Eu voltei! Então, aproveitem e leiam.
James chegou a cada de Andrômeda cedo, ele tinha ido cumpir sua promessa de ajudar Teddy em sua mudança. Ele tinha passado uma noite com sonhos nada inocentes, muitos deles envolvendo uma loira sedutora e um lobinho safado, o ruivo suspirou ao bater na porta, pensamentos lascivos não iam ajudar em sua tarefa.
- Bom-dia James, veio ajudar meu neto a me abandonar? – Disse Andrômeda ao abrir a porta.
- Sim, mas o faço com tremenda dor no coração. – Defendeu-se o ruivo.
- Cobra escorregadia. – Andrômeda cochichou pra ele, sorrindo.
- Eu tento ser. Ele já encolheu tudo o que vai levar para o apartamento?
- Encolher? Achei que sabia meu querido, ele te quer aqui porque não pode encolher suas coleções trouxas, veio para fazer trabalho braçal querido James. – Ela disse sorrindo.
James abriu a boca para negar veementemente, mas Teddy já descia as escadas com uma caixa cheia de discos.
- Que bom que chegou James, pegue essa e vá pela lareira até o Beco Diagonal, depois leve até minha casa. – Disse Teddy alegremente.
- O quê?! Não tem uma lareira no seu apartamento?
- Tem, mas seu pai a selou até poder mandar alguém configurar as proteções, sabe como ele é neurótico. Agora, pegue a caixa, temos muito trabalho a fazer. – Afirmou o lobisomem passando a caixa para o jovem ruivo.
- Eu sou muito bonito para ser carregador. – James chiou indignado, segurando os discos a contragosto.
- Não seja preguiçoso, se não quer mostrar seus braços fortes pelo Beco Diagonal posso pensar em meia dúzia de lobisomens que querem me ajudar. E eu sou muito bom em agradecer. – Teddy provocou baixinho.
- Eu sou uma serpente, me desafiar não funciona. Eu deixaria seus lobinhos tolos fazerem todo o trabalho pesado, e depois iria chutar as bolas de pelo para fora do seu apartamento e abrir uma garrafa de champanhe. – Disse James com sorna e confiança.
Teddy estremeceu ao som forte e decidido da voz de seu escolhido.
- Mas, como não quero meu pai me prendendo por uso indevido de magia por menores de idade, vou carregar suas caixas em troca da sua servidão. – James disse com sorriso sensual. – E gosto muito de acariciar coisas bonitas que me pertencem.
James saiu pela lareira antes que Teddy pudesse retrucar, o ruivo estava muito mais adiantado do que o lobo em termos de sedução, e isso deixava Teddy arrepiado de antecipação.
TJC
Draco estava preocupado. Harry podia dizer isso pelo passos do marido que ecoaram pelo corredor antes do loiro abrir a porta de seu escritório.
- O que houve? – Harry perguntou antes de sequer beijá-lo.
- James sabe, ele sabia o tempo todo. – Draco disse sem rodeios.
Harry levou alguns momentos para processar a informação.
- Como assim, ele sempre soube? Isso não é possível.
- Ele nos ouviu quando foi suspenso, ele e Cassie tinham acabado de começar a namorar. – Draco explicou resumidamente. – Ele sabe desde então e não fez nada para evitar que Teddy sofresse.
- Ele nunca disse nada pra mim, com quem ele falou? – Harry perguntou, mais curioso que preocupado.
- Foi com meu pai, ontem. Ele saiu cedo para ajudar Teddy a se mudar para o apartamento. Papai disse que ontem ele queria entender o que realmente significa ser o escolhido de Teddy, ele leu alguns textos e ouviu o que meu pai disse atentamente.
- Então, o que te tem tão inquieto? Pensei que você queria esse desfecho e essa aproximação dos dois.
- Eu quero! Será que você não vê, Harry? James é mimado e voluntarioso, será que o educamos bem o suficiente pra ele saber que Teddy não é seu brinquedinho pessoal? – Draco perguntou preocupado.
- Claro que sim! James nunca machucaria o Teddy, não de propósito. E ele é filho da Ginny, herdou o talento dela para ser brutalmente sincero quando se trata de sentimentos. – Harry disse calmamente, ele era o racional e cabeça fria quando se tratava dos filhos, Draco era um feixe de nervos nessas horas, coisa que causava graça no Chefe dos Aurores.
