Então, eu sei que me atrasei, mas me mudei e fiquei sem net por um tempo, mas agora tudo ao normal e voltei com um capítulo gigante para vocês. Aproveitem.
Draco tinha um sorriso safado no rosto quando recebeu Hermione em seu consultório naquela manhã. Ele sorriu para Hugo e pediu à enfermeira que o levasse para a coleta de sangue e depois para a pesagem e medição.
- Pelo menos disfarce, seu degenerado! – Hermione pediu revirando os olhos.
- O que posso fazer se meu marido fez um belo trabalho me colocando em seus joelhos e me disciplinando ontem?
- Veela sem vergonha. – Murmurou Hermione. – Eu não deveria te dar isso, mas...
Draco nem esperou que ela terminasse e arrancou o saco pardo das mãos da mulher para tirar de dentro dele um pote com torta de queijo com calda de morangos. O loiro gemeu de prazer ao sentir o cheiro e sem nenhuma cerimonia pegou uma bela porção com os dedos e levou a boca.
- É delicioso, você não queria um pedaço, certo? – Perguntou de boca cheia.
- O que você faria se eu dissesse que sim?
- Te morderia, é claro. – Disse o medimago dando de ombros e continuando a comer sem nenhuma vergonha de se sujar.
- A gravidez dos veelas faz com que vocês percam a noção de etiqueta?
Draco largou o doce e olhou para ela de olhos arregalados e levemente infelizes.
- Você não devia saber disso. – Ele murmurou.
- Ficou um tanto óbvio depois do seu escândalo pela torta no jantar. Ninguém sabe?
- Meu pai desconfia, eu acho. – Draco disse. – Eu queria sentir ele se movendo antes de contar.
- Seguindo tradições supersticiosas medimago Malfoy? – Ela zombou tentando animá-lo.
- Não custa nada, certo?
- Eu tenho certeza de que tudo vai dar certo, conte pro Harry e para o Snape, faça os dois escravos da Manor te mimarem. – Disse Hermione sorrindo.
- Você tem inveja porque nós, Malfoys, temos o dom de fazer magos poderosos e morenos nos idolatrarem.
Ela riu.
- Eu posso ter um escravo ruivo e musculoso se quiser... agora, que tal terminar de comer e se concentrar em vacinar meu filho?
- Eu sempre estou concentrado! – O loiro protestou, embora sua frase cortante perdesse o efeito pela boca lambuzada de calda de morangos.
H D
Astoria sempre gostou dos investimentos do cunhado, Théo tinha uma veia artística que era uma excelente fonte de lucro e entretenimento, ele tinha acabado de construir um grande teatro, ele tinha se inspirado na Opéra de Paris, o prédio tinha a suntuosidade e o estilo para encantar a todos os magos. Ela pressentia que ele teria uma estreia perfeita, a família tinha investido muito dinheiro trazendo uma companhia de ópera mágica para a inauguração. Ela podia imaginar as maravilhas que aconteceriam naquele palco, seus saltos ressoavam pelo grande salão vazio e ela sorriu e fez uma reverencia para sua plateia imaginária. Quase amaldiçoou quando ouviu o som de palmas vindo do seu lado.
- Olá outro Creevey . – Disse ela sorrindo. – Boa entrada, não percebi você chegando, muito sorrateiro da sua parte.
- Gosto de pensar que aprendi certas coisas da minha linda chefe sly.
- Trabalha no Profeta e eu não sabia? – Disse ela erguendo uma sobrancelha.
- Não, eu sou o arquiteto preferido da sua irmã.
- Eu sou a chefe muito bonita, Colin nunca te disse? Daphne é a casada e chata.
Não passou despercebido a Astoria o desgosto que se estampou no rosto de Dennis ao ouvir o nome do irmão.
- Eu vi isso, brigas entre os leõezinhos? – Ela perguntou.
- Estamos mais para Mustafá e Scar. – Ele disse fazendo uma careta.
- Quem são esses? – Ela perguntou estranhada.
- Vocês bruxos precisam mesmo ver mais filmes. – Ele riu.
