Eu voltei, espero que gostem. Os meninos estão crescendo! =D

Teddy acordou sentindo-se estranhamente quente e inquieto. Sua pele formigava e ele sentia-se estranhamente langoroso, seus olhos se arregalaram quando ele percebeu que poderia estar entrando no cio. O jovem de cabelos azuis gemeu desconsolado, ele já estava começando seu sétimo ano em Hogwarts, pensava que Draco e Severus tinham errado e que ele nunca passaria por isso. Ele tinha repetido suas temporadas com Dimitri e Sara e tinha conhecido um lobisomem puro e ômega, o menino tinha 14 quando entrou no cio a primeira vez e pelo que tinham conversado tinha tentado seduzir até a porta. Aliás, tinha sido ao lado de Jeff que ele tinha ouvido histórias interessantes sobre Lucius, o Malfoy mais velho era conhecido no meio dos lobisomens por seu talento para domar alfas fortes. Jeff tinha suspirado ao ver as fotos que Teddy tinha de Lucius e tinha cogitado visitar Teddy para tentar seduzir o veela, só que desistiu quando Teddy "inocentemente" deixou escapar algumas histórias sobre Severus. Ele gostaria de estar nos Estados Unidos agora mesmo, pensou amargamente, ele odiava lidar com isso sozinho. Sentiu uma pontada em seu baixo-ventre e se encolheu na cama.

- Isso não vai ser divertido. – Ele resmungou consigo mesmo.

Ao verificar as horas ele percebeu que era madrugada ainda e não quis usar seu anel para ir a mansão porque iria acordar a todos, além disso, Cassie e James iriam jogar contra Hufflepuff e os dois tinham se tornado uma lenda em Hogwarts. Ela era a buscadora mais charmosa e eficiente que tinham tido em anos, e James era o artilheiro que mais tinha marcado em anos, o terror dos goleiros. Ele sorriu ao pensar em seu companheiro, James tinha esticado depois de seu último aniversário, estava absurdamente alto, Harry achava que ele ia ficar tão alto quanto Ron e Bill, e para desgosto de Draco James cresceu com o cabelo ainda mais ruivo e sardas, tudo muito Weasley.

O menino esperou acordado e sentindo câimbras pelo corpo até que amanheceu e seus amigos acordaram resmungando. Ele esperou até que todos tivessem usado o banheiro e só então se levantou e foi tomar um banho, o rapaz quase gemeu alto quando o contato da água com sua pele sensível enviou um arrepio de excitação por sua coluna. Ele já era um adolescente hormonal, não precisa de uma carga extra para piorar sua vida, e foi resmungando sobre a injustiça de sua vida que ele se vestiu. Ele podia ouvir os gritos vindos do campo de quadribol, ia ser um excelente jogo, e para desgosto de sua casa ele, que tinha ajudado a ganhar a taça tantas vezes iria torcer pelas serpentes da arquibancada verde e prata. Ele só esperava que nada desse terrivelmente errado, ele sabia pela convivência com outros lobisomens que seu cheiro deveria ter mudado, para algo mais atraente e provocativo, mas ele mesmo não sentia a diferença. Só esperava que fosse assim para os lobisomens na Floresta Proibida também.

Ele sorriu, entre aliviado e tenso quando chegou a arquibancada e viu sua família ali, Lucius e Severus luziam tão régios e imponentes como sempre, Draco e Harry de mãos dadas eram menos austeros que o casal mais velho, mas ainda sim bastante chamativos.

- Teddy, você está atrasado. Eles já vão começar. – Draco admoestou-o apontando para os times já no ar.

O rapaz ia explicar quando o apito estridente iniciou o jogo e inflamou os gritos das torcidas. Teddy sentou-se perto de Draco e quando o veela pegou sua mão ele suspirou e viu que o outro tinha percebido sua temperatura elevada.

- Febre? – O medimago perguntou.

- Um pouco, não muito.

- O cio? – Harry perguntou calmamente, sem desviar os olhos de seu filho abrindo o placar a favor das serpentes.

- Acho que sim. – Teddy admitiu corando.

- Vamos te levar para casa quando o jogo terminar. – Draco disse. – Isso pode ser um pouco incômodo perto de James.

