Olá pessoas, eu voltei. Como o título diz, esse é o capítulo das consequências e no próximo temos o vínculo. Leiam e aproveitem.
James deixou que Teddy o levasse para o quarto dele na mansão, quarto que pouco usava, já que costumava dormir com Cassie a maior parte das noites. Quando os dois se deitaram, ele desejava dormir por anos e só acordar quando toda a confusão tivesse acabado. Covardia? Bem, ele não tinha ido a Slytherin por bravura.
- James, você está bem? – Teddy perguntou, ao vê-lo tão calado e com os olhos fixos no teto.
- Não. – Ele disse simplesmente.
O lobisomem se deitou ao lado dele, acariciando seus cabelos e sem saber o que fazer.
- O que posso fazer?
- Nada, eu só preciso de tempo. Eu sinto muito, mas não tenho ânimo para nada hoje.
Teddy odiava a falta de interação, mas podia entender perfeitamente seu escolhido. Aquela não era uma boa noite para os dois se vincularem, e, ele não queria pressionar o ruivo mais do que a situação em Hogwarts já tinha feito. Claro, que toda essa percepção não mudava o fato de que bem no fundo, ele esperava que James saltasse em cima dele e o fodesse bem duro assim que entrassem no quarto.
- Eu entendo. – Ele disse, querendo fazer James se sentir melhor.
- Você não entende. – James disse, mais secamente do que pretendia, mas suavizou a crítica estendendo a mão e acariciando uma das orelhas de Teddy, o que era quase tão efetivo quanto acariciar MiniMoony. – E se essa relação vai funcionar tem que começar a ser honesto aqui. Eu minto para muitas pessoas, mas não para você. É assim que funciona.
Teddy assentiu, praticamente gemendo de prazer com a carícia. James percebeu e se lembrou de que o lobisomem estava no cio, o que o deixava numa posição delicada. Tomando uma decisão, ele deixou sua mão escorregar até o membro de Teddy, não se surpreendendo de encontrá-lo duro, afinal, o lobo estava no cio. Sem pressa, o ruivo começou a acariciar a ereção de Teddy, fazendo o lobo se retorcer a seu lado.
- James… você disse que não queria.
- Eu não, mas você sim. Você é a prioridade aqui.
Teddy quase derreteu ao ouvir isso, mais ainda porque o ruivo tinha baixado sua calça para ter melhor acesso a sua ereção. O lobisomem abriu mais as pernas, sentindo o sangue bombear loucamente em sua cabeça, mal registou o feitiço lubrificante que James lançou em sua ereção, mas sentiu nitidamente como ele a apertava com mais firmeza e masturbava-o num ritmo duro. O lobinho praticamente alulou e sentiu um jato quente de lubrificação saindo de sua entrada necessitada, enquanto sentia o orgasmo se aproximar. Praticamente uivou de prazer quando James percebeu como estava excitado e sem parar de masturbá-lo deslizou a outra mão para abrir sua bunda e enfiou dois dedos dentro dele, fodendo-o lentamente, algo que o enlouquecia. Teddy ondulou os quadris, seguindo o ritmo das mãos de James, que o conduzia a um estado de excitação exacerbado, por estar no cio. O ruivo não precisou de muito mais do que meia dúzia de golpes fortes em sua ereção e em seu buraco para fazê-lo gozar num grito baixo.
Quando o lobisomem saiu da nuvem de prazer onde o orgasmo o tinha levado, percebeu que James o limpava com uma toalha úmida. Sorriu para o ruivo.
- Acho que gosto de ter meu próprio elfo. – Brincou.
- Cuidado MiniMoony, não vou ser sempre bonzinho assim. – James disse, dando-lhe uma palmada em seu traseiro nu.
Teddy corou, mas resolveu aproveitar aqueles momentos inicias de intimidade com James. Os primeiros sem a sombra de Cassandra.
T J C
Harry só chegou à mansão na manhã seguinte. Ele tinha tido uma noite agitada tentando resolver as coisas com o Controle de Criaturas Mágicas. Os lobisomens capturados eram puros e controlavam bem a transformação, o problema era que o CCM não aceitava a legitimidade disso, alegando que todos deveriam ficar nas jaulas, o que é claro, causaria um enorme problema político com os clãs da Europa. Ele tinha saído do Gabinete do Ministro sem que a discussão chegasse a um fim, mas precisava ver como andavam as coisas com sua família também. Quando ouviu Draco rindo, sabia que as coisas não podiam estar tão ruins, chegou no salão para ver seu veela rindo das tentativas de Scorpius para pegar o açucareiro mágico, que fugia do menino.