- Eu vi filmes trouxas enquanto estive na faculdade. – Ela protestou. – Posso falar perfeitamente sobre Goodfellas, ou Poderoso Chefão...
- Você gosta de meninos malvados e mafiosos.
- Eles são muito slytherins, admita.
- Talvez eu deva convidar a irmã mais poderosa e bonita para uma sessão de filmes com meninos malvados e comida italiana.
- Cuidado menino bonito, posso querer te comer no jantar. – Ela provocou sorrindo. – O que seu irmão faria se descobrisse minhas atenções libidinosas para o irmãozinho dele?
- Foi uma má ideia de qualquer modo. – Ele disse se esquivando e dando dois passos para trás. – Diria ao Theo que eu vim, mas que ele não estava?
- Claro, mas...
O loiro não deu tempo para que ela terminasse e desapareceu só Merlin sabe para onde.
- O que foi isso Colin? Por que seu irmão caçula tem essa aversão a você? – Ela refletiu em voz alta, muito intrigada com a situação.
H D
Harry adorava ser o Chefe dos Aurores, afinal, desse modo pôde corrigir muitas falhas na segurança do mundo mágico, o único "porém" em seu trabalho era a quantidade obscena de papelada com que ele tinha que lidar. Lá estava ele, afundado em relatórios sobre a investigação de uma rede europeia de tráfico de poções ilegais quando sentiu o cheiro delicioso de Draco na sala e mãos macias massageando seu pescoço.
- Adoro visitas surpresas, vamos brincar de auror mau interrogando um suspeito?
- O que o mundo mágico pensaria se soubesse como seu herói é um pervertido?
- Ficariam com inveja, senta aqui veela bonito. – Pediu Harry dando tapinhas em sua coxa.
Draco sentou-se de frente no colo de seu marido e encostou sua testa na do moreno.
- Vou ter um filho seu. – Disse tranquilamente.
- Eu sei. – Respondeu Harry sorrindo.
- Como? Meu pai? – Perguntou Draco estranhado.
- Eu conheço você, cada gesto, cada mudança... eu não sou tolo amor. – Disse Harry passando os dedos pelos cabelos do marido.
- Então, estou carregando seu filho. Tem que me mimar mais. – Disse Draco fazendo um beicinho.
- Mais? Draco, você já um poço de mimo.
- Ontem você me botou nos seus joelhos e me bateu, isso foi punição.
- Você amou cada minuto. – Harry respondeu deixando suas mãos descerem para a cintura do loiro e logo depois para as nádegas. – Quando é que chegamos à época em que tudo o que você pensar é em sexo?
- Safado, estou mais para enjoado e irritadiço esses dias.
- Não me diga... eu não tinha percebido. – Harry zombou beijando-o longamente.
- Quando vamos contar ao James? – Draco perguntou ligeiramente ofegante.
- Ele vai ao lançamento do livro da mãe, escreveu um discurso e tudo. – Disse Harry todo orgulhoso.
- Graças a Merlin que seus filhos herdam os bons genes dos gestantes, imagino só o que sairia nesse discurso se ele tivesse herdado sua eloquência.
- Você acabou de elogiar a Ginny.
- Eu odiava a vadia, mas convenhamos, ela escrevia bem e trabalhava contra a hipocrisia da sociedade. Além de que, ela morreu para salvar nosso filho, sou grato por isso.
- Amo você por isso.
- E por muitas outras coisas também... agora, alguém tinha dito alguma coisa sobre um auror mau?
-Veela pervertido. – Harry sorria ao afundar seu rosto no pescoço do marido.
H D
James tinha esperado ansiosamente pelo lançamento do livro de sua mãe, tinha escrito um discurso que a deixaria orgulhosa, sua atuação na escola também a faria feliz porque ele um aluno muito elogiado pelos professores e sua inteligência só tinha rival em Cassandra que ainda era muito rato de biblioteca para seu gosto e Rose que tinha herdado o cérebro de sua tia Hermione. O ruivo estava arrumando seu baú para os feriados de natal quando ouviu batidinhas na porta e viu Cassandra entrando e indo se sentar em sua cama.
