Olá, eu voltei. Espero que aproveitem, e claro, meu obrigada a quem tem deixado seu comentário.
Harry tinha muito trabalho como chefe dos aurores, por isso evitava perder tempo. Quando sua secretária anunciou que Astoria queria vê-lo fez uma careta e mandou a pobre mulher se livrar da serpente travestida de jornalista. Não demorou para que ele ouvisse vozes levemente alteradas que tiraram sua concentração do que ele estava fazendo. A porta se abriu num estrondo e Astoria entrou sem nenhuma cerimônia, sendo seguida pela secretária de Harry visivelmente contrariada.
- Tudo bem Maggie, eu lido com a senhorita Greengrass. – Ele disse sem desviar os olhos dos papeis em sua mesa.
- Quanta honra chefe Potter, sendo que não se dignou a responder minhas corujas ou meus recados.
- Eu já disse isso, mas não custa repetir: eu não lido com a escória do jornalismo, pra isso nós temos uma assessoria de imprensa, fale com Hermione.
- Essa escória do jornalismo quer falar sobre a mãe morta do seu filho. – Ela disse friamente.
Isso fez com que Harry tirasse os olhos do relatório que lia para olhar para uma irritada Astoria.
- Eu sabia que você não ligava muito pra ela, mas há coisas admiráveis sobre Ginny que James pode querer saber quando for maior, ele merece saber que teve uma grande mãe.
- Eu nunca desprezei a Ginny, tive raiva com certeza, mas nunca a vi como uma mãe ruim. – Harry disse com um olhar duro. – Não suponha coisas sobre o que desconhece.
- Desculpe, mas estou irritada. Tenho coisas importantes para falar.
- Estou ouvindo.
- Depois da morte dela, eu dei continuidade a alguns trabalhos que ela fazia, me foquei no livro. Sabia que ela escreveu outro livro, certo?
- James tinha comentado, mas nós não conversamos diretamente sobre isso.
- Bem, ela escreveu. É excelente, é sobre o machismo no mundo mágico, ela faz uma comparação com a sociedade trouxa, é simplesmente incrível, eu passei os últimos meses preparando a publicação, por isso só recentemente dei atenção as anotações que ela fazia sobre uma matéria investigativa. É importante porque acho que pode ter algo a ver com o sequestro e a morte dela.
- O que era?
- Ela tinha ouvido rumores numa de suas viagens com Colin sobre magos pedófilos que usavam crianças trouxas para sua diversão e ela preparava uma reportagem sobre isso.
- Tenho dois aurores trabalhando em algo do gênero também. – Harry disse impressionado. – A rede na Inglaterra é...
- Pequena e os participantes preferem receber material audiovisual a comprar crianças.
- Entende que se publicar algo pode prejudicar nosso trabalho, não é? Levamos meses reunindo provas e...
- Eu não estou me referindo a isso, só achei que iria ajudar saber no que a Ginny andava metida. Sua investigação não teve muito avanço até agora, certo?
- Não, mas com certeza essa é uma nova luz, eu... obrigada. De verdade.
- Me deve uma agora, sabe disso não é?
- Sim, eu sei como funciona para as serpentes. Você pode ir agora. – Ele dispensou-a com um abano de mão.
- Vier com Lucius está te influenciando de verdade. – Ela murmurou franzindo o cenho.
- Oh, e não se esqueça de mandar cópias do trabalho que a Ginny fez.
- Algo mais, meu lorde? – Ela perguntou sarcasticamente.
- Nada em que eu possa pensar agora, te aviso caso me ocorra algo.
Harry sorria enquanto ela saía resmungando palavras nada lisonjeiras sobre ele.
H D
James e Cassandra acharam sua primeira aula de voo revoltante, os dois queriam voar de verdade e não ficar passeando a dois meros do chão como uns bebezinhos. Eles saíram da aula irritados e estavam tão concentrados em reclamar que não se deram conta de que Teddy os esperava encostado na parede do castelo.
- Minhas duas serpentes favoritas! – Ele exclamou alegremente. – Vocês pirralhos vão acabar com a minha reputação me fazendo ser visto com pequenas cobrinhas.
