Tecnicamente eu não estou atrasada, lembrem-se de que postei mais cedo na semana passada e... ok, ok, reconheço que demorei para revisar esse. Aproveitem.
Draco e Harry tinham o costume de jantar com Ron e Hermione pelo menos duas vezes por mês, os dois gostavam de ir ao apartamento dos dois porque era aconchegante e Hermione cozinhava, coisa que geralmente ela não fazia, mas quando resolvia ir para a cozinha deixava a todos babando. Desse modo, estavam todos na cozinha dos Weasley olhando como Hermione mexia uma grande panela enquanto Ron picava uma série de legumes e temperos.
- Gosto de como ela o domesticou, acha que ela usa um chicote? – Perguntou Draco a seu marido descaradamente, como se os outros dois não estivessem no local.
- É possível, Mione ia ficar fabulosa com trajes apertados de couro, não acha? – Provocou Harry.
Ron e Draco olharam ameaçadores para o moreno, que só deu de ombros e mandou um beijinho para uma Hermione sorridente.
- Não Draco, não consigo manejar bem o chicote, mas posso lidar com um show pra ele, Ron tem um fetiche por duas mulheres.
Draco foi quem ficou embaraçado e fez beicinho, a ideia era ele atormentar os leões e não que eles rissem dele no fim das contas.
- Fantasias héteros... eca. – Ele disse fazendo uma careta.
Harry riu e abraçou seu veela amuado.
- Então... vocês souberam do Neville? – Perguntou Harry.
- Ah sim, ele veio contar sobre o filho e sobre como ele ama/odeia Zabbini, Hermione bateu nele com uma bandeja. – Contou Ron animadamente.
Draco sorriu para a castanha.
- Eu sabia que tinha essa veia dominatrix em você... e bem-feito para o Longbobo.
- Não seja malvado Draco, ele sofreu também, eu só disse a ele naquela época também que ele era um imbecil por se curvar as vontades da família, e confesse veela parcial, que se fosse o contrário você estaria aplaudindo a atitude inicial do Nev. – Argumentou a castanha.
Draco deu de ombros.
- Eu não tenho que ser justo, Blaise é meu amigo e o leão de vocês pode muito bem se contorcer de dor que eu não ligo.
Hermione deu de ombros e continuou cozinhando, Draco é que deu um pulo quando ela abriu a geladeira.
- Por Merlin, posso sentir o cheiro daquela torta trouxa! Você fez aquela coisa com queijo e morangos e não me deu! Sua bruxa má. – Draco choramingou.
Ron e Harry riram de como Hermione ficou embaraçada e tentando se desculpar com Draco, que fez um beicinho digno de um menino de três anos de idade e insistia que ele merecia ter a torta antes do jantar. Foi uma discussão interessante de se ver, Harry e Ron começaram a beber suas cervejas e falarem das novidades que tinham chegado à Geminialidades Weasley naquela manhã.
H D
Astoria não gostava de ter a sensação de que estava perdendo algo, ela era uma jornalista afiada e uma mulher muito sagaz, mas a sensação persistia e a irritava de sobre maneira. Ela estava em seu escritório no Profeta quando ouviu seu cunhado bater na porta.
- Onde está minha irmã?
- Oh, olá pra você também Astoria, estou bem, obrigado.
A mulher revirou os olhos.
- Sabe que preciso dela, estou atrasada com a programação e ela disse que me ajudaria depois que terminasse os preparativos para o natal.
- Sim, eu vim no lugar dela.
- Por quê?
- Porque ela está grávida. – Informou Theo com um sorriso.
Astoria sorriu também e sentiu seus olhos picarem com lágrimas incômodas. Daphne tinha tido uma gravidez difícil que resultou num natimorto anos atrás e depois tinha desistido, ela ficava feliz que a irmão tentasse de novo.
- Vai dar certo dessa vez.
- Sim, o medimago nos deu muitas esperanças, dessa vez não há complicações desde o começo.
- Viu só? E como minha irmã está?
- Seu pai estava a estava cercando de algodão e obrigando-a a ficar sentada quando saí, ele também perdeu uns minutos reclamando sobre sua falta de interesse em dar-lhe netos...
- Cuido dos negócios, ele deveria ser agradecido. – Ela bufou. – Agora, o que acha de fazermos o lançamento do livro no seu novo teatro? Daphne disse que o lugar ficou deslumbrante e...
Debater sobre trabalho a distraiu momentaneamente daquela inquietação que tinha se instalado em sua mente.