- Esse é o problema, ele pode ser brutalmente sincero e despedaçar o Teddy dizendo que ama a Cassandra. – Disse Draco desconsolado. – Essa é uma situação impossível.
- Sim, mas uma situação impossível que eles tem que resolver. Filhos tem que dar seus próprios passos Draco, só relaxe. Ele vai vir procurando conselhos e quando o fizer podemos nos meter, antes disso, confie no que ensinou para os seus meninos. – Disse Harry sorrindo, lutando para apaziguar o marido. – Ou melhor, confie nos genes do James, ele é meu filho, vai seduzir Teddy e resolver o problema.
- James é uma puta, Teddy vai tê-lo babando em cinco minutos. – Draco disse, confiante no ômega e fazendo um gesto de desdém para o marido.
- Teddy é um gatinho, James vai fazê-lo implorar por atenção. – Harry rebateu só para provocar o loiro.
- Quer apostar? – Draco perguntou, estreitando os olhos.
- Claro, vou ter você usando calcinhas sexys pra mim se eu ganhar.
- Se eu ganhar vou te amarrar na cama e fazer maldades com você. – Draco jurou com voz sexy e suave.
- Não use essa voz aqui, tenho uma reunião e não posso chegar lá com uma ereção. – Harry pediu.
- Isso não é meu problema. – Draco disse no ouvido do marido, de maneira insinuante, o loiro sorriu quando Harry gemeu. – Agora, vá para sua reunião, eu tenho uma junta médica para descobrir o que meu pequeno paciente tem, pobre criança.
Antes que Harry pudesse retrucar, Draco já tinha saído e o deixado com uma ereção de campeonato.
- Maldito veela! – Harry rugiu e podia jurar que ouviu o riso do marido no corredor.
TJC
Teddy decidiu que odiava se mudar, ele estava cansado e frustrado. Eles tinham começado a arrumar a casa no começo da manhã e o sol já ia se pôr sem que eles terminassem com metade da bagunça. E para piorar sua situação, James tinha decido que não valia a pena arruinar sua camisa com suor e a tinha tirado, começando a perambular do Caldeirão Furado até seu apartamento sem camisa, exibindo seu físico invejável e fazendo as meninas suspirarem. E ele também, afinal, ele não era de ferro.
- Pare de sonhar lobinho, e continue arrumando. – A boca do ruivo estava tão perto de seu ouvido que ele sentiu a umidade do hálito de James em sua pele.
- Estou pensando em jogar a droga dos discos pela janela. – Disse com voz fraca, suas narinas dilatadas, cheias do cheiro almiscarado e delicioso de James.
- Não depois de eu ter carregado sete caixas deles. Além disso, não pode jogar blues pela janela, é sacrilégio. – James respondeu, colando seu peito nu as costas de Teddy para alcançar o disco em suas mãos.
- Não faça isso. – Teddy pediu num sussurro.
- Por que não, pequeno ômega? Não gosta do seu escolhido por perto? – James perguntou com sorna, mordiscando a orelha do outro.
Teddy ficou tão tenso quanto uma tábua nos braços do ruivo.
- Você sabe. – Teddy disse estupefado.
- Sim, e o que vamos fazer a respeito? – James perguntou, soltando-o e indo se sentar no sofá, parecendo perfeitamente à vontade e malditamente sexy, na opinião de Teddy.
- O que você quer fazer? A questão sempre foi sobre a sua decisão, o que eu quero é muito óbvio. – Disse Teddy, um pouco tenso.
- Não, não é. Você nunca disse uma palavra sobre isso, o que se supõe que eu sou? Vidente? – James reclamou.
- Pensei que fosse mais esperto. – Teddy zombou, ele tomou a dianteira da situação e se ajoelhou entre as pernas abertas de James. – Pensei que fosse óbvio que o que um lobinho quer de seu escolhido.
James ficou quieto, permitindo que Teddy deixasse a ponta de seus dedos passearem por seu peito nu. O lobo ajoelhado entre suas pernas ergueu o corpo e colou seu peito no dele, suas respirações se mesclavam e a palma da mão de Teddy repousava em seu coração, que batia num ritmo constante e forte.
