Olá, eu voltei com mais um capítulo, leiam logo e me digam o que acharam.
Lucius e Severus estavam ocupados adorando o corpo jovem e tenro de Teddy, que ainda meio dormido desfrutava dos beijos e mordidas que as duas serpentes mais velhas davam por seu peito e pescoço. Os três pularam de susto ao ouvir as fortes batidas na porta, seguidas da voz de um Draco Malfoy muito irritado.
- Você vai atender, é seu filho. – Severus disse para Lucius.
- É seu afilhado, mimado e estragado por você. – O loiro se defendeu.
- Ou... podemos só colocar um feitiço silenciador e continuar aproveitando a cama. – Teddy sugeriu. – Estamos ferrados mesmo, pelo menos vou ouvir uma bronca depois de ter sido devidamente fodido pelo Severus. – Completou o lobisomem insinuante.
- Ah, e o que te faz pensar que vou deixar meu marido te foder? – Lucius perguntou provocativo, agradecendo mentalmente pelo feitiço que Severus colocou na porta.
- Seus dedos me esticando pra ele, talvez... – Disse Teddy gemendo e abrindo mais as pernas para dar mais espaço ao loiro.
- Duas criaturas sensuais querendo minha atenção... que vida cansativa eu tenho. – Disse Severus com um sorriso predatório.
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- Esses dois pervertidos colocaram um bloqueio na porta! – Draco gritou enfurecido. – Harry, você é o chefe dos Aurores, coloque essa porta abaixo e prenda esses dois por atentado ao pudor e corrupção de menores.
- Teddy tem dezessete anos, amor. Ele é maior de idade. E de jeito nenhum que eu irritaria Lucius Malfoy e SeverusSnape, gosto das minhas bolas onde elas estão, muito obrigado. – Harry disse, recostado na parede.
- Não sei como diabos você pode ficar tão calmo sabendo o que está acontecendo logo ali com nosso filhote! – Draco bradou, seu pé batia no chão e seus cabelos longos estavam revoltos em torno de seu rosto bonito.
Harry não resistiu a visão de seu marido e puxou o veela irritado para seus braços. O moreno enterrou seu rosto nas mechas loiras do cabelo de Draco e aspirou o perfume.
- Não seja um puritano, Teddy estaria sentindo dor e se transformado dolorosamente se os dois não o ajudassem. Preferiria que ele estivesse com algum alfa bruto por ai?
- Claro que não! Mas é tão estranho. – O veela choramingou.
- Pelos padrões de muita gente nossa relação não é só estranha, é repulsiva. Não vamos deixar isso afetar o Teddy, ok? Ele já tem problemas suficientes se envergonhando de um monte de coisa para ter que lidar com você buzinando sobre o quão vergonhoso foi o comportamento dele.
- Eu nunca faria isso com meu menino bonito! – Draco disse indignado.
- Mas fazer um escândalo sobre a primeira vez dele seria um pouquinho demais para o menino lidar.
- Certo. – Draco disse a contragosto. – Mas ainda vou arranjar um jeito de me vingar dos dois corruptores de filhotes alheios.
Harry deu de ombros, ele não iria se meter numa guerra entre serpentes, só Merlin sabia o que resultaria disso.
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Cassandra podia lançar feitiços nas fãs de James que soltavam risinhos estúpidos e ficavam cochichando nas arquibancadas enquanto ele treinava com o time, mas ela não faria isso. Sua jogada com James era outra, o que é claro, não a impedia de querer arrancar os olhos daquela leoa estúpida que correu para dar uma toalha para James quando eles terminaram o treino. Claro que o ruivo dos infernos tinha que ter tirado a camisa para ficar exibindo seu corpo suado para as groupies enlouquecidas, todos os meninos faziam o mesmo, mas ela sabia que eles ficavam eclipsados pela presença forte de James, ele era como o sol e fazia as pessoas gravitarem a seu redor.
- Ei, buscadora bonita. – A voz de Adam a fez sorrir, seu peão vinha até ela como um cachorrinho bem treinado.
- Bonita? Eu esperava algo mais condizente comigo... sou absolutamente majestosa querido. – Ela disse de modo coquete.