- Não seja presunçoso, nós é que te daremos a honra de ser visto com alunos da Slytherin. – Contestou Cassandra.
James revirou os olhos e fez um beicinho para Teddy, coisa que o maior achava que ele fazia igualzinho a certo veela.
- Eu estou preso no ninho de serpentes, me salve!
- Eu estava preparando sua cama na torre, mas não foi dessa vez cara. Aquelas serpentes estão te tratando bem? Eu posso cuidar deles se...
- Não precisa ficar todo corajoso Teddy, ele é um Malfoy em Slytherin, é como ser um peixe na água.
- Eu não um Malfoy! Eu não sou filho do seu irmão sua garota estúpida!
Tanto Teddy quanto Cassandra arregalaram os olhos diante da explosão do menino e de sua saída intempestiva depois de gritar com a loira.
- Esse pequeno ingrato filho de uma...
- Mocinhas Malfoy não dizem esse tipo de coisa Cassie. – Teddy a interrompeu, sorrindo. – Sinto muito por isso, ele está instável ainda.
- Até quando vocês vão procurar desculpas pra ele?
- Você não viu como ele estava, nem o lugar, foi... foi muito horrível sequer para pensar.
- Você também não estava lá Teddy. – Ela lembrou-o.
- Não estar não quer dizer que eu não podia ver. – Ele disse enigmaticamente. – Agora, vá para suas aulas, que ninguém diga que a filha do professor Snape se atrasa.
- Está com ciúmes porque ele nunca vai me castigar limpando troféus. – Ela provocou.
- Foram só três vezes! – Ele protestou amuado.
- Isso no último mês de aula! – Ela ria enquanto se afastava.
H D
Lucius não se importava de receber muitas cartas de sua filha, na verdade, esse era um dos fatores que o consolavam. Ele tinha odiado ver Draco partir e era pior com sua garotinha. Ele estava na cama ao lado de seu marido, que ele odiava (no momento) por poder ver a filha enquanto Lucius estava sem ver a herdeira há semanas.
- Ela ainda está brava com James. – Severus disse. – Os dois ainda não se falam e ele está mais deprimido. Teve duas brigas essa semana.
- Culpa do seu genro que ensina nossos meninos a lutar como bárbaros. Ele ainda não pediu desculpas?
- Ele não sabe como. Sua filha herdou seu talento para guardar rancor. – Severus espetou.
- Não estou guardando rancor, só acho extremamente injusto que você passe mais tempo com ela do eu. Por que McGonagall não me deixa dormir com você nos seus aposentos da escola? Sou seu marido afinal.
- Ela disse algo sobre seus gritos no meio da noite não podendo ser explicados aos alunos menores e perturbando os mais velhos.
O loiro largou a carta da filha e olhou horrorizado para o marido.
- Aquela vovó centenária andou falando da nossa vida sexual?
- Claro que não, era uma piada. Ela só disse que nenhum professor leva seu cônjuge para a escola e que seria injusto permitir que você morasse lá, além disso amor, nós dois sabemos que você não aguentaria uma semana nos meus aposentos nas masmorras.
- Somos magos amor, podemos melhorar aquela espelunca.
- A resposta continua sendo não Luciu, vai ter que se contentar com me ter em casa aos fins de semana e em folgas alternadas.
- Do que adianta vir para casa se eu não vou fazer sexo com você? – Disse Lucius com uma voz melodiosa e olhar cheio de candura.
- Eu sou um homem forte, aguentei Voldemort por anos.
- Sim, mas eu estava lá para te dar amor e carinho depois... quero ficar em Hogwarts, vire-se Snape. – Decretou o loiro virando-se de costas para o marido e fechando os olhos para dormir.
