Olha mais um capítulo (adiantado! \o/), espero que gostem. Meu sincero obrigada a todos que acompanham, agora a história começa a fluir mais rápido.

Neville tinha se esquecido de como a beleza de Blaise poderia equivaler a sua maldade ocasional. Levou quase dez minutos para que a dor o permitisse voltar a sentar e tentar falar com o estilista.

- Isso foi um golpe baixo demais, até para você. – O auror reclamou.

- Tem sorte que eu não usei o feitiço de castração que um dos meus padrastos, o argentino, usava em sua fazenda com o gado.

O homem de cabelos castanhos fez uma careta.

- O que veio fazer aqui? Só azedar minha manhã?

- Vim pedir ajuda, na verdade. Preciso achar o sequestrador de James, preciso da sua ajuda para fazer contato com um tipo de pessoa que nunca confiaria em mim.

- Claro, você precisa de um favor. – Blaise escarneceu. – Por que eu faria isso?

- Porque eu estou pedindo para me ajudar a tirar um psicopata das ruas e a possivelmente prender um grupo de magos pedófilos?

Blaise pareceu um pouco mareado a menção dos magos pedófilos.

- E chegamos direto ao ponto... usando seu conhecimento contra mim. Um pouco baixo demais, até para um verme como você.

- Não se trata disso. – Disse Neville incomodado com a amargura que detectou na voz do ex-amante. – Eu quero sua ajuda porque confio em você e porque preciso falar com aquele mago italiano que te ajudou a fugir de casa.

- Vou ajudar porque sei que essa história machuca o Draco, mas não devia confiar em mim Nev. – Disse o moreno com voz enganosamente doce enquanto deixava seus lábios tocarem de leve os do auror sentado em sua cadeira. – Eu ainda te odeio, enfiaria uma faca na sua barriga sem pestanejar.

- Cuidado amor, assim vou pensar que ainda me ama. – Zombou Neville.

Dessa vez o auror viu o golpe vindo, e quando o soco potente acertou seu rosto, ele pensou que mereceu.

H D

Draco estava em casa antes do jantar porque tinha mudado seu plantão em St. Mungo só para poder ficar com James em casa. Ele chegou à mansão disposto a distrair o menino, que tinha sido confinado a casa e sem muitas diversões por causa de seus castigos. Quando saiu da lareira se surpreendeu por encontrar o menino sentado junto a Blaise no sofá e parecendo muito interessado em conversar com seu amigo.

- Boa-noite garotos. – Draco disse alegremente.

- Boa-noite Draco, seu enteado estava fazendo o favor de me distrair enquanto eu te esperava.

- É verdade, eu fui encantador. – Se gabou o menino que para surpresa de Draco se levantou e foi abraça-lo.

O loiro se abaixou e passou os braços ao redor do menino que aproveitou para cochichar em seu ouvido rapidamente:

- Ele está muito triste.

- Eu sei, agora por que não vai tomar banho antes do jantar? Peça a um dos elfos para encher a banheira do meu quarto.

- Sim! – O menino disse entusiasmado, adorava tomar banho na banheira gigante de seus pais.

Assim que ficaram sozinhos, Draco sentou-se no sofá e deu batidinhas em sua coxa.

- Venha aqui, e conte ao tio Draco o que aconteceu. – Blaise não se fez de rogado e deitou a cabeça no colo do amigo.

- Aquele leão dos infernos aconteceu. Ele me pediu ajuda com o caso do sequestro de James e é vergonhoso como minhas pernas bambearam quando ele me beijou.

- Meu marido está tãooooooo encrencado. – O loiro cantarolou alegremente. – Não fique triste Blaise, esses leões tem talento para usar muito bem o que tem no meio das pernas, é normal se sentir vulnerável perto deles.

- É ridículo, isso sim. E pelo amor de Merlin, é do Neville que estamos falando aqui, eu tive que praticamente violentar aquele leão pudico.

- Na primeira vez, ele aprendeu rapidinho depois disso pelo que eu me lembro. – Disse Draco secamente.

