Ola Sasha o/

Muito obrigado *-* Fico feliz que tenha gostado. Toni fez ele acordar, e o choque dessa nova escola vai ajuda-lo muito. Os latinos vão ter aparições soltas, geralmente cômicas. E Aaah~ que booom que ajudou! Sério! *-* o melhor é que você não é a primeira a me dizer isso~ Tão bom~

Obrigado pelo review! Espero que goste desse capítulo também =] Nos lemos!

Sem muito mais o que acrescentar, apenas...

Matérias presentes: Química, "desfechos da atualidade" e biologia.


Capítulo III – Uma questão de natalidade

- Antes de tudo, a célula não simplesmente nasce. Ela multiplica-se.

A voz daquele infame professor da matéria insuportável não saia de sua cabeça...Como também os gestos que ele fizera ao fim de sua primeira aula...

Talvez, o que eu sentira na hora fosse algo relacionado com seu instinto...Não comentou isso com Gilbo ou mesmo Francis...Por que...Sinceramente não sabia explicar o que acontecera...

O pior era que desde aquela aula, aluno nenhum mais vinha falar com ele... Talvez discordar de um professor fosse um tabu repugnável naquele instituto...

- ...Boa tarde... – Levantou a cabeça desanimado com os parâmetros que tudo aquilo estava levando, encontrando-se com o olhar do asiático sabe-tudo da primeira aula - ...Posso sentar-me ao seu lado...?

- Se não estiver com receios de ser mordido – Ironizou, achando que isso soava como uma brincadeira.

O japonês o encarou por alguns instantes, meio incerto, mas ainda assim sentou-se ao seu lado.

- Chamo-me Honda Kiku, prazer Jones F Alfred,... Eu soube algumas coisas sobre você ... – Começou, embora um "Eu estive investigando sua vida amigo" seria mais verdadeiro - ... Você não conviveu muito com Physis, verdade...?

- ...Hmmm...É...Pelo jeito as fofocas se espalham rápido aqui também – Resmungou, seguindo a comer essa comida que soava tão estranha, e ao mesmo tempo, deliciosa.

- ...Quase, mas eu assumo então que você não entenda muito sobre...Secreção...

- ...Oi...?

- ...Foi o que eu imaginei... Acontece que...Na aula do , você liberou um odor perigoso e irritado, como se realmente fosse ataca-lo. Sua secreção assustou boa parte da sala, vi que você ficou confuso quando isso aconteceu.

- Eu o que?! Nãaao! Eu não fiz nada! – Defendeu-se, e ao mesmo tempo sentindo-se irritado pela acusação animalesca do outro, que mal conhecia.

- ...Você esta fazendo de novo...- Seguiu o oriental calmo, porém com expressão atenta – Você se enerva, e suas células produzem uma secreção diferente e você exala pelo suar, tentando afastar os demais, ou mesmo intimida-los

- Você diz que eu sou tipo um gambá fedorento?!

O moreno observou com sua expressão neutra o americano, logo suspirou.

- ...Não é à toa que Ludwig-san orientou Feliciano a ficar longe de você, definitivamente não sabe se controlar...E diz coisas muito idiotas e grosseiras...

- Olha aqui! Eu estava quieto, e comendo tranquilo até você chegar e ficar me analisando! – Vociferou e novamente as pessoas das mesas mais próximas começaram a afastar-se – Droga!

- Vê? É isso que acontece. Enquanto você não souber se controlar, as pessoas vão continuar afastando-se.

- ...Você não se afastou...

- Por que eu sei que era um alarme falso – Sorriu minimamente – Você parece os Alfas primários, os primeiros existentes, também possuíam grande dificuldade em controlar-se, mas isso acabou gerando guerras. Espero que você não seja tão incontrolável assim.

