Eu voltei, esse capítulo é uma ligação para os acontecimentos do próximo, leiam e me digam o que acham que vem por ai.
James geralmente não tinha pesadelos, depois de anos dormindo acompanhado da namorada ele tinha superado os sonhos que envolviam a morte de sua mãe e as torturas de Colin, por isso, quando Harry acordou com os gritos do adolescente correu de varinha na mão para o quarto de seu primogênito. Quando viu que se tratava de um pesadelo comum ficou aliviado, mas detestou o fato de ver seu filho atormentado por sonhos ruins, Harry sabia exatamente como era horrível não dormir em paz.
- O que aconteceu James? Você está bem?
- Só um pesadelo. – O ruivo disse controlando a respiração, isso ajudava a acalmar as batidas frenéticas de seu coração.
- Com a nossa família nunca é só um sonho. – Harry disse, enigmático.
- Não se preocupe pai, foi só o comum: torturas, sangue, gritos… nada que eu não tenha visto antes.
- Mas você não tinha pesadelos há muito tempo.
- A magia da Cassie geralmente bloqueia esse tipo de coisas. Ela é meu apanhador de sonhos particular. – James brincou, sentando na cama e passando as mãos pelos cabelos, num gesto que fez Harry se lembrar de si mesmo.
- Como assim? – Harry perguntou, curioso.
- Se lembra de quando tio Ron ficava me irritando porque minha primeira magia acidental foi aparecer aqui na mansão, no berço da Cassie quando mamãe não queria me trazer?
Harry deu um sorriso enorme, se lembrando do episódio. Ginny tinha ficado furiosa e orgulhosa ao mesmo tempo. Tinha sido uma grande demonstração de poder por parte do pequeno James de dois anos ter aparecido junto da amiguinha depois de ter se esgoelado por horas pedindo para ir para a casa do papai sem conseguir vencer a resolução da mãe.
- Sua mãe ficou tão irritada. Você nem imagina o susto que nos deu, ela chamou pelo flú desesperada, e eu e Draco também enlouquecemos por dois minutos até Lucius aparecer e dizer muito calmo que você não tinha ido parar no Pólo Norte, só no berço da filha dele.
- Posso querer ver a cara de vocês numa penseira. – James brincou. – Mas enfim, tio Ron ficava dizendo que nós dois sempre fomos tão próximos que parecíamos gêmeos ou então vinculados magicamente. Nós dois chegamos a conclusão de que sim, nós somos. Cassie tem pouca magia veela, só o que herdou do Lucius, mas achamos que somos tão próximos que nossas magias se conectaram, acho que é assim que ela sempre pôde evitar meus pesadelos.
- E o que aconteceu hoje?
- Eu não sei ao certo, posso ter estremecido a ligação hoje quando resolvi… hum… brincar um pouquinho com Teddy. – James disse.
- Brincar um pouquinho? – Harry perguntou com uma pontada de preocupação. – Sabe que você é o escolhido dele, não deveria…
- Dobrá-lo no braço do sofá e mostrar que não é bom provocar serpentes malvadas? – James completou, malicioso.
- E Cassie? – Harry perguntou, ignorando a jocosidade do filho.
- Ela está bem, não é porque você e o Draco vivem numa relação monogâmica, totalmente ciumenta e maníaca que todo mundo faz a mesma coisa.
Harry deu um safanão na cabeça do filho risonho.
-Vou contar para o Draco que você o chamou de maníaco ciumento.
- Eu estava pensando em você, ele é veela, os ciúmes são compreensíveis. – James destacou.
- O roto falando do esfarrapado, me lembro de como você enfeitiçou aquele menino que saiu com a Cassie.
- Eu era estúpido e estava inseguro, as coisas evoluíram muito desde então.
- O suficiente pra você ficar se aproveitando do meu afilhado? – Harry perguntou fingindo seriedade.
- Ele é que quer se aproveitar de mim, sou um jovem inocente sendo perseguido por um lobo lascivo. – James reclamou, de bom humor.
- Até parece. – Harry disse, divertido. – Faça as coisas com cuidado James, não quero ver ninguém magoado por aqui.
- Vocês gryffindors e esse otimismo, alguém vai se machucar pai, a questão é como e quanto vai custar para sarar depois. – James disse desanimado com a perspectiva.