H D
James odiava os pesadelos, mas tinha que admitir a si mesmo ter a companhia de Cassie durante a noite era agradável, era como estar numa cúpula segura e quente, longe do lugar frio e amedrontador que eram seus sonhos. Eles acordaram e sorriram um para o outro, Fabriccio se moveu em sua cama e acordou também.
- Eu tenho certeza de que vocês dormirem juntos tantas noites deve ser contra um monte de regras. Há um motivo para separar meninas e meninos. – Disse o menino preguiçosamente.
- Porque esse colégio ainda trabalha sobre pressupostos medievais de educação. Meninos e meninos devem ser tratados igualmente para que nossa sociedade possa evoluir e parar de criar magos machistas e retrógados. – Disse James de bom humor.
- Agora ele anda citando a própria mãe. – Explicou Cassie se espreguiçando graciosamente. – E por que nenhum dos dois me deu bom-dia?
- Bom-dia senhorita Malfoy. – Disseram os dois meninos ao mesmo tempo.
Ela sorriu e pulou da cama.
- Quando vocês vão fazer suas compras de natal? – Perguntou Fabriccio. – Meu pai e sua viagem para a Itália atrasaram todo meu itinerário de compras, ele vem me buscar só esse fim de semana.
- Estou sem mesada para sempre, lembra? – Disse James amuado.
- Não seja tolinho, claro que Draco e Harry vão pagar os presentes que escolher, eu já terminei minhas compras uma semana atrás.
- Como? – Perguntou James impressionado.
- Fiz uma lista e mandei para o papai claro. – Ela disse com ar de enfado. – Vou usar o banheiro primeiro.
Os meninos gemeram, isso os faria esperar um bom tempo.
- Quer ir fazer compras comigo e com o papai? Ele não se importaria em pagar a sua parte, sabe disso.
- Acho que sim, queria mesmo ver meus tios na loja... mas papai ou Draco teriam que assinar a autorização.
- É só fazer olhinhos de cachorro para o seu pai, sabe como é.
A previsão de Fabriccio se mostrou acertada e não só ele conseguiu a permissão, como uma bolsa de galeões para os presentes de natal. Assim, Blaise saiu com dois meninos hiperativos para as compras de natal, em a multidão que abarrotava o Beco Diagonal.
- Eu acho que devíamos ir para Paris filho, eles são mais civilizados. – Blaise gemeu de desgosto ao sofrer outro esbarrão.
- Tolice papai, eu estava com você quando aquelas duas modelos francesas começaram a se amaldiçoar pelo último par de sapatos da loja, lembra?
- Foi engraçado, não é? Aqui, tenho certeza que podemos encontrar coisas para seus amiguinhos na loja dos Weasley.
- SIM! – Os meninos gritaram emocionados.
Gemialidades Weasley estava lotado, mas assim que Ron avistou seu sobrinho deixou de murmurar encantos para embrulhar presentes e foi recebê-lo.
- Jamie! Minha cobra preferida. – Ele disse girando o sobrinho no ar.
- Tio Ron, não me envergonhe.
- Te envergonhar seria dizer ao seu amigo que você adorava correr nu pela casa da sua avó gritando que não ia tomar banho.
Fabriccio começou a rir alto e Blaise deu um sorriso complacente.
- Eu vou me vingar por isso tio. – James disse. – Tio George... tio Ron foi malvado para mim. – Disse o menino com tom dramático.
- O que meu irmão estúpido fez? – Perguntou George abraçando o sobrinho. – Aliás, não faz diferença, eu cuido dele.
James não sabia que feitiço tio George murmurou, mas riu quando tio Ron soltou um grito e começou a se coçar inteiro amaldiçoando o irmão. George ignorou seu irmão, ele amaldiçoaria Ron quantas vezes fossem necessárias para ver o sorriso em James de novo, era o sorriso de Ginny.
- Agora meninos, escolham logo. – Apressou-os George. – Nossos estoques não são ilimitados.
Os meninos correram e Blaise manteve um olho de águia sobre eles na multidão e sua mão firmemente agarrada em sua varinha. Ele era um homem precavido afinal de contas.
A tarde dos meninos foi muito animada e produtiva. Blaise tinha inúmeros pacotes encolhidos em seu bolso e os meninos já se mostravam cansados, eles só iriam tomar um chocolate quente e ele os levaria para a escola de novo. Seu sangue gelou quando eles entraram na lanchonete e deram de cara com Neville.
- Olá tio Neville. Fazendo compras de natal também?