- Papai! Pega pra mim! Eu quero açúcar no meu leite! – O loirinho pediu, assim que o viu.
- Claro. – Com um simples accio, Harry capturou o pote e colocou um pouco de açúcar no leite do filho, ao mesmo tempo em que beijava os cabelos de Draco.
- Noite ruim na Central? – Draco perguntou, olhando severamente para Scorpius, que parou de fazer carinhas na geleia em sua torrada.
- Você nem imagina o tamanho da bagunça que a festinha dos lobisomens em Hogwarts deixou para gente limpar. – Harry respondeu, cansado, mas sentando para tomar café com a família.
- Imagino sim, o pessoal de St. Mungo ficou esperando dezenas de alunos mordidos, mas soube que nenhum sofreu nada além de arranhões e sustos traumatizantes.
- Isso mesmo, eles explicaram que foram competir por Teddy. Pensavam que os magos entenderiam isso e que não iam machucá-los, claro que o CCM pensa diferente e quer encher as jaulas com os lobisomens puros.
- Isso é absurdo! É como querer prender pequenos magos por magia acidental! – Teddy exclamou, entrando na sala.
- Desculpe, mas não acho que os casos sejam similares. Eles invadiram a escola, não pode achar que vão deixá-los sair dessa com uma palmadinha na cabeça. – Contrapôs James, sentando também.
- É claro que são! Magia acidental é instintiva, os lobisomens terem ido atrás de mim também, se eles quisessem ter causado estrago não teria muitos alunos em Hogwarts sem um par de mordidas. Lobisomens podem ser malditamente sorrateiros e letais quando querem. – Teddy disse, franzindo o cenho.
- Que seja, mas não espere que eu lamente se os trancarem numa jaula e jogarem a chave fora.
- Isso é cruel e desumano! – Teddy exclamou, escandalizado.
- Eles atacaram pessoas que eu gosto, não dou a mínima se vão apodrecer numa jaula nos porões do Ministério. – James retrucou, sem entender a indignação de Teddy.
Harry e Draco trocaram um olhar compreensivo. Um gryffindor como Teddy nunca ia entender as posições de um slytherin como James, isso os fazia lembrar do começo do relacionamento dos dois. Temendo que o mais novo casal começasse uma briga séria, o veela interveio.
- Relaxe Teddy, ele não faria isso com lobisomens que não te atacaram, tem que entender que o jeito dos slytherins verem as coisas são muito diferentes do seu. Agora, coma alguma coisa ou a poção supressora vai te dar dor de estômago.
Teddy olhou feio para James, mas começou a comer.
- Onde estão Lucius e Severus? – James perguntou, relutante.
Draco ia abrir a boca para dizer que provavelmente na cama, comemorando a vitória de Lucius na aposta com Harry, quando seu marido se adiantou, parecendo mais cuidadoso do que o costume.
- Os dois viajaram. – Harry disse, evitando olhar para qualquer coisa que não fosse sua xícara de café.
- Como assim? Meu padrinho viajou sem me avisar? – Draco parecia ofendido, já que era Severus quem preparava pessoalmente suas poções fortalecedoras de gestante.
- Eles foram para a França, mas devem voltar logo. Dois dias no máximo.
- Hum, aqueles dois deviam parar de sair de lua-de-mel nessa idade. – Teddy brincou.
- Eles foram levá-la, certo? Ela se foi. – James disse com voz sumida.
Harry assentiu, tinha discordado veementemente da vontade da cunhada, mas os pais de Cassandra quase nunca negavam nada a sua herdeira. Mesmo que isso significasse que ela mudasse de escola menos de uma semana antes dos exames e que deixasse para trás uma história mal resolvida com James.
- Ela deixou uma carta? – James questionou e Harry percebeu que ele lutava contra as lágrimas que brilhavam em seus olhos verdes.
- Não, só um recado. – Harry não podia se sentir mais miserável. – Ela disse que entendeu a mensagem, não quer te ver, mas deseja sorte.
James odiava aquilo, sua garganta fechou e ele saiu da mesa sem pedir licença. Ele sentia uma opressão no peito que sabia que não ia embora tão cedo. Ela tinha ido e ele tinha certeza que não era por pouco tempo, ele odiava aquilo quase tanto como as lágrimas que não podia impedir de caírem de seus olhos. Quando um par de bracinhos envolveu suas pernas, sabia que era seu irmão e o viu olhando-o preocupado.
- Não chore Jamie, os vovôs vão voltar logo. – Scorpius disse. – Te deixo dormir comigo se estiver com muita saudade.
James riu entre as lágrimas e se abaixou para abraçar o irmão.
