LEMBRANÇAS DE LUZ

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Capítulo Sete – Duzentas Peças de Ouro

Nas minhas memórias de luz eu via Neji-nii-san meio difuso ao longe e por mais que eu tente não consigo me lembrar de seu cheiro na infância, fora o cheiro de madeira do dojo. Ele treinava sempre com seu pai, muito sério e empenhado, com a eterna missão de ficar forte para me proteger. Ás vezes eu ficava escondida atrás da porta do dojo para espiá-lo e era minha mãe quem sempre me pegava no flagra e me fazia corar, ficar encolhida em mim mesma, rodando dos dedos e sem encarar o sorriso divertido que ela me lançava.

- Você gosta do Neji-kun, Hinata-chan? – ela me perguntou depois que nos afastamos, enquanto eu servia o chá. Quase derrubei o bule e olhei pra ela depressa com medo que tivesse visto meu deslize – Está apaixonada por ele?

- Não, o-okaa-san! – eu exclamei, corando mais e mais diante de seus olhos bondosos, risonhos, felizes. Olhos que eu nunca esquecerei – Só gosto... Gosto de ver Neji-nii-san treinando, ele... É tão forte.

Minha mãe me olhou longamente e assentiu depois. Pegou sua xícara de chá com o movimento floreado do pulso, involuntário, que fazia a bainha de seu quimono levantar minimamente, mas o suficiente para que meu pai sorrisse de canto, pegasse-lhe a mão e a beijasse ternamente, como eu o via fazer quanto ele e okaa-san estavam sozinhos.

- E você gosta de outro alguém, Hinata-chan? – eu a olhei, mas não corei. Não havia o que responder, não havia um outro alguém. Balancei a cabeça em negativa, mas minha mãe não viu. Uma criada chegou apressada até nós dizendo que Hiashi-sama nos queria ver imediatamente na entrada do Clã – Se é tão urgente, temos que nos apressar, não é?

Mas pressa não era algo comum na personalidade de mamãe. Ela era como o rio que flui em seu próprio ritmo, não importa que alguém o apresse, ele não vai mais rápido do que o tempo que a natureza determinou para que ele flua. Quando chegamos à entrada do Clã papai não estava só. Uma família de quatro pessoas morenas que, de costas, poderia se passar por perfeitos Hyuuga com suas poses austeras, imperativas, mas a diferença marcante eram suas roupas escuras e olhos também. Os Hyuuga usam roupas predominantemente claras, assim como nossos olhos.

- Hikari, estes são os Uchiha – disse meu pai assim que nos aproximamos – Uchiha Mikoto e Fugaku-san, este é minha esposa, Hikari – minha mãe lhes fez uma reverência e sorriu radiante. Colocou-me a sua frente, as mãos em meus ombros – Esta é Hinata, minha filha.

- Estes são Itachi e Sasuke, meus filhos – Fugaku-san indicou dois meninos parados perto da mãe.

Itachi era sério, alto, com olhos duros de um negro infinito. Era como uma miniatura do pai, de ar preciso, astuto e a beleza inata dos Uchiha. Sasuke ainda era apenas um garotinho, tão pequeno como eu quando garotinha. Os cabelos arrepiados, rebeldes, diferente dos do irmão, presos e contidos. Mais pálido que o resto da família, com as sobrancelhas franzidas querendo meter um medo que as pessoas insistiam em não sentir dele, um bico nos lábios finos. Os olhos diferentes de Itachi, mais brilhantes de curiosidade, admiração, sonhos.

- Uchiha Itachi-san – repetiu meu pai com tom de elogio para Fugaku – É um verdadeiro prodígio o seu primogênito, logo será admitido na ANBU, se não me engano.

- Sim, é o que eu pretendo – respondeu Fugaku.

Daquele encontro, do primeiro encontro que eu tive com pessoas de um Clã diferente, o que eu mais me lembro era a acentuada negritude da família Uchiha. Fugaku falava como meu pai, como eu acreditava que todos os pais deviam falar com seus filhos naquela época: sério, grosso, direto. Mikoto-san era parecida com minha mãe – e eu também achava que todas as mães deveriam ser daquele jeito – era amável, com um sorriso cálido, palavras mansas. Itachi ficou parado e quieto o tempo todo, menos quando lhe perguntavam alguma coisa que ele respondia sucintamente. Os olhos de Sasuke não paravam, moviam-se com velocidade para todos os presentes, observando gestos, palavras, entonações, as criadas que às vezes passavam no fundo, os outros membros do Clã que saiam, os gritos das lutas que aconteciam no dojo.

E eu, perdida em um mundo que eu devia conhecer, que eu era ensinada a conhecer, a compreender e a interagir, me sentia invisível. Invisível do jeito que eu sempre me senti em toda a minha vida. Não era incômodo, angustiante, doloroso. Fazia-me sentir protegida, abrigada num lugar onde as pessoas não me poderiam encontrar. O melhor esconderijo para brincar o meu esconde-esconde imaginário comigo mesma.