- Sim Jamie, e já comprei seu presente se é isso que quer saber.
- O que é? Vai me dizer, não é? Por favor, por favor, por favor...
Neville sorriu para o menino que literalmente pulava a seu redor e se inclinou para bagunçar os cabelos ruivos de James.
- Não, vai descobrir na manhã de natal, como todos os anos.
- Você é malvado. – James fez beicinho.
- E você faz beicinho igual a um veela manhoso que eu conheço. – Zombou Neville, mas com os olhos já postos em Fabriccio.
- Olá auror Longbottom. – Disse o menino de forma neutra.
- Pode me chamar de Neville, é um prazer conhecer você, eu estava ansioso por te encontrar.
- Por quê? Papai te disse que sou seu filho?
Neville arregalou os olhos de espanto.
- Você sabia?
- Claro, papai não te disse isso?
- Não, ele estava mais preocupado em me torturar psicologicamente.
Fabriccio deu de ombros.
- Você provavelmente mereceu. – Disse o menino sem um pingo de dó.
- Eu não sabia de você, eu posso chegar mais perto?
O menino moreno pareceu confuso, mas assentiu.
- Com os Zabinnis é sempre bom perguntar, nunca se sabe quando vocês vão chutar nossas bolas. – Neville explicou quando se ajoelhou em frente ao filho.
Fabriccio riu.
- Ah papai, isso foi maldade.
- Ele mereceu. – Sibilou Blaise.
Neville passou a mão pelos cabelos cacheados do filho e sorriu para os olhos amendoados do menino.
- É bom que o meu presente de natal seja melhor do que o dele, sabe como, nós serpentes somos competitivas, sabe?
- Como assim? Tem uma cotação para os presentes? – Perguntou Neville meio em pânico.
- Claro que sim, papai pode te explicar, não é? Eu e Jamie vamos pegar nossos chocolates quentes.
James sorriu e acompanhou o amigo para o balcão. Neville olhou para Blaise, os dois estavam tensos e nada amistosos.
- É sério isso sobre os presentes?
- Claro, te mando uma lista. Espero que não tenha comprado nada perigoso para o meu filho.
- Claro que não, ao contrário do que você pensa, eu não sou nenhum idiota.
Blaise abriu a boca para retrucar, mas um grito de James os fez correr para as crianças. Fabriccio olhava o amigo com olhos arregalados enquanto o menino ruivo apertava sua cabeça murmurando não, várias vezes seguidas. Blaise se ajoelhou ao lado do menino, mas foi Neville quem sacou sua varinha primeiro e murmurou um feitiço, James parou de gritar, mas ainda parecia com dor.
- Eu vou sair e ir atrás dele, não importa o que pareça na sua mente, ele não está aqui, não está perto. Mas eu vou acha-lo.
- Não vá, ele vai te machucar também. – James murmurou.
- Ele não pode. Blaise lance um protego reforçado e fique atento, meus homens vão estar aqui em minutos. – O auror disse isso e saiu correndo.
Sua previsão se mostrou certa e vários aurores chegaram no local para escoltarem ele e os meninos para o Ministério, onde um Harry Potter furioso os esperava, ele ignorou o olhar de advertência de Blaise e pegou o filho em seus braços, levando-o para seu escritório e ignorando os flashes que pipocavam a sua volta. Harry colocou o menino sentado em cima de sua mesa e olhou-o profundamente.
- O que houve?
- Foi como os pesadelos, mas eu não estava dormindo. – James disse.
- Você continua tendo pesadelos? – Perguntou Harry preocupado.
- Quase todas as noites, eu não posso acordá-lo, mas Cassandra pode. Ele dorme bem quando ela está com ele.
- Você tem dormido com Cassie todo o tempo que está na escola? – Harry perguntou, quando James assentiu, ele deu um sorriso torto. – Severus e Lucius vão arrancar minhas bolas...
- Por quê?
- Nada filho, estou pensando alto. O que acontece nos pesadelos?
- Tudo de novo, e ele fica dizendo... coisas.
- Que coisas? – Perguntou Harry franzindo o cenho.
- Coisas. – Disse James corando e baixando os olhos.
- Se não quiser me dizer, tudo bem, mas preciso saber para poder prender o homem que está te atormentando, eu vou ter que usar aquela magia de que falamos antes, legimêngia, lembra?
- Sim, ele... ele diz que vai me pegar, e fala de coisas sujas, coisas do tipo... eu... tem as imagens, por que ele quer me amarrar sem roupas? – Perguntou o menino.