- Queria que fosse tão simples, pequeno.
T J C
Lucius e Severus não voltaram em dois dias, mas uma semana depois, e Cassandra chegou com eles. Ela tinha resistido a ideia, mas resolveu deixar de teimosia quando percebeu que seria impossível para James estar na mansão no meio dos exames. Ela esperava que doesse menos, mas quando entrou em seu quarto, não pôde deixar de odiar cada pequeno detalhe do local, porque cada coisa em seu quarto a lembrava de James.
Enquanto a loira olhava desiludida para seu quarto, seus pais conversavam com Draco e Harry na sala. O veela estava mais calmo e muito bonito, com os cabelos soltos e uma túnica verde de tecido muito leve, que quando ele se movia evidenciava sua pequena barriguinha.
- Ela já terminou os exames? – Harry perguntou, impressionado.
- Ah, sim, em Paris eles começaram na manhã depois de chegarmos. Acho que foi bom, a manteve ocupada. – Lucius deu de ombros.
- E ela foi impressionante, é claro. – Severus disse, sem esconder o orgulho.
- Meus genes, é claro. – Lucius disse, igualmente exibido.
- Até parece! Meus genes. – Severus insistiu. – Seus genes a fizeram loira, só isso.
- Má ideia, padrinho, muito má ideia. – Draco disse rindo, ao ver o pai crispar os lábios.
Severus percebeu tarde demais seu erro e quando abriu a boca para retificar sua ofensa, Lucius já tinha sacado sua varinha e a próxima coisa de que o pocionista foi consciente era de todos pareciam muito grandes e ele muito próximo do chão. Se pudesse Severus teria gritado, mas só pôde coaxar, transformado num sapo.
- Vejamos se aprende que genes mandam depois de uns dias nessa forma. – Lucius disse de mau humor.
Draco riu dos pais e Harry teve pena do pequeno sapo-Snape e o pegou, arrulhando para os olhos negros e rindo, porque sabia que o pocionista iria matá-lo por tê-lo tratado como algo fofinho. Pensando que devia ter uma conversa com a irmã, ele se dirigiu ao quarto dela e quando sentiu cheiro de fumaça se apressou, preocupado. Ao abrir a porta, encontrou o quarto iluminado não só pelas imensas janelas da sacada, agora abertas, mas também aquecido pelo fogo vivo na lareira, onde ele podia ver queimando vários itens que sabia que a irmã amava. A começar por várias roupas.
- O que você está fazendo?! – Ele perguntou, horrorizado.
Ela parou, com o grimório que tinha ganhado de James anos atrás numa das mãos. Ela olhou para Draco com um desprezo e ressentimento que doeram no veela. Ignorando-o, ela atirou o grimório na lareira, coisa que fez Draco reagir e invocá-lo com rápido accio.
- O que diabos há de errado com você? Resolveu queimar suas coisas do nada? Isso é a coisa mais… – Ele parou de falar quando se aproximou da lareira e viu que fotos dela junto com James ardiam no fogo e de repente, ele entendeu. – Está queimando as coisas que tem a ver com James.
- Brilhante dedução, pode sair, agora? – Ela perguntou, friamente.
- Não! Isso é insanidade, essas coisas são recordações, não devia queimá-las, deve guardar porque um dia vai querer vê-las. – Ele disse.
- O que diabos você entende disso?! – Ela gritou, sem paciência para continuar ignorando o irmão. – Você, maldito traidor! Deveria estar dando pulos de alegria e colocando no quarto comigo dentro!
Draco deu dois passos para trás, assustado com o tamanho da raiva dela.
- Vocês ganharam! Ele me deixou, quebrou meu coração em milhões de pedacinhos e não sobrou nada de bom! Eu queimar cada coisa me lembre dele pra nunca mais ter que sentir essa dor de novo!
Draco não largou o grimório, mas segurou sua varinha, não queria chegar a esse ponto, mas de jeito nenhum ia entrar numa briga com a irmã desarmado, ainda mais gestando. Ela percebeu o gesto e deu um sorriso cruel.
- Não se preocupe, eu não atacaria nenhum gestante. Além disso, você não vale a pena!
- Você está brava e ferida, mas isso vai passar e vai se arrepender de ter destruído essas coisas. Agora, pare com isso. – Ele disse, ignorando a pontada de dor ao ouvir isso da menininha que tinha cuidado com tanto esmero.