- Por que bateu? Sempre dorme aqui mesmo, é praticamente seu quarto mesmo.
- Porque é educado se anunciar, mas não posso esperar que um plebeu como você saiba disso.
O ruivo revirou os olhos para ela.
- Não deveria estar arrumando seu baú?
- Achei mais interessante vir te contar que sua prima deu um espetáculo no Grande Salão.
- Qual delas? – Ele perguntou levemente divertido.
- Victorie, acho que brigou com Teddy. Ele parecia chateado.
James franziu o cenho, não gostou da ideia de ver Teddy chateado.
- Ele vai ser feliz no natal, ele ganha as coisas mais legais. Draco mandou fabricarem uma vassoura especial pra ele ano passado. – O menino acabou por dizer.
- Isso foi porque ele foi o campeão de quadribol e o melhor jogador da escola.
James deu de ombros e terminou de arrumar seu baú. Ele e Cassandra só voltariam para a escola depois do lançamento do livro de Ginny. Quando os dois saíram do trem Lucius e Harry os esperavam, os dois correram primeiro para o loiro.
- Eu me sinto muito abandonado, por que sempre correm para os loiros? – Harry perguntou rindo.
- Aconchego veela Potter, não pode ganhar disso. – Disse Lucius arrogantemente abraçando as crianças.
- Exibido. – Harry disse para o sogro. – Vamos lá garotos, temos uma longa e divertida programação de festas e presentes pela frente! – Harry animou os meninos.
- Onde está Teddy? Quero que ele vá conosco. – Disse James.
- Teddy vai viajar com a avó para o natal com os parentes do falecido avô dele, mas ele volta para abrir os presentes conosco na manhã do dia 25.
Aos adultos não passou despercebido o franzir do narizinho de James.
H D
James adorava o natal, mas era impossível para ele não deixar a animada festa que ocorria na mansão, com alguns Weasleys presentes para ir para seu quarto. Ele ainda tinha em sua cama a colcha que sua mãe fazia para ele, ela dizia que estava em constante criação porque Ginny usava retalhos de roupas especiais dele para fazê-la e tinha costurado fotos também. O menino se enrolou na manta e ficou olhando para a janela de seu quarto, em alguns momentos a saudade que sentia dela era tanta que ele podia sentir dor física, seus olhos transbordavam de lágrimas quando sentiu o colchão afundar atrás dele e logo depois na frente também.
- Eu senti falta do meu menino bonito. – Draco disse fazendo beicinho.
- Teddy é seu menino bonito Draco. – Ele disse fungando levemente.
- Você também é. – O loiro disse. – E eu tenho um presente pra você.
- Claro que tem, é natal. Mas vocês nunca me deixam abrir nada antes de amanhecer, vocês são malvados, tem feitiços nos presentes.
- Culpe seu querido Lucius por isso. – Harry disse de mau humor, ele tinha tentado mexer nos presentes e os efeitos do feitiço do patriarca nos adultos não era nada agradável.
James e Draco soltaram risadinhas da cara amuada do Potter mais velho.
- Esqueça seu pai manhoso, posso te dar meu presente agora porque não vai poder abri-lo por muito tempo ainda.
- Então não é um presente? – Perguntou o menino confuso.
- Aqui, me dá sua mão.
O desabotoou sua elegante túnica e levou a mão de James à curva delicada de seu abdômen. Quando os dedos do menino tocaram a pele macia do veela, uma vibração percorreu a pele dos dois.
- Tem um bebê ai dentro? – Perguntou o menino arregalando os olhos. – E ele é meu?
- Sim, é seu irmão mais novo. Diga olá. – Disse Harry sorrindo.
- Olá irmãozinho, você é meu presente, então... vai ser meu brinquedo quando sair daí. Posso inventar truques como dos tios para usar em você.
Draco arregalou os olhos, apreensivo, e Harry estalou numa gargalhada gostosa, logo, o loiro balançava a cabeça para a loucura dos Potters. James ficou acariciando a barriga de Draco até que ergueu a cabeça com um olhar de curiosidade estampada nos olhos verdes.
