Não revisei e estou meio emburrada...Nem a mer%$%$ me mandaram, ninguém gostou ou não leram..Mas se lerem e acharem uma droga, eu vou gostar de saber também.É legal escrever, nem que seja para ouvir as pessoas discordando de você. Bom me deixem reviews, please!

Capítulo 2: Duplamente errada

Sakura abriu os olhos sem entender muito o que havia acontecido. Não reconhecia aquele lugar, as paredes escuras, iluminadas apenas por uma vela. Foi levantando, e quase instantaneamente percebeu-se desnuda. Olhou para o vulto a espioná-la e exasperadamente gritou:

- O que você fez comigo? Por que estou assim? – perguntou ela gritando e chorando de raiva pelo que poderia ter acontecido.

A voz conhecida disse com um tom de sarcasmo:

- Não se preocupe, você não faz meu tipo. Considere-se apenas um presente para alguém e um refém pra mim. - disse Sasuke, quase sorrindo.

Sakura concentrou seu chakra, pronta para atacá-lo, mas o ninja facilmente bloqueou o que parecia apenas um soco comum.

- Não adianta desperdiçar chakra, essa cela está coberta por um jutsu que absorve qualquer anomalia da quantidade desse tipo de energia. E também, poupe resignação, apenas alguns escolhidos com um determinado selo passam e ultrapassam essa jaula invocada especialmente para prisioneiros teimosos, como você, por exemplo.

Sakura sacudiu a cabeça, na esperança de acordar daquele pesadelo. Estava nua, cansada e decepcionada. Havia se preparado para a morte, mas nunca havia pensado em ser enclausurada. Poderiam torturá-la e (dado os fatos) fazer outras coisas terríveis com seu corpo, servindo de cobaia ou receptáculo para alguma coisa, onde não saberia a resposta de seu corpo e se seria útil para eles, diante da possível situação, pensava ela atemorizada com as conseqüências de seus atos de insistência em acordar um amigo que possivelmente já estava morto por dentro. Então ela solta um berro:

- Como você pôde? Eu vim para levá-lo de volta, levá-lo para perto de quem te ama e você faz isso. Pelo menos mate-me...

- Poupe-me de sua voz! Se você não fosse tão necessária no meu plano, já teria feito isto, para usar em meus experimentos. Agora, tome isto! - joga-lhe um vestido - é melhor do que nada. Eu quero que o meu presente para ele esteja bem atraente.

- Jamais! - disse ela não muito certa sobre o que estava respondendo. - não vou colaborar com você!

- Não creio que você tenha muita escolha. Ali há uma porta. É quase um banheiro. Vista-se logo! Assim como atraí você com as minhas persuasões mentais, pra trazer-te pra cá, posso prejudicar seus outros amigos com minhas armadilhas.

- Não consigo acreditar que você esqueceu...

- Cale-se e vista-se logo. Estou perdendo minha calma com você...Logo posso atrair um de seus amigos pra cá...sozinho, como influenciei você a fazer...

Sakura não se lembrara de ter sido influenciada por ninguém, apenas sentia medo de perder seus amigos numa cilada, que ela estava vendo, se concretizou.

Pensando em tudo que estava acontecendo, e em como estava, não havia como ser pior com colocando aquele vestido.. Eu não posso acreditar que já é tarde demais para Sasuke. Mas, se ele não me machucou - pois poderia tê-lo feito depois que eu desmaiei - é porque ainda sou um trunfo. Há algo que eu possa faze, só preciso de tempo para descobrir. Decidiu colaborar para entender o que estava por vir e em que ele precisava dela. Naquela peça tosca, havia um razoável banheiro. Quase se alegrou. Era como se ao menos pudesse afogar suas magoas naquele chuveiro. Tomou um banho demorado. E tentando secar-se com um pedaço de pano que achou no banheiro (devia ser algo como uma toalha para o rosto), vestiu logo a roupa. Sentia-se desnuda ainda. O vestido era de cor vinho. Uma frente única em que o decote ia até sua barriga, e com certeza, também, estava muito curto. Por que isto? - era o que se perguntava. Não conseguia entender que charada era aquela. Que interesse ele tem em deixar-me desta forma para ser um presente para alguém? Só de pensar no comparsa de Sasuke, ela sentiu-se enojada e começou a refletir uma maneira de fazê-lo matá-la.

Chegou de volta ao quarto, e um novo vulto estava no quarto, e podia ver, quando este acendeu uma luz do outro lado do quarto, ainda que fraca que era o comparsa de Sasuke. O que ele pode querer comigo? Como vou atacá-lo se ele tentar alguma coisa? Se bem que talvez esta cela não tolere a super-elevação de nenhum tipo de chakra... mas ainda que eu o mate, ,como sairia daqui?Se bem que mesmo morrer pode ser melhor do que vê-lo me forçar a realizar alguma de suas pervertidas vontades, ainda mais com ele. Porém, a voz do outro lado do quarto a retirou de suas reflexões.

