Olá, eu voltei! Espero que gostem.

James se perguntou porque a mansão estava tão quieta numa manhã de dia de semana, isso até que ele ouviu o som de passinhos apressados vindo em sua direção, ele se abaixou para segurar o pequeno loiro que se jogou em sua direção.

- Jamie! Você veio.

- Sim, estou encrencado, vai dizer aos papais que eu sou um bom irmão e que não devo ser castigado?

- Vou. – Disse o pequeno alegremente beijando a bochecha do irmão e recebendo vários beijos em troca.

- Que bonito, manipulando seu irmão caçula, James Sirius? – A voz de Harry retumbou na sala, fazendo o ruivo se encolher.

- Claro que sim, só está reclamando porque ele me ama mais. – O ruivo brincou, mas engoliu em seco quando viu a cara séria do pai. Colocou o irmão do chão. – Vá brincar lá fora, eu… vamos brincar mais tarde, ok?

Os dois Potter se encararam até que Scorpius estava longe o suficiente.

- Ela me suspendeu pelo beijo porque não podia provar a louca teoria de que transformei Stilles num semi-boneco de madeira.

- Louca teoria, é?

- Sim claro, eu nem saberia como fazer isso.

- Seu tio Ron sim, ele não é um bom cúmplice James, ele conta tudo. – Harry diz cruzando os braços.

- Circunstancial, foi uma consulta inocente ao meu tio, só porque eu sei como fazer algo não quer dizer que tenha feito. – Disse James colocando-se na defensiva.

- Posso provar, existem poções pra isso.

- Que não podem ser usadas em menores de idade sem autorização expressa do tribunal ou sem ordem do…

- Chefe dos Aurores? Eu? – Harry disse maldoso.

- Não posso acreditar que está bravo pela suspensão, nem foi justo, por que a Cassie corou e disse que não tinha culpa dos meus arroubos ela não foi suspensa. – O ruivo reclamou.

- Ela não é. Não pode sair por ai beijando garotas no meio dos jardins da escola, ainda mais quando elas não estão esperando por isso, ou namorando outros garotos.

- Ah, mas ela sabia que eu ia beijá-la. Eu estava muito bravo para perceber logo de cara, mas ela brincou comigo e me teve onde queria o tempo todo, verde de ciúmes e prestes a explodir. – James deu um pequeno sorriso. – É estranho ter passado a vida toda ao lado dela e só agora me dar conta de que sempre foi pra ser nós dois.

Harry parecia consternado e não feliz como James previra.

- O quê? Qual o problema? Acha que vou ter problemas com Lucius e Severus?

- Comigo? Por quê? – Perguntou Lucius entrando majestoso como sempre na sala. – Não é como se eu não soubesse o que Cassie queria quando apresentou aquele menino.

- Você sabia e não disse nada? – Harry olhou horrorizado para seu sogro.

- Ninguém perguntou. – Lucius deu de ombros. – Vá brincar com seu irmão, ele sente sua falta. Tenho que conversar com seu pai.

James obedeceu, apesar de confuso com a reação dos adultos pensou que seria bom ter Lucius a seu lado. O patriarca Malfoy se sentou e esperou que Harry fizesse o mesmo.

- Onde está Draco?

- Ele recebeu uma chamada de emergência essa noite, uma menina que nasceu trouxa teve um acidente feio com uma explosão de magia natural.

- Foi feio mesmo, mas já cheguei. Aliás, ouvi você confessando que sabia sobre os planos da Cassie. – Draco disse.

- E pensei que você estaria gritando sobre ele estar ajudando a ferir Teddy. – Disse Harry confuso.

- É complicado… ela é minha irmã. – Disse Draco corando.

