Voltei! Mais cedo de novo, estou uma menina aplicada. Espero que gostem.

Draco estava ao lado de Teddy na manhã seguinte quando o menino acordou. O loiro tinha ordenado que o café da manhã fosse servido no quarto, desse modo, ele e Harry poderiam conversar melhor com o adolescente.

- Bom-dia raio de sol, melhor? – Perguntou o veela de bom humor.

- Sim, eu sonhei que era um ômega e que ia ficar grávido.

- Bem, não foi um sonho, você é um ômega e qual é o problema de ficar grávido? Meu pai já foi um gestante.

- É estranho, quer dizer, vocês são parte veela e eu só nunca me imaginei assim.

- Você vai fazer quando entrar no cio, acredite em mim. – Disse Draco um pouco divertido.

- Ontem ele estava tão chateado sobre isso que disse que eu tenho genes ruins e hoje está saltitante. Seu marido é louco. – Disse Teddy para o padrinho que os olhava sentado à mesa cheia de iguarias para o café-da-manhã.

- É que você desmaiou antes que ele e Severus terminassem com os exames. Conte a ele Draco.

- Bom, eu admito que posso ter entrado em pânico e exagerado um pouco com as minhas preocupações... peço desculpas de verdade pelo que eu disse, é só fiquei apavorado com a ideia de te perder cedo.

- Eu entendi essa parte depois que o Severus conversou comigo. Está tudo bem.

- Obrigada. – Disse Draco emocionado. – Eu e Severus terminamos de analisar seus exames e você é um lobisomem, acreditamos que a medida com que você crescer sua herança lupina vai sobrepor seus genes magos, como ocorre geralmente. Não agora, os efeitos em você serão retardados porque nasceu com a licantropia, ela vai evoluir junto com você, entende?

- Eu sou um cara sortudo, não sou? – Perguntou Teddy com um sorriso amargo.

- Eu e Severus vamos trabalhar nisso, prometo.

- Tenho certeza de que se alguém pode vencer a licantropia é você, afinal, que tipo de maldição se atreveria a contrariar Draco Malfoy? – Brincou Teddy.

- Você está certo, sou genial o suficiente para vencer esse probleminha. – O veela deu de ombros com sua modéstia habitual, o que fez os dois leões no quarto rirem.

- Agora, que tal vir comer para que o meu veela bonito possa te esclarecer sobre os ômegas?

- Li sobre isso, são lobisomens raros, podemos engravidar e entramos no cio. Nada tão horrível assim.

- O que andou lendo? As informações sobre eles são bastante escassas porque os clãs de lobos tendem a esconder isso, eles são raros. – Disse Harry besuntando uma torrada de geleia.

- Os diários do meu pai, ele não dá muitas informações, mas acho que ele não gostava disso também...

Draco foi sentar-se à mesa e esperou Teddy sair do banheiro com o rosto menos amassado para começar a explicar:

- Ômegas são especiais, são lobos extremamente desejados, principalmente no cio. Você não tem autorização para ficar fora de Malfoy Manor quando começar seu período, é muito perigoso. – Começou Draco.

- Mas eu vou estar em Hogwarts a maior parte do tempo.

- Sim, a mesma escola que é circundada pela Floresta Proibida, acredite em mim, há mais lobos lá do que o Ministério reconheceria. Depois da guerra as leis para eles melhoram, mas alguns ainda preferem viver isolados. – Disse Harry.

- E eles viriam atrás de mim?

- Sim, como abelhas atrás de mel... tem que entender uma coisa Teddy, um ômega no cio já causou banhos de sangue, os alfas lutariam para ter o direito de acasalar com você. – Explicou Draco.

- Eu... eu.. vou ter mesmo que acasalar com um deles?

- Claro que não, se você estiver acasalado antes é impossível que outro alfa tente te reivindicar. – Continuou explicando o loiro. – Supõe-se que seu companheiro é o James, mas nem ele poderia quebrar uma marca de acasalamento de um lobisomem alfa.

- Certo, me sinto um pedófilo com esse papo de eu ser o companheiro do James, ele é só um menino. – resmungou Teddy olhando feio para seu leite.

- Não é para tanto, você era praticamente um bebê quando descobriu.

- Isso não faz sentido, eu não devia ter um companheiro lobisomem ou algo assim? Meu pai tinha medo disso, ele dizia que Greyback o queria por isso e que ia machuca-lo muito se o tivesse.

- É relativo, Greyback era um animal sanguinário em todos os sentidos da palavra, ele amava o gosto de sangue e machucar os outros, mas nem todos os lobisomens são assim Teddy, talvez eu deva te apresentar a alguns... – Harry foi interrompido pelo baque de Draco batendo sua mão com força na mesa, o veela brilhava e seus olhos era praticamente prata liquida.

