Eu voltei! E queria agradecer pelo apoio e comentários, às vezes fico sem inspiração e leio os comentários, assim me dá vontade de escrever porque não quero desapontar meus lindos leitores, ainda que alguns sejam meio psicopatas e me ameacem, rs rs rs rs
Aproveitem.

Teddy queria morar sozinho depois da escola, ele ainda não tinha decidido o que iria fazer, e Ron tinha oferecido um trabalho temporário enquanto ele analisava suas opções, a questão é que isso aumentou a vontade do menino de se mudar para Hogsmeade. O problema era que ele não tinha dinheiro suficiente, sua avó tinha odiado a ideia e Draco também, o que o deixava meio sem opções. Ele estava sentado na sorveteria, lambendo a colher já que seu sorvete de todos os sabores tinha terminado quando seu padrinho sentou-se de surpresa na cadeira ao seu lado.

- Olá raio de sol!

- Olá padrinho, fugindo do trabalho?

- Resgatando jovens deprimidos, o que é muito diferente. Soube de fonte segura que está querendo morar por aqui e sair do ninho, mas que está tendo problemas.

- Sim, mas pra isso precisaria passar pela vovó e pelo Draco… já viu esses dois quando resolvem entrar em modo teimosia Black? – O rapaz lamentou.

- Claro que sim, mas eu sou seu padrinho e te mimo desde que nasceu, eles não podem me culpar por fazer uma vontade sua de novo, certo?

- Jura?! – Teddy perguntou emocionado.

- Vai ter que me prometer que não vão haver festas malucas ou orgias no apartamento.

- Mas padrinho, qual a vantagem de um rapaz lindo como eu ter um apartamento se eu não posso nem montar uma pequena orgia? – Teddy protestou, fazendo beicinho.

- Quem te ouve até pensa que é verdade. Você é praticamente um monge. – Harry zombou.

- Não me culpe, não é exatamente fácil baixar meus padrões, eu dormi com Lucius e Severus, quem pode se equiparar? – Teddy perguntou malicioso.

- Eu sou mais jovem e muito mais vigoroso, posso tentar se quiser.

Teddy quase caiu da cadeira quando a voz de James chegou a seus ouvidos num sussurro erótico.

- James… não provoque o Teddy, ele é um inocente. – Harry disse rindo, o moreno achava que seu filho estava brincando, já que todos imaginavam que James não sabia nada sobre ser companheiro do ômega.

- Depois de Lucius e Severus? Até parece. – Disse o ruivo cético e escondendo certo ciúme por baixo de sua máscara de indiferença calculada.

- Eu sou inocente comparado a você seu promíscuo! O que a Cassandra diria dessa sua ideia? – Teddy provocou, ignorando a pontada de dor que lembrar o seu próprio companheiro da linda namorada causava em seu coração.

- Ela iria arrancas minhas bolas usando as unhas, claro. – O ruivo riu.

Harry e Teddy fizeram caretas de solidariedade.

- Então, fui buscar esse molenga no Ministério, ai te vi e resolvi me aliar a você contra sua avó e Draco. – Harry explicou.

- Alguém vai ficar sem sexo. – James cantarolou provocando o pai, o que lhe rendeu um tapa na cabeça.

- Por que chegou antes? Pensei que era pra ficar três semanas na Alemanha. – Teddy disse curioso.

- Porque ele é um molenga. – Harry disse sorrindo.

- Prefiro o termo hedonista. – James corrigiu calmamente. – Aquele acampamento é um centro de torturas. Quem diabos acorda as cinco da manhã nas férias para ser massacrado por um técnico mau humorado que deve ter sido militar?

- Aqueles que querem jogar profissionalmente. – Harry espetou.

- Se essa é a vida dos profissionais prefiro ser um herdeiro rico, muito obrigado. – Disse James com ar entediado.

- Você tem certeza que ele não é filho do Draco? – Teddy perguntou.