- O que eu quero James é ficar de quatro e ter você atrás de mim, me fodendo com força e me marcando. Quero sentir seu sêmem escorrendo de dentro de mim e depois quero fazer tudo de novo. – Teddy disse languidamente.
- Eu posso fazer isso, mas e depois? Devo vestir minhas caras calças italianas e sumir? – James perguntou, muito senhor de si, ainda.
Teddy estava excitado pela proximidade do seu escolhido, ele queria foder, não falar e rosnou para o controle férreo de James.
- O que temos aqui? Um menino desobediente? Vou ter que te acalmar antes de conversarmos? – James provocou.
- Só se você der conta, precisei do Lucius e do Severus da última vez. – Teddy disse beliscando um dos mamilos de James.
James sorriu, perverso e aparentando estar perfeitamente alheio aos toques de Teddy.
- Sou mais jovem e muito mais inspirado que eles. – O ruivo disse, convencido.
A próxima coisa de que Teddy era consciente era de que tinha sido jogado sobre sua barriga, dobrado indignamente sobre o braço do sofá.
- Vamos ver do que você é feito, Teddy. – James disse num tom firme.
O lobo mal teve tempo de procurar uma resposta, quando um passe de sua varinha nas mãos de James fez com que suas calças desaparecessem. Teddy se sentiu deliciosamente exposto, sua parte inferior nua enquanto ele só usava uma camisa branca simples. Sentiu a mão de James apalpando seu traseiro, numa inspeção descarada e gemeu. Podia sentir os calos provenientes do manejo da vassoura arranhando sua pele macia e os dedos fortes apertando a carne tenra que ele queria que James usasse. O lobisomem deu um respingo e gemeu audivelmente quando o ruivo atrevido provocou sua entrada, fazendo-o corar e molhar os dedos exploradores de James.
- Eu pensava que isso era uma lenda, ficando molhado pra mim, menino bonito? – Ele provocou. – Seja bonzinho e abra as pernas pra eu ver melhor.
- James… não seja mau. – Pediu Teddy, praticamente ronronando e abrindo mais as pernas, empinando sua bunda de forma provocante.
- Mas eu sou. Pior pra você, claro.
Teddy gemeu quando dois dedos de James entraram nele sem prévio aviso. O ruivo era bom nisso, ele tinha que adimtir. Os dedos trabalharam dentro e fora dele, abrindo seu canal e aumentando a quantidade de líquido que vazava de sua entrada. Teddy rebolou, prensando seu pênis contra o sofá e perdendo a respiração de tanto prazer, James não parava de fodê-lo com os dedos, mas ele queria mais. Abriu as pernas o máximo que pôde e ergueu os quadris para ter espaço para se masturbar. A sensação de ser tocado e estimulado por seu escolhido fazia seu lobo interno ulular de prazer e ele sabia que estava pingando nos dedos de James, tanto é que praticamente rosnou quando os dedos do rapaz saíram de dentro dele.
- Desobediente e atrevido, acho que eu gosto disso. – James sussurrou.
Teddy gemeu acariciando sua ereção pulsante, que gotejava de prazer.
- Por que diabos você parou? – Ele perguntou, empinando o quadril, querendo o contato de volta.
- Porque também sou muito bom com a minha língua.
Teddy chiou de surpresa e prazer quando James afastou suas nádegas e deslizou sua língua hábil de cima para baixo, chegando a entrada pulsante de Teddy. James brincou no local, rodeando a entrada e provocando bramidos de prazer no lobo, quando Teddy começou a girar os quadris em seu ritmo, ele aumentou o ritmo de suas lambidas.
Teddy pensou que poderia morrer ali, vítima da língua atrevida de James, sentia seu auge chegar em ondas. Podia ouvir o som indecente de James lambendo e sugando sua entrada molhada e quando o ruivo parou de usar a língua e usou os dedos novamente ele viu estrelas. Esparramou as pernas amplamente e incitou James a ir mais fundo, o que foi muito acertado, já que o ruivo acertou sua próstata e o fez gozar num jorro longo. Ele ainda sentia seu corpo pulsante de prazer e previa que se James não parasse de mover os dedos languidamente dentro dele, iria ficar duro de novo.
- Acho que fez uma bagunça no seu sofá novo, Teddy. – James zombou, dando uma mordida na carne macia da bunda do lobo e movendo os dedos dentro dele.