- Um pouco?! – Teddy perguntou. – Eu acordei com o corpo formigando e passei a noite com dores e febre, isso não está nem um pouco divertido. Jeff tinha dito que podia ficar excitado por horas a fio, mas não estou vendo nada disso por aqui. – o rapaz resmungou fazendo beicinho.

Harry soltou uma risada gostosa e estendeu a mão para dar um tapinha amigável no ombro do afilhado.

- É o seu primeiro, e não acho que vai achar divertido ficar excitado por horas sem ninguém para te divertir... a menos que tenha resolvido dizer a historia toda ao James.

- Não! Ele tem todo o direito de fazer suas escolhas, e não é como se eu não pudesse me divertir também. – Teddy deu de ombros. – Eu posso muito bem namorar enquanto o ruivo sai por ai se aproveitando das fãs dele do quadribol. – Teddy disse fazendo beicinho.

- Nosso bebê é um puto, herdou de você, claro. – Draco disse a Harry.

- James está começando a descobrir as vantagens do flerte, deixem o garoto se divertir... e não se preocupe Teddy nem ele, nem elas levam isso a sério.

Os três deixaram de conversar quando James marcou outro gol e voou para as meninas gritantes mais abaixo na arquibancada, ele foi descarado o suficiente para dar um beijo no rosto de uma pequena menina do primeiro ano, que corou furiosamente e olhou enfeitiçada para o artilheiro. Para a sorte de James ele era rápido, já que teve que desviar de um balaço que zuniu a milímetros de seu rosto, ele olhou feio para Cassie, que por sua vez flutuava suavemente do outro lado do campo.

- Por que ela mandou o balaço para ele? – Draco perguntou ligeiramente desconcertado.

- Ela não faria isso... e ela estava do outro lado do campo. – Harry defendeu.

- Você e Severus são dois fantoches nas mãos habilidosas da minha irmãzinha, mas ela mandou esse balaço, eu ensinei esse truque pra ela. – Ele disse com um quê de orgulho na voz.

- James beijou a garota, ela só que ele se focasse no jogo. – Teddy opinou.

Lucius soltou um suspiro, ele desconfiava que o motivo da raiva de sua filha era outra e temia que Teddy fosse sofrer um bocado por causa do amor incondicional que Cassandra sempre teve por James. Eles viram como o jogo continuou e o veela mais velho sorriu orgulhoso quando sua filha capturou o pomo ao fazer uma reversão de costas num arco perfeito. O time desceu se suas vassouras para comemorar e James e Cassandra claro vieram para a área onde eles estavam.

- Pai! Você me viu?! – A menina perguntou animada ao chegar perto do pai loiro.

- Vi, e estava perfeita como sempre.

- Ela herdou sua elegância na vassoura, é claro. – Severus disse sorrindo.

- Não fique ciumento papai, posso ser pocionista só para você ficar se gabando para os velhotes da convenção anual. – Ela piscou para o pai moreno, ainda abraçada ao loiro.

- Ei, por que todos abraçam a pirralha depois do jogo e eu não? – James reclamou, cruzando os braços.

- Você está suado. – Disse a menina franzindo o nariz.

- Você também! – James

- Malfoys não transpiram! – Os três loiros protestaram ao mesmo tempo.

Severus e Harry riram, enquanto James parecia ofendido. Ele olhou para Teddy e sorriu para o lobisomem.

- Teddy, seu nariz é o mais sensível daqui, diga a eles que eu não estou suado e fedendo! – James pediu plantando as mãos nos quadris.

- Você não está exatamente limpo Jamie. – Teddy zombou, apesar de que o cheiro picante do menino atiçava seus sentidos excitados, ele mal podia se conter, tinha vontade de se aproximar e provar com a língua o caminho que uma gota de suor fazia da orelha do ruivo até o pescoço bronzeado.

- Traidor! – James xingou-o, rindo. – Vou achar alguém que me queira suado mesmo.

O ruivo quase tropeçou num aluno que se aproximava rápido deles. O rapaz de ravenclaw era um ano adiantado a eles e goleiro do time de sua casa, claro que não gostava de James, mas seu interesse ali era outro. Ele sorriu para os pais da menina e pigarreou.

- Papai, pai... esse é Adam Stilles, ele é o goleiro dos corvos, e um amigo. – Cassandra disse educadamente.

- É um grande prazer conhece-los. – O rapaz disse fazendo uma mesura adequada, coisa que fez James revirar os olhos.