- Por que ele não continuou um bom leãozinho, um bem mansinho e manipulável, tipo o seu? – Blaise choramingou.

- Porque ele é um maldito Gryffindor! Eles nunca são tão fáceis quanto deveriam ser, e Harry me dá um monte de problemas ainda, muito obrigado.

- Ele não deixou você e voltou pra pedir ajuda como se não tivesse feito nada.

- Acredite em mim, ele provavelmente pensa que está tudo bem. Aprendi que esses leões desmiolados pensam de maneira louca, eles pensam que podem sair por ai tomando decisões por todo mundo e que se ninguém morreu depois está tudo certo.

- É o complexo de herói que eles tem, deve ser pré-requisito pra ser um gry. O que eu faço Dray? Se eu abrir as pernas pra esse gostoso outra vez, você tem que me mandar um feitiço bem doloroso, promete?

- Conte comigo, mas sabe que isso vai acontecer, certo? Vocês dois trabalhando juntos não vai dar boa coisa.

- Eu sei, mas enfim, se tiver que acontecer, ele que espere pela minha vingança. Bom, mas não vim aqui por isso, vou ajudar o maldito, por isso vamos fazer uma viagem a Itália, pode cuidar do meu lindo bebê enquanto estou ocupado?

- Claro, ele pode vir pra cá nos feriados de Halloween. Ele e James são companheiros de quarto, você sabe.

- Sim, ele conta como é difícil lidar com o amigo, insiste que seu filho se comporta como um leão enjaulado a maior parte do tempo.

Draco deu um sorriso condescendente.

- É verdade provavelmente. James foi criado com muito espaço e independência pela Weasley, é um menino mais isolado. Não que isso seja um problema em Slytherin, Harry não aceita, mas o menino teria enlouquecido em Gryffindor. Aposto que teria começado a lançar crucios antes dos doze só para se livrar dos leões pegajosos.

Blaise sorriu para o amigo e pegou uma mecha do cabelo loiro de Draco que chegava perto de seu rosto. O veela usava os cabelos longos, maiores até do que Lucius, os fios sedosos quase chagavam a cintura do medimago.

- Mãos controladas Zabinni, ainda não gosto de você tocando meu veela. – Disse Harry com voz azeda.

- Pelas barbas de Merlin Potter, eu já disse que é mais fácil eu propor para você me comer. Já pensou num trio? – Disse a serpente deitada no colo do veela insinuante.

Harry pareceu considerar a ideia com os olhos brilhando, isso até que Draco sacou sua varinha e ele recebeu algum feitiço em suas partes delicadas que o fez sair correndo da sala e Blaise começar a rir sem parar.

- O que você fez com ele? – Perguntou o moreno.

- Um feitiço bobo de urticária, nada permanente, só para ele parar de ter pensamentos libidinosos com meu melhor amigo safado.

- Não me culpe, ele ainda tem ciúme de mim, provocar é quase irresistível.

- Eu sei, ele é um idiota. – Disse Draco sorrindo.

H D

James não era um idiota, ele sabia que a maior parte das serpentes achava que o chapéu tinha enlouquecido ao mandar um Potter sem classe para a casa de Salazar, mas ele sabia fazer uma coisa: observar. Ele tinha aprendido com as dinâmicas entre os adultos que quem retinha o poder não era o mais forte, mas o mais astucioso. Bastava olhar para seu pai e Draco, era o loiro que detinha o poder, o mesmo valia para Lucius e Severus. Por isso, depois de voltar para a escola ele percebeu que Fabriccio fingia seu temperamento alegre de sempre, o menino era o único amigo que ele tinha em sua casa (Cassandra não contava claro, ela ainda queria arrancar os olhos dele, não importava o que Lucius dizia a respeito).

- O que aconteceu? – Ele perguntou quando os dois já iam dormir.

- Nada.

James revirou os olhos, gesto que lembrava demasiado a certo veela e que irritava sua mãe.

- Por favor, eu posso ver que está mentindo.

- Meu pai vai para a Itália.

- E o que tem? Vocês são italianos, não é? E ele tem lojas lá, você disse que viviam lá e que só voltaram porque você veio pra Hogwarts.