Alfred estava começando a sentir-se verdadeiramente ofendido, estava ali, comendo tranquilamente, e lamentando-se que Francis dissera que demoraria alguns meses para arrumar a papelada de documentação necessária para que saísse desse maldito instituto, que já odiava mesmo depois de uma semana, e voltar a um normal com...

"Pessoas normais"

- ..O que eu tenho que fazer para você ir embora e deixar-me em paz...?

- Deixar eu te ajudar. Eu me interessei por você, domesticá-lo parece um desafio interessante.

- Domesticar-me?! – Exaltou

- É você mesmo que se refere a todos nós como animais comuns, então, vou usar o termo para animais comuns, para um humano eu usaria Aprender a controlar-se mas para ti, apenas Domesticar já é adequado.

- Se você pensa que eu vou te deixar colocar-me uma coleira, ou algo parecido, está muito enganado!

- ...Impressionante Jonas, você realmente nós vê como animais irracionais... O que é realmente triste... Afinal, você é um de nós – Levantou-se e saiu. Sem dizer mais nada.

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- Então, de acordo com o Diagrama de Linus, não, não é o personagem da mantinha daquele venho quadrinho...É o cientista Linus Pauling. Então, como eu dizia, serve para nos ajudar a dividir os elétrons de um átomo em suas respectivas camadas e sub níveis.

Aula de química elementar, ou química atômica, ou qualquer outro nome que viesse à cabeça do professor. Seu nome era Vash e era suíço, e absolutamente mal humorado.

Jones estava sentado ao fundo da sala, afastado de todos, até o momento que a porta abriu-se.

- ... As camadas, os níveis, nos dizem onde estão os elétrons em relação ao núcleo e... O que quer Honda? – Questionou de mal grado o suíço vendo o recém-chegado – Você já passou na minha aula, não precisa mais vir aqui, ainda mais sem ser chamado.

- Eu estava batendo na porta, mas o senhor não atendia. Vim assistir mais algumas aulas, tenho um tempo livre e gostaria e rever esta matéria.

- Eu tinha esperança que quem batia ia acabar desistindo – Foi diretamente sincero com sua expressão de sempre – Sente-se de uma vez por todas e deixe de atrapalhar minha aula!

Sem mais, Honda dirigiu-se para sentar-se exatamente ao lado do estadunidense.

- ...Que faz aqui...?

- Eu disse que ia ajudá-lo.

- ...Como eu ia dizendo, a posição do elétron em relação ao núcleo é importante, pois quanto mais próximo esta dele, mais fraco o elétron é. Quando mais longe do núcleo, mais forte. Então, o soldado que fica ao final do campo de batalha, é um inútil, e aquele que esta à frente de sua tropa disposto a atirar e morrer por sua causa,é esse que vale a pena você lutar! E com o calor da batalha e a eletricidade da tensão e do nervosismo, da mesma forma que você estimula um elétron, você estimula um guerreiro a saltar por cima das trincheiras e chegar até o inimigo! Esses são os saltos quânticos que dão os elétrons depois de serem estimulados, para assim alcançarem outras camadas e terem mais energia, serem mais fortes. Alguma pergunta?

Todos observavam boquiabertos o professor, inclusive Jones, e Honda parecia já estar acostumado o suficiente com essa situação como para estranhar. Mais certo alemão tinha lágrimas nos olhos pela beleza da explicação em si.

- Muito bem, então os níveis tratam-se da relação de distancia que um soldado esta de sua base. Enquanto os subníveis referem-se à trajetória que este soldado faz ao redor de sua base para guarda-la. Apenas o primeiro subnível é oval, como o movimento dos planetas, e os outros são todos circulares.

- ...Ele é sempre assim...?

- Sempre, participou de muitas guerras, é um Alfa veterano. Dizem que isso afetou um pouco a cabeça dele.

- FELICIANO! O que um átomo tem que possuir para atrair elétrons-soldados de outros átomos?!

- VE! E-eu n-não sei senhor.!

-... Um pouco?! Apenas um pouco?!