- Absoluta, isso é resultado do convívio com Lucius. Aquele velho estragou meus filhos, os dois. – Harry disse com desgosto resignado.

- Ei, é falta de educação falar de mim como se eu não estivesse aqui. – O ruivo protestou.

- Você tem razão padrinho, o que vai fazer para endireitar seu primogênito molenga e inútil? – Teddy perguntou, adorando provocar o ruivo.

- Eu estava pensando em incorporá-lo a Escola de Aurores, sabe como é, um pouco de disciplina e treinamento comigo. – Harry respondeu zombando mais ainda do filho, que fez uma careta para os dois.

- Você dois estão impossíveis hoje, vou visitar meus tios que não me ignoram para zombar de mim. – James disse levantando-se altivamente.

Teddy e Harry viram o ruivo sumir na multidão em direção a loja de George e Ron.

- Então… pretende conquistá-lo, ou não?

- Tudo a seu tempo, sei que vocês pensam que eu estou protelando, mas quero seguir meu instinto. Meu lobo está irritado sim, mas ainda acha que James é jovem demais para um vínculo de verdade. A magia dele me atraí, mas ainda é crua, ele precisa amadurecer.

- Mas suas transformações estão mais complicadas, Draco e Severus me disseram que…

- O fato de que meu lobo não se sente bem sabendo que James namora outra pessoa não quer dizer que seja certo eu investir num garoto que mal fez quinze anos! Eu sou um ômega padrinho, preciso da magia do James faiscando e me fazendo praticamente babar de vontade de dar pra ele ou essa coisa toda não funciona e vou ficar frustrado e arisco.

- Isso soa como algo que Dimitri diria. – Disse Harry serenamente, ele realmente queria entender essas relações complicadas dos lobisomens.

- Eu escrevi pedindo conselhos e ele e a Sara responderam há pouco tempo. Ele me convidou para ficar com eles por um tempo. O Ministério dos Estados Unidos está desenvolvendo um projeto junto com o clã e que eu poderia ser inserido no treinamento. – O rapaz disse empolgado.

- Que tipo de treinamento?

- Dimitri tem essa coisa de me dizer o que fazer, culpe a natureza alfa dele, disse que pode me encaixar no treinamento médico e de contenção, tem um ômega que vai adorar me instruir em coisas além de medimagia básica para lobisomens e que… bem, ele está gestando, posso acompanhar de perto o processo. Vai ser bom poder ficar perto de um cara igual a mim. – Teddy disse corando levemente.

- Quem é? Não sabia que tinha ômegas no clã do Dimitri. Aquele seu amigo Jeff tinha encontrado um companheiro na convenção de alfas e se mudado para Nova York, não é? – Perguntou Harry curioso.

- Ele não é do clã, ele faz parte do programa do Ministério, eles querem treinar um tropa de elite, uma versão mágica para os exércitos trouxas, eu acho. Ele está vinculado com o Chefe de OE.

- Conheço o cara e não gosto muito… Matt Owen é um lobisomem muito cheio de si e duro demais no tratamento dos subordinados para o meu gosto. – Harry resmungou.

- Eu soube que o cara é alfa até o tutano dos ossos, mas Sara disse na carta que achar o companheiro o deixou mais suave. – Teddy disse.

- Deve ter deixado mesmo, jamais pensaria nele como alguém que deixa o marido gestante entrar num programa de treinamento militar.

- São só seis meses e Dave, é o nome do marido, vai estar lá para se certificar que os alfas não voem nos pescoços um dos outros e para me ensinar a cuidar dos lobisomens.

- Você parece empolgado. – Disse Harry estranhado.

- Eu… não quero ser medimago como o Draco, mas eu adoraria estudar mais sobre criaturas mágicas. Por que não começar pela minha própria espécie?

Harry fez uma careta.