- Já que nossos maridos irão cuidar dos negócios, o que acha de tomarmos chá, Mikoto-san? – arte da conversa, do entretenimento, da boa companhia. Ensinamentos de gueixa. Okaa-san levou os Uchiha, menos Fugaku e Itachi – que tinha ido ao nosso Clã justamente para começar a se familiarizar com os negócios-, a uma de nossas salas de chá. Eu os seguia, invisível, logo atrás de minha mãe.

- Trouxemos esse presente de cortesia para você, Hikari-san – Mikoto trazia uma caixa em seus braços, mas ela só teve utilidade quando foi passada para as mãos de minha mãe que a colocou a sua frente e abriu-a.

- Mikoto-san, isso não é necessário – ela disse espantada com o presente, tirando um quimono negro de dentro da caixa – É um dos lindos quimonos do seu Clã.

- Sim, sim, é por isso que eu lhe trouxe ele e quero que aceite.

Minha mãe encarou maravilhada o quimono. Em suas costas havia o desenho lindo de uma garça branca com as pontas das penas das asas pintadas de vermelho sangue.

- Não tenho como lhe agradecer, Mikoto-san – respondeu minha mãe fazendo uma de suas reverência e eu me aproximei depois de ficar tão estarrecida quando mamãe ao ver aquela peça de seda.

- Você é uma garotinha muito encantadora, sabia, Hinata-chan? – disse Mikoto para mim quando lhe servi um prato com doces de feijão. Ela sorriu, mas retomou a conversa com mamãe logo depois enquanto eu só corei e passei a oferecer os doces a Sasuke.

Ele me encarou por um segundo antes de voltar seus olhos ávidos ao prato que eu lhe estendia sem encará-lo. Eu tinha medo que ele me olhasse e me encontrasse através da minha invisibilidade. O caçula dos Uchiha apenas estendeu a mão para o doce e, antes de eu me retirar de sua frente, estendeu a outra pegando mais um. Não pude evitar e sorri, saindo de minha invisibilidade. E acho que eu ofendi Sasuke naquele momento, pois ele fez menção de colocar o doce de volta no prato, mas só deu uma mordida no doce e corou, virando o rosto. E eu ri baixinho, mas o suficiente para atrair olhares de okaa-san e Mitoko-san.

- O que é que você fez, Sasuke-kun?

- Não, por favor, Mikoto-san – disse minha mãe – Coma quantos quiser, Sasuke-kun.

Ele olhou para as mulheres meio emburrado, depois olhou pra mim e eu abaixei a cabeça depressa, as bochechas ardendo sentindo os olhos negros em mim e querendo que ele desviasse o olhar o mais depressa possível, que ele não me enxergasse no meu esconderijo, e estendi-lhe a bandeja com os doces. Senti-o pegar mais um e levantei a cabeça. Sasuke colocou o doce de feijão na boca, mas tinha os seus olhos em mim. Engoli seco, tão envergonhada quanto quando minha mãe me pegou espionando o nii-san.

O encarei pela última vez naquele dia e vi meu mundo muito bem construído para me esconder simplesmente sumir. O mundo foi invadido por luz branca e fumaça e nunca mais foi o mesmo, porque os olhos negros de Uchiha Sasuke destruíram meu mundo. Ele conseguiu me enxergar na minha invisibilidade protetora naquele dia, no único dia em que ele verdadeiramente se interessou em colocar seus olhos em mim. Primeiro eu o odiei por descobrir meu esconderijo, depois eu apenas esqueci.

Mais tarde, quando a família Uchiha já tinha ido embora e eu estava com minha mãe nas termas. Eu nadando e ela lavando os cabelos com jasmim, eu lhe perguntei:

- Okaa-san – ela se virou para mim e parou o cantarolar que saía de seus lábios – Gueixas se apaixonam?

- Claro que sim, Hinata-chan – ela riu – Todo mundo se apaixona – depois ela adquiriu um semblante triste – Mas nem todas as pessoas são permitidas de expressar isso.

- Como assim?

- Gueixas podem se apaixonar, querida, mas precisam abandonar tudo para isso e sair do mundo fantástico, envolto em brumas e mistérios, que é o mundo das gueixas, não é tão fácil quanto apenas... – mamãe colocou as duas mãos sobre o meu rosto e alisou-o com carinho apertando minha bochecha de leve - Tirar a maquiagem.


Os preparativos começaram cedo e ao pôr-do-sol ainda não tinha findado. O último aliado de Ren-sama chegara, ele era o que trazia os exércitos que atacariam a entrada da Vila da Folha, enquanto Chiren, Ryuusuke e Wakusei, ficariam encarregados das outras posições. A marcha teria início em três dias e, naquele dia, haveria uma comemoração especial.