- Acho que talvez estejas bem atraente! – considerou ele.

- Eu não vou descer tão baixo! Lute comigo, pois eu prefiro morrer a ficar com você Kabuto!

- Por favor, sua idiota! Não pense que quero você.

- Mas então por que Sasuke me fez usar isto?

- Ainda não entendeu?

- Deveria?

- Aguarde, meu retorno. Já te explicarei.

- Me diga agora o que você vai fazer! - gritou a kunoichi, já atrás dele, tentando dominá-lo com um golpe corporal.

Mas o ninja facilmente se desvencilhou desferindo um golpe em seu estômago fazendo-a cair.

Alguns minutos se passaram e ela simplesmente não conseguia juntar as peças deste quebra-cabeça.

Até que Sasuke entra novamente em seu quarto, ela o olha aborrecida e ele lhe dá um meio sorriso. De repente, ela não consegue acreditar, mas a cena se repete como em um deja vu, atrás dele entra Sasuke, simultaneamente, dizendo:

-Não entendi o porquê desse jo...O que ela está fazendo aqui?

Kabuto desfaz o jutsu.

- Um presente pra você. - diz ele com um ar sarcástico.

Como eu não percebi? Será que era ele o tempo todo? Oh...Não! pensou tocando, no mesmo instante em seus lábios, e esfregando-os.

Kabuto solta uma enorme risada e segue:

-Também não foi prazeroso pra mim!

Era como se ela tivesse levado um soco no estômago.

Enquanto isso o ex-colega não se mexe. Não fala. Não pisca. Não sabia o que pensar sobre aquilo, mas seus olhos conseguiam se lambuzar só de olhar para ela. Ela estava simplesmente uma linda mulher. Porém, o semblante do humano-estátua, não se alterava.

- O que você pensa estar fazendo com ela aqui?-disse ele se desviando do teor sexual de seus pensamentos, que a situação estava despertando, afinal, vendo-a na meia-luz ela estava incrivelmente perfeita, o contorno de seus seios aparecia com o decote de seu vestido, aparecendo mais adiante, com o rasgo do vestido, a sua cintura, abaixo olhava as pernas bem torneadas que a ninja conseguira pelo efeito de tantas lutas e missões. Estava incrivelmente linda, não que já não fosse, mas com aquele corpo era impossível não perder a inocência que seu rosto tentava demonstrar.

-Pensei em te presentear... Ela estava desprotegida, passeando pelo "bosque", procurando por você...procurando pelo presente dela, e eu inverti a situação,vou te dá-la de presente, aposto que ela vai gostar de ser sua.

Sakura em um misto de náusea e torpor, sentiu-se corar e ao mesmo tempo tremer. Era o seu Sasuke - kun, ele não a decepcionou, podia estar pelo menos mais feliz até que...

- Ah... Então, tu pensas que por conta "disso" – apontando para ela – eu vou te ajudar?- disse ele refletindo.

- Na verdade, dentre outras motivações que você tem para me ajudar, digamos que ela é um brinde, até que bem atraente...Fora que você se importando ou não, não saberia desfazer o jutsu de liberar esta sala , onde para mim ela está apenas ocupando espaço, podendo, assim, matá-la se você não quiser meu humilde presente. Pense bem, a coitada ia morrer por abstinência mesmo, eu apenas adiantaria o processo. Só nós dois podemos entrar e sair daqui, afinal, só nós temos um amigo muito próximo em comum em nossa energia...

- Faça o que quiser com ela... - retrucou Sasuke. -Não irei te ajudar por causa dela, e, sim porque por enquanto você também é útil para mim.

Kabuto deu um leve sorriso.

- Mas acho que vou ser misericordioso um pouco mais de tempo. -disse ele, visto que ainda era possível enxergar nos olhos de Sasuke uma leve tensão por vê-la.

Sakura estava de longe sendo racional naquela situação, dando tanto atenção às palavras do ninja que não percebeu em suas respostas um leve ar de apreensão. Por que ele falou isso? Será que não há nenhum sentimento quanto a nós? Ele está tão distante assim, tão frio, odiando tanto, que já não mais se importa com quem pertenceu ao passado dele? Naquele momento Sakura sentiu uma lágrima desmoronar de seu rosto.

Os dois saíram da peça, sem nada dizer, sem nem olharem seus olhos direito. Porém, Sakura notou alguma coisa no chão. Aproximou-se e constatou que era uma bandejinha, com um pote - onde havia uma espécie de ração- e um copo com água. A água ela não dispensou. A ração, porém, não entraria em seu estômago. Achou melhor dormir, percebendo que talvez, já fosse tarde e que dormindo, talvez acordasse na manhã seguinte vendo que tudo foi só: um grande pesadelo - pensou ela, abatida e sem forças.