- Meu filhote não vai ficar perto de um lobo hormonal, muito menos agora com sua herança ômega. Isso é definitivo Harry.

- Eu ia sugerir um alfa acasalado, eu não sou nenhum idiota, agora, coloque seu lado veela para baixo ou eu vou colocar. – Sibilou Harry numa voz perigosa que assustou Teddy.

- Tudo bem, exagero meu. – Concordou Draco depois de um minuto tenso. – Você assustou Teddy.

- Desculpe Teddy, é só que ele tende a ficar um pouco descontrolado, vou tentar arrumar um encontro seu com um conhecido meu que é lobisomem, ele vem de uma linhagem pura, então pode lidar bem melhor que os amaldiçoados com a licantropia.

- Ah, meu pai falou deles nos diários, pensei que vivessem mais na Londres trouxa e em grandes propriedades rurais perto de florestas na Rússia e... – O menino parou de falar um pouco empolgado.

- Sim, fico feliz que tenha se interessado por esse lado da sua herança. Não deveria alertá-lo sobre outros aspectos do cio? Os físicos? – Harry lembrou ao loiro.

- Sim, mas tenho certeza que meu paciente vai preferir que você não esteja aqui ouvindo isso.

Harry soltou um bufido zombador.

- Não é como se eu não soubesse o que vai ocorrer, mas vou deixa-los à vontade. Se precisar falar comigo, sabe que pode não é? Qualquer coisa. – Disse a Teddy.

- Sim, pode ficar se quiser. – Disse Teddy mordendo um pedaço generoso de rosquinha.

- Viu só? – Perguntou Harry vitorioso.

- Que seja, só dizia porque pensei que podia querer privacidade.

- Nessa casa? – Zombou Teddy. – E convenhamos Draco, você age mais como meu pai do que como meu medimago.

- Depois não diga que eu não avisei... quando seu corpo amadurecer o suficiente você vai entrar no cio e não é só sobre ficar com tesão, você vai ter ondas de calores e calafrios, seus sentidos vão ficar mais sensíveis e piora se não fizer o que o seu corpo vai estar pedindo a gritos.

- Que seria um alfa grande e forte para transar com você. – Esclareceu Harry muito prestativo, fazendo Teddy corar e Draco jogar um pedaço de pão nele.

- Isso que seu padrinho tão elegantemente colocou e o que vai querer. E queria que estivesse em casa Teddy, vai te assustar na primeira vez.

- Por quê? Eu sou um adolescente, estou com tesão o tempo todo. – Brincou o menino descaradamente, ele trocou o cabelo para preto e longo como o de Sirius ao dizer isso e fez Harry rir.

- Se fizer isso perto do Severus ele vai enfartar. – Disse Harry rindo.

Draco sacudiu a cabeça de forma condescendente para seus dois leões.

- Ah Teddy, isso é mais que tesão adolescente filhote. Você vai ficar mais sensível de verdade, como digo isso? – O veela pensou em voz alta.

- Ele está procurando um jeito elegante de dizer que vai passar a maior parte do tempo de pau duro, isso sem falar que como é um ômega tem outras partes envolvidas que...

- Harry, o menino esta ficando com medo, pare. Ele vai pensar que vai entrar no cio amanhã. Vai levar mais alguns anos, ok?

O alívio de Teddy foi tão visível que seus cabelos ficaram castanhos da cor da areia.

- Graças a Merlin.

- Quer perguntar alguma coisa ou...

- Oh não! De jeito nenhum, já chega dessa droga de assunto estar acabando com a minha vida. – Protestou Teddy interrompendo Draco. – Preferia não ter descoberto essas coisas, como vou ficar com a Vic com essa história toda?

- Podia terminar com ela. – Sugeriu o veela alegremente.

Dessa vez Draco é que foi alvo de pedaços de pão voadores.

H D

Neville e Giácomo passaram dias estudando perfis de psicopatas, o antigo auror italiano resolveu levar o visitante a universidade trouxa, ele tinha um amigo professor de psiquiatria que ajudou no mergulho de Neville nesse tipo de trabalho. Desse modo, o auror inglês passou a passar mais tempo estudando e ampliando seus conhecimentos do que investigando o caso de James especificamente. Neville achava que o estudo dos trouxas era um tanto exaustivo, principalmente porque tinha que ir do vinhedo para a universidade e depois voltar. Era uma noite mais de uma semana depois em que ele se sentou numa das espreguiçadeiras perto da piscina, sentia o vento começando a ficar gelado, mas não podia evitar ficar ali parado olhando as ondulações da água com o olhar vazio.