- Porque ele é malvado e tem uma mente retorcida. – Harry disse respirando fortemente. – Draco vai te levar ao hospital para fazer uns exames, papai te encontra lá, certo?
O veela, que tinha chegado minutos antes nem disse olá ao marido, focado em cuidar de seu filhote. Ele saiu com James pela lareira, seguido por Blaise e Fabriccio, Harry tomou alguns segundos antes de sair de sua sala e aparatar no Beco Diagonal, alguns aurores da equipe de Neville dispersavam jornalistas e curiosos, ele olhou azedo para um deles.
- Onde está Neville, Jones?
- Ele está em perseguição ainda Chefe, ele não voltou ainda.
- Ele foi sozinho? O que sua equipe anda fazendo? Enfiaram a droga do regulamento no rabo?! – Harry vociferou.
- Ele estava de folga, eu...
- Vai ficar quieto e parar de me atrasar, vai ouvir disso depois.
Harry lançou um feitiço localizador e começou a correr na direção por onde Neville tinha seguido. Não demorou para que ele encontrasse seu amigo voltando, o auror tinha um corte na testa que sangrava profusamente e segurava seu braço, que estava aparentemente quebrado.
- O que diabos aconteceu?
- Eu estava tomando chá depois das compras e encontrei Blaise com os meninos, o infeliz aproveitou a multidão para atacar James mais de perto, peguei a assinatura mágica e fui atrás dele. Usava uma capa e quando o encurralei e usei um feitiço para destapar seu rosto, vi que ele usava uma máscara de couro, a verdade, todo o corpo dele estava coberto de couro, como um macacão inteiro. Ele é bom Harry, ele me feriu, mas também acertei o filho da puta, pena que meu feitiço de rastreamento não funcionou.
- Como assim?
- O couro era enfeitiçado, repeliu o feitiço. – Neville explicou. – Essa assinatura mágica também não vai ajudar, está camuflada. Nem os comensais podiam fazer isso com tanta eficiência, no meu tempo com Giácomo descobri que essa é uma técnica que leva tempo e um bocado de dedicação, é coisa de criminosos especializados em roubos mágicos, assassinatos para as máfias trouxas ou... psicopatas perigosos.
- Que ótimo! Simplesmente fantástico. – Disse Harry irado. – Agora, vamos deixar uma coisa clara, você nunca, jamais, em hipótese alguma vai sair de novo sem seu parceiro, é estúpido e contra o regulamento.
- Sim, Chefe.
- E vamos para a Central, posso te ensinar eu mesmo um par de coisas sobre como lançar um feitiço de rastreamento decente.
- Eu sei todos os feitiços desse tipo que ensinaram na Academia, seu treinamento foi especial, mas eu prestei atenção no meu e...
Harry interrompeu Neville dando-lhe um tapa na cabeça, como faria com uma criança desobediente.
- Eu sou o Chefe e você deve escutar antes de começar a reclamar. Leve sua bunda até a enfermaria e depois esteja no pátio de treinamento ou eu vou te buscar... você não ia gostar disso.
Neville gemeu, Harry era famoso por ser um professor duro para dizer o mínimo.
H D
Lucius não recebia a visita de Augustus há algum tempo, afinal Severus era um idiota possessivo, que por sorte agora dava aulas no internato e permitia certas escapadas ao marido loiro. Ele e seu amigo estavam distraídos conversando sobre o novo membro que vinha a caminho para a família de Augustus e tomando um conhaque quando a aparição de Draco num humor dos demônios abalou as proteções da casa e fizeram Lucius franzir o cenho.
- Não faça isso meu belo amigo, pode causar rugas. – Provocou Augustus.
Lucius bufou.
- Malfoys não tem rugas, jamais. Foi Draco que chegou irritado, filhos nunca param de dar trabalho.
- Nem me diga, Astoria não se casa, quero netinhas para agradarem minha velhice.
- Você precisa arrumar um belo jovenzinho para uma foda rápida, depois que parou de cuidar das suas empresas ficou um chato. Supõe-se que a aposentadoria é para aproveitar.
- O que posso fazer se ainda quero foder você? – Perguntou Augustus com um sorriso.
- Pelas bolas de Merlin Greengrass pare de vir a minha casa para flertar com meu marido. – A voz de Snape retumbou na sala fazendo os dois homens darem um pulinho, absolutamente másculo claro, de susto.
- Que diabos Severus, precisava chegar sorrateiro desse jeito?
- Sim, para saber se tinha que matar sedutores indesejáveis.