Sakura estava sentada lá fora, como a mais nova ajudante da cozinha os piores trabalhos eram deixados por sua conta. Enxugou os olhos pela milésima vez desde que começara o árduo trabalho de descascar todo aquele saco de cebolas. Para que eles iriam usar tantas cebolas? Ninguém lhe soube responder quando perguntou. Diziam apenas para fazer seu trabalho sem reclamar e era o que ela estava fazendo. O seu trabalho reclamando sempre que podia.

- Rápido, Sakura! – gritou uma voz de dentro da cozinha – Quanto tempo mais você vai demorar pra descascar umas míseras cebolas?

- Já estou terminando! – gritou de volta, mas o que realmente queria fazer era tacar as cebolas de volta. Bem na testa de quem a estava apressando!

Terminou de descascar mais uma e largou a faca. Enxugou os olhos com as costas das mãos e fungou profundamente. Ergueu os olhos pra cima, depois por cima do ombro para olhar o sol poente, a beleza das nuvens alaranjadas, rosadas, arroxeadas.

E Naruto. Naruto andando até ela com um olhar melancólico fixamente pregado em seu rosto vermelho, manchado pelas lágrimas e pelas passadas agressivas de suas mãos para secá-las. Levantou-se rapidamente quando o viu chegando e ficou preocupada.

- Naruto... – mas sua voz saiu embargada, baixa e debilitada.

- Sakura-chan – ele respondeu. Ele tentou dar-lhe um sorriso triste, mas não conseguiu e quando se aproximou o suficiente apenas a abraçou.

A Haruno não entendeu o que estava acontecendo, o que Naruto estava fazendo e, em seu espanto, apenas o abraçou de volta. Não sabia o que fazer quando via o amigo naquelas condições, porque eram tão raras as vezes que o loiro se mostrava o mais minimamente possível triste, que eram praticamente inexistentes. Abraçou-o e apertou seus dedos em seu quimono curto, agradeceu por todas as pessoas estarem ocupadas demais para presenciarem aquilo.

- Não precisa chorar, eu vou ficar com você – ele disse assustando-a de novo. Sua voz saia baixa, consoladora. Mas consolar o quê? – Parece que a Hinata-chan faz mesmo o teme feliz – Naruto sorriu ainda abraçado a ela. Ele notara a mudança de Sasuke, algo que quem não o conhecia não conseguiria notar, mas para Naruto aquilo era missão Rank-D – Sasuke tá mesmo feliz, Sakura-chan.

Congelou, suas mãos apertaram o quimono de Naruto e as lágrimas recomeçaram a descer, dessa vez realmente lágrimas e não apenas o afeito de descascar as cebolas. O que Naruto estava dizendo? O que Hinata tinha a ver com Sasuke? Como assim ela o deixava feliz? Não conseguia falar e o loiro continuou.

- Ainda bem que o Sasuke veio falar logo com você, eu não quero ele magoando mais ninguém, nem a Hinata-chan e muito menos a você – Sakura já não o ouvia, só ficava parada na mesma posição sem se mover, com as lágrimas escorrendo-lhe dos olhos e as palavras começando a fazer sentido ao juntarem-se em sua cabeça.

As frases de Naruto repetiam-se infinitamente até ela reencontrar sua voz, se afastou dele com delicadeza.

- Sasuke-k... – engoliu o sufixo e perguntou-se se deveria continuar a usá-lo. Decidiu que sim, porque com a sua voz o nome dele sem o sufixo lhe soava muito estranho – Sasuke-kun não veio falar nada comigo, Naruto – deu-lhe as costas e pegou o cesto de cebolas descascadas – Mas obrigada por me avisar.

- Sakura-chan, não, espera aí! = ele agarrou a mão dela – Você... Estava chorando, por que... Ele, o teme, não... Não falou...

- Eu estava descascando cebolas – ela não o encarou e Naruto viu o cesto – Preciso ir.

Puxou seu braço do aperto do Uzumaki e deu-lhe as costas de vez. Naruto não insistiu, sentia-se o pior dos homens. Não se sentia deveras um homem! Levou a mão aos fios castanhos que não lhe causavam dor por mais que puxasse. Ele tinha feito a pior de todas as burradas de toda a sua vida recheada delas.


É difícil descrever a sensação de perder o seu amor platônico para alguém em quem confia. É difícil, porque não há como culpar nem um nem outro. Nem o seu amor platônico nem a pessoa em quem confia. Amar é melhor que ser amado, pois com o seu próprio amor é possível lidar, mas não com o amor que alguém dedica a você. Não é possível moldar o amor alheio para se encaixar ao seu, grudar ao seu, ficar junto do seu amor para sempre. Não é possível moldar o amor de alguém para deixar de amar outra pessoa e passar a amar você. O que se pode fazer é apenas amar e esperar amar um alguém que também te ame.

Seguia pelos corredores da okia movimentada. Ninguém reparava nela, ninguém perguntava por que estava tão apática, sem se dar conta, sem se importar com nada que estava acontecendo ao seu redor, porque as pessoas não se importavam absolutamente com ela. Então ela só andava com os sentimentos brincando nas montanhas-russas de suas entranhas em direção a única pessoa que se importa com ela naquele lugar, a pessoa que fez seus sentimentos brincar nas montanhas-russas de seu interior.