- E modesta. – Adam sorriu, o menino se aproximou e passou o braço por sua cintura.
Ela não se importava nem um pouco em se divertir com Adam, ainda que ele fosse um rapaz tão manipulável era bonito e inteligente, podiam conversar sobre muitas coisas e ela intuía que ele beijava bem.
- Então, pretende me impressionar no sábado?
- O que eu ganho com isso?
- Minha atenção, e eu não reclamando com meus pais? Ou com meu irmão Draco Malfoy-Potter, ou quem sabe com meu cunhado, o Chefe dos Aurores... Harry Potter, já ouviu falar?
Adam ficou visivelmente intimidado e ela riu.
- Você sabe como deixar um homem tranquilo e relaxado. –Ele disse.
- Estou aqui para isso. Tenho que tomar um banho antes da aula de herbologia, nos vemos. – Ela disse beijando-o no rosto.
Quando passou por James, a jovem herdeira Malfoy se perguntou como Adam podia ser tão distraído a ponto de ficar sorrindo como um Hufflepuff quando tinha James o fuzilando com os olhos. Um Potter ciumento não prognosticava nada bom para o alvo de sua raiva. Ela sorriu para si mesma, se tudo corresse bem, ela teria James onde queria muito antes do esperado.
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Harry estava em seu escritório quando Neville chegou soltando fumaça pelos ouvidos, literalmente.
- O que aconteceu? – Harry perguntou, meio divertido.
- Blaise me enfeitiçou só porque eu disse que nosso filho é muito jovem para namorar.
- Ele não é tão novo assim. – Harry contrapôs.
- É só um menino inocente que estão loucos para corromper, não pense que eu não lembro de que meninos dessa idade só pensam em sexo.
- Sim, e por isso é saúdavel deixar os hormônios saírem para que eles não explodam. Deixe de ser chato, nossos filhos não tem uma guerra para preocupá-los, só coisas normais de adolescentes bruxos. Veio aqui só para se queixar como uma avó do século passado?
- Na verdade não. – Disse Neville ficando sério. – Achei que ia gostar de saber sobre um projeto que o Departamento de Controle das Criaturas Mágicas está apresentando no Wizengamot.
- No fim das contas acho que vou ter que deixar o Severus matar aquele imbecil. – Harry disse, quase que refletindo sozinho. – O que ele fez agora?
- Ele quer organizar uma caça e marcação dos dos lobisomens desgarrados depois da guerra. Isso vai ser uma diversão só. – Neville disse.
- Diabos, vou ter que falar com o Ministro de novo, ele devia colocar uma coleira nesse idiota. – Harry disse esfregando a testa, sabia que ia ter uma dor de cabeça com esse assunto.
- Na verdade, ouvi que ele está apoiando a ideia, principalmente depois do incidente na escola por causa do Teddy. Quem está encabeçando a defesa dos lincantropos é nada menos do que a MacNair, o que te deixa numa posição desconfortável, não é?
- Família vem primeiro, gosto do Kingsley, mas se ele começar a se comportar como um idiota não terei problema nenhum em apoiar MacNair. Vou mandar uma mensagem para Hermione, ela vai saber como lidar com isso. – O moreno disse taxativo, de jeito nenhum ia deixar seu afilhado virar alvo de um doido preconceituoso.
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Era noite já e Teddy pensava que não poderia se mover sem sentir pontadas em seu maltratado traseiro por dias, mas não era algo que o incomodasse de verdade, já que um dia inteiro na cama com Lucius e Severus era uma oportunidade memorável e satisfatória. O calor e o incômodo do cio tinham arrefecido e ele não se sentia mais passando mal de tesão. Por isso, quando saiu do quarto de seus amantes temporários após um longo e delicioso banho, preparado especialmente para ele com loções feitas por Severus para acalmar seus sentindos, o jovem se preparou para lidar com Draco. Desceu as escadas da mansão preparado para encontrar as três serpentes em pé de guerra, mas quando entrou na sala os três bebiam vinho e se olhavam cautelosamente, mas sem feitiços voando.