- Esse não é o problema, ele vai pra lá com o auror Longbottom.

- Tio Nev? Ele é legal.

- Ele não é! – Disse o menino violentamente.

- O que ele fez pra você? – O ruivo perguntou calmamente.

Fabriccio deu de ombros.

- Nada pra mim, mas ele magoou meu pai. Eu nunca vou perdoá-lo por isso.

- Meu pai também fez minha mãe chorar um monte de vezes, é coisa de adultos, eles são complicados. Mas não se preocupe, tio Nev vai cuidar do seu pai.

- Espero que sim, posso pedir para minha avó algumas receitas de família de qualquer maneira... – Disse o menino.

James sorriu, ele tinha uma curiosidade mórbida pela avó do amigo, ele queria conhece-la, mas sabia que até mesmo Blaise não gostava de seu filho muito perto da viúva-negra.

- Vou viajar até a Itália com você para conhecer sua avó nas férias.

- E quem te convidou mesmo?

- Te darei o prazer da minha companhia, isso deverá bastar.

James jogou um travesseiro no amigo quando o ouviu murmurar algo sobre ele ter que ser filho do Draco. Fabriccio chamou-o de troglodita trouxa o que fez James rir, os dois foram dormir, mas o pequeno mago italiano teve acordou com seu amigo se movendo inquietamente e murmurando acaloradamente em seu sono. Como da outra vez, ele optou por ir para o salão onde encontrou Cassandra no meio do caminho para a ala dos meninos, ele suspirou quando percebeu que teria outra noite fora de sua cama.

Cassandra odiava ver como James parecia indefeso nesses sonhos, era desesperante o tempo que ela levava para acordá-lo, essa noite ela teve a impressão de que acordá-lo exigiu um empurrão de sua magia natural, e de novo, a visão dos belos olhos verdes atordoados a deixou aliviada.

- Ele vai voltar para me buscar. – Disse o menino com voz trêmula.

- Não, ele não vai. – Ela retrucou com voz firme. – São só pesadelos, dê-me espaço.

James se afastou e deu lugar para a menina, seus lábios estavam tão secos quanto sua garganta e ele sacudiu sua varinha fazendo um copo de agua flutuar até sua mão. Ele bebeu pequenos goles e depois colocou o copo sobre a mesinha de cabeceira. Cassandra estava deitada lá com ele, mas não tinha falado nada reconfortante ou estava fazendo-lhe carinho.

- Por que você veio se está tão irritada ainda?

- Porque ao contrário de certos idiotas, eu sou uma Malfoy e nós cuidamos da família.

- Você venceu, ok? Entendi a mensagem, eu nunca serei um Malfoy como você e sinto imensamente de ter rechaçado sua grande benevolência vocalizando que sou parte do seu augusto clã. Sinto muito droga. – Disse James de mau humor.

- Não peça desculpas se não sente muito James.

- Eu sinto muito ter gritado, foi rude. Mas eu tenho família Cassandra, sou um Weasley, um Potter, mas não um Malfoy... apesar de gostar um pouco de vários deles.

- Um pouco?! Você não está melhorando sua situação James. – Disse Cassandra estreitando os olhos.

- Eu sei, por isso eu comprei algo para você com os últimos galeões que eu tinha, note-se minha pobreza até sair do castigo.

O menino entregou a pequena companheira de cama um embrulho em verde e prata que a fez sorrir.

- Comprar o perdão de um Malfoy é muito caro. – Ela pontuou.

- Eu sei, minhas pobres economias... – James choramingou dramaticamente.

Quando Cassandra abriu o embrulho encontrou um livro de aspecto antigo, a capa era de couro macio e havia belas pedras incrustradas no couro. Era um volume grosso e quando ela tentou abrir as pedras brilharam.

- É um diário, eu sei que as bruxas das famílias puro-sangue costumam ter um grimório. Esse tem um pouco do meu sangue e da minha magia, seu pai me ajudou a fazer, eu não sou um Malfoy, mas eu gosto de você.