- Você não o direito de falar comigo, não hoje, nem nunca mais! Eu não estou ferida, eu estou quebrada! – Ela esbravejou. – E você não respeita nem isso, porque acha que se alguém não tem sangue de criatura o suficiente pode esquecer de um amor como quem esquece de um brinquedo quebrado. Novidades pra você: não podemos! Doí como o inferno e eu nunca vou te perdoar por ser incapaz de entender isso.
Quando terminou, ela parecia extremamente cansada.
- Agora, se tem por mim um centésimo do apreço que mostra pelo seu querido lobisomem, vá embora e não volte.
Meio anestesiado, Draco se virou e saiu, mas antes invocou os álbuns de fotos e enfeites que sabia terem conexão com James, de jeito nenhum ia deixá-la queimar o passado. Quando estivesse mais calma, os dois fariam as pazes.
- Isso foi muito violento, não acha? – A voz calma de Lucius chegou até ela, aparentemente ele tinha assistido a briga de camarote.
- Ele me machucou muito e nem pediu desculpas.
- Nós somos Malfoy, pedir desculpas está além da nossa genética. – Lucius disse.
- Perdoar também. – Cassandra completou.
- Eu odeio brigas na família Cassandra. – Ele disse.
- Não é uma briga, é uma ruptura definitiva. – Ela foi categórica.
- Espero para o bem dessa família que seja sua raiva falando. Ainda vai querer viajar?
- O mais longe possível, estive pensando no Haiti.
Lucius achava uma péssima ideia, mestres vodu e muita dor e raiva podiam ser uma péssima combinação, mas não iria interferir na formação da filha, ela tinha ganhado essa viagem com as classificações brilhantes nos exames.
- Que seja, mas vai tomar cuidado, não é?
- Magia Negra não deve ser incrementada com sentimentos negativos, eu sei.
- Espero que sim.
T J C
Teddy podia sentir a tensão no ar quando ele e James chegaram de Hogwarts. O ruivo se jogou num dos sofás com aspecto sofrido.
- O que foi filhote, os examinadores te maltrataram? – Draco perguntou, carinhoso.
- Eu me ferrei na maior parte dos exames, se é isso que quer saber. – James reconheceu.
- Não pode ter sido tão ruim. – Draco disse, preocupado.
- Para o filho de Harry Potter? Foi um fiasco. Não foi a melhor semana da minha vida e eu não ligo para os resultados tanto assim, administração e direito não precisam de notas em encantamentos mesmo. – Ele disse, dando de ombros.
Teddy parecia ferido aos olhos de Draco, mas o pior foi o desânimo de James, que pediu licença e foi para o quarto.
- Ele tinha razão. – Teddy disse. – Uma vez ele me disse que ela era parte dele e que não sabia viver sem a ter por perto, é verdade. É como ter um James pela metade, e eu odeio isso.
O cio já tinha ido embora, James tinha ajudado muito, mas os últimos resquícios de hormônios o deixavam sensível, e ele os culpou pelas lágrimas.
- Relaxe menino bonito, é só dar um tempo pra ele. Sei que está ansioso pelo vínculo e por um namoro tranquilo, mas se esquece de que ele está sofrendo porque acabou de romper um relacionamento longo e muito importante. Seja racional e dê espaço para ele se curar.
Teddy sorriu, entendendo o ponto de vista de James. Ele estava passando pela dor de um rompimento e ele só tinha que esperar para que tudo voltasse ao normal.
- Você está certo. – Teddy disse.
Draco revirou os olhos.
- Sempre estou.
T J C
James sabia que conhecia pouco da comunidade mágica da Inglaterra, afinal, seu pai era superprotetor e ele viveu basicamente entre a mansão, a Toca e Hogwarts, Hogsmeade não contava porque era muito pequena e praticamente colada à escola. Por isso, quando vislumbrou o enorme prédio onde ficava a Universidade Mágica quase caiu para trás. Era uma versão menos glamurosa de Hogwarts, já que os prédios eram simples e cobertos de hera, mas não impressionantes como o castelo. Mas a vila ao redor era tudo menos decepcionante. Ele tinha visto os bares e cafés, um par de boates e tinha certeza que a moça que piscou para ele de uma janela era uma prostituta. Aquilo era o paraíso.
- Por que está babando pra ela, James Sirius? – A voz de Teddy foi cortante, e o ruivo corou.
- Só estou sendo educado, lobinho. – Ele se desculpou.
Teddy olhou feio para o namorado e para a moça, fazendo-a fechar a janela rapidamente. Nos meses de férias, os dois tinham aumentado sua intimidade a um grau em que Teddy podia dizer só de olhar quando James estava aprontando, ou pensando em aprontar. O lobo se sentia deliciado com aquela relação e mal podia se conter, esperando para completarem o vínculo, única coisa que ainda não tinham feito.