- Boa-noite Draco. – Ele disse timidamente. – Eu sei que está zangado, mas…
- Eu não vou comentar sobre isso, nunca, prefiro fingir que não aconteceu. – O loiro disse à queima roupa, interrompendo-o.
- Bastante infantil da sua parte. – Lucius apontou.
- Posso mudar de ideia e resolver falar sobre isso, prefere papai? – O loiro menor disse maldosamente.
Antes que Lucius pudesse responder, Teddy se meteu.
- Eu concordo Draco, nós dois não precisamos falar disso, seria constrangedor.
- Viu só? Conheço meu filhote. – Draco disse presunçosamente para o pai. – Então… tem certeza de que os velhotes cuidaram do auge do cio? E vocês usaram proteção?
Teddy ficou vermelho e seu cabelo também, o menino pareciam mortificado.
- Isso não é ignorar Draco!
- São perguntas simples, não quero saber detalhes. – O loiro disse.
- Pergunte pra eles, falar disso com você é o equivalente a falar com a minha avó, é inaceitável. – Disse o menino e saiu correndo.
Lucius riu e Severus revirou os olhos.
- Ele não está gestando e não fez nada que não quisesse, e o cio vai sumir em mais um dia, muito menos contubardo do que seria se ele não tive contato físico, e foi um experiência única. Não vai se repetir, não seja dramático Draco. – Severus disse.
- Claro, vocês seduzem meu bebê e eu que sou dramático. – Draco reclamou fazendo beicinho.
- Merlin me ajude… de onde me saiu esse filho puritano? – Lucius zombou.
- Da mamãe provavelemente, já que fosse depender de você…
- Ah, não sei não… os Black tem uma história de incesto e rituais de magia cuja energia mágica era canalizada através de orgias. Regulus e Sirius eram bastante chegados, por que acha que o pobre Regulus odiava tanto o Remus?
- Por Circe e Morgana, eu descendo de uma longa linha de pervertidos. Como sofro! – Disse o loiro dramático.
- Papi! – A voz suave de Scorpius chegou até os adultos, que sorriram para o menino correndo de pijamas pela casa fungindo de um elfo.
- Sim? – Respondeu Draco segurando-o no colo.
- Eu quero o papai pra dormir.
- Ah bebê, você sabe que seu pai chega tarde às vezes, você nem sempre aguenta esperar.
- Mas eu quelo, eu posso? – Pediu o pequeno menino manhosamente.
- Claro que sim, você é um Malfoy e um Malfoy pode tudo. – Lucius disse fazendo um gesto altivo.
- E ele tem a cara-de-pau de me dizer que eu te mimei e estraguei, acredita? – Severus perguntou a seu afilhado, que olhava o pai entre divertido e irritado.
- Ah, colocar a culpa nos consortes também é permitido, e sempre temos razão, é claro. – Acrescentou o patriarca, arrancando risos do filho e um olhar fulminante do marido.
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James estava fervilhando, ele nem tinha Teddy para conversar, geralmente falar com ele o acalmava por alguma razão, mas o lobisomem só iria voltar no dia seguinte, o que deixava o ruivo sem opções. Ele ia acabar arrancando a cabeça do querido Adam, o maldito come-livros tinha levado Cassie para um encontro no dia anterior e agora, ele estava sentado na mesa das serpentes, SUA mesa, segurando a mão da SUA Cassie.
- Não sei o que seu bife te fez, mas pare de torturar essa pobre carne inocente. – Murmurou Fabricio.
- Estou treinando para o que vou fazer com a cara do declamador de poesias ali.
Fabriccio seguiu o olhar de James e sorriu ao ver o casal que causava a ira do ruivo.
- Má ideia, sabe como a Cassandra é. Ela provavelmente converteria sua vida num inferno, ouvi dizer que os dois estavam se divertindo muito ontem.
- Quão divertido pode ser tomar sorvete? – Cassie tinha contado pra ele que eles tinham ido tomar sorvete e ele zombou do clichê de Adam para planejar um encontro.
- Muito, lábios gelados e adocicados com sabor chocolate com menta segundo eu soube.
- Ela não beijou o idiota! – James protestou, ainda que discretamente, ele era uma serpente e não ia gritar no meio do café da manhã.