- Odeio ter um filho tão sábio.
- São os genes da minha mãe é claro, todo mundo sabe que você é lerdo.
Outro safanão foi a despedida de boa-noite de Harry antes de sair do quarto do filho mais leve com as explicações dele, mas ainda preocupado. Claro que sua preocupação não mudava o fato de que iria comprar lingerie sexy e que Draco desfilaria só pra ele no dia seguinte.
T J C
Teddy era muito parecido ao padrinho no que se tratava de preguiça pelas manhãs, o jovem lobo tinha dormido gloriosamente bem depois de ter sido "cuidado" por seu escolhido. O rapaz tinha que se arrumar para o trabalho, mas precisava de pelo menos uma xícara de café para começar a pensar em agir como um humano e não como um zumbi. Foi assim, meio adormecido que ele se dirigiu para a cozinha, claro que sentiu o cheiro dela, antes de vê-la. Virou-se assustado para seu sofá, e a viu sentada calmamente com seu traje de viagem elegante e os cabelos presos num rabo de cavalo.
- Com seus sentidos aguçados nunca esperei te pegar desprevenido. – Cassandra comentou, sem perder a pose.
- Com sua educação primorosa nunca esperei que fosse invadir. – Ele espetou, com azedume.
- Se for assim, sendo o leãozinho todo honrado que você é, eu não esperaria que você fosse tentar tirar o James de mim, mas você fez, certo?
Teddy suspirou, a culpa o invadiu mesmo ele lutando contra ela.
- Eu…
- Poupe sua saliva, eu ainda nem fui falar com o James. Eu senti como nossa ligação enfraquecia ontem, ele estava misterioso antes da viagem e eu não questionei sobre isso porque simplesmente não me interessava. Eu não me importaria de dividir Teddy, mas se está querendo roubar o que é meu é melhor se lembrar de que sou uma slytherin e uma Malfoy, eu não gosto de ser ameaçada, menos ainda que sua magia fique impregnada no meu namorado impedindo nossa conexão! – Ela terminou, esbravejando.
- Eu não fiz isso! – Teddy disse com convicção.
- Não? Tem certeza sobre isso? Porque eu senti claramente quando uma nova magia se interpôs entre nós, e não era algo fraco. – Cassandra disse ainda irritada.
- Eu… não fiz. Não conscientemente, pelo menos. – Ele completou, um pouco envergonhado ao lembrar de como sua magia saiu de controle quando James usava os dedos e a língua para satisfazê-lo.
- Ah, temos um lado primitivo saindo para brincar, então? – Ela zombou. – Seria bom avisar seu lobo de que essa intromissão no meu vínculo pode ter feito James sonhar com Colin ou Merlin sabe que coisas, espero que fique contente por isso.
Teddy não esperava um ataque frontal por parte da rival, muito menos antes de que ele tivesse uma xícara de café.
- Não foi minha culpa! Eu não fiz de propósito! E não me venha com ameaças porque nós dois sabemos que você o tem numa falsa nuvem cor de rosa, ele pensa que você não iria querer me arrancar os olhos. – Teddy disse, irritado.
- Você acha que estou brava por que vocês dois andaram se esfregando? – Ela perguntou, revirando os olhos. – Eu não ligo! Aliás, eu adoraria ter sido convidada. Meu problema é que se sua magia atacou o vínculo que eu e ele temos é porque você não quer entrar na nossa relação, você quer destruir!
- Isso é loucura, nós não podemos dividi-lo! Ele só pode amar um de nós. – Teddy disse, batendo o pé.
- Se você pensa assim só posso lamentar por você, não vou tentar mudar sua mente porque temo que para você o tema seja mais instintivo que qualquer outra coisa. Eu amo o James e não vou desistir dela seja qual for o problema em que vocês estejam metidos.
- Eu sou ômega e ele é meu escolhido. Não é um problema, não para mim pelo menos. – Teddy a informou.
Cassandra tinha desejado que Teddy só estivesse apaixonado, isso seria mais fácil, era duro lutar contra uma relação desse tipo.
- Acha que não? Tem que tirá-lo de mim, e eu não sou exatamente uma oponente fácil.