H D
James odiava estar vulnerável, sua mãe o tinha ensinado que as pessoas deviam saber se impor no mundo para serem ouvidas. Ela sabia falar e se impor, ele sabia disso porque ela era escritora, ela defendia os direitos de emancipação das mulheres e defendia as pessoas dos desmandos dos velhos retrógados, o que quer que isso significasse. Ele sabia que ela ficaria muito brava por ele ter batido no idiota do McNair, ela gritaria e diria que ele não é um menino qualquer e tudo o que ela gostava de gritar quando brava, mas mesmo ali, esperando por seu pai que tinha sido convocado pela diretora ele não podia se sentir mal, só meio entorpecido. Como quando os aurores tinham chegado no lugar onde ele e sua mãe tinham ficado presos.
- Sr. Potter? Sr. Potter está me ouvindo? – A voz da austera diretora chegava de longe.
Ele não queria responder, só se encolher num canto e dormir. Tudo era culpa do imbecil do McNair, por que ele tinha que ter feito piadas sobre sua mãe morta? Ele não sabia que ouvir esse tipo de coisa fazia os flashes voltarem?
- Jamie? James, é o papai. Está tudo bem agora. Você não está encrencado.
De novo ele sentiu a magia de Draco era como aquela vez em St. Mungo, era tão acolhedora, ele tinha vontade de ficar nela para sempre. Seu avô tinha contado que quando ele nasceu tinha sido a magia do veela que o salvou e depois do sequestro ele achava que era por causa dele também.
- Oi Draco. – Ele disse com voz fugida.
- Oi James, não escute o tonto do seu pai. Você está muito encrencado. – O loiro disse firmemente, apesar de estar fazendo carinhos em seu cabelo.
- Mas... ele disse coisas feias da mamãe.
- Concordo que ele precisava ser castigo amor, mas não no meio do salão e certamente não com os punhos. Você é um Slytherin, nós esperamos o momento certo e quando nos vingamos ninguém pode nos acusar. E além disso...
James revirou os olhos, isso tinha sido exatamente o que Fabriccio tinha dito.
- As serpentes resolvem as coisas em seu próprio covil, sim, os prefeitos também já me deram esse discurso. Só foi mais forte que eu.
Só então o menino percebeu que a diretora não estava em seu escritório.
- Eu vou ser expulso? – Perguntou o menino temeroso.
- Por isso? Não, fiz coisas bem piores e continuei aqui. – Disse Harry distraidamente.
- Piores pai? Como? – Perguntou James com uma voz persuasiva que encheu Draco de orgulho.
- Teve a vez que... ei! Eu não estou indo te dar munição contra mim rapazinho.
James fez beicinho e Harry quase se esqueceu de que tinha sido convocado ao colégio porque seu filho de onze anos tinha quebrado o nariz de um aluno do terceiro ano com o dobro de seu tamanho e enchido o menino de hematomas. Já era a terceira briga de James em pouco mais de um mês de aulas.
- Você foi suspenso, isso é um novo recorde.
- Potters são famosos por quebrar recordes em Hogwarts. – Disse a diretora entrando novamente na sala.
- Ei, eu quebrava bons recordes no meu primeiro ano. Vamos levá-lo pra casa e puni-lo muito severamente.
- Espero que sim Chefe, eu já falei com seu filho, mas seria bom lembra-lo que minha escola não é um ringue de boxe trouxa e nem o local para brigas estúpidas.
- Eu vou falar com ele. Vamos James, está tarde, sua hora de dormir já passou.
Harry saiu primeiro com o filho e Draco ficou.
- Se deixar algum moleque machucar meu filho desse jeito de novo, venho pessoalmente relembrar meus tempos de comensal nessa escola. E ao contrário de James, eu sei me controlar para que ninguém possa me acusar da minha vingança, faça o seu trabalho diretora.
Minerva apertou os lábios desgostosa.
- Eu sei fazer meu trabalho sr. Malfoy.
- Malfoy-Potter agora, se não se importa. E diziam que Dumbledore também fazia um bom trabalho, mas ele ainda é o mago que deixou uma tentativa de assassinato contra meu padrinho impune... ops, você também tem parte nisso. – O loiro disse com veneno. – Mantenha esses valentões em rédea curta, ou faço isso eu mesmo.
Minerva suspirou aliviada quando o loiro saiu de sua sala e olhou acusadoramente para o quadro do antigo diretor.
- Não me olhe assim Minera, é só um pai irritado, você teve que lidar com muitos deles.
- Eu sei, esse é só um pouco mais irritante que os demais. Garoto insolente.
- Harry parece gostar... – Sorriu o quadro de Dumbledore.
Minerva só revirou os olhos pensando numa maneira de controlar os arroubos de seus alunos.
H D
James odiava levar broncas de seu pai. Os olhos verdes fulguravam em raiva e decepção enquanto ele dizia que esperava um comportamento melhor de seu filho e que as técnicas de luta que ele tinha ensinado a ele e Cassandra eram para sua defesa e não para rinhas estúpidas. Ainda teve que ouvir como Teddy tinha um nível muito mais alto do que ele em luta corporal e nunca dava esse tipo de problema. Ele estaria de castigo, o que era retórico, já que ele morava num colégio interno, mas ele estava sem mesada e sem doces ou presentes de sua avó. Ele também podia dizer adeus a vassoura que ia ganhar no natal, ele não sair do chão em suas férias de fim de ano.
- Vou dormir com a vovó? – O menino perguntou cabisbaixo.
- Claro que não! Aqui é sua casa. – Disse Harry desconcertado pelo pedido.
- Mas vocês estão bravos.
- James, só porque estou bravo não quer dizer que vou te deixar ir para longe. Sua mãe ficava brava o tempo todo e nem por isso ela te mandava para a vovó, não é? – Harry disse cuidadosamente, era um dos conselhos do psicomago agir e falar de Ginny normalmente.
- É diferente, ela era minha mãe.
- E eu sou seu pai. Eu te amo mais do que qualquer coisa no mundo, e doí que você pense que eu iria te mandar embora.
James se sentiu mal quando o pai disse isso, mas se surpreendeu quando viu Draco beliscando-o.
- Não faça isso com o menino, temos complexos de culpa para lidar a vida toda. Pode ir para o seu quarto James, é hora de dormir.
Os dois viram como o menino foi subindo as escadas devagar e com expressão de sofrimento.
- Eu odeio fazer isso. – Harry disse com uma careta.
- Quem disse que ser pai era divertido? – Draco perguntou com um suspiro.
O loiro postou-se atrás do marido sentado no sofá e começou a massagear os ombros tensos de Harry. O dia tinha sido duplamente cansativo e frustrante para o chefe dos aurores, tinha tido mais pistas sobre Ginny e um medo frio do que tinha acontecido naquele cativeiro.
- Eu tenho novas pistas sobre o sequestrador.
Os dedos de Draco pararam de massagear seus músculos por um momento, até que o loiro perguntou:
- O que é?
- Ginny estava investigando sobre magos pedófilos e...
- Puta que pariu! – Disse Draco apertando com força os ombros do marido que protestou.
- Se... se... um doente tocou nele eu vou arrancar a pele desse maldito e mantê-lo vivo nas minhas masmorras por anos! – O veela disse.
- Eu pensei nisso também, mas ele não disse nada sobre isso.
- Ele não iria falar Harry, mas é só uma possibilidade remota. Vou falar com o medimago que o curou, mas ele teria dito se tivesse algum indício de abuso em James.
- Já vi casos onde eles não deixavam nada visível. – Disse uma voz que eles conheciam bem.
- Eu quero saber disso, Lucius? – Perguntou Harry com ar cansado.
- Diversões de Voldemort, meu caro. – Disse o veela mais velho com ar lúgubre. – Mas acho que dificilmente o sequestrador teve tempo para isso, ele se esmerou torturando a Weasley, ele queria James para depois, só que ela o frustrou.
- É difícil pensar direito quando minha família está no caso. – Harry admitiu. – Eu pedi ajuda para Neville, ele é mais imparcial que eu.
Tanto Draco quanto Lucius franziram o nariz para o nome de Neville, os dois tinham aversão por esse leão em particular.
- Eu não entendo o problema de vocês com ele, é meu amigo e um grande homem.
- Grandes homens não abandonam a família. – Lucius decretou.
- Ele ficou com a família, ele cuida da avó até hoje. – Harry defendeu o amigo.
- Ele não sabe da história papai, e hoje não é bom dia para falar disso. Vamos todos dormir, ok?
- Deu poção de dormir sem sonhos ao menino? É possível que ele tenha pesadelos de novo. – Aconselhou o mais velho dos loiros.
- Ele parou com as poções papai, mesmo a modificada para crianças é viciante, e claro que a harpia-mãe não me ouviu quando eu disse para parar com as doses diárias. – Draco reclamou.
Lucius revirou os olhos e disse que o feitiço de monitoramento ainda funcionava no quarto de James, caso o menino acordasse, o que aconteceu, é claro. Harry fez algo que não fazia há anos, levou o filho para dormir no meio dele e do veela, o menino resmungou sobre não ser um bebê, mas se aconchegou entre os pais e dormiu sem mais sonhos ruins.
H D
Cassandra era uma serpente completa, ou pelo menos, era isso que seu pai achava quando recebeu uma carta dela pela manhã. A menina contava casualmente que McNair tinha tido um acidente na aula de poções e que estava na enfermaria tentando se livrar das bolhas pústulas dolorosas por seu corpo, que para cúmulo do absurdo soltavam um odor nauseante. Ela claro, não tinha nada a ver com isso apesar de ter ido visitar seu pai no meio da aula do terceiro ano.
- Bom-dia James, não vai entrar? – Lucius perguntou sentindo a magia do menino parado à porta.
- Bom-dia Lord Malfoy.
- Quanta formalidade. – Lucius disse divertido. – Devo presumir que está com medo do que posso fazer depois de ter gritado coisas feias para a minha filhinha?
- Eu pedi desculpas. – O menino disse simplesmente.
Lucius sorriu.
- Não funcionou, certo? Venha aqui James, deixe-me te contar sobre como se deve pedir desculpas a um Malfoy.
- Devo arrancar meus dois olhos ou um só? – Veio a pergunta sarcástica do menino.
- Ela provavelmente gosta dos seus olhos onde estão... já o seu orgulho é outra história.
O menino gemeu dramaticamente e ganhou um afago do veela mais velho.
- Vamos lá, não pode ser tão ruim assim. – James disse.
- Você nunca lidou com um Malfoy irritado, é claro.
Os dois estavam cochichando lado a lado quando Draco e Harry entraram na sala, o loiro mais novo fez beicinho para a cumplicidade que via entre seu pai e seu filho.
- Roubando meu filhote de mim, papai?
- Ele está me ajudando a pedir desculpas para a Cassandra, não seja bobo. – James disse severamente.
- É sua culpa, você não me dá mais carinho, nem um pouquinho. – Draco choramingou dramaticamente.
- E aquele papo de não aumentar complexos de culpa? – Harry resmungou para só o marido ouvir, e recebeu um olhar mortal do veela.
James suspirou e andou em direção a Draco, o menino corou antes de se inclinar nas pontas dos pés para dar um beijinho na ponta do nariz do Draco.
- Vocês Malfoys são tão complicados. – O menino disse, recebendo um sorriso do pai e o assentimento vigoroso do moreno.
- Sim, você nem sabe o quanto filho.
H D
Harry chegou a seu escritório e encontrou seu velho amigo Neville esperando-o. Os dois sorriram grandemente e se abraçaram.
- Pulou da cama Nev? Eu sempre sou um os primeiros a chegar.
- Na verdade, eu fugi da cama de alguém... se é que me entende.
Harry riu e sentou-se em sua confortável poltrona de couro.
- Quem diria que nosso tímido Neville ia ser o mais promíscuo de todos os leões da nossa geração.
- Eu sou solteiro, não promíscuo. Seamus era promíscuo, eu sou... alegre.
Harry revirou os olhos.
- Que seja, então sr. alegre, o que o traz aqui?
- Informações. Recebi sua coruja ontem e já estou de volta ao caso da Ginny, vou pegá-lo Harry.
- Está mais perto?
- Eu prefiro não falar disso com você, ainda me lembro do problema com nosso último suspeito. – Neville disse sombriamente. – Só vim te avisar que estou deixando os outros casos com meus parceiros mais confiáveis, e que posso usar a ajuda de um civil.
- Mago ou trouxa?
- Mago.
- Quem?
- Zabinni.
Harry olhou cuidadosamente para o amigo.
- Se deixar algo acontecer com essa serpente em particular, Draco vai fazer greve de sexo e eu vou ficar de muito mau humor e me divertir te fazendo de alvo para maldições nada agradáveis.
- Anotado chefe. – Disse Neville rindo. – Fico me perguntando onde foram parar suas bolas, sabe aquelas que você tinha antes de casar?
- Está com inveja porque estão nas mãos do meu veela bonito, ou na boca dele.
Neville fez uma careta para o olhar safado de Harry, se bem que ele sabia como essas serpentes podiam ser viciantes.
H D
Blaise sempre se orgulhou de seu bom gosto, por isso sua loja de roupas, cuja loja principal ficava no Beco Diagonal, era uma das febres da nova geração e de qualquer pessoa com bom gosto. Ele sempre preferiu as manhãs, quando estava descansado para trabalhar, estava desenhando um novo modelo quando uma sombra se projetou contra sua prancheta.
- Bom-dia bonito. – A voz de Neville chegou a seus ouvidos e a boca do descarado leão chegou a sua orelha para dar uma mordida sensual.
Como uma cobra pronta para dar o bote, Blaise girou o corpo e desembainhou sua varinha que se fincou no pescoço do garboso auror.
- Bom-dia só se for pra você morrer. Não ensinam na escola de aurores que invasão e crime?
- Que eu me lembre você gosta que eu invada seu espaço. – Disse Neville sorrindo.
Blaise abriu a boca para amaldiçoar o auror abusado, mas o leão deu o bote mais rápido que a serpente e beijou-o. Blaise sentiu suas pernas bambearem quando sentiu o gosto tão familiar de Neville novamente, a língua aveludada e descarada do leão se enroscou na dele, sugando-a sensualmente. Neville terminou o beijo com os olhos brilhando de excitação e divertimento.
- Eu senti sua falta amor.
O que o leão não esperava era que a serpente traiçoeira o acertasse uma joelhada no meio das pernas que o fez cair de joelhos sem ar.
- Digo o mesmo, querido.
H D
Cassandra mal podia conter seu olhar superior e o sorriso de escárnio quando viu McNair voltar aos alojamentos de Slytherin. O mais velho a olhou com um misto de raiva e respeito, era exatamente o que ela queria.
- Você é má. – Disse Fabriccio com um sorriso.
- Sim. James te deu noticias?
- Sim, seu irmão jogou-o nas masmorras de Malfoy Manor a pão e água.
- Claro. – Disse ela revirando os olhos para a brincadeira.
- Ele disse que está de castigo para sempre, foi suspenso por três dias e está trancado com seu pai Lucius na biblioteca aprendendo sobre as árvores genealógicas dos sangue-puro da Inglaterra.
- Bem-feito.
- Por que se vingou de McNair se está brava com ele?
- Um Malfoy sempre cuida do que é seu, e James é meu.
H D
Teddy estava preocupado com James sendo suspenso, na verdade tinha uma parte dele muito incomodada com a segurança do menino, mas ele achava que era devido ao fato de que os dois foram criados muito próximos.
- Teddy! – O grito agudo de Victorie o tirou de seus devaneios.
- O quê? Por que está gritando? Tenho ouvidos sensíveis, você sabe.
- Ouvidos sensíveis coisa nenhuma, estou falando com você há horas e você não me dá atenção. – A veela disse dengosa.
Teddy se derreteu e beijou a menina, que agora era oficialmente sua namorada. Ele continuava sentindo uma pontada incômoda quando beijava mais profundamente a menina, mas achava que era culpa por ter pensamentos tão luxuriosos com a netinha de Molly Weasley.
E então, o que acharam? Me digam...