- Esse é o ponto. Eu não planejo interferir nessa relação e vou ficar extremamente irritado se alguém ferir minha garotinha de propósito. Eu não me importo se ela e James terminarem porque ele percebeu que prefere Teddy quando nosso pequeno lobo finalmente devidir sair do armário e dizer ao James que ele é seu companheiro. – Lucius disse, mas logo sua expressão se tornou feroz, como quando ele defendia Draco no começo da relação do primogênito com Harry. – Mas nenhum de vocês vai pedir a minha filha que renuncie pelo Teddy, ele deve lutar pelo quer.

- Se James não ficar ele, ele pode morrer. – Draco disse com olhos duros também. – Cassie saí agora dessa história com um coração partido, mas pelo amor de Merlin, ela tem catorze anos, vai se curar em dois tempos.

- Como você se curou do seu amor pelo Harry? – Dessa vez foi a voz de Severus, que estava parado à porta, olhando para todos com uma expressão impassível.

- Ela não tem tanto sangue veela assim. – Draco disse.

- Não, mas ela ama James, não pode negar isso. – O pocionista disse.

- Eu concordo com eles… Teddy nem mesmo disse nada ao James ainda. Ele disse que queria esperar, dar espaço para que ele crescesse e soubesse o que queria e quem era antes de jogar essa responsabilidade para ele. – Harry disse. – Deixemos as coisas seguirem seu curso.

Draco suspirou, mas deu de ombros.

- Eu concordo, mas sabem que vou estar torcendo para que esse namoro dure menos do que as paixões de James pelas groupies. – Disse Draco de mau humor.

H D

No jardim, com Scorpius entre suas pernas empilhando blocos que mudavam de cor, James se perguntava como diabos quatro dos homens mais poderosos e sorrateiros da Inglaterra se esqueceram de colocar um feitiço de privacidade nessa conversa. Ele ainda estava em choque pelo que ouviu com a orelha extensora modificada, presente de tio George, claro. Teddy era ômega, ele sabia, mas que ele era o companheiro do lobisomem era uma novidade, ele ficou parado olhando para o irmão, ele simplesmente não sabia como reagir.

H D

Cassie viu James voltar para a escola um dia depois da suspensão e sorriu quando ele jogou os cabelos charmosamente ao se encaminhar para a mesa.

- Eu tomei café da manhã em casa, você terminou?

- Bom-dia para você também. – Ela espetou.

James revirou os olhos e esperou pela resposta da menina.

- Já terminei, mas não sei se deveria te acompanhar, soube que você tem o mau hábito de beijar garotas obscenamente. – Ela disse provocativa.

- Você ainda não me viu sendo obsceno. – Ele brincou.

Os dois saíram do salão de mãos dadas, não sem antes James perceber o olhar azedo de Adam para eles.

- Problemas com perder? – O ruivo perguntou para o menino de cabelos castanhos.

- Nenhum, quem precisa de uma garota desse tipo? – Adam disse com veneno, que fez Cassandra franzir o nariz, como se estivesse com nojo.

James parou de repente, muito tentado a quebrar o nariz do garoto, mas ele já tinha tido problemas o suficiente por agora. Ele era uma serpente, ele não esquecia uma ofensa.

- Eu tomaria cuidado com as palavras Adam, eu vou relevar essa, mas posso ser muito vingativa. – Cassie cantarolou para o garoto.

- Uma vadia vingativa, que medo.

A loira só sorriu pra ele e se ergueu na ponta dos pés para beijar a bochecha de James.

- Vamos, você tem que pegar minhas anotações pelas aulas de ontem.

O mais novo casal de serpentes saiu andando, enquanto a maior parte dos alunos babava, eles eram o casal principesco e muito sexy de Slytherin.

H D

- Então, seu companheiro é o James? Desculpe, mas isso soa um pouco patético.

Teddy gemeu internamente, ele odiava quando Victorie resolvia se aproximar para espezinhá-lo, um dos passatempos preferidos da loira depois que os dois romperam. Ele culpava Draco por tê-la enfeitiçado e a deixado careca por meses, já que ela o jogou contra uma parede e quebrou alguns ossos na ocasião.