- Bem...Ninguém nunca se habilitou a realizar um teste psicológico com ele...Então...

- ...Ah...

- Mas ele apenas berra, se exalta e dá exemplos estranhos. Não fica liberando secreções ameaçantes em ninguém.

- LUDWING!

Alfred lançou um olhar altamente irritado para o oriental.

- ..Até quando você vai me infernizar?!

-... Até você aprender – Esclarecer como se nada.

- Ele tem que ter uma eletronegatividade forte para atrair os elétrons de outro átomo para si e assim formar uma ligação química senhor!

- Muito bem! Então o átomo mais forte é aquele que possui a eletronegatividade maior, muito bem!

- ...O que você quer que eu faça então?! – Exclamou derrotado, e não era realmente muito necessário falar baixo nessa aula para não ser notado.

- Você consegue identificar as subespécies pelo cheiro?

- ...Hã...

- Sobre a força dos átomos discutiremos na próxima aula, agora. Da mesma forma que os níveis são divididos em letras de K à Q os subníveis também. Quem pode me dizer as letras que correspondem aos subníveis?!

- Você é um caso realmente muito difícil Jones – E Alfred por um instante podia jurar que viu um sorriso naqueles lábios – E vai dar-me mais trabalho do que pensei...

- Então por que você simplesmente não me deixa em paz?!

- ...Eu tenho meus motivos ...

O americano respirou longa e profundamente, bagunçando os cabelos de forma desesperada.

- JONES!

- O-oi...!

- Quais são as letras que representam os subníveis de energia de um átomo?!

-...Hã...

- ...São quatro Jones – Sussurrou o nipônico

- Eu não preciso de sua ajuda!

- Então Jones, quais são?

- ...R...S...T...U? – Chutou.

- ...ESTA BRINCANDO ?! Os subníveis não são a sequência dos níveis Jones! Estão no intervalo entre eles!

- ...Então...

- S, p, d, f... – Sussurrou novamente o japonês – Mas diga isso na frase-

- S, p, d, f - Respondeu sem deixar o outro terminar de soprar a resposta.

- ERRADO! – Vários olharam confusos o professor, entre eles Jones – A resposta é S ão P atriotas D e F orça!

- ...Mas...Foi as letras que eu disse...

- Mas você não disse na frase! Fora da sala! AGORA!

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Alfred F. Jones sentia que estava ao ponto de explodir, e ninguém mais definitivamente chegava perto dele por causa disso, sentou-se num canto afastado, cogitando a possibilidade de causar um escândalo na escola e assim por expulso... Seria muito mais rápido do que o caminho legal de seu tio.

- Que fazes aqui?! – Exaltou-se, e levantando o rosto encontrou-se com Kirkland Arthur, seu professor de Seleção Natural, e colega de classe. A uma boa distancia na verdade, quase gritou para que o americano pudesse ouvir.

- ...Será que nem ao menos ficar num canto quieto por cinco minutos eu posso agora?! – Sendo grosseiro logo nas primeiras palavras. Não estava de humor.

- ...Você devia estar em aula...- Arthur deu mais alguns passos para trás tentando ver um caminho para escapar dali.

- EU SEI! Mas tente dizer isso para o louco do Vash

- Aaaaah, professor Vash...Você não disse a frase exata que ele queria não é...? Isso acontece...Com bastante frequência até.

- ...Será que todos os professores aqui são loucos de pedra?!

- EI!

Levantou a cabeça, notando que o inglês estava bem mais distante do que quando chegou.

- ...Por que você esta se afastando...? Se eu estou exalando alguma coisa que não deveria, não é minha intenção! E eu não pretendia te machucar aquele dia!

- Ooh... – O inglês então notou de fato que o menor havia liberado um odor ameaçante... E mesmo este se sentia tão...bem - N-não. Q-quero dizer, sim você esta exalando, mas...