- Papai, como você fez para o Draco ter um bebê? Foi um feitiço? Me ensina?
Foi a vez de Harry arregalar os olhos apreensivo e de Draco gargalhar, essa seria uma explicação que ele queria ouvir.
- Sim amor, diga ao James como fez isso. – Incentivou Draco sorrindo.
Harry não tinha problemas de falar de sexo com Teddy, mas falar disso com James o lembrava de que seu filho estava crescendo.
- Então... – Ele começou sem jeito. – Lembra de quando falamos sobre pessoas que se gostam muito e que...
- Papai, não estou falando de sexo, mamãe me explicou sobre isso e disse que eu era muito novo para pensar nisso e que iríamos conversar mais tarde. Quero saber sobre ele ser homem.
- Oh! – Exclamou Harry aliviado. – Isso é porque ele é parte veela, Lucius também levou Cassie dentro dele, não é um feitiço, mas há poções que podem fazer um mago sem herança de criaturas engravidar, mas é mais perigoso para ele.
- Por que quer saber, planejando fazer um bebê em breve? – Brincou Draco arrumando os cabelos do menino.
- Não tão em breve, pensava no Teddy... Victorie não é pra ele. Podemos tentar outra coisa.
- Por que diz isso? – Harry perguntou cuidadoso.
- Eu não sei... é só que eu sei, como que tinha um bebê aqui. É normal, certo?
- É sua mágica filho, é normal. – Harry tranquilizou-o.
O menino sorriu, mas os dois adultos sabiam que não era exatamente normal. James ainda tinha onze anos, cedo demais para sua magia acomodá-lo para ser o alfa de Teddy.
H D
Neville não tinha sido convidado para o natal com Blaise e Fabriccio, os dois tinham ido para a Itália, coisa que fez seu estômago retorcer de ódio reprimido e ciúmes, mas ele também teve um natal tenso com sua avó se seus tios-avôs, afinal, ele tinha estado ressentido de sua decisão de deixar Blaise para agradá-los. Ele não tinha ido à festa de natal dos Weasley ou dos Malfoy, ele tinha ficado em casa sozinho com uma garrafa de uísque de fogo, algo muito festivo. Acordou com a chamada insistente de sua lareira e mais para que o barulho parasse que por vontade de receber visitas desbloqueou a entrada e se arrependeu quando viu Blaise absolutamente perfeito acompanhado de um Fabriccio segurando uma caixa enorme.
- Olá. – Ele murmurou com dificuldade, devido a ressaca.
- Você ficou em casa sozinho se embebedando no Yule? Papai, ele é um bêbado? – Fabriccio perguntou perplexo.
- Ele não é bêbado, é só um idiota dado a sentimentalismos.
- Isso é melhor, certo? – Perguntou o menino com ar condescendente.
- Sim, onde estão as poções? – Blaise perguntou ao ver Neville gemer ao tentar se levantar.
O castanho apontou para a cozinha e Fabriccio se ajoelhou para olhar o pai.
- Eu gostei do seu presente, muito mesmo. E minha própria planta carnívora gigante é muito mais legal do que o kit de plantas para poções do James.
- Que bom que gostou, seu pai fiou muito bravo?
- Já o vi mais irritado. – O menino disse sorrindo. – Eu trouxe seu presente, espero que goste também.
Neville sorriu como um bobo apesar da dor latejante em sua cabeça.
H D
James e Cassandra gostavam de serem acordados cedo para abrir os presentes, Draco foi acordar a irmã e Harry o filho, mas quando o moreno abriu a porta do quarto do filho suspirou e chamou o veela.
- Ela está aqui.
- Oh, não são lindos? – Perguntou o veela.
Harry soltou outro suspiro profundo.
- Você e Lucius tem certeza de que ela não tem herança veela suficiente para escolher um companheiro?
- Sim, James não é o companheiro dela Harry, relaxe.
- Isso não a impede de se apaixonar, certo? – Insistiu o moreno.