- Os trouxas estão te assustando leãozinho? – Perguntou Blaise junto ao ouvido de Neville.

O auror estremeceu, não de frio, mas pela proximidade do outro.

- Sim, eles estão... como pode existir gente assim no mundo? Por quê? – Perguntou Neville que tinha passado o dia estudando psicopatas, uma tinha sido chocante. Que tipo de mulher matava os próprios filhos?

- Tenho certeza de que até você sabe disso, é a regra mais antiga da existência, para existir bem tem que existir mal.

- Me lembre de nunca colocar um filho nesse mundo dos infernos.

Blaise deu um sorriso amargo ao ouvir isso.

- Vindo do homem que me deixou pela família? Que tocante... como vai a velha, por falar nisso?

- Nós vamos ter essa discussão de novo? Porque foi tão divertido da última vez... – Disse Neville sarcasticamente.

- Claro que não, eu não sou do tipo que gosta de bater a cabeça em uma parede, pensei que tivesse entendido quando eu não voltei.

- Eu esperei você por muitas noites.

- Eu não sou uma prostituta barata que você ia manter escondido dos seus velhinhos preciosos.

- Eu só queria tempo.

- Eles são puro-sangue leãozinho imbecil, vão viver muito ainda. E eu não sou do tipo que espera escondido, se é que nunca percebeu, discrição nunca foi meu forte.

Neville assentiu severamente.

- Percebi. – Disse secamente. – Pensei que tivesse vindo me ajudar e não ficar se esfregando nesse italiano tarado.

- Ciúmes? – Perguntou Blaise divertido.

Neville nunca tinha sido controlado quando o assunto era Blaise, ele segurou o braço da serpente com firmeza e o puxou para seu colo. Sua boca desceu sobre a de Blaise antes que ele pudesse evitar, sua língua deslizou para dentro da boca do slytherin, ele gemeu quando voltou a sentir o gosto de Blaise. Ele segurou os quadris do moreno e encaixou-o sobre seu membro semi-desperto, quando os dois estavam sem fôlego, ele largou a boca da serpente e juntou suas testas. As respirações ofegantes dos dois se misturavam quando Neville falou com voz embargada.

- Ciúmes? Eu tenho que lembrar a mim mesmo que não posso matar aquele filho da puta por tocar você. O que eu sinto é muito mais que ciúmes, o jeito que eu te quero é tão forte que é quase doentio, eu sei que é absurdo pensar assim depois de tantos anos, mas porra Blaise, eu ainda te quero.

- Pena que não pode mais ter, uma pena que tenha mais covarde que uma serpente. – Murmurou Blaise no ouvido de Neville de novo.

- Você ama me pisar.

- Sim, mas eu podia fazer bem pior, sei de uma coisa que podia destroçar seu coraçãozinho puro.

- Eu mesmo quebrei meu coração anos atrás amor, pode ser malvado, eu aguento.

Blaise sorriu maldosamente e passou seus lábios pelos do auror antes de dizer suavemente, quase no mesmo tom amoroso que usava depois que os dois faziam amor.

- Eu tive um filho seu.

O olhar estupefato e ferido de Neville foi uma cena doce para o coração magoado de Blaise, que se levantou do colo do gryffindor e entrou no vinhedo.

H D

Draco gostava do inverno, era o tempo em que se enrolava em frente a lareira de seu quarto para refletir com um cobertor de peles aquecendo seu corpo, que por acaso não tinha nada sobre ele, já que estava esperando seu marido sair do banho. Ele olhava o fogo meio hipnotizado quando sentiu uma rajada de ar frio arrepiar sua pele, logo, Harry deslizava a seu lado debaixo da pele macia.

- Não sei por que temos uma cama enorme se você insiste em deitar no chão nos invernos.

- Não me deito no chão, tem peles macias embaixo do meu delicado corpo, meu marido não me deixaria exaurir meu corpo no chão duro.

- Sério? Porque sempre tive a impressão de que ele adora levar seu corpo à exaustão. – Murmurou Harry pegando uma das mãos do veela e beijando os dedos elegantes do loiro.

Foi só então que Draco olhou para os olhos verdes do marido e percebeu que tinha algo errado.

- Eu conheço esse olhar, qual é o problema?

- Recebi uma chamada muito aflita do Neville, ele quer voltar para casa porque descobriu uma coisa muito interessante.

- Blaise deu o golpe, afinal. – Disse Draco levemente surpreso.