- Droga! Eu não sinto nada de diferente! Como podemos controlar algo que não conseguimos ver?!

O britânico abriu a boca para responder algumas vezes, mas nada disse, tentando segurar melhor os matériais em sua mão, e sentindo-se imobilizado.

Justamente por algo que não podia ver...E tampouco controlar...

Tudo isso por que esse maldito americano havia escolhido JUSTAMENTE seu lugar de estudos particular para sentar-se. Agora nunca mais poderia voltar ali sem...! Sentir-se assim...

O estadunidense levantou, o inglês deu um passo para trás.

- ...Eu nunca pensei que exalasse um cheiro ameaçante ou algo do gênero! – Aproximou-se mais – Sempre vive apenas com humanos normais, e eles não sentem essas coisas!

- Somos humanos normais! – E erroneamente, pelo sobressalto que se deu frente a ofensa, Arthur tropeçou em seus próprios pés e instintivamente o americano adiantou-se para evitar que o mais velho caísse no chão.

E folhas voaram por todos os lados.

Foram curtos instantes, mas Alfred sentiu como se uma corrente elétrica tivesse passado por todo seu corpo, uma corrente de vários e vários ampères. Vindos diretamente de seu nariz e enviados com urgência até seu cérebro.

Tudo devido a um aroma doce, agradável, envolvente, mil vezes melhor do que tudo que já aspirou em toda sua vida, embriagante.

Era assim que se sentia um Physis? Na última semana andava tomando alguns remédios para que pudesse meio que 'reativar' seu olfato, tão prejudicado pelas fortes essências de sua casa, embora pela pouco diferença que andavam fazendo, Francis começava a desconfiar que talvez fosse necessário uma cirurgia de desobstrução...Então...Por que agora, de repente, conseguia farejar tal cheiro?

Que atiçava seus instintos...

E antes que pudesse sequer tocar a pele de Arthur, o mesmo num golpe de pânico, desviou-se, tomou apenas umas quantas folhas, e saiu desesperado dali, deixando para trás um confuso americano.

E dentre os documentos deixados para trás. Um livro.

"Feromônios – A força que não podemos ver"

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- ...E as revoluções no início do século chamadas de Primavera árabe, acabaram por desencadear protestos e reivindicações em outros Países também, como os da America latina à partir do ano de 2013, desencadeados por Brasil e Argentina, na America do norte, por Estados Unidos e México, e o mais conhecido, o reflorescer chinês, em 2019. Cada um dos movimentos reivindicava objetivos diferentes, maior controle das contas públicas, maior liberdade de expressão, segurança pública, e direitos trabalhistas, respectivamente, e cada uma contribuiu ao seu modo para instigar outras revoluções menores, que acabaram, junto à crise econômica de 2020, chamada de Crise dos Emergentes, por servir de estopim para a III Guerra Mundial, mas nessa matéria nós manteremos às redias das revoluções, as Grandes Guerras do Século XXI vocês verão provavelmente com o professor Iván, mais para frente do ano. O que vocês precisam saber, e já vou adiantar a vocês, embora Sadiq possa ficar algo bravo por que isso vai ajudá-los com a prova surpresa que ele vai dar semana que vêm, a crise dos emergentes e a grande ameaça de uma guerra atômica, somados com as catástrofes dos anos subsequentes, foram o que alavancaram o projeto Physis, então, vocês já sabem por onde começar a estudar!

O sinal então tocou, e em meio de várias exclamações desesperadas do gênero "Prova?! Que prova?!" Antonio encerrou a aula, apagando a lousa projetada, e sentando-se em sua cadeira para verificar se algum aluno havia esquecido de autentificar sua assinatura e digital de presença.

- ...Hmmm...Antonio...? – Era um rapaz algo baixo, de cabelos castanhos, mesma cor de seus olhos, e um estranho fio que lhe sobressaía da franja. Era a cópia viva de Feliciano.