- Espero que não esteja planejando ser assim de educado com todos por aqui… ou em vez de te ajudar a se mudar para o alojamento, vou eu mesmo vir morar aqui.
James parou no meio da rua para olhar o namorado e viu que Teddy estava fazendo beicinho. Maldição, esse beicinho era irresistível e James não pôde deixar de sorrir e beijar o lobisomem, que respondeu ao carinho. Os dois estavam mais preocupados em se beijar do que em prestar atenção ao fato de que estavam no meio da rua, foi só quando um senhor tossiu perto deles que se separaram. James olhou feio para o velhinho.
- Eu estou ocupado por aqui, velhote, qual o problema? – O ruivo perguntou de mau humor.
- Problema nenhum, jovem Potter, mas imaginei que iria querer chegar na hora a seu exame de admissão… estou indo para o prédio agora e não gosto de ver meus alunos correndo para achar a Sala da Cúpula.
James empalideceu quando o velho homem desapareceu diante de seus olhos. Ele tinha sido aceito na Universidade, mas ainda tinha que passar nos testes dos professores para saber as turmas que frequentaria. Lucius tinha jurado que se ele fosse mandado para turma dos atrasados iria cruciá-lo ao estilo de Voldemort.
- Estou atrasado! E é culpa sua. – James acusou o namorado.
- Minha?! Quem foi que insistiu que sim, tínhamos tempo para um banho duplo que descambou para brincadeirinhas pervertidas no chuveiro?
Tinha sido James, claro, mas ele não iria reconhecer. Beijou Teddy e saiu correndo, deixando o lobisomem sorrindo, as coisas finalmente entravam nos eixos.
T J C
Draco se sentia muito grávido no natal, grávido e irritadiço, para o azar de Harry. O veela tinha passado horas preparando cada detalhe da festa, ficando obsessivo como sempre com que tudo saísse perfeito. James tinha chegado da Universidade reclamando sobre o fato de seu professor de contabilidade ser um déspota e começou a entrar em longas conversas com Lucius sobre certos professores e métodos para trapaceá-los, coisa que fez Harry olhar feio para o sogro.
- Não ensine meu filho a trapacear nos exames. – Harry, rosnou.
- Meu caro, em contabilidade os feitiços por si só já são uma trapaça. Agora, fique quietinho, quando precisarmos de músculo e não de cérebro, te chamamos.
O moreno ia replicar novamente, quando Severus entrou no salão com um carranca e uma carta.
- É melhor ler isso. – Ele disse ao marido.
Lucius pegou o pergaminho e fez uma careta quando terminou.
- Quem vai escrever a resposta? – Severus perguntou.
- Eu, você seria descortês e não vai fazê-la mudar de ideia com grosserias e ordens.
- Quem tem que mudar de ideia? – Draco perguntou.
- Cassandra não vem para as festas. – Lucius informou.
Draco arregalou os olhos.
- Mas… eu programei tudo do jeito que ela gosta. – O veela choramingou. – Eu comprei presentes perfeitos e…
- Draco, ela ainda está brava com você. Não force, vai se decepcionar. – Lucius pediu.
Harry fez um esgar de desgosto. Só ele sabia como o veela tinha ficado arrasado com o que tinha ouvido da irmã, afinal, foi nos braços dele que o loiro foi chorar.
- Mas, ela vai ficar sozinha? – Teddy perguntou, abismado.
Lucius olhou para o lobo, sentado no colo de James, que por sua vez, tinha o olhar misterioso, difícil de decifrar. Quando notou seu olhar, o ruivo começou a beijar o pescoço do namorado, fugindo da avaliação.
- Aparentemente vai viajar para Dubai com um grupo de trabalho, vai observar a construção de um novo palácio para um sheik. – Lucius contou.
O loiro ainda tinha calafrios ao pensar na profissão que a filha tinha escolhido. Arquiteta? Algo tão proletário, mas era culpa dele, quem mandou deixar a garota ir visitar um monte de monumentos e estudar? Meninas burrinhas se casam e ficam em casa, as espertas saem para desbravar o mundo. Como era difícil ser ele.
Todos na sala pareciam ler sua expressão, porque riram suavemente. Mas no fundo, todos estavam tristes, era o primeiro natal que a família passaria separada.
Então, foi isso por hoje. O que acharam? Me digam.
E eu tenho uma nova fic, caso queiram dar uma lida.
E podem me fazer um favor? Denunciar uns comentários com xingamentos da KiaraLive? Eu já fiz, mas eles ainda não tirara. Agradeceria muito.
Beijos.
