nessa escola?! – Sussurrou enforcado Alfred vendo com desesperação o oriental.
- Hehe, bem vindo ao meu mundo – O homem de cabelos arrepiados sorriu-lhe – Ola, sou Densen, prazer!
- Cale a boca Den, Arthur esta falando.
- Luuuukas~ se me der um beijinho eu-
TUM
- ... Sr. Bondevik...?
- Sinto muito Sr. Kirkland, Densen estava brincando com a cadeira e caiu – Alegou o homem sem expressão, embora fosse claro que o acidentado tinha levado um soco para cair.
- ... Como eu disse, as coisas aqui são complicaaadas~ - Sussurrou o homem que parecia ser nórdico, antes de levantar.
- ... Muito bem...Sigamos a aula então... Antes de falarmos sobre a Citophysis, lembrando a bela e sutil tradução do grego do Sr. Honda – Arthur fez um comprimento de cabeça ao exemplar aluno, que agradeceu ruborizando-se um tanto – Cito do grego significa "Célula", enquanto "Physis" pode ser traduzido de muitas formas, a partícula que compõe o mundo, tudo que nasce, desenvolve-se e remete a eternidade. Mas não quero prender-me em filosofia grega, apesar de tantos sentidos, a tradução mais comum, adaptada com o latim significa "Natureza", então uma forma de chamá-la seria de fato a "Célula da Natureza". Agora, antes de estudá-la a fundo, precisamos voltar antes de sua origem. Então, o que é uma célula...?
- Voltar beeeeeeem ao início ele quis dizer – Brincou Jones num sussurro fazendo Densen soltar uma risadinha maldosa.
- ... Jones, gostaria de explicar para a classe então.
- ...Hã... – O nórdico agora ria com mais graça, recebendo um chute do estadunidense, e para evitar represaria acabou levantando-se, ficando de frente para o ventilador. - ...Well...Very well...
- I can speak english, please continue
- Hãaaa...É algo...Bem pequeno...Que constitui nosso...Corpo...? – Trocava o peso de um pé para o outro, saindo e entrando na frente do ventilador sem hélices. – Beeem pequeno...O menor...E tem vários deles!
Algo nesse ato parecia incomodar imensamente Arthur que deu alguns passos para trás como tentando escapar do vento que vinha das costas de Alfred.
- Sente-se Jones – Disse algo ríspido, com uma expressão quase como estivesse enjoado. Honda, o oriental, observou-o tempo que o resto da classe soltava risadinhas.
Al não hesitou voltando a seu lugar olhando de mal grado para seu professor.
- ...Então, Jones continue a dizer-nos a relação entre Átomos e Células.
- ...Hã...?
-..."Hã" e seu péssimo inglês é tudo que sabe dizer.
- Não senhor Kirkland – Disse forçando os dentes, sentindo seus sentidos arrepiarem com o nervoso, e algo pareceu alertar seus colegas, pois todos pararam de rir e começaram a observa-lo apreensivos. - ... O senhor tinha perguntado "O que é uma célula" e não-
- Mas foi você que incluiu o átomo na história Jones, você mesmo disse... "O menor que constituí o nosso corpo"
- ...Mas eu não queria falar de Átomos, o senhor me perguntou sobre células...
- Entãao, devo partir do pressuposto que o senhor não sabe responder a minha pergunta.
A tensão dos alunos podia ser cortada com uma faca, e todos olhavam nervosos de Jones à Kirkland. Alfred não sabia o por que... Estava nervoso, com ódio daquele maldito e tirano professor...Mas não estava fazendo nada, mal deixava isso mostrar-se em sua expressão...
Notou, no entanto, que alguns tantos alunos da sala estavam erguendo os ombros, como quem esta a ponto de espreguiçar-se.
Ou como um animal que tentava parecer maior.
Alguns que o estavam fazendo, posicionavam-se de frente a outro aluno, como era o caso de um loiro que tampou totalmente sua visão de Feliciano.
Não estava entendo nada... Não dissera, ou fizera nada demais.
Arthur parecia o mais incomodado da situação.
- ...Eu não senhor...
Kirkland fechou os olhos alguns instantes antes de continuar.
- Átomos compõe a matéria Jones. Nós somos compostos de matéria vivas. Células são a menor porção de matéria viva – Abriu os olhos e pegou o que pareceu ser uma caneta antiga e foi até a lousa.
- ENTÂO! O QUE EU DISSE?! E vai escrever na lousa ainda por cima! Com a mão! Quem faz isso hoje em dia... – Resmungou o estadunidense acalmando-se um pouco, e melhorando o clima da sala.
- Sim Jones, e você não especificou no "Menor de que" estava faalndo, se tivesse dito "O menor da matéria viva" e não só "O meeenor de todos" estaria certo. E vou desenhar por que mentes como a sua precisam de muuuita ilustração para entender.
E o pior era que Arthur desenhava bem, fez primeiro um átomo, uma seta, vários átomos, uma seta, uma bola estranha, e finalmente uma célula.