- Um pouco? – Ela zombou.

- Mais como um monte, mas eu nunca vou repetir isso!

Cassandra sorriu, o fato de seu grimório ter parte do sangue e da magia de James era muito emblemático no mundo mágico puro-sangue, significava que ele dava a ela parte de si mesmo que ela poderia usar como quisesse.

- Você é um tolinho, acabou de dar a uma serpente uma arma mortal para usar contra você.

- Uma serpente que eu confio.

Cassandra se aconchegou ao lado do menino depois de deixar o livro na mesinha também.

- É hora de dormir. – Ela disse.

Ela o tinha perdoado, pelo menos era isso que ele tinha entendido.

H D

Ele não entendia porque ele não conseguia tomar posse totalmente do menino, deveria ser fácil violar uma mente infantil traumatizada, mas sempre surgia uma barreira, algo que o impedia de penetrar mais nos sonhos de James, sua pequena presa. Ele sabia pelas conversas com Ron hoje que o menino estivera suspenso e na mansão Malfoy, então a parede sólida entre suas intervenções e a mente do menino vinha da casa ancestral e claro da forte magia de Draco, se ele pressionasse o veela perceberia que os pesadelos não eram só trauma e sim um ataque a James. Mas, com o menino na escola ele não sabia definir quem o parava, era uma magia mais débil, levava muito tempo para tirar o menino do sonho e era um incômodo para ele depois, ele só não forçava porque desconfiava que não era magia natural de James, se fosse Snape e seus truques ele não queria incitar o professor a se aprofundar no tema. Quando rosnou de raiva seu corpo doeu, ele ainda não estava recuperado, e claro, não demorou a ouvir os passos de sua mãe indo verificar o que acontecia com seu filhinho doente, ele não via a hora de estar a 100%, só então se livraria da mãe melosa e claro, poderia ir brincar com James e não apenas em seus sonhos.

H D

Neville não tinha usado um feitiço para curar o hematoma que o soco de Blaise tinha deixado em seu rosto, e isso foi a primeira coisa que o elegante bruxo percebeu quando chegou a área de chaves de portais internacionais no prédio do Ministério.

- Bom-dia bonito, está perfeito como sempre.

- É um talento natural. Podemos ir logo? Quanto mais cedo te ajudo, mais cedo me livro de olhar pra você.

- Você fere meu coração apaixonado Blay. – Disse Neville teatralmente.

- Eu temo que você não tenha um coração leãozinho. – Disse o moreno secamente.

Neville deu de ombros quando percebeu que não ia conseguir maiores duelos com a serpente naquela manhã. Os dois chegaram ao Ministério de Roma com a sensação desagradável das chaves de portal, mas como sempre, Blaise parecia perfeitamente composto, enquanto Neville se sentia mareado.

- Blaise, meu amor. – Uma voz masculina e com um sotaque quente italiano chamou o estilista.

- Todo homem com uma boa bunda sobre a face terra, mago ou trouxa é seu amor. – Disse a serpente revirando os olhos.

Os olhos do italiano brilharam maliciosos, ele era alto demais, bonito demais e atrevido demais (definições de Neville), e para horror do auror britânico, o italiano descarado abraçou Blaise e abarcou as nádegas cheias do estilista com as duas mãos gemendo obscenamente.

- Merlin santo, eu senti falta dessa bunda perfeita.

- Eu sei, tenho uma bunda espetacular.

- Quem é esse me olhando feio? – Perguntou o italiano indicando Neville com a cabeça.

- Ah, esse é o auror de quem eu falei. Ele é quem está investigando algo para o que precisamos de ajuda de certo alguém.

- Ele olha como alguém que não gosta de ver sua bunda apertada.

- Eu não gosto. Isso é impróprio e constrangedor, está expondo-o aos olhares de todos por aqui. É uma vergonha.

- Cáspita! Você trouxe um leão pudico pra casa, papai vai comê-lo no café da manhã.

- Eu não sou pudico.

- Você tapava os olhos quando eu te chupava pra não corar de vergonha. – Blaise zombou.