- Hmmm? Ah! Lovi! – Tirou os óculos que recém havia colocado para encerar a chamada da sala, desligando-o – Desculpa não ter te dado atenção especial cariño mio~ É que...Ser substituto do professor substituto me foi algo inesperado!

- Eu não queria algo assim bastardo! – Exclamou, e logo trocou o pé de posição, algo nervoso - ...Precisava falar com você...

- ...Só um momento Lovi, preciso terminar de revisar isso aqui, não sei quanto tempo Sadiq vai continuar no hospital depois da briga que teve com Heracles, e Francis ficara um tempo fora visitando o túmulo de sua mulher...Ai ai~ É muita coisa para o pobre espanhol aqui! – Mas seu sorriso logo morreu ao ver a expressão algo perturbada do menor - ...O que aconteceu...?

- Eu só vou dizer tudo de uma vez! Então é melhor que você escute! – Respirou longa e profundamente – Eu estou chegando ao meu ciclo! – Os olhos do espanhol pareciam que saltariam de seu rosto –...É só pra você saber...

Terminou, praticamente sem parar para respirar entre as palavras, e sem esperar resposta alguma soltou um agudo "chiguii!" e saiu apavorado da sala.

Antonio passou as mãos desesperado por entre os cabelos depois de cinco minutos tentando digerir esta informação bombástica...Seu ciclo estral! Como não havia se dado conta?! Por isso o italiano andava tão quieto, e tão pouco rabugento! Estava às vésperas do estro!

Mas o que mais o intrigava era...Por que havia concedido-lhe tão vital informação assim de graça, e do nada?!

Colocou novamente os óculos eletrônicos sem saber o que pensar... Ou fazer, até notar que recebera um e-mail de Feliciano.

Decidimos o nome da criança! Amanhã voltaremos à incubadora!

O espanhol lançou os óculos longe, não que estivesse infeliz pelo filho de Feli e Ludwig...Foram meses tentando combinar o cromossomo de ambos, Mas...

Para Lovino Vargas, ele era apenas um...Consolo...Até encontrar um Alfa, ou Beta de verdade e compatível...Cujos cromossomos pudessem ser combinados e dar a Lovino a mesma coisa que Ludwig deu a Feli...

...Sua própria família...

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- ...Se eu perguntasse a vocês... Como nascem os bebes... No âmbito natural da espécie. O que vocês me diriam...?

Vários soltaram risadinhas.

- Exatamente, e é essas brincadeirinhas e gestões estúpidos que eu simplesmente não aceito na minha aula! DENSEN! Fora da sala agora!

- Mas foi só uma brincadeira Scott!

- É SENHOR Kirkland para você! E saia de uma vez antes que eu jogue meus cigarros acesos na sua cabeça!

O homem, que Alfred logo descobriu ser dinamarquês, levantou-se de mal grado, resmungando algumas coisas em seu próprio idioma.

- ...O que aconteceu com Arthur...? – Questionou o americano vendo o homem alto, de cabelos cor de fogo, olhos tão verdes quanto o inglês, e uma expressão que faria até mesmo o professor Vash parecer um "Cara extremamente simpático e feliz".

- Eu não sei, a última vez que o vi, estava correndo para dentro de seu carro e saindo derrabando pelos portões como se sua vida dependesse disso...- Respondeu o japonês - ...Deve ter sido realmente de última hora, por que Scott odeia essa matéria mais do que tudo, embora seja especialista nela.

- ...Então...Eu acho que foi...Meio que minha culpa...- Honda Kiku, virou-se ao mais novo com expressão erguida – Mas eu juro que não fiz nada! Ele só...Tropeçou, e eu fui segurar e...Se eu estivesse exalando algum odor aquela hora eu avisei a ele que não era minha intenção!...Mas...Ainda assim ele fugiu...

E para o espanto do loiro, seu perturbante companheiro sorriu claramente, e satisfeito.