- Você não pode lutar contra o inevitável Cassie, pode levar algum tempo, mas ele vai vir pra mim. Nossas magias pedem isso, é destino. – Teddy disse, calmamente.
- Destino é desculpa para preguiçosos. – A loira disse, taxativamente.
- Se você pensa assim, só posso lamentar por você. – Ele devolveu, sorrindo de modo presunçoso.
Cassandra o olhou por um momento, os olhos cinzentos mostravam uma raiva fulgurante. Teddy podia entender, ele estaria pulando no pescoço dela se a situação fosse inversa, mas não iria recuar diante da garota. Mais tarde, quando ele estivesse com James os dois poderiam voltar a relação amistosa de sempre.
- Não sorria como se sua vitória fosse garantida, vai ter que tirá-lo das minhas mãos mortas.
- Figurativamente, espero. – Ele disse, brincando.
Cassie não respondeu, mas seu silêncio sério deixou claro para Teddy que ela não estava levando nada daquilo na brincadeira.
- Desculpe por ter invadido, não vai acontecer nunca mais. – Ela disse formalmente, indo em direção a porta.
- Não seja exagerada, não é como se não fôssemos família. – Revirando os olhos e dando um meio sorriso.
- Pode me considerar inimiga desde agora, e não se esqueça de quem começou isso aqui com hostilidade. – Ela disse antes de sair, fechando a porta do apartamento suavemente.
- Puta que pariu. – Teddy disse, o dia mal tinha começado e ele já tinha declarado uma guerra fria contra uma serpente que tinha deixado claro que ia por sua cabeça. – Depois da Cassie, os hipogrifos vão ser pão comido.
T J C
Lucius sentiu as proteções da mansão estremecendo levemente pelo mau humor que acompanhou a chegada de sua filha. Ele suspirou, sabia o que vinha por ai e não tinha bons pressentimentos acerca da situação dos jovens da família. Não demorou muito para que sua herdeira caçula entrasse na biblioteca.
- Olá papai. – Ela disse, parecendo desanimada e irritada.
- Olá linda, o que te fez voltar cedo das ruínas mexicanas? – Ele perguntou enquanto a filha tirava a capa e jogava sobre um sofá.
- Você sabe, aposto que todos vocês sabiam o tempo todo! Aquele cachorro vira-lata quer tirar o James de mim! – Ela esbravejou.
- Isso não foi educado Cassandra, não o chame assim. – Lucius disse seriamente, ele pensava que as coisas fluiriam com mais calma do que realmente estavam acontecendo.
- Posso pensar em coisas piores, e não me venha com esse papo de que ele é da família, ele entrou nos meus domínios e em vez de ter a amabilidade de agir com cautela, saltou em cima do meu namorado e até usou magia para bloquear meu acesso ao James. Isso é uma declaração bastante hostil de rivalidade. – A loira disse, se recusando a acalmar seu temperamento.
- Isso explica o pesadelo de ontem. – Disse Lucius, calmo. – Mas não acho que Teddy faria algo assim de propósito, o lado primitivo dele pode ter saído de controle se James esteve perto o suficiente.
- Se conheço bem o James, e eu conheço, ele esteve próximo o bastante para deixar aquele pulguento uivando de satisfação.
- Cassandra, controle a si mesma.
- Eu estou tentando! – Ela exclamou. – Mas me dê um tempo, estava no México pensando que seria delicioso voltar para casa para brincar com James e com um lobinho manhoso para dar de cara com o lobo querendo roubar meu namorado.
- Isso não faz muito sentido. – Lucius apontou.
- Estou um pouco exaltada e não estou me explicando bem. – Ela disse, finalmente se sentando na cadeira de frente à mesa do pai. – James estava sondando, ele deu várias dicas sobre uma situação complicada, e eu percebi que se tratava de algo com o Teddy, pensei que eles estavam atraídos e que iam querer um trio ou algo pelo estilo, mas não, esse pulguento não quer uma parte do James, quer roubá-lo inteiro e isso eu não vou deixar.
- Você não se importaria em dividir James? Sentimentalmente falando? – Lucius perguntou, ele não se importava de um trio ocasional, mas era sexo, sua filha falava de dividir sentimentos e isso o deixava confuso.