- Pelo amor que você tem pela sua avozinha, só não invente de ir cuidar de dragões. Draco iria me arrancar as bolas quando eu te apoiasse.

Teddy sorriu, agradecido pelo apoio do homem que sempre foi seu pai de coração.

- Eu estava pensando em trabalhar num projeto sobre o tratamento das criaturas mágicas no nosso mundo. Eu quero mesmo ajudar a melhorar as condições deles no nosso mundo padrinho.

O olhar de orgulho que Harry deu ao rapaz era algo que enchia o coração de Teddy de alegria.

- Eu vou te comprar um apartamento e quando você voltar desse seu treinamento tenho certeza que Lucius vai ter arrumado uma vaga para você como aprendiz de algum estudioso importante.

- Tem certeza que quer irritar tanto assim minha avó e Draco? – Provocou o rapaz.

- Sei me cuidar, eu venci Voldemort, o que eles podem fazer?

Teddy olhou para o padrinho com cara de pena.

- Oh pobrezinho de você. Voldemort era brincadeira de criança comparado a um Black irritado.

H D

Cassie estava apaixonada por Barcelona, ela podia passar anos andando pelas ruas trouxas e mágicas e nunca se cansaria. Ela ficou impressionada ao descobrir que os monumentos mágicos e trouxas ficavam no mesmo lugar, com uma parte replicada para cada mundo. A Sagrada Família era impressionante em sua parte trouxa, ainda que estivesse inacabada, mas quando ela entrou na parte mágica, que correspondia em grandeza a igreja também ficou extasiada, os picos eram trabalhados e cheios de pequenas esculturas de criaturas mágicas, outras figuras trabalhadas lindamente em pedra também contavam a história da sociedade mágica da Cataluña. O prédio atualmente abrigava uma escola de arte. Ela passou muito tempo ali aperfeiçoando suas noções de arte e da língua que tinha ido aprender, ela sentia falta da família, por isso, nem mesmo três dias depois de chegar na cidade tinha chamado Lucius pela lareira e seu pai loiro tinha arrancado Severus do laboratório para umas agradáveis férias junto da filha. Quando ela chegou na pequena casa que os Malfoy tinham na cidade (uma modesta mansão de doze quartos) os pais estavam na piscina.

- Como conseguiu fazer seu marido sair ao sol? – Ela perguntou para Severus, que lia numa espreguiçadeira enquanto Lucius nadava.

- Ele está usando uma loção feita especialmente para sua pele sensível. Cortesia do melhor pocionista da Europa. – Severus disse distraído.

- Adoro essa minha família modesta. – Cassie disse, rindo e sentando ao lado do pai. – James voltou para Inglaterra há uma semana e Draco ainda não quer deixá-lo vir para cá, o que diabos há de errado com ele? – Ela perguntou, mais intrigada que irritada.

- O que seu irmão diz?

- Que quer que James e Scorpius passem mais tempo juntos e que não está recompensando o filho por abandonar o acampamento no meio da noite. – Ela disse citando os motivos que o irmão tinha dado.

- Então é isso. – Sentenciou Severus dando de ombros.

- Eu sou tão inteligente e ardilosa quanto qualquer um de vocês, sabe que vou descobrir o porque disso tudo mais cedo ou mais tarde. A história de Draco sendo uma mamãe-galinha não me convence mais. – Disse a adolescente olhando séria para o pai.

- Finalmente, pensei que iria perder isso. – Disse Lucius enxugando seus cabelos numa toalha felpuda e branca, tendo chegado silenciosamente perto dos dois.

- Não quer contar o que há, pai? – Ela perguntou fazendo beicinho.

- Não, seja uma menina esperta e descubra. Aproveite sua última semana por aqui e depois esquente sua linda cabecinha com esses temas.

A loira suspirou.

- Eu poderia viver aqui!

- Sem James? Porque eu duvido que ele esteja animado em aprender espanhol ou o dialeto dos bruxos daqui.