- Filho da puta. – Teddy disse preguiçosamente.
- Com muito orgulho. Podemos conversar agora? – James perguntou, retirando os dedos de dentro do lobisomem e se endireitando.
Teddy bufou, mas sabia que não podia fugir disso para sempre. Ele saiu da posição dobrada no sofá e viu que realmente tinha deixado um desastre no móvel novinho. Com uma careta, pegou sua varinha na mesinha e usou um feitiço para limpar.
- Hum, acho que prefiro tomar banho antes.
- Eu pessoalmente não faço questão, você fica muito apetitoso meio vestido e com cara de quem acabou de ser fodido. – James provocou.
- Tarado. – Teddy acusou-o indo para o quarto.
- Só para você… e para a Cassie. – James completou baixinho, não baixo o suficiente para a audição de Teddy, claro.
TJC
Lucius estava na sala, lendo um livro quando James passou pela lareira.
- Em casa tão cedo? Teddy te expulsou por ser um inútil preguiçoso? – O loiro provocou.
- Não, vim pedir comida para um dos elfos enquanto ele toma banho, vamos conversar sobre o elefante na sala e arrumar um jeito de contornar essa confusão.
- Meio dia com Teddy, e o otimismo gryffindor já te contaminou? – Ele perguntou. – Não tem como contornar isso, vai explodir na cara de todo mundo alguma hora.
- Mais especificamente na minha, certo?
- Não pensou que ter seu prórprio lobinho sedento de sexo e de amor ia sair de graça e, não é? Não é assim que o universo equilibra as coisas.
- Posso mandar a ordem universal para a puta que pariu, os Potters são bons frustrando as expectativas do mundo. Vou conseguir comida para o lobo e um banho frio pra mim, a parte do sedento de sexo não é só piada. – James reclamou.
- Tão jovem e tão pouco resistente. – Lucius zombou.
- Está com inveja. – James cantarolou subindo as escadas.
TJC
Teddy se sentiu decepcionado ao sair do banho e não encontrar James. Tudo bem que ele tinha demorado no chuveiro para organizar suas ideias, mas tinha sido falta de educação do ruivo ir embora sem nem se despedir. Ele resolveu descontar sua raiva numa caixa e a chutou sem dó, arrependendo-se instantaneamente quando seus preciosos LPs voaram pelo chão. Correu para se certificar que nada tinha quebrado quando ouviu a porta se abrir.
- Desobediente, atrevido e bagunceiro… tsc, tsc! Nada promissor.
James estava de pé na porta, segurando uma cesta que exalava o delicioso cheiro da comida da mansão.
- Você demorou tanto que fui pra casa buscar comida e tomar um banho eu mesmo. Sentiu saudade?
- Nem um pouco, sobra mais ar pra mim quando seu ego não está por aqui sugando tudo.
- Essa doeu. – James disse, fingindo tristeza.
- Você tem o couro duro, aguenta bem mais que isso. – Disse Teddy sentando-se no tapete. – Vamos comer aqui.
E James aceitou o convite, e quando Teddy convocou os pratos e talheres da cozinha, os dois começaram a comer em silêncio, até que o lobo parou de bebericar seu vinho e olhou para James, sério.
- A Cassandra sabe?
- Não exatamente, ela sabe que tem alguma coisa acontecendo, mas não pediu pra saber o que. E ela não vai ficar com raiva de você pela brincadeirinha da tarde. – James disse sinceramente.
- Eu teria perguntado o que está havendo e iria arrancar os olhos dela se a situação fosse inversa.
- Vocês dois são pessoas diferentes.
- Eu preciso de você, de uma forma primitiva e básica. Tenho vontade de me enrolar no seu colo e ganhar afagos, do mesmo jeito que gostaria do seu pau enterrado bem fundo na minha bunda por algumas horas. – Teddy disse cruamente e dando de ombros. – Isso é o que eu sou, eu te amo. Não espero que você me ame de volta por enquanto, porque funciona diferente para os humanos, eu sou uma criatura, eu sou instinto e confio na minha natureza, você vai levar mais tempo, mas você é meu e eu sou seu. Simples assim.
