Voltei mais cedo para um capítulo importante, é um elo na história, espero que desfrutem.

Lucius nem podia dizer o quanto estava irritado, ele tinha ido falar com a diretora do colégio para saber porque ele não podia viver com seu marido e a anciã tinha ficado envergonhada em admitir que o conselho da escola jamais admitiria que um ex-comensal, um que tinha sido ativo na campanha anti-trouxas estivesse perto dos alunos, claro que Severus era uma exceção, um herói de guerra digno de ensinar em Universidades renomadas, mas Lucius ainda era um mago das trevas. Em sua biblioteca, o loiro refletia sobre como sua imagem continuava manchada, ele nunca admitiria, mas isso o macucava mais do que devia, ele girou a taça de vinho que tinha nas mãos e sorriu de lado quando Draco entrou no escritório com a mesma expressão no rosto de quando tinha cinco anos e obrigava os elfos a lhe darem sobremesa antes do jantar.

- O que andou aprontando filhote?

- Por que todos acham que minha felicidade vem de algo malvado que eu fiz? – O veela perguntou com um beicinho.

- Porque nós te conhecemos menino bonito.

Draco deu de ombros e sorriu, sua magia natural o fez brilhar levemente e ele foi se sentar no colo do pai.

- Agora sei que aprontou algo muito malvado. – Disse Lucius divertido.

- Eu não fiz ainda, mas planejei fazer... com a ajuda daquela sua conhecida francesa.

Lucius entendeu do que o filho falava, o veela mais novo se referia a uma francesa, dona de uma loja luxuosa em Paris que comercializava o que havia de mais fino em artigos eróticos.

- Pobre do meu genro, posso saber o que é?

- Algo para divertir o chefe dos aurores... resolvi acatar suas ideias sobre fantasias, Harry realmente pode gostar da ideia. E preciso de muito sexo já que parei de tomar poções contraceptivas, não é?

Lucius arregalou os olhos e abraçou o filho mais forte, na época do aborto de Draco só ele era capaz de entender o quanto o filho estava ferido, ele e a Weasley, coisa que surpreendeu a todos, inclusive ele mesmo. Depois disso, ele tinha sido grato que o filho saísse da depressão, então, que ele tentasse novamente era bom para todos.

- Eu fico feliz por você.

- Eu sei, mas não vou ter muitas esperanças ainda, falta muito para a primavera e eu só queria ter tempo para as poções saírem completamente do meu sistema.

- Besteira, você é mais fértil que um coelho e nem vou falar sobre Potter...

Draco riu e pareceu se lembrar de outra coisa.

- Ah, e vamos dar um baile no Halloween.

- Vamos?

- Sim, Harry precisa aumentar suas conexões políticas e eu acho que vai ser bom reabrir os salões de Malfoy Manor...

- E claro, isso não tem nada a ver com você odiar os bailes que a amiga do seu marido organiza todos os anos.

- Claro que não, que culpa eu tenho se Hermione não foi feita para organizar um baile deslumbrante? Ela vai me agradecer, você vai ver.

Lucius deu de ombros, seu filho estava radiante e isso era o que importava para ele.

H D

Neville odiava Marco, ele poderia enforcar o italiano sem nenhum problema. Ele reconhecia que era insano, afinal, o homem estava dando uma carona e era filho do mago com o qual ele precisava falar, mas diabos, o homem não tinha o menor sentido de privacidade, ele estava apalpando Blaise descaradamente, e o descarado de seu ex-amante parecia não se importar com isso.

- Quando vai trazer meu menino de volta pra mim? – O italiano de pele azeitonada perguntou.

- Podemos combinar algo nos feriados de natal, ele estuda em um internato, lembra?

- Um absurdo! Ele deveria ter ficado e aprendido em casa, como todo bom siciliano.

Neville viu pelo espelho retrovisor como Baise revirou os olhos.

- Já tivemos essa conversa Marco, eu fui para Hogwarts, é um bom lugar e ele precisa conviver com mais garotos da idade dele. Ficar só no vinhedo ou em Roma não é exatamente um mundo de aprendizado.

- Nossos professores são os melhores.