- Eles têm onze anos Harry, ela nem sabe o que vai fazer mês que vem. Não seja paranóico.
Harry ia abrir a boca pra retrucar sobre ele ter sido obsessivo sobre Draco desde os onze anos, mas o veela já tinha ido para a cama acordar os dois meninos, que pularam assim que abriram os olhos e passaram por ele como dois raios.
- Vamos abrir os presentes ou você vai ficar aqui remoendo teorias malucas?
- Vamos, não tem mais feitiços do seu pai para me deixar com bolhas nas mãos! – Harry parecia um menino de cinco anos, mais animado que as crianças.
H D
Teddy terminou de abrir os presentes junto com as crianças, Harry e Draco, sendo observados pelos contidos Lucius, Andrômeda e Severus.
- Eles nunca vão crescer? – Perguntou Severus fazendo uma pequena careta.
- Harry desperdiçou muitos natais recebendo nada, deixe-o se divertir. – Andrômeda disse severa para o pocionista.
- Que seja, sabe que vão chegar visitas para Teddy hoje?
- Sim, Harry comentou. – Ela disse um pouco agoniada. – Vai vigiá-los, não é Lucius? Sabe como são alfas com jovens ômegas... não confio que ele não queira levá-lo.
- Sou muito bom colocando coleiras em alfas grandes e malvados, relaxe. – Disse o loiro sorrindo preguiçosamente.
Como que para coroar o momento, as proteções da mansão tremeram com a chegada de visitantes. Foi Harry quem se levantou e foi abrir a porta e dar as boas-vindas para o casal de lobisomens impressionantes que o ajudaria com Teddy.
- Olá Dimitri. – Disse Harry sorrindo para o homem alto e de ombros largos, a altura e força do outro seria intimidante para magos normais, mas aquela era a mansão Malfoy e ninguém ali nem piscaria para lobisomens.
- Olá Harry, se lembra da minha linda esposa Sara?
- Claro, ninguém se esqueceria desse exemplar de beleza.
O lobisomen riu, mas o veela ciumento da sala rosnou de leve.
- E eu achei que eu era o possessivo. – Comentou Dimitri com um sorriso.
- Oh não, ninguém ganha do meu veela bonito, Draco esse é Dimitri, ele é alfa de uma alcatéia dos Estados Unidos e sua esposa Sara.
- É um prazer, e não deixe meu marido idiota te enganar, sou um veela bonito, mas se sequer desconfiar de que vai machucar Teddy ou levá-lo para sua casinha de lobos eu vou arrancar sua pele. – Disse Draco baixinho, para poupar os ouvidos dos outros na sala.
Harry ficou embaraçado e puxou seu marido para trás dele.
- Não se ofenda, ele é assim desmiolado.
- Eu?! – Draco contestou ofendido.
- Não se preocupe, sei como é ter uma criatura grávida por perto. – Disse o alfa fazendo uma careta e um gesto para a esposa.
Sara deu uma cotovelada no marido.
- Cuidado amor, posso resolver não ter mais seus filhos. E por falar em pequenos, venha cá filhote. – Ela disse numa voz demandante para Teddy.
Para surpresa de todos enquanto Teddy se levantou para obedecer James franziu as sobrancelhas e disse fortemente.
- Não!
- O que tem ele ir falar com a senhora? Deixe de ser irritante. – Cassandra admoestou James. – É importante para ele.
- Mas...
- Quieto! – Demandou a menina Malfoy.
Teddy sorriu para a interação dos pequenos e foi até a mulher.
- Você é muito bonito, não é? – Ela disse ladeando a cabeça, fazendo com que seus cabelos muito pretos caíssem numa cortina graciosa ao lado de seu rosto.
- Obrigada, isso é embaraçoso, por que eu quero... quer dizer... ah! – O menino terminou corando antes de dizer o que queria.
- Talvez seja melhor se formos para a biblioteca, vai ser mais confortável para que possam conversar. – Sugeriu Harry.
- Seria ótimo. – Disse Dimitri simpático, eles seguiam Harry quando ele avistou Lucius, o sorriso do lobisomem morreu.