- Eu amo a Cassie. – James disse, direto. Sentiu uma onda de culpa quando Teddy fez uma careta amuada. – Amo tanto que dói, mas eu também sinto atração por você, eu posso não ser uma criatura, mas sou um mago, minha magia me empurra pra você, nossas essencias combinam e eu sei que podemos ser fodidamente felizes e completos, mas eu não sei se sou eu mesmo sem a Cassie, entende?
- Sim, mas eu não divido James. Não está na minha natureza, meu lobo iria querer matá-la e acabar com a concorrência. – Teddy disse, soando meio desesperado.
- Matá-la de verdade? Não com puxões de cabelo e…
- Mais com minhas garras na garganta dela e meus dentes arrancando membros. – Teddy disse, muito ilustrativo.
- Nenhuma chance de entrarmos num bonito acordo? – James perguntou parecendo desanimado, ele tinha pensado em apresentar a ideia de um trio para Cassie, ele sabia que ela seria mais fácil de convencer se a relação ganhasse um elemento e não um concorrente.
Teddy balançou a cabeça, negando.
- Eu iria me ressentir, eu sou possessivo. Se me quiser, tem que escolher a mim.
- E se nós não ficarmos juntos, o que acontece? Lucius não sabia me dizer.
- Eu… – Teddy hesitou, não queria que James ficasse com ele por pena ou obrigação. – Prefiro não te contar.
- Eu posso descobrir com Draco, mas prefiro saber de você. – James foi taxativo.
- Eu sou um lobisomem, eu não vou morrer em uma semana se você me rejeitar. Mas minhas transformações vão ser piores do que devem ser, eu não sofro tanto quanto meu pai porque Dimitri me ensinou a estar em paz com a minha parte primitiva, mas meu lobo vai querer me castigar se eu não consigo que você fique com ele.
- Sua parte animal não entende um não como resposta, menino obstinado. – James brincou.
- Preciso te lembrar quem é o mais velho por aqui? – Teddy perguntou, franzindo o cenho.
- Ômega. – James apontou pra Teddy. – Alfa. – James apontou para si mesmo. – Eu te chamo de lobinho, menino, pequeno o quanto eu quiser e você sabe que gosta.
A parte animal de Teddy sim, mas a humana queria arrancar o sorriso convencido do rosto do ruivo na base de socos, mas ele não iria fazer isso, Draco teria um ataque. Ele sempre teve horror ao vê-los lutando como trouxas.
- Responda sinceramente, por favor. Suas transformações ficando mais duras vão te debilitar como fizeram com seu pai?
- Sim, ele teria morrido jovem sem o Sirius de qualquer maneira. Ele só pôde ficar com a minha mãe porque o lobo dele reconhecia algo da essência do companheiro nela.
- Então, estaríamos falando daquilo que o Draco sempre batalhou contra?
- Ah, sim. A expectativa de vida de cinquenta ou cinquenta e cinco anos. Ele odeia isso. – Teddy disse sorrindo.
- E como, já o ouvi despotricar sobre isso com palavrões em pelo menos três línguas.
- James, não quero que pense em ficar comigo para que eu viva mais, meu lobo seria feliz, mas eu não ia aguentar saber que está comigo por pena.
- Oh, pobre leãozinho crente. – James disse sorrindo languidamente e se inclinando na direção dele. – Eu sou uma cobra, eu não me sacrifico pelos outros, se eu ficar com você vai ser porque eu quis. Não me odeie se eu a quiser, ela é parte de mim. – Pediu o ruivo com os lábios colados no do lobo.
- Eu nunca vou odiar você. – Teddy disse num sussurro trêmulo.
TJC
Do outro lado do mundo, Cassandra sentiu seu peito apertar e sua magia se revoltar dentro dela. Ela não sabia o quê exatamente, mas tinha algo se imiscuindo em sua ligação com James, ela sabia que a essa hora ele deveria estar dormindo, mas a conexão entre eles estava ofuscada, como se estivesse mergulhada numa neblina ou dentro d'água.
- O que você fez, James? – Ela perguntou em voz alta.
Então foi isso, o que acharam?
Ah, a frase do Harry chamando o Draco de maldito veela tirei da fic Maldito Veela, da Professora McGonagall, muito conhecida no famdon em espanhol, amo as fics dela e essa em especial é linda. A frase encaixou por aqui, então foi isso.