- Sim, mas não tem o peso que o nome de Hogwarts numa requisição para a Universidade.

- Ele só tem onze! – O italiano protestou. – Odeio pensar nele preso num castelo velho e assombrado.

- Os fantasmas de Hogwarts são muito pacíficos. – Neville se intrometeu.

- Vocês ingleses são muito estranhos, fantasmas tem que ser libertados e fim de conversa.

- Não entre nessa discussão Longbottom, a relação dos magos italianos com fantasmas é impregnada pela religião e costumes trouxa, eles veem a situação de modo diferente.

- Oh sim, do jeito certo. – Arrematou o mago italiano.

Blaise deu de ombros, mas sorriu para o motorista.

- Sabe que infectou meu filho com essa sua teimosia, certo?

- Garoto esperto.

Uma luz vermelha se acendeu na cabeça de Neville, ele tinha lido que Blaise tinha um filho e que havia voltado da Itália para o menino poder estudar em Hogwarts (claro que o auror jamais admitiria ler a revista Coração de Bruxa atrás de informações sobre o ex), mas ele nunca tinha lido nada sobre outro pai do menino. Na verdade, havia um consenso não oficial sobre ele ser filho de uma modelo francesa que Blaise tinha escolhido para ser a cara de sua grife, claro que agora Neville estava começando a ter outras ideias.

- Falta muito?

- Um par de horas mais, relaxe leãozinho, ainda vamos parar para o almoço num lugar que meu Blaise adora.

O aludido sorriu e deu um pulinho feliz no assento de couro, Neville rilhou os dentes com a demora. Ele tinha que ser rápido, afinal, quanto mais cedo ele fizesse o que tinha que fazer, mais rápido poderia levar Blaise para longe das mãos atrevidas de Marco, ou como ele disse a si mesmo repetidas vezes, para capturar um sequestrador mais rápido.

H D

Os alunos mais novos tinham permissão para passar o dia de Halloween em casa, como eles não participavam do baile na escola, podiam ir para casa ficar com suas famílias. É claro que isso tinha sido uma inovação de Hermione, que tinha achado o sistema de internato um pouco forçado após ela mesma estar a ponto de ser mãe. James e Fabriccio se arrumaram para o fim de semana na mansão, já que o Halloween seria na segunda, eles poderiam ficar em casa três dias. Os dois amigos e Cassandra se apressaram com seus baús para ir até a estação, quando subiu nas carruagens, James teve a impressão de ver seu pai e Draco, mas isso era loucura, por que eles iriam para Hogwarts quando ele estava indo pra casa?

- TED REMUS LUPIN! – Vociferou o veela quando entrou na sala da diretora, fazendo com alguns quadros rissem e outros fugissem.

- Oi Draco. – O menino disse intimidado.

- Onde diabos você estava com a cabeça para ficar se esfregando com sua namoradinha numa sala de aula?!

Harry gostava de ser casado com Draco, ele não precisava ser malvado, o veela fazia isso. Seu afilhado o olhava pedindo ajuda, mas ele deu de ombros, de jeito nenhum iria entrar no meio de Draco e sua cria sendo disciplinada, só se as coisas ficassem muito intensas.

- Eu...

- Não precisa responder, eu sei que não estava usando a cabeça, pelo menos não a de cima!

- Draco! – Disse Teddy parecendo magoado e com o cabelo tão negro como tinha sido o de Sirius.

- Não me olhe assim, sabemos que é a verdade. Sabe que o pai dela quebra maldições para o Gringotes? E que ele foi atacado por um lobisomem? Que ele foi afetado em parte e que poderia tentar arrancar sua cabeça, então eu teria que matá-lo o que me faria ir para Azkaban?

O veela ia cutucando o peito do adolescente com o dedo indicador, a cada passo que o loiro dava, Teddy recuava, até que caiu sentado numa poltrona.

- Meu pai nunca faria uma coisa dessas. Tio Ron sim, mas papai é inofensivo.

- Eu não estava falando com você magricela. – Draco rosnou.

- Vic, minha linda, a única pessoa no mundo que acha seu pai inofensivo é você, porque pode enrolá-lo no seu dedo mindinho. Isso não se aplica a seu namorado hormonal. – Explicou Harry alegremente apontando para Teddy.