- Do que está falando? Eu não estou muito bem para entrar nas suas loucuras.

A loira sorriu, um pouco maldosa.

- Sou parte veela, filhote de lobo, isso significa que posso ver a ligação. O que é uma pena, sempre pensei que ele e a garotinha Malfoy fossem mesmo ficar juntos. Como é a sensação de sempre partir corações?

- Como é a sensação de ser uma vaca ressentida? – Ele devolveu, não querendo deixar transparecer que a acusação tinha atingio o alvo.

- Touché. – A loira disse. – Devia mover sua bunda e fazer alguma coisa para conseguir o homem que quer Teddy, os dois podem ter um vínculo difícil de você destruir.

- Eu não quero…

- Você quer sim, quer voar no pescoço da vadia e fazer ela sangrar até a morte. É instinto, mas recomendo só tirar o que é seu dela, você é um ômega sedutor, vá pegar o que é seu.

Teddy sempre odiou não saber como funciona a mente das mulheres. Por que diabos sua ex-namorada neurótica estava dando conselhos para ele? E o pior era que ele nem sabia se devia mesmo tentar seduzir o ruivo… e claro, ele estava no sétimo ano e atrasado nos estudos, sua vida era tão perfeita que doía.

H D

Draco estava preocupado com Teddy, já fazia dois meses que James e Cassandra namoravam e as cartas do lobisomem sempre eram sobre como ele estava exausto de estudar para os exames e de como a vida é injusta por ele não poder nem voar para se livrar do estresse. O loiro não era o único preocupado ao que parece.

- Ele quer viajar com ela! – Harry exclamou chocado ao terminar a carta de James e estendê-la para Draco.

Draco largou a carta de Teddy e arrancou o pergaminho das mãos de Harry.

- Espanha?! Que diabos ele quer fazer na Espanha com minha irmã?

- Segundo ele, aprender espanhol, eles tinham falado sobre isso antes e todos achamos interessante, mas agora que estão namorando tudo o que penso é nos dias ensolados e de como o calor atiça os sentidos naquele país.

- Foram bons dias em Barcelona, não é? – Draco perguntou sorrindo.

- Sim, mas o que vamos fazer? – Harry luzia desconsolado. – Teddy ainda não quer contar sobre a situação e nós não podemos dizer que não sem uma justificativa decente.

- Quer uma justificativa decente? – Perguntou Draco. – "Não pode ir porque somos seus pais e estamos dizendo que não."

- Isso não funciona com adolescentes, e sabe que seu pai vai deixar Cassie ir.

- Sim, ela deve ir, faz parte da educação dela. É o sonho dela conhecer todos os lugares do mundo e falar com os gitanos sobre magia antiga e inominável, ela também quer ir para a América do Sul ver como funciona a magia nos terreiros da Bahia, mas é isso que a Cassie quer e ele só a está seguindo. Será que não percebe? – Disse o loiro bufando.

- Isso é ruim? Eles são adolescentes, o que há de errado em viajarem para aprenderem juntos?

- Vai fazê-los mais próximos e vai doer como o inferno quando ele a deixar! – Draco explodiu.

- Draco, não precisa se exaltar, esse é um problema…

- Ginny não era uma vadia mesquinha Harry, ela era, meu amor? – Draco perguntou retoricamente. – Ela se tornou uma, mas porque se sentia magoada e rejeitada por você e de jeito nenhum eu quero que minha irmã passe por isso.

- Cassie não é a Ginny, ela realmente gosta do James e não da imagem dele ou da fama do bom jogador de quadribol. E dificilmente ela se tornaria tão neurótica e amarga como a Ginny, não é algo que um Malfoy faria. – Harry brincou.

Draco só franziu a testa e os lábios, numa expressão azeda.

- Não… uma Malfoy iria se vingar e destroçar quem atravessou seu caminho. – Draco disse lúgrube. – Mas, você me deu uma ideia. James ama quadribol e conheço um excelente acampamento de treinamento… na Alemanha.