- Olá Dimitri, você cresceu. – Disse o loiro provocativo.
- E você continua o mesmo. – Respondeu o homem com os olhos transformados em gelo azul.
- Lembre-se disso enquanto estiver com meu menino, ele é importante para mim.
- Eu não sou esse tipo de alfa, esses tempos morreram.
- Folgo em saber. – Respondeu Lucius, sempre com os olhos postos no lobisomem.
O clima levemente tenso entre os dois foi quebrado pela esposa do lobisomem que o puxou em direção à biblioteca. Quando fecharam a porta Teddy foi para o canto mais afastado do casal e Draco o acompanhou.
- Deixe o filhote vir, ele precisa disso. – Disse Dimitri com um sorriso presunçoso.
- Eu não entendo, por que seu cheiro é tão... chamativo? – Perguntou Teddy.
- Não leve a mal, mas na nossa sociedade você é um filhote, um filhotinho para ser mais exato... e crias gostam de estar perto dos pais. Eu sou um alfa e minha esposa também, seu lobo sente nosso cheiro e nos identifica como lobos adultos, que te protegeriam.
- Como meu pai faria? Ele disse nos diários que sentia falta de um bando.
- É duro para um lobisomem crescer sem fam... seus iguais, somos muito gregários. – Sara disse. – Por que não vai até ele? Não tem problema.
Teddy hesitou um momento, mas foi até Dimitri e corou quando o fato do alfa segurar seu pescoço e expor sua nuca para cheirá-lo alegrasse seu lado mais selvagem, que ele tentou colocar para baixo.
- Não faça isso. – Dimitri rosnou. – É parte de você, não lute contra ele, pode te machucar.
- Mas é tão estranho. – Teddy protestou aconchegando sua cabeça no peito largo do homem.
Draco rosnou, muito ciumento, mas Harry estava a seu lado segurando-o.
- Você se transformou, alguma vez?
- Não, só vai ficando cada vez mais perto. – O menino respondeu.
- Você não foi mordido, nasceu com essa característica, geralmente já poderia se transformar desde criança, fica mais difícil com o tempo. É pior quando vocês têm essas ideias de que ser um lobisomem é uma monstruosidade, tentar acorrentar esse seu lado é um autodesprezo que faz com que muitos mordidos machuquem a si mesmos quando transformados. Talvez devesse passar uma temporada correndo conosco quando se transforme. – Sugeriu Sara. – Ele precisa de treinamento.
- Se os pais dele permitirem, seria um prazer. – Dimitri disse.
Draco abriu a boca para negar veementemente, mas Harry foi mais rápido.
- Entendi que quando ele se transformar vai chegar à maturidade sexual e que muitos lobisomens iriam matar para tê-lo. – Harry disse.
- Dependendo do lobisomem, sim. Mas a maior parte esperaria, como eu disse, ele ainda é um filhote, temos uma grande noção de família. Ele estaria pronto fisicamente, mas, como dizer...
- É como um cheiro de sexo misturado com talco de bebê... a ideia é um tanto repulsiva. – Sara disse divertida, mas logo ficou séria. – Mas seus cuidados estão certos, nem todos nós pensamos assim, alguns alfas estão mais preocupados com uma ninhada forte do que com o bem-estar dos ômegas ou das fêmeas. Aqui na Europa isso está pior, depois da guerra de Voldemort muitos bandos ficaram desfeitos, lobos solitários não são bons para ninguém, o desejo de ter uma família pode nublar o bom-senso.
- Em casa nós temos mais filhotes, vai ser bom pra ele, filhotes devem aprender juntos.
- Quantos filhotes têm catorze e nunca se transformaram? – Perguntou Teddy com um beicinho.
- Só você, mas não seja um covarde, nós não mordemos. – Disse Dimitri sorrindo, para logo expor o pescoço de Teddy e morder. – Ops, erro meu, mordemos sim.
Sara e Harry riram, mas Draco olhava tudo carrancudo.
- Ele quer roubar meu filhote.