- O prazer é nosso jovenzinho, seu pai é o responsável pelos portos mágicos, não é? – Lucius perguntou educadamente.

- Sim senhor, eu gostaria de pedir permissão para levar Cassie para um passeio a Hogsmeade, ela já concordou, mas achei melhor pedir para...

- Evitar que meu marido usasse seus testículos numa poção? Muito inteligente da sua parte. – Lucius brincou.

Severus praticamente rosnou para o menino que empalideceu um pouco.

- Papai, se comporte. Posso ir, não é? – Cassandra perguntou.

- Nem sobre o meu ca... auch! – Severus reclamou ao senti a firme cotovelada de seu marido em suas costelas.

- Claro que pode sair com ele querida. Vou manter seu pai longe daqui, prometo. – Ele sussurrou para a loira.

- Você é o melhor! – Cassie disse beijando o pai em público, coisa que jamais fazia.

James tinha assistido essa cena com a raiva borbulhando dentro dele. Ele tinha certeza de que Lucius iria varrer o chão com a cara atrevida de Adam, mas não, o traidor tinha dado permissão para o aproveitador-narigudo sair com Cassandra. Ele olhou suplicante para Severus, que rilhou os dentes e deu de ombros, ele não iria contra o homem que lhe fornecia uma cama quente.

- É bom ser um bom encontro Adam ou vou deixar meu papai envenenar você como ele está planejando agora mesmo. – Cassie provocou enroscando seu braço no do rapaz.

- Eu ainda posso fazer isso, planejo melhor do que você pode revidar filha.

- Mas não melhor que o pai, agora, vou comemorar com o time, o que acham de irem almoçar fora e se gabar da filha perfeita que tem?

- Boa ideia, vamos Severus. – Disse Lucius puxando o marido.

Draco e Harry tinham assistido ao interlúdio rindo das caretas de Severus, mas o moreno resolveu pegar seu ruivo e raivoso filho pelos ombros quando ele mostrou aquela cara de ciúmes quando Adam abraçou a cintura de Cassie.

- Vamos dar uma volta, filho? Draco vai levar Teddy para um check-up.

- Tudo bem... posso mesmo precisar aprender uns truques novos. – O rapaz resmungou tentando abrir buracos nas costas de Adam só com os olhos.

Draco deu um beijo na bochecha de James à guisa de despedida, o que fez o menino corar furiosamente.

- Não em público Draco! – O menino pediu.

- Harry, ele tem vergonha de mim. – Draco disse fazendo beicinho.

- Não tenho! É só que... ah! Seu veela maldoso, está me embaraçando de propósito.

Draco fez sua melhor cara de inocência e voltou a fazer beicinho.

- Agora ele está me acusando de envergonhá-lo só para espantar essas groupies enlouquecidas.

- O que nem de longe é verdade, certo veela bonito? – Harry perguntou sorrindo para o marido.

- De jeito nenhum, por que eu envergonharia meu bebê? – Draco perguntou apertando a bochecha de James.

- Pai, faça alguma coisa!

- Você é o filhote, faça você. – Harry deu de ombros.

- Ele praticamente me amamentou, não posso fazer nada! – James disse desalentado. – E o pior é que Scorp vai indo nesse mesmo caminho, esse beicinho os desculpa de tudo.

- É a vida filho, agora...

Um súbito silêncio tomou conta do estádio quando ouviram por cima das vozes o uivo de um lobisomem, era dia e isso era muito incomum. Logo que se fez silencio o uivo se repetiu seguido de mais dois, as crianças começaram a gritar e correr, a diretora começou a gritar pedindo ordem, Harry colocou Teddy atrás de si e Draco ficou as costas do menino, só por precaução.

- Eles estão transformados durante o dia, tem que ser de linhagem pura e fortes demais para o meu gosto... – Harry resmungou. – Parece que seu cio está chamando-os para fazer coisas estúpidas. Draco, vá achar uma lareira e leve Teddy para casa. Vou sair e caçar alguns lobos atrevidos.

- Claro, te vejo no jantar querido. – Draco disse simulando despreocupação. – James, vá procurar Cassie e a leve para o castelo, depois chute a bunda daquele nerd metido a conquistador.

- Sim, depois vão me dizer o que está havendo? – James perguntou sério.

- Claro bebê. Nos vemos por ai, venha Teddy.