- É uma boa ideia, mas duvido que culmine no fim do namoro.

- Não, mas vai arrefecer as coisas e dar tempo para o Teddy, confesso que eu esperava que ele estivesse mais empenhado em conquistar James do que em estudar.

- Se conheço nosso pequeno lobo, ele vai esperar James sair da escola.

- Isso é insanidade, seria muito fácil só seduzir o garoto agora que ele é um tolinho hormonal. – Draco disse revoltado com a situação.

- Sim, mas não é exatamente uma atitude gry, é?

- Vocês leões e suas malditas regras. – Draco bufou. – Não podiam ser safados e inconsequentes como todo mundo?

- E quem se apaixonaria por um cara desse tipo?

- Bem… eu tive uma queda por Pucey porque ele tinha aquela cara de mau e ficava lindo com calças de couro. – Draco provocou.

Harry grunhiu e puxou Draco para seus braços, ele ainda odiava ouvir sobre Draco se sentir atraído por alguém que não fosse ele.

H D

Cassandra encontrou James lendo um livro grande e empoeirado em seu quarto. Ela largou sua mochila no chão e se jogou ao lado dele na cama.

- Eu odeio runas, de verdade, foi a minha pior prova.

- Vai ser perfeita, como todas as outras. – James disse se virando para beijá-la de leve.

- O que é mais interessante do que me beijar adequadamente? – Ela brincou.

- Criaturas Mágicas.

- Pensando em se tornar auror como seu pai?

- Você estuda as mesmas coisas que Lucius e Severus.

- Sim, mas tenho afinidade com elas, você geralmente dorme nas aulas de Defesa.

- Porque sei de cor e salteado o que eles ensinam aqui, você também. – Ele argumentou.

- Você ganha essa. – Ela admitiu rindo. – Agora, feche seu livro e me beije, estamos nos últimos dias de aula e logo você vai me trocar por um acampamento cheio de homens suados.

- E você vai para Barcelona, babar num toureiro de calças apertadas e provavelmente planejar sua mudança. – Ele disse largando o livro e rolando para ficar sobre ela.

Cassie riu.

- Prometo não seduzir nenhum espanhol de olhar impudico.

- Nenhum homem, de qualquer nacionalidade. – Ele disse, praticamente rosnando e mordiscando a orelha da garota.

- E mulheres? – Ela brincou estrecendo sob o namorado.

- Desde que eu veja as fotos… – James respondeu.

Cassie socou o braço dele.

- Pervertido.

- Não pode culpar um homem por imaginar.

- Ah é? E se eu te pedisse para beijar um garoto para eu assistir?

- Tudo pela minha senhora, é claro. – O ruivo disse com seu melhor sorriso descarado.

Cassie riu.

- Vou me lembrar disso. – Ela disse antes de deslizar seus dedos pelos cabelos de James e puxá-lo para um beijo de verdade.

H D

A festa de formatura de Teddy foi algo que deixou uma boate de Hogsmeade um pouco destruída e alguns bruxos mais conservadores chocados com as fotos que apareceram no Profeta. Os jovens da atualidade não tinham senso de pudor ou comedimento segundo muitas matronas que passeavam pelo Beco Diagonal. O jovem lobisomem acordou em sua cama com uma ressaca de dar medo e sem muitas lembranças da noite anterior. Ele gemeu quando abriu os olhos e tentou se mover.

- O mundo não parece tão divertido hoje jovenzinho? – A voz zombeteira de sua avó era como trovões em sua cabeça.

- Psiu! Doí.

- Sorte a sua que sou uma avó muito devotada que te preparou poção para ressaca, certo? – Ela disse balançando um tudo de ensaio na frente dele.

- Eu te amo, eu te amo tanto. – Ele murmurou agradecido engolido o conteúdo do frasco num gole só.