Neville olhou feio pra ele.

- Eu era jovem e inexperiente...

- Ele é um reprimido, que graça. – Disse o italiano, logo acrescentou preocupado. – Mas isso quer dizer que não vou ganhar uma chupada enquanto dirijo horas e horas levando vocês até a fazenda?

- De nenhuma maneira no inferno vocês vão fazer sexo enquanto eu estiver num carro.

- Acho que seu amigo auror vai a pé. – Disse o mago italiano alegremente.

Blaise riu e Neville decidiu que ia cometer um assassinato na Itália, ia ser discreto claro, mas que ele ia matar esse italiano atrevido (cujo nome ele ainda nem sabia), isso ele ia.

H D

Draco estava sorridente demais para o gosto de Harry, se o veela estava de tão bom humor, algo de muito malvado ele tinha feito, mas claro que o moreno não se importava, não quando seu belo marido estava sorrindo desse jeito usando só um roupão leve que deixava entrever sua forma nua e ainda úmida do banho.

- Meu marido não gosta que me olhem desse jeito. – Brincou o veela.

- Ele é um idiota, continue mostrando. – Harry respondeu.

O veela sorriu e se sentou em sua poltrona preferida, a que usava para ler e que ficava perto da cama, e que dava a Harry uma visão privilegiada de tudo o que ele fazia. Segurando o pote com sua loção hidratante Draco deixou o roupão escorregar por seus ombros mostrando sua pele, Harry lambeu os lábios de repente secos. A seda do roupão do loiro se amontoou em seus quadris e ele começou lentamente a espalhar creme por toda sua pele de maneira lente e metódica, isso fez o moreno na cama se retorcer, louco para que o veela mostrasse mais. Draco adorava provocar seu marido e demorou-se nos cuidados para sua pele, o olhar em fogo de Harry sempre o deixava excitado.

Harry engoliu a seco quando o loiro atrevido ergueu as pernas e colocou-as sobre o braço da cadeira, isso deu ao gryffindor uma visão ampla da masculinidade desperta do veela. Harry tinha vontade de se levantar e mergulhar sua cabeça entre as coxas abertas de Draco e levar aquela ereção semi-desperta em sua boca, mas ele optou por deixar o veela dar seu show. Draco sorriu ao ver seu marido agarrar os lençóis da cama com força. Ele deslizou suas mãos besuntadas de creme por suas coxas, deixou seus dedos acariciarem sua pele sensível por alguns minutos, deixou seus dedos brincarem provocativamente em sua virilha, ele passou as pontas dos dedos pela pele sensível e massageou seus testículos gemendo levemente antes de passar a se masturbar para Harry ver. Uma das coisas que Draco gostava de fazer era provocar o marido, e ele sabia como fazê-lo sem o menor pudor. O loiro deixou sua mão escorregadia envolver seu pênis e bombear algumas vezes, ele apertou a ponta, deu leves batidinhas, como Harry fazia para provoca-lo. Gemeu quando passou uma unha afiada pela grande veia que palpitava em seu membro, foi então que abriu as pernas mais descaradamente e sob o olhar atento do marido deixou seus dedos massagearem sua entrada, ele desliou dois dedos dentro de uma vez, foi o mais fundo que conseguiu e gemeu alto por isso, sua ereção teve um espasmo e ele voltou a se masturbar. Draco tinha certeza de que gozaria se continuasse nesse ritmo, uma névoa de prazer toldava sua visão, ele sentiu mais que viu Harry se aproximar, o moreno agarrou seus cabelos e o obrigou a olhar pra ele.

- Que veela mais descarado e provocador nós temos aqui.

- O que você vai fazer comigo?

Harry puxou a cabeça de Draco em direção a sua virilha, a ponta de sua ereção furiosa aparecia por cima do cós da calça de seu pijama.

- Você é responsável por isso... me satisfaça.

- Me obrigue.