- Ele aprenderia por mim, e para me ver beijando uma cigana bonita claro. – Ela brincou antes de entrar correndo na casa, deixando um Severus pasmo e um Lucius sorridente.

- Ela é mesmo sua filha, não é? – Espetou Severus de mau humor.

- Não é uma perfeição? – Lucius disse cheio de si, ignorando a cara feia do marido.

- Graças a Merlin você só teve dois filhos, o mundo mágico não sobreviveria se você tivesse tido uma família como a dos Weasley.

O loiro sorriu de lado.

- Então, isso quer dizer que você não estaria feliz em ter outros bebês? Estive pensando em tomar a poção e…

A resposta de Severus foi girar sua varinha e impulsionar seu marido para a piscina.

- Sem mais bebês, amor.

H D

Teddy estava se preparando para ir para os Estados Unidos e James para receber sua namorada de volta. O rapaz chegou no quarto do lobisomem na mansão com Scorpius em seus ombros.

- Socorro! Meu irmão é um pequeno tirano.

- Isso é normal entre os Malfoy.

- Sim, mas eu preciso ir comprar algumas coisas e pode ficar com ele? Por favor? – Pediu James colocando o pequeno no chão.

Teddy ladeou a cabeça fazendo uma cara pensativa.

- O que eu ganho com isso?

James levou a mão ao peito e fez sua melhor expressão chocada.

- Você é um bom leãozinho, fará isso porque é nobre e de bom coração.

- Não para serpentes traiçoeiras e preguiçosas.

- Posso pensar em te comprar um presente de despedida. – James disse.

- Um bom presente.

- Presente para mim também. – Scorpius demandou batendo seu pezinho coberto só por uma meia no chão.

- Sempre pirralho, sempre. Agora, seja um bom menino e fique com o Teddy, vou voltar o mais rápido que puder.

- Vamos lá Scorpius, vamos brincar com a minha coleção de carrinhos trouxas.

O sorriso do menino cresceu e ele pulou de alegria e foi para a estante de Teddy, onde havia muitos carrinhos e uma pista para brincar. A última visão que James teve dos dois foi de Teddy levantando Scorpius no colo para que o menino pegasse um carrinho amarelo que virara um robô, a cena fez algo quente inundar o coração de James e ele sentiu sua magia se inquietar, como quando era criança.

- Se comportem meninos. – Ele disse ao sair.

H D

Draco estava no jardim com Harry e seus filhos, já que Teddy estava na casa da avó, quando as proteções da mansão estremeceram. Logo, o veela ouviu os passos de Cassandra, que saiu para os jardim e se jogou nos braços abertos de James. Os dois passaram muito tempo só se abraçando sem se largarem, até que o ruivo tomou o rosto da menina entre as mãos.

- Senti tanto a sua falta que sonhava com te ver e podia jurar que te sentia aqui. – Ele disse, alto o suficiente para que seus pais ouvissem o tom enlevado e reverente que ele usava ao falar com a garota.

- Eu sonhei com você também, ainda te protejo nos sonhos. – Ela respondeu passando os braços pela cintura do namorado.

Os dois ficaram se olhando profundamente, de um jeito que deixou o loiro inquieto. Harry se inclinou para o marido e murmurou:

- Relaxe, são dois adolescentes exagerando o tempo que passaram longe.

- Leão tolo… slytherins se apaixonam para sempre. – Disse Draco com voz quase dolorida.

- Ecaaaaaaa! Estão se babando. – Disse Scorpius com carinha de asco desde sua posição no cobertor quadriculado onde brincava.

James deixou de beijar Cassandra e sorriu para o irmão.

- Eu dizia isso também e olha só onde vim parar, espere um anos pirralho que vai só pensar em trocar baba por ai.

Scorpius negou veementemente e logo largou seus soldadinhos para correr e se juntar a tia que o chamava dengosa para um abraço e também para dar seus presentes que tinha encolhidos no bolso.