- Como podem analisar no quadro classe, na minha aula não gosto que tenham a cabeça fechada, gosto que pensem no tudo, como um todo. – A vontade de Jones era sair da sala neste exato momento, e xingar seu TIO Francis pela put* ideia de inscrevê-lo nessa porcaria de instituto! - Átomos compõe a matéria, quando os átomos se unem com outros átomos numa ligação covalente, onde eles trocam um número limitado de elétrons entre si.
- Como um casamento! – Comentou uma mulher de cabelos loiros opacos entusiasmada, assustadoramente entusiasmada.
- ...É Sra. Arlovskaya... Como um casamento que ambos os cônjuges possuem a mesma renda para dividir entre eles... Então... Ehem... – Seguiu ignorando um outro homem alto que nada sigilosamente abandonou a aula, sendo quase imediatamente seguido pela mulher anterior - ..Como dizia, nessa ligação covalente, formam-se as substancias, no caso as organelas, de termos latinizados significa "Pequenos órgãos" e assim mesmo, são como os órgãos internos das células, cada um responsável por uma função em prol do todo, e é dessa forma os átomos ao longo do processo químico formam células, células em comum destinadas a uma mesma função, formam os tecidos, que por sua vez constituem os nossos órgãos, cada qual divido entre os sistemas de nosso organismo...E...O que vocês estão esperando? Anotem!
Foram minutos e mais minutos tortuosos para Jones, e Densen que até mesmo pensou que seria uma nova amizade sua saiu sem nem ao menos cruzar-lhe o olhar... Igual que Feliciano...Arrastado pela muralha loira.
Respirou longa e profundamente, era quase o último a sair da sala, com exceção de moreno de olhos verdes, que estava arrumando a bagunça que fizera em sua mesa durante a aula, o asiático e o próprio professor.
Estava de péssimo humor, odiava esse instituto, odiava esse professor, odiava seu put* tio. Saiu batendo o pé lançando um último olhar de remorso ao professor.
E então...Algo aconteceu. Arthur o olhou profundamente, como se estivesse esquecido onde estava por alguns instantes, viu seus ombros abaixarem-se e arquear a coluna para trás, mantendo sempre contato visual... Alguma coisa começou a borbulhar dentro de Alfred, algo dentro dele dizia para aproximar-se de Kirkland, levá-lo para outro lugar sem ninguém...Apenas os dois, e isso apenas piorou quando o mesmo inclinou sutilmente a cabeça, possibilitando ver mais de seu branco pescoço.
Jones não fazia a menor ideia do que estava acontecendo, e quando seu nariz começou a arder desapareceu da sala a passos rápidos.
- ...Arthur...?
O britânico deu um salto, como se tivesse de um pulo retornado à realidade, voltando-se assustado para o asiático, que o observava boquiaberto. O moreno saiu assobiando da sala sem notar NADA, deixando ambos sozinhos.
- ...Arthur...Você estava...?
- Não! Eu não! – defendeu-se angustiado – Essa aula foi um desastre Kiku! Sabia que VOCÊ devia seguir a lecioná-la, não eu...!
- ...Deu tudo certo, você só...Estava muito nervoso...Principalmente quanto ao Sr. Jones...
- N-não! Eu só!...Só... – O olhar penetrante do asiático o fez suspirar derrotado - ...É o cheiro dele...Me sufoca...Me... Aaah...Me confunde... Eu não sei...- Mordeu o lábio inferior.- Eu não sou do tipo vazio que guia-se apenas pelo instinto! M-mas...Eu...Realmente...
E se os olhos de Honda pudessem abrir mais de espanto, seria uma figura absolutamente cômica.
- Então...Você estava realmente ...Tentando atraí-lo para você...? Usou seus ferómonios?! – Tentou sentir algo no ar quando o inglês saiu xiando desesperado sala à fora abandonando todas as suas coisas - ...Oh...Kamisama... Arthur Kirkland achando um espécime compatível!
E um minuto depois, uma certa húngara havia recebido pelo menos dez mensagens sobre o ocorrido.
Do lado de fora.
Alfred pegou repentinamente o moreno desatento pelos ombros.
- O que se pode fazer quando você descobre que o mundo está errado sobre quase tudo, e tudo vira de cabeça para baixo?!
O sulista, no entanto, não pareceu abalado ou assustado com o desabafo.
- Eu sou sul-americano amigo, isso lá acontece o tempo todo – De um sorrizinho e saiu, deixando o angustiado estadunidense sozinho.
Segundos depois, saiu correndo atrás de Francis para tentar quebrar-lhe um dente.
Era oficialmente, o pior primeiro dia de aula de todos.
É isso gente! Espero que tenham gostado =3
Como eu estudo biologia as quintas feiras, provavelmente vou atualizar este estória entre quinta e sexta.
Nos lemos! Agora bora dormir que amanhã trabalho XDDD