Draco era o veela ali, mas foi Harry quem rosnou ao desafio do marido e ainda segurando firmemente os cabelos loiros com uma mão, manteve a cabeça de Draco na altura exata para que com sua outra mão ele libertasse sua ereção e deixasse a ponta de seu membro delinear as curvas suaves dos lábios de Draco. O veela deixou a essência de seu companheiro umedecer seus lábios e sem o menor pudor deixou sua boca envolver só a ponta do pênis de seu marido, ele sugou delicadamente e deixou sua língua provocar a pequena abertura antes de dar uma leve mordida e soltar o membro pulsante de Harry com um "plop". O moreno grunhiu pelas provocações do marido, mas gemeu alto quando o veela segurou seus quadris e num único impulso levou sua ereção completa dentro de sua delicada boca, Draco tinha se tornado um especialista em satisfazer Harry, sabia que o moreno adorava estar inteiro dentro de sua boca.

- Merlin, você ainda vai me matar. – Harry resmungou apertando os punhos fortemente ao sentir o veela sugando-o como faria com um pirulito de sangue.

A língua aveludada de Draco tinha o poder de enlouquece-lo. O veela deixava sua boca deslizar para cima e para baixo na ereção de Harry, ele engolia-o até sentir os testículos do marido em seu queixo e depois deslizava para cima novamente, com sua língua acariciando firmemente a grande veia saltava no membro inchado de Harry. O moreno chiou de prazer e segurou os cabelos de Draco com força, começando a estocar aquela boca sedosa e molhada como faria dali a pouco com outro buraco do veela. O loiro imobilizou sua cabeça, só sua língua trabalhava, acolhendo e sugando o membro que fodia sua boca, se não estivesse tão excitado, Draco faria Harry gozar em sua boca, mas ele tinha se preparado para outra coisa, deu duas batidinhas na mão que firmava seus cabelos dolorosamente e Harry soltou-o para ver como o veela libidinoso se virava na poltrona abraçando o espaldar e inclinando seu corpo. Harry deixou suas mãos acariciarem a maciez leitosa das nádegas de Draco e quando ele separou-as gulosamente, praticamente salivou ao ver a entrada rosada de Draco pulsante e escorregadia. Ele deslizou dois dedos do loiro, que girou os quadris, incitando Harry a mover a mão, o moreno não se fez de rogado e começou a foder o loiro devagar, entrando e saindo num ritmo constante e forte. Draco choramingou impulsionando seus quadris para baixo, de encontro aos dedos fortes de seu marido, ele quase chiou de frustração quando tirou os dedos de dentro dele, mas foi só por um instante, até que o moreno tirou seu fôlego de verdade ao entrar nele de um golpe só. O peito forte de Harry colou-se as costas de Draco enquanto o moreno movia os quadris freneticamente deixando seu pênis sair quase todo de Draco antes de voltar a entrar com força. Os dois corpos deslizavam de suor e o loiro agarrou sua própria ereção acariciando-se enquanto seu marido aumentava a força dos golpes, não demorou para o veela desmancha-se em seus próprios dedos, contraindo seu canal fortemente ao redor de Harry. Ele ainda tremia de gozo quando os jatos quentes de sêmem Harry o inundaram.

- Você pode me dizer agora, o que aprontou. – Harry disse brincalhão com a boca colada no ouvido do veela.

- Eu posso ter escrito para um mago italiano que vai fazer a vida do seu amigo bobalhão um inferno enquanto ele está viajando pela Sicília.

Harry bufou entre divertido e apreensivo.

- O pobre Nev merece sua ira? – Perguntou o moreno beijando as costas do marido.

- Sim.

- Então... ele que se vire.

Draco sorriu, ele amava como Harry era capaz de confiar nele de olhos fechados andando para um precipício. O loiro gemeu quando Harry saiu de dentro dele, mas se virou nos braços do marido e beijou-o longamente, enroscando sua língua na do moreno.

- Eu parei de tomar as poções contraceptivas também. – Disse com voz trêmula.

Os olhos de Harry brilharam e ele levantou os quadris de Draco encaixando seus membros ainda pulsantes juntos.

- Eu vou te foder até você implorar para eu parar.

- Nos seus sonhos Potty.

E então, o que acharam? Me digam...