- Certo como sempre amigo! – Disse Bill entrando saindo da lareira e indo diretamente na direção de Teddy, mas claro, ele deu de cara com a varinha de Draco no caminho.

- Olá Bill, mantenha distância do meu filhote, ou vou retalhar você.

- Ele estava agarrando minha filha! Ele estava tentando corromper minha menininha.

- Por Merlin, ele não estava papai! – A menina exclamou ainda que com rubor nas bochechas. – Tia Ginny se envergonharia de você agora mesmo.

Os dois Weasley se olharam num momento tenso, a morte de Ginny tinha sido um golpe duro demais na família de ruivos.

- Eu estava lá porque queria, sinto muito, não foi apropriado fazer isso numa sala de aula abandonada... mas vocês podiam parar de agir como se nunca tivessem feito isso! Tio George me contou histórias...

- Ele fez o quê?! – Bill e Harry exclamaram juntos.

A menina bufou divertida.

- Você era o cara mais bonito da sua época papai... e tio Harry, o menino-que-viveu, foram muitas aventuras? Certo?

Draco não gostava da filhote magrela de Fleur, mas diabos, ele admirava a capacidade dela de dobrar os dois homens pseudo-poderosos da sala.

- Eu... eu não... vou responder isso para minha filha. – Disse Bill evasivo.

- Sim, nem eu. – Concordou Harry.

- Pelas bolas de Merlin vocês dois! Temos dois adolescentes hormonais aqui para disciplinar, uma veela e um filhote de lobisomem, muitos hormônios reprodutores para lidar.

Os dois pareceram sair do encanto de Victorie, que olhou feio para o veela mais velho, mas não muito, afinal, ele era um veela portador e ela uma filhote ainda, sua natureza a mandava obedecer.

- Podemos por favor, esquecer isso? Já foi embaraçoso o suficiente sermos pegos pelo Snape... ele fez de propósito padrinho. – Choramingou Teddy.

- Eu não te ensinei nada sobre como se...

Os olhares afiados de Draco e Bill fizeram com que Harry engolisse as palavras e olhasse falsamente severo para o afilhado.

- ... se comportar adequadamente? Você é muito novo para este tipo de coisa, sério, se fizer da Andrômeda uma bisavó ela vai arrancar suas bolas.

Os dois adolescentes fizeram caretas iguais e pensaram sobre como os adultos era dramáticos, afinal, foi só uma sessão de beijos... pena que Snape tinha chegado quando os dois tinham tirado suas camisas.

- Pelo amor de Merlin, não fizemos nada disso! – Protestou o menino, com o cabelo vermelho. – Não sou tão idiota e sei perfeitamente que não estamos prontos para isso, eu... sinto muito por isso Bill, eu não sou esse tipo de cara, eu gosto da Vic e a respeito, mas é só que... bem, somos namorados, namorados se beijam.

- Sem roupa ao que parece. – Disse Severus entrando na sala com Minerva.

- Eles estavam nus?! – Exclamou Draco cogitando deixar Bill passar por ele.

- Digamos que vi mais do que queria desses dois jovenzinhos.

Bill voltou a avançar para Teddy, sendo parado pela varinha de Draco e pela mão de Harry em seu pescoço.

- Proponho que se acalmem senhores, essa não foi nem a primeira, nem será a última vez que alunos são pegos nessa posição nesta escola. – Ela deu um olhar afiado na direção de Bill.

- Eu sugeri feitiços de castidade. – Disse Snape secamente.

Teddy fez uma careta e Harry se compadeceu dele.

- O que vai fazer com eles Minerva? – Perguntou o chefe dos aurores.

- Professor Snape providenciou para que Teddy tenha dois meses entretidos com lições extras e limpezas sob sua tutela... e Victorie vai ficar de castigo comigo, ajudando com os deveres e aulas extras para os alunos de primeiro ano. Os dois estão suspensos de atividades recreativas, como o baile, e claro, Quidditch.

Teddy olhou realmente magoado para o pocionista e para a diretora.