James olhou estranhado para o veela arrastando Teddy pela escola, mas pensou que os uivos deviam ser relacionados a herança lupina de Teddy, ele e Cassie nunca tinham tido permissão para ficar com o lobisomem transformado, mas os dois viam como ele ficava maltratado depois, era algo que partia o coração de James.

H D

Lucius e Severus voltaram apara casa a tempo do mais velho sentir as proteções reforçadas. O loiro deixou sua magia se conectar com a da casa e sentiu que haviam proteções primárias sendo ultrapassadas, lobisomens, claro.

- Teddy está em casa, ele está no cio e tem lobos tentando entrar. Vou dar um jeito nos vira-latas, peça para um dos elfos me preparar um banho, por favor. – Lucius pediu tirando suas luvas de pele de dragão.

- Eu vou...

-nNão vai Severus, sei como se sente sobre lobisomens e eu tenho muito mais experiência lidando com eles, fique aqui. – O loiro disse imperiosamente.

Lucius saiu da sala com seu cabelo flutuando elegantemente atrás de si. O loiro tinha aprendido algo sobre saídas triunfais com seu marido. Severus suspirou e chamou um elfo para preparar o banho do veela, Lucius seria rápido, com certeza. Depois se virou para as escadas, só para encontrar Teddy parado lá com os olhos inchados.

- Todo mundo está em perigo por minha causa.

- Não diga asneiras, Lucius pode lidar com esses lobisomens com uma mão amarrada nas costas. Além disso, você parece febril.

- É o começo do cio. – Draco disse aparecendo atrás do menino.

- Começo? Pelos lobos lá fora eu apostaria que era o auge. – Severus disse, estranhado.

- Talvez o fato de Teddy ter demorado mais para entrar no cio seja um fator, Dimitri disse que quando os ômegas muito jovens entram no cio é mais fácil porque lobisomens tendem a considerá-los filhotes. Nosso menino bonito já está quase com dezessete.

- Isso já é bastante embaraçoso sem vocês discutindo sobre isso! – Teddy protestou.

- Eu conheci Remus, lembra? Nada do que acontece com você é inédito para mim. – Snape provocou.

- Eu não estou num momento para saber das suas perversões com meu pai! – O menino disse fazendo um muxoxo. – Vocês serpentes sempre me deixando embaraçado e...

Draco e Seveus viram como o menino pareceu engolir em seco ao ouvir um uivo se transformar num guincho de dor.

- Ele vai matá-los? – Teddy perguntou.

- Não, talvez só os castre. – Severus deu de ombros. – O ponto é demostrar que tem alguém mais forte que eles protegendo você.

- Então... Lucius é o mais alfa da casa? – Teddy provocou Snape, movendo as sobrancelhas. – Já sei quem posso seduzir então.

- Teddy! – Draco protestou chocado.

- O quê? Foi só uma ideia. – O menino se defendeu, ainda sorrindo.

- Ideia muito pervertida, não é mocinho? Por que não espera pelo Jamie? – Draco disse calmamente.

- Como uma donzela virgem enquanto ele experimenta meia Hogwarts? Não, obrigada. Até meu pai que era um romântico cansou de esperar pelo Sirius entender que eles eram mais que bons amigos e devo dizer que seduziu seu padrinho aqui. – Teddy disse apontando para o pocionista.

- Verdade, coisa que fez o Black ficar louco de ciúmes. Foi uma jogada muito Slytherin da parte do seu pai.

- Pelas bolas de Merlin, Teddy! Não pode tomar esse bando de malucos pervertidos como exemplo.

- Quem é pervertido? – Lucius perguntou quando entrou na casa, o loiro tinha jogado seu manto no chão e sua camisa estava entreaberta e salpicada de sangue.

- Vocês todos! E estão pervertendo o Teddy. – Draco disse.

- Ah, não pode nos culpar por isso e não me faça mencionar quem de nós tem os hábitos mais peculiares. – O veela mais velho brincou.

Draco corou e desistiu de argumentar com seu pai.

- Se livrou dos lobisomens?

- Sim, feitiços de castração são efetivos para assustar qualquer alfa, só que não são limpos. – Lucius reclamou segurando a seda branca arruinada de sua camisa.

- Reconheceu algum deles?