Não sentia raiva de Hinata nem de Sasuke nem de si mesma, mas tampouco podia dizer que o seu estado de espírito era o mais neutro e relaxado possível. Haruno Sakura apenas parou em frente à porta do quarto de Hinata sem saber o que fazer, o que pensar, o que dizer, o que sentir.

Abriu a porta.

- Sakura-chan – a voz de Hinata a atingiu. Preocupada, delicada, como um sopro de ar fresco em um penduricalho de sinos – Está tudo bem?

Os olhos esmeraldinos esquadrinharam a cena. Hinata estava se vestindo, Mizuno ao seu lado parou o serviço quando a gueixa se levantou para aproximar-se da rósea. As pérolas da Hyuuga brilhavam tão belas quanto Sakura jamais vira antes. E começou a chorar de novo.

- Sakura-chan! – ela caiu sobre os joelhos quando Hinata se aproximou e a morena a amparou. O quimono bonito que vestia foi molhado pelas lágrimas salgadas de Sakura, mas Hinata não se importava – O que aconteceu?

A nin-médica não respondeu. Ela trouxe o rosto maquiado de Hinata para entre suas mãos e sorriu deixando a Hyuuga completamente sem entender o que Sakura tinha. Depois lançou seus braços de encontro à morena e a abraçou apertado dizendo em seu ouvido apenas para ela ouvir:

- Eu amo Sasuke-kun, Hinata-chan.

Hinata não podia dizer que não entendera o que Sakura tinha depois dessas palavras óbvias. Sentiu-se mal quando retribuiu o abraço, sentiu-se suja e escrota. Mas Sakura não a deixou de afastar.

- Mas ele não me ama – completou – Nunca amou e nunca vai amar, ele mesmo me disse isso.

Hinata mordeu o lábio inferior e também chorou. A tintura negra em seus olhos escorreu por sobre a pele pálida pela maquiagem.

- Eu quero que ele seja feliz e você o faz feliz – a Hyuuga soluçou e quando o seu choro se intensificou, o da rósea cessou para dar lugar a um sorriso agradecido – Obrigada por fazê-lo feliz.

E tencionou se afastar, mas dessa vez foi Hinata a prendê-la no abraço.

- Não – respondeu – Só vou... Só vou deixá-la me agradecer qu-quando também o fizer feliz...

- Quem? – indagou Sakura.

- Naruto-kun.

Sakura ficou muda entre os braços de Hinata.

- Ele te ama, Sakura-chan – continuou – Mas para fazê-lo feliz não é preciso muito, tenho certeza que Naruto-kun sempre estará feliz enquanto você estiver.

Sakura não respondeu mais uma vez e abraçou a kunoichi com mais força.


O sol colocou-se atrás dos muros mais afastados do feudo de Masaru Ren e Uchiha Sasuke estava olhando-o pela janela quando o fez. Não saíra do quarto naquele dia, não queria ouvir as conversas, não queria ver os preparativos sendo feitos. Não queria saber quanto àqueles imbecis pretendiam pagar para ter Hinata. Não importava, ele não deixaria isso acontecer. Ninguém, além dele, iria tocá-la.

- Sasuke-sama – chamou uma voz da porta – Ren-sama pediu para todos se reunirem no saguão para a ida à casa de chá.

Ele ouviu, mas nem se deu ao trabalho de querer abrir a porta. Era outro criado que desaparecia no corredor assim que ele tencionava sair. Para sua surpresa, a porta deslizou e abriu-se. Quando se virou ele viu Mizuno, a garota da casa de chá, olhando-o da maneira submissa que os criados usam. Carregava algo familiar em seus braços.

- Desculpe-me a ousadia, Sasuke-san, mas Hinata-san me pediu para vir – começou a menina. Sasuke se adiantou esperando-a continuar – Hinata-san me pediu para lhe devolver isso.

Estendeu a ele o quimono branco com o símbolo do Clã Uchiha.

Sasuke pegou-o de suas mãos e a garota se retirou com pressa fechando a porta em sua passagem. O Uchiha segurou o quimono com as duas mãos para sentir o cheiro de Hinata, coisa que para ele não era difícil reconhecer. Retirou o quimono negro que vinha usando e recolocou o branco. Girou Kusanagi nas mãos entes de enfiá-la no cinto. Saiu.

Os outros aliados e Ren se encontravam no saguão quando Sasuke juntou-se a eles. Recebeu um olhar irritado de Chiren por ser o último e atrasá-los a qual Sasuke ignorou completamente. Ren fez sinal para que eles saíssem e sorriu enquanto falava sobre as belezas que eles iam ver naquela noite. A casa de chá fora fechada apenas para comportar os aliados de Ren e os homens mais importantes do feudo e arredores que foram convidados para aquela ocasião.