- Não posso impedir que ele se apaixone por outra pessoa, temos um relacionamento sólido e eu confio que ele me ama, por que seria errado que ele amasse outra pessoa se isso não interfere no que tem comigo? O problema é que aquele lá quer tirar tudo de mim.
- Aquele lá se chama Teddy, e ele não quer tirar tudo de você. – A voz de Draco surgiu, bem como o veela, que ouviu a última parte da conversa. – Teddy é um ômega, James é seu escolhido, ele só quer o que sua magia diz que lhe pertence.
- Lá vem a conversa de destino! – A loira disse enfada, olhando irritada para o irmão. – Eu não acredito nessa droga, se ele quer roubar meu namorado, vai ter que trabalhar para isso e não pense que vou ficar parada. Seu menino bonito pode ficar não tão bonito assim se me provocar o suficiente.
- Não seja infantil, pare de lutar contra o que é inevitável. – Draco disse.
- Você nunca quis que eu namorasse seu filho. – Cassie acusou o irmão, meio incrédula, ao se dar conta de que todas as indiretas e birras de Draco não eram ciúmes de James, mas a preferência por Teddy.
- Só porque eu sabia que ia dar nisso! – O veela exclamou, olhando acusativo para o pai. – Eu disse várias vezes pra todo mundo que esse namoro não ia dar certo e que vocês iam acabar ferindo o Teddy e…
- Draco, já chega! – Lucius exigiu, num tom sério e que fez seus filhos gelarem. – Eu não vou admitir que essa briga vá mais longe, meus filhos não vão agir como dois meninos de dois anos de idade para acabarem numa briga no chão da minha biblioteca. Eu estava tendo uma conversa com a sua irmã, saia. – O loiro mais velho exigiu para o filho.
- A conversa diz respeito a um dos meus filhotes, mas vou sair porque já disse o que queria.
- Que prefere o lobo a mim, entendi a mensagem. – Cassandra disse friamente. – Vou me lembrar de que está no lado contrário.
- Isso não é verdade e eu não vou discutir essa insanidade enquanto estiver se comportando como uma menina mimada. -
- Se defenda da maneira que quiser, no final das contas, você o prefere. – Cassandra disse, de maneira definitiva.
O olhar gélido de Lucius fez com que Draco saísse sem continuar a discussão.
- Isso é exatamente o motivo pelo qual eu quero que tome cuidado Cassandra. – Lucius disse, e ela soube que estava falando sério. – Eu não quero que essa família se parta ao meio, já somos poucos para deixar isso acontecer.
- Não vou fazer promessas que não sei se vou cumprir pai. Não estou muito propensa a sentar na mesma mesa que o lobo, aliás, eu bem poderia envenená-lo qualquer dia desses. – Ela disse, abrindo a porta e saindo do local.
Lucius massageou a testa, ele sabia que seus problemas mal tinham começado.
T J C
James tinha saído com Scorpius pela manhã, seu irmãozinho tinha dito que queria conhecer o zoológico trouxa de Londres. E o que Scorpius queria, ele tinha, era assim que funcionava na família Malfoy-Potter. Quando voltou para a mansão já no fim da tarde, o pequeno dormitava em seus braços, cansado, mas feliz. Ele não se surpreendeu de encontrar Cassandra sentada num dos sofás com cara de poucos amigos.
- Sabia que ia votar mais cedo. – Ele disse, se aproximando para beijá-la no rosto.
- O pequeno tirano te levou para onde, dessa vez? – Ela perguntou, sorrindo para o pequeno nos braços de James.
- Zoológico trouxa, papai vai me matar porque ele vai pedir um urso polar de presente. Passou horas olhando pra eles e dizendo que são melhores bichinhos de estimação que os pavões albinos do Lucius. – James disse sorrindo. Queria ver seu pai saindo dessa.
- Harry vai te matar, ponha o menino na cama, temos que conversar. – Ela disse.
- Eu sei, mas não precisa ficar preocupada. Não aconteceu nada.
- Aconteceu tudo do jeito errado. – Ela retrucou, olhando meio decepcionada para ele.
James franziu o cenho e se apressou em deixar Scorpius em sua cama. Quando voltou para sala não perdeu tempo com amenidades.