- Posso dizer que ele a beijou se isso te faz mais feliz, mas é só uma questão de semântica.
- Tem certeza?
- Sim. Luca viu e me contou, aquele meu namorado que você assustou, lembra? Ele disse que passou por lá quando ia me comprar um presente e viu os dois. Pela descrição dele eram beijos que o fariam corar.
Luca era um depravado que James tinha ameaçado por causa de suas mãos bobas pra cima de Fabriccio, e se ele dizia que podia corar vendo a cena, os beijos do tal Adam eram algo que muito próximo do atentado ao pudor. James sorriu para o casal e viu o olhar de aviso de Cassie e o sorriso tolo de Adam, o idiota nem tinha ideia de que ia ser esmagado muito em breve. Era hora de reviver seus genes marotos.
Fabriccio sorriu ao lado do amigo, ele sim tinha percebido os objetivos de Cassandra e resolveu dar um empurrão nos ciúmes de James. Homens apaixonados são tão tolos, o italiano pensou, quando em seu juízo perfeito alguém acreditaria que Adam Stilles pudesse dar um beijo obsceno?
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James ainda era um dos sobrinhos preferidos de Ron, afinal, ele era a parte essencial que tinha sobrado de Ginny, por isso, o ruivo sorriu orgulhoso quando recebeu uma carta do menino pedindo ajuda.
- O que você e Harry estão planejando aprontar? – Hermione perguntou, conhecendo cada olhar do marido.
- Nada, é só James me pedindo conselhos. – Ron disse guardando a carta.
- Algo que você tenha que contar para Harry? Ele está encrencado?
- O quanto alguém pode estar encrencado ao ser apaixonado pela filha de Severus Snape e Lucius Malfoy?
Hermione não esperava por essa, engasgou levemente com o chá que tomava e olhou atônita para o marido.
- Eles são praticamente irmãos!
- Que exagero, além disso, ele ainda não reconheceu que gosta dela, na cabeça dura só está livrando-a de um pretendente cheio de segundas e terceiras intenções. Sendo filho do Harry vai levar anos para ele encarar a verdade e decidir que quer a loira.
- Sendo seu sobrinho pode demorar mais… - Ela zombou. – Você levou anos para me pedir um encontro.
Ron corou e deu de ombros.
- Sorte a dele de que conta com minha brilhante orientação… veremos como esse pobre concorrente lida com um pouquinho do gênio dos Weasley.
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Era segunda-feira e Teddy tinha passado todas as horas desde sua volta ao colégio esperando para poder ver James, ele sentia que seu companheiro estava mais agitado que o normal e isso no ruivo sempre antecedia problemas. Era fim de tarde e ele seguiu o cheiro de James até os jardins, Teddy não levou nem dez segundos para registrar o sorriso malvado de James na direção de Adam, o garoto que nesse momento beijava Cassie embaixo de uma árvore. Teddy sentiu um frio na barriga quando o ruivo sorriu, qualquer Potter que sorrisse no meio de um ataque de ciúmes era algo a ser temido. O pobre rival de James estava ocupado murmurando coisas românticas para Cassandra, distraído demais para ver que a árvore sob a qual estava começou a mover seus galhos, primeiro suavemente, e depois de forma mais rápida, quando um galho passou baixo o suficiente e tocou o cabelo de Adam, as folhas deslizaram pela pele do rosto do adolescente e logo ele era envolvido pelas folhas e puxado para cima, para dentro da folhagem.
- JAMES SIRIUS POTTER! – Cassandra estalou na hora em que viu seu namorado sumir por entre as folhas.
- O quê? Eu não fiz nada. – O ruivo disse sorrindo, e com sua melhor cara de inocência.
- E eu sou Morgana LeFay! – Ela replicou. – Tire ele de lá.
- Eu não tenho nada com isso, mas acho que se a árvore virou carnivóra, vai querer cuspir o narigudo, ele não parece saboroso.
- Eu me vingo James, sabe disso. – Ela disse se aproximando do ruivo, que era mais alto que ela agora, a cabeça loira alcançava o peito dele.
- Mas não fui eu. – Ele disse aumentando seu sorriso.