- Ah, todos mimando o meu filhote, assim ele vai a criança mais estragada da Inglaterra. – Draco reclamou fazendo um beicinho.

Cassandra riu e se aproximou do irmão entregando pacotes encolhidos para ele também.

- Aqui estão os seus, para não reclamar que titia Cassie trata diferente a seus loirinhos. – Ela brincou.

Draco pôs cara de criança em manhã de natal e devolveu os pacotes ao tamanho normal enquanto Cassie era abraçada por Harry e Severus e Lucius chegavam no jardim a tempo de ouvir o gritinho escandalizado de Draco.

- Eu disse que era um presente impróprio. – Sentenciou Severus.

- O que é? – Perguntou Harry curioso ao ver o rubor no rosto de Draco.

- Nada que eu possa mostrar aqui, leão curioso. Ah, isso foi um presente muito Malfoy Cassie. – Draco disse olhando para a irmã orgulhoso, mas logo olhando desconfiado para o casal adolescente. – Mas se eu souber que andou comprando coisas assim para vocês vou lançar feitiços de castidade nos dois.

James fez uma careta e juntou mais as pernas.

- Eu não comprei nada assim pra mim… papai estava junto, sabe como ele é puritano quando estou por perto. – Disse ela apontando para Severus.

- Estou com ele, Malfoys são tão pervertidos que… – Harry se interrompeu ao ver o olhar divertido e malicioso de Lucius.

- Como se você não gostasse Potter. Scorpius, meu descendente lindo, essas peças são para montar e não para mastigar. – O patriarca Malfoy disse indo retirar as peças de uma miniatura da Sagrada Família da boca do neto.

- Desculpe, esqueci de colocar o feitiço nesse brinquedo trouxa. – Cassandra disse arrependida.

Os mais velhos só deram de ombros e logo os elfos tinham aparecido com o piquenique que os Malfoy-Potter tanto gostavam de fazer nas tardes de verão.

H D

Quando James e Cassandra começaram seu quinto ano na escola, Teddy embarcou para os Estados Unidos para passar um tempo com os lobisomens de novo, dessa vez procurando uma especialização. Seu cio ainda não tinha se aproximado, mas Draco disse que isso era normal e que ele deveria ter um ciclo anual ou de dezoito meses. O rapaz respirou aliviado quando chegou no clã e mesmo cercado de alfas não sentiu mais que uma leve atração pelos mais bonitos, afinal, ele não era cego. Para surpresa do jovem lobisomem assim que chegou ouviu o grito de Jeff, o companheiro dele tinha sido escolhido para ser instrutor no programa e claro que tinha levado seu atrevido ômega com ele. Teddy sorria ao abraçar o amigo, aquilo ia ser mais divertido do que ele tinha imaginado inicialmente.

H D

Queridos Draco e Padrinho,

Encontro-me perfeitamente bem de saúde Draco, adoro o clima nessas montanhas, pare de se preocupar. E sim padrinho, não saio sozinho pelas boates daqui nem bebo até cair nos bares de lobisomens motociclistas, apesar de que recebo muitos convites. Por que perguntam sempre a mesma coisa se respondo a mesma coisa a cada semana por meses?

Estou tão empolgado, eu terminei meu treinamento com sucesso e já posso manejar com eficiência militar meu contado com lobisomens quando não estou transformado. Ontem consegui conter dois alfas, Lucius vai ficar orgulhoso, não acham? Ele ainda é citado por aqui como grande caçador, por que ninguém conta essas partes interessantes da vida dele? E adivinhem só? Dimitri se ofereceu para me deixar ficar mais alguns meses por aqui, já que eles estão tendo problemas com lobisomens desgarrados e sem clãs, vai minha chance de volocar meus conhecimentos em prática. NÃO É PERIGOSO Draco, pelo menos não mais do que qualquer outra coisa que eu resolva fazer, além disso vai me ajudar a coletar dados para a pesquisa que pretendo desenvolver com o conhecido do Lucius quando eu voltar para casa. Ah, e como anda James? Ele disse em sua última carta que o time de Slytherin tinha sido castigado injustamente, mas bem, essa é a versão dele dos fatos, o que ele e Cassie andam aprontando?