- O que diabos aconteceu do jeito errado? Eu e Teddy só conversamos sobre o que está acontecendo e brincamos um pouco, nada do outro mundo. – Ele disse.
- Você não percebeu? A sério que não percebeu que ele entrou na nossa ligação?
- Eu percebi que ele tinha ficado turva, mas pensei que você tivesse entrado mais fundo nas ruínas da cidade subterrânea e que era isso. – Ele disse, confuso. – Foi Teddy? Como?
- A magia dele se liberou quando vocês brincavam e interferiu na ligação mágica entre o "escolhido" dele e a rival, no caso eu.
- Como sabe?
- Deduzi e claro, fui falar para o lobo que não gosto de intromissões desse tipo. Pensei que ia seduzi-lo pra nós dois e não que ele ia tentar roubar você de mim. – Ela completou, preocupada.
- Eu sei, eu sondei sobre um trio, mas ele disse que não vai ser uma possibilidade.
- Está pensando em ficar com ele? – Ela questionou.
- Estou atraído por ele, o que é muito diferente do que temos. Essa coisa entre ele e eu não é nem de longe tão completa ou natural quanto é estar com você.
- Mas… pressinto que tem um "mas". – Ela disse, suspirando.
- Mas minha magia me empurra pra ele, do mesmo jeito que ela procura por você quando preciso me sentir amado e importante, eu queria os dois. – Ele lamentou.
- Então, está dando uma chance para que ele te conquiste. – Ela concluiu.
- Sim, mas isso não quer dizer que vamos terminar. Com o Teddy é tão complicado e sem sentido. – James disse, fazendo uma careta.
- Ah, pelos cabelos de Morgana! Eu me sentia exatamente assim quando comecei a me apaixonar por você. – A loira disse, num sorriso triste.
- Vamos dar um jeito Cassie, juntos. – Ele disse, segurando a mão da namorada e beijando os nós dos dedos dela.
- O meu jeito no momento é mandar um AK na cara do lobo.
- Não seja boba, Draco iria nos matar lentamente depois. – James brincou.
- Não precisa me lembrar desse detalhe, meu irmão já deixou isso bastante claro.
Ela explicou sobre a briga com Draco depois do olhar confuso de James. Os dois continuaram falando e quando Harry chegou do Ministério os encontrou deitados no tapete abraçados e conversando.
- Vocês são tão bonitinhos juntos.
- Não quero ser bonitinho, quero ser sexy, assim você acaba comigo pai. – James reclamou.
- Você é sexy, e ainda está tão bronzeado que me faz pensar em coisas pervertidas. – Cassie disse no ouvido do namorado.
- Vão para o quarto, pelo amor de Merlin! – Severus esbravejou ao entrar na sala e ver sua filha enroscada em James, beijando o pescoço do ruivo.
- Ouviu seu pai Cassie, vamos para o quarto fazer coisas inapropriadas. – James disse puxando a namorada rumo às escadas.
- Adolescentes hormonais, odeio isso. – Severus reclamou. – E por que não fez nada antes de eu chegar, Potter?
- Eu? Pensei que preferia os dois às vistas do que trancados num quarto fazendo só Merlin sabe o que. – Harry disse, provocando o mais velho.
- Ah, eu deveria deixar seu filho pervertido impotente. – Severus resmungou.
- Não vai fazer isso porque sua filha iria detestar. Ela parece gostar da perversão dele.
Harry escapou por pouco do feitiço que Severus lançou, o Chefe dos Aurores tinha certeza que era magia negra, mas quem era o louco de questionar Severus Prince-Snape?
T J C
James sabia que sua magia e a de Cassie já estavam juntas de novo, mas ele também podia sentir um novo link, uma nova presença que o fazia sentir arrepios de prazer com sonhos eróticos. Ele podia estar abraçado ao corpo macio da loira, mas sua ereção se devia as imagens que tinha de certo lobo ajoelhado e com seu pau na boca. Teddy estava jogando sujo, e ele estava gostando.
Teddy sorria em meio a seu sonho, esperava que James também estivesse vendo o mesmo que ele, queria o ruivo no ponto certo para o dia seguinte. Ele iria mostrar a seu escolhido que o tempo para brincadeiras tinha acabado.
E então, o que acharam? Me digam, estou curiosa.