- Eu sei. – Ela disse se sentando na cama do neto. – E eu soube que Cassandra parte hoje para a Espanha e que James não demora para ir para Alemanha também… quanto tempo pretende deixar essa história em aberto?

- Só o suficiente para eu saber o que eu quero fazer.

- Sua última transformação te deixou muito machucado, mesmo com a poção de Severus.

- Ele está furioso comigo por não fazer nada para ficar com James, meu lobo o quer, para minha parte primitiva, essa resolução é tão evidente e fácil quanto o fato de que eu preciso respirar. Quando mente humana e animal estão em desacordo a trasnformação é mais dolorosa.

- Nesse caso, não sei porque não dá ao seu lobo o que ele quer. – Andrômeda disse simplesmente.

- Porque o que ele quer ainda não nos pertence, mas o que posso fazer se ele não escuta argumentos perfeitamente racionais?

- Ainda?

- Eu tenho planos vovó, só que ainda não gosto da ideia de roubar o namorado dela.

- Se puder roubar um homem de alguém querido é porque ele não pertencia a pessoa. E não sei porque você está tão cuidadoso, se a situação fosse inversa, ela já teria dado o bote há muito tempo. – Ela disse calmamente.

- Vocês serpentes… sempre traiçoeiras. – Teddy disse rindo, a ressaca já esquecida.

H D

Cassandra não era uma tola, seus pais estavam normais, mas seu irmão e seu cunhado estavam estranhos, principalmente quando ela e James estavam juntos. Os dois não eram um casal de texugos adocicados, mas ela gostava de ter o namorado abraçando-a e não escapava a sua percepção o fato de que seu irmão praticamente mordia a língua para não reclamar.

- Jamieeeeee, solta ela, você é meu. – A vozinha infantil de Scorpius a tirou de seus devaneios.

James e Cassandra sorriram para o pequeno loiro que os fuzilava com o olhar. O ruivo nem se preocupou em se levantar so sofá onde estava aconchegado com a namorada.

- Eu sou seu, mas também sou da Cassie, o que acha de dividir?

- Malfoys não dividem, vovô que disse. – O menino argumentou, olhando para Lucius e ganhando um aceno positivo do patriarca.

James olhou feio para Lucius, que sorvia seu chá ao lado de Severus e deu de ombros para o ruivo.

- Mas os Potter sim, e você é um Potter também. – Cassandra argumentou. – Além disso, eu vou embora hoje e você vai ter ele só pra você, não posso aproveitar só um pouquinho? – Ela pediu fazendo um gesto de desconsolo.

- Não sei… eu não gosto de dividir. Papai?

Draco que olhava a discussão em sua poltrona preferida com olhar anormalmente sério deu de ombros.

- Ela está certa, ela vai viajar, por que não os deixa se despedirem?

- E por ser bonzinho, vai ganhar um saquinho de rãs de chocolate! – Ela disse balançando o saquinho para o menino.

- Siiiiiiiim! – Ele disse pulando para agarrar o saquinho e para beijar a tia, ela agarrou-o e o encheu de beijos.

- Ei! Assim eu fico com ciúmes, pode largar minha namorada diabinho. – Disse James entrando na brincadeira e puxando o irmão para si, fazendo cócegas na criança, que ria alto.

- Ajuda Cas, ajuda! – O menino pediu.

- Claro que sim bebê bonito. – Ela disse sorrindo e se juntando ao namorado para torturar o loirinho.

Assim que Scorpius começou a bocejar e pedir colo para James, o ruivo saiu da sala carregando seu irmão e deixando-a sozinha com seus pais e o irmão. Ela se sentou direito no sofá e ajeitou os cabelos.

- Então… vai dizer o que há de errado ou tenho que perguntar aos pais? – Ela perguntou séria, olhando para Draco.

- Nada está errado.

- Então, está agindo feito uma sogra horrível só porque resolveu copiar o estilo da bisavó do Fabriccio?

Draco pareceu devidamente escandalizado com isso e fez um gesto muito ofendido.