Sinto saudades de casa.

Abraços.

Teddy.

Ps: Padrinho não deixe o Draco mandar um gritador, é constrangedor e machuca os ouvidos sensíveis daqui.

Harry conseguiu impedir o gritador, mas não a visita de Draco para inspecionar o clube das bolas de pelo e verificar como ia Teddy. O loiro passou uma semana nos Estados Unidos e voltou parcialmente satisfeito, e convencido de que Teddy iria ser grande no trato com as criaturas mágicas, além disso, o veela ficou fascinado com os filhotes de lobisomem e ficou com vontade de estudá-los também. Claro que tinha se contido, não ia ser nada bonito ver lobisomens irritados porque ele queria cutucar e espetar seus filhotes.

H D

Quase um ano depois de ter partido da Inglaterra, Teddy voltou. Sua chegada coincidiu com o fim do ano letivo, o que o deixou nervoso sobre ver James, agora com dezesseis anos e já mais crescido. Por isso foi para a casa da avó, onde passou dois dias sendo mimado e visitando alguns parentes trouxas da família do avô. Quando saiu da lareira o mais silenciosamente possível encontrou a mansão cheia de vozes e risos, por isso foi até a sala e viu que era do chá e que estavam todos descontraídos e conversando. Só Lucius, que era conectado a magia da casa o observava com um sorriso animador.

- Ninguém me ama por aqui, ninguém foi me buscar e ninguém sentiu saudade do lobisomem da família. – O rapaz choramingou.

- Teddy! – Draco gritou indo abraçá-lo.

Logo, todos estavam abraçando-o e conversando. Ele tomou chá e comeu os quitutes dos elfos da mansão de que tanto sentiu falta enquanto estava fora. Ele se sentia em casa conversando e comendo com aquele grupo, mas quando deixou seu olhar se fixar no de James sentiu uma pontada no baixo ventre. O adolescente tinha crescido mais ainda e agora exibia os músculos dos braços numa camiseta trouxa ajustada e suas pernas estavam envoltas num jeans que fazia a boca de Teddy encher d'água. O ruivo estava sentado no tapete com a cabeça recostada nas coxas de Cassie, que acariciava o cabelo dele distraidamente, esse namoro claramente continuava firme e evoluindo.

- Então, quando começa a estudar com Wilkins? – Perguntou Lucius.

- Logo que terminarem as férias, ele está viajando com os netos. Os levou numa expedição para a África, acredita na sorte dos moleques?

Cassandra fez uma careta.

- Muito sol e secura para mim, prefiro a América do Sul.

- Vai viajar esse ano? – Teddy perguntou, tentando não parecer empolgado com a perspectiva de poder tentar seduzir James longe da namorada.

- Sim, como sempre. Vou para o México dessa vez, pai e papai não me deixam ir para baixo da linha do Equador.

- Você é muito nova para as magias de lá, querida. Espere até terminar o colégio. – Disse Lucius calmamente.

- E dessa vez eu vou com ela! – Disse James feliz.

- Só por uma semana, ele tem pais puritanos que acham que vou seduzi-lo e enredá-lo em algum ritual de magia sexual. – Cassie disse brincando.

- Isso soa interessante. – James disse sorrindo malicioso.

Harry fez um som entre riso e bufido, Draco revirou os olhos e jogou uma almofada no ruivo.

- Tenha um pouco de compostura pelo amor de Merlin.

- Não te entendo Draco, não é como se ela não dormisse comigo na escola. Se eu quisesse ter seduzido sua irmãzinha já teria feito.