- Como você é malvado, fere meu coração. – Disse Augustus com gesto dramático.
- Cale a boca infeliz, temos problemas sérios para lidar aqui.
- O que aconteceu? – Perguntaram os dois mais velhos ao mesmo tempo.
- Os pesadelos de James não eram só parte do trauma, o maldito infeliz estava usando uma conexão com o menino para assustá-lo, ele tem uma magia muito forte se não se deixou influenciar, podíamos tê-lo perdido quando foi passar esse tempo na casa dos Weasley, as proteções lá não são fortes como aqui, se ele tivesse tomado o controle do menino...
- Como deixamos isso passar?
- Os pesadelos eram um sintoma normal do trauma, não tínhamos porque desconfiar, além disso, nossa pequena filha ajudou a mascarar a situação. – Disse Severus aceitando de cara feia o uísque que Augustus lhe oferecia.
- Como? – Perguntou Lucius curioso.
- Depois que saiu daqui James passou a ser alvo fácil na escola, ele dormia e ficava preso nos pesadelos, Fabriccio não podia acordá-lo, mas Cassandra sim, eles tem o costume de dormir juntos agora.
- Pelos cabelos da deusa. – Murmurou Lucius. – Cassandra tem muito pouco de sangue veela, ela não escolhe um companheiro, eles não são destinados, nada para nos preocuparmos, certo?
- Ela não vai desenvolver poderes como você ou Draco, mas ela é uma Malfoy... – Lembrou-o Snape. – Pronto para uma adolescência divertida?
- Pelo menos ela pretende seduzir alguém, Astoria só quer saber dos negócios, não que seja um problema, mas eu preciso de descendência.
Lucius riu do ar pesaroso de Augustus e Severus só grunhiu.
H D
Harry levou Fabriccio e Blaise para Hogwarts, aproveitando para avisar a diretora da ausência temporária de James, que ele tinha buscado no hospital depois de uma tarde produtiva com Neville. O lado veela de Draco iria entrar em colapso se tivesse o filho afastado nessas circunstâncias. Quando os dois chegaram Severus e Lucius os esperavam para jantar.
- Boa-noite James, fugindo da escola de novo? – Brincou Lucius.
- Sim, é para que o meu pai me tire do castigo. – Respondeu o menino sorrindo timidamente.
- Venha cá. – Chamou Lucius liberando parte de sua magia veela.
James sorriu e foi abraçar o veela mais velho.
- Eu mandei que fizessem aquela torta de carne que sua avó faz... você me ama por isso?
- Para sempre. – Disse o menino rindo.
- Pretende adoçar o Lucius com esses sorrisos para que ele esqueça de que anda dormindo com a nossa filha todas as noites? – Provocou Severus.
- Por que isso deixaria Luc bravo? – Perguntou o menino franzindo o cenho.
- Meu filho é um menino inocente Severus, você é que tem a mente suja. – Disse Harry.
- Eu não sou inocente, isso não soou muito legal. – Disse o menino desconfiado.
- Seu pai acha que você não ia seduzir minha filha e Sev acha que sim. – Explicou Lucius sorrindo.
James arregalou os olhos.
- Eca, quer dizer... eca! Eles têm a mente suja, nós só temos onze, mamãe disse que eu tinha que perguntar sobre isso de novo quando fosse mais velho... eu já sou mais velho? – Perguntou franzindo o narizinho.
- Não, eles é que são uns tolos, podemos conversar sobre isso quando você e Cassandra fizerem trinta anos. Estarão prontos até lá. – Disse Lucius, fazendo Harry e Severus engolirem o riso.
- Tudo isso? Por que tanto tempo?
- Ainda não é velho o bastante menino bonito. – Cantarolou Lucius. – Agora, vamos jantar enquanto seu pai vai consolar Draco.
- O que Draco tem? Ele está bravo comigo de novo?
- Ele não estava bravo com você filho, ele ficou irritado com ele mesmo porque não percebeu sobre os pesadelos antes. – Explicou Harry calmamente.
- Ah, quer que eu fale com ele?
- Depois, vá jantar e depois prometo te devolver seu Draco, ok? – Prometeu o pai do ruivinho.
- Ok.
O menino perdeu o olhar malicioso que passou pelo rosto de Severus e o sorriso condescendente de Lucius.
H D
Draco ouviu a porta de seu quarto se abrir e sabia que um feitio murmurado por seu marido murmurou um feitiço que consertou grande parte dos objetos que ele havia quebrado durante seu ataque de fúria.