- Eu tenho muito mais estilo que a harpia velha. Só que… é difícil, desculpe.

- Tudo bem, pensei que era mais sério do que você sendo a mamãe galinha de sempre. – A menina sorriu. – Aliás, você ainda não foi um bom irmão mais velho e não me deu meus presentes de viagem.

Draco usou sua melhor máscara para evitar corar de vergonha e culpa, ele não tinha providenciado nada para a menina, um pouco preso em seus devaneios de como ela era a causa da dor de Teddy.

- Ainda não é a hora, você só parte amanhã de manhã.

- Espero que seja bom. – Ela sorriu de novo.

- Sempre é, não reclame. – Ele disse sorrindo de volta e revirou os olhos para Severus e Lucius que o olhavam como se soubessem que ele teria que se virar para conseguir os presentes que tinha esquecido.

H D

James sabia que Draco e seu pai iam enlouquecer pela manhã, mas ele não planejava deixar sua garota viajar para a Espanha sem deixá-la com um presente de despedida adequado. Os dois dormiam juntos na Manor há alguns anos já, por causa dos pesadelos de James, mas quando voltaram da escola esse ano Draco tinha sido taxativo sobre os quartos separados. Por isso, é que ele estava se esgueirando como um ladrão até o quarto da namorada numa escuridão irritante, ele não ia usar nem um lumus, Merlin sabe que Draco podia ser um carcereiro quando queria.

- Isso não são horas de visita, são?

A voz sedosa de Lucius o fez pular e quase soltar um grito.

- Pelas bolas de Merlin, pensei que fosse o Draco. – O ruivo sussurrou.

- Ele é o irmão mais velho, eu sou o portador da menina da qual pretende invadir o quarto. Seria mais lógico se preocupar comigo. – Lucius parecia levemente ofendido.

- Você é o portador que a ensinou sobre poções contraceptivas e feitiços duvidosos. – James disse com voz de riso, ainda que muito baixa.

- Ponto para você, recomendo que tenha cuidado. Nenhum Malfoy nunca engravidou na adolescência, sugiro que não quebre essa tradição.

- Não senhor, nenhuma intenção sobre isso. Boa-noite. – Disse James descarado abrindo a porta de Cassie e deslizando para o quarto escuro.

- Boa-noite. – Lucius disse com um sorriso, era bom que sua menina pudesse ter momentos como esse, já que ele desconfiava que esse amor não iria resultar em nada mais que dor, para todos da família.

James sempre achou Cassie bonita, mas ela era deslumbrante, deitada na cama com os cabelos trançados e a respiração calma, ela era tão linda que doía. Ele subiu na cama e puxou os lençóis, descobrindo o corpo dela e a acordando.

- Não é de manhã ainda. – Ela resmungou.

- Não, mas eu pretendo te fazer raios de luz. – Ele disse. – Se lembra de quando falamos de beijos obscenos e de como eu poderia fazer isso?

- Claro, mas você já me beija obscenamente bem. – Ela disse, sonolenta e preguiçosa como uma gatinha.

- Abra as pernas e vou mostrar o que é beijar bem. – Ele pediu descaradamente.

Cassandra sentiu seu coração acelerar. Eles tinha sido namorados bastante castos, ela ainda dormia com ele na escola, mas ele costumava abraçá-la e beijá-la. Os toques por baixo dos pijamas eram recentes e deliciosos, mas nada mais que isso. Curiosa, ela fez o que ele pediu e afastou as pernas, sua camisola de seda subindo para a altura das coxas. James sorriu, e se ajoelhou entre as pernas da loira, só que as afastou até que a camisola de Cassie tinha ido parar na cintura e ele podia ver a calcinha branca que ela usava.

- Nada muito sexy. – Ela disse, corando.

- Você não tem ideia de como isso é sexy. – Ele disse baixinho.