Teddy ignorou a parte de que eles dormiam juntos e se focou na informação de que ainda não tinham tido sexo.

- Cassandra Malfoy! Que diabos eu disse sobre dormir com ele?! E como conseguiram passar pelos meus feitiços? – Severus esbravejou.

- Tenho minhas maneiras. – Ela disse sorrindo misteriosamente. – E James sempre dormiu melhor comigo.

- Não tão bem se ainda mantém o rapaz sem sexo. – Disse Lucius divertido.

- O que posso fazer? James vê uma cama e pensa em dormir. – Ela zombou do namorado.

- Camas são muito comuns, prefiro o banheiro de prefeitos, o armário de vassouras, nossos melhores momentos foram no vestiário. Tantos lugares para marcar em Hogwarts. – Ele disse com olhar sonhador.

Claro que saiu rapidamente de seu estado relaxado quando viu Severus sacar sua varinha e ir atrás dele. Sua namorada traidora e o resto da família não pareceram preocupados em ajudá-lo, e foi assim que James terminou o dia cuspindo lesmas. Sua namorada parecia enojada e o resto da família divertido. Quando Scorpius o viu achou tão interessante que queria ele mesmo fazer isso.

H D

O verão europeu tinha chegado com força naquele ano, Teddy estava com calor e sem sono por culpa da diferença de horário, por isso saiu para dar um passeio pelos jardins e o barulho de alguém nadando o fez ir até a piscina. Ele parou, estático e impressionado. Sua visão aguçada permitia que visse perfeitamente os braços musculosos se movendo e a pele dourada de James banhada pela lua. A visão o fez sentir uma onda de excitação, ele ficou contemplando seu companheiro silenciosamente até que ouviu a voz divertida de James vindo da água.

- Ri de mim o dia todo e agora vem cobiçar meu corpo, tsc, tsc.

- Um bom corpo pelo menos você tem que ter, todo ser nessa terra tem que ter algo que valha a pena.

- Estou magoado. – Disse James levando a mão ao coração. – Você me quer só pelo corpo tenro e jovem?

- Não sei nem se o corpo vale todo a pena, não pude fazer uma avaliação completa ainda.

O brilho quase malvado que tomou conta dos olhos de James fez Teddy se lembrar de que não deveria provocar serpentes maliciosas. Ele ficou parado enquanto via a poucos metros de distância seu companheiro sair da água com a elegância de um deus grego nu e perfeito. A boca de Teddy secou quando ele viu o corpo molhado de James inteiro. O rapaz era mais alto que ele e Teddy deixou seus olhos seguirem o caminho da água que caía dos cabelos encharcados e escorria pelo peito trabalhado e com pelos suaves, fazendo um caminho sinuoso pela barriga e se desfazendo em pequenos filetes de água, que iam em direção as coxas grossas e ao membro impressionante que repousava debaixo de uma mata de pelos ruivos. Teddy ainda estava lutando para controlar a súbita vontade de se ajoelhar e tomar o membro de James na boca quando o jovem se enrolou numa toalha e passou ao lado dele em direção a mansão.

- Sabe o que dizem sobre os Potter, não é? Grande coragem e grandes… – Deixou o final implícito e foi para a casa.

Teddy precisou de um tempo para se recompor e resistir a vontade de tirar a roupa e acalmar seu corpo na água fria. Era hora, James tinha crescido o suficiente, seu lobo praticamente uivava de tesão e podia sentir-se molhado e excitado, a magia de James ainda ia crescer e ficar mais forte, mas já era o suficiente. Uma parte primitiva dele o incitava a ir seduzir o companheiro agora, mas sua parte racional e muito gry o fazia sentir pesar por ter que tirar James de Cassandra, porque Teddy era um leão e claro que ele iria ganhar da serpente loira. Pelo menos, era isso que ele pensava.

E então, o que acharam? Me contem nos comentários.
Beijos.