- Você sabia. – Harry concluiu franzindo o cenho.

- É o meu melhor amigo, claro que eu sabia. – Draco revirou os olhos.

- E não cogitou em contar pra mim? Nev tinha o direito de saber.

- Eu disse ao Blaise, mas ele estava preso entre a depressão e o ódio por ter sido posto de lado. Eles tinham uma vida juntos e seu amigo o trocou pela avó.

- Eu sei, mas é tão errado. É pior do que a Ginny queria fazer.

- Foi vingança, Blaise ficou rancoroso, foi pra Itália, teve o filho e seguiu a vida. Ele não quis contar durante a gravidez porque tinha certeza que seu amigo iria atrás dele implorando perdão. Tenho certeza que aquele imbecil fantasiava sobre como ia receber Longbottom de volta com o Fabriccio nos braços.

- Só que Neville nunca foi atrás dele.

- Não, ele deixou meu amigo miserável Harry, de verdade. A mãe dele cogitou vir visitar seu amigo, dê obrigada ao Blaise por ter impedido isso.

- Eu não estou do lado de vocês nisso Draco, foi errado e cruel. Blaise usou o filho para machucar Neville, isso não se faz.

- Fabriccio sabe. Ele sabe quem é o pai e sabe que Neville não o abandonou, ele não tem raiva do seu amigo por isso.

- Ele não conhece o pai. – Disse Harry duramente.

- Neville não queria ser pai, ele disse isso ao Blaise, ele disse coisas que machucara meu amigo profundamente Harry e se ele tentar fazer isso de novo, eu vou ficar muito irritado e você sabe, nós slytherins gostamos de revidar.

Harry bufou desgostoso, ele previa mais tempestades em sua vida já complicada.

H D

Blaise esperava por uma explosão e escândalo por parte de Neville, mas com certeza não esperava que o auror se limitasse a ignorá-lo por completo, desde aquela noite na piscina Neville o evitava, ele e Giácomo tinham viajado por alguns dias para que o auror inglês pudesse fazer seus últimos cursos.

- Pensando nele? – Perguntou Marco abraçando-o.

- Sim, acho que nunca deveria ter ficado perto do maldito novamente. Me sinto mal perto do Neville, a proximidade dele me faz sentir tanta amargura e ressentimento, uma necessidade insana de machucá-lo.

- Você ama tanto quanto odeia, não é? – Disse Marco suavemente.

Blaise sorriu e se aconchegou nos braços do italiano.

- Eu amaria você se pudesse.

- Você pode, mas é egoísta demais para se desapegar do seu amor tórrido pelo leãozinho pudico.

- Sua consideração por mim é tocante.

- Claro que sim, dormi com vocês todas as noites dessa semana, mesmo correndo o risco de ter um herói de guerra irritado invadindo e me atacando.

- Você dormiu comigo pelo sexo, descarado. – Murmurou Blaise.

- Aceito o sexo como prêmio de consolação, aliás, se vão voltar amanhã para aquela ilha fria e cinzenta, podemos nos despedir hoje, não é?

- Não, vocês não podem. Estou menos irritado, já posso conversar com você Blaise e temo que não vá ser rápido. – Disse Neville sobriamente para Marco.

- Sempre temos a opção de ter sexo no carro durante a viagem. – Disse ele sorrindo sedutor. – Cuidado com o que vai fazer leãozinho, eu não gosto de você e tenho como te fazer sumir sem deixar rastro. – Completou o italiano sem perder o sorriso.

Blaise ficou olhando para Neville depois que Marco saiu. O auror tinha o olhar inflado, misto de raiva e mágoa, ele se aproximou do ex-namorado colocando as mãos no pescoço esguio da serpente. O contraste entre a palidez de sua mão e a pele escura e acetinada de Blaise era bonito de se ver.

- Eu tive vontade de apertar seu pescoço até te ver implorar por ar, eu quis, de verdade.

- E por que não?

- Porque é isso que você quer, não é? Quer que eu prove que sou esse mostro que não merece sequer saber que tem um filho.

- Eu gostaria disso sim, pode me ajudar? – Perguntou Blaise com sorna.

- Eu faria, mas meu filho iria me odiar, certo? – Perguntou Neville com uma amargura inusual nele.

- Você não tem um filho, mas sim, ele iria te matar cedo ou tarde por isso.

- Eu decidi que vamos nos casar.

- Nunca. – Blaise disse provocativamente.

Neville sorriu e aproximou o rosto de Blaise do seu.

- Você vai engolir sua raiva e vai se casar comigo ou eu vou dedicar boa parte do meu tempo para infernizar sua vida, vai me machucar também, mas vai aliviar meu senso retorcido de justiça.