James se inclinou para beijá-la e ela passou os braços pelos ombros nus do namorado. Sentiu-o sugando sua língua e deixou-se levar, sua língua se enrolou com a dele, num baile molhado e excitante, o som das lingua se enrolando ecoava pelo quarto numa sinfonia sensual. Ela reclamou quando James separou as bocas, mas ele sorriu perverso ao deslizar o corpo para trás e deixar sua cabeça entre as pernas de Cassie. Ela arregalou os olhos quando entendeu as intenções de James, e estava muito consciente da umidade que manchava o tecido fino da calcinha que ele afastava.

- Tudo bem? – Ele perguntou.

- Você sabe que sim.

- De verdade? – Ele perguntou carinhoso.

- De verdade. – Ela respondeu, James era o tipo de cara que nunca tocaria uma mulher nervosa ou pressionando-a, e ela o amava tanto por ser assim.

Ela sorriu como ele parecia um menino feliz pela resposta, à luz de seu abajur os cabelos dele eram praticamente de cor mogno e ela se concentrou neles enquanto James deslizava o tecido de sua calcinha por suas pernas, deixando-a indecentemente exposta. Ele não demorou em voltar sua atenção para os lábios de Cassie, só que dessa vez eram lábios mais delicados, ela sentiu como ele deixou seus polegares afastarem os lábios de seu sexo. Estar ali, sendo olhada daquele jeito a fez sentir-se mais quente e molhada do que nunca, e quando James deixou beijos molhados ao redor de sua vulva ela choramingou. Sentia seu corpo quente e palpitante, queria um contato mais efetivo que beijos e se controlou para não dar um gritinho quando a língua de James lambeu-a de cima para baixo e parou, circundado habilmente seu clitóris que estava inchado e duro de encontro a língua aveludada de James. O ruivo se esmerou chupando levemente o pequeno botão, quando sentiu a namorada girar os quadris em direção a sua língua sugou com mais força, descobrindo que ela preferia assim. Seu lado perverso o fez dar um pequena mordida no local sensível, o que fez Cassie dar um gritinho e agarrar seus cabelos dolorosamente, impulsionando-o para seu sexo necessitado.

Cassie sentia que podia derreter, a língua de James era primorosa e ela podia sentir alguns fios soltos de seu cabelo grudando-se a sua testa suada, ela sentia que podia explodir de tão excitada. Seus quadris giravam e seguiam a lingua de James, e quanto mais duro e profundo ele a chupava, mais ela queria. Nesse ritmo não demorou para que ela chegasse a seu auge, arqueando o corpo e prendendo a cabeça do namorado entre suas coxas. Antes que ela pudesse sequer voltar a pensar, James a lambia como um gato faria com um pires de leite, e sua respiração ainda era dolorosamente curta e errática quando ele aproximou seu rosto brilhante com a umidade dela e a beijou, fazendo-a provar seu próprio gosto na boca dele. Quando ele se afastou, sorria lascivamente.

- E isso minha querida, é um beijo obsceno. – Ele concluiu.

H D

Na manhã seguinte Cassie acordou de excelente humor e ficou mais radiante ainda quando ganhou de Draco um guarda-roupa trouxa para passear pelos lados não-mágicos da Espanha. Ela estava tão empolgada com a viagem e distraída com as despedidas que não percebeu o olhar que Teddy lançou para ela e James.

O jovem lobisomem se continha para não gritar e espernear, ele podia sentir James impregnado do cheiro de Cassie, e não era o cheiro normal, era realmente o cheiro dela, íntimo e impregnado de sexo.

James por sua vez captou o olhar de Teddy e piscou para o lobisomem, ele tinha lido um extenso material sobre ômegas, ele estava curioso para o movimento do mais velho e sabia que era egoísta e mesquinho da sua parte, mas ele queria experimentar com Teddy também.

Agora sim, eu deixo vocês esganarem o James, ele já sabe do Teddy e o que vai rolar agora? Espero que tenham gostado e me digam o que acharam.