- ...Interessante...

Mas Al não teve oportunidade de questionar mais.

- Agora seus cães sarnentos, me chamo Kirkland Scott, e sim, sou irmão mais velho do put* engendro de coelho, Arthur. Só que o ***** professorzinho de vocês simplesmente desapareceu sem deixar rastros, muito menos avisar a ninguém. Então eu vim...Substituí-lo – Quase cuspiu essa última palavra com ódio - Mas eu não me importo nem um pouco que parte do conteúdo ele estava passando. Eu passo minha própria matéria. Então acessem todos nossa apostila por suas mesas na página 127. Reprodução humana. E não quero ouvir reclamações. Então, quantos de vocês aqui nasceram pelo meio natural? Sem frescuras ou comentários idiotas!

De 37 pessoas presentes na sala, 11 levantaram as mãos em silencio.

- Bem. Quantos nasceram de fecundação in vitro...?

7 levantaram a mão.

- Assumo que todos os outros 19 nasceram então pelo sistema de incubação...Vejamos, vocês são em 37. Então 19 vezes 100, 1900, dividido pelo total 37... 51,35%...Mais da metade da sala...Muito bem. E quantos de vocês tem pais que são Homo Sapiens Sapiens?

Apenas um aluno levantou a mão. E Jones logo se arrependeu de tê-lo feito, recebendo o olhar surpreso de todos em cima, e Honda o observava com uma expressão de compreensão.

- ...Qual seu nome?

- ...Ah...Jones... ...Hmm...

- ...O senhor sabe o motivo que levou seus pais a quererem um filho Homo Physis...?

- Hmmm... – Achava que isso era pessoal demais, porém, sua pouca experiência com Kirkland's já o avisava que o melhor a fazer era simplesmente responder. - ...Minha mãe tem uma doença genética muito forte... E... A chance de passar para mim era quase cem...Então...

- E a Citophysis, seria imune a essa dita doença, e acabaria por eliminar suas células defeituosas. Quase um sistema imunológico penetrável. Interessante. Imagino que você venha de uma família importante demais para que sua mãe permitisse que outra mulher ovulasse você, que seria a forma mais convencional de resolver esta questão.

Jones não respondeu, e franziu as sobrancelhas ao ver um prazer sádico no rosto do docente.

- ...São poucos que tomam tal decisão, a maioria que nasce por incubação é proveniente da vontade da mãe physis em não ter que carregar o feto em seu próprio corpo por nove, ou sete meses, dependendo da espécie, e não ser exposta a um longo período de fragilidade...Ou mesmo casais homosexuais. Eres uma raridade Jones – E soltou uma risadinha, que quase soava como deboche. – Creio que só duas pessoas nessa instituição sejam assim.

A classe que estava aos poucos se sumindo em murmúrios, colapsou com esta revelação.

Jones parecia querer ser tragado pela terra, sentado em sua cadeira, porém parou seus movimentos ao notar que o oriental sem expressão ao seu lado encarava Scott de mal grado.

- Então, intentos de Physis, as três formas de reprodução aqui citadas diferem-se entre si principalmente na fase da cariogamia. Como vocês parecem todos uns ratos covardes, e Artie deve ser um péssimo professor, eu não vou esperar que algum de vocês saiba o que é isso então-