- Parece que estava certo Jamie, olha o Adam de volta. – Apontou Fabriccio rindo loucamente.
Cassie deu uma olhada para o rapaz eu estivera beijando até poucos minutos atrás e sorriu também. Adam estavam tentando recuperar o equlíbrio, mas além de tonto, havia brotos de árvore saindo de seus cabelos e ouvidos, suas mãos também tinham pequenos brotos e folhas saindo da ponta dos dedos, mas o pior era o nariz no rapaz, que tinha crescido mais ainda e tinha duas folhinhas, algo que lembrou a Cassandra a história trouxa de Pinóquio, que ela e James tinham visto quando num desenho animado crianças na casa do primo de Harry.
- Pinóquio, você o tranformou num pinóquio? – Ela perguntou.
- Eu não fiz nada. – Insistiu James. – Mas seria interessante ver se o nariz dele pode crescer mais.
- James! – A menina sibilou, bloqueando o caminho do ruivo, que a olhou num misto de diversão e raiva.
James não precisou se mover, seu fiel amigo e cúmplice, foi até Adam e fingindo ajudar o garoto, segurou os braços de Adam ajudando-o a ficar de pé e espanou algumas folhas do cabelo e do rosto do rapaz.
- Vamos te levar para a enfermaria, sei que vão te ajudar lá… ouvi dizer que Severus era malvado e que ele tinha colocado um feitiço de castidade na filha, você devia estar pensando em coisas muito pervertidas para ativar o feitiço.
- Eu não! – Adam se defendeu e seu nariz creceu um pouco, o que fez os alunos em volta dele rirem e Cassandra olhar mais feio ainda para James.
- Pensamentos pervertidos Stilles? Acho que não gostei de como isso soou. – Disse James estalando os dedos e olhando ameaçador para o menino, que agora era parte de madeira.
Antes que James pudesse fazer algo mais, os amigos de Adam o levaram para a enfermaria.
- Quanto tempo ele vai ficar assim? – Teddy ouviu Cassie perguntar.
- Não sei, afinal, não fiz nada.
- Você nunca consegue mentir pra mim. Quero saber o que fez com meu namorado e…
- Você também não pode mentir pra mim! – James explodiu. – Não queira me fazer acreditar que gosta daquele imbecil, ele é fácil demais, suave demais pra você.
- O que diabos te faz pensar que sabe o que é bom pra mim? – Ela replicou irritada.
- Você insiste em saber o que é melhor pra mim, então posso devolver o favor.
- Não se é pra ser grosseiro e irracional sobre isso. Adam é meigo… gosto do jeito que ele me dá atenção e me trata gentilmente, ao contrário de você. – Ela provocou. – E ele também…
- Eu sou gentil! – James protestou e Teddy tinha que discordar, James era um ogro quando inspirado.
- … e ele beija obscenamente bem. – Cassie completou.
James viu vermelho.
- Aquele rato de biblioteca não poderia beijar nem um sapo decentemente, você precisa ampliar seus horizontes querida.
James nunca a chamava de querida, nem tinha aquele brilho perigoso no olhar quando falava com ela. Cassie pensou que seu plano tinha chegado no ponto culminante muito antes do esperado. Ela sentiu os braços fortes de James circulando sua cintura e a próxima coisa de que ela tinha consciência era da boca demandante do ruivo sobre a sua. Ela já tinha sido beijada antes, mas nunca assim. A língua de James capturou a sua e passou a sugá-la num ritmo erótico que enviou um arrepio de excitação pelo corpo da menina, ela estremeceu nos braços de James e deixou suas mãos passearem por dentro do manto dele, suas unhas longas arranhando de leve a pele. Os dois se separaram quando ouviram um pigarro ao lado deles, era Fabriccio.
- Beijos desse tipo devem ser dados no quarto. – O italianinho brincou, piscando para os dois.
- É o seu melhor? Estava esperando algo mais espantoso devido a sua fama entre as meninas do colégio. – Cassandra provocou.
- Fabriccio tem razão… olhos demais para beijos adequados. – James brincou e se virou para Teddy, que tinha ficado parado, olhando-os com uma expressão que James pensou ser espanto puro. – Não me faça pedir ao Teddy para dizer o que está farejando no ar agora, posso provar que gostou.