- Isso é injusto, por que nosso castigo vai facilitar a vida das outras casas no campeonato? Fez isso de propósito, não é? – O menino perguntou irado para Snape.

- Como se fosse ser de outro jeito. – Bufou Victorie, ela e Teddy eram jogadores e entusiastas da equipe de Gryffindor.

Todos na sala sentiram a tensão crescer entre o professor e os alunos da casa vermelha e dourada.

- Isso vai lhes custar uma redação de pelo menos um metro sobre respeito e regras desta escola. – Disse Minerva calmamente. – Os dois podem ir, e cuidado com suas ações meus jovens.

- Já que não vou ao baile, posso ir para a casa da minha avó? – Perguntou Teddy de cara amarrada.

- Não vejo problema nisso, seu castigo só começa semana que vem mesmo. – Respondeu a diretora. – Quer ir para a casa também Victorie?

- E passar três dias de castigo e ouvindo meus tios planejarem a morte do meu namorado? Acho que não, nos vemos logo amor, devia correr se quer pegar o trem.

- Ok, eu te escrevo! – Disse o menino antes de sair correndo, ignorando o olhar irado de Draco e Harry.

- E não se esqueça de que está de castigo, isso serve para a sua casa também. – Disse Draco.

- Como se você fosse me deixar esquecer. – Respondeu Teddy atrevidamente.

Quando o menino saiu, Draco se virou para Harry com os olhos cinzentos dardejando.

- É melhor falar com ele.

- É um adolescente, eu estranharia se ele fosse tão doce quanto você esperava. Não é pessoal Severus, sabe disso não é?

- Temo que seja mais pessoal do que você acha. Ele tem estado muito arisco comigo, não parece que cresceu sentado nos meus joelhos. – Disse Severus.

- Vou falar com o garoto, certo?

H D

Harry deixou seu veela e seu filho com o resto da família e apareceu diretamente na porta da frente da casa de Andrômeda, a residência trouxa estava enfeitada para o Halloween, bem como as demais casas da rua. Ele não se incomodou em tocar a campainha, só entrou e gritou:

- Estou aqui!

- Na cozinha querido. – Respondeu Andrômeda.

O moreno foi até lá e encontrou a bruxa mais velha preparando abóboras para as festividades. Havia várias delas.

- Seus vizinhos pensam mesmo que você faz cada uma delas do jeito trouxa? – Ele perguntou beijando-a no rosto.

- Eles não sabem que existem outro meio. – Disse ela com escárnio enquanto girava a varinha e outra abóbora ficava pronta.

- Teddy está de castigo, ele te disse?

- Claro que sim, ele é um menino esperto. E na idade dele Tonks não era pega numa sala com o namorado... ela foi pega nos dormitórios masculinos de Hufflepuff. – Disse a distinta senhora com um sorriso.

- É um mal de família, então?

- Ser pego é algo do lado do meu marido, nós os Black nunca fomos pegos nesse tipo de situação. Sirius riria da sua cara agora mesmo.

- Eu realmente pensei que você estaria mais irritada.

- Qual a novidade em um garoto e sua namorada se empolgando numa sala vazia?

- Eu sei, acha que exageramos?

- Não, acho que foi apropriado, mas não é isso que tem seu veela incomodado.

- Não, ele está odiando que Teddy tenha uma namorada. Ele acha que está perdendo seu primeiro garotinho e o está matando... isso e o fato de que nosso menino bonito está bastante rebelde.

- Com Severus? – A mulher perguntou.

- Sim, sabe por que?

- Tenho meus palpites, ele encontrou os diários de Remus. Pergunte a Severus, e poderia me fazer um favor Harry?

- Claro, o que é?

- Eu tentei conversar com ele sobre sua relação com Victorie e sobre o que eles estão prestes a fazer, mas creio que traumatizei o menino. Aparentemente falar sobre sexo com a avó não é algo...

- Eca! – Harry fez uma careta e se afastou dois passos. – Eu cuido disso, não precisa ser tão má com o garoto.

- Ele está no quarto.

- Ok.

Harry foi para o quarto do afilhado e o encontrou com um inusual tom de cabelos castanhos, igual ao de Remus, o menino estava deitado em sua cama com um caderno com capa de couro ao lado.

- Eu vou pedir desculpas a ele, não precisa se preocupar. – Disse o menino sem tirar o olhar do teto.

- Ele quem?

- Draco, não está aqui porque fui malcriado com ele?

- Não, eu vim aqui porque estou preocupado com você. E claro que você vai pedir desculpas a ele, aquele loiro sempre foi seu preferido.

- E eu estraguei tudo, certo? – Perguntou o menino melancólico.

Harry se sentou na cama do afilhado e deixou seus dedos correrem pelos cabelos macios do metamorfo.

- Está sendo dramático, sabe perfeitamente que Draco te ama, desde a primeira vez que te roubou do meu colo em Grimmauld Place. Quer me contar sobre seu problema com Severus?

- Ele foi um idiota.

- Ei, cuidado com a língua, ele ainda é o cara que cuidava de você quando criança. Aquele "idiota" passou muitas noites em claro fazendo poções para você dormir melhor quando doente.

- E muitas noites fodendo meu pai também para depois trocá-lo pelo Lucius. – Disse o menino amargamente.

Harry não tentou disfarçar sua surpresa.

- Isso é um pouco de informação demais, ok? E por que isso te irrita?

- É só que... eu nunca vou saber como ele era de verdade, não é? – Perguntou o menino meio desesperado. – Você fala dele de um jeito, vovó de outro... e o cara desses diários, não e nada como eu imaginava.

Harry percebeu pela primeira vez como Teddy tinha sentido falta do pai, a necessidade de conhecer alguém com quem ele jamais poderia se encontrar ou falar era uma sensação que o herói conhecia. Era engraçado como seu afilhado tinha tido a mesma desilusão que ele quando se imiscuiu nas recordações de Snape nas aulas de oclumência, ele fez uma anotação mental para falar sobre isso com o pocionista.

- Não tem nada que eu possa fazer para melhorar essa sensação Teddy, não vai embora, mas fica mais fraca com o tempo. Eu nunca conheci meu pai também, é um pouco angustiante às vezes, mas passa.

- É só que... tem essas coisas de filhote de lobisomem. – O menino deu um suspiro. – Eu só queria que ele pudesse me explicar.

- Que coisas? O que aconteceu?

O menino corou e desviou o olhar do padrinho.

- É só que... eu acho que posso ter problemas com um pouco de licantropia. Eu fiquei estranho na última lua cheia.

Harry engoliu em seco, Teddy estava entrando numa fase da puberdade onde se desenvolveria mais rápido, era lógico que se fosse para o menino ter alguma herança seria agora.

- Sério Teddy, o que houve?

- Eu fiquei com febre, minha pele pinicava e... eu fiquei... hum... excitado. Depois tive muitas câimbras, vou me transformar?

- Eu não sei, mas se acontecer, vamos cuidar de você, certo?

Harry abraçou seu afilhado muito forte. D jeito nenhum ele deixaria Teddy sofrer as mesmas coisas que Remus, de jeito nenhum ele ia ver seu menino se tornar adoentado e vencido pelas transformações. Ele ia achar um jeito de proteger o afilhado disso.

H D

Quando chegou em casa encontrou James e Cassandra duelando num jogo de xadrez sob o olhar atento dos adultos, ele murmurou um feitiço de silêncio, colocando os meninos longe da conversa dos adultos.

- O que aconteceu? – Perguntou Draco preocupado.

- Ele vai se transformar. – Harry disse

- Ele não vai! – Draco disse decidido, ele era o medimago ali, de jeito nenhum seu menino bonito ia ser um lobisomem, Teddy não ia morrer antes dos cinquenta como a maioria dos licantropos.

- Ele teve febre na última lua, sentiu a pele formigando e câimbras. Disse que pode perder o controle da força ocasionalmente e...

- Pelas bolas de Merlin. – Severus resmungou.

- E ele estava procurando respostas para esse tipo de coisa, leu os diários antigos do pai... você e o Remus, sério? O que vem por ai, um trio com o Sirius?

Lucius deu um sorriso.

- Está mais para um quarteto Harry, quer mesmo saber com quem?

- Vocês dois são tão pervertidos. – O moreno murmurou.

- Foque-se no que é importante idiota, o menino está claramente sendo afetado pela licantropia de Lupin, eu e Draco vamos ter que examiná-lo. Busque-o amanhã, ok?

- Ele não está muito feliz com você.

- Vou conversar com ele. Só espero que aquele lobo desmiolado não tenha escrito coisas muito gráficas.

Harry e Draco balançaram a cabeça concordando, Lucius só sorriu e disse:

- Aquele lobinho safado? A essa altura Teddy já deve estar muito bem instruído.

Dessa vez foi o Malfoy mais velho, e não Harry o alvo dos feitiços desagradáveis na sala. Lucius claro, desviou graciosamente e continuou rindo dos mais jovens na sala.

H D

Neville deu graças a Merlin quando finalmente chegou ao vinhedo. Ele tinha que admitir que era um lugar deslumbrante, ele ficou para trás enquanto via Blaise correr para abraçar um mago de constituição robusta que o esperava na varanda da bela construção de pedra. O pai de Marco era Giácomo Máximo, o mago que tinha salvado Blaise de um padrasto pedófilo, que claro teve uma morte muito mais dolorosa que qualquer marido anterior de Semiramis, mãe de Blaise.

- Este é o auror de que te falei na carta, Neville Longbottom.

- Muito obrigado por me receber senhor.

- Não agradeça a mim, foi Blaise quem intercedeu a seu favor. Nada garante que eu não vá chutar sua bunda da minha propriedade logo, logo. Entrem logo.

O grupo seguiu para a sala do casarão e Neville lutou para não mostrar sua vontade de degolar o filho de seu anfitrião quando ele anunciou que ia levar Blaise para um banho relaxante enquanto ele e seu pai conversavam.

- Vinho auror Longbottom?

- Não, mas aceitaria chá.

- Não nessa casa meu jovem, peça uma bebida de verdade.

- Café?

- Bem melhor.

O mago estalou os dedos e um elfo apareceu para receber os pedidos de seu amo e fazer aparecer o que ele tinha pedido. Neville conteve a careta quando bebeu o café, era muito forte e amargo.

- Do que se trata o caso?

- Um sequestrador sádico. Eu tentei, mas não pude me enquadrar no raciocínio dele e meus colaboradores não estão acostumados a lidar com esse tipo de patologia.

- Britânicos só tem problemas com magos anti-trouxas, não é? – Zombou o homem de barba negra.

- Quem dera... preciso da sua ajuda, por favor.

- Me apresente seu caso auror.

Neville respirou fundo e começou a relatar suas investigações e os fatos que tinha reunido, quando terminou seu anfitrião passava a mão pela barba calmamente.

- O que tirou disso tudo?

- Não encaixa, simplesmente não encaixa.

- Bom, sabe que tem algo errado, mas o quê?

- Eu não sei. Trata-se de um indivíduo extremamente cuidadoso e metódico, mas ele fez uma bagunça no apartamento da Ginny e depois deixou James vivo.

- Mas isso foi devido a explosão de magia da mãe, certo?

- É uma suposição.

- Você tem um maníaco por controle nas suas mãos, e pelo relatório do legista dessa menina... é um sádico.

- Sim, pensei que era do tipo dominador.

- Não seja estúpido, ele é um predador sexual e não um homem que gosta de brincar na cama. A diferença entre um homem que gosta de dominar na cama e um sádico de verdade é que o segundo tipo não pensa no outro enquanto o primeiro é escravo dos desejos de alguém.

- Vai ter trabalho explicando o conceito para esse pudico. – Disse Marco entrando na sala alegremente.

- Eu não sou pudico! – Protestou Neville.

- Parem com isso meninos, vamos jantar Longbottom e te deixarei descansar, amanhã te ajudarei a traçar o perfil de um mago psicótico, espero que tenha estômago garoto, isso não vai ser agradável.

Neville respirou fundo, ele tinha medo de que seu estômago não ia ser o mesmo depois de ter a ajuda do mago conhecido no meio policial por ter prendido e executado mais de cem predadores sexuais do mundo mágico e alguns trouxas também.

Então, o que acharam? Me digam, autoras felizes escrevem mais.