- Não, eu quero ajudá-lo. Sabe o que ocorre com lobisomens mordidos? Sua baixa qualidade de vida? Quão cedo eles morrem? Posso tornar isso menos doloroso para ele.
Harry tinha certeza de que poderia ouvir uma mosca voando na sala depois das palavras de Dimitri.
- Você é minha pessoa favorita agora, onde fica essa toca de lobos onde vamos nos hospedar? – Perguntou Draco se levantando e indo enganchar seu braço no de Dimitri.
Sara e Teddy olharam estupefatos, enquanto Harry balança a cabeça com pena de si mesmo por causa dos câmbios de humor do veela grávido.
H D
Astória adorava quando seu trabalho resplandecia, o salão de festas estava iluminado e os jornalistas de boa parte do mundo mágico já estavam lá para o lançamento do livro de Ginny. O natal tinha sido há duas semanas e ela ainda esperava por uma carta de desculpas e um convite para sair por parte do irmão de Colin, ele não teria coragem de desprezá-la, teria?
- Por que esse sorriso perigoso Astória? Planejando algo malvado? – Perguntou Draco resplandecente ao lado de Harry e James.
- Sim, planejo capturar um leão inocente e corrompe-lo ao melhor modo das cobras.
- Parece divertido.
- Pobre homem... – Harry resmungou.
A jornalista lançou um olhar venenoso para o chefe dos Aurores, mas se abaixou sorrindo para James.
- Pronto para deixá-los de boca aberta?
- Sempre. – O menino sorriu altivo.
- Meus aurores já estão por aqui, e seu esquema de segurança também é muito bom, devo admitir. – Harry disse a contragosto.
- Sim... espere um minuto, como diabos Longbobo fez para Blaise vir com ele?
Draco e Astoria praticamente atiravam punhais pelos olhos até o auror acompanhado de seu amigo.
- Dray, você se lembra daquele feitiço que usamos no Pucey?
- Excelente ideia. – Draco disse com sorriso predador.
- Ei, vocês dois, que tal irem com James tirar bonitas fotos? Essa é uma homenagem para a Ginny, se acalmem.
As duas serpentes seguiram a sugestão do herói, mas não sem continuar olhando feio na direção do amigo de Harry.
- É bom você se comportar amigo. – Ele murmurou.
James estava nervoso quando subiu no palco, mas sorriu quando viu toda sua família, Malfoys e Weasleys sentados nas primeiras mesas. Draco e tia Astoria estavam a seu lado no palco, escondidos pela cortina. Ele caminhou até o centro do palco e subiu a seu lugar no púlpito e começou a falar depois dos aplausos.
- Boa-noite a todos e obrigado pela presença. Essa noite vamos apresentar o último livro da minha mãe e... – Alguns flashes pipocaram em seu rosto e ele piscou um pouco incomodado. – ... como todos sabem ela era um mulher extraordinária e uma jornalista que... ahhhhhhh!
James gritou quando sua cabeça começou a doer tanto que ele podia jurar que partiria ao meio. Draco foi o primeiro a chegar a ele, mas mal o loiro o tocou, todos na plateia viram assustados como detrás de um painel com fotos de Ginny e de suas obras sociais saía uma figura envolta em couro negro, que agarrou tanto Draco quanto James e desapareceu, dois segundos antes de um feitiço certeiro de Harry estraçalhar o local onde a figura tinha estado.
Todos no salão poderiam jurar que o grito que saiu da garganta do chefe dos aurores era idêntico ao de um animal ferido de morte.
Astoria ainda estava atordoada quando a confusão generalizada começou, ela viu como os convidados começavam a correr e viu flashes vindos dos fotógrafos, foi quando alguma coisa estalou em sua mente e ela fez as conexões, sem hesitar, ela foi abrindo caminho pela multidão e surpreendeu a todos quando chegou perto de Colin derrubou-o no chão com um salto digno de um felino predador.
- Foi você! – Ela rosnou com a varinha do pescoço dele.
E então? Gostaram das revelações e dos acontecimentos? Sejam bonzinhos e me digam.