-Você sabe que assustou James, não é? – Perguntou Harry numa voz rouca e perigosamente suave.
- Eu sinto muito, é só que eu deveria ter percebido, era meu trabalho. – Disse o veela ainda irritado.
- E acha que vir correndo para casa e quebrar nosso quarto melhora a situação em quê?
Harry chegou até a beirada da cama e obrigou Draco a olhá-lo segurando firmemente os cabelos bagunçados do loiro.
- Eu estava com raiva.
- Eu sei, mas você foi um menino muito malvado, um veela muito rebelde e eu vou te punir por isso. – Harry praticamente grunhiu isso, a magia natural de Draco já o provocava desde que ele tinha entrado no quarto.
O mago moreno sorria um pouco perversamente quando jogou o veela contra a cama, ele sentou-se sobre os quadris de Draco e invocou um baú, era onde o loiro guardava seus brinquedos preferidos. Harry sorriu quando desabotoou a camisa do marido e viu que ele usava os dois grampos de diamantes em suas mamilos, os dois montículos de carne estavam deliciosamente inchados e sensíveis. Harry lambeus-os sensualmente fazendo Draco gemer.
- Isso vai doer quando tirarmos, não é? Agora, seja um bom menino e fique de bruços. – Pediu Harry depois de dar uma mordidinha num dos mamilos do loiro enquanto desabotoava as calças do marido.
Draco obedeceu e sentiu Harry afastar o tecido que sóbria sua pele, logo, uma mordida marcava o quadril do veela, que sentiu sua ereção pulsar ao sentir o marido mordendo-o possessivamente. Ele moveu os quadris, friccionando sua ereção contra as peles em sua cama, coisa que lhe rendeu uma palmada dura por parte de Harry.
- Quietinho veela bonito. – Rosnou Harry. – Isso é um castigo.
Draco gemeu, mas obrigou-se a ficar quieto, sentiu como Harry separava suas nádegas e logo, tinha uma língua atrevida provocando-o. Uma capa fina de transpiração cobriu sua pele pálida pelo esforço de não mover seus quadris pedindo mais da língua que circundava e molhava sua entrada, um feitio murmurado de Harry o fez sentir escorregadio e quente por dentro, ele apertou os dedos em garras nas cobertas de pele quando sentiu a primeira bola de marfim sendo introduzida nele, gemeu quando a segunda seguiu seu caminho para dentro e mordeu os lábios fortemente quando a terceira já estava dentro, esse era um brinquedo que ele mesmo comprou na França, as bolinhas de marfim eram do tamanho de um ovo cada uma, e obedeciam a magia de Harry, vibrando e se movendo de acordo com o comando do gryffindor. Quando Harry terminou de inserir as esferas em Draco, ele mesmo tinha uma ereção de campeonato, parte do desafio de lidar com seu veela bonito era controlar a vontade que ele próprio tinha de se enterrar no loiro e estragar o jogo. Ele virou Draco na cama com relativa facilidade e viu que a ereção do loiro gotejava, sem pressa, Harry lambeu a ponta inchada do membro do loiro e ouviu-o silvar. Draco realmente choramingou quando Harry segurou suas bolas e apertou, ele sentiu o couro frio circundar seus testículos e apertarem em seguida. O anel de couro era algo que Harry usava pouco, e significava que esse castigo ia ser mais longo do que ele pensava, quando o anel se ajustou magicamente na base de seu pênis ele arqueou as costas, incapaz de conter um grito, de dor e prazer.
- Você é tão malvado. – Disse o loiro ofegante.
- Você ama quando eu fico assim, agora, vá e fique apresentável, quero que vá cuidar do meu filho e que depois venha cuidar de mim. – Disse Harry num tom de voz que fazia Draco tremer de tesão.
Harry viu como o loiro se levantou trôpego da cama e foi até o banheiro se refrescar e sorriu, ia ser uma noite interessante, ele iria fazer o veela de Draco se sentir seguro. Ele tinha descoberto com Snape que parte da segurança do vínculo vinha de sua capacidade de se mostrar sexualmente agressivo, era uma parte biológica primitiva que fazia com que os veelas adorassem ser dominados, e ele claro, não tinha nada contra isso.
- Aproveite enquanto pode, seja lá quem você for, quando eu te pegar vai pagar caro por cada lágrima de cada um deles. – Jurou Harry baixinho pensando em porque tinha que acalmar Draco, ele teria um bom tempo torturando o sequestrador e não seria prazeroso para ele como era para Draco.
E então... o que acharam? Me digam por favor.