- Você não...

Neville cortou o protesto do outro com um beijo duro, ele atacou os lábios de Blaise até sentir gosto de sangue em sua boca.

- Eu ainda te amo sua serpente traiçoeira, mas se me provocar muito nesse momento, vou te machucar.

- Ameaças não combinam com casamento seu estúpido, vamos acabar nos matando. E não se esqueça de que vamos matar sua querida avó do coração.

- Vamos casar Blaise, e você vai me dar meu filho de volta. – Determinou Neville indo para dentro da casa.

- E quando você vai devolver meu coração, imbecil? – Perguntou Blaise com lágrimas nos olhos.

H D

Quando Neville entrou na sala de Harry, um enfeite muito caro que Draco tinha escolhido para decorar o local voou em sua direção, ele desviou graciosamente e o objeto se espatifou na parede.

- Eu odeio você! – Exclamou Harry.

- Tão bom voltar pra casa e se sentir querido. – Disse Neville sarcasticamente. – Qual o problema?

- Só meu marido querendo arrancar minhas bolas por sua causa, estou sendo castigado porque você não pôde manter seu pau dentro das calças perto do Blaise.

- Claro, tudo minha culpa.

- Estou sendo um idiota, o que vocês resolveram?

- Quero me casar com ele. E quero conhecer meu filho, você o conhece, não é?

- Sim, ele e James dividem o quarto e ele vivia na mansão, é o sobrinho preferido do meu marido. Ele é um menino bonito, carinhoso e inteligente. Slytherin até a medula, fato que devo frisar.

- Eu quero muito vê-lo, acha que ele vai gostar de mim?

- Se Blaise estiver bem com isso, ele só tem um pai até agora e se magoá-lo vai lidar com a raiva do seu filho e... bem... uma legião de serpentes, eles se defendem ferrenhamente.

- Eu sei, mas não vim falar disso, sabe do Colin?

- Ainda se recuperando do ataque, ele ficou muito mal. Por quê?

- Porque queria revisar alguns pontos do depoimento dele, queria mais pistas sobre o sequestrador.

- Ele está na casa da mãe, na parte trouxa de Londres. Tenho alguns aurores se revezando para cuidar dele, no caso de o desgraçado querer eliminar a testemunha.

- Sério? Isso é ótimo, se o sequestrador se aproximou da casa podemos usar as fotos de vigilância, vou estar nisso amanhã mesmo.

- Bom, eu sei que você pode pegá-lo.

- Claro.

Os dois sorriram confiantes, sobreviveram a guerra e iam pegar esse sequestrador, a qualquer preço.

H D

Colin já podia se mover sem muita dor, sua recuperação era ótima, graças a excelente medicina bruxa. Ele já podia até trabalhar parte do dia, não se surpreendeu quando sua chefe no Profeta apareceu na casa de sua mãe.

- Já está de pé e com a câmera, então já pode voltar ao trabalho, não é?

- Bom-dia pra você também Astoria.

Ela revirou os olhos.

- Não tenho tempo para dar bom-dia, vou lançar o livro de Ginny e preciso de você na cerimônia, as fotos são suas mesmo e vai ter uma homenagem, pensei que gostaria de ir.

- Sim. – Disse ele dando a palavra e ao rosto a dose certa de tristeza e angústia.

Astoria suspirou e colocou a mão no ombro dele delicadamente.

- Já tem um tempo, é hora de seguir a vida. Tem que arrasar corações de meninas bobas e mostrar seu rostinho bonito.

- Isso foi um flerte? Por que foi horrível. – Ele respondeu com um leve rubor, era um talento nato para ele.

Astoria bufou.

- Você saberia se fosse um flerte, idiota. Os Weasley estão reticentes em ir para a cerimônia, você fala a língua dos leões, convença-os sim? James vai receber um prêmio pela mãe e queria que Molly pelo menos desse as caras...

Colin se absteve de sorrir, uma cerimônia... seria perfeito para chegar ao menino de novo. Ele ia ter uma nova oportunidade.

- Quando vai ser?

- Em janeiro, quero deixar as festas passarem, não posso lançar nada duas semanas antes do natal, o mundo está uma loucura.

- Eu sei, é o melhor já que ela faz mais falta no natal... ela amava essa festa.

De novo, Astoria caiu em sua expressão de angústia e ele sorriu internamente, enganar serpentes era extremamente prazeroso. Ele nem se deu conta de como ela olhava as fotos de seu estúdio cuidadosamente.

E então, o que acharam? Me digam e me façam feliz.

Beijos.