- Convencido… não precisa ficar com essa cara Teddy, não é exatamente uma surpresa, é? – Cassie brincou ao ver o lobisomem tão sem reação.
- Eu.. eu… acho que me surpreendi sim. Eu vou para a Torre, tenho um monte de dever de casa atrasado.
James riu quando o rapaz mais velho saiu correndo.
- Nossos ferômonios assustaram o pobre Teddy. Tem que controlar melhor sua atração por mim.
- Eu? Quem foi que transformou o concorrente num boneco de madeira e beijou a quase irmã no meio do pátio para todo ver?
James teve a graça de parecer levemente embaraçado. Assim eram os Potter, as explosões de ciúmes eram terríveis, mas passavam rápido.
- Você me acha grosseiro de verdade? – Ele perguntou.
- Insensível como um troll na verdade, mas faz parte do seu charme.
- Acha que Sev vai querer me matar quando souber o que eu fiz?
- Me beijar ou transformar o Adam?
- Eu não fiz nada com o come-livros. – James era uma serpente, iria negar isso até a morte.
- Papai te ama, além disso, acha que ele teria coragem de fazer alguma coisa com um dos filhotes de Draco?
- Verdade, eu sou intocável. – O ruivo sorriu antes de se inclinar para beijá-la de novo.
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Teddy mal podia respirar, seu coração estava apertado e ele podia sentir lágrimas escorrendo por seu rosto. Ele tinha acabado de asistir seu pior pesadelo. Quando James puxou Cassandra para seus braços e a beijou seu coração se estilhaçou e seu lobo interno uivou de tristeza. Ele ficou lá parando, enquando o ar se enchia com o cheiro dos dois juntos, um aroma impregnado de desejo e carinho, que fizeram seu nariz franzir e ele querer vomitar. O jovem ômega abraçou a si mesmo em sua cama na Torre, protegido por feitiços de privacidade e chorou, porque não era outra menina qualquer beijando James, mas porque era a única no mundo que ele sabia que podia roubar o ruivo dele para sempre. Era a sensação mais assustadora de sempre, como ele podia lutar contra a união daqueles dois? Como ele podia magoar a menina que o tratava tão bem e que era da sua família?
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Harry estava com Scorpius no colo, o menino ainda segurava sua mamadeira e tinha aqueles lindos olhos verdes postos em seu pai quando uma coruja entrou na sala da mansão.
- É da diretora. – Draco disse. – O que será que seu filho aprontou agora?
- Sempre é só meu filho quando apronta, não é? – Harry disse divertido, segurando ele mesmo a mamadeira de Scorpius, que agora começava a cochilar em seu colo. Ele geralmente não tinha muito tempo para esses momentos, por isso evitava se distrair quando estava com seu bebê.
- Claro, e só meu quando faz coisas espantosamente espertas. – Draco disse sorrindo e lendo a carta. – POR CIRCE E MORGANA!
O grito do loiro fez Scorpius pular de susto e engasgar com o leite que ainda bebia.
- Draco! Você assustou o bebê. – Disse Harry dando tapinhas nas costas de Scorpius.
- Por que grita papi? – O menino perguntou ao loiro.
- Porque seu irmão é um tolo.
- Jamie? Eu quelo Jamie. – Scorpius disse, ele sentia muita falta de seu irmão que sempre brincava com ele e o mimava até mais que os avôs.
- Vai tê-lo, ele foi suspenso. – Draco informou Harry. – Por beijar uma garota de maneira escandalosa nos jardins. Garota que por acaso é a minha irmãzinha.
Harry teria caído da poltrona se não estivesse com Scorpius nos braços, mas se recuperou logo e disse maldoso para o marido:
- Dessa vez querido, fui eu quem avisei.
Harry sabia que só o filho em seus braço impediu Draco de enfeitiçá-lo pela provocação, mas os dois estavam igualmente preocupados, o que diabos iam fazer com as paixões dos adolescentes da família?
Não mandem facadas, nem feitiços, autoras machucadas não escrevem, ok? Me digam o que acharam, ok?
Beijos.