- Linhagem pura, um deles era realmente impressionante, negro e ágil... inteligente o suficiente para recuar. Imagino que seja o que restou do clã original de GreyBack.

- Oh, é verdade, GreyBack foi chutado por seu alfa quando mordeu Remus. – Severus disse.

- Dimitri comentou que é contra as leis deles ferir crianças, eles não transformam pessoas a torto e a direito. É um processo doloroso e é considerado crueldade fazer isso com crianças. – Teddy comentou. – Eu não sabia que GreyBack era um renegado.

- Aquela bola inútil de pelos foi um prato cheio para o Lorde justamente por causa de toda a raiva que sentia. Ele já era um lobisomem fora do comum, a preferencia dele por crianças é algo que seu povo abomina, mas era perfeito para os planos de Voldemort.

Teddy assentiu ainda um pouco hipnotizado pelos músculos definidos de Lucius que podia ver pela camisa entreaberta, o arrepio que percorreu sua coluna quando Severus apoiou o queixo em seu ombro foi quase doloroso.

- Por acaso está olhando para o meu marido? – Severus provocou num sussurro baixo.

- É meio difícil de ignorar. – Teddy resmungou.

- Bem-vindo ao meu mundo. – Severus disse ainda sussurrando com aquela voz que tinha sido o terror e o estímulo de muitos alunos de Hogwarts por anos.

- Oh Merlin! Papai, faça Severus parar de seduzir meu menino! – Draco esbravejou ao se dar conta da situação.

- Se comporte Sev... – Disse Lucius sem soar meramente ameaçador.

H D

A festa de comemoração não estava interessando a James, ele já tinha beijado Lucy Cornwel só para que ela parasse de persegui-lo, tinham sido ótimos beijos, mas ele estava mais preocupado em achar Cassie e colocar juízo na cabeça dela. Encontrou seu alvo deitado em sua cama num pijama branco de cetim lendo um livro de feitiços.

- Expulsou o Fabriccio de novo?

- Não, ele não se importa de dormir com o namorado. – Ela disse despreocupada.

- Vou ficar encantado de contar ao tio Neville sobre isso, pode imaginar a cara dele quando souber que seu filhinho está namorado um meio-italiano que exala sexo pelos poros?

- Vai ser épico, o que acha de dizer isso ao acaso na mesa do jantar? – Ela sugeriu maliciosa.

- Sim, posso imaginá-lo engasgando com o vinho caro do seu pai.

- E trancando seu melhor amigo numa torre.

- Claro que não, tio Blaise o impediria, sabe como ele é. – James replicou sentando no chão ao lado da cama onde Cassie estava.

- Cuidado James, Fabriccio sabe dos seus podres também.

- O que ele pode dizer que ninguém já saiba? Sou um livro aberto.

- Ele poderia contar ao seu pai como o filhinho dele anda saindo da escola pela passagem até a Casa dos Gritos.

- Não é como se o Chefe Potter fosse ficar surpreso. – James garantiu, com ar arrogante.

- Mas aposto que ele engasgaria com o vinho caro do meu pai também se alguém contasse que você frequenta aquele bordel de má fama na travessa do tranco... como é mesmo o nome dela? Algo vulgar e com M... ah! Mirabel. – Cassandra completou o raciocínio com uma cara inocente que não convenceria nem um Hufflepuff do primeiro ano.

James olhou para a menina de olhos arregalados, ele estava surpreso, mas não tanto, uma das especialidades de Cassandra Malfoy era encurralá-lo.

- Você não perde nada?

- Dificilmente querido, ainda com ânimo de me aborrecer sobre Adam?

- Sim, mas não sou tão estúpido.

- Ótimo... e espero que não ache que eu vá dormir com você enquanto posso sentir o perfume horrendo daquela groupie daqui. – A menina cantarolou.

- Eu não estou sentindo cheiro nenhum! E nem a beijei tempo suficiente para ficar com o perfume grudado em mim.

- Banho James... ou Colin nos seus sonhos.

- Serpente rasteira e chantagista! – O ruivo reclamou.

- Obrigada, use o shampoo de menta.

James não respondeu, mas bateu a porta do banheiro.

- Pobre Adam... quando eu terminar James provavelmente vai ter quebrado seu nariz, mas toda guerra tem suas baixas. – Cassie refletiu voltando a ler seu lvro.

Então, o que acharam? Me digam por favor.