Lanternas brancas com pinturas de cerejeiras foram espalhadas pela entrada e por dentro dos caminhos que as pessoas deveriam seguir na casa de chá. As gueixas estavam circulando, misteriosas e belas. O cheiro de incenso e outras essências em óleo eram marcantes e Sasuke sentiu-se meio enjoado naquele ambiente. Os homens foram indicados a se sentarem em almofadas de um único lado da sala formando um meio círculo. Ren sentou-se no centro com Sasuke de um lado e Chiren de outro. As gueixas se aproximaram com o chá, o saquê e alguns doces para oferecer e, quando todos os homens já estavam acomodados, as luzes diminuíram. O espetáculo começaria.

- Agora é o momento certo para aprender a apreciar uma raridade, Sasuke-san – Ren inclinou-se um pouco para sussurrar essas palavras ao moreno – Preste muita atenção.

Pétalas de cerejeiras começaram a cair quando Hinata entrou. A maquiagem fora reconstruída em seu rosto, o quimono fora trocado. Ela vestia um de seus próprios quimonos, o negro com a garça branca e vermelha. Ela segurava a abertura do quimono na altura do peito, os ombros desnudos, os cabelos soltos e longos caindo-lhe pelos ombros e costas até o quadril, um dos lados da saia do quimono estava preso ao obi deixando as pernas de Hinata suficientemente a mostra. O shamisen e a shukahachi começaram a tocar em algum lugar atrás dos espectadores.

A dança de Hinata tinha como tema uma moça que todos os dias passeava perto de um lago. Ela se sentava na margem do lago e ficava olhando para as carpas e para o seu reflexo na superfície. Era a mais bela moça da aldeia onde morava e todos os homens queriam casar com ela, mas nenhum era de seu agrado. Depois de ter dispensado mais um de seus pretendentes ela foi passear perto de seu lago. O pretendente recusado, com muita raiva da bela moça, empurrou-a no lago, mas ela não sabia nadar. A moça gritou desesperadamente por socorro, para que ele a ajudasse. O homem não fez nada. Ele riu e deu-lhe as costas deixando-a morrer.

Hinata jazeu no chão ao terminar a dança e as pétalas de cerejeiras pararam de cair sobre seu corpo inerte ao mesmo tempo em que cessaram os instrumentos. Da platéia de homens que a assistiam ficaram parados, todos impressionados com o desempenho magnífico. Puderam realmente ver a moça, sua agonia enquanto a água lhe penetrava os pulmões e o ar e a vida abandonava-lhe. Ren foi o primeiro a unir as mãos e bater palmas para Hinata.

- Você tinha razão, Ren – sussurrou-lhe Sasuke depois ele se sentou. Pegou sua xícara de chá e sorveu um gole dando um sorriso de canto – Eu aprendi mesmo a apreciar uma raridade.


Quando Hinata voltou da apresentação, já devidamente arrumada com todas as camadas do quimono, com o cabelo preso e a maquiagem retocada, o salão com os aliados de Ren, os convidados e o próprio Masaru Ren explodiu em outra salva de palmas a qual a morena agradeceu com uma reverência singela antes de colocar-se em serviço. Ela pegou uma bandeja contendo saquê e chá e aproximou-se do senhor feudal, ajoelhou-se a sua frente e sorriu levemente.

- Você dançou lindamente, Hinata-chan – ele respondeu.

- É muito gentil, Ren-sama – ela respondeu e serviu-lhe de saquê.

- Está preparada para o que vem a seguir?

A Hyuuga sentiu uma pedra de gelo descer por seu esôfago e se alojar em seu estômago. Balançou a cabeça afirmativamente em resposta antes de se voltar para Sasuke.

- Prefere chá ou saquê, Uchiha-san? – ela levantou os olhos para ele e viu o seu mundo que construíra para se esconder ser destruído de novo pelos olhos dele. Mas dessa vez não o odiou, porque era exatamente o que queria. Que ele a encontrasse e a tomasse para si.

- Chá.

Apertou o punho que estava sobre a perna dobrada para reprimir seus desejos de tocá-la, de acabar com todo o plano de salvar o destino da Vila da Folha por um impulso insano. Ele nunca fora um ser irracional, ainda mais se tratando de uma missão importante, mas aquela chama que Hinata conseguia atiçar com um simples olhar e que percorria seu corpo todo com a velocidade do sangue nas veias o fazia perder o controle.

- Sabe, Hinata-chan – a voz de Chiren veio do outro lado e Hinata virou sua atenção para ele – Acho que até eu vou dar um lance por você. Aquilo que você fez ali... – e apontou precariamente para o salão – Foi muito impressionante.

- Obrigada – agradeceu-lhe com a mesma cortesia e reverência.

A garota serviu-lhe de saquê, mas Chiren simplesmente arrancou a garrafa das mãos da moça. Sasuke se lembrava muito bem das palavras de Tsunade-sama para que não houvesse "vítimas desnecessárias", mas ele podia muito bem falar que matara Chiren por pura autodefesa e deixa-lo bem retalhado, assim ninguém poderia comprovar ou negar nada que ele dissesse.

- Hinata-chan, você precisa se retirar agora – Ren avisou indicando Hae parada perto da porta com um aceno de cabeça. A moça sorriu-lhe uma última vez e fez uma reverência. Masaru Ren segurou-lhe a mão quando ela fez menção de se levantar. Ele não disse uma palavra, apenas alisou sua pele com o dedão em gestos circulares. A Hyuuga puxou sua mão devagar até se ver livre e andou até Hae com passos rápidos.

Ela sabia o que Ren queria, qualquer um podia ver a libido de seu olhar e ela sentia nojo de si por despertar naquele homem asqueroso tal sentimento. Hae-san guiou-a pelos corredores até uma sala nos fundos da okia. Lá dentro havia incenso aceso e um leito preparado. Os seus cabelos foram novamente soltos e presos com apenas um enfeite de uma flor de lótus. Duas pedras produziram faíscas as suas costas para dar-lhe alguma sorte – mas a Hyuuga sentiu-as vazia de superstições – e as instruções que recebera eram apenas para esperar ali, pacientemente, que quem quer que a compre viria em breve. A ela não era permitido assistir o leilão, apenas tinha que entregar-se ao homem que passasse por aquela porta.

De todos os ensinamentos de gueixa que recebera de sua mãe, nenhum lhe era útil naquele momento. Sua okaa-san não lhe ensinara como depreender a alma do corpo para ser capaz de não sentir nada. Nem lhe ensinara o que fazer se a pessoa que a comprasse for quem ela deseja. Ela apenas ensinou-lhe que gueixas são proibidas de amar e de desejar, ensinou-lhe que aquele mundo pode ser um lugar perigoso e ensinou-lhe a dor da perda.

E agora tinha Sasuke ensinando-lhe a se sentir completa.

Mas podia não ser ele a entrar por aquela porta, independente da vontade de Tsunade-sama de que ele deveria comprar seu mizuage. Queria que fosse ele e apenas ele, como uma criança birrenta quer o colo da mãe ou um determinado sabor de sorvete e se receber outro colo ou outro sabor, não será feliz. Eram uns pensamentos infantis para se ter naquele momento, mas qualquer pensamento conta para manter-nos afastados da realidade quando queremos. Mesmo que por alguns poucos momentos.

No fim, quando ouviu passos se aproximando, pensou apenas o quanto aquilo podia ser injusto. Poucos dias depois que descobrira que amava a pessoa mais singular que poderia ter a ousadia de pensar, tinha que sofrer aquilo pelo bem da Vila. O eterno dever de um ninja de se sacrificar pela missão.

Sorriu amargurada e a porta se abriu.


O momento decisivo ia começar. As gueixas e empregadas da okia se empurravam e acotovelavam atrás das portas do salão onde estavam Ren-sama e seus convidados todos querendo comprar Hinata. Todas elas, porém, em completo silêncio. Sakura achou impressionante aquele número de mulheres que conseguiam ficar juntas – considerando que algumas não gostavam das outras – naquele silêncio.

"Se conseguissem fazer isso numa missão seriam muito valorizadas" pensou no momento de uma delas acotovelou suas costelas.

A matriarca da casa colocou-se no centro do salão, os preparativos já tinham sido feitos para o leilão começar. Sasuke estava perfeitamente parado, uma estátua com apenas seus olhos movendo-se, esquadrinhando os presentes. Depois os fechou pensando que não importava ele tentar adivinhar quanto ouro eles podiam ter, ele iria comprar Hinata.

- O leilão vai começar – anunciou Hae – Cada um dos senhores escreva o lance no papel a sua frente, o lance mais alto será escolhido e anunciado, aqueles que quiserem continuar no leilão se apresentem e façam seu lance. Os termos estão claros? – perguntou ela – Muito bem, senhores, podem dar seus lances.

O Uchiha pegou o pincel com a mão frouxa e escreveu uma quantia qualquer em peças de ouro. Nove peças apenas. Para um camponês era uma quantia exorbitante, mas para aqueles homens era até que ínfima. Ele não queria mostrar seu orçamento ali, então apenas iria concordar com o lance mais alto e cobri-lo. Uma gueixa passou recolhendo os papeis e os entregou para Hae que os passou rapidamente por seus dedos.

- Vinte e cinco peças de ouro – disse ela – Quem quer continuar?


- Aposto que ela não vai receber mais – disse Tsubaki em voz baixa, mas o suficiente para as mulheres em volta escutarem – O meu mizuage foi vendido a cinqüenta e cinco peças e só houve um mizuage mais caro que o meu na história dessa okia.

- Mizuage de quem? – perguntou Sakura, mas Tsubaki não respondeu.

- Vejam, Uchiha-san não está ainda mais bonito hoje? – Sakura encarou-o descrente, porque conseguia se ver ali, um dia, quando morria de amores por Sasuke daquele mesmo jeito.

- Mizuno, qual foi o mizuage mais caro daqui? – perguntou a menina ao seu lado.

- Hae-san.

Sakura voltou seus olhos para o salão, elas estavam na parte de cima de onde as pétalas de cerejeira para a dança de Hinata foram lançadas. Não cabiam muitas mulheres ali, mas elas podiam ver, além de apenas ouvir.

- Os que pretendem continuar, por favor, levantem as mãos – pediu Hae.

Ren levantou a mão até a altura do ombro e sorriu, os olhos aquosos brilhavam. Ele estava rodeado por mercenários e nobres de um feudo razoavelmente grande, mas não o suficiente para cobrir as ofertas que ele podia dar. Não haveria muitos aptos a continuar aquela peleja. Quando voltou seus olhos para os lados apenas um nobre tinha levantado à mão. E Uchiha Sasuke.

- Aquela baratinha... – sibilou a gueixa – O que ela tem que interessou Uchiha-san?

Sem admitir e sem conseguir evitar esse fragmento de maldade e ciúme em seu coração, Sakura pensou a mesma coisa.

- O lance foi de vinte e cinco peças de ouro – repetiu Hae – Quem oferece mais.

- Cinqüenta e seis peças de outro – disse o nobre.

Um burburinho passou entre as gueixas e os convidados, mesclando-se.

- Parece que você perdeu seu posto, Tsubaki – sorriu a nin-médica para o semblante raivoso da gueixa.

- Sessenta e oito peças de ouro – disse Sasuke.

Sakura encarou Mizuno que encarava a cena sem piscar.

- Por quanto foi vendido o mizuage de Hae-san?

- Setenta peças de ouro.

- E quem o comprou?

- Quem mais poderia comprar um mizuage por esse preço, garota estúpida? – Tsubaki agulhou-a – Ren-sama, é claro.

O Uchiha encarou Ren para saber quanto ele iria oferecer. O dinheiro que Tsunade disponibilizara para ele, cinqüenta peças de ouro, já tinha acabado. Não pensou que aquele nobre fosse dar uma quantia tão alta, mas ele não lhe preocupava.

- Setenta e duas peças de ouro – declarou o senhor feudal num tom de confiança de que ninguém poderia cobrir seu lance.

- Oitenta peças – Sasuke cobriu e Tsubaki, junto de várias outras gueixas, cobriu a boca com as mãos para evitar a exclamação alta. Nunca um mizuage tinha sido vendido por preço maior naquela okia.

Os olhos de Tsubaki não desviavam do semblante sério de Sasuke. Ela ficava lembrando da cena que presenciara no lago, mas sem conseguir definir um significado concreto para ela até agora.

"Será que...", mas o pensamento lhe causou repulsa "Será que ele a ama? Não! Não é permitido amar".

Mas ela não conseguia arranjar outra explicação para alguém oferecer uma quantia tão alta por uma garota sem graça como Hinata. Talvez Sasuke a desejasse tão ardentemente que poderia oferecer aquilo, mas ela descartou aquela hipótese rapidamente. Ela não tinha nada de especial – fora seus olhos daquela cor diferente que apenas a faziam parecer uma pobre ceguinha. Mordeu a mão com força para reprimir a raiva. Quando ousara amar, aquele que lhe jurou tirar dali não conseguira dar um lance grande o suficiente e como ela fora maculada, ele não quis mais olhar para ela.

"Ela... Não tem o direito!".

- Você parece bem disposto a pagar caro por ela, Uchiha-san – os olhos de Ren se estreitaram perigosamente o brilho aquoso aumentou. Então era ali que se encontrava o vilão, por trás do senhor feudal justo e bom que os camponeses aclamavam. Era aquele que queria invadir a Vila da Folha e assumir o poder do País do Fogo. Sasuke ficou satisfeito por pode encontrá-lo.

- Acredito que você se lembra dos meus motivos para vir aqui, Ren – respondeu Sasuke deixando o seu brilho rubro se equiparar a ameaça dos olhos do inimigo – Meus negócios estão resolvidos, agora eu quero uma gueixa.

- Justamente esta gueixa?

- Justamente esta gueixa.

- O que te fez se interessar por Hinata-chan?

- Você.

Ren riu e fechou os olhos enquanto isso.

- Tenho que parar de tentar fazer as pessoas enxergarem as coisas do meu ponto de vista.

- Hum – resmungou Sasuke – Tem, sim.

- Ren-sama – chamou Hae aturdida com a quantia de ouro oferecida por Sasuke, mas satisfeita. O contrato que tinha com Ren é que metade do outro oferecido por um mizuage fica na okia e a outra metade com o senhor feudal – O senhor vai cobrir o lance?

Ren encarou Sasuke novamente com seus olhos de inimigo e virou-se para Hae.

- O lance final – ele anunciou – Cem peças de ouro.


- Hinata.

O sorriso amargurado que esboçava para si mesma morreu quando o estranho pronunciou seu nome. Porém a voz não lhe era estranha e o sorriso mudou quando se voltou para trás, a porta deslizou fechando-se e ela se levantou com pressa. Seu coração acelerou, a adrenalina foi impulsionada por suas veias e os pulsos elétricos começaram antes mesmo de tocá-lo.

- Você... – balbuciou.


- Duzentas peças de ouro – sorriu Sakura e disse para Naruto.

Eles caminhavam juntos fora dos limites do feudo. Não havia grandes problemas dois criados serem vistos juntos, mas eles queriam se sentir a vontade para se chamarem com os próprios nomes. Naruto detestava aquele nome ridículo que Sasuke escolhera para ele.

A floresta estava submergida na bruma rasteira de sempre, seus pés não podiam ser vistos e Sakura se encolhia embrulhada em um xale em volta de seus ombros. O quimono de Naruto fora trocado por um mais comprido. As noites frias do feudo de Masaru Ren eram sempre as mesmas.

- Tsunade-sama deu todo esse dinheiro pra ele, dattebayo? – perguntou o loiro.

- É claro que não! Não é possível que ela disponha dessa quantia para uma missão – a Haruno parou perto de uma árvore – E havia o emblema dos Uchiha na maioria daquelas peças de ouro.

Ela arrancou uma folha de um galho mais baixo e começou a rasgá-la em pedacinhos. Naruto estava um pouco afastado de si, observando-a em seu trabalho.

- Nossa missão está quase no fim – disse ela.

O loiro assentiu.

- Você é feliz, Naruto?

- O quê? – ficou confuso diante da pergunta súbita e da mudança de assunto.

- Você é feliz? – ela repetiu – Eu me lembro de quando estávamos atrás de trazer Sasuke-kun de volta – os olhos esmeraldinos olhavam para baixo, mas o que Sakura realmente via era algum lugar no passado, dentro de si – Mesmo com ele sempre escapando entre nossos dedos, você parecia feliz, Naruto. Quero dizer, quando estávamos juntos... Você é feliz agora?

- Eu acho que eu sou, sim – ele colocou os braços para trás e sorriu largamente – Agora que o teme tá de volta e estamos os três juntos de novo, dattebayo.

Sakura encarou ternamente o sorriso radiante no rosto infantil de Naruto. Ele, por mais que crescesse e amadurecesse, nunca mudaria. Seria sempre o garoto hiper-ativo, brincalhão, sorridente. Seu pequeno sol amarelo. Tomou impulso e passou seus braços ao redor da cintura dele sentindo-o desequilibrar-se um pouco e ficar surpreso ao colocar seus braços ao redor dela.

- O... O que está fazendo, Sa-sakura-chan?

- Você é meu melhor amigo, Naruto.

Ele fez um momento de silêncio e sorria quando respondeu:

- Você também é minha melhor amiga, dattebayo – encostou o queixo no topo da cabeça rosada. Ela apertou-o ainda mais.


- Sasuke... – seus lábios se moveram formando aquele nome, porém sua voz não saiu. Sentia-se feliz, a mais feliz de todas as pessoas do mundo e só queria que aquela felicidade perdurasse para sempre.

Ele estava parado lá como sempre, como ela o conhecia. Sério, austero, imperioso, muito parecido com o irmão na primeira vez que o vira muitos anos atrás. Mas havia o brilho da curiosidade e dos sonhos nos olhos do herdeiro Uchiha. Ele seguiu até ela e levantou a mão para alcançar seu rosto pálido. Passou levemente o polegar por seu lábio inferior manchando-o com a tintura carmim. Hinata suspirou com o carinho e se arrepiou quando ele passou o braço por sua cintura a trazendo para perto, aproximou seu quadril do dela e mordeu sua orelha antes de sussurrar provocante, possessivo, unicamente como apenas Uchiha Sasuke conseguiu lhe fazer sentir:

- Você é minha e de ninguém mais.


Olá!
Sabem, eu ia num churrasco hoje e não ia conseguir terminar esse capítulo. Agradeçam a chuva, o churrasco foi cancelado por causa dela! Espero que vocês tenham gostado desse capítulo, mas eu sei que ele foi supertosco comparado à demora. Alegrem-se, no próximo tem h-e-n-t-a-i! Perdoem-me qualquer erro ocasional, eu digitei e revisei com pressa para postar o mais rápido possível!
Desculpem-me a demora, obrigada por todas as review, recados no orkut, msn, hits e tudo o mais, o carinho de vocês é incentivador, não seria nada sem ele!

AGRADECIMENTOS:

Kinha Oliver, Hana-Lis, Dondeloth, K-Pearl, Arethahiwatari, Elara-chan, Bela F., Amandy-san, Lust Lotu's, gesy, Tia-Lulu, Pinkuiro, Jeeh V., Luh Hyuuga, Ariii e Guida-Hyuuga.

!Bônus! – Hei, eu adoro reviews imensas e vocês? Quem mandar a maior review para esse capítulo ganha uma oneshot do que quiser!
Participem!

OBRIGADA POR LEREM!
Beijos, Tilim! :)