- Cariogamia é a fusão dos núcleos gaméticos, no decorrer da fecundação. – Todos os olhares voltaram-se ao fundo da sala, onde Honda estava de pé, encarando respeitosamente o ruivo – Em outras palavras, os gaméticos, ou gametas masculino e feminino, mais conhecidos como espermatozoide e óvulo, encontram-se e seus núcleos se fundem tornando-se um só. Isso gera um Zigoto. Numa relação natural isso acontece normalmente e o zigoto começa a desenvolver-se por mitoses ao longo de algumas semanas, dando origem ao feto. Na fertilização in vitro, a mãe é preparada com medicamentos para desenvolver e preparar seu útero, e não é necessário contato físico com o parceiro, apenas o seu espermatozoide, ou o de um caso também quando o zigoto começa a dividir-se por mitose em laboratório, em torno de uma semana, ele pode ser transferido para a mãe, ou uma 'mãe substituta', uma barriga de aluguel. Agora o terceiro caso...Desenvolvido a pouco tempo, o zigoto desenvolve-se em meio a um útero criado artificialmente, chamado de incubadora. Que pode ser fixa em um laboratório, para os casos mais difíceis de fecundação, ou portátil, ao adquirir alguns meses. Assemelha-se a um ovo, com as paredes internas feitas de pele sintética para simular o corpo de uma mulher. Esta opção é usada majoritariamente por Homo Physis por seus fetos serem mais fortes e resistentes, em Homo Sapiens Sapiens ainda é um processo delicado, em que o feto pode apresentar problemas em sua formação... Por isso que... – Lançou um olhar rápido a Alfred, e em seguida continuou - ... É muito raro que um Não-Physis utilizem esse método...Mesmo inserindo a citophysis na fecundação, formando assim um feto Physis, os cromossomos dos pais podem não resistir a falta de um útero natural, e o feto jamais se desenvolveria...É realmente muito arriscado... E extremamente raro.

Scott, que ouvia tudo com atenção, sentado em sua cadeira, com as pernas apoiadas sem nenhum respeito sobre a mesa, aspirou profundamente a fumaça do cigarro que fumava nesses instantes.

- Muito bem Sr. Honda. Obrigado – Levantou-se, tomou o casaco de couro jogado num canto da mesa e colocou-o – Realmente obrigado por se oferecer em ser o professor dessa turma – Inspirou – Boa sorte.

A classe ficou se possível, ainda mais atônita. Observando boquiaberta da porta da sala ao japonês.

Kiku bateu a mão contra a própria testa.

- Maldição...Cai no joguinho dele...- Resmungou. - ...Devia ter imaginado...

- Veee~ Al, é verdade mesmo que seus pais são Sapiens Sapiens?! – Feliciano foi o primeiro a perguntar impressionado sob o olhar atendo de um loiro a seu lado.

- ...Hmmm...Sim...

- NOSSA! Mamma mia! Isso é surpreendente! Kiku me disse que você não conseguia controlar sua secreção de odores agressivos, mas eu não imaginava que era por isso!

Jones, que ao primeiro momento tomou o comentário como uma ofensa, quase caiu para trás quando metade da sala praticamente pulou em cima de si com uma enxurrada de perguntas e curiosidades, era como se repentinamente tivesse passado de criminoso à uma grande celebridade.

Ouviu vários comentários de apoio do gênero " Como você consegue coincidir os genes?" ou " Como conseguiu sobreviver cara?!" , muitos foram solidários dizendo que quando pequenos tinham dificuldade de controlar-se e adaptar-se com seus instintos e olfato também, e que não conseguiam sequer imaginar a dificuldade que seria estas atividade possuindo os genes Homo S.S.

Ao principio Alfred pareceu incomodo com a situação, mas logo foi soltando-se e começando a contar histórias de sua infância atrapalhada, como se tivesse mesmo nascido para ser o centro das atenções.

E na verdade, sempre o foi.

E no meio da multidão o estadunidense pode ver como Honda lhe lançou um sorriso cúmplice, saindo da sala e concedendo-lhe todas as glórias, no fim não seria necessário, nem possível, seguir com aquela aula.

E com apenas mais uma semana, Alfred F. Jones era o aluno mais popular daquele instituto.


Eu sei que a principio pode parecer não ter nada haver com a fic, mas como um meio de estudos, e aqui como um 'canal de comunicação' não posso deixar de perguntar...

Vocês andam acompanhando os protestos? O que acham deles?

Obrigado por ler até aqui!

Até breve o/