Olha ai o novo capítulo. Espero que gostem.

Draco tinha herdado de Narcisa o talento para organizar festas, isso e uma leva de elfos domésticos treinados pela herdeira Black contribuíram para que ele tivesse o mínimo de problemas com os preparativos do baile. Era a manhã do grande dia e ele estava mais preocupado em examinar Teddy que em outra coisa, seu coração tinha apertado quando Harry disse que o jovem tinha pedido para não ser levado imediatamente, Draco tinha cogitado ir arrastar o menino pelas orelhas, mas Harry tinha segurado seu braço e dito firmemente que Teddy precisava de um tempo sozinho. Diante do olhar magoado do veela, seu marido paciente tinha dito sobre os sentimentos confusos do adolescente, de como ele estava oscilando entre a raiva e a culpa pelo comportamento dele na diretoria e convenceu o veela de que era melhor deixar o menino vir pelas próprias pernas.

As proteções da mansão vibraram quando Teddy saiu da lareira espanando a fuligem de suas roupas. Não tinha ninguém na sala de visitas, mas ele ouviu passos apressados e logo James e Cassandra apareciam para abraçá-lo.

- Vamos ter um baile! – Disse o menino animado.

- Sim, e com você vai? Convidou uma senhorita loira e bonita? – Brincou ele, ignorando a pontada que sentiu no peito, sua herança o incomodava ultimamente.

- Eu tinha que convidar alguém? – Perguntou o ruivo confuso.

Cassandra revirou os olhos.

- Ele está te irritando, além disso, nenhuma garota que se preze aceitaria um encontro com você. – Zombou a menina.

Teddy riu da careta de James.

- Eca! – Disse o menino.

- Eu também dizia isso até um tempo atrás.

- E agora está de castigo porque não pode parar de beijar a Victorie. – Continuou zombando a loira. – Espero que se divirta limpando caldeirões.

- Não me lembre disso. – Pediu Teddy ficando de cara fechada e sua aura mudou para algo mais sombrio.

Teddy se surpreendeu quando sentiu os braços de James em volta de suas pernas. Era calmante ter o menino por perto, era como se aquele zumbido irritante e parte do desconforto pudesse ir embora.

- Não fique bravo com a sabe-tudo, era brincadeira. Ela vai pedir para o Severus não te deixar de castigo, ela sempre consegue o que quer dele.

- É verdade. – Ela reconheceu orgulhosa.

- Isso só vai te custar algumas manobras interessantes na sua vassoura. – Completou James sorrindo encantadoramente.

- O que você quiser. – Disse Teddy num autômato.

Draco que assistia a cena pigarreou.

- Estou ouvindo sobre chantagens na minha casa? – Ele inquiriu de forma falsamente severa.

- Claro que não, isso se chama troca de favores, tolinho. – Disse James alegremente.

- James! Assim você mata seu pobre pai do coração! Que coisa mais slytherin de dizer! – Exclamou Harry entrando na sala também.

- Eu sou sly pai. – Disse o menino com cara de obviedade.

- Sim, e está manipulando seu próprio leão, muito promissor. – Disse Draco piscando-lhe um olho.

Dessa vez todos na sala olharam para o veela com cara de confusão, ele só sorriu misteriosamente e chamou Teddy com um gesto de mão.

- Venha, tenho que te examinar.

- Mas... – O metamorfo olhou para o padrinho.

- Desculpe companheiro, mas vou jogar um pouco com os meninos e você está de castigo. – Harry deu de ombros.

- Não é como se eu fosse te machucar também. – Disse Draco olhando sereno para o menino que ainda parecia temeroso.

- Eu não disse isso e não estou com medo!

- Eu sei, então, venha.

Harry piscou para seu afilhado e o viu seguir Draco.

Teddy quase gemeu quando viu que iam para a porta do laboratório da mansão, ele sabia que Draco dividia o espaço com Severus e não estava animado para ser espetado e cutucado pelos dois, eram serpentes vingativas e ele tinha sido malcriado com os dois. Ele gemeu quando entrou para dar de cara com Severus olhando-o de braços cruzados e olhar penetrante.

- Eu pensei que você ia me examinar. – Ele protestou com Draco.

- Sev é o especialista em... problemas com licantropia aqui. – Disse o veela cuidadosamente.

- Pode dizer lobisomem, não é um tabu. – Disse Teddy acidamente.

- Você é filho do Lupin, mas pelos céus, tem o mau humor do Black em você. – Sentenciou Severus dando um safanão na cabeça do adolescente. – Ele não queria ferir sua suscetibilidade volúvel.

- Ei! Você me bateu. – O menino reclamou. – Draco, ele me bateu.

- Você mereceu, acho que a convivência prolongada com aqueles leões está acabando com os bons modos que tia Andy e eu te ensinamos.

Teddy baixou os olhos, envergonhado.

- Desculpe.

- Perdoado, agora suba na maca e tire a camisa. – Pediu Draco.

- Por quê? Você não pode só fazer só o negócio com a varinha?

Severus sorriu e Draco fez um gesto dramático de choro.

- "Negócio com a varinha"? Eu te criei melhor que isso.

- Por favor... – Pediu Teddy corando.

- Tire a porcaria da camisa, eu troquei suas fraldas. Não tem nada ai que eu não tenha visto.

Teddy olhou envergonhado para os dois e sentou na maca antes de tirar a camisa e deixar que os adultos vissem os feios arranhões em seu peito e costas.

- Quando aconteceu? – Perguntou Severus sombrio. – Você não estava assim quando saiu da escola.

- Foi uma noite ruim. Acordei assim, nem está doendo. – O menino tentou minimizar.

- Seu pequeno leão idiota! Como se atreve a não me dizer que estava machucado?! – Draco sibilou. – Você não tem permissão para esconder esse tipo de coisa. E não me diga que não doí, eu sei que sim.

Teddy baixou a cabeça e deu um respingo quando Severus começou a passar uma pomada gelada em seus cortes.

- Eu vou me transformar, não é? Acho que se vou não posso ficar em Hogwarts, podem, por favor, não contar a vovó? Ela vai ficar chateada e...

Severus deu outro tapa na cabeça do menino.

- Se eu não tivesse visto sua mãe grávida e ajudado no seu parto, diria que Remus mentiu pra mim e você é filho do Black, controle sua tendência para o drama.

- Remus? Não Lupin?

- Eu disse Lupin. – Teimou Severus.

- Draco...

- Eu estou bravo com você, então ele disse Lupin. – Cantarolou o veela girando sua varinha a anotando números que flutuavam ao redor de Teddy.

- Não é como se eu fosse morrer por isso Draco, vai ser doloroso, mas não o fim do mundo. – Disse Teddy resignado.

Draco apertou os dentes.

- Não sabemos o que você tem, pode ser só uma doença venérea, sabe Merlin o que vocês leõezinhos andam fazendo sem proteção naquela torre. – Brincou o veela.

- Quem me dera... – Teddy murmurou sonhador, o que lhe rendeu outro tapa de Snape.

- Vamos testá-lo agora, ele é filho do cachorro vira-lata, tenho certeza.

Draco riu e Teddy olhou confuso para o loiro.

- Ele odiava Sirius Black e era mútuo, ele era nosso primo e padrinho do Harry. Era um animago, sua forma era um...

- Cachorro sarnento. – Finalizou Snape.

- Almofadinhas? O mesmo que te seduziu em Grimmauld Place junto com meu pai? – Perguntou Teddy para Snape.

- Eu vou confiscar esses diários! – Disse Severus.

- Mas...

- Deite-se e cale a boca filhote de cachorro, temos um trabalho a fazer, falo disso com você depois.

Teddy obedeceu e não gostou nada de tirar amostras de sangue e ser cutucado, medido e analisado pelos dois especialistas na sala. O veela de Draco o tinha adotado como seu filhote e ele podia sentir a magia natural do loiro envolvendo-o, nervosa e irritadiça.

- É incrível. – Ele murmurou.

- O quê? – Draco perguntou.

- Sua magia é tão forte, eu posso senti-la formigando na minha pele.

Os olhos de Draco se arregalaram e ele olhou para sua mão, ele tinha certeza de que não estava emanando e a falta de brilho confirmou que não.

- O que você está sentindo? – Perguntou com a voz congestionada.

- Ela está em volta de mim, nervosa, irritada... preocupada. É como se estivesse viva. – O menino disse reflexivamente e só então notou os olhos de Draco rasos de lágrimas. – Eu não devia sentir isso, devia?

- Não é você, é seu lobo. Nós dois somos mágicos, temos uma parte de magia muito mais primitiva que qualquer outro mago, eu tenho um lado veela e você ao que parece tem um lado lobo que está começando a despertar.

Teddy se viu na estranha situação de consolar o veela enquanto Severus terminava de examiná-lo. Ele esperava por isso, sempre achou que ia acontecer um dia, mas o que era um pouco óbvio pra ele parecia estar arrasando o veela.

- Draco, não precisa ficar triste... é só um problema peludo. – Ele brincou usando uma das expressões do diário de seu pai.

- Não é! Isso não devia estar acontecendo, maldito Lupin e seus genes ruins! – Esbravejou o veela antes de sair da sala batendo a porta.

Para a surpresa de Teddy ele sentiu duas lágrimas grossas em seu rosto, foram as mãos de Severus que limparam seu rosto com cuidado.

- Ele está furioso, eu... eu quero ir para casa.

- Você está em casa... acho que não entendeu o que houve aqui.

- Eu entendi, ele está furioso porque chamou de filho um mestiço com sangue de lobisomem. – Disse o menino amargamente, a rejeição de Draco doía como queimadura de fogo de dragão.

- Não idiota, ele está furioso porque o filho mais velho é um lobisomem... mas porque ele sabe que isso não te dá mais que 50 anos de vida. – Disse Severus com um nó na garganta. – Ele está furioso porque sabe que nada que possamos fazer vai te impedir de sentir cada osso do seu corpo se quebrando e se amoldando a sua nova forma cada dia da lua cheia. Ele e eu estamos furiosos porque não podemos te proteger de ficar cada vez mais fraco até ser demais para o seu corpo.

Teddy olhou chocado para a dor nos olhos negro de Severus.

- Foi assim que ele morreu?

- Não, ele morreu na guerra, mas seu pai já tinha esse ar de frágil quando entrou na escola. Era como se tivesse uma placa escrita "maneje com cuidado" no pescoço dele, talvez isso tenha encantado Potter e Black.

- E eu vou definhar, literalmente?

- Não se eu puder fazer algo, mas por mais melhorias que eu fizesse na poção mata-lobos, ainda assim seu pai ficava destruído depois de cada transformação.

- Não parece ser divertido. – Disse o menino.

- Não é, mas vamos estar lá pra você.

- Quando vai começar?

- Eu não sei, você não foi mordido, nasceu com a licantropia dentro de você. Por via de regra deveria se transformar desde filhote, desde bebê quer dizer, mas isso não aconteceu, pensamos que não ia ser afetado mais do que já tinha sido.

- Como assim? Eu fui afetado antes?

- Quando seu padrinho te trouxe para conhecer James, ele ainda era um bebê, você ficou com os olhos amarelos e suas mãozinhas se transformaram em garras, caninos proeminentes.

- Eu tentei machucar Jamie? – Perguntou horrorizado.

Severus sorriu.

- Claro que não, só disse que ele cheirava muitoooooooo melhor que Draco.

Teddy revirou os olhos para o que achava ser mais uma piada de Severus.

- Não tem graça me fazer acreditar que eu era um lobo mau que quer comer criancinhas. Eu era um bebê praticamente, só elogiei o cheiro dele. – Disse Teddy com as bochechas vermelhas.

- Tolo, o que acha que quer dizer quando um lobo diz que achou alguém cujo cheiro é muito melhor que aquele que identifica como seu portador? Seu lobo escolheu James para ser seu companheiro.

Lucius estava na sala bebendo seu chá quando ouviu o grito horrorizado de Teddy ecoar pela mansão.

- Tip, pode ir verificar se meu marido está cruciando Teddy? Se estiver faça o favor de me avisar, assim posso ir até lá chutar aquele traseiro bonito.

- Sim senhor, amo Malfoy, senhor. – Obedeceu o elfo sem pestanejar.

H D

James sabia que tinha algo errado com seus pais. Draco tinha ido arrumá-lo para o baile usando um roupão verde, mas seus olhos estavam vermelhos e o loiro claramente triste.

- Você está bravo comigo? Eu fiz alguma coisa? – O menino perguntou depois do silêncio prolongado do veela.

- Claro que não meu menino bonito, eu estou triste com outra coisa.

- Quer um beijo para melhorar? – Perguntou James carinhosamente.

Draco sorria enquanto se abaixava para ganhar um beijinho carinhoso de James em seus lábios.

- Ei, eu vi você beijando meu veela bonito rapazinho! Eu sou chefe dos aurores, posso te prender por isso, sabia? – A voz alegre de Harry fez James sorrir.

- Você está com ciúmes porque ele me ama mais. – Afirmou James com ar superior.

- Pequeno presunçoso, ele me ama há mais tempo! – Disse Harry segurando o filho e o jogou para o ar.

- Harry, ele já está arrumado, não amasse a túnica.

- Só você está sem terminar amor. – Disse Harry suavemente. – E pelo que me lembre, o anfitrião deve estar pronto para receber os convidados, certo?

- Sim... você falou com ele?

- Sim, ele está mais calmo que você, se quer saber.

- Eu sei, é só que... eu não quero perder outro filho, eu nunca ia aguentar. – O loiro murmurou para que James não ouvisse.

- Ele está bem ali no fim do corredor e não vai a lugar nenhum, só aja como o home malditamente racional que eu sei que você é, ele é nosso foco, você não pode ficar assim porque ele precisa de força e não de fraqueza agora.

- Quando foi que meu leão meio bobo se transformou num homem todo articulado? – Draco ronronou com os lábios colados nos do marido.

- Quando comecei a conviver com certo veela bonito. – Respondeu Harry mordiscando os lábios do marido.

- Eca! Será que vocês podem não fazer isso no meu quarto? – Pediu James tapando os olhos dramaticamente.

- Você está me fazendo traumatizar meu filho, vá se arrumar, e pelo amor de Merlin, leve menos de uma hora.

Draco fez uma cara ofendida e saiu fazendo seu roupão esvoaçar, um gesto muito parecido ao de Severus.

H D

Neville não podia dizer que envergonhava de ter estômago fraco, porque se ter estômago forte era olhar clinicamente e sem horror para as fotos e relatórios que seu anfitrião italiano mostrava, ele preferia ser um fraco.

- Esse tipo de criminoso é na maioria dos casos alguém muito próximo a vítima, já levaram isso em conta, não é?

- Não na verdade, trabalhamos com a premissa de que era alguém tentando afetar ou se vingar de Harry. O pai do menino e ex-namorado da morta.

- Já passou pela cabecinha tola de vocês que talvez nem tudo seja relacionado ao herói? Esse sequestrador se deu um grande tempo para torturar essa mulher, mas já se deu conta de que o fez para atormentar o menino? Suas anotações falam de como o homem falava com o menino, de como fez o possível para entrar em sua mente. Isso me soa muito mais com foco no menino que com a mãe.

- Olhando por esse lado... eu pensei nisso, mas é tão horrível que...

- Se quer ter sucesso nessa carreira é melhor deixar de se pautar pela sua moral para medir a dos outros. Nem todos são gryffindors puros de coração. Há uma série de loucos sem um osso com bondade no corpo.

- Eu sei, é só inquietante demais pensar assim. Se eu tiver filhos um dia vou mantê-los trancados na mansão Longbottom.

- Eu tentei trancar o Marco e o Blaise por um tempo e ao final os dois mal saíam do quarto, claro que não por motivos de segurança.

Neville evitou a muito custo fazer uma careta.

- Vamos lá, pode bufar e rosnar leãozinho, não me importo.

- Eu não ia rosnar. Talvez pudesse tentar matar seu filho, mas ia ser algo momentâneo.

- Claro, devo presumir que você e Blaise têm uma história?

- Sim, mas não temos nada há algum tempo. É só que velhos hábitos são difíceis de mudar.

- Azar o seu se o deixou ir, não reclame agora que haja homens ou mulheres mais espertos que você e que saibam apreciar o menino.

Neville concordou, ele tinha feito uma escolha anos antes. Ele tinha priorizado a paz de espirito de sua família e parte dele se arrependia disso, mas ele seria incapaz de ter ferido a avó tão profundamente.

- Ainda aqui auror Longbottom?

- Sim, desculpe. Eu não sei se posso pensar em alguém próximo a James que quisesse ele dessa forma.

- As habilidades de um predador desse tipo está em se esconder, os trouxas podem não ter magia como nós, mas eles são mais evoluídos nos estudos da mente. Posso te emprestar alguns livros, estamos lidando com um pedófilo, mas desconfio que além disso ele pode ser um psicopata.

- O que é isso? Soa como algo que ouvi num filme trouxa que Harry me levou pra ver uma vez.

- É melhor mandar trazer mais vinho, vai ser uma noite longa.

H D

Draco e Harry formavam o casal mais popular e controverso da Inglaterra Mágica, pelos menos essa era a opinião de Hermione, os dois eram tão amados quanto odiados, ainda depois de tantos anos havia uma grande animosidade para com o loiro, mas nada que ainda resultasse em ataques como nos primeiros anos. Quando ela e Ron chegaram a mansão foram recebidos pelos dois, Harry envergava sua túnica de gala de auror e Draco estava deslumbrante vestido de azul e dourado. O loiro tinha providenciado para que a mansão tivesse as luzes baixas, o ambiente da festa estava iluminado por velas flutuantes, uma neblina mágica tornava tudo mais misterioso e agradável. As mesas estavam dispostas ao redor da pista de dança e o jantar foi servido com eficiência, todos os pratos estavam deliciosos e antes da sobremesa o serviço da comida foi interrompido para que os convidados assistissem um número, eram dois artistas, uma harpista vestida com uma túnica branca esvoaçante e seu companheiro, se vestia como um camponês simples da época medieval. Seus trajes fizeram sentido quando ela começou a tocar e ele a cantar a interpretar a música, se tratava de uma antiga poesia que Hermione pensava ser uma variação de uma cantiga medieval trouxa. Era a história de um amor entre um homem simples e uma nobre, era interessante porque era triste e doce ao mesmo tempo, os dois morreram na noite de todos os santos, o dia das bruxas. Quando a apresentação terminou os convidados aplaudiram e a sobremesa foi saboreada com o som dos murmúrios apreciativos dos convidados.

- Draco se superou. – Ela disse para Ron.

- Sim, essa pudim de abóbora está divino! – Concordou o ruivo entusiasmado.

- Eu estava falando da apresentação, foi lindo.

- Ah, é um costume mais antigo, acho que se vamos ter mais tradições dos sangue-puros vamos ter o baile lá fora também, ao redor da fogueira.

Ron estava certo e assim que a música começou a tocar puderam ver que os convidados sangue-puro se dirigiam para os jardim, a música entoada pelo mesmo cantor que tinha se apresentado antes era em uma língua que Hermione não identificava, parecia latim, mas ela não tinha certeza.

- Os Malfoys se originam na França, ele está cantando em provençal. – Informou Astoria que observava como Draco e Harry dançavam alegremente ao redor da fogueira.

- Não creio conhecer essa língua.

- Sério Granger?

- Sim, qual o problema? – Perguntou defensiva, Hermione odiava não saber alguma coisa.

- Bem, é que isso é parte da literatura medieval trouxa, estudei isso na faculdade de jornalismo. Pensei que soubesse, afinal, nasceu trouxa.

- Ah, não, mas agora vou pesquisar sobre isso.

- Eles são tão malditamente perfeitos juntos. – Astoria murmurou.

-Sim, deveria superar sua fixação com Draco. Harry é muito ciumento.

- Talvez eu invista em mulheres bonitas e inteligentes, interessada? – Provocou Astoria.

Hermione sorriu, mas foi Ron quem apareceu para responder divertido:

- Só se estiver interessada em ruivos bonitos também.

- Claro, pode me apresentar algum? – Ela retrucou sarcástica.

- Vocês serpentes nunca perdem, não é? – Ele devolveu, ainda sorrindo.

- Claro que não, depois tenho que falar com seus pais sobre a publicação do livro da Ginny, eles vão receber parte dos lucros, acha que sua mãe pode me receber sem feitiços na minha direção?

- Vou fazer meu melhor para controlá-la.

- Obrigada, se me dão licença vou procurar algum ruivo bonito para mim.

Ron abraçou sua esposa.

- Ela não é tão ruim, era amiga da Ginny, devia encontrar alguém. Ela parece solitária agora.

- Sim, as duas eram tão unidas... – Concordou Hermione.

H D

Quando o baile terminou Draco se sentia moído, ele tinha se esquecido de que ser o anfitrião era muito mais trabalhoso que ser convidado. Ele queria uma massagem de Harry e ir para a cama, mas sua preocupação com Teddy não permitiu isso, ele só tirou sua túnica de gala enquanto Harry colocava James para dormir e sem esperar pela volta do marido voltou ao laboratório. Não estranhou por encontrar Severus lá.

- Os resultados estão prontos?

- Ainda não, já vão sair. Sabe que falou besteira hoje, não é?

- Sei, vou consertar, mas só quero saber os resultados agora. – O loiro disse observando as diversas poções que ferviam e os tubos de ensaio que ainda mudavam de cor.

Os dois arregalaram os olhos quando as poções terminaram de trabalhar e os resultados saíram. Severus se recuperou primeiro.

- Eu não pensava que ele ia herdar tanto de Remus. – Disse sorrindo. – Se ele já enlouqueceu sobre James imagine quando souber disso.

- Não tem nada de errado em ser um ômega... ele vai levar os bebês, o que tem de mal?

- EU O QUÊ?! – Perguntou Teddy de pé na porta, já em seu pijama.

- Você é um ômega, um lobisomem que entra no cio e pode carregar bebês. – Explicou Severus.

Draco segurou o adolescente quando ele desmaiou.

Então, o que acharam? Me digam, sou uma autora carente e me senti abandonada no capi passado.

Beijos.