LEMBRANÇAS DE LUZ

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Capítulo Oito – Por Um Segundo de Eternidade

- Saiam imediatamente daí! Todas vocês, voltem para a casa de chá, ainda há muitos clientes para atender ou vocês acham que aquele saquê vai saltar para o copo sem ajuda? – Hae encontrara as moças – gueixas e serviçais – umas sobre as outras o mais próximo do quarto onde estavam Hinata e Sasuke. Gritou com elas e espantou-as para os seus lugares - E vocês, já pra cozinha!

Hae as viu se distanciarem e ficou ali esperando, as mãos apoiadas nos quadris. Garantiria que aquela moça de olhos de neve tivesse ao menos privacidade contra aquelas abelhudas. Ser vendida – mesmo que por um preço tão grande e para um homem tão bonito quanto Uchiha Sasuke – já era humilhação suficiente. Mas Hae tinha olhos velhos, mais velhos que sua idade, e tinha experiência. Já havia percebido que aquela moça era forte, apesar de sua doçura e fragilidade e é assim que uma gueixa deve ser.

Gueixas escondem uma armadura de aço por baixo do rosto coberto pela maquiagem branca e os lábios vermelhos.

Olhou por cima do ombro para a única sala da okia que tinha paredes de madeira, excetuando-se a porta que ainda era de quadradinhos de papel de seda. Suspirou e pôs-se a andar de volta a seu escritório. Fora, um dia, a gueixa mais cara daquela casa, mas já estava velha demais para dançar ou mesmo servir o chá a quem quer que fosse.


Bateu as costas contra a parede de madeira. Sasuke agarrara tão firmemente em sua cintura que só conseguia sentir o chão com a pontinha dos dedos. Ele a carregava pela sala com a boca colada a dela para algum lugar que nem ele mesmo sabia. Até encontrar uma das quatro paredes e prensá-la nela. Imediatamente os braços dele abandonaram a laçada de sua cintura e foram encontrar diversão maior nas coxas de Hinata para se ocupar.

Queria abrir os olhos e olhar para ele por um minuto, sentir o tempo parar como acontecia quando se deixava perder na negritude do ônix, mas não o fazia por medo de estar em um sonho, em um de seus devaneios que também eram sempre preenchidos pela estranha cortina de luz. Agarrava-se a seu quimono branco com medo de que se afrouxasse o aperto, ele viraria pó. E não podia ter a decepção de perdê-lo, não depois de descobrir amá-lo. Fora tudo tão rápido quanto um susto e o seu coração ainda não voltara a bater no ritmo normal. Hinata tinha certeza que, perto de Sasuke, ele nunca mais voltaria a bater no ritmo normal.

Sentia desejo naquele momento enquanto suas mãos percorriam o corpo de Hinata por cima do quimono, investigando o que poderia encontrar, se divertindo e se excitando com a redondeza das curvas e procurando desesperadamente o nó do obi que atava as camadas de tecido. A chama que percorria seu sangue, atiçada pela fagulha que vinha do corpo de Hinata, estava acessa como nunca estivera antes. E ele queria poder dizer que era somente aquilo, somente uma chama passageira que, quando a lenha acaba, se apaga. Lembrou-se de súbito da voz de Naruto e do amigo lhe dizendo que não era pra magoar Hinata, que só era pra beijá-la novamente quando tivesse certeza de seus sentimentos.

Não tinha nenhuma certeza sobre sentimento algum. Nem sabia dizer se havia qualquer sentimento. Havia alguma coisa, havia a chama. Soltou um suspiro pesado quando separou seus lábios dos dela sentindo a mãos pequenas em suas costas, infiltradas em seu quimono, arranharem-no. Atacou o pescoço dela como um animal em fúria ataca sua presa e sentiu-a gemer muito baixo.

Não havia sentimento, não havia sentimento. Mentir para si mesmo era algo a que já estava acostumado a fazer, mas mentir para Hinata não era fácil, pois não era uma prática freqüente em sua vida. Notá-la não era uma prática freqüente em sua vida e veja só onde ele tinha ido parar? Entre a curva do pescoço dela, beijando-o, mordiscando-o, lambendo-o e sentindo o seu cheiro adocicado. Procurou mais desesperadamente o nó do obi na roupa dela e, quando não encontrou e pensou em rasgar o quimono, uma das mãos dela deixou de arranhar suas costas para, com um movimento delicado que Sasuke não viu, desatar o nó e imediatamente afrouxar as camadas de pano para ele.

E como se desatando o nó do obi também tivesse desatado a venda que lhe cobria os olhos, Sasuke se afastou de Hinata como se ela estivesse pegando fogo. Ambos estavam, na realidade. Não de um jeito ruim ou doloroso, mas se eles continuassem Sasuke sabia que chegariam a um ponto onde não há mais volta, onde não há mais como parar. E ele fizera uma promessa a seu melhor amigo.

- Sa-sasuke... – ele estava de costas não se permitindo encará-la. Hinata parecia preocupada – Você está bem?

Ele não responde e continuou de costas enquanto milhares de coisas passavam por sua cabeça. Seu cérebro shinobi queria bolar estratégias, colocar tudo numa ordem lógica, mas ele tinha o cheiro de Hinata impregnado em si fazendo-o se perder em um labirinto de luz cada vez que tentava coordenar seus pensamentos.

A mão pequena o tocou no braço fazendo uma pequena pressão para que ele se voltasse para ela. O Uchiha o fez sem resistência, mas procurou manter seus olhos duros. A outra mão de Hinata segurava o quimono na altura do peito para que ele não se abrisse e os olhos dela estavam baixos, cobertos pela franja farta. Quando ela falou, algo em Sasuke tremeu:

- Obrigada, Sasuke-san – ela abaixava a cabeça como uma reverência, pois tomara uma resolução. Ele a tinha comprado como ordenara Tsunade e, quando entrara no quarto, tomou-a para alguns beijos e carícias como recompensa pela compra. Os sentimentos e a chama foram ilusões provocadas por sua mente, porque aquele a sua frente era Uchiha Sasuke, alguém que nunca se interessaria por Hyuuga Hinata – Mesmo que tenham sido... Apenas ordens de Tsunade-sama, obrigada por não... Não deixar m-mais ninguém me comprar.

Sasuke alcançou a mesma linha de pensamento que Hinata e cogitou deixar as coisas daquela maneira, mas ele queria sentir a chama. Queria a fagulha para fazer a chama percorrer suas veias, pois aquilo parecia uma droga na qual se viciara. Proporcionava-lhe uma sensação boa que não se lembrava de um dia já ter sentido.

- Não minta para si mesma – ele respondeu e fez Hinata levantar a cabeça. A maquiagem branca de sua face estava maculada por uma única linha negra que descia de seu olho e terminava no queixo – O motivo de eu tê-la comprado não foi apenas uma ordem – Hinata sentiu-se encolher e sentiu-se também aquecida sob a intensidade dos olhos negros que não desviavam de si. Em poucos segundos, caiu no abismo negro dos olhos dele novamente e encontrou-se em um lugar familiar e de que tinha constantes saudades.

A imagem de Naruto chegou a sua mente mais uma vez quando suas mãos tremeram sob o impulso de tocá-la na face. Fechou os olhos quebrando o contato e disse, numa voz sussurrada que denotava quanto ódio e medo Sasuke tinha que suas palavras se tornassem realidade.

- Eu apenas não suportaria magoá-la como eu sei que pode acontecer se continuarmos com isso, Hinata – ao pronunciar seu nome outra lágrima desceu pelo caminho negro deixado pela primeira e Hinata lembrou-se do que Sakura lhe contara, pois a Haruno desabafara com Hinata e a morena escutara, consolando, enxugando as lágrimas, tirando as últimas dores do peito da nin-médica e mandando-as embora junto com o curso do rio – Não sou bom em lidar com sentimentos.

A kunoichi praticamente ouviu o orgulho dele rachando por ter que admitir aquilo.

- Você já está me magoando, Sasuke – afastando-se dela daquele jeito, sem lhe permitir nem mesmo a ilusão da criação de um sentimento, ele a estava magoando da pior maneira – E eu não me importo. Os cacos podem ser colados depois, mas a xícara só corre o risco de quebrar se alguém a usar.

- É isso que eu estou tentando evitar – ele sussurrou com os dentes cerrados, como se Hinata não estivesse entendendo a dor dele ao tomar aquela decisão – Não quero que os cacos precisem ser colados.

- Então segure a xícara com firmeza – Hinata tirou sua mão da frente do quimono, soltando e deixando as camadas de pano escorrer por seu tronco revelando o que tinha por baixo. Com ambas as mãos ela circulou o pescoço do Uchiha e, na ponta dos pés, alcançou a boca dele.

- Vou segurar – foi a resposta que ela queria ouvir, mas estava incerta se viria ou se ele iria afastá-la de novo e ir embora.

Quando seus lábios se encontraram naquele momento, como a primeira vez que o faziam com os seus sentimentos postos na mesa, mesmo que ainda levemente obscuros e mal entendidos, a chama que os percorreu foi a mais intensa de todas até aquele momento, depois dos toques, dos beijos, das trocas de olhares.

Um dos braços de Sasuke envolveu a cintura de Hinata e a guiou para dar alguns passos para trás. A sua outra mão foi para trás do corpo e retirou Kusanagi do cinto ainda na bainha para deixá-la cair por ali, junto do pano do quimono de Hinata. Os dedos finos dela encontraram os cabelos mais compridos da nuca de Sasuke e acariciaram os fios macios atiçando-os para cima. O Uchiha já a beijava a tanto tempo que era difícil se concentrar na tarefa de retribuir os carinhos, o beijo e buscar por ar e ficou satisfeita que, tão ofegante quando ela mesma, Sasuke parou o beijo e trilhou um caminho demorado de beijos molhados e sôfregos até seu pescoço.

Agarrou-lhe o quimono e sentiu sob seus dedos o símbolo em alto relevo do bordado do Clã Uchiha e a sua mente veio toda a imensidão do orgulho daquele Clã que Sasuke ainda sustentava em suas costas. Sorriu por se encontrar naquela situação e com ele. Se ele a magoasse, não importava. Se ele e a fizesse eternamente feliz, não importava. Se ela estava ali e se ele estava ali, é porque os dois queriam aquilo, mesmo que durasse o tempo de um olhar. Ela só queria um segundo de eternidade com ele.

Tirou suas mãos do cabelo de Sasuke e desceu por seu peito arranhando a pele pálida a ponto de deixar as marcas vermelhas de suas unhas e viu-o contrair o abdômen quando passou os dedos perto demais de seu umbigo. Infiltrou as mãos no quimono pelos dois lados de sua cintura e arrancou o pano dali. Sasuke ajudou-a a terminar de tirá-lo e as mãos de Hinata foram para o cinto e para a calça. Sasuke já retirara os sapatos e quando Hinata deixou-o livre do aperto da roupa, mas ainda sem tirá-la, ele deslizou um dos braços até seus quadris e, pegando-a no colo, deitou sobre o espaço arrumado para eles no centro do quarto.

O Uchiha rasgou sem dificuldade os panos que escondiam os seios de Hinata enquanto ela se esticava para terminar de arrancar-lhe as calças. Insatisfeita com a dificuldade, ela segurou Sasuke e, num golpe que ele não reconheceu, colocou-se por cima. O que mais o impressionou, porém, foi o sorriso malicioso que ela lhe deu quando, terminada a tarefa que ela fora executar, voltou para ficar com o rosto a altura do seu e o joelho pressionado fracamente sobre seu membro, ainda sob a cueca. Sasuke gemeu quando a pressão aumentou e Hinata arranhou levemente seu umbigo, provocando-lhe arrepios excitantes, e depois passou a beijar-lhe o peito, o pescoço, até alcançar a boca de novo.

Ainda com a Hyuuga por cima, Sasuke apertou-a contra si agarrando-lhe o seio direito e, com um movimento, sentando-se com ela em seu colo para poder colocar o outro seio em sua boca. Agiu sobre os dois seios, fazendo o mesmo processo meticuloso e demorado de sugar, lamber e morder de leve até ouvir Hinata dar um gemido alto. Satisfeito com o que fizera, colocou-a por baixo de si de novo. Seus corpos unidos já estavam cobertos de suor e os cabelos grudavam nos rosto, os toques escorregavam e apenas beijos já não mais saciavam.

O par ônix se encontrou uma única vez com os perolados, mas os olhos da Hyuuga estavam determinados e Sasuke também não acreditava mais que pudesse parar se ela tivesse lhe recusado. Desceu até as coxas de Hinata beijando-as e acariciando-as e, sem paciência para tirar-lhe a calcinha, apenas a rasgou. Hinata, envergonhada, quando sentiu o rubor nas faces e a quentura em sua intimidade quis fechar as pernas, mas Sasuke estava bem entre elas. Ele arrancou a própria cueca, que já se tornara apertada e incômoda há tempos, e distribuiu beijos no interior das coxas pálidas de Hinata sentindo-a estremecer e gemer abafado quando beijou seu clitóris uma única vez e voltou para encará-la.

Sasuke não fez promessas de que não doeria, de que seria gentil e pararia quando ela quisesse. E nem Hinata esperou por nenhum dessas coisas. Ele a beijou, enfiando a língua em sua boca buscando a sua com desespero, como se estivesse perdida. Hinata interrompeu o beijo quando o sentiu dentro dela, rompendo-a. Doeu e doeu mais. Arranhou as costas pálidas tanto quando arranhou o peitoral e os braços de Sasuke, mordeu seu ombro e lamentou-se por deixar marcas na pele dele. Demorou alguns segundos para se acostumar ao ritmo dele, mas gostou da sensação de ser preenchida quando o prazer começou a chegar os poucos. E então só queria que Sasuke fosse cada vez mais rápido e mais fundo e sussurrou isso em sua orelha, soltando sua respiração pesada misturada a gemidos em sua orelha, e igualando seus quadris aos dele para que a preenchesse não apenas fisicamente.

O Uchiha sentou-se a colocando sobre ele novamente e Hinata soltou um grito quando o sentiu indo mais fundo que nunca. Contraiu os músculos da virilha quando uma sensação de flutuar se apossou do seu corpo. Não sabia descrever o que acontecera, mas fora maravilhoso. Devagar soltou suas unhas dos ombros de Sasuke – nem percebera que as enfiara lá com tanta força a ponto de fazê-lo sangrar. Continuou os movimentos na esperança de sentir aquilo de novo e a segunda vez foi ainda melhor. Não demorou a ele também parecer sentir aquilo, pois a agarrou com força puxando para si e prendeu a respiração. Sentiu o líquido quente dentro de si ao mesmo tempo em que a sensação de cansaço chegou para eles ainda parados na mesma posição, ofegantes e suados.

- Preciso ir – Hinata disse quando sua respiração já se estabilizara o suficiente, mas ainda mantinham-se na mesma posição.

- Não... – ele pediu segurando seu braço.

- Você conhece a tradição, Sasuke – Hinata levantou-lhe o rosto para encará-la e os olhos negros brilhavam de forma diferente. A morena sorriu antes de beijar-lhe os lábios e afastar os fios negros grudados na testa – Depois da consumação da venda, eu não posso ver ninguém até amanhã à noite.

- Vou até seu quarto – ele afirmou resoluto, mas aquilo só fez a morena rir. Sabia que ele tinha coragem e sabia que as palavras dele raramente eram vãs, mas até mesmo a ousadia de Uchiha Sasuke não era suficientemente forte para conflitar com sua responsabilidade perante aquela missão.

- Ah, Sa-sasuke? – ela chamou docemente enquanto o rubor subia as maçãs do rosto e ela tentava se cobrir com as mãos ao se afastar dele – Poderia... Não olhar enquanto e-eu me visto?

O Uchiha revirou os olhos perante aquilo, mas acatou o pedido virando-se para procurar e vestir as próprias roupas. Quando estava quase terminando encontrou seu quimono e notou o cheiro dela ali, mais impregnado do que nunca. Aspirou seu braço e percebeu o cheiro dela envolta de si por completo. Tinha impressão de que nunca mais conseguiria se livrar do cheiro de canela de Hinata.


Entrou em seu quarto e o mais delicadamente que conseguiu chutou Naruto para fora de sua cama. Queria poder chamá-lo para ir até algum lugar calmo e treinarem, simplesmente desperdiçar energia, mas Ren dissera que fariam a última reunião de ataque a Vila da Folha durante o almoço.

- Você é idiota, teme? Porque fez isso? – reclamou o loiro sentando-se do chão depois de descobrir o que o tinha atingido e tentando colocar as idéias no lugar. As coisas quase nunca faziam muito sentido para Naruto quando ele acabava de acordar.

- Você não tem cama, dobe?

- Experimenta dormir naquele pulgueiro que eles chamam de alojamento dos serviçais, dattebayo – Naruto se levantou e ajeitou o melhor que pode a peruca enquanto observava Sasuke se livrar de suas armas para depois começar a se despir – Nem o Akamaru dormiria lá.

- Hum – resmungou o Uchiha em resposta. Já que um treino não aconteceria entre eles para desperdiçar energia, quem sabe Naruto não poderia começar a falar demais e dar-lhes um pretexto para discussão? Era outra forma de se cansar.

- Espera um momento, Sasuke. Que horas são?

- Por volta das duas – o moreno levantou-se e jogou água por seu rosto, cabelo e ombros. Queria dormir e, contraditoriamente, queria se cansar mais. Queria desperdiçar uma energia que sentia estar ali sobrando, queria ir logo para a Vila e matar algumas legiões. Estava feliz, mas também cansado e precisando dormir.

- E como está a Hinata-chan? – o sorriso malicioso não combinava com o semblante sempre sorridente, inocente e determinado de Naruto. Aquele tipo de sorriso apenas o fazia ficar muito parecido com uma raposa que persegue um coelho. Definitivamente Sasuke não acreditava ter semblante de coelho para o melhor amigo usar daquele sorriso com ele.

- Foi para os aposentos dela, não poderá sair de lá até amanhã à noite.

- Você sabe que não foi isso que eu perguntei – Naruto se aproximou do amigo que pegara em seus pertencer alguns mapas do País do Fogo e pusera-se a analisá-los – Hein, Sasuke?

Sasuke sentiu sua sobrancelha tremer e cometeu o irreparável erro de encarar Naruto, mesmo que brevemente. A cor rosada subiu tão rápida a suas bochechas que nem percebeu que estava ali, até Naruto gritar que ele estava corado e que não acreditava que ele e Hinata tinham mesmo feito aquilo. Disse várias baboseiras que esperava mesmo que Sasuke não tivesse apenas se aproveitado da Hyuuga, porque senão ele, Kiba e Neji teriam o prazer de prendê-la a uma árvore e castrá-lo; que desejava boa sorte a Sasuke quando ele fosse ter a conversa com Hyuuga Hiashi; que ele tinha que jurar que jamais magoaria Hinata e várias coisas do tipo a qual Sasuke apenas ouviu – ou fingiu ouvir – até chegar a uma parte que o interessou.

- Naruto, quero que me prometa uma coisa – o loiro se calou a prestou atenção a súbita seriedade do melhor amigo.

- O que é, Sasuke?

- Vai prometer?

- Você sabe que sim, dattebayo!

- Se, um dia, eu acabar... – os olhos ônix fizeram força para continuarem pregados aos olhos de safira de Naruto e foi um ato difícil para Sasuke, meio constrangedor por acreditar que o todo-poderoso Uchiha um dia poderia cometer erros, mas perante aquilo ele já se decidira que precisava selar aquela promessa e ninguém melhor que Naruto – Magoando a Hinata...

- Sasuke... – mas o Uchiha o calou com o olhar e Naruto o esperou continuar.

- Se eu a magoar, prometa que você vai me tirar de perto dela. Prometa que, se isso acontecer, vai me colocar num lugar oposto do mundo, para que eu não possa machucá-la de novo.

O Uzumaki quis protestar, dizer que aquilo era loucura, mas a intensidade dos sentimentos nas palavras de Sasuke não lhe permitiu isso, nem lhe permitiram fazer troça ou piadas sobre como ele estava amolecendo por um par de olhos perolados. Naruto sorriu deixando seus olhos como uma risca fina e pousou a mão no ombro esquerdo de Sasuke que entendeu o gesto e pousou sua mão no ombro direito de Naruto. Estava feliz por Sasuke, nunca esperava que o melhor amigo pudesse encontrar um sentimento para compartilhar com Hinata, especialmente um sentimento intenso como esse que o Uchiha vinha se esforçando para manter dentro de si, sem criar alarde, mas que Naruto via que só tendia a querer sair e crescer.

- Eu prometo.

- Obrigado.

- Agora, vê se dorme um pouco, já que amanhã é a reunião final de planejamento, parece que daqui dois dias você vai se ver sozinho no covil inimigo – Naruto colocou-se na janela, as mãos atrás da cabeça enquanto Sasuke fazia exatamente aquilo, rumando para a cama.

- Não seria a primeira vez.

- Eu sei – o loiro sorriu – Mas será a primeira vez que a gente vai ter que fingir se enfrentar nas linhas de frente, como inimigos.

- Então não finja – ambos sabiam o que o Uchiha queria dizer e Naruto não conseguiu se conter em retrucar.

- Não posso, porque não seria justo tirar você de Hinata tão cedo, teme.

- Quero ver você tentar, dobe – Naruto não viu de onde a kunai arremessada por Sasuke veio, ele só a viu a tempo de interceptá-la a alguns milímetros de seu rosto. Sabia que a trajetória dela era apenas para passar de raspão, mas não queria um novo corte no rosto.

- Você não precisa ser tão agressivo, dattebayo!

Porém o Uchiha já tinha se enfiado debaixo das cobertas, lhe dado as costas e não mais ouvia.


O plano do que fazer quando descobrira os meios por onde Ren queria invadir a Vila da Folha fora decidido com alguns dias de antecedência. Sasuke convocara Naruto, Sakura e Hinata para o mesmo lugar na floresta onde eles tinham se separado para o início daquela missão.

Sasuke os dividira. Queria que Naruto, Hinata e Sakura voltassem logo que Ren decidisse que eles partiriam, pois os três eram ninjas úteis para a batalha e o contingente de homens de o senhor feudal conseguira, apesar de muitos não serem nem mesmo guerreiros treinados, era grande. O Uchiha ficaria para trás e seguiria para a batalha junto de Masaru Ren e, quando os exércitos dele já estivessem suficientemente abatidos – pois Sasuke mataria seus supostos aliados discretamente enquanto fingiria matar seus conterrâneos – ele e Naruto esmagariam a cabeça daquela aranha asquerosa. Uma mensagem fora enviada a Hokage por um dos sapos de Naruto avisando por onde os exércitos inimigos atacariam e com que tipo de ninjas seria mais adequado proteger cada flanco.

Essa reunião era a última para a confirmação das coisas que Sasuke já sabia.

- Conseguimos um novo flanco, como o senhor queria, Ren-sama – o olhos negros desviaram-se do jardim que observava até aquele momento para o interlocutor. O que ele queria dizer com novo flanco? – Chiren conseguiu recrutar uns ninjas patifes da Vila da Névoa e eles estarão atacando por trás, bem no lugar onde ficam aquelas estátuas dos Hokages.

Não, aquilo não era nada bom. Em sua mensagem para a Hokage não tinha nada sobre invasão do flanco sul da Vila, bem onde as pessoas se abrigam em situações como aquela. Um ataque ali condenaria a Vila a uma perda maciça de civis. Sasuke não demonstrou nada, mas seu cérebro maquinava uma opção enquanto desferia impropérios.

- Isso é ótimo, Ryuusuke. Mesmo a Folha sendo a maior Vila Shinobi entre os cinco países, não há um contingente de ninjas tão grande entre eles para rechaçar o meu exército – e Sasuke temia essas palavras justamente por serem as mais verdadeiras que ele poderia ouvir – O laço da Folha com a Areia é forte, mas não tem como eles enviarem ninjas tão rapidamente, ainda mais com os recentes conflitos políticos que eles estão tento com a Pedra.

O Uchiha continuou praguejando em sua mente. Porque bem naquele momento o Tsuchikage tinha que morrer e os opositores à atual aliança da Vila da Pedra com as Vilas da Areia e da Folha tinham que ser o partido mais forte em disputa pelo cargo?

- E há mais um coisa: Ren-sama, você tem certeza que deseja mesmo levá-la? Isso poderá ser um problema, caso ela seja ferida.

- Quem é que você pretende levar? E pra onde, Ren-sama? – perguntou Chiren que, até aquele momento, estava ocupado demais devorando um leitão assado que fora depositado em sua frente.

- Hinata – respondeu Ren e os pêlos todos de Sasuke se arrepiaram com a menção daquele nome e do intuito do senhor feudal – Sempre levo um amuleto para minhas batalhas e o amuleto que escolhi dessa vez foi ela.

- Eu acho que esse amuleto deu mais sorte pro Uchiha ali – Chiren já estava bêbado e Ren não se importava em apenas ignorá-lo naquela situação, mas o pavio de Sasuke era bem mais curto – E como é que foi com a Hinata-chan, hein, Uchiha? – Sasuke percebeu os olhos de Chiren analisarem as marcas de unhas em seu peito – Parece que você fez a vadia gritar...

A frase de Chiren foi calada de súbito. Wakusei e Ryuusuke colocaram-se em guarda, mas Chiren apenas estremeceu quando sentiu a lâmina fria de Kusanagi pressionada contra seu pescoço. Daquela vez Sasuke não conseguira se controlar, pois ouvir o nome de Hinata ser proferido daquela boca imunda era o estopim para sua paciência explodir e acabar. Os olhos vermelhos começaram a girar. Ren, em seu lugar, sem mover um músculo, bebericou seu chá e apenas observou a cena com seus olhos aquosos brilhando.

- Por acaso está mudando de lado para tentar ferir seus aliados desse jeito, Uchiha-san? – perguntou Wakusei. Sasuke nem se limitou a olhá-lo de canto, pressionou Kusanagi na garganta de Chiren até um filete de sangue escorrer, depois apenas devolveu a espada a bainha e dirigiu-se para a porta.

- Há mais alguma coisa que eu deva saber sobre a investida de amanhã? – perguntou dirigindo-se diretamente a Ren.

- Não, isso é tudo.

Saiu da sala de jantar e bateu a porta de correr.

Aquele novo flanco acatando pelo sul o deixou preocupado. Não havia tempo de mandar um sapo mensageiro de Naruto até a Vila, mobilizar todas as pessoas de dentro das estátuas dos Hokages para outro lugar seguro e reestruturar a estratégia de batalha já montada. Mas as palavras de Wakusei tinham lhe dado um ideia de um plano que poderia dar certo. Só esperava que as pessoas envolvidas compreendessem depressa o que ele estava fazendo.


Convocou Naruto, Sakura e Hinata às pressas para o mesmo local onde se separaram para o começo daquela missão. Já estava quase na hora e nenhum deles ainda tinha chegado. Como sempre, a noite estava fria no feudo de Masaru Ren e a neblina cobria seus pés. Esperava-os recostado a uma árvore, olhos e ouvidos atentos ao menor movimento e ruído, como um bom ninja sempre deve fazer.

- Sasuke – ouviu o chamado. Seus olhos procuraram a voz conhecida, mas sua mão voou para o punho de Kusanagi. Armadilhas entre ninjas não eram raras e ele sabia existir mais de um ninja hábil em imitar sons.

O Uchiha estava tenso e preocupado com as mudanças de planos de Ren e seus aliados e talvez isso o estivesse deixando um pouco apreensivo. Hinata saiu do meio dos arbustos e lhe lançou um pequeno sorriso, apesar de ter percebido a reação dele. Parte da lâmina de Kusanagi que Sasuke desembainhara voltou a ficar oculta.

Com a visão da Hyuuga, a intenção de Ren voltou imediatamente a sua cabeça. Aproximou-se de Hinata que o esperou sem se mover, seu coração acelerou e a adrenalina fluiu. Quis sorrir bobamente para ele, mas se conteve. Os dedos dele alcançaram seu cabelo, depois se pescoço e Hinata nem percebeu de onde veio a mão quando Sasuke agarrou sua cintura e a trouxe para perto, colocando os lábios com sofreguidão. Hinata se apoiou nos ombros dele e ficou na ponta dos pés para passar os braços em volta do pescoço de Sasuke e acariciar-lhe os cabelos.

O moreno parou quando ouviu algo se aproximando. A kunoichi também notou e tentou se afastar dele um pouco, mas ele ainda a manteve seguramente firme para aproximar-se de sua orelha e sussurrar:

- Fique comigo.

Ela nem teve tempo de lhe perguntar o que significava aquilo quando Naruto e Sakura chegaram.

- Não consegue mais largar da Hinata-chan, hein, teme? – Naruto soltou mal chegara à clareira fazendo Hinata corar. Sasuke o ignorou como sempre – Hinata-chan, não hesite em meter a mão na cara do Sasuke se ele abusar da mão boba, dattebayo – Sakura o mandou ficar quieto antes de cumprimentar os dois e ficou no canto junto de Hinata, esperando e de prontidão, caso a Hyuuga desmaiasse com mais alguma brincadeira do loiro. Naruto colocou os braços atrás da cabeça e recostou-se a uma árvore próxima – Então, teme, o que é que você tem pra nos falar?

Sasuke saiu das sombras onde fora para depois de se afastar de Hinata e ficou no centro da clareira, observando os demais. Naruto se desencostou da árvore, inquieto; ele conhecia aquele olhar que Sasuke estava lhe lançando e franziu as sobrancelhas, esperando-o falar.

- Não vou ajudá-los a salvar a Vila da Folha – disse Sasuke e Sakura soltou uma exclamação, Hinata arregalou os olhos sem entender – Vou ajudar Ren a destruí-la.


Credo, como eu demorei!
Sim, essa foi a pior demora de todas, não precisam me desculpar, mas eu vou dar-lhes minha justificativa: fim de ano é um saco, especialmente com as provas finais, tantos aniversários de amigos meus, Fuvest, ENEM e, bom, minha vida no geral. Sinceramente, desculpem-me a demora, mas agora, nas férias, juro que as coisas melhorarão.
Espero que tenham gostado do capítulo, porque aquele foi um hentai que eu gostei de escrever, apesar de ser péssima com esse tipo de coisa. O capítulo, no geral, ficou meio intermediário, mas é que a fic está chegando ao fim. Pra próxima fic, está em andamento na minha comunidade uma enquete de qual casal vocês querem, vão lá votar. E aí, o que é que vocês acham que o Sasuke vai fazer? Surpresas, surpresas nos próximos capítulos.

AGRADECIMENTOS:

K-Pearl, Hanae Ichihara, Hana-Lis, Luciana Fernandes(2), Elara-chan, Amandy-san, Kinha Oliver, Luh Hyuuga, Arethahiwatari, Lust Lotu's, gesy, Bela F., Misha-chan, Guida-Hyuuga, DoidissimaLoka, Pinkuiro, Ariii, Jeh-Hyuuga-Lupin, Gimaine-chan, Uvaah, Lidia Uchiha, maryhellyp, any0285, Skadi Drevonuoir, yami-kouyou e gabby.

Assim que der tem atualização de "Manual de Instruções" e "Aromas e Zumbidos".

ATENÇÃO: A ganhadora do Bônus de Maior Review, pelo maior número de caracteres, é a any0285 com uma review de 8020 caracteres.
Parabéns, Any! Espero sua review neste capítulo com o casal que você escolher e não precisa ser tão grande quanto a última.

OBRIGADA POR LEREM!
Beijos, Tilim! :)

P.S.: Quem assistir o "Altas Horas" esse sábado, eu sou a garota de blusa preta e casaco azul amarrado na cintura, perto